História Internato? - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Fluffy, Internato, Jikook, Romance, Vhope
Exibições 21
Palavras 3.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Colegial, Ecchi, FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!
Mari, espero que goste do presente!! XD
Nem sei se alguém vai ler, a sinopse não tá das melhores, mas vou postar antes que eu comece a achar que ficou uma bosta de tanto reler e acabe excluindo...

Capítulo 1 - Prólogo


[Oito da noite. Um aeroporto na capital do Rio.]
   _Última chamada para o embarque do vôo 756, para Seoul, Coreia do Sul._
  O sorriso dela não poderia ser maior.
  — Mãe, acorda, tá na hora de embarcar! — Ela disse animada. Já havia deixado a mãe dormir demais. Seu irmão e seu pai já estavam correndo direto na direção da área de embarque. Estavam na máquina de doces, como sempre faziam onde quer que tivesse uma.
  — Ok, tô acordada. — A mãe respondeu sonolenta, se levantando e indo na mesma direção que os dois citados anteriormente.
  Mariane — ou Mari, se você preferir assim — apenas pegou a bolsa que a mãe esqueceu no banco e sua mochila, indo para o avião. Estava tão animada que nem mesmo o filme "Marley e Eu" conseguiria a deixar triste. Ou talvez sim.
  Arrumou os óculos de armação azul no rosto e sentou-se ao lado de uma garota de cabelo bem comprido, que estava na janela.
"até pediria pra ela trocar de lugar comigo, mas ela também deve gostar de janelas..." Ela nem entendeu por que pensou nisso.
Mari estava vestindo uma regata branca, com o desenho preto e branco de duas mãos formando um coração, e um casaco cinza e largo por cima. A calça jeans com os joelhos rasgados e o All Star cano alto com a bandeira da Inglaterra completava o visual. Os cabelos escuros, com algumas mechas mais claras, estavam presos em uma trança frouxa que a mãe insistiu em fazer. Estava tão feliz que resolveu mandar um áudio bem animado para seus amigos antes que mandassem desligar o celular.
  — {Gente, já tô no avião! Vou sentir muito a falta de vocês!! ...Volto só nas férias, mas vou ligar pelo Skype todo dia pra ter certeza de que vocês sabem se virar sozinhos, hein?! E não adianta esconderem algo de mim que eu me viro pra descobrir! Até!} — A saudade já era tanta que ela até chorou. Emotiva...
  A menina ao seu lado suspirou. Parecia ter a idade dela. Um olho azul e outro verde — nem pareciam naturais, mas eram —, cabelos tingidos de azul escuro a partir dos ombros e pele bem clara, em contraste com a de Mari, que era mais ou menos como avelã, mas um tanto mais clara. Baixinha, no máximo 1,58. Tinha um visual um tanto peculiar. Blusa cinza bem clarinha, simulando uma janela, com gotas de chuva e a frase "There's no way out" escrita em vermelho-sangue. Parecia feita a mão. Um casaco preto em cima de tudo, aberto, e um cachecol roxo virado para trás. O que chamava a atenção era a saia pregada preta e a meia branca até os joelhos, o que não se vê em todo mundo na rua. Um All Star cano alto azul claro surrado nos pés e o "figurino" da magra garota estava completo. Ouvia música, apoiando o cotovelo no apoio da janelinha. Parecia até feito para isso. Apesar do tamanho e do rosto um tanto infantil, esta parecia ter 16, assim como ela.

(___)

  Após cerca de cinco horas de vôo, os pais de Mariane já dormiam, um apoiado no outro, à sua direita. Seu irmão parecia entretido com um fio de lã desfiado de seu suéter verde, mas brincava tão lentamente com ele que parecia que iria, no mínimo, cochilar a qualquer instante. Apenas Mari e a menina ao seu lado ainda estavam acordadas. Era muita empolgação por parte da jovem de óculos azul. Já a menina de cabelos enrolados em tom de anil estava apenas pensativa. Deveria ser insônia, pois já passava de uma da manhã em horário de Brasília. Mariane, então, resolveu puxar assunto:
  — Gosta de música coreana?
  Ela fez que sim com a cabeça.
  — Você nasceu no Rio ou é do interior? — estava tão alegre que sua animação, sozinha, era suficiente para deixar todos naquele avião felizes, talvez até sobrasse empolgação para as aves migratórias que voavam a alguns pés abaixo deles.
  — Do interior. — A jovem de cabelos meio-azuis disse baixo. Parecia com preguiça de tudo, até de falar. — Volta Redonda, mais precisamente. — Finalizou.
— Nossa! Eu também sou de lá! Coincidência, né?
Novamente, ela balançou a cabeça para cima e para baixo. Não parecia ser de muitas palavras. Timidez por estar conversando com alguém que nunca viu na vida? Talvez.
  — Que música você esta ouvindo? Fiquei curiosa. — Mari realmente não queria que o assunto morresse ali.
  — Boombayah. Conhece?
  — Não sou muito de ouvir GirlGroups...
  — Quer um fone? — Ela perguntou sorrindo, e uma mecha de cabelo da sua franja, que estava presa para trás, caiu em sua testa. Ela logo prendeu de novo. — Pode pegar.
  Mari pegou. Ficou em silêncio ouvindo a música, mexendo um pouco os braços no refrão. Quando acabou, ela sorriu.
  — Qual o nome desse grupo? Acho que vou pesquisar depois. Gostei das vozes delas.
  — BlackPink. Assiste o MV, talvez você goste.
  — Qual é a próxima música?
  — Just Right. Tenho quase certeza de que você conhece.
  — Existe algum Fã de K-Pop que não conheça? — Mari disse um pouco alto demais, e a senhora sentada atrás dela chutou sua cadeira. — Desculpa, moça... — Dessa vez ela sussurrou.
  As duas ficaram ouvindo música um bom tempo, enquanto falavam de assuntos aleatórios. E Mari percebeu que a garota possuía um piercing na boca, mais precisamente na parte interior do lábio superior, que só era possível ver quando ela ria. E ela havia conseguido fazê-la rir umas duas ou três vezes, falando o que pensava sobre as moças que ficavam oferecendo cartão e pedindo avaliação de atendimento em lojas de roupa, esperando respostas positivas.
  — Mas você vai ter desconto em todas as peças se fizer o cartão agora, senhorita! — Ela falava com uma voz esganiçada, imitando uma suposta vendedora enquanto a menina de olhos bicolores ria, com as mãos nas têmporas, tentando não chorar.
  — Elas falam assim mesmo! Você é boa nisso! Devia trabalhar na Renner! — Ela disse tão baixo quanto conseguiu, arrancando risadas de Mari.
  Ficaram conversando bastante. A jovem mais baixa até se sentiu mais a vontade do lado de Mariane do que de sua própria irmã que, segundo ela, havia ficado no Brasil, já que já tinha mais de dezoito e se virava sozinha.
  — E por que você não ficou lá com a sua irmã mais velha? Não vai ficar com saudade dos seus amigos? — Ela tocou em uma ferida sem perceber.
  — Amigos?... Não tenho quase nenhum, só um menino de 19 anos que apanhava do pai por ser gay. — Uma curta pausa. — Claro, vou conversar com ele pela webcam do notebook todo dia, mas fora ele e minha irmã, não vou sentir falta de ninguém. Sem contar que sempre quis morar na Coréia! — Ela falou. Estava ligeiramente triste no começo, mas logo se animou de novo. Não iria dizer o real motivo de estar indo para lá, apesar de não ter mentido em momento algum. Apenas achou melhor não comentar. Talvez nunca mais a visse na vida, só talvez. Talvez nunca mais conversasse tanto com alguém, mas preferia ninguém soubesse.
  —Hmmmmm... Ah! Não perguntei seu nome! Qual é? O meu é Mariane, mas pode me chamar de Mari, se quiser.
  — Éee, prazer! O meu é- — Ela foi interrompida pelo som do avião aterrissando e a voz de sua mãe.
  — Está acordada, filha? — Disse a mulher sentada na cadeira a frente, que já tinha soltado o cinto e se virava para trás, ajoelhada em cima da cadeira. Olhos iguais aos da filha: lado esquerdo verde, lado direito azul. Uma coroa mais escura circulava a íris. O cabelo era curto, não passava da nuca, e usava um casaco rosa claro. — O avião já pousou, vamos sair. Chegamos na Coréia do Sul.— Disse feliz a mulher. Tinha 47 anos, mas parecia ter menos. Talvez fosse efeito da maquiagem. Mari se perguntava o porquê de tanta. Mas não falaria isso em voz alta nem se lhe pagassem.
  — Ok. Vamos então. — Disse a mais nova, com um sorriso no rosto.
  Levantaram-se, pegaram as bagagens de mão — uma mochila e uma bolsa dessas para notebook, da filha, e uma sacola para viagem pequena, da mulher mais velha — e foram saindo.
  — Ei, você não disse seu nome!— Mariane quase gritou ao ver a menina se afastando rapidamente.
  — Me chamam de Ao, por causa do cabelo! — Ela respondeu enquanto a mãe a apressava, a puxando pela mão.
"Ao?"

(___)

[POV Mariane]

  Logo que cheguei no apartamento espaçoso com meus pais e meu irmãozinho preguiçoso, perguntei qual era o meu quarto. Estava morta.
  — Escolhe um. — Quanta alegria, hein mãe? Adorei! (espero que você tenha notado o sarcasmo)
  — Ok... — Qual é o mais espaçoso? Preciso de bastante parede pra esses pôsters! E quero cama king size! Ok, não.
  Dei uma passeada pela casa. Todos os móveis e o fogão da cozinha eram novos, só o microondas e os utensílios não eram. Utensílios. Por que eu falei utensílios? Parece até encarte de Casa&Vídeo!
  A sala estava, na medida do possível, bem parecida com a antiga. Ainda tínhamos algumas coisas por chegar (até porque meu pai não caga dinheiro pra gente comprar uma caralhada toda de móveis novos, diga-se de passagem) mas não era tudo. Alguns móveis e até roupas minha mãe resolveu vender — acho que bastante coisa — com a desculpa de que a gente não pode ficar lembrando do Brasil.
  Aff. Desnecessário.
  Lembro do meu ex. Tipo, do nada. Que bosta. Ele terminou comigo logo que disse que viria para a Coréia. Pra ele, namoro à distância não existe.
  Sei. Não é como se eu não tivesse percebido ele secando a bunda de uma garota mais nova do oitavo ano. Sim, oitavo.
  Imagina.
  Balanço a cabeça. Esquece o filho da puta, esquece. Vamos pensar na escola nova.
  Que bom que eu aprendi coreano com aquele amigo do meu pai. Que bom. Muito bom. Tomara que não tenha gente filha da puta igual ele lá.
  Resolvo mandar uma mensagem para aquela menina, a tal Ao. Eu tinha visto ela na máquina de doces (fui junto com meu pai antes de ele comprar dois de cada... Vício em açúcar é foda...) e peguei o contato dela. Perguntei seu nome, mas ela acabou não falando, de novo. Estranho...
  De qualquer forma, ela não estava online. A mensagem sequer chegou ao celular dela. Mas via sua foto. Dava pra saber que era ela por causa do cabelo azul cacheado amazing dela, mas não aparecia o rosto inteiro. Ué moça, tá fugindo da polícia? Não fala nome, não mostra a cara, não conversa com ninguém, não socializa, meu Deus!
  Resolvi pesquisar sobre o grupo que ela falou, BlackPink. Ouvi algumas músicas e gostei. Elas são fofas.
  Depois de um tempo fazendo vários nadas, ligo para a Barbara, uma grande amiga minha, e para a Luana. Via Skype, como disse que faria. Até chamei as outras pessoas, mas elas não atenderam... Fazer o que, né?
  — OEEEE SERUMANINHOOOOOOSSSSS!! — Modo grito: on
  — AEEE FILHONA!! VOCÊ LIGOU! UHUUUUUU! (o pai dela brotou do chão e a mandou dormir logo e calar a boca. Super educado, que lindo)
  — MARIANE!!! CASA COMIGO PRA EU IR PRA AÍ TAMBÉM!! — Nem um pouco interesseira, imagina... Essa Lu...
  — Gente, que horas são aí? Vamos comparar os horários, passei mais de vinte horas voando!

(___)

  Depois de muita conversa, eu desliguei. Foi muito legal falar com elas!
Então minha mãe apareceu no meu quarto.
  — Querida, vai dormir! Já vamos ter que passar no seu colégio  amanhã!
  — Como assim? Já? Não posso nem visitar essa gracinha de país? — Quero folga!
  — Bem, não... — Longa pausa. Alguma coisa ruim aconteceu. — eu te matriculei em um dos melhores colégios de Seoul, mas... — Passou a mão na barra da camisola. Ela ia dizer algo ruim. Ela sempre fazia isso. — É um internato.
"Podia ter avisado antes, né?"
  — Que bom que eu ainda não pus minhas lindezas na parede.
  — Ah... — Enrolou o dedo de novo na barra do vestido. Agora sim, vem merda. Certeza.
  — Por que a preocupação? Tá tudo bem pra mim...
  — É que... Tem poucos dormitórios femininos... E está sobrando lugar nos masculinos... Você vai dividir quarto com dois meninos. — Ó, não falei?
  Gente, como assim? E se eu for estuprada? ESSA DIRETORA NÃO SE PREOCUPA COM POSSÍVEIS ESTUPROS? COMO ASSIM?
  Aí, eu me acalmei, mas é claro que levou uns minutinhos. Minha mãe quieta, na porta do quarto, me olhando.
  — Tudo bem... Mas por que dois? São quatro em cada quarto?
  — Sim. Uma outra garota também foi matriculada, não se preocupe com gracinhas. Boa noite, bons sonhos. Até daqui a umas horas! — Ela disse sorrindo.
  _Pop_
  Mensagem? Sim, mensagem. Da Ao. ALELUIA! QUANTA DEMORA!
  "_oeeee ! XD_"
  "_você também vai pro tal colégio interno de Seoul?_"
  "-voooouuuu! A gente se vê lá!-"
  Depois de a gente conversar milhares de assuntos aleatórios, me lembro de perguntar seu nome.
  "-qual o seu nome?? Ate agr n sei :v-"
  "_já que você insiste, é Viviane. não me pergunta dados pessoais, pls..._"
  "-e quantos anos você tem? em qual ano você tá? se você responder n pergunto mais nada!-"
  Eu estava muito curiosa.
  "_vou fazer 15 em junho. 2° ano._"
  "_acabou o interrogatório?_"
  "-pera... se tu ta no segundo ano, n era pra tu fazer 16 esse ano?-"
  "_eu pulei o C/A, sabe? O primeiro ano do fundamental..._"
  Olá nerd, tudo bem? Vida social mandou lembranças, tá de férias junto com as séries de madrugada!
  Ainda ficamos falando mais, até eu resolver olhar o relógio. 10:30 pm.
  Tomo um banho rápido e vou dormir. Dividir quarto com meninos, isso não vai prestar!

(___)

[Dez da noite. No internato mais renomado de Seoul]

  Eles estavam andando pelo colégio depois do toque de recolher, isso era fato. E, diga-se de passagem, era proibido. Mas ninguém liga.
  — Hey, Seokjin! — Jung Hoseok diz sem cerimônias, jogando algo no amigo para chamar sua atenção, quando os cinco se sentam no meio da quadra. Além dos dois, estavam Park Jimin, Min Yoongi e Jeon Jungkook. Seokjin estava ocupado, falando com alguém no celular. Detestava ser interrompido. Mas dava para aturar.
  — O quê? Fala rápido, estou ocupado. — Respondeu secamente. Estava com sono. Como pôde se deixar convencer e sair do dormitório às dez da noite?
  — Ouvi a diretora falando de novatas. — Hoseok... — Pelo que o meu copo captou da porta da sala da gorda, são brasileiras. Uma pulou uma série. Será que eu consigo pegar uma delas? — ... Também conhecido, entre aquela roda de amigos, como Pegador.
  — O desespero pra beijar alguém e sair da seca que você tá desde que nasceu é tanto assim? — Diz Jungkook, abraçando os ombros de um Jimin que parecia um tomate, rindo um pouco. Seokjin riu, acenando com a cabeça, e Jimin ofereceu a mão em um "high five" para o jovem que o abraçava.
  Só completando o apelido já citado, Pegador BV.
  — Ah, vai agarrar o Jimin ali no cantinho! — Não preciso dizer de quem era a resposta. Jimin só ficou mais vermelho de vergonha, e Jungkook também, só que de raiva. Ele tinha namorada. Não iria levar para casa um desaforo desses. Mas também não resolveria isso agora.
  — Até te entendo, jovem... Gente, não tem nada a ver com desespero, vocês só dizem isso porque nunca viram uma brasileira. — Yoongi defende o melhor amigo com certa grosseria, recebendo o olhar de reprovação do mesmo. Sim. "O" olhar. Não era qualquer olhar. Não para ele, que o conhecia há anos e o considerava como um irmão. Até se encolheu um pouco. Dava medo. — Foi mal se fui grosso. — Disse menos friamente dessa vez. — É que as garotas brasileiras... Gente, não dá pra descrever, vou mostrar uma foto!
  Ele não demora a desbloquear o celular e abrir a galeria.
  Logo, Yoongi levanta a tela do aparelho. A luminosidade era muita para os olhos até então acostumados com o escuro da quadra. Uma menina alta, de pele morena, corpo escultural e bikíni vermelho-sangue sorria com óculos escuros. Com o corpo inclinado para frente, apoiava uma das mãos no joelho e com a outra segurava a lateral dos óculos escuros. Os cabelos castanhos, com luzes, estavam caídos sobre os ombros. Ao fundo, uma bonita praia e um dia ensolarado com poucas nuvens.
  — CARALHO! — Seokjin gritou, e todos colocaram o indicador na boca e fizeram "Shhhh" em uníssono.
  Se alguém acordasse e resolvesse o denunciar, o pobre  Seokjin — ou Jin, se você preferir assim — arrastaria todos ali para a sala da gorda da diretora.
  — Puta que pariu! — Esse foi Jimin. — Até virei bi depois dessa!
  — Que a Yui me desculpe, mas esse corpo... Todas as brasileiras são assim, Yoon? — Jungkook, o pevertido, ataca novamente! Pelos olhos brilhantes, parecia que se mudaria no dia seguinte para qualquer lugar do Brasil, caso a resposta fosse positiva.
  — Tem mais umas fotos de brasileiras aqui, tire suas próprias conclusões. Mas já adianto que não sei o nome de nenhuma delas, só printei do Instagram. — O olhar de decepção dos outros quase mexeram com o coração de Yoongi. Quase.
  Mostrou uma loira de cabelos curtos, com uma bandana tapando o rosto, um decote daqueles e a menor saia do mundo, e que estava deitada em um sofá de couro azul. Uma menina ruiva, que ele jurava ter 13 anos, apesar de aparentar uns 16 ou 17, com uma blusa de gola alta bem colada e um short jeans que deve ter sido trabalhoso de vestir — possivelmente um ou dois números menor que o seu tamanho —, com o dedo mindinho na boca e olhos bem abertos. E, por último, uma garota de cabelo cacheado preto, bem branca, com um moletom largo e, talvez, só uma calcinha por baixo, que mantinha os pés virados um para o outro, e as mãos entre as pernas, segurando o casaco azul para bloquear a visão de suas roupas íntimas. Meias 7/8 listradas em preto e branco e um sorriso com piercing chamavam a atenção.
  — Adorei essa última. Achei fofa. — Disse Hoseok.
  — Para de viadagem, Jung Hoseok! — Disse Jimin. — Desse jeito eu vou acabar ficando a fim de você, hein? — Essa foi ótima. Todos riram. Até o próprio Hoseok deu uma risada muda.
  — Obrigado por abrir meus olhos, Yoongi! — Jungkook falou. Parecia que aquelas fotos iriam beneficiar a humanidade. — Nunca mais te gasto, Hoseok.
  — Gente... Será que alguma das novatas vai querer pelo menos amizade colorida com Hoseokão? Porque as que já estudam aqui e conhecem ele só querem distância! — A melhor da noite. Por Jimin.
  Depois de zoarem bastante, eles resolveram voltar para seus dormitórios. Vai que algum professor acorda?

  E é assim, cheia de clichês, que nossa linda história começa...


Notas Finais


Só especificando, as mensagens com underline são da Ao, e as com hífen são da Mariane.
Feliz aniversário de novo, Mari! Te desejo todos aqueles clichês que seus parentes te desejam todo ano, e que a gente faça intercâmbio na Coréia Do Sul algum dia!


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