História Into Darkiness - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Personagens Ichigo Kurosaki, Rukia Kuchiki
Tags Bleach, Ichiruki, Investigação, Policial, Romance
Visualizações 26
Palavras 1.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Fantasia, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mais um capítulo.
Boa leitura 📓

Capítulo 2 - Água, please!


Fanfic / Fanfiction Into Darkiness - Capítulo 2 - Água, please!

Rukia não esperava se meter em tamanha insensatez. Sentada numa cadeira fria de ferro com os pulsos presos a algemas(como ouviu dizerem) apertando mais e mais. A mesa frente a ela também era frio, com o rosto repousado sobre a mesma, Rukia deixou o corpo relaxar mesmo a posição não agradando em nada.

Jogada dentro da pequena sala a tempo de mais, aquilo estava ficando entediante. Levantou os olhos sondando o lugar infamiliar. Ainda tentava descobrir onde estava, e o porquê de estar no mundo humano. Tinha sido vergonhoso descobrir estar no mundo humano. Seu irmão estava certo afinal, nada de bom tinha para descobrir estando entre os vivos. Mexeu os braços preço sobre o colo, endireitou o corpo ouvindo seus ossos estalando no processo. Olhou as marcas vermelhas no pulso e suspirou pesado.

—Isso vai deixar marca. –falou sem ânimo. Passou a língua nos lábios ressecados, pensou em reclamar sobre a péssima hospitalidade do lugar com o primeiro que entrasse por aquela porta. Percebeu a parede de vidro escuro, seus olhos se apertaram tentando identificar se viu direito as figuras que a observava do outro lado. Nada. Talvez fosse sua imaginação pregando peças. Não se podia ver através de vidros. Sorriu debochado, voltando à posição anterior.

—Quero água! –murmurou com a língua para fora.

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.

O carro esportivo preto parou frente ao departamento. Ichigo saiu dele sem pressa algum, tinha dormido tarde revisando um caso complicado e, acordar cedo não tinha lhe caído bem. Gostaria de ter um parceiro para mandar na frente, mas não o tinha. Seu temperamento e incapacidade de trabalho em equipe diminuía os possíveis candidatos ao cargo. Passou as mãos pelos cabelos ainda úmidos tentando espantar o bocejo tentador. Fechou o carro e entrou no lugar movimentado. Policiais por todo lado agitados, com pilhas de papéis em suas mesas junto a  copos de café. Entendia o motivo do trabalho extra. Karakura não era mais aquela cidade calma do interior. Não mais. Mortes e atentados inexplicáveis deixaram as autoridades de pernas pro ar. E a ajuda da (debochada) divisão sobrenatural tinha sido requisitado. Fazer parte de algo assim não estaria na sua lista de natal. Mas seu “algo a mais” tornou possível seu recrutamento bizarro.

Depois da morte de sua família por uma entidade faminta, ele se viu sozinho, sem forças para fazer nada. Nada. Ferido e jogado no tapete da sala, viu suas irmãs serem comidas como chips de batata. Ainda se lembrava do som dos ossos quebrando entre os dentes pontudos da fera.

Balançou a cabeça lançando os pensamentos para o vazio, não queria parecer patética agora.

—Kurosaki. –ele acenou sem vontade para o homem gordo de bochechas rosadas. —Estavamos a sua espera. Temos uma suspeita para aquele caso de desaparecidos.

Ichigo o seguiu pelo corredor.

—Suspeito? –perguntou interessado. O gordinho sorriu confiante.

—Sim. Olhe. –ele apontou para o vidro. Do outro lado Ichigo pôde observar uma adolescente debruçada sobre a mesa de forma dolorosa. Ele franziu a testa.

—Um adolescente?

—Hum. –o gordinho balançou a cabeça positivamente. —Foi encontrada na cena do crime. E achamos o depósito com os corpos em estado de decomposição. –explicou. —Pobre gente. –fez careta triste.

Ichigo deu outra olhada na menina suja. Ela parecia “bem” por sinal. Em seu rosto ele podia ver, pela expressão de poucos amigos, que ela não ligava por estar acorrentada a mesa.

—Vou falar com ela. Saber o que aconteceu.

—Sim sim kurosaki. –o gordinho tocou seu ombro o puxando como se quisesse contar um segredo. Ichigo bufou. —Sabe, ela deve ser uma louca ou ter problemas mentais. –Ichigo levantou uma sobrancelha. —Disse ser de outro mundo, sei lá de onde. Que foi posta lá, mas não sabe por quem.

—Vou resolver isso. –Ichigo puxou seu ombro do aperto. O outro sorriu agradecido.

Ao ouvir a porta abrir, Rukia rapidamente se endireitou no assento, levantou o rosto e expressou a careta mais pidona que tinha.

—Água, por favor!

Ichigo arregalou os olhos e entreabriu a boca. Essa foi injustiça. –pensou voltando a posição autoritária. Franziu a testa e andou até a cadeira vaga. Deixou a pasta que lhe foi entregue sobre a mesa a abrindo no processo.

—Ei tu é surdo? –a menina gritou do outro lado da mesa. —Quero água.

Ichigo levantou os olhos para olhá-la.

—Kuchiki Rukia, não é? –folheou os papéis. —Você é suspeita de assassinato. Essas pessoas –lhe mostrou a foto. —Estavam desaparecidos há um mês.

Ela encarou a foto e depois voltou seu campo de visão para o homem à sua frente. Ichigo serrou os olhos.

—Eu não matei ninguém. –retrucou encostando-se.

—Okay. Agora vamos fazer um trato. –falou ele enquanto guardava as fotos. —Se me disser quem fez isso eu te dou um copo d'água.

Rukia olhou desconfiada.

—Promete?

—Claro.

—Traz aí então. Um copo bem grande. –ela sorriu.

Ichigo fez sinal para o vidro atrás, sob o olhar curioso da Rukia. Se ajeitando melhor, ele a olhou direito. Cabelos curtos demais, olhos de uma cor estranha,e pele branca. Linda por sinal.

—Então me diga. Onde mora?

—Soul Society. –Rukia respondeu de prontidão. Ichigo levantou a sobrancelha tentando lembrar onde ficava isso no mapa.

—E onde fica?

—No mundo espiritual. –Ele riu.

—Entendo. O que você fumou? Pra tá nesse estado e acordar, como você diz, num depósito, deve ter fumado algo pesado. –ironizou. Rukia se manteve neutra, não entendia muita coisa desse mundo e “fumar” era um deles. Ela deu de ombros.

—Olha, quando a água vier, quero poder tomar eu mesma. Com minhas próprias mãos. –ela mostrou o pulso algemado para ele. Ichigo puxou seus dedos aproximando as algemas. Com a mão livre puxou a chave do bolso e abriu. A peça metálica caiu Sobre a mesa.

—Valeu. –ela suspirou pesadamente sentindo o sangue fluir corretamente. —Você é gentil.

—Obrigado, agora vamos falar sério. –cruzou os braços. —Aquelas pessoas não foram postas lá por engano. Me diga quem fez isso? Por que não creio que foi você.

Rukia acariciando os pulsos virou os olhos sentindo um pouco de impaciência. Tinha contado a verdade antes.

—Agua. –o homem gordo levou o copo até ela. O conteúdo tremulava. Rukia levantou os olhos para os dele vendo o homem engoli em seco.

—Agora suponho que terei de contar quem matou aquelas pessoas. –falou entre um gole e outra. Sentir o líquido descer gelado foi como tocar o céu. —Como eu disse antes, eu não sei. –o gordinho golpeou a mesa fazendo a pasta de Ichigo escorregar.

—Olha aqui criança…

—Eu não sou criança, seu velho. –os olhos dele faiscaram.

—Então como entrou lá?–Ichigo perguntou irritado.

—Um hollow! Suponho que você saiba o que é. –Rukia apontou para o ombro de Ichigo e estranhamente a cicatriz ardeu. —Sinto fios de reiatsu em você.



Notas Finais


O que acharam?
Alguma ideia para o próximo capítulo?
Diz aí
😎


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