História X-Men: A Rainha Negra (INTERATIVA) - Capítulo 2


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Categorias X-Men
Personagens Dr. Henry "Hank" McCoy (Fera), Emma Frost (Rainha Branca), Erik Lehnsherr (Magneto), Jean Grey (Garota Marvel / Fênix), Katherine "Kitty" Pride (Lince Negra), Kurt Wagner (Noturno), Moira MacTaggert, Personagens Originais, Professor Charles Xavier, Raven Darkhölme (Mística), Rémy LeBeau (Gambit)
Tags Interativa
Visualizações 96
Palavras 1.508
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


✚ AVISO:
O próximo capítulo será liberado terça-feira (29/08).
(FIXO) As vagas foram abertas novamente, porém, somente irei aceitar fichas por comentário. Precisamos de vilões ou anti-heróis.
As vagas até agora reservadas, as quais o usuário não deu respostas, serão apagadas.

Estamos, oficialmente, iniciando a fanfic. Primeiramente eu queria agradecer à todos que comentaram e enviaram suas fichas para terem suas personagens participando da história. Eu estou, realmente, muito grata por isso.

Capítulo 2 - 02. O Destino Pode Ser Cruel


"Os olhos negros de Míngyuè encaravam, marejados, o corpo sangrento de Charles em seus braços. Suas mãos trêmulas alisavam o seu rosto, fechando os seus olhos opacos, que encaravam o céu tempestuoso acima se si.

Aquele era o fim. Ambos sabiam que, um dia, isso aconteceria, mas não podiam imaginar que, aquele dia, era hoje. Os escombros da antiga mansão estavam espalhados por todos os cantos, assim como os corpos de diversos alunos que tentaram ajudar o seu professor. Uma grande parcela dos residentes da escola havia sido evacuada pelos alunos veteranos após alguns telepatas desaparecerem, incluindo Jean Grey, Michael Walker, Isabella Donovan, April Hawkins e, em especial, Moira MacTaggert, namorada de Charles. Haviam se precipitado, tinham sido cautelosos demais e, mesmo assim, não fora o suficiente para impedir o imparável.

━ Tsc, tsc, tsc...

A mulher aproximava-se de Míngyuè em passos lentos, sendo acompanhada por um jovem de curtos cabelos castanhos. Seus olhos esverdeados encaravam a chinesa com falsa pena, sendo consumidos pela expressão de deboche conforme se ajoelhava em frente a mesma, com um sorriso de escárnio.

━ Eu sinto muito, Míng. Eu realmente sinto, mas... ━ disse desenhando círculos em suas bochechas com os seus indicadores ━ eu avisei, não avisei? Você sabia que isso iria acontecer, mas a ignorância falou mais alto, não é?

Com seus dedos finos, a mulher de lisos cabelos negros e brilhantes olhos verdes segurou o queixo da mutante, forçando-a olhar em seu olhos.

━ Deusa da Lua... ━ proferiu fitando os olhos negros de Míngyuè com repulsa ━ me poupe.

Míngyuè puxou seu rosto das mãos da mulher com rispidez, voltando a ficar cabisbaixa. Seu hanfu, antes branco, estava totalmente vermelho, com suas mangas cobertas de sangue e poeira dos restos da mansão. Seus longos cabelos negros foram agarrados pelas mãos ossudas, arrastando-a pelo concreto, enquanto se dirigia em direção ao garoto moreno, que observava a cena encolhido.

A chinesa fora jogada aos pés do jovem, fazendo o mesmo afastar-se por puro reflexo. Míngyuè ergueu sua cabeça lentamente, encarando o rosto culpado. Lance sempre havia sido um garoto prodígio, com um amplo conhecimento sobre as extensões de seus poderes e o seu próprio limite. Entretanto, o garoto estava acorrentado às mágoas do passado da mutante inimiga, as quais o impediam de ser "completo", resultando no jovem perturbado e teleguiado a sua frente.

━ Acabe logo com isso. ━ Ordenou a mulher, passando por Lance.

Os olhos castanhos claro de Lance se voltaram para Míngyuè, retribuindo o olhar da mutante.  De sua mão direita, que permanecia colado ao seu corpo, surgiu uma grande lâmina vermelha, que, gradativamente, transmutou-se em fogo, com uma ponta afiada e cortante.

Míngyuè, de cabeça erguida, fechou os seus olhos, agarrando fortemente a borda de seu hanfu com suas mãos. O garoto preparou-se para o ataque, levantando o seu braço e, consequentemente, a sua lâmina. Concentrando toda sua força em sua mão direita, para, finalmente, descer a mesma em direção a mutante ajoelhada perante a si."

[...]

Charles analisava com as sobrancelhas franzidas as fichas dos mais novos residentes de sua mansão. Fazia algum tempo desde que decidiram aplicar o método do famoso ano letivo, mesmo não tendo  abandonado o costume de acolher aqueles que precisassem de instrução ou abrigo. O conselho havia decidido implantar o ano letivo para a Escola Xavier se assemelhar ainda mais as escolas normais, e, assim, oferecer uma melhor oportunidade para os alunos de integrarem a sociedade e concorrerem em concursos e faculdades.

Conforme passava as fichas, Charles anotava os supostos níveis de cada estudante em sua agenda, variando entre Delta e Beta, com alguns Alfas escondidos nos mesmos. Os seus olhos se estreitaram ao se deparar com uma ficha em especial, sentindo sua cabeça começar a doer. Entretanto, não tinha certeza se a dor era devido aos seus poderes ou ao fato de que já estava a imaginar os problemas que teria no futuro por causa da mutante com as informações contidas em suas mãos.

━ Algum problema? ━ Perguntou uma voz gentil, sentindo finos braços envolverem seu pescoço em um abraço pelas suas costas. ━ Desde aquela noite você vem agindo de forma estranha. E eu tenho certeza de dessa vez não são as vozes, Charles. ━ Afirmou, sentindo o corpo dos mesmo enrijecer-se sob suas mãos. ━ Me conte o que aconteceu...

O telepata virou-se na direção a voz, encarando o rosto de Moira com uma expressão gentil. Sua mão guiou-se em direção a sua face, sentindo a textura macia de sua pele nas pontas de seus dedos enquanto alisava-lhe as bochechas. O pensamento que, em breve, poderia perdê-la, lhe consumia, o fazendo pensar se todo tempo que passaram juntos foi o suficiente para ajudá-los a superar a dor da perda. Se perguntava se Moira conseguiria seguir em frente se algo acontecesse consigo, ou, até mesmo, suportar o sentimento de culpa, que, aos poucos, poderia tomar controle sobre si.

━ Charllie...

Como se tivesse se libertado de um transe, os olhos de Charles se focaram no rosto de Moira, fitando a feição preocupada da namorada.

━ O que aconteceu?

━ Você sabe o que aconteceu. ━ Respondeu, voltando sua atenção para as fichas.

Uma das mãos da mulher pousaram violentamente na mesa, fazendo um estrondo ecoar pelo escritório. Os papéis por debaixo de suas palmas foram amassados pelo impacto, juntamente da tinta de caneta preta que acabou por cair e manchar os demais "documentos".

━ O que ela viu? ━ Perguntou novamente, com um tom de firmeza em sua voz.

Charles suspirou audivelmente, massageando suas têmporas. Sabia que não conseguiria esconder sobre a premonição de Jean por muito tempo de Moira. A mulher era bastante inteligente, e sabia muito bem quando havia algo o incomodando, quase como se existisse uma relação mental entre os dois. Porém, também nunca havia sido muito bom esconder seus sentimentos, principalmente quando aquele que o consumia era o medo...

━ A Deusa da Lua. ━ Explicou, vendo com o canto dos olhos a mulher se ajoelhar ao lado de sua cadeira de rodas. ━ Jean... ━ gaguejou ━ Jean viu o que sobrou da escola após o seu ataque... vários alunos morreram tentando protegê-la. ━ Revelou, sentindo os seus ombros pesarem. ━ E o pior de tudo é que ela não estava sozinha, havia dois dos nossos ao seu lado.

Mesmo estando preocupada, Moira segurou as mãos do telepata, sorrindo fracamente, em uma falha tentativa de transmitir-lhe conforto. Tinha consciência do quanto o seu namorado absorvia as dores alheias, assim como culpas, que, geralmente, não lhe pertenciam. Sua empatia e amor para com os outros a impressionava, nunca havia conhecido alguém tão altruísta e benevolente como Charles. Tinha certeza, Charles era o líder de que eles precisavam.

━ Charles...  

A dupla olhou para a porta, fitando a chinesa com profundas olheiras em seus olhos. O cansaço estava visível tanto em sua postura quanto em sua expressão repleta de preocupação, como se tivesse passado a noite em claro, pensando nos problemas do futuro e do presente.

━ Está na hora, não pode se atrasar. ━ Avisou.

[...]

Os dezessete alunos estavam reunidos na sala de espera, sendo eles cinco homens e cinco mulheres. Muitos ali tinham chegado a mansão após situações traumatizantes, as quais, provavelmente, as transformou em pessoas diferentes das que antigamente eram. E, como consequência, estavam se sentindo perdidos e desamparados, fazendo-os se isolar e evitar qualquer tipo de contato que possa vim a os "machucar".

A atenção de todos que estavam na sala se voltou para o arco que separava a sala de espera da entrada principal, observando o homem de aproximadamente vinte e oito anos adentrar o cômodo em sua cadeira de rodas. Ele vestia um terno azul ligeiramente grande, junto de uma gravata vinho que parecia destacar seu rosto fino e levemente desnutrido. Os seus olhos azuis analisavam a captavam cada traço presente em todos ao seu redor, como se estivesse tentando gravar seus rostos em sua memória, assim como sua primeira impressão sobre os mesmos.

━ Meu nome é Charles Francis Xavier, mas podem me chamar de Professor. ━ Se apresentou. ━ Sei que muitos não sabem o porquê de estarem aqui, muito menos o porquê de serem tão "especiais", mas... ━  disse sorrindo gentilmente ━ tenham certeza de que esse sentimento de abandono um dia irá passar. Pode não ser hoje, pode não ser amanhã, mas, um dia irá passar. Não será eu quem irá os ajudar a passarem por esse momento tão... "delicado", mas farei de tudo para não os abandonar quando mais precisarem, principalmente quando mais tiverem medo. ━ Avisou, trocando um olhar carinhoso e caridoso. ━ O destino é cruel, eu admito, mas não existem paredes que possam os impedir de terem a vida que sempre sonharam. E, se algum dia essas paredes surgirem, juntos, nós iremos transformar essas paredes em portas.

Charles respirou profundamente, sentindo o ar renovado entrar pelas suas narinas, lhe dando força para continuar.

━ Sejam bem-vindos à Escola Charles Xavier para Jovens Superdotados, ou, como preferimos chamar: Mansão X.



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