História Into The New World - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Palavras 4.711
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem os erros.
Aconselho a ler com uma caixa de lencinhos.

Capítulo 17 - Elo Partido


– Estou me sentindo um bebê assim.

Seulgi soltou uma pequena risadinha com a fala da namorada. Ajudou-a vestir a blusa, e se abaixou, dando apoio a Irene para se levantar. A jovem Hwang tivera leves ferimentos além da perna e das costas machucadas. Não havia sido nada muito grave, porém a mesma precisava ficar de repouso, evitando se mexer muito. Por conta disso, Seulgi ajudava a namorada a fazer tudo, inclusive, tomar banho.

– Você é meu bebê, oras. – Seulgi brincou.

Irene revirou os olhos, mas beijou a bochecha da companheira. As duas caminharam tranquilamente pelos corredores, seguindo em direção ao quarto. Esbarraram com Yoona que vinha animadamente pelo corredor carregando uma bandeja. Se cumprimentaram e continuaram seu caminho.

A Kwon do meio prepara o café da irmã, e estava levando para ela já que a mesma ainda machucada, estava impossibilitada de levantar da cama. O acontecimento com Yuri assustara as gêmeas, e por conta disso, as duas não desgrudavam do pé da irmã. Yuri sentia-se uma criança de tantos mimos que estava recebendo, mas ela não tinha muito o que reclamar. Estava amando isso!

Yoona entrou na enfermaria e deu um pequeno sorriso ao ver Jessica conversando com Yuri. A castanha é uma das que não desgrudava da Kwon, e Yoona sentia-se feliz por ver que a relação delas estavam fluindo livremente.

– Olha o que eu trouxe! – Exclamou divertida.

Yuri encarou curiosa a bandeja, fazendo uma pequena careta ao ver um monte de fruta ali.

– Que café da manhã é esse? – Resmungou.

Yoona puxou o suporte da cama e colocou a bandeja sobre ele, ajeitando em frente ao corpo de Yuri.

– Seo disse que pra você melhorar rápido precisa ter uma alimentação saudável. – Yoona explicou.

– Eu pedi para você colocar meu café. – Yuri reclamou para a irmã, que coçou a nuca sem jeito.

– Eu coloquei, mas ela estava do meu lado vigiando e eu não pude fazer muito.

Jessica soltou uma gargalhada ao ver a cara de revolta da companheira. Seohyun era uma pessoa que se preocupava muito com a saúde, e somando o ocorrido com Yuri, ela estava fazendo a morena comer todas as coisas saudáveis que existia na prisão. Yuri não aguentava mais ver frutas, legumes, verduras... E não via a hora de melhorar logo.

– Não é tão ruim assim Yul. – Jessica falou pegando o pote com frutas.

Desde que soube do acontecimento com Taecyeon, e as coisas que ele dissera a Yuri, Jessica não saía do lado da morena. É claro que ela ainda tinha seu momentos de crise, e evitava ficar muito tempo com o resto do grupo, mas Yuri, mesmo machucada, conseguia lhe distrair.

– Aish, não vejo a hora de melhorar logo.

Yuri acabou por se alimentar das coisas levadas por Yoona, pois senão passaria fome. Mesmo sob os olhares de Yoona e Jessica, ela se sentia relaxada, pois sabia do carinho que as duas tinham por si.

– Seohyun!

As três encararam a entrada da enfermaria onde Jaebum entrava carregando Nayeon. A jovem estava desmaiada, e isso assustou o trio.

– O que aconteceu? – Yoona exclamou preocupada, ajudando o moreno a deixar a prima na cama. Nayeon estava pálida, e o canto de sua boca tinha algumas manchas de sangue.

– Ela estava se sentindo doente esses dias. Achamos que era apenas um resfriado, mas do nada ela começou a tossir sangue e desmaiou. – Jaebum exclamou desesperado. – Onde está Seohyun e GD?

– Estão no refeitório. – Yoona respondeu. – Vou chamá-los.

Yoona saiu apressada da enfermaria, deixando os outros quatro ali sozinhos. Jessica se levantou calmamente da cadeira que estava sentada, mas quando tentou se aproximar da outra maca, Yuri a impediu.

– Não sabemos o que é, você pode pegar. – A morena sussurrou preocupada. Não temia só pela vida de Jessica, mas também pela do bebê, que agora era seu.

– Como ela pode ter ficado desse jeito? – Murmurou em resposta. – Nem estamos no inverno.

– Não sei, mas é melhor mantermos distância. – Yuri explicou.

Jessica assentiu lentamente e voltou a se aproximar da morena. Foi questão de segundos até que Yoona voltasse trazendo Seohyun e GD.

– O que aconteceu? – A mais nova perguntou, e Jaebum passou a relatar tudo o que ocorrera.

Pelo o que eles achavam, Nayeon havia pegado um resfriado, já que a mesma demonstrava os sintomas. Todavia, olhando ali, parecia ser algo muito mais sério.

– Acha que pode ser o vírus? – GD perguntou curioso. Poderia ser qualquer coisa, mas eles não tinham como ter a certeza. – Ou talvez uma gripe?

– Ainda não tenho a certeza, mas ela precisa ficar em repouso. – Seohyun explicou. – Vamos dar alguns medicamentos a ela.

Seohyun caminhou em direção a estante de remédios. Buscou por alguns, todavia, percebeu que as prateleiras começavam a ficar vazias, já que usaram muitos remédios com os moradores, e com os feridos.

– Oppa, precisamos de mais remédios. – Comentou para GD. – Precisamos falar com a Tae unnie sobre isso.

– Vamos cuidar de Nayeon e depois resolvemos isso. – O homem falou.

Torciam para que aquele grupo tivesse um pouco de paz, pois senão, eles teriam grandes problemas.

[...]

– Como você está?

– Um pouco cansada, mas melhor que antes.

Tiffany deu um pequeno sorriso e acariciou o rosto da prima. A saúde de Nayeon estava preocupando a todos, já que ninguém sabia exatamente o que ela tinha. Já haviam perdido Dahyun, Taecyeon... Tiffany não queria que mais ninguém de sua família partisse. Ela deixou Nayeon aos cuidados de Jaebum e foi atrás da namorada. As coisas ali na prisão pareciam estar piorando, o que estava preocupando completamente a baixinha, e não bastasse isso ainda tinha que se preocupar com Sunye, que provavelmente estava se preparando para caçá-la.

Definitivamente, o paraíso estava caindo.

– Taetae.

Tiffany entrou calmamente na sala, notando que Yoona e Taeyeon pareciam conversar distraidamente. A baixinha se virou ao ouvir o chamado, e deu um pequeno sorriso ao encontrar a namorada.

– Ei Fany, como sua prima está?

– Ela parece está melhorando. – Respondeu. – O que estão fazendo?

– Pelo o que estamos vendo, não falta somente remédios em nosso estoque, mas também munição. – Yoona respondeu. – Precisamos repor urgente, senão teremos mais problemas.

– E quando vocês vão? – A ruiva questionou. Estava tarde para eles saíram para uma busca.

– Amanhã de manhã. – Taeyeon falou. – Quero sair cedo para que tenhamos mais tempo para procurar.

Tiffany assentiu lentamente, já sentindo o medo pela namorada sair de novo da proteção da prisão. Da última vez, Taeyeon viera sem um dedo, e a ruiva temia que dessa a namorada nem voltasse.

Seohyun suspirou confortavelmente ao se aconchegar no abraço da namorada. Ela havia convencido Hyoyeon a não se afastar, e mesmo a loira relutando um pouco, Seohyun conseguira impedir que terminassem o relacionamento.

– As coisas de repente começaram a desmoronar. – Hyoyeon comentou acariciando o braço de Seohyun. Aquela situação estava incomodando a todos, pois ninguém sabia o que estava por vir.

– Precisamos tomar cuidado. – A Kwon suspirou. – Eu estou com medo.

– Vai ficar tudo bem. – Hyoyeon puxou a namorada para mais perto. – Eu vou proteger você.

Seohyun soltou um pequeno sorriso antes de sentir os lábios da namorada contra o seu. Hyoyeon a fazia ter sentimentos incríveis, mesmo com o pouco tempo e as diferenças. Era a primeira vez que realmente amava alguém.

– Com licença...

Um limpar de garganta atraiu a atenção das duas que olharam para porta onde Yoona estava parada. A Kwon do meio encarava seriamente Hyoyeon, ainda sem aceitar muito bem que a mais velha gostava de sua gêmea.

– Yuri está sentindo algumas dores, e eu não quero acordar o GD. – Comentou.

Seohyun se levantou apressada, não querendo que as duas notassem a vermelhidão em seu rosto. Calçou os sapatos e praticamente correu para fora dali, deixando Yoona e Hyoyeon a sós.

– Eu estou de olho em você Kim. – Avisou, fazendo Hyoyeon dar um pequeno sorriso.

– Eu vou cuidar dela, prometo.

Yoona fez uma cara desconfiada, mas logo assentiu. Hyoyeon se mostrava uma pessoa boa e até agora ela não fizera nada que decepcionasse o grupo. Assim Yoona esperava. Yuri e Yoona amavam muito Seohyun, e jamais permitiriam que algo de ruim acontecesse com a mais nova.

Nayeon se remexeu desconfortavelmente na cama, sentindo todo seu corpo queimar com a febre que lhe atingia. Levou a mão na boca tentando abafar a tosse, e quando a afastou, percebeu a mancha de sangue em sua palma. Respirou fundo e se levantou. Precisava ir ao banheiro ou então vomitaria ali mesmo.

– Onde está indo? – Jaebum perguntou sonolento ao ouvir a prima se levantar.

A garota apenas respondeu que iria ao banheiro e seguiu seu caminho. A prisão estava silenciosa e completamente escura, tanto que Nayeon teve que usar uma laterna que Taeyeon costumava deixar nas saídas dos cômodos. Achavam melhor assim, pois não queriam atrair os infectados naquela escuridão. Não bastasse o som, aquelas criaturas também eram atraídas pela luz.

Nayeon empurrou a porta do banheiro e foi se arrastando até a pia. Colocou tudo o que tinha para por pra fora e em seguida lavou o rosto. Não entendia o por quê de estar assim, e torcia para que melhorasse logo.

Um crise de tosse atingiu a garota que foi obrigada a se curvar na pia. Nayeon levou as mãos a boca desesperada, vendo mais e mais sangue mancharem suas mãos. Tentou chamar por alguém, mas sua consciência não conseguiu permanecer por mais tempo ativa, e a garota caiu no meio do banheiro escuro.

Sozinha.

[...]

– Tome cuidado, okay? – Tiffany pediu preocupada. Seu coração estava apertado com a saída da namorada.

– Eu prometo.

Taeyeon beijou carinhosamente os lábios da namorada, tentando se manter tranquila em relação a saída de sua equipe. É claro que as coisas iriam piorar a cada dia, e eles precisavam tomar muito cuidado em relação a tudo!

– Tem que certeza que não quer que eu vá? – Sooyoung perguntou novamente ao parar ao lado da amiga.

A Kim já havia montado sua equipe, e não que Sooyoung estivesse ficado chateada por não ter sido escolhida, mas dessa vez, ela queria estar disposta a ajudar as amigas caso as mesmas precisassem.

– Está tudo bem Soo. Yoona já vai com a gente, ela insistiu nisso já que a Seohyun vai. – Taeyeon explicou.

– E a Yuri deixou? – Tiffany perguntou surpresa. Ela sabia o quanto Yuri era protetora quando se tratava das irmãs.

– Bem, ainda não sabemos.

Na enfermaria da prisão, Seohyun tentava argumentar com uma Yuri irredutível. A mais nova queria ir junto com a equipe, pois da última vez que pedira para eles trazerem remédios, o grupo por desconhecer o que necessitava acabaram pegando qualquer coisa que vira pela frente, trazendo tudo o que eles não precisavam. Ela estava sim com medo de sair, pois seria a primeira vez desde que chegaram ali, mas ela precisava e estaria protegida já que Yoona e Hyoyeon iriam consigo.

– Por que o GD não vai? – Yuri resmungou irritada. A ideia de suas duas irmãs lá fora não lhe caia bem.

– GD conhece pouco de medicina. – Seohyun respondeu. – Ela não sabe o que eu sei.

– Por que você não escreve o que eles tem que trazer? – Yuri questionou. Achava desnecessário a saída da mais nova.

– Não é tão simples como parece. Eles precisam saber exatamente o que estão trazendo.

– Você não pode sair Seohyun.

– Yuri vai ficar tudo bem. – Yoona, que até então ouvia tudo calada tomou a palavra. – Eu vou estar lá, Hyoyeon e as outras meninas também. Vamos protegê-la.

– Eu não estou com um bom pressentimento. – Yuri confessou. Talvez deixar Seohyun sair fosse mais difícil pelo fato dela ser a mais nova, e não saber como se proteger.

– Eu também estou com medo unnie, mas precisamos disso. – Seohyun explicou.

Yuri fechou os olhos e respirou fundo antes de assentir. Ela sabia que a prisão precisava de remédios, e somente Seohyun sabia exatamente quais. Sentiu a mais nova lhe abraçar carinhosamente, e tentou evitar que as lágrimas descessem por seu rosto.

– Tome cuidado, por favor. – Implorou.

Seohyun beijou a bochecha da irmã, se afastando para dar espaço para Yoona abraçar a mais velha. Yuri envolveu Yoona com força. Aquilo estava lhe incomodando por dentro, e parecia até que era uma despedida.

– Cuide bem dela. – Pediu. Sabia que podia confiar a mais nova nela, pois assim como ela, Yoona era superprotetora.

– Com a minha vida. – Yoona sorriu. – É uma promessa.

– Por favor, voltem. – Yuri pediu.

A morena observou as gêmeas sairem de mãos dadas, e apenas fechou os olhos, rezando para ter a chance de ver suas irmãs novamente.

– Bear, você tem mesmo que ir? – Irene questionou chateada, observando a namorada recarregar a arma.

Seulgi, havia sido chamada por Taeyeon para fazer parte da equipe. Mesmo elas sendo jovens, a menor sentia a necessidade de incluir as mais novas nisso, pois sabia que elas precisavam se defender do mundo a fora. Seulgi não pensou duas vezes em aceitar, mesmo sabendo que deixaria Irene super preocupada.

– Vai ficar tudo bem, eu sei me proteger e sou uma boa atiradora. – Tentou argumentar.

Irene sabia que aquilo não era o suficiente, mas nada do que falasse faria Seulgi mudar de ideia. Observou a companheira guardar a arma na cintura, enquanto os outros colocavam as mochilas no trailer.

– Eu vou voltar, okay?

Seulgi suspirou fundo ao ver a namorada assentir lentamente e por isso a puxou para um abraço. Ela sabia que era perigoso, mas jamais partiria e deixaria Irene sozinha. Ela iria voltar, e nada a impediria.

– Tudo bem pessoal, vamos partir!

Taeyeon entrou no trailer sendo seguida por Yoona, Seohyun, Seulgi, Krystal, Hyomin, Seungri, Wendy, Hyoyeon, e outros homens que seguiram de carro. A baixinha sabia que todo cuidado era possível, e por isso decidira levar mais gente dessa vez, tendo alguns moradores a se oferecerem a ir consigo.

O resto do grupo que havia acordado para acompanhar a partida, apenas observou os amigos irem. Ainda era cedo de manhã e boa parte dos moradores ainda dormiam. Se dispersaram, decidindo irem se distrair enquanto esperariam a chegada dos mesmos.

Jaebum se remexeu lentamente na cama ao sentir a claridade no quarto. Coçou os os olhos e se levantou, percebendo que a cama ao lado estava vazia. Lembrou-se que Nayeon havia ido ao banheiro, e se perguntou se ela ainda estava por lá. Jaebum se levantou preguiçosamente e decidiu ir atrás da prima. A movimentação na prisão não existia, provavelmente por que ainda era cedo e o pessoal gostava de dormir.

– Nayeon? – Jaebum bateu tranquilamente na porta do banheiro, pois o local era somente para as mulheres, e ele não podia simplesmente entrar. – Nayeon você está aí?

O garoto ouviu alguns barulhos lá dentro, mas não chegou a receber um resposta. Jaebum decidiu empurrar a porta, e encontrou o lugar vazio. O moreno entrou timidamente, e arregalou os olhos ao ver a poça de sangue no chão do lugar. Provavelmente, Nayeon havia vomitado. Jaebum deu meia volta para sair do banheiro, porém foi surpreendido por uma infectada que se jogou sobre si. O grito escapou de seus lábios assim que sentiu sua pele ser rasgada.

A infectada era Nayeon.

[...]

Taeyeon dirigia o trailer tranquilamente, buscando por algum lugar que devesse procurar. Estava atenta para qualquer coisa, e isso incluia pessoas e infectados. Agora que descobrira que havia outras pessoas por ali, e que as mesmas não eram nada boas, a baixinha precisava redobrar a atenção.

– Parece que tem uma cidade por ali. – Yoona exclamou ao apontar para a placa. Taeyeon manobrou o trailer seguindo para a direita, verificando se o carro preto as seguia. Ela dirigiu por alguns quilômetros, até perceber as árvores sumindo, dando lugar aos prédios.

Até então nenhum deles havia encontrado sinal de infectado, mas mesmo assim, Taeyeon decidiu estacionar o trailer próxima a saída.

– Pessoal relambrando o plano. – A baixinha falou ao descer e se reunir ao grupo. – Atirem somente se necessário. Busquem por armas, farmácias e se possível, um hospital. Evitem se separar e protejam Seohyun. – Taeyeon falou a última frase encarando Yoona e Hyoyeon. As duas concordaram e o grupo seguiu caminho.

Seohyun olhava tudo com um aperto no coração. Aquela cidadezinha provavelmente era cheia de vida, e agora estava ali, morta, sem nenhum cidadão para contar a história. Imaginava como estaria a cidade onde morava. Fazia tanto tempo que elas haviam partido que talvez as coisas lá estejam pior do que aqui.

– Você está bem? – Ouvi Yoona perguntar.

A mais nova apenas assentiu e voltou a acompanhar a irmã. Não seria boba de se afastar, seria um alvo muito fácil já que não sabia se defender.

– Acho que tem uma farmácia ali. – Seungri avisou já que era o que andava na frente do grupo.

O grupo seguiu o homem que realmente estava certo ao dizer que exista uma farmácia mais a frente. Taeyeon, Wendy e Hyomin fizeram a revista, porém não havia nenhum infectado por lá.

– Tente ser rápida, okay? – A baixinha pediu ao entregar a bolsa preta para Seohyun.

A mais nova entrou na farmácia, sendo acompanhada por Hyoyeon e Yoona. Seulgi ficou na entrada observando enquanto os outros zonzavam pelo lugar buscando por algum sinal de infectado. Hyomin deu um pequeno sorriso avistar um carro de polícia um pouco mais a frente. Se aproximou lentamente, vendo que havia um infectado lá dentro. Puxou a faca da cintura e contou até três antes de abrir a porta. O policial caiu no chão, e Hyomin cravou a faca na cabeça dele antes de fazer careta por causa do cheiro vindo do veículo. Foi obrigada a tapar a respiração para poder revistar o carro, mas acabou valendo a pena, pois encontrou uma bolsa cheia de armas e munições.

A detenta de um pequeno sorriso, porém franziu a testa ao ouvir sons de grunhidos. Deixou a bolsa no chão e caminhou cuidadosamente entre o vão de duas casas. Havia uma cerca aberta, e Hyomin não precisou se aproximar muito para ver uma horda de infectados perambulando por trás das casas. Eles ainda não os haviam notado.

– Taeyeon! – Chamou-a num tom baixo, se aproximando apressadamente. – Tem uma horda atrás das casas. – Avisou ofegante.

– Sabe dizer exatamente quantos tem? – Taeyeon perguntou preocupada.

– Muitos para que possamos lidar.

Taeyeon soltou um longo suspiro e correu em direção a farmácia. Eles precisavam acelerar o processo ou senão ficariam encurralados.

– Andem logo, Hyomin descobriu uma horda atrás das casas. – Avisou.

Hyoyeon passou a enfiar todas as caixas dentro da bolsa, sem se preocupar com as ordens de Seohyun. Wendy e Seulgi acataram ao pedido de Taeyeon de ir ajudá-las, enquanto Seohyun corria de um lado para o outro em frente as prateleiras.

– Seo anda logo com isso! – Yoona resmungou para a irmã.

Seohyun fechou a cara, mas não teve como contrariar, elas não tinham tempo para ficar olhando os remédios de um a um.

Krystal que estava em pé no teto de um carro franziu a testa ao ver algo se movimentar um pouco mais distante de onde estavam. Cobriu os olhos com a mão para que pudessem ver melhor, e arregalou os olhos ao ver que se tratavam de pessoas armadas, se movimentando sorrateiramente. Antes que pudesse avisar o grupo, o carro em que estava foi bombardeado por balas, e no susto, a Jung caiu para trás, batendo com a cabeça na traseira do carro antes de cair no chão desnorteada.

Taeyeon empurrou Hyomin para dentro da farmácia, arregalando os olhos ao ver um dos moradores da prisão cair morto no chão. As meninas arregalaram os olhos. Aquilo não tinha como piorar.

– Os infectados. – Wendy exclamou desesperada ao ver as criaturas começarem a surgir na rua.

– Precisamos sair daqui! – Hyomin exclamou assustada.

– Me ouçam com atenção. – Taeyeon falou séria, pois tinha plena certeza que quem atirava queria matá-las. – É provável que aquelas pessoas estejam a mando da governadora e por isso não vão ter dó de nós. Precisamos ser rápidas, senão todas morreremos.

– E como vamos sair daqui? – Seulgi questionou preocupada. A rua começava a se encher de infectados a cada tiro dado, e ela não sabia como iriam se proteger deles e daqueles tiros.

– Hyoyeon vai na frente matando eles com a espada. – Ordenou, e a loira iria retrucar se a baixinha não continuasse. – Seulgi e Wendy vão atrás, sendo seguidas por Yoona e Seohyun. Eu vou ajudar Krystal enquanto Hyomin e Seungri nos cobrem.

Todas assentiram antes de Taeyeon dar a ordem. Hyoyeon saiu matando todos os infectados que surgiam pela frente sendo seguidas por Wendy, Seulgi, Yoona e Seohyun. Taeyeon seguiu seu caminho em direção a Krystal caída atrás de um carro. A mais nova estava sentada com a mão na nuca, completamente atordoada.

EU VOU MATAR TODOS VOCÊS!

A baixinha reconheceu a voz de Sunye através do megafone. Espiou sorrateiramente o grupo, vendo-a sobre um carro, protegida por seus subordinados. Ela os seguira, ou aquilo era uma coincidência? De qualquer forma, precisavam sair logo dali, ou senão todos eles morreriam.

Yoona empurrou Seohyun para trás de um carro assim que seu caminho foi atrapalhado por um infectado. A morena puxou a arma da cintura e deu dois tiros, vendo o homem cair no chão após atingido.

– Nós vamos morrer. – Seohyun falou desesperada. Respirava ofegante e estava extremamente pálida.

– Não vamos morrer! – Yoona disse séria. – Preciso que corra o mais rápido que conseguir, e em hipótese alguma ouse soltar a minha mão. – Ordenou, vendo a irmã assentir prontamente.

Yoona observou Hyoyeon ainda a matar os infectados mais a frente, sem perceber que elas haviam parado. A loira abrira um caminho, e elas só precisavam correr por lá.

– Yoona vai! – Taeyeon gritou do outro lado da rua. A baixinha conseguira passar sobre a proteção de Hyomin, Seungri e dos outros homens ainda vivos. Eles precisavam ser rápidos. O tempo estavam se esgotando.

Yoona respirou fundo antes de ser virar para a irmã. Seohyun estava extremamente assustada e isso fez a irmã sorrir. Ela sempre fora a mais medrosa das três, e talvez por esse motivo Yuri e Yoona fossem tão superprotetoras.

– Eu amo você. – Yoona falou carinhosamente.

– Eu também amo você Yoonguie. – Seohyun respondeu com um expressão de choro.

Yoona segurou firmemente a mão de Seohyun antes de se levantar e passar a correr. Com a arma em mão, ela atirava, matando todos os infectados que surgiam em seu caminho. Tudo parecia dar certo, até a morena sentir a mão de Seohyun escapar da sua. Yoona se virou desesperada, vendo a irmã caída no chão tentando se livrar de um infectado que agarrara sua perna. Seohyun chutou a cabeça da criatura com força, e quando ergueu a vista, seu corpo travou ao ver o grupo de infectado lhe encurralar.

– SEOHYUN!

A mais nova só teve tempo de ouvir o grito de Hyoyeon, antes de um corpo se jogar sobre o grupo de infectados que lhe cercara. Seohyun sentiu sua garganta se fechar ao ver a pele de Yoona se rasgada por aquelas criaturas. A irmã havia se jogado para lhe salvar, pois senão seria ela ali a ser despedaçada.

Seohyun sentiu seu corpo ser puxado, e mesmo que fosse um infectado ela não conseguiria reagir. Taeyeon a arrastava, mas tudo o que Seohyun conseguia assimilar era o corpo de sua irmã sendo devorado por aquelas criaturas.

[...]

– Yuri relaxa, vai ficar tudo bem. – Jessica falou pela décima vez apertando carinhosamente a mão da morena. Yuri estava extremamente preocupada. Tudo o que ela fazia era pensar nas coisas que poderiam acontecer com suas irmãs lá fora.

– Seohyun nunca saiu. – Suspirou. – Eu devia ter ido com elas.

– Você ainda não está boa o suficiente para sair. – Jessica falou séria. – Seohyun estará segura.

Yuri estava prestes a responder quando ouviu sons de tiros ecoarem pela prisão, seguidos de altos gritos. Ela encarou desesperadamente Jessica, antes de Tiffany entrar afobada na enfermaria.

– Tem infectados no bloco D! – Avisou.

Mesmo com a repreensão de Jessica, Yuri puxou a agulha do braço e se levantou da maca. Sentiu um pouco de dor, mas seguiu firme para fora da enfermaria, tendo o apoio de Jessica. Não fazia sentido ter infectados ali na prisão, tudo estava bem protegido!

– Sooyoung! – A morena gritou ao ver a amiga correndo. Sooyoung parou no meio do caminho e encarou a amiga, lançando uma de suas armas para a mesma.

O bloco D estava um verdadeiro inferno. As pessoas não sabiam o que fazer, e apenas gritavam e choravam desesperadas enquanto viam seus familiares e amigos sendo mordidos e transformados. Yerin matou um imfectado que veio em sua direção, percebendo que a transformação ocorria cada vez mais rápido. Suspirou aliviada ao ver o resto do grupo entrar no bloco. Eles precisavam resolver aquilo ou aquela prisão iria abaixo.

– Eu não sei o que aconteceu. – Explicou. – Eu ouvi os gritos e quando cheguei estava esse inferno.

– Tiffany, Jessica, leve as crianças para os outros blocos. – Yuri ordenou. Jessica ficou com receio de deixar a morena, mas Yuri parecia bastante determinada.

As duas seguiram as ordens da morena e reuniram todas as crianças que ali estavam perdidas. Levaram-as apressadamente para seus blocos, mas pararam ao ouvir gritos. Tiffany seguiu desesperada o som, e arregalou os olhos ao entrar em seu bloco e ver sua irmã encurralada por Nayeon. Sua prima havia virado uma infectada. Havia perdido mais uma.

– Ei!

A ruiva começou a gritar, chamando a atenção da infectada que desviou a atenção de Irene para ela. Tiffany deu passos para trás, e foi questão de segundos para que Jessica surgisse com uma arma em mãos. A castanha não era boa de mira, e o nervosismo não colaborava para isso. Deu diversos tiros, mas nenhum deles conseguiu derrubar Nayeon. Quando apertou novamente o gatilho, nenhuma bala saiu. Nayeon estava próxima demais...

– Sinto muito.

Jessica arregalou os olhos ao ver Yuri surgir de repente e se jogar sobre a infectada. A morena cravou a faca na cabeça da jovem, fazendo com que o sangue espirrasse por todo o seu rosto.

– Você estão bem? – A morena perguntou se virando para as duas. Jessica assentiu concordando e Tiffany foi correndo abraçar a irmã. Joy e Yeri que haviam conseguido se trancar a tempo em uma das celas sairam assustadas.

– Nós estávamos indo ao refeitório quando ela apareceu. – Irene choramingou assustada, abraçando a irmã com força.

– Encontramos Jaebum no outro bloco. – Yuri explicou limpando o rosto com a mão. – É provável que Nayeon tenha começado tudo isso.

– Ela estava muito mal. – Tiffany suspirou abraçando a irmã com carinho.

Só havia restado as duas.

Yuri se levantou com a ajuda de Jessica já que suas coletas ainda doíam. A morena ordenou que todos ajudassem a levar os corpos para fora, enquanto outra parte ajudava as crianças e os feridos. Por estar machucada, Yuri apenas acompanhava tudo, guiando as duplas que levavam os corpos lá para fora. A morena se reencostou cansada na grade, e observou Jessica aparecer com um pano molhado em mãos.

– O que é isso? – Perguntou confusa, pois não havia se machucado.

– O sangue de Nayeon espirrou em você. – Jessica murmurou preocupada. – Ela estava doente.

Yuri assentiu lentamente ao compreender a fala da companheira, e apenas deixou que Jessica limpasse seu rosto. Ficou observando as pessoas amontoarem os corpos no canto da parede, até ouvir um grito. Um sorriso brotou em seus lábios...

O trailer estacionava em frente a prisão.

Todos que ali estavam acompanharam o veículo manobrar no campus e estacionar no pátio. Se aproximaram do trailer, e a porta se abriu lentamente, revelando primeiramente Hyomin com uma expressão extremamente séria.

Yuri notou o semblante estranho no rosto de Krystal assim que a mesma desceu após a detenta. Percebeu os olhos vermelhos de Wendy e Seulgi, e quando Hyoyeon desceu sozinha seu coração parou uma batida. Taeyeon surgiu logo atrás, sendo acompanhada por Seohyun.

– Onde está Yoona? – Perguntou séria ao ver que mais ninguém descera. – Onde está Yoona!? – Praticamente gritou ao receber o silêncio do grupo.

Yuri encarou cada um ali sem querer acreditar. Só podia ser uma brincadeira. Uma brincadeira de muito mau gosto.

– Seohyun onde está a sua irmã!? – Encarou desesperada a mais nova, e assim que o choro da garota se fez presente, o mundo de Yuri desabou.

– E-Ela cumpriu a promessa... – Seohyun murmurou em meio ao choro.

Yuri levou as mãos ã cabeça, sem conseguir acreditar que Yoona não estava ali. Aquele abraço... Ela não queria que tivesse sido o último.

– Yul... – Taeyeon tentou se aproximar da amiga, mas a morena se afastou furiosa.

– NÃO! – Gritou. – MINHA IRMÃ NÃO!

Definitivamente, aquele pressentimento ruim significava alguma coisa. Se pudesse voltar atrás, não se permitira cair nos argumentos das gêmeas. Se tivesse sido mais cuidadosa, Yoona ainda estaria com elas. Era tudo sua culpa. Tudo sua culpa! Yuri não havia conseguido proteger a irmã. Ela havia falhado.

– Y-Yoona... – Levou as mãos aos olhos, tentando conter as lágrimas. – YOONAAAAAA!

Yuri não queria que a irmã tivesse cumprido aquela promessa.


Notas Finais


Confesso que foi difícil escrever esse cap, pois quando chegava a parte da Yuri, Yoona e Seo eu caía em lágrimas. Matar uma soshi não foi tão fácil quanto eu imaginei rs

Desculpe as futuras desidratrações. É difícil, mas temos que seguir firmes. Beijos!


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