História Interligados - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~TheDana

Postado
Categorias VIXX
Personagens Hongbin, Hyuk, Ken, Leo, N, Personagens Originais, Ravi
Tags Amizade, Haken, Hyuken, Lolitaever, Neo, Suícidio, Superação, Suspense, Thedana, Wontaek
Visualizações 20
Palavras 1.493
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


🌟Informações sobre as atualizações🌟

⭐Capítulos serão postados as quintas-feiras.
⭐Antes da meia noite
⭐E é só.

Bjs da tia Dy🌟 e da Omma Lolly⭐

Capítulo 2 - Chapter Two


Fanfic / Fanfiction Interligados - Capítulo 2 - Chapter Two

    ㅡ GAROTO IMPRESTÁVEL. VOCÊ NÃO É NADA, SEU MONTE DE MERDA! Ele mais uma vez chegava cheirando a álcool em casa. Suas palavras rudes sempre me atingiram como pedras. Será possível um pai odiar tanto seu filho a ponto de o maltratar?

   ㅡ Appa, por favor, vá para cama! Pedi, tentando o levar para o quarto, mas como sempre, nada. Nunca surtia um efeito positivo sobre ele quando eu tentava o ajudar.

   ㅡ FALE DIREITO, SEU GAY. EU TE CRIEI DURANTE DEZESSEIS ANOS, ME RESPEITE! Em nenhum momento eu o havia desrespeitado. Mas se serve de consolo para meu pai, o máximo que eu fazia era fingir que não ouvia nada, até sentir uma pancada forte. Pela oitava vez naquela noite eu recebia uma garrafada. Ainda tenho a esperança de olhar para os céus e eles me darem as respostas que procuro. Mas como a vida não pára, não posso ficar olhando para o céu e esperando, tenho que seguir em frente e viver, se é que aquilo era vida.

   Já parou para se imaginar apanhando de seu pai mesmo não tendo feito absolutamente nada de errado? Mesmo tendo arrumado a casa e feito a comida, eu sempre apanhava. Deve estar se perguntando o porque disso, não é?

   Simples: eu matei minha mãe. Não intencionalmente, pois para que eu pudesse viver, a vida de minha Omma entraria em risco. Mas mesmo com tudo que fizeram, foi perdida, sacrificada por um feto. Ela morreu durante o parto, que se mostrará bem complicado. Por conta disso carrego a culpa até hoje, dezesseis anos depois, dezesseis anos apanhando e sofrendo, sendo renegado pelo meu próprio pai.

   Se me sinto culpado? Me sinto muito culpado, mas não tenho culpa pelo ocorrido, meu interior negando ou não. Eu não poderia escolher, e se pudesse, jamais teria nascido. Já não tenho a minha mãe e ainda de resto sou odiado pelo meu pai, o cara que me trouxe ao mundo, de certo modo.

   — Desculpe... — Abaixo a cabeça, mesmo não tendo feito nada de errado. — Appa, venha se deitar, por favor.

   — EU ESTOU NA MINHA CASA, E SE EU QUISER, FICO AQUI NESSE SOFÁ! E VOCÊ NÃO TERÁ NADA A VER COM ISSO! — Cuspiu as palavras em cima de mim, acertando a garrafa em seguida com mais força em minha cabeça.

   — Eu só estou tentando cuidar do senhor, quero o seu bem. — Suplico ainda de cabeça baixa, sentindo uma dor cada vez maior na cabeça.

   — Meu bem? Se quisesse o meu bem não teria matado a sua mãe, seu imprestável! Você é um assassino! Só veio ao mundo para fazer desgraça! — Sua voz deixava o quão enojado ele estava.

   Cansado de tudo aquilo, me levanto com lágrimas nos olhos e saio de casa batendo a porta. Sabia que haveria consequências, mas eu precisava me distrair, respirar ar puro e chorar em paz.

   Escuto um baque forte na porta, mas sem me importar se ele estava quebrando a casa ou não, vou andando sem olhar para trás.

   Preciso de tempo, preciso respirar, eu preciso...

   ㅡ Ei, gracinha! Onde vai? Escutei ao longe alguém perguntando. Olhei para trás para saber se tinha alguma mulher ou algo do tipo, afinal não poderia ser comigo. Ou poderia? Pare de andar! Venha cá, vamos bater um papinho.  A voz se aproximou. Sentia um frio na espinha. Logo apertei o passo.

   ㅡ Ah, porque eu saí de casa tão tarde!? Me perguntei baixinho, limpando as lágrimas que ainda teimam em rolar pelo meu rosto. Como a vida pode ser tão cruel com pessoas boas? Por que eu tive que nascer? Por que eu não morri no lugar dela? Por quê?!

   Essas eram as perguntas que circulavam em minha mente. Estava tão distraído, que acabei por tropeçar em uma pedra, que me fez cair no chão, esfolando meus joelhos à mostra por conta dos shorts. Afinal de contas, a rua ainda é de asfalto, machuca, dói e é gelado.

   Resmungo baixo pelo machucado recém adquirido, mas claro que a vida não seria tão boazinha de me dar apenas aquele arranhão. Sinto uma mão segurar meu braço com força e quando levanto o olhar, sinto um soco sendo desferido em meu rosto. Solto um gemido de dor.

   — Eu te chamei, e com isso você deveria ter vindo até mim! — Era a mesma voz de antes, talvez mais fria e cortante.

   Meu corpo se encolheu completamente, um medo crescente se fez presente. Meu olho latejava por conta do golpe que agora estava sendo seguido por outro.

   — Agora, vamos nos divertir um pouco. Nem pense em gritar ou eu faço coisa bem pior. — Me levantou com brutalidade, e da mesma forma, me arrastou até um beco escuro e isolado daquela rua.

   Mais uma vez me arrependi de ter nascido, queria mil vezes ter morrido no lugar dela, poderia até ter sido da forma mais dolorosa possível. Nada importa além do fato de que morrer teria sido melhor.

   Será que jamais vou ser feliz? Nasci mesmo para sofrer e trazer desgraça, como meu Appa sempre diz? Ao que tudo indica é, eu nasci pra isso.

   Senti sua mão alisar minhas costas, seus lábios passeavam por meu corpo, as lágrimas de dor e angústia caiam como uma cachoeira pelo meu rosto.

   ㅡ Tão delicado… O homem solta em meu ouvido. Respiro fundo no intuito de controlar a dor e a vontade de gritar.

   Depois de alguns minutos, me sinto ser jogado no chão como um lixo qualquer. Talvez eu seja isso mesmo, um nada para todos ao meu redor.

   Com certa dificuldade consegui caminhar até em casa, minha roupa suja com meu próprio sangue. Eu deveria ao menos me trocar antes de ir a delegacia, será que alguém acreditaria em mim? Talvez eu devesse ir com algum adulto.

   ㅡ Appa… Minha voz saiu falha, enquanto eu me encontrava olhando-o e cutucando-o de leve, e em troca recebendo um tapa certeiro no rosto. Levei a mão até o mesmo ponto onde tinha sido acertado. Sabia que meu pai era violento, mas não esperava tal tratamento depois de lhe contar o que houve.

   ㅡ Jaehwan, acho é pouco o que aquele homem fez a você!  Ele deveria ter te matado, assim como você matou a única mulher que amei! Eu podia ver nítido o ódio estampado em seus olhos.

   — Pouco? — Sussurro, pressionando meu rosto banhado em lágrimas. — Eu não a matei porque quis, appa..

   — Você é a pior coisa que já me aconteceu! Uma pena ele não ter te matado também. Mas pelo menos deu o que você merecia, não é, seu gayzinho de merda? — Cuspia cada palavra com nojo e ódio.

   As lágrimas grossas caiam cada vez mais pelo meu rosto, um nó na garganta me impedia de gritar, dizer tudo o que sentia e pensava, mas a única coisa que ganharia é o mesmo de sempre: uma surra.

   Ele mesmo vendo meu estado me bateu, bateu com força, fazendo mais sangue sair de meu corpo. Já não bastava ter sido meu corpo violado por um estranho, agora meu antro era maltratado pelo meu próprio pai.

   Pais deveriam proteger, amar, dar carinho e cuidar de seus filhos. Deveriam ter um amor incondicional e especial, mas tudo que eu recebia eram surras, ódio, palavras ruins, culpa...

   E assim que a surra acabou, me arrastei com certa dificuldade para o meu quarto. Meu corpo clamando por alívio, para que toda a dor fosse embora. Me arrastando, fui até o banheiro, mesmo com roupa entrei debaixo do chuveiro, enquanto sentia minha pele arder e se aquecer com a temperatura da água morna.

   Queria que de alguma forma toda a dor, tanto física como emocional, saísse de mim como aquele sangue que se desvanecia enquanto descia ralo abaixo. Seria tão mais fácil se livrar das dores dessa forma.

   Depois do banho, tirei a roupa molhada do corpo, colocando uma cueca folgada, já que minha parte traseira doía. Estava até meio impossível de andar direito pela dor, pela ardência.

   Deito de bruços na cama, sentindo todo meu corpo dolorido, ardendo. Provavelmente acordaria no dia seguinte cheio de hematomas pelo corpo.

   Deixo as lágrimas caírem mais uma vez, lembrando do que me fizeram, por me sentir um lixo, um sujo. Cada toque daquele homem me embrulhava o estômago. Eu perdi a minha virgindade da pior forma possível.

   Eu fui violentado em uma rua qualquer, mesmo com todos os meus gritos por socorro naquela casa, ninguém me ajudou. Nem meu pai. Esse só disse que, o que o homem havia feito, foi certo... Que tipo de pai diria isso a um filho? Que tipo de pai bateria no seu filho por ele ter sido abusado?

   "Qual foi meu pecado para receber os piores dos castigos?" Eu sou um lixo, sou uma desgraça, mereci o que me aconteceu... Mamãe, por que tanta dor?


Notas Finais


Vemos vocês nos próximos.


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