História International Love History (Long Imagine Jimin) - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Chim Chim, Jimin, Love, Park Jimin, Romance
Visualizações 579
Palavras 3.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ayo!

Se vocês conseguirem ficar em paz sem criar teorias maquiavélicas depois de ler o capítulo de hoje, bom... Lhes desejo uma boa noite.

A bomba estoura hoje, e eu só digo uma coisa: CALMA.

#Go

Capítulo 35 - Uma semana


Fanfic / Fanfiction International Love History (Long Imagine Jimin) - Capítulo 35 - Uma semana

      Acordamos exatamente sete e meia da manhã do dia seguinte. Jimin já foi se arrumar enquanto eu fiquei na cama rolando de um lado pro outro morrendo de preguiça. Só depois que ele se aprontou, eu fui fazer o mesmo e ao chegar à sala com minhas coisas, o vi sentado no sofá.

      Jimin estava de jeans e moletom preto, usava um boné pra trás e estava com sua mochila nas costas. Olhando assim, parecia uma pequena criança aguardando a mãe ficar pronta para levá-la na escola.

      Saímos exatamente às oito e vinte da manhã e seguimos direto para a casa de Jimin.

      – Me avise quando chegar à casa dos seus pais, está bem? E tenha cuidado no caminho. – Disse ele, antes de sair do carro.

      – Tudo bem, eu aviso. – Sorri.

      – Você nem foi ainda e eu já estou com saudades. – Sorriu envergonhado.

      – Vamos torcer para que a segunda feira chegue logo. – Sorri arrumando sua franja.

      Jimin correspondeu ao meu sorriso e logo se esticou para pegar sua mochila no banco de trás.

      – Eu te amo. – Me beijou.

      – Eu também te amo. – Sorri.

      Nos beijamos mais uma vez e depois que Jimin saiu do meu carro e entrou em casa, eu resolvi seguir até o meu destino. Parei uma vez para abastecer, mas depois disso fui direto para a casa dos meus pais.

      Por ter acordado cedo, quando cheguei fui direto ao meu quarto com minhas cachorrinhas e me joguei na cama. Eu sentia meus olhos pesados e minhas pernas cansadas por ter dirigido tanto. Então, só o que eu fiz foi ligar o aquecedor, avisar pra Jimin que eu já estava em casa e pronto. Minhas cachorrinhas deitaram ao meu lado, e... Eu apaguei em seguida.

      – Oi. – Minha mãe tirou meu cabelo do meu rosto.

      – Chegou cedo. – Sorri ao despertar.

      – Na verdade foi você que dormiu muito. – Riu. – Pretendemos almoçar fora hoje, o que acha?

      – Já está na hora do almoço?

      – Ainda não, mas falta pouco.

      – Tudo bem, podemos ir. – Concordei.

      – Certo... Sairemos ao meio dia.

      Sorri assentindo e logo que minha mãe saiu do quarto e minhas cachorrinhas a acompanharam, decidi ligar para Jimin – depois de ver que ele tinha me enviado uma mensagem.

      – Oi, jagi. – Ele atendeu.

      – Oi, amor. 

      – Tudo bem?

      – Sim... Desculpe a ausência, é que eu cheguei e logo fui pro meu quarto repor o sono que me restou desta manhã. – Sorri. – Vou almoçar daqui a pouco.

      – E qual será o cardápio? – Sorriu.

      – Ainda não sei, porque pretendemos ir a um restaurante daqui a alguns minutos.

      – Sorte sua. – Ele riu. – Aqui será lasanha como sempre, é a única coisa que Derek sabe comprar.

      – Por que não vai ao Asyan e compra algum macarrão coreano? Aquele que vem com um molho super temperado que você adora.

      – Está chovendo. – Jimin sorriu. – E eu estou sem coragem de sair.

      – (S/n)! Está pronta? – Minha mãe me chamou.

      – Já estou indo! – Respondi. – Amor, preciso desligar agora, já vamos sair e...

     – Tudo bem! – Aceitou. – Mais tarde nos falamos.

     – Até logo!

      – Até logo, jagi! – Ele respondeu e eu desliguei a ligação.

      Fui almoçar com meus pais, depois disso demos um passeio juntos pela cidade – pois fazia tempo que não fazíamos tal coisa – e voltamos para casa já na parte da tarde. Quando a noite chegou, depois do jantar eu fiquei sem sono por ter dormido tanto de manhã, então resolvi pegar meu carro para ir até a Duck’s comer alguns donuts.

      Foi legal eu ter ido sozinha. Como sempre eu estava saindo com Jimin, com minhas amigas ou com meus pais, fazer algo sozinha foi diferente e confesso que gostei. Voltei pra casa um tempo depois, levando algumas rosquinhas para meus pais, e quando cheguei e voltei ao meu quarto, voltei a falar com Jimin.

      – Foi solitário hoje no John Jay sem você, eu realmente me desacostumei a ficar sozinho. – Ele disse.

     – Que fofo. – Sorri. – Jantou lá hoje?

      – Sim, e senti mais ainda a sua falta, pois cada um dos meus amigos levou suas namoradas.

      – Na próxima oportunidade eu estarei com você, amor.

      – Espero que sim. – Lamentou. – O que fez hoje?

      – Saí para comer rosquinhas depois do jantar. Amanhã irei encontrar minhas amigas e pretendo passar a noite na casa da Victoria. Já no domingo, sairei com minha mãe... Iremos a um leilão.

      – Me leva? Eu nunca fui a um. – Deu uma risadinha.

      – Levar não dá, porém posso lhe comprar um presente. – Sorri. – Vamos ver o que de interessante encontro por lá.

      – Não precisa se incomodar, jagi...

      – Tudo bem, eu quero comprar algo pra você. – Sorri. – E espero que eu consiga comprar algo que você goste.

      – Tudo bem então. – Sorriu e bocejou.

      – Está cansado?

      – Um pouco... Não dormi à tarde.

      – Vou deixar você descansar então. – Sorri.

      – Quero continuar falando contigo...

      – Prefiro que descanse...

      – Tudo bem, eu... Então vou tentar tirar uma boa soneca. – Bocejou novamente. – Boa noite, minha linda. Eu te amo e espero vê-la em breve.

      – Boa noite, amor! Eu também amo muito você, muito... – Respondi. – Até logo.

      Desliguei a ligação com Jimin e logo comecei a assistir séries em meu notebook. Não, eu não estava com sono, porém... Ao ter ficado deitada na cama, coberta e com aquela iluminação toda da tela do notebook bem em cima do meu rosto, acabei ficando sonolenta e depois de alguns minutos, decidi desligar tudo e fui dormir.

*

      Acordei quase na hora do almoço no sábado, mas mesmo acordando tarde, eu consegui ajudar minha mãe a fazer nossa refeição. Já na parte da tarde continuei assistindo minhas series acompanhada de minhas cachorrinhas em meu quarto e quando começou a anoitecer, resolvi passar na casa de Atlantis para buscá-la de surpresa para irmos até a casa de Victoria.

     Não, eu não as avisei. Pretendia fazer surpresa. Avisei aos meus pais onde eu passaria a noite e quando deram nove horas, resolvi ir até a casa de Atlantis.

      – É você mesmo ou é uma miragem? – Ela disse ao me atender na porta.

      – Miragem só se estivéssemos no deserto. – Sorri e a abracei. – Vim te buscar para irmos para a casa da Vic.

      – Palhaça, por que não me avisou que viria? Eu sequer arrumei minhas coisas!

      – Eu espero. – Entrei em sua casa. – Não tenho pressa.

      – Sendo assim... – Sorriu. – Não demoro, vou separar minha escova de dente e uma muda de roupas.

      – Okay. – Sorri e a acompanhei até seu quarto.

      Atlantis costumava ser bem lenta ao fazer o que quer que fosse, porém, dessa vez ela foi rápida – talvez por estar tão interessada no que Victoria nos contaria. Dez minutos se passaram e ela logo estava pronta. Avisou aos seus pais deixando um bilhete e logo entrou no carro comigo.

      Alguns minutos se passaram e logo chegamos. Juntas, batemos na porta de entrada da casa de Victoria e assim que ela nos atendeu, nos jogamos em cima da pobre coitada que nem estava nos esperando.

      – Que surpresa! – Ela riu.

      – Foi essa a intenção. – Sorri.

      Entramos em sua casa, cumprimentamos seus pais e logo cumprimentamos também Vallary – irmã mais velha de Victoria – em seguida, fomos todas para o quarto.

      – Já pode começar a falar, embora eu já tenha minhas teorias sobre o que será o assunto. – Disse Atlantis, colocando sua bolsa em cima da cama e se jogando nela.

      – Eu também já tenho as minhas, e acredito que são as mesmas que as suas. – Sorri. – E acredito também que ambas estamos certas.

      – O que vocês acham que é? – Disse Victoria, com um sorriso apaixonado no rosto.

      – Pelo seu sorrisinho... – Eu disse.

      – E pelos corações que acabaram de voar de seus olhos... – Completou Atlantis.

      – Estou namorado. – Victoria afirmou.

      – Mas que ótimo! – Comemorei.

      – Desencalhou! – Disse Atlantis, nos fazendo rir.

      – Já é oficial? – Perguntei.

      – Sim. – Ela admitiu. – No meio dessa semana ele veio conversar com meus pais.

      – Como ele se chama? – Perguntou Atlantis.

      – Benjamin. – Sorriu. – Benjamin Kirsch.

      – Precisamos de um apelido pra ele, (s/n). – Disse Atlantis. – Assim como demos um pro Min Min.

      – O apelido dele é Ben. – Disse Victoria, dando risadas.

      – Ben Ben. – Eu disse.

      – Que criatividade. – Atlantis fez piada. – Deixa só ‘Ben’ mesmo.

      – Certo. – Sorri.

      – Quero fotos agora. – Disse Atlantis e eu concordei.

      Victoria imediatamente nos amostrou uma foto que ela tinha tirado com Ben no último final de semana que se encontraram.

      – Puxa vida, ele parece o Calvin Harris. – Disse Atlantis. – Minutos anos mais novo, é claro. – Riu. – Quantos anos ele tem?

      – Dois a mais do que eu. – Disse Victoria, ou seja, ele tinha 22.

      – Realmente, ele parece o Calvin. – Sorri. – Isso me fez lembrar o amigo do Jimin.

      – Por quê? – Perguntou Victoria.

      – O nome dele é Brian, e ele é a cara do Martin Garrix. – Respondi.

      – Tenho interesse. – Atlantis levantou a mão.

      – Ele está namorando. – Sorri. – Mas e o seu rolo com Bruce, quando vão oficializar?

      – Pois é, já está na hora. – Disse Victoria.

      – Por agora ainda não, mas quando acontecer eu conto pra vocês. – Sorriu.

      Continuamos enchendo Victoria de perguntas sobre seu namorado, e depois de muito falarmos sobre aquele assunto, resolvemos sair para comer uma pizza – como Atlantis havia sugerido. Comemos pizza, na volta pra casa passamos na Duck’s e pedimos algumas rosquinhas para viagem, e só então, voltamos para a casa de Victoria.

      Comemos as rosquinhas enquanto voltamos a fofocar, tiramos fotos juntas e depois de fazer a bagunça que sempre fazíamos quando estávamos juntas, fomos dormir – às duas da manhã. Victoria dormiu em sua cama, eu dormi na cama de baixo – que era box – e Atlantis dormiu no sofá que Vic tinha no quarto.

      Pensei em Jimin antes de dormir, e resolvi lhe enviar uma mensagem. Pensei que ele não me responderia, pois certamente ainda estaria fora de casa com seus amigos assim como me disse que seria. Porém, me surpreendi...

NOVA MENSAGEM

De: Amor ♥

Ainda acordada, minha princesa?

      Ele logo me respondeu. Sorri ao receber sua resposta e sorri ao ler a palavra que ele usou para se referir a mim. Eu não sabia se ele estava disponível, porém mesmo assim decidi ligar para ele. Levantei-me da cama, caminhei até a sacada e logo liguei.

      – Ainda acordada, minha princesa? – Ele atendeu.

      – Sim, príncipe. – Sorri.

      – Bateu saudade?

      – Sempre. – Sorri. – Já está em casa?

      – Sim, cheguei há uns dez minutos.

      – E como foi?

      – Divertido... Cheguei por último três vezes quando apostamos, porém foi divertido.

      – Será que foi porque você é o único que não dirige? – Sorri.

      – Você ainda tem dúvidas? – Riu.

      – Não. – Sorri. – Tudo bem, eu... – Bocejei. – Só queria ouvir sua voz antes de dormir. Amanhã acordo cedo e agora...

      – Sei que precisa desligar, mas antes queria falar sobre uma coisa. – Ele deu uma pausa.

      – Diga.

      – Recebi um e-mail do consulado americano. – Disse Jimin. – O estranho foi que, quem deveria ter entrado em contato comigo para qualquer coisa, deveria ter sido o consulado coreano aqui nos Estados Unidos.

      – Concordo. – Respondi. – Do que se tratava o e-mail?

      – O recebi há dois dias, mas só vi agora. O assunto não foi abordado, apenas solicitaram minha presença lá assim que eu lesse o e-mail. Porém, eu o li agora e sequer tenho como fazer algo neste momento.

      – O que acha que é?

      – Certamente deve ser algo sobre meu visto. Na verdade houve um problema e eu entrei em seu país com visto de turista e não com visto de estudante. Sim, foi um erro e eu fui avisado que assim que o ‘prazo’ vencesse, eu teria que atualizar essa situação e deveria pegar o visto certo.

      – Talvez seja isso mesmo. – Concordei.

      – Certamente esse será o motivo. – Ele disse. – Meu visto terá que ser renovado, mas por agora não tenho como fazer nada.

      – Só na segunda feira mesmo. – Eu disse.

      – Pois é. – Pensou. – Isso era tudo, jagi... Só queria falar contigo para saber o que achava.

     – Sim, realmente deve ser algo referente ao seu visto que foi errado.

     – Tomara. – Respondeu. – Bom, agora a deixarei dormir em paz.

      – Tudo bem, amor. Amanhã nos falamos mais!

      – Boa noite, eu te amo e estou com saudades... – Confessou.

      – Também te amo muito, Jimin. – Sorri envergonhada. – Boa noite!

      Desliguei a ligação e ao ver nossa foto na tela de bloqueio do meu celular, eu sorri contente. Ainda com corações nos olhos ao ter falado com meu bolinho, decidi ir dormir. Fechei a porta que dava pra sacada, fechei as cortinas e logo deitei-me em minha cama para tentar descansar – pois o dia seguinte seria cheio e cansativo.

*

      Acordei não tão tarde no dia seguinte, tomei café com Atlantis, Victoria e sua família, e logo depois disso me adiantei, pois eu teria que encontrar-me com minha mãe para irmos ao leilão. Me despedi de todos, fui pra casa e pouco antes de eu ir me aprontar, vi a seguinte notícia na TV:

“Governo americano acaba de confirmar a quebra de suas relações comerciais com as Coréias.”

      Ao ver essa manchete, simplesmente perdi minha alegria e nesse instante eu pensei em Jimin. A quebra de relações comerciais entre nossos países era algo sério e mais alarmante do que parecia. Cada vez aquilo tudo estava pior, e o meu medo só aumentava.

      Senti um amargo na garganta nesse momento e logo me entristeci, porém minha mãe chegou à sala e me viu. Cumprimentou-me com um bom dia toda sorridente e deixou claro que ela estava animada para comprar coisas no leilão. Fiquei abatida e a minha primeira reação foi querer falar com Jimin para saber como ele se sentia, porém pensei que ele poderia não estar sabendo, e isso era algo que eu gostaria de manter.

      Decidi permanecer em silêncio, arrumei-me e fiz de tudo para que minha mãe não notasse minha preocupação e não me enchesse de perguntas. Saímos no horário marcado e logo chegamos ao local onde tudo aconteceria.

      Confesso que foi divertido. Eu já tinha ido a outros leilões com meus pais, pois era algo que eles costumavam fazer. Porém, este foi maior e com mais itens que me chamaram a atenção. Ao final de duas horas e meia de vendas, acabei comprando três itens e minha mãe... Tantos que sequer consegui contar sem esquecer um ou dois.

      Comprei um abajur moderno e num estilo futurista em tons de dourado e branco, comprei um conjunto de vasos em tons de mogno e bege para colocar em minha estante da sala e como prometi um presente pra Jimin...

      Lhe comprei um quadro que foi feito a partir de uma foto quase panorâmica de Nova York com a Estatua da Liberdade que foi tirada por qualquer fotógrafo renomado. Achei bonito e pronto, aquela foi a minha escolha. Me lembrei que em seu quarto ele tinha algumas coisas que lembrava seu país, porém, achei legal ele ter um item tão bonito quanto aquele sobre sua atual cidade.

      Ao final de tudo, colocamos nossos mais novos pertences no carro e fomos almoçar em qualquer churrascaria nos arredores. Conversamos, tiramos fotos e ficamos felizes pelas belas compras que fizemos. Ao voltar pra casa, sim, eu voltei a dormir. Porém, dessa vez foi pouco. Jimin me ligou e com o barulho que o celular fez, eu acordei.

      – Oi, amor. – O atendi.

      – Me diga que esse dia acabará logo para que eu possa tê-la comigo o mais rápido possível... – Lamentou.

      – O que aconteceu, amor? – Lamentei já sabendo do que se tratava.

      – Estou preocupado. – Ele disse.

      – Está falando sobre...

      – Sim, o rompimento de negócios dos americanos com a Coréia.

      – Talvez seja até melhor que isso tenha acontecido, amor. – Tentei acalmá-lo. – Assim não terão contato e isso nos trará paz.

      – Não acredito que seja melhor...

      – Não pense nisso. – Eu disse. – Olha, pretendo ir embora na segunda, mas irei de manhã. Não se preocupe, nos veremos logo e assim poderemos comemorar nosso aniversário.

       – Ah sim, nosso aniversário... – Ele pareceu ter esquecido por ter ficado tão perturbado.

      – Te aviso quando eu estiver chegando e...

      – Não precisa ter pressa. – Respondeu. – Preciso resolver uns assuntos no consulado na segunda de manhã, se lembra?

      – Sim, eu... Eu lembro.

      – Se lembra do e-mail? – Perguntou e eu respondi positivamente. – Pois é, agora recebi uma ligação. É meio que urgente, digamos. Mas, por telefone não me disseram o que é.

      – Com certeza se refere à atualização do seu visto.

      – Sim, eu também acho, mas... Ah, não sei. Sinceramente eu não estou com ânimo nenhum para sair e resolver coisas importantes.

      – Vá e resolva tudo logo. Leve seus documentos e vá preparado para esperar, pois você já deve saber como esses processos são demorados.

      – Por isso eu disse que não precisa ter pressa. – Ele disse. – Fique tranquila, se quiser pode voltar à tarde. Creio que demorarei resolvendo as coisas no consulado, então acho melhor nos encontrarmos à noite.

      – Tudo bem, então... Está combinado. Me organizarei para sairmos a noite então.

      – Por que você tinha que estar longe logo agora? – Perguntou triste.

      – Fique calmo, amor... Logo estaremos juntos.

      – Espero que sim.

      – Chame seus amigos para fazer algo hoje à noite, você está precisando se distrair.

      – O que eu preciso é de você, jagi...

      – Mas estou longe no momento, amor... – Lamentei. – Faça o que eu disse, chame eles e lhes proponha um lugar para sair.

      – Talvez eu faça isso.

      – Aproveite e antes de fazer isso, tire uma soneca... Dormir vai fazer você se sentir mais descansado.

      – Tudo bem, farei isso agora.

      – Mais tarde me diga como está, ok?

      – Sim. – Respondeu. – Até logo jagi... Não vejo a hora de me encontrar contigo.

      – Não lamente, fique feliz. Amanhã mesmo nos veremos e eu tenho um presente pra você, presente de aniversário.

      – Já comprei algo pra você também. – Sorriu.

      – Espero que goste. – Sorri. – Bom, agora vou te deixar descansar... Se quiser conversar mais tarde, já sabe o que fazer.

      – Tudo bem, até logo.

      – Até logo, amor.

      Desligamos e depois disso, recebi uma ligação de Atlantis. Ela ainda estava com Victoria, porém as duas estavam indo pro shopping e me chamaram para encontrá-las lá. Eu não tinha nada para fazer, a não ser arrumar minhas coisas, pois eu iria embora no dia seguinte. Mas isso poderia ficar para depois. Resolvi me arrumar no mesmo instante e depois de alguns minutos, saí.

      Assim que nos encontramos, logo começamos nosso passeio. Compramos roupas, maquiagens, nos divertimos na área de jogos e ao final, fomos fazer um lanche. Depois de muito tempo, resolvemos ir embora depois de uma sessão de selfies.

      Assim que cheguei em casa, resolvi ir dormir. Cheguei tarde depois de tê-las deixado cada uma em sua casa, e como eu estava cansada por ter feito tanta coisa em um só dia... Resolvi ir dormir. Porém, mais uma vez, Jimin ligou e eu acabei despertando.

      – Fiz o que você me aconselhou. – Ele disse. – Fomos àquele bar onde eu experimentei salgadinhos e churrasco pela primeira vez.

      – Se sente melhor agora?

      – Um pouco mais calmo, porém ainda indisposto para resolver problemas.

      – Você vai ficar bem. – Respondi. – Olha, o que acha de nos encontrarmos amanhã as oito da noite?

      – Parece um bom horário.

      – Então está marcado. Aproveitarei e levarei seu presente, eu simplesmente amei o que eu comprei e eu gostaria até de ter um igual. – Sorri.

      – Não espere nada de tão espetacular dessa vez, eu fiquei um pouco sem criatividade. – Sorriu.

      – Não precisa de presente, meu presente é você. – Eu disse.

      – Eu te diria o mesmo, porém você já comprou algo pra mim e eu não tenho como não fazer o mesmo. – Sorriu.

      – Tudo bem. – Sorri.

      – Vou ir dormir agora, acho que amanhã meu dia será cheio e já quero descansar desde agora.

      Nos despedimos depois disso e logo desligamos. Dormi com facilidade depois disso por estar tão cansada, e acabei acordando tarde no dia seguinte. Despedi-me de meus pais quando saíram para trabalhar e continuei em casa sozinha, até que deu quatro da tarde.

      Deixei uma mensagem no celular da minha mãe avisando que eu já estava indo, arrumei tudo na mala do meu carro e logo peguei a rodovia em direção a Manhattan.

      Cheguei em meu apartamento exatamente as cinco e meia – pois o trânsito estava bom – e logo fui guardar as coisas que eu tinha levado em minha bolsa. Jimin ainda não tinha falado comigo, certamente ainda estaria aguardando atendimento. Só o que me enviou foi uma mensagem de bom dia e me avisou que já estava a caminho do consulado. Fora isso, nada mais.

      Arrumei minha casa com o tempo que tive, embrulhei o quadro de Jimin e mesmo sem receber um contato dele, resolvi começar a me arrumar para chegar em sua casa no horário que marcamos. Quando faltavam quinze minutos para as oito, saí de casa com o presente de Jimin e com minha bolsa no banco de trás.

      Ao chegar, bati na porta depois de ter estacionado na calçada. Bati novamente e nada. Decidi então ligar para o celular de Jimin, porém também não consegui. Chamava e chamava, porém a ligação não era atendida. Com o quadro na mão e o celular na outra, comecei a ficar preocupada, porém neste momento, Milan chegou. Vi seu carro parando atrás do meu e ele logo apareceu.

      – Olá, (s/n). – Ele me cumprimentou.

      – Olá, Milan. Sabe me dizer se Jimin está em casa?

      – Saí há pouco e ele ainda não tinha chegado. – Respondeu abrindo a porta. – Ah, chegou sim. Ele saiu com essa mochila nas costas hoje e aqui está ela. – Ele apontou para a mochila em cima do sofá.

      – Vou ver se ele está lá em cima. – Entrei e fui até as escadas.

      – Quando sair, tranque a porta e jogue a chave por debaixo, okay?

      – Vai sair?

      – Só vim pegar uma coisa que esqueci. – Ele disse.

      – Tudo bem, eu tranco.

      Milan assentiu despedindo-se, fechou a porta e logo eu caminhei até o quarto de Jimin. Abri a porta lentamente torcendo para ele estar lá e ao entrar no quarto, o vi sentado na ponta da cama de cabeça baixa.

      Jimin não foi a única coisa que eu vi assim que cheguei. Tinha uma papelada jogada na cama e em cima estava seu passaporte. Ao lado, tinha uma mochila e duas malas abertas.

      – Por que essas malas estão aqui? – Perguntei com o coração disparado enquanto coloquei seu presente em cima da cama.

      Jimin não me respondeu, apenas levantou a cabeça e olhou em minha direção. Ele parecia desolado. Não chorava, porém parecia destruído por dentro. Seus olhos ficaram brilhantes nesse momento e por não ter ganhado uma resposta sua, comecei a me desesperar aos poucos.

      – Jimin, o que vai fazer com essas malas? – Senti um amargo na garganta. – Por que seu passaporte está aqui?

      Jimin apenas abaixou a cabeça novamente e respirou fundo enquanto lamentou com toda sua alma.

      – Jimin, por que você foi chamado pelo consulado?

      Olhando aquelas malas, a expressão de devastação no rosto de Jimin e olhando seu passaporte e seus documentos, senti-me tonta só de imaginar o que aquilo poderia significar.

      – Me responda! – Falei alto, já com lágrimas nos olhos.

      – Precisamos conversar. – Ele disse.

      – Me diga o que essas malas fazem aqui!

      – Jagi, eu...

      – Responda!

      – Preciso que fique calma.

      – Responda!

      – Tenho uma semana para voltar para a Coréia. – Uma lágrima escorreu de seus olhos quando ele falou tudo de uma vez quando me desesperei. – Ou então, serei deportado.

      Ao ouvir ele falando isso é que me senti tonta de vez. Meus batimentos aceleraram, senti a palma das minhas mãos ficando geladas e nesse momento, minha vista escureceu.

      – Jagi! – Foi só o que eu ouvi Jimin dizer enquanto veio correndo em minha direção.

      Apaguei.


Notas Finais


Calma!
É a única coisa que eu lhes digo: CALMA!
Se ele vai voltar pra Coréia? Sim, ele vai! Sem (s/n)? Sem (s/n)!
MAS FIQUEM CALMOS!
Até porque vocês sabem que a história terá pouco mais de 60 caps, não sabem?
Ainda tem muita coisa pra rolar...


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