História Institute of Arts in Los Angeles - Interativa - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey. Essa é a primeira parte de um capítulo que eu decidi dividir em dois. Os personagens que ainda não apareceram nesse, aparecerão no próximo, tá? Esses dois primeiros capítulos servem para, especificamente, apresentar os personagens à vocês.

Por sinal, sei o quanto é chato ver tantos personagens e não saber como imaginá-los, então...



[GUIA DE APARÊNCIAS]

•Johanna Thompson: Sabrina Carpenter.

•Coraline Belikov: Dove Cameron.

•Jesmine Scarlet: Zooey Deschanel.

•Kim Min-Jun: Lee Jong Suk.

•Ethan Sayuri: Peter Andrian Sudarso.

•Oziel Celeski: André Klitzke.

•James Palmer: Shawn Mendes.

Capítulo 2 - Como Sobreviver ao I.A.L.A. (Parte 1)


Coraline Belikov não era exatamente o que as pessoas esperavam que ela fosse. Pelo menos não quando todos ficavam sabendo que ela e Johanna Thompson são primas.

Compartilham o mesmo sangue. Tão fisicamente parecidas, mas ao mesmo tempo tão opostas.

Uma bela prova disso era o que estava acontecendo exatamente naquele momento. Com o pai preso por roubo e por dirigir bêbado e a mãe sabe-se-lá onde (Abandonara a garota há poucos meses atrás, quando o marido foi preso), Coral acabou na guarda de seus tios, o senhor e a senhora Thompson. Morando na mesma casa que a prima, talvez a Belikov tivesse alguma chance de tentar consertar Johanna, certo?

Errado.

-Johanna! Me espera! - A mais velha pedia (com um sotaque russo que, apesar de estar numa frase tão curta, era bem notável), enquanto perseguia Joh pelas ruas no meio de uma chuva. A mansão dos Thompsons não era longe da escola, e por isso as garotas podiam ir a pé. Mas Johanna sempre pegava o caminho mais longo. E, nesse exato momento, com ambas as garotas bem agasalhadas no meio de uma chuva intensa numa rua quase vazia de manhã, Joh girava com o guarda-chuva como uma bailarina, sem se preocupar em proteger a si mesma. Já estava encharcada, assim como Coraline, que havia perdido seu guarda-chuva no meio de uma ventania em algum momento da perseguição.

-Tenta me acompanhar, Coral! - Johanna respondeu, girando ao redor de um poste, imitando uma das cenas do filme "Singing' in the rain", um famoso musical da década de 50.

-Você não pode nem andar como uma pessoa normal? - Belikov perguntou, indignada. Ela andava rápido; mas não chegava a correr, por precaução. Ela era uma garota decidida, segura e determinada; entretanto, era cheia de cautelas e regras, algumas delas sendo "não chegar atrasada na escola" e "não correr na chuva, por risco de cair". Coral sentia que estava prestes a desobedecer as duas.

-Hey, você não pode se divertir como uma pessoa normal? - Foi a resposta de Johanna, enquanto pulava numa poça d'água que se acumulava num canto da rua. - Não seja tão sem graça, Coral.

-Eu não sou sem graça. Eu tenho graça fazendo coisas que não sejam totalmente irresponsáveis, tipo fugir da prima e pegar o caminho mais longo pra ir para a escola. Se tivéssemos ido pelo caminho que eu queria ir, já estaríamos no Instituto há dez minutos. - A garota murmurou, cruzando os braços ao redor do corpo. Seu casaco grosso e calças jeans, agora encharcados pela chuva, estavam começando a pesar. E ela, a sentir frio.

-E... Qual seria a diversão disso? - Perguntou Johanna, com um sorriso no rosto, soltando o guarda-chuva e deixando-o ser levado pelo vento para longe.

-Não! - Gritou Coraline, andando mais rápido para ver se conseguia alcançar o guarda-chuva. Quando não conseguiu, a garota bufou e voltou a abraçar o próprio corpo, finalmente andando lado-a-lado com Johanna, que agora caminhava alegremente como uma pessoa normal. - O caminho até a escola não deveria ser divertido, Joh.

-Só não é divertido porque você não quer que seja. Fica aí, quietinha, cumprindo regras, respeitando autoridades, chegando na hora, entregando trabalhos no prazo, nunca fazendo nada de errado, ajudando todo mundo mesmo quando as pessoas não querem ajuda, sorrindo mesmo que não tenha amigos para sorrir com. Sua vida parece ser tão... Entediante. - Comentou Johanna, já começando a abraçar a si mesma também. Faltavam poucos quarteirões para que elas cheguem na escola.

A única parte boa era que, na escola, armários. Se não fosse por isso, aquela chuva nada-típica de Los Angeles teria acabado totalmente com seus livros e cadernos, e isso era algo que Coraline não iria suportar. As loiras continuaram andando em silêncio, até que Johanna se manifestou:

-Quer saber? Você tá convidada para a minha festa de amanhã. Meus pais vão sair a trabalho, então eu vou dar uma festa lá em cas--

-Você não vai dar uma festa. Lembra do que os seus pais falaram? Eu sou a mais velha, eu fico no comando enquanto eles estiverem fora. Você não vai fazer uma festa. - Coraline interrompeu. Então ela fez uma rápida careta. - E, mesmo se fizesse, eu estaria lá. Porque, não sei se você percebeu, mas moramos na mesma casa.

-Eu tava pensando em te trancar no seu quarto na hora da festa. - Johanna admitiu, dando de ombros em seguida. - Pra falar a verdade, eu já tinha até planejado os detalhes com o James e... Ah, enfim. Você não vai me impedir de dar uma festa, Coral.

Johanna fez um biquinho e uma cara de cachorrinho que caiu da mudança enquanto elas passavam pelos enormes portões de entrada que dava diretamente no pátio da I.A.L.A. A mais velha começou a andar ainda mais rápido na direção da parte coberta da escola, à procura da sala em que ela teria sua primeira aula, química. Johanna a seguia.

-Já disse que não, Joh. E não me olhe desse jeito.

-Por favoooor. Juro que vai estar tudo limpo antes dos meus pais voltarem. Eu já fiz esse tipo de festa milhares de vezes, eles nunca notaram. Mas, se eles notarem, eu assumo toda a responsabilidade. Vai. Faz alguma coisa de errado pelo menos uma vez na vida, mulher. - Johanna falou, empurrando de leve e de modo amigável o ombro da prima. Coral respirou fundo.

-Quer saber? Faz o que você quiser. Contanto que esteja tudo arrumado até amanhã à tarde, eu não ligo. - A mais velha falou.

-Sério? - Johanna perguntou, com os olhos arregalados, mas sorriu. Abraçou a prima de lado e beijou a bochecha dela de modo estalado, o que fez Coraline rir. - Você não vai se arrepender. Vai ser a festa mais épica do ano.

Então Johanna saiu saltitando até a direção contrária em que elas estavam seguindo, provavelmente indo até sua sala. Coral riu da animação da garota, indo para o laboratório de química. Abriu a porta, entrou, mas parou assim que percebeu todos a encararem estáticos. Alguns riam, outros cochichavam, outros apenas arquevam as sobrancelhas.

-Senhorita Belikov... O que é isso? - Ela escutou a voz da professora perguntar, levemente irritadiça.

"... Ah, é. Eu ainda estou completamente encharcada, com cabelos e roupas pingando. Mas que ótimo.", foi o pensamento irônico e imediato da loira.

-Pra sala do diretor, já. - Ordenou a professora, encarando Coraline com os braços cruzados. "Ela não pode estar falando sério."

-Mas...

-"Mas" nada, Coraline. Acha que isso aqui é algum tipo de circo, pra você ficar fazendo graça desse jeito? Você não vai assistir a minha aula, nem molhar a minha sala. - A professora falou, rígida. - Vá para a sala do diretor.

Coraline controlou o impulso de dar dedo para a professora, que provavelmente havia sido criado por passar tempo demais com Johanna. A garota forçou um sorriso, saiu da sala de aula e foi para a sala do diretor Campbell. Foi obrigada a vestir um uniforme de basquete masculino da escola que estava nos achados-e-perdidos da secretaria enquanto suas roupas secavam, e já estava voltando para a sala quando ouviu o alarme de incêndio tocar.

* * *

-... Bem, nunca pensei que viveria tempo suficiente para ver Coraline Belikov ser mandada para a sala do diretor. - Kim Min-Jun comentou, mais para si mesmo do que para a garota sentada ao seu lado. Sua parceira no laboratório de química era bem tímida e calada; até mais do que Jun, o que parece ser uma proeza bem difícil de ser realizada. As aulas haviam começado há poucos dias, e Min-Jun e a garota de olhos azuis que se sentava ao seu lado ainda não haviam tido realmente uma chance para ter uma conversa descente.

Mas não era culpa dela. Jesmine só... Não sabia como lidar com as pessoas. E foi por isso que ela apenas afirmou com a cabeça em resposta. Nenhum dos dois conhecia realmente Coraline, mas a intimidade não era necessária para saber que Belikov era uma típica nerd. Certinha, extremamente inteligente, puxa-saco dos professores e queridinha deles.

A aula prosseguiu normalmente.

Pelo menos até Jesmine esbarrar com o cotovelo em seus livros, derrubando-os no chão. A professora dirigiu à ela um olhar de repreensão, mas acabou retornando ao assunto. Jes se abaixou para pegar os livros, mas Jun foi mais rápido. O coreano colocou, um a um, os livros na bancada à frente deles. Mas parou quando chegou em um que não era nada parecido com livros e cadernos de química.

Era algum tipo de caderno, simples, mas grosso. Jesmine tentou pegar os livros das mãos de Jun, mas o rapaz desviou facilmente.

-O que é isso? - Ele perguntou, por pura curiosidade. Kim Min-Jun não tinha o ar malvado que as pessoas normalmente adquiriam quando pegava algo de outras sem permissão.

-Só... Me devolve. - Jesmine pediu, com uma voz baixa. A garota queria mostrar confiança e pulso firme com o pedido; mas aquilo foi a última coisa que ela demonstrou.

-É um diário? - Min-Jun perguntou, com uma expressão facial engraçada. Não é como se ele encontrasse todo dia uma garota de 17 anos que ainda escrevesse num diário. Porém, o coreano não havia aberto o livro. Ele não era intrometido nem nada do tipo; só um rapaz curioso como qualquer outro.

Jesmine Scarlet afirmou com a cabeça e mordeu o lábio inferior, como sempre fazia quando estava nervosa. Já esperava que o garoto abrisse o diário, lesse e fizesse piada dele. Todos sempre faziam a mesma coisa. Jes já estava acostumada com o bullying; mas ele ainda doía. E a garota já começava a pensar que seu único lugar seguro era a mesa de Johanna no horário do intervalo, quando ela se sentava com Joh e os amigos encrenqueiros e populares da loira. Eles defendiam Jes. Mas as aulas que ela tinha com qualquer um deles eram poucas.

A cena da garota nervosa apertou o coração de Min-Jun. Era quase como se ela estivesse com medo dele; e Jun odiou completamente a sensação de ter alguém com medo dele. "Ela está desse jeito porque eu tô com o diário dela? É isso?", assim que cogitou essa opção, Jun colocou rapidamente o livro na mesa perto de Scarlet, e se afastou como se o diário estivesse em chamas.

-Desculpa... Eu não queria...

-Tá tudo bem. - Jesmine interrompeu, abraçando o diário contra o corpo, ainda falando com um tom de voz baixo. Viu que o garoto não tinha nenhuma intenção ruim com o que fizera; afinal.

-Essa conversa parece interessante. Querem compartilhá-la com o resto da turma? - A voz da professora soou. Os dois a olharam de imediato e balançaram a cabeça negativamente. - Ótimo. Então podem começar o experimento.

Jesmine arregalou os olhos. "Experimento? Que experimento?", perguntou-se, e olhou para Min-Jun procurando ajuda. O garoto deu de ombros, como se também não soubesse do que a professora estava falando. Scarlet olhou ao redor, e viu que todos os outros alunos estavam misturando substâncias em frascos, uma dica óbvia de que a professora passara uma atividade oralmente enquanto Jesmine Scarlet e Kim Min-Jun se entretiam em sua conversa sobre o diário, o que fez Jesmine ficar levemente desesperada. Ela não tinha entendido nada, não havia prestado atenção em nada e não sabia o que fazer. E ela nunca ficava sem saber o que fazer, não no meio de uma atividade (Existiam motivos pelos quais as notas de Jes eram tão boas, afinal).

-Vamos só tentar repetir o que os outros estão fazendo. - Decidiu Min-Jun. O coreano olhava frequentemente ao redor, e tentou misturar as substâncias dos mesmos frascos que os outros estavam misturando, o que era bem difícil. Todas as mesas do laboratório tinham gavetas com produtos químicos, com diferentes cores, texturas e funções. Jun estava ciente de que, se errasse algo, as consequências poderiam ser desastrosas. Mas seria tudo bem pior se eles fossem pegos sem fazer nada naquela aula.

Ou talvez não fosse, porque o resultado final do experimento de Jesmine e Min-Jun começou a soltar fumaça, algo que nenhum dos outros estava fazendo.

-Todos saiam da sala, já! - Ordenou a professora, e os alunos obedeceram. Aos montes, esbarrando e empurrando uns aos outros, eles conseguiram sair da sala. E, assim que o fizeram, o alarme de incêndio soou por toda a escola.

Mas não era avisando fogo no laboratório de química (até porque nada lá estava pegando fogo até agora). E sim em outro lugar.

* * *

A primeira aula de Ethan Sayuri era a de música, o que é bom. Ethan adora as aulas de música.

Ou, ao menos, adorava; quando era a senhora Donavan que os ensinava. Recentemente o garoto descobrira que seu novo professor era Robert Levesque, um homem com 40 e poucos anos, gorducho, com cabelos e barba castanhos batendo nos ombros, baixinho (apesar de não chegar perto de ser um anão), e o único professor de todo o Instituto que tinha um ar desleixado. Levesque vestia uma camiseta de uma banda de rock clássico, calças jeans surradas e tênis. Apesar de sua aparência relaxada, a última coisa que o temperamento do professor era em si, era "relaxado". Ele era estressado, sarcástico, pulso firme. Queria fazer os alunos aprenderem na marra; e, quem não quisesse aprender, que se retirasse da aula dele.

Ethan gostava mais do modo sutil da senhora Donavan de ensinar.

O garoto se sentou numa das cadeiras ao meio. Estava alguns minutos adiantado, então tinha o privilégio de escolher o lugar onde iria se sentar. Quando o toque de início da aula soou, a sala rapidamente ficou lotada com os alunos, e o professor Robert foi o último a chegar. A sala mergulhou num silêncio profundo. Robert colocou sua mochila na bancada do professor, e então ficou de pé em frente à turma, com um lápis piloto (para escrever no quadro) em mãos.

-Então. Hoje falemos sobre o belo, porém polêmico, rock. - O professor declarou, passando os olhos pela turma. - Alguém consegue me dizer o que, exatamente, é o rock?

Aproximadamente ¾ das pessoas da sala levantaram a mão para responder. Mas, do jeito que era, Robert decidiu escolher justamente um dos que não levantou.

-Crepúsculo? - O professor chamou.

Ninguém precisava olhar ao redor para saber quem era o "Crepúsculo" que o professor chamara. Talvez porque só tivesse uma pessoa realmente digna de um apelido sombrio (e ao mesmo tempo cômico, se analisarmos que o nome origina um filme e um livro popularmente conhecidos por possuírem vampiros brilhantes) naquela sala, e essa pessoa era Oziel Celeski. Um menino bem calado, difícil de se lidar e de se relacionar, muitas vezes frio com as pessoas. Parece não sentir nada, nunca. E parecia também não se importar com o apelido dado pelo professor. De braços cruzados, o ruivo apenas respondeu a pergunta, enquanto os outros abaixavam suas mãos.

-Um gênero musical. - Ozi disse, deixando claro em seu tom de voz que a resposta era óbvia.

-Só um gênero musical? - Robert perguntou, enfesando o "só". Oziel permaneceu em silêncio, dando jus ao ditado "quem cala, consente". - Alguém discorda do Crepúsculo?

Celeski odiava quando os professores perguntavam isso. Normalmente significava que o professor discordava de Oziel; ou então, queriam dar uma brecha para alguém discordar. E Ozi odeia quando discordam dele.

Ethan foi o único a levantar a mão. O japonês era tímido, mas não tinha medo de mostrar sua opinião. Isso era, normalmente, uma qualidade; mas ela vinha à tona nos piores momentos. Como esse.

-Prossiga, China Town.

-Hm... - Ethan murmurou, pigarreando logo em seguida para conseguir falar normalmente. - O rock não é só um gênero musical. É... Um estilo de vida, moda, atitudes.

A língua de Oziel coçava para que ele pudesse falar algo. E foi isso que o levou a levantar a mão para poder falar. O professor Levesque afirmou brevemente com a cabeça, um sinal de permissão para Oziel.

-Escutamos rock, mas não vivemos rock. - O ruivo defendeu seu ponto de vista.

-Claro que sim! O rock existe desde a década de 40, e é extremamente popular. Derivou incontáveis outros gêneros musicais. - Rebateu Ethan, sem sequer levantar a mão para pedir permissão ao professor. - Não dá pra imaginar a vida de ninguém atualmente sem o rock.

-Você fala como se as pessoas simplesmente acordassem de manhã e dissessem: "oh, acho que estou afim de vestir rock hoje. Vou agir rock também, porque hoje eu tô com um humor muito rock". - O ruivo praticamente cuspiu as palavras, de modo ríspido e vagamente impaciente. O tom de voz grosso usado fazia as falas de Ethan parecerem ridículas, o que fez o japonês arquear uma sobrancelha, achando que o ruivo estava levando a sério demais um debate escolar. Quando Sayuri abriu a boca para respondê-lo, o professor interrompeu:

-Querem saber? Por que vocês não descobrem juntos? - Robert sugeriu, com um sorriso mirabolante no rosto. - Turma, vamos fazer um trabalho. Crepúsculo, China Town, Annabeth Genevive e Effy Pinkketon são a equipe número um. Os outros, se dividam em grupos de quatro. Resolveremos o prazo de entrega na próxima aula. Tema: o verdadeiro significado do rock.

Ozi, Ethan, Anna e Effy não conseguiam pensar numa ideia pior do que a do professor, de reuni-los numa só equipe. Annabeth estava prestes a fazer uma objeção e um pedido para trocar de grupo quando o alarme de incêndio tocou.

* * *

James Palmer batia freneticamente a ponta do lápis na mesa. Justo hoje, o professor de trigonometria decidira fazer uma prova surpresa para avaliar o quanto seus alunos sabiam sobre o assunto do ano passado. A prova não valia ponto algum; mas Jay já tinha a sensação de que iria reprovar.

Como um privilégio de se sentar ao lado da janela, o garoto olhou para lá, onde conseguiu ver, no pátio, uma garota loira acenando para a janela dele. James semicerrou os olhos para poder reconhecê-la. "Johanna?"

A garota vestia um uniforme de educação física e tinha os cabelos loiros molhados. Assim que ela percebeu que James a notara, ela saiu correndo para dentro da escola, o que fez o rapaz franzir as sobrancelhas. "O que raios aquela garota tá fazendo?", ele se perguntou, e pensar nisso apenas o deixou mais nervoso. James respirou fundo, tentando se esquecer do que acabou de ver, mas não conseguiu.

Exatos nove minutos se passaram. O alarme de incêndio tocou, e James ainda não tinha respondido nada.

-Esqueçam suas provas! Saiam, andem! - Ordenou o professor, em pânico. - Isso não é um treinamento!

Todos os alunos se desesperaram e saíram da sala, como um bando de animais irracionais. James era um deles. O garoto era jovem e lindo demais para morrer em um incêndio.

Como dizia no protocolo de emergências, todos os alunos saíram ordenadamente da escola para a entrada da mesma, e tiveram que esperar lá enquanto os surpreendentemente rápidos bombeiros checavam o interior do instituto, à procura de algum resquício de fogo.

Em meio àquele amontoado de pessoas, James conseguiu localizar Johanna, meio afastada dos outros. O garoto correu até a loira.

-Eu te amo. - Ele falou, abraçando-a.

-Te livrei de alguma prova? - Johanna perguntou, com um tom de voz risonho. James a soltou e afirmou com a cabeça. Já sabia desde o início que tudo aquilo foi planejado pela Thompson.

-Tá. Eu tenho algumas perguntas. - Palmer revelou. - Primeira: por que você tá com o uniforme de educação física?

-Minhas roupas molharam na chuva no caminho pra cá. Felizmente eu sempre deixo o meu uniforme no armário, então não preciso pegar nada dos achados e perdidos enquanto minha roupa seca. - A loira revelou, cruzando os braços e dando de ombros.

-Tá. Segunda pergunta. Por que apertou o botão do alarme de incêndio?

-Preciso falar com você, com a Anna e a Yoongie. - A garota explicou, estendendo para James uma folha de papel com nomes escritos. - Vocês precisam convencer essas pessoas à irem para a minha festa antes da última aula. Não estarei aqui para pedir que vocês façam isso no intervalo, então...

-... Oziel Celeski? Elizabeth Pinkketon? Gustavo Langdon? - À medida que lia os nomes, James ia arqueando as sobrancelhas. Esses três eram apenas alguns dos diversos nomes da lista. - Eles nem gostam de você.

-E é por isso que eu estou pedindo pra vocês os convidarem. - Concluiu Joh, com um sorriso no rosto. - Obrigada por aceitar o favor, JayJay. Te devo uma.

-Mas eu não aceit... - Antes que o garoto pudesse completar, percebeu que Johanna já havia sumido de vista. Ele revirou os olhos e enfiou o papel no bolso. Teve que esperar cerca de quarenta minutos antes de ouvir a voz do diretor Campbell:

-Alarme falso, não há nenhum resquício de fogo lá dentro. Por favor, voltem para suas respectivas aulas.


Notas Finais


Então... É isso. Espero que gostem, e deixem suas opiniões nos comentários.

XOXO


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