História Intimamente Emma - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Exibições 80
Palavras 2.980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, todo mundo. Essa é minha quarta fanfic Swan Queen e diferente das outras, aqui proponho uma história mais forte e nova, com alguns clichês que vocês podem estar acostumadas. Não quero dizer que Intimamente Emma é a melhor coisa que eu já escrevi, mas tenho tomado um cuidado maior com ela para que seja uma história pelo menos um pouco diferente do que vocês já leram sobre Universo Alternativo Swan Queen, então, não quero estragar eventuais conclusões, apenas que leiam. Se os primeiros capítulos agradarem, vou continuar postando o mais rápido possível. A intenção não é estender demais essa fanfic, mas pelo menos contar em uma boa quantidade de capítulos tudo o que essa fanfic pode. Esse é um romance acima de tudo, algumas situações descritas podem futuramente criar alguma questão na cabeça de vocês, e espero que se isso ocorrer vocês tenham a bondade de compartilhar a opinião comigo.
Então, eu espero que apreciem, de verdade. Sejam bem-vindos.

Façam uma boa leitura.

Capítulo 1 - Véspera


Faltava quinze para a meia noite, Regina havia acabado de se sentar na cadeira em seu escritório, olhando para a página em branco aberta no editor de texto do e-mail. Ia comunicar sua mãe que na manhã seguinte, bem cedo, estava indo para Mary Way Village com o marido Daniel, mas no fundo, ela não queria fazer isso. Se mudar era a última das alternativas que pensou para trazer alguma felicidade aos últimos dias de vida do marido. Ela não escolhera ir para o litoral do Maine por sua vontade, era por ele e sentia-se tão infeliz que pela primeira vez em todos aqueles anos de sofrimento ao lado de Daniel, ela queria vê-lo morto logo. A culpa podia rondar seus pensamentos, mas no fim, seria bom para ele, seria bom para todo mundo se Daniel partisse pouco em breve, até mesmo ele devia pensar dessa forma, seria menos penoso para todos, um inconveniente a menos na vida dos Mills.

A primeira coisa que Regina precisava dizer a sua mãe após tanto tempo, era que estava partindo de Nova York em busca de sossego. Do outro lado do país, Cora criticava sua filha pelo extremo zelo que dava ao marido adoentado, mesmo assim, sabia que não mudaria o jeito da filha e não acreditava que sua primogênita quisesse tanto quanto ela e o pai que Daniel falecesse. Era questão de tempo até acontecer. Já fazia seis meses que Regina não mandava uma mensagem sequer para a mãe, dando alguma satisfação do que ocorria em sua vida em Nova York. Deixou São Francisco há dez anos, logo após ter abortado o único filho que poderia ter com Daniel, após uma longa jornada frequentando clínicas de fertilização. Regina nunca realizou o sonho do marido de ser pai, outra coisa que não dependia se sua vontade. Sempre achou que o problema era com ele, e não consigo, até lhe darem uma explicação com um vocabulário complicado demais para querer compreender. Podia ser esse o motivo para a infelicidade que sentia desde então, porém sempre soube lá no fundo do peito que Daniel não faria ela feliz.

Toda vez que se sentava para enviar um e-mail que fosse, ou escrever mais um capítulo de seu novo romance “Intimamente” , lembrava-se que seu maior desejo quando jovem era ser professora de literatura inglesa em Havard. Embora seu conhecimento em literatura tenha a vingado, a deixando rica, ela jamais esqueceria do dia em que devolveram sua solicitação para ingressar no corpo de docentes da então mais popular universidade do mundo. Pergunte a ela, um desejo que ainda não realizou? Regina certamente responderia, lecionar em Havard. Mas há quem diga que Regina esconde outro desejo. O segredo oculto dentro dos livros que escreve, e muitos dos seus leitores vivem a discutir se as histórias que leem ocorreram algum dia por terem vida própria em forma de palavras.

Regina sempre escreve sobre mulheres, amantes, traições. Seus romances têm sangue, paixão, angústia, e ninguém sabe de onde surge sua inspiração, muito menos ela.

Antes de arrumar a última muda de roupa na última mala que devia aprontar para a viagem, ela escreveu um capítulo inteiro de sua mais nova ideia. A mulher da história envenenava o marido e terminava a trama com sua amante jovem, essa era premissa, mas todo bom livro tem detalhes e Regina os amava como nenhum outro escritor. Por isso passava tanto tempo em apenas um parágrafo, escrevendo como sua protagonista caminhava nas ruas de Nova York, cheias de gente que se preocupava mais com o próprio umbigo do que com o novo corte de cabelo da mulher.

Não sabia se ia contar em detalhes para a mãe sobre sua mudança. Com Cora, Regina preferia ser cuidadosa nas palavras, caso contrário, ela saberia como a filha estava se sentindo e daria um jeito de acha-la para criticar seu casamento pela quinquagésima vez.

Sem pensar muito, escreveu algo parecido com um aviso para a mãe.


Querida mamãe,

Escrevo para contar que tudo vai muito bem, obrigada. Perdoe-me pela falta de notícias, mas cuidar de Daniel tem sido cansativo, além de tomar praticamente todo meu tempo, e o que me sobram são apenas algumas horas para escrever meus romances. O que preciso contar à senhora é que Daniel e eu estamos de mudança para uma pequena cidade no litoral do estado do Maine, pois é. Existe alguém que pode ajuda-lo lá, um médico especialista em neurologia. Daniel está convicto que esse homem é a pessoa que dirá quanto tempo ainda lhe resta de vida. Daniel tem pintado muito pouco. Receio que ele esteja chegando em seus últimos dias, pois suas mãos não respondem como deveriam toda vez que inventa pintar. Mesmo sabendo que não terá mais que alguns meses, gostaria de dar algum conforto para meu marido e Nova York não tem permitido.

Aluguei uma casa nesse lugar, Mary Way Village, uma cidade litorânea, com poucas pessoas, segundo o corretor de imóveis. Fique tranquila, escolhi uma casa grande, porém confortável para meu marido, bem ao gosto dele. Não tenho muito mais o que contar. Saibam que sinto falta de todos e em breve mandarei o endereço da nova casa. Mande um beijo para meu pai e fique com outro para você. Espero que estejam bem.

Até logo.

 

Sua querida filha,

Regina.

 

 

 

Regina sabia que Cora mandaria uma resposta e faria uma série de perguntas, pois conhecia a mãe como a palma de sua mão e as personagens de seus livros. Não responderia qualquer e-mail, muito menos ligações.

Quando apertou “Enviar” para mandar o e-mail para a caixa de sua mãe, sentiu que havia cumprido sua última obrigação antes de deixar Nova York. Fechou o notebook, olhando em volta no escritório as pilhas de caixas de mudança espalhadas pelo chão, se dando conta de que viveu mais dias dentro daquele recinto do que em qualquer outro e, que se havia um lugar na casa do qual devesse se despedir, o lugar era aquele. Talvez o escritório da nova casa fosse tão aconchegante quanto aquele, pensou ela. Então olhou para a parede atrás de si, vendo um quadro que seu marido pintou há três anos; Seu rosto. Uma singela homenagem, um presente de aniversário quando completou trinta e cinco anos. Ela se lembrava bem de quando o ganhou na festa surpresa que ele preparou quando ela chegou em casa após um cansativo dia no The New York Times. Estava tão cansada e alheia que se esquecera da data do aniversário naquele ano. Lembrava-se também que algum tempo depois daquela data, Daniel começou a ficar doente, e a peregrinação a médicos em todo o país havia iniciado, mas nenhum deles soube explicar ao certo o que ele tinha.

Às vezes Regina gostava de recordar os tempos em que seu casamento parecia dar certo. Embora nunca tivesse acreditado que viveria um “Felizes para sempre”, ela se acostumou com o conforto que Daniel lhe deu no passar do tempo. Lamentava não sentir mais a euforia que sentia quando o via na adolescência e até a alegria do dia em que se casaram numa igreja abastada de São Francisco. Mas, os anos mostraram a ela que a paixão se extingue como areia escorrendo entre os dedos, e da sua por ele, não restava sequer um grão.

Se levantou, olhando para sua imagem no quadro; Semblante sério, compenetrado e bonito, destacando os cabelos negros, pele pálida, olhos marcantes e os lábios volumosos de batom vermelho vinho. Ela o tocou, passando os dedos pelas bordas, alisando a tela, os traços feitos de tinta, até decidir tirá-lo da parede. Era pesado e comprido. Então o segurou firme, levando até a caixa mais próxima. Regina abriu as abas da caixa, fitando sua imagem novamente, com pena. Estava na verdade tendo uma ideia. Queria colocar mais um detalhe em Intimamente. Um quadro ou uma pintura. A protagonista podia ser uma pintora, Regina estava quase convicta disso. Colocou o quadro dentro da caixa e a fechou como se soubesse bem o que estava fazendo.

Se parasse para contar, era sua segunda mudança em dez anos. Recebera o convite do The New York Times após seu terceiro livro virar Best-Seller. Um trabalho que durou dois anos e não trouxe bons frutos. Hoje vivia apenas para os livros e (para quem sabia) eventualmente o marido.

Ia caminhando para o quarto no final do corredor, torcendo para Daniel ter dormido logo. Ela prometera a ele que não iria demorar no escritório, pois precisava descansar para viajarem no dia seguinte. Se bem o conhecia, Daniel estaria a esperando acordado, mas ultimamente a doença o deixava muito fadigado e ele não aguentava passar das onze.

Regina chegou no quarto, abrindo a porta devagar e a fechando na mesma velocidade. Viu o marido ressonando com um velho livro de gravuras sobre o colo e a cabeça pendendo para o lado. Ela suspirou aliviada, tirando o casaco e o que estivesse vestindo para colocar um pijama de seda no lugar. Deixou as roupas devidamente dobradas sobre a cadeira ali ao lado e se aproximou primeiro do marido, a fim de desligar a luz do abajur sem incomodá-lo. Ele não se mexeu e Regina pôde dar a volta na cama para se deitar ao seu lado sem medo. Já estava virando rotina chegar no quarto e fazer o máximo de silêncio possível para não acordá-lo, e toda vez que conseguia, dormia melhor. Quando se cobriu com o mesmo cobertor que cobria Daniel até a cintura, ele resmungou alguma coisa que ela entendeu ser “Estou bem.”. Talvez fosse melhor tirar o livro de seu colo e foi o que Regina fez, levantando dedo por dedo do marido e puxando o objeto de uma vez. Mas Regina fez errado e o que não queria aconteceu. Ele acordou.

— Regina, é você?

Ela tremeu. Não respondeu, preferindo ficar muda, esperando.

— Regina, você está aí? — O quarto era um breu só. Daniel a caçou com os olhos, mas não via nada. Tateou a cama ao seu lado e encontrou um braço. — Meu amor, que horas são? Eu esperei você voltar, por que demorou?

Ela não tinha outra alternativa a não ser responder.

— Meia-noite. Não demorei, você dormiu antes de eu chegar. Temos um longo dia para enfrentar hoje, precisa descansar, querido. Consegue se ajeitar?

— Acho que sim. — Daniel fez um esforço que Regina ouviu. Ele parecia com dificuldade em se mexer até deitado. Não era atoa que logo precisaria de uma cadeira de rodas. Demorou até encontrar uma posição confortável. — Pronto. A que horas vamos sair daqui?

— O caminhão da mudança chega às nove e meia, nosso avião sai às duas. Provavelmente estaremos em Mary Way Village de noite. — explicou ela com voz de veludo, era sempre assim quando queria convencê-lo a dormir.

— Ah, certo. — ele disse. Ficou em silêncio e Regina pôde jurar que havia adormecido de vez, porém ele ainda tinha uma pergunta. — Regina, você quer mesmo ir para essa cidade? Tem certeza de que não está fazendo isso apenas por mim?

Era a terceira vez que ele lhe perguntava aquilo.

— Eu sempre vou tomar decisões pensando em você, querido. Sim, eu quero ir para Mary Way Village. Será bom para nós dois. — mentiu.

— Fico feliz em saber. Eu te amo.

Outro silêncio. Aquele silêncio perturbador que chegava a zumbir em seus ouvidos. Dessa vez, tentou quebra-lo depressa, afundando a cabeça sobre o travesseiro, fechando os olhos com força, imaginando ao seu lado o marido bonito que tinha, o homem mais charmoso que já conheceu; Daniel era alto elegante, gostava de ternos e suéteres sobre camisas sociais. O cabelo estava sempre penteado para o lado. Tinha uma voz potente e olhos azuis intensos que faziam qualquer mulher se sentir única no mundo. Ela devia se sentir assim, mas mesmo tentando com toda a força, não conseguia mais. Seu instinto dizia que ele não era mais esse Daniel que tinha em mente e a atraía. Ela estava certa de alguma forma.

— Eu também te amo, querido. Boa noite. — respondeu em fim e ele esperou todos os segundos que foram precisos para ouvir.

— Boa noite, querida.




Regina o chamou às sete e meia, precisavam tomar café e se arrumar para receberem o pessoal da mudança. Tudo o que se via pelos cômodos da casa eram caixas, mas ela tomou o cuidado de não deixar nem uma pelo corredor onde devia passar com Daniel. A sorte era que ele ainda conseguia caminhar sozinho, mas com o tempo isso poderia piorar.

Tinha encomendado uma cadeira de rodas para ele, que seria entregue quando a mudança inteira chegasse ao Maine. Quanto mais dias se passavam, pior era andar para ele. As pernas não obedeciam como deviam, os joelhos doíam e os pés viviam a formigar estranhamente, mas por sorte tinha as mãos, os braços, mesmo que esses também tivessem começado a falhar. Daniel não queria muito, estava quase conformado com sua condição. Contudo ele gostaria apenas de uma explicação plausível, alguma opinião mais forte que nenhum outro médico no país conseguiu lhe dar. Havia esse homem no Maine e andara pesquisando a fundo sobre as descobertas feitas por ele. Talvez desse certo, talvez ele fosse quem estava procurando para lhe dizer o que tinha afinal. Era a última esperança, porque já imaginava que estava condenado.

O café da manhã era o mesmo de todos os dias: Pão na chapa, ovos fritos e suco de laranja. Regina pedia alguma fruta, às vezes omelete ou panquecas, mas quase sempre não se alimentava tão cedo. A empregada sentiria falta deles, especialmente do senhor Colter que a tratava tão bem. Regina a dispensou após o café e lhe entregou uma carta de recomendação para que ela encontrasse mais fácil uma casa de família onde pudesse trabalhar. A mulher se foi muito agradecida, passando na porta da casa por um trio de homens vestidos de macacão-uniforme.

— Senhora Mills Colter? Somos da mudança.

Regina abriu espaço para eles entrarem e uma hora depois de muito vai e vem de caixas, a casa estava absolutamente vazia. Ela lhes deu o endereço da nova casa, num papel.

St. Barbara Bay Street,

número 16, BlueHill

Mary Way Village – ME

 

— Eles já foram? — perguntou Daniel, do corredor, visivelmente cansado após ter conseguido se arrumar sozinho.

— Já. Em dois dias nossas coisas chegam no Maine. — ela se virou e o viu. — Você se arrumou sozinho? Por que não me chamou?

— Eu ainda presto para alguma coisa, pôr as calças por exemplo. — disse Daniel com bom humor.

Regina meneou a cabeça e se aproximou o segurando como apoio.

— Tem que ter cuidado, querido, mas fiquei orgulhosa de ver que tem se esforçado.

— A propósito, você conversou com a fisioterapeuta? — ele perguntou, parando com ela no meio do caminho.

— Sim, querido, ela lamentou não poder continuar o seu tratamento, mas deseja que você se recupere. Não senti muita confiança no que ela disse e sinceramente, acho que essa fisioterapia fez suas dores piorarem.

— Foi um bom motivo para me fazer querer encerrar esse tratamento. — ele a olhava. — Acho que fiquei mal acostumado, preciso me movimentar sozinho.

Regina sorriu, passando a mão pelo rosto envelhecido do marido.

Ele não lhe parecia triste, mal humorado ou envergonhado por estar praticamente definhando. Ao mesmo tempo, ela tinha medo desse otimismo espontâneo dele. No fundo ela entendia que para ele a morte seria a salvação, mas se perguntava se seu otimismo todo significava que também estava pensando em se recuperar e tentar fazer aquele casamento voltar aos bons tempos.

Regina deixou Daniel esperando o taxi que os levariam para o JFK enquanto voltava para pegar as malas. Não havia mais cama ali para se sentar, então precisou caminhar até a janela, sem cortinas e abri-la uma última vez para respirar um pouco. Sentia um aperto no peito, uma sensação de medo, ansiedade. Não estava querendo pensar muito nesse detalhe, só queria que tudo terminasse logo e ela pudesse viver suas ideias. Regina gostava de ter tempo para escrever e libertar seus pensamentos obscuros nisso, mas ultimamente aqueles pensamentos não queriam ficar apenas registrados em livros que no futuro seriam best-sellers e lhe renderiam uma fortuna. Era uma necessidade maior. Um desejo a flor da pele que mais cedo ou mais tarde ela acabaria matando. Mas depois que decidiu se mudar para a tal localidade no Maine, Regina começou a temer que não fosse encontrar inspiração para escrever.

Da mesma forma que a nova cidade pudesse lhe oferecer um pouco mais da paz que Nova York não tinha, a inspiração nas pessoas daquele lugar podia ser outra. Em comparação à NY, a pacata Mary Way Village devia ser entediante, e assim ela devia se adaptar para não deixar de fazer o que mais amava: criar uma boa história. A peculiaridade que a fazia duvidar era o fato de não saber o que veria naquele lugar, quem conheceria e se iria gostar de lá, o que levava aquelas pessoas a viverem em uma cidade pequena e que pouquíssima gente ouviu falar. Algumas pessoas podiam nunca ter saído de lá e imaginar que era possível se deparar com tamanha simplicidade a assustava. Um ar de mistério começava a envolver a cidadezinha, mas ela preferiu não aumentar suas suspeitas.

Regina parou de se sentir ansiosa quando fechou a janela do quarto e voltou para as malas. Pegou a bolsa mais pesada, puxando-a para encontrar em baixo algo que esqueceu de encaixotar antes. Um retrato. Ela largou a mala de novo, o pegou e olhou bem, sua foto com Daniel no dia em que se casaram. Sentiu uma vergonha sem explicação e inveja do sorriso que a Regina da foto mostrava, levando em conta que não sorria daquela forma há muito tempo.

Então, ela ficou se olhando na fotografia, tentando entender o que havia ocorrido consigo em quinze anos. Seus devaneios foram interrompidos por Daniel que chegou na porta para avisá-la.

— O taxi chegou. Vamos embora, querida.


Notas Finais


Sei que não dá para vocês terem uma impressão boa logo no primeiro capítulo, mas se vocês quiserem dizer qualquer coisa sobre ele, eu vou responder com muito carinho.

Um abraço forte, obrigada a todos que tiveram a disposição de ler e acompanhar mais uma vez alguma fanfic minha. Até o próximo, fiquem bem.


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