História Into The New World - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Palavras 5.233
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha quem ta fazendo comeback! Isso mesmo que vocês estão vendo! Into The New World está de volta!!!!!
Peço desculpas por toda essa demora. Me foquei muito em Guarda Costas e deixei minhas outras fics em hiatus, sendo essa uma delas. Eu também estava com um grande bloqueio, mas relendo os capitulos e os comentários de vocês, senti uma vontade imensa de voltar a escrever essa fic. Sério, eu não esperava que ia receber tantos comentários com essa fic, mas vocês estão sempre aqui me dando apoio e me incentivando a continuar, por isso eu agradeço a vocês por isso.

Sem mais falação, vamos ao capitulo! Desculpe os erros.

Capítulo 13 - Resultados


xx/02/2017

"Faz quatro meses desde que tudo começou e posso dizer que as coisas tem melhorado gradativamente. Melhorado em certo ponto posso dizer.... Não temos mais que ficar fugindo dos infectados. A prisão tem se tornado um bom lugar para morar, e as pessoas deixaram de se incomodar. Temos vivido em harmonia aqui dentro, como se o mundo lá fora não estivesse a ponto de sumir. Segundo as minhas contas, estamos em algum dia no mês de Fevereiro de 2017. O Natal e o Ano Novo se passaram e as pessoas se quer notaram pela falta de comunicação necessária. Eu decidi não contar a ninguém. Acho que nós já nos lamentamos demais para tornar um dia ainda mais melancolioso. Também faz dois meses que perdemos alguém do nosso grupo. Desde a morte de Amber, Krystal mudara muito, o que tem preocupado bastante Jessica unnie. Pelo o que eu posso perceber, não é só esse mundo que muda as pessoas, mas também a morte de alguém amado."

– Seo está ocupada?

Seohyun parou de escrever em seu caderno assim que três batidas na porta atrairam sua atenção. Se virou calmamente para a entrada, se deparando com Hyoyeon na porta da enfermaria com um sorriso culpado nos lábios. A Kwon mais nova apenas assentiu com a cabeça, vendo a jovem caminhar calmamente até uma das macas.

– Você tem se machucado muito unnie. – Seohyun murmurou confusa ao notar que a mão da loira sangrava. Hyoyeon havia se tornado sua paciente número um, já que praticamente toda semana aparecia com um machucado diferente no corpo.

– Parece que eu sou um pouco desastrada. – Hyoyeon sorriu de leve, fazendo Seohyun revirar os olhos.

– Tente ser mais cuidadosa então. – A morena a repreendeu, segurando gentilmente a mão da mais velha que apenas continuou a sorrir.

A verdade era que Hyoyeon havia se interessado por Seohyun, mas não tinha coragem o suficiente para investir na garota. Por isso, apenas se machucava propositalmente, para assim, poder visitá-la na enfermaria.

– Prontinho. – Seohyun falou após terminar de enfaixar a mão de Hyoyeon.

– Você é minha heroína. – A loira exclamou divertida, fazendo Seohyun sorrir. – Sem você eu iria sangrar até morrer.

– Não seja exagerada. – A Kwon riu. – Fico feliz em poder ajudá-la sempre.

Hyoyeon não conseguiu conter o sorriso. Tentava não deixar tão explícito seu interesse, mas era impossível evitar o sorriso apaixonado quando estava perto de Seohyun.

– Por que está me olhando assim? – Seohyun perguntou envergonhada. Suas bochechas estavam ruborizadas, o que fez Hyoyeon pensar que ela ficava ainda mais fofa quando estava sem jeito.

– É só que você é muito bonita. – Elogiou, deixando a garota mais vermelha do que já estava.

– Você também é muito bonita unnie. – Seohyun sorriu. – Sua espada te deixa mais atraente.

– Então você me acha atraente? – Hyoyeon perguntou num misto de surpresa e esperança. Quais a chances de Seohyun sentir o mesmo por ela?

– Seobaby você está aí?

Yoona entrou despreocupadamente na enfermaria, porém travou na entrada assim que viu as duas ali sozinhas. Espremeu os olhos ao ver Hyoyeon próxima demais de sua irmãzinha, o que lhe trouxe desconfiança.

– O que estão fazendo? – Perguntou séria.

Seohyun por sua inocência, acabou não notando nada, mas Hyoyeon sim, e por isso ela automaticamente se afastou da mais nova.

– Seohyun só estava cuidando de um machucado. – Levantou a mão enfaixada. – Agora eu preciso ir, obrigado Seo!

Hyoyeon saiu com certa pressa dali, deixando a Kwon do meio ainda mais desconfiada. Yoona seguiu em passos calmos para próximo a irmã, que voltava sua atenção para seu caderninho de anotações.

– Ela tem vindo muito aqui não acha? – Yoona perguntou séria.

Assim como Yuri, ela era muito protetora quando se tratava de Seohyun.

– Hyo unnie se machuca muito. – Seohyun concordou. – Ela não é tão cuidadosa.

– Ou vai ver, é só uma desculpa para vir te ver. – Yoona rebateu, recebendo o olhar curioso da irmã.

– Mas pra que ela precisaria se machucar? – Perguntou confusa.

– Está claro que Hyoyeon está interessada em você Seo! – Yoona exclamou séria. – Eu vou contar para a Yuri.

– Você está sendo exagerada demais Yoong. – Seohyun riu. – Eu sou só uma criança pra Hyoyeon, e se a Yuri souber dessa sua desconfiança, vai fazer uma confusão, e temos tanta paz aqui.

– Tudo bem, mas eu vou ficar de olho nela. – Yoona indagou séria, fazendo a irmã sorrir.

– Krystal volte aqui! Krystal!

Jessica seguia em passos apressados sua irmã mais nova que sequer estava lhe dando atenção. Desde a morte de Amber, Krystal havia mudado drasticamente, e nem a própria Jessica estava mais a reconhecendo. A Jung mais nova vivia em seu próprio mundo, e não conversava com mais ninguém, a não ser quando era necessário.

– Jung Soojung eu estou falando com você! – Jessica exclamou seriamente, fazendo a garota parar em frente ao portão, de costas para si.

– O que você quer Jessica? – Krystal perguntou rude, sem ao menos se virar para olhar a irmã.

– Lá fora é perigoso! Você não pode ir sozinha. – A castanha indagou preocupada.

Krystal passara a treinar mais do que necessário sua pontaria, e havia se tornado uma das melhores atiradoras do grupo. Foi como se a morte de Amber tivesse ativado a coragem que existia escondida dentro de si. Krystal agora fazia parte das equipes de buscas, e não bastasse isso, a Jung mais nova sempre saía sozinha da prisão, o que deixara Jessica bastante preocupada por descobrir isso.

– Eu sei me cuidar sozinha. – Krystal rebateu, abrindo o portão secundário e seguindo em direção a saída.

– Desde a morte de Amber você não é mais a mesma! – Jessica exclamou irritada.

De uma das torres, Wendy assistia tudo.

– Eu sei que você está sofrendo, mas não pode agir assim!

Krystal virou-se furiosa para Jessica, agarrando a mais velha pela blusa com tamanha brutalidade.

– Você não sabe de nada! – Gritou.

– Krystal solta ela! – Wendy ordenou lá de cima.

Jessica sentiu sua garganta se fechar com o jeito que estava sendo tratada por sua irmã mais nova. Krystal era sua melhor amiga, a pessoa que mais amava naquele mundo, e agora, a mesma lhe desprezava, como se ela tivesse culpa do acontecera.

– Me deixe em paz.

Krystal empurrou Jessica para trás, fazendo com que a mais velha batesse com os cotovelos no chão. Buscou a chave do portão na cabine, e ignorando os pedidos de Wendy para que ficasse, atravessou aquela estrada sabe-se para lá onde.

Jessica sentiu seu peito se apertar ao ver sua irmãzinha sumir de sua vista, sem saber se teria a chance de vê-la novamente. Krystal deixara claro para todos que a perda de Amber lhe afetara, mas Jessica não queria aceitar. Puxa ela era sua irmã! Deveria ser preocupar com a proteção uma da outra, mas só o que importava para Krystal agora era sua dor.

– Você está bem?

A castanha ergueu a vista lentamente, se deparando com a mão de Yuri estendida em sua direção. Aceitou de bom grado a ajuda da mesma, levantando-se do chão e limpando a sujeira da calça. Jessica observou a morena voltar para perto do cerco das vacas, onde estava trabalhando naquele momento. Ficara tão distraída com Krystal que se quer notara a mesma ali. Mesmo depois de tanto tempo, sua relação com Yuri não havia mudado. Bem, a morena não a ignorava mais e nem a tratava com desprezo, porém ela não poderia ser considerar amigas, mesmo que no fundo quisesse aquilo.

Taeyeon acariciava gentilmente os cabelos da namorada, enquanto a observava dormir. Havia implorado para Yuri trocar de lugar com Tiffany, para assim ela poder passar mais tempo com a namorada. Estava imensamente feliz por ter a ruiva ali consigo. Por um momento pensou que nunca mais a veria, mas felizmente o destino lhe dera mais uma chance.

Tiffany se remexeu lentamente na cama, fazendo o sorriso de Taeyeon se enlarguecer ao ver que a mesma estava prestes a acordar. Seus dias estavam se tornando mais alegres, mesmo que ainda vivessem presas naquele mundo cruel.

– Bom dia meu amor.

– Bom dia Taetae. – Tiffany sorriu, fechando os olhos ao sentir os lábios da baixinha tocarem sua testa.

– Dormiu bem? – Taeyeon perguntou, sorrindo alegremente ao ver a namorada concordar.

O relacionamento de Taeyeon e Tiffany não surpreendera ninguém do grupo, exceto pela dupla de detentas. O que surpreendera a todos foram a mudança que Taeyeon estava tendo em relação à tudo. A mesma estava mais calma, e não se incomodava mais com a existência do conselho. Não havia mais provocações, alfinetadas... Tiffany havia transformada a baixinha em uma nova Taeyeon.

– Bom dia mana.

A ruiva depositou um beijo carinhoso no topo da cabeça da irmã ao encontrá-la tomando café ao lado de Seulgi, Yeri, Wendy e Joy. As cinco estavam muito amigas, e Tiffany se sentiu feliz por ver a irmã sorrir tanto depois de tudo o que acontecera. Ela gostava de Seulgi, e sabia que Irene estava em boas mãos.

– Você vai sair com o grupo de buscas hoje? – Tiffany perguntou curiosa enquanto montava seu café da manhã na bandeja. Taeyeon apenas acompanhava a namorada, pois como acordara mais cedo, já havia tomado seu café.

– Eu preciso ir, ainda não encontrei o que quero. – Falou, e Tiffany franziu a testa ao escutar novamente aquela frase.

– E o que você procura?

– Ainda não posso dizer.

A ruiva apenas revirou os olhos, pois mesmo que insistisse, Taeyeon não lhe contaria o que tanto buscava. Sentou-se em uma das mesas do refeitório e passou a experimentar de seu desjejum sob o olhar da namorada. Vez ou outra trocavam carícias, beijos... Todavia não podiam se empolgar muito, já que havia "crianças" ali com elas.

[...]

– Isso é tão emocionante. – Seulgi comentou animada enquanto caminhava com o grupo pela estrada. Yuri lhe lançou um olhar curioso, e apenas revirou os olhos.

– Não me faça me arrepender de trazer você Kang. – Comentou.

Seulgi apenas assentiu e continuou a acompanhar o grupo. Depois de muito insistir, ela conseguira convencer Yuri e Taeyeon a deixá-la participar dos grupos de buscas. A garota sequer acreditava naquilo, e dessa vez possuía uma perspectiva diferente de antes. É claro que o medo de morrer não havia sumido, mas as coisas haviam mudado para a jovem Kang, já que ela não precisava mais se esconder atrás de Wendy, nem ficar chorando pelos cantos com medo de morrer. Seulgi havia aprendido a se defender, a ter coragem, e isso tudo porque Irene havia entrado em sua vida. Ela queria ser forte para proteger a namorada, e para isso, precisava enfrentar todos os seus medos.

– Taeyeon, eu vejo um mercado mais à frente! – Seungri gritou mais à frente.

O grupo de quinze pessoas continuou a caminhar pela estrada até encontrarem uma cidadezinha. Seungri e seu subgrupo iam na frente, verificando se existia a presença de infectados. Taeyeon se aproximou da janelas de alguns carros estacionados na rua, em busca de qualquer coisa que achasse necessário levar a prisão. Todavia, tudo o que encontrara fora corpos em decomposição.

– Evitem pegar coisas sem proteção. – Yuri ordenou ao notar que o supermercado apesar de cheio, estava desordenado.

Um subgrupo ficara do lado de fora de vigia, enquanto o resto iria juntar mantimentos dentro do supermercado. Eles estavam tendo muita sorte nas buscas durante esses meses, mas isso preocupava Taeyeon e Yuri, pois a cada semana eles limpavam os lugares mais próximos, tendo que se distanciar ainda mais da prisão para procurar coisas novas. Até agora, tudo estava correndo bem, mas elas não sabiam por quanto tempo isso iria continuar.

– Yuri, eu posso juntar alguns biscoitos para mim? – Seulgi perguntou timidamente ao encontrar alguns pacotes de seus biscoitos preferidos no chão.

A morena apenas assentiu e Seulgi correu animada para pegar algumas sacolas. Eles sempre buscavam mantimentos para todos na prisão, mas não havia problema em recolher algumas coisas para si próprio.

Seulgi passou a colocar alguns biscoitos dentro da sacola, lembrando-se não só de si, mas de Irene, Joy, Wendy e Yeri. As estantes estavam caídas, e provavelmente haviam mais alimentos debaixo delas, mas o que encontrara ali já era o suficiente para lhe satisfazer.

A jovem Kang estava tão entretida no que fazia, que acabou se assustando, quando uma mão surgiu entre a pilha de biscoitos e agarrou sua perna. Seulgi acabou caindo enquanto era agarrada pelo infectado sob a pilha, todavia, seu grito não passou despercebido pelos outros.

– SEULGI!

Yuri que estava mais perto da morena, puxou sua faca da cintura e cravou na cabeça do infectado que tentava reeguer-se do chão. Ela ajudou a menina a se levantar, e a afastou dali.

– Você está bem? – Yuri perguntou preocupada, e a menina apenas assentiu. – Pessoal, tomem cuidado com as estantes derrubadas. Podem haver infectados embaixo.

Todos voltaram a fazer o que estavam fazendo antes, dessa vez sem muitos problemas. Felizmente, não havia muitos infectados no supermercado e eram poucos os alimentos estragados. Levariam mais umas centenas de sacolas para prisão e sequer imaginavam onde iriam enfiar aquilo tudo!

O grupo continuou aquela rotineira busca, e felizmente a sorte estava ao lado deles. Se encontraram com hordas pequenas de infectados, podendo assim reservar balas. Encontraram medicamentos, roupas... Tudo o que precisavam para saciar o desejo das pessoas que moravam naquela prisão.

Após quase cinco horas a mercê dos perigos do lado de fora, Taeyeon decidiu que já estava na hora de voltar. Logo iria escurecer, e ela sabia que seria difícil continuar por ali. Entrou em seu carro após guardar tudo, tendo a companhia de Yuri e Seulgi. A Kwon encontrara uma estação de rádio que funcionava, e por isso elas sempre podiam ouvir música durante as buscas. Tentaram fazer qualquer tipo de comunicação tecnológica, mas parecia que a Coréia havia sido esquecida.

– Aquela ali não é a Krystal?

A voz de Seulgi atraiu a atenção de Yuri e Taeyeon para o lado esquerdo da baixinha. Krystal andava na mata aberta, sem qualquer rumo ou algum tipo de proteção.

– O que está fazendo aqui fora? – Taeyeon perguntou ao manobrar o carro para a mata, enquanto o resto do grupo seguia pela estrada ao lado.

– Passeando. – Krystal respondeu seca, sem ao menos se virar para olhá-las.

– Sabe que não é muito seguro passear por aqui. – Yuri argumentou, mas a Jung mais nova não deu muita atenção.

– Eu sei me cuidar.

– Krystal entre no carro. – Taeyeon pediu séria. Todavia, Krystal a ignorou completamente e entrou na mata fechada, obrigando a baixinha a voltar para a estrada. – Sinto que futuramente ela vai ser um problema.

– Nem Jessica está sabendo lidar com ela. – Yuri suspirou.

Elas já tinham problemas demais do lado de fora para ter que se preocuparem com problemas do lado de dentro.

[...]

Hyomin deu um pequeno sorriso ao ver a baixinha agachada em frente a canteiro. Correu o portão e seguiu pelo caminho de pedra do campo, sendo obrigada a desviar da trilha para chegar em Sunny. A Lee estava tão distraída podando as plantas que sequer percebeu a aproximação da mais nova, e aproveitando isso Hyomin ficou ali, parada, observando Suny trabalhar tranquilamente nas plantas.

Seu interesse pela baixinha passou a existir desde o momento em que Sunny fora visitá-la quando foi presa injustamente por Taeyeon. Hyomin pudera ver as palavras sinceras em Sunny, e após aquele momento, passou a sentir necessidade de estar perto da baixinha. Quando Wonho a esfaqueara, tudo o que sentira fora raiva e culpa. Porém, aquelas sentimentos foram esquecidos assim que Sunny a perdoou.

Após isso, Hyomin só queria conhecer mais de Sunny, saber das coisas que gostava, o que fazia antes daquilo tudo acontecer... Parecia algo até fácil, se não fosse por um empecilho chamado Choi Sooyoung. A mais alta estava a todo momento ao lado de Sunny, não dando liberdade para que se aproximasse. E o pior, era que elas eram namoradas, o que significava que Hyomin não poderia ter muito além de um simples amizade.

– Está a muito tempo aí?

A atenção de Hyomin foi tomada para o rosto que a observava curiosamente. Sunny se virara para buscar algumas ferramentas e dera de cara com Hyomin, que estava com uma expressão muito fofa, perdida em seu próprio mundo.

– Tempo o suficiente para observar suas habilidades de jardineira. – Comentou, o que fez Sunny rir.

Hyomin se aproximou calmamente, abaixando-se ao lado de Sunny que voltara sua atenção as plantas.

– Isso eu aprendi quando estava na fazenda dos Hwang. – Explicou divertidamente. – Não é muita coisa comparada a que Nayeon e Tiffany sabem fazer.

– Mas eu gosto do jeito que você faz. – Hyomin comentou, atraindo a atenção de Sunny para si.

A detenta ficou a admirar intensamente Sunny, querendo gravar cada parte daquela face em sua mente. Notou um pequeno resquício de terra na bochecha da garota, e por isso ergueu sua mão lentamente, usando o dedão para limpar aquela sujeira. Sunny apenas observou tudo com uma expressão confusa, sem entender muito bem as intenções da outra. Ela gostava de Hyomin, porém acreditava que a jovem só queria sua amizade. Sem contar que a detenta sabia que ela estava com Sooyoung.

– Hyo-.

Sunny prendeu a respiração ao notar Hyomin aproximar o rosto lentamente do seu. Ela iria lhe beijar? Iria, e de alguma forma Sunny não conseguiu se afastar. Talvez fosse pelo choque do momento, ou por ter algum carinho pela jovem. De qualquer forma, Sunny só conseguiu reagir quando os lábios de Hyomin pressionaram contra os seus.

Mas aí, já era tarde demais!

– POR QUE ESTÁ BEIJANDO A MINHA NAMORADA?

Sooyoung, que até então vinha pelo campo, e acompanhou a cena, partiu furiosa para cima se Hyomin, que acabou sendo pega de surpresa. Sunny no primeiro momento não soube como reagir, mas ao ver Sooyoung apanhando, tratou de se levantar rapidamente a fim de separá-las.

– PAREM COM ISSO! – Gritou.

Yoona que estava na torre tratou de descer correndo ao ver as duas garotas quase matando. Só elas estavam ali naquele momento, e por isso o resto dos moradores estavam alheios ao que acontecia.

– Sooyoung já chega! – Yoona exclamou puxando a amiga. Hyomin tentou avançar, mas a Kwon do meio a empurrou. – Eu já falei para parar!

– Ela que começou! – Hyomin apontou para mais alta com raiva. Escorria um pouco de sangue do seu nariz.

– Você beijou a Sunny! – Sooyoung retrucou, o que fez Sunny abaixar a cabeça envergonhada.

– Eu a beijei porque eu gosto dela! – Hyomin rebateu, surpreendendo a todos.

Sooyoung ficou sem palavras, e apenas quis partir pra cima da detenta novamente. Como Yoona estava entre elas, acabou por impedir que uma outra briga começasse, mas as duas deixaram claro que aquilo não ficaria barato.

Principalmente Sooyoung.

Felizmente, Yoona conseguiu acabar com aquela confusão momento antes da equipe de buscas chegar. Tirou o molho de chaves preso na calça e correu em direção ao portão ao ouvir o carro buzinar. Teve que matar alguns infectados que ali estavam, para assim poder dar passagem aos veículos entrarem.

Os carros manobraram pelo campo e seguiram até o pátio, estacionando ali para descarregar as malas. Taeyeon saiu do veículo acompanhada do resto do grupo, encarando Yoona que era a única ali no momento.

– Está tudo bem aqui? – Perguntou, e a mais nova suspirou.

– Hyomin e Sooyoung. – Respondeu, surpreendendo a irmã.

– O que quer dizer? – Yuri perguntou séria. Hyomin havia lhe prometido que nem ela nem Yerin iriam causar problemas.

– Hyomin beijou Sunny, Sooyoung viu e ficou puta. – Yoona respondeu resumidamente, fazendo as mais velhas abrirem a boca em surpresa.

– Hyomin beijou Sunny? – Taeyeon exclamou perplexa, e Yoona assentiu.

– Ela diz gostar de Sunny. – Yoona deu os ombros. – É melhor resolverem isso logo.

[...]

Yuri soltou um pequeno um suspiro, aproveitando a brisa daquela noite. Podia ver perfeitamente as estrelas brilhando no céu, já que não havia aquelas exageradas luzes da cidade para lhes atrapalhar. Agarrou o copo de café ao seu lado e bebericou um pouco do líquido. Gostava de tomar café durante seu turno, para assim conseguir passar a noite acordada e vigiar a prisão. As vezes era entediante ficar ali sozinha a noite, e por fim acabava tirando um cochilo. Todavia, Taeyeon havia exigido total atenção, já que a cada dia mais e mais infectados surgiam no portão e estava sendo difícil matá-los. Além de que, o peso deles estava fazendo com que as cercas cedessem, e ela temia que aquilo acontecesse.

– Droga.

Yuri passou a alça do rifle pelos ombros e desceu correndo da torre. No momento em que entrou no corredor entre as duas enormes cercas, os infectados passaram a se empurrar, tentando de alguma forma alcançá-la. A morena notou que as cercas estavam inclinadas por conta da agitação e do peso daquelas criaturas.

Estava claro que aquilo logo logo iria ceder.

– Está tudo bem?

Yuri sobressaltou-se assustada ao ouvir uma voz baixa atrás de si. Virou-se ofegante, se deparando com Jessica do outro lado da cerca, no campo.

– O que está fazendo acordada? – Perguntou curiosa. Deveria já ser umas três da manhã.

– Não consigo dormir. – A castanha suspirou. – Então, está tudo bem?

– Sinto que essas cercas logo irão cair. – Explicou preocupada. – Eles estão colocando muito peso aqui.

– Se cairem vamos ter problemas. – Jessica comentou, e Yuri assentiu.

– Exatamente. Parece que eles sentem que há muitas pessoas aqui, e a cada dia aparecem mais deles.

– O que vai fazer? – A Jung perguntou curiosa, e Yuri parou para pensar por alguns segundos.

– Na garagem tem umas madeiras... Acho que se prendermos nas cercas, impedirá que ela caia completamente.

– Quer ajuda?

Yuri se surpreendeu com a pergunta. Não estava acostumada a ficar por muito tempo na companhia de Jessica, pois sabia das coisas que sentia pela garota.

– Não precisa se incomodar. – Murmurou, mesmo que no fundo quisesse passar mais tempo com ela.

– Todos precisamos ajudar. – Jessica insistiu.

Yuri apenas assentiu, e chamou a garota para ir consigo até a garagem. Não sabia muito como se portar ao lado de Jessica, pois as coisas que fizera ainda estava em sua mente, e com certeza estava na dela também. Yuri finalmente aceitara que gostava da Jung, mas agora havia sido tarde demais para se declarar ou tentar investir nela, e tudo porque Jessica estava em um relacionamento com Taecyeon. Talvez tivesse sido idiota demais, na verdade até fora. Mas as cicatrizes do passado marcadas nela colaboraram para que temesse uma aproximação com a Jung. Yuri até tentara! E o dia em que fizera amor com Jessica estava bem guardado em sua mente. Todavia, ela não queria se apegar, não queria criar sentimentos, pois sabia que no final sofreria.

E isso era tudo o que menos queria.

– Consegue aguentar? – Perguntou preocupada ao ver a careta no rosto de Jessica assim que a mesma segurou a ponta da madeira. Aquilo era realmente pesado e Yuri sabia disso, mas Jessica apenas assentiu, querendo ser capaz de ajudar a morena com aquilo.

Foram cerca de cinco voltas para poderem levar os cinco enormes pedaços de madeiras. As cercas eram extensas, mas a intenção de Yuri era apenas ajeitar a parte específica onde os infectados mais se amontoavam.

– Pode buscar a caixa de ferramentas? – Pediu sem graça, mas Jessica apenas assentiu e voltou para a garagem.

A castanha olhou em volta em busca da caixa vermelha, não demorando a encontrá-la no canto da parede. Caminhou até ela e abaixou-se para pegar. Todavia, ao levantar a cabeça, Jessica sentiu um grande vertigem, e acabou por deixar a caixa cair. Levou as mãos as têmporas e as massageou lentamente, respirando fundo. Ultimamente estava sentindo bastante mal estar, e começava a se preocupar, pois aquilo não passava nunca! Talvez fosse sua preocupação com Krystal, mas de qualquer forma, queria poder melhorar logo.

Assim que se sentiu melhor, Jessica abaixou-se para juntar as ferramentas que escaparam da caixa com a queda. Recolheu tudo e seguiu para o lado de fora, levando para Yuri que já erguia os pedaços de madeira em direção a cerca.

– Aqui.

A maioria deles já estavam acostumados com aqueles gemidos estranhos vindos dos infectados, tanto que nenhuma das duas se incomodou por trabalhar ouvindo aqueles sons horrorosos.

– Como você está? – Yuri perguntou, querendo quebrar aquele clima estranho, além de querer ouvir outra coisa que não fosse o gemido daquelas criaturas.

– Mal... – Jessica suspirou. – Eu temo pela vida de Krystal. Ela mudou tanto!

– Encontramos com ela quando voltávamos. – Yuri comentou, recebendo o olhar surpreso da mais velha. – Taeyeon pediu para que ela viesse conosco, mas ela não quis.

– Eu estou com tanto medo... – Jessica levou as mãos a cabeça, sentindo seu coração se apertar. – E ela ainda nem voltou!

– Apenas confie nela! – A morena indagou calma. – Eu sei como é preocupante saber que nossas irmãs estão lá fora. Eu me preocupo sempre que Yoona saí sem mim. Mas Krystal é outra pessoa, ela vai saber se defender.

– Eu não sei...

Yuri soltou um suspirou e parou o que estava fazendo para ir consolar Jessica. Largou as ferramentas no chão e se levantou, passando carinhosamente os braços em torno do corpo da mais baixa. Jessica não se incomodou, na verdade, sentiu-se feliz por aquilo. Ela não sentia mais raiva de Yuri, tudo o que queria era que a morena a tratasse como todos. Jessica não podia dizer que elas eram amigas, mas pelo menos, Yuri não mais a ignorava, nem a tratava com desprezo. Elas estavam caminhando aos poucos, mesmo que notasse que a outra ainda tentava lhe evitar.

– Você deveria entrar. – Yuri murmurou ao sentir o vento gelado bater em seu rosto. – Está frio!

Jessica apenas sorriu e balançou a cabeça. O abraço da morena era o suficiente para protegê-la daquela simples brisa.

– Estou bem.

As duas estavam tão distraídas naquela interação, que sequer perceberam que os infectados empurravam ainda mais a cerca, e que a mesma estava inclinando. Só notaram quando o barulho alto da cerca caindo se fez presente, assustando-as ao verem os infectados invadindo.

– Corre Jessica! Corre!

Yuri empurrou Jessica para frente, pegando sua arma do chão e correndo para fora dali. Somente uma parte da cerca havia cedido, todavia, fora o suficiente para dar espaço para aquelas criaturas entrarem. Jessica atravessou o portão que levava ao pátio, correndo em direção a bolsa de armas que Taeyeon havia deixado ali para emergências. Yuri vinha logo atrás, mas não fora rápida o suficiente para conseguir fechar o portão e por isso os infectados adentraram no pátio, obrigando a morena a destravar a arma e começar a atirar.

– São muitos! – Jessica gritou nervosa.

– Não deixa eles se espalharem!

Os tiros de Jessica e Yuri chamaram a atenção do resto da equipe, que saíram desesperadas de seus blocos para descobrirem o que acontecia. Taeyeon, Yoona, Wendy, Hyomin, Hyoyeon e todos os outros correram em busca das armas, ajudando Jessica e Yuri a matarem todos aqueles invasores. O grupo aniquilou boa parte dos infectados, restando só os corpos no chão. Yuri respirou fundo e se virou para o grupo, dando um pequeno sorriso ao ver que alguns estavam de pijamas e até descalços.

– O que aconteceu? – Taeyeon perguntou se aproximando da amiga. Yuri esfregou o braço do rosto para retirar os respingos de sangue, e colocou a arma em cima da mesa encostada na parede.

– Parte da cerca cedeu. Precisamos dar um jeito senão toda a cerca irá cair. – Explicou, e todos se viraram para a cerca principal, onde parte dela estava quebrada.

– Melhor então não deixarmos isso para depois. – Taeyeon comentou séria.

Mesmo ainda sendo madrugada, Taeyeon reuniu um pequeno grupo para resolver o problema com a cerca a fim de evitar futuros problemas. Eles mataram os infectados que estavam no corredor e os do lado de fora, levando os corpos até área que usavam para queimá-los. Conseguiram reeguer a cerca, todavia, precisaram colocar três pedaços de madeira para sustentá-la. Foram obrigados a usar todo o material guardado na garagem, mas felizmente, conseguiram dar um jeito no estrago feito pelos infectados.

O sol já começava a iluminar o céu quando todo o trabalho terminou. Taecyeon fora uma das pessoas escaladas para ajudar, e por isso voltou bocejando para a cela que dividia com Jessica. Desejava deitar-se ao lado da castanha e dormir pelo resto do dia, todavia, assim que entrou na cela, se deparou com a namorada sentada na cama, enquanto uma poça estranha decorava o chão.

– Jessica?

Taecyeon se aproximou preocupadamente da companheira ao notá-la segurar a barriga com uma expressão de dor.

– O que foi? O que está sentindo?

– Estou com muito mal estar Taec. – Jessica murmurou fraca. – Eu não sei o que está acontecendo comigo.

– Vem, vamos te levar até a Seohyun.

Taecyeon ajudou Jessica a se levantar, guiando-a até a enfermaria onde a Kwon mais nova normalmente ficava. O moreno já estava a par do mal estar que a namorada vinha sentindo, mas achava que era somente por conta do estresse em relação a Krystal. Todavia, aquilo parecia não melhorar nunca e ele começava a ficar preocupado com a saúde da companheira.

Seohyun estava na enfermaria separando alguns medicamentos quando foi surpreendida com a presença de Taecyeon e Jessica.

– O que houve? – Perguntou preocupada vendo Taecyeon sentar Jessica na maca. A expressão da castanha era de desconforto.

– Ela não está se sentindo bem Seohyun. Não acha que seja uma virose ou algo do tipo? – Taecyeon exclamou nervoso. – Já faz um tempo que ela está se sentindo assim!

– Pode nos deixar a sós? – Seohyun perguntou séria, encarando o mais velho que fez um careta, mas suspirou.

– Tudo bem. – Murmurou beijando carinhosamente a testa da namorada. – Vou tomar um banho, e depois eu volto.

Seohyun esperou que Taecyeon saísse da enfermaria para se virar pra Jessica. A castanha estava com uma expressão confusa, já que Seohyun sempre permitia a presença do moreno consigo.

– Por que pediu para ele sair? – Perguntou desconfiada. A expressão de Seohyun deixava claro que ela tinha algo importante para falar.

– O que você tem sentido exatamente unnie? – Seohyun cruzou os braços e se encostou na maca ao lado da que Jessica estava, observando-a seriamente.

– As vezes eu tenho dor de cabeça, enjôos... Tudo o que eu já disse a você. – Respondeu incerta. – Faz ideia do que se trata?

– Acredito que sim. – Disse Seohyun, saindo de onde estava.

Jessica observou a mais nova caminhar até a estante e procurar algo entre as prateleiras. Não conseguiu ver exatamente o que a outra procurava, mas acreditava ser tratar de algum remédio para seu mal estar. Entretanto, assim que Seohyun voltou e estendeu a caixinha em sua direção, Jessica arregalou os olhos.

– O que...

– Talvez eu esteja enganada, mas precisamos ter a certeza disso. – Seohyun comentou séria.

Jessica encarou a caixinha em sua frente, sem conseguir acreditar que Seohyun desconfiava daquilo. Ela se relacionara com Taecyeon algumas vezes, mas o mesmo usara os preservativos, então, qual a chance de aquilo acontecer?

– Você pode usar o banheiro daqui para ninguém ver. – Seohyun apontou para a porta no fundo da sala.

Mesmo não querendo aceitar, Jessica acatou o pedido da mais nova, sabendo que ela era a única que poderia lhe ajudar. Se trancou no banheiro e ficou por lá, querendo tomar coragem para usar o teste de gravidez oferecido por Seohyun. E se ela estivesse grávida? Como cuidaria de um bebê num mundo como aquele? Eles nem sabiam por quanto tempo continuariam vivos. Talvez aquela criança nem chegasse a nascer... Mas e se nascesse? Jessica não estava preparada para ser mãe, e ela ainda era tão jovem...

Depois de longos minutos decidindo se faria ou não, Jessica acabou por abrir a caixinha em suas mãos. O choro estava entalado em sua garganta e ela sabia que seu futuro poderia mudar drasticamente com o resultado daquilo. Os minutos ali dentro foram angustiantes, e o silêncio que até então era o único ali presente, foi quebrado pelo som do choro desesperado de Jessica. Seohyun soltou um longo suspiro ao ouvir o lamento da castanha, enquanto dentro do banheiro, a mesma se encolhia no canto da parede segurando firmemente aquele teste de gravidez.

O resultado?

Dois riscos azuis.


Notas Finais


Algumas características dos personagens da fic foram baseados nos personagens de TWD.

Taeyeon - Rick
Jessica - Maggie
Seulgi - Carl
Hyoyeon - Michonne
Krystal - Carol

Não sei se vocês perceberam esses detalhes, mas isso também não significa que as mesmas coisas que aconteceram com os personagens na série, acontecerá aqui. Na verdade, tenho ideia mirabolantes para cada um deles muahahahahahhaha

Espero que tenham gostado desse retorno, até em breve


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