História Into The New World - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias F(x), Girls' Generation, Red Velvet
Tags Amber, Jackie, Jessica, Krystal, Seohyun, Seulgi, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Wendy, Yoona, Yuri
Exibições 40
Palavras 4.179
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey pessoal, voltei com mais um capitulo e com novos personagens, espero que gostem!

Capítulo 4 - Perdidas


No alto do céu, o sol iluminava todo o distrito de Goyang. Não existia nenhum lugar capaz de impedir os fortes raios criados pela grande estrela do sistema solar. Isso tornava tudo cansativo, e o calor atrapalhava a viagem daqueles sobreviventes. 

 

As três garotas seguiam arrastadamente pela parte rural da cidade, já que toda a parte urbana estava tomada por pessoas infectadas pelo desconhecido vírus. Fazia mais ou menos três dias que estavam por ali andando sem rumo, com apenas duas facas e uma garrafa d'água, buscando algum lugar seguro que pudessem se esconder. Desde que tudo começou, a única coisa que faziam era fugir. Tentaram se esconder dentros das casas, mas era só questão de tempo para que aquelas criaturas invadissem e tentassem lhes atacar. Seguir por ali era a única forma de permanecerem seguras por um determinado tempo. As árvores altas e as matas impediam muitas vezes que os infectados lhe vissem, além de que também os atrapalhava na hora de as perseguirem.

 

– Eu não aguento mais!

 

A jovem de longos cabelos morenos murmurou enquanto buscava forças para permanecer em pé. Apesar de estar sendo sustentada pela namorada, sua frágil saúde e a situação que se encontrava não colaborava. 

 

Andavam por ali em busca de algum carro, ou qualquer coisa que lhes ajudassem naquele momento, entretanto, o sol forte atingindo a pele de seus corpos diminuia a disposição de prosseguirem seu caminho.

 

– Nós não podemos parar de andar. – Sua namorada falou, segurando firmemente sua cintura.

 

– Pra onde estamos indo? – Perguntou. A voz quase se perdendo por conta da fraqueza e da sede.

 

– Pra longe de toda essa confusão. – A mulher mais a frente, sua cunhada, respondeu, sem ao menos olhar para trás.

 

A garota respirou fundo enquanto tentava encontrar forças para continuar. Seus passos eram tortos e ela só estava de pé ainda por conta de sua namorada que estava lhe dando apoio. Quando fugira de casa, ela não imaginava que teria que passar por isso. Acreditava que o governo iria dar um jeito, acreditava que os militares iriam dar um jeito, mas todos haviam fugido ou sido mortos. Viu pessoas serem mortas na sua frente, viu seus pais morrerem para lhe salvar. 

 

Ela só queria acordar desse pesadelo.

 

Depois de muito andar, a morena acabou desabando no meio da estrada, preocupando principalmente sua namorada, que não teve forças o suficente para lhe segurar.

 

– Krystal!

 

– Eu não aguento mais Am. – A morena sussurrou enquanto era acudida pela companheira. Seu rosto estava vermelho de tanto que fora atingida pelos raios solares, mas sua pele, estava fria.

 

– Você precisa ser forte! – Amber falou ajudando a namorada a se sentar.

 

Krystal se aninhou ao corpo da amada, sentindo depois de muito tempo um carinho da mesma. Elas corriam e fugiam tanto que não tinham nem tempo para conversar e trocar uma carícia. Krystal não só estava fragilizada fisicamente mas também emocionalmente. Havia visto seus pais serem despedaçados em sua frente. Estava separada de sua irmã mais velha e ao menos sabia se a mesma estava viva. Confessava dentro de si mesma que só estava ali ainda por causa de Amber.

 

– Droga!

 

O casal ergueu a cabeça assim que ouviu passos ecoarem atrás de si. Jackie, a irmã mais velha de Amber, agiu rapidamente, cravando a faca na cabeça dos dois infectados que haviam surgido dentre as árvores.

 

– Já deu pra perceber que não dá pra ficar aqui sentada vendo o tempo passar. – Falou séria. – Vamos continuar!

 

Amber olhou pesarosa para a namorada pois sabia que a mesma não aguentava mais aquilo. Contudo, ela também sabia que sua irmã estava certa, não podiam ficar ali sentadas esperando alguém vir lhes salvar. 

 

– Vamos, eu vou te carregar.

 

A loira agachou-se em frente a Krystal, esperando a mesma subir em suas costas antes de se levantar. Não era a primeira vez que fazia isso então já estava acostumada com o peso da companheira. 

 

– Deveríamos voltar para a floresta. – Amber falou depois de muito tempo andando. – O sol está muito forte.

 

– Precisamos seguir pela estrada para voltar à cidade. – Jackie falou séria, recebendo um olhar surpreso da irmã antes de continuar. – Krystal precisa de comida e água, não só ela mas nós também.

 

Foram longos minutos de caminhada até que elas avistassem a placa de um novo distrito. Haviam chegado em uma cidade desconhecida e esperavam que dessa vez pudessem encontrar ajuda. Andaram por mais alguns minutos até que encontrassem uma rua comecial. Havia prédios, lojas, alguns barraquinhas destruídas, mas o que chamou a atenção das garotas foi ver as portas de um super mercado aberto. Jackie saiu na frente averiguando se não havia nenhum infectado por lá. Infelizmente avistara três na entrada, mas torcia para que não houvesse mais lá dentro.

 

– Fique aqui, e qualquer coisa me grite. – Amber falou sentando a namorada atrás de um carro.

 

Krystal apenas concordou e observou embaixo do vão do carro as irmãs seguirem em direção ao mercado, fazendo o máximo de silêncio possível. Jackie matou o primeiro infectado que veio em sua direção, Amber cuidou do segundo e novamente Jackie o terceiro. A mais velha notou um objeto metálico na cintura de um dos corpos, e ao se abaixar viu que era uma arma.

 

– Acho que pode ser de alguma ajuda. – Amber falou pegando o objeto.

 

As duas irmãs entraram cautelosamente no supermercado, avistando poucos infectados ali dentro. Decidiram matar todos eles antes de buscarem por algum alimento. Jackie seguiu pelo lado esquerdo e Amber pelo lado direito. O mercado não era grande e algumas estantes estavam derrubadas dando-lhes mais espaço e visão. A loira entrou num corredor onde conseguiu matar três deles, avistou uma infectada abaixada perto da área de frios. Seguiu na ponta dos pés até lá e quando esta estava prestes a se virar, Amber se jogou sobre seu corpo e ergueu a faca, prestes a lhe ferir.

 

– NÃO POR FAVOR! – A garota arregalou os olhos e ergueu a mão em frente ao corpo para se defender. – Não me machuque por favor...

 

Amber saiu de cima da garota e a observou sentar-se encolhida no chão. Era jovem, parecia ter a mesma idade que elas. Seus olhos eram bem mais puxados e seus cabelos escuros cobriam todo seu rosto. Viu sua irmã aparecer logo em seguida, encarando a garota desconhecida no chão. Havia uma bolsa grande e preta ao seu lado cheio de comida e enlatados. Ela havia feito uma bela faxina.

 

– Quem é você? – Amber a questionou.

 

– K-Kang... – A garota disse trêmula. – Kang Seulgi.

 

– Você está sozinha? – Acenou concordando. – Você tem alguma arma?

 

Seulgi olhou para a loira com um olhar assustado e logo acenou freneticamente com a cabeça negando, após ver a arma na mão da outra.

 

Amber encarou a irmã por alguns segundos, vendo-a apenas dar os ombros.

 

– Eu estou com a minha namorada e ela está muito mal. Precisamos desses alimentos. – Falou segurando a bolsa.

 

– Por favor... – Seulgi segurou uma das alças. – Eu não como há dias. Eu encontrei, isso me pertence.

 

– Eu não quero ter que matar você.

 

Amber apontou a arma em direção a jovem, notando-a rapidamente largar a bolsa e se encolher. Ela jamais seria capaz de fazer aquilo, porém, precisava daqueles alimentos e a única forma de obtê-los era ameaçando-a.

 

AMBEEEEERRR!

 

A loira encarou a irmã assim que ouviu o grito da namorada. As duas sairam do mercado as pressas chegando a tempo de ver Krystal se arrastando para embaixo de um caminhão enquanto um infectado lhe perseguia.

 

– AMBER!

 

– Krystal!

 

Amber correu o mais rápido que pôde em direção a namorada. Viu quando o infectado agarrou a perna de Krystal pronta para mordê-la e por isso ela não pensou duas vezes antes de segurá-lo pela perna e tentar arrastá-lo. Apesar de seus esforços, a camada de pele daquele ser foi se desfazendo em sua mão, se transformando numa gosma grudenta e escorregadia. Antes que tentasse tirar a faca do bolso para golpeá-lo, ouviu um alto som de disparo e no mesmo momento viu o ser cair morto. Olhou rapidamente para o lado, vendo uma jovem de cabelos morenos e pontas azuis estendendo uma arma em sua direção.

 

Amber limpou as mãos na blusa do cadáver e rapidamente foi acolher a namorada que chorava desesperada.

 

– Wendy!

 

As duas irmãs se surpreenderam ao ver a garota do mercado sair correndo para abraçar a outra jovem. Amber se virou para irmã com um olhar sério, vendo-a balançar a cabeça acenando.

 

– Você disse que estava sozinha! – Disse apontando a arma para as duas garotas, o que fez Wendy rapidamente se colocar em frente a amiga.

 

– Ei, abaixa essa arma! – Levantou as mãos em sinal de rendição. Apesar de ter a sua própria, ela não queria confusão.

 

– Você mentiu pra nós! – Amber insistiu, encarando a morena que possuia um olhar amedrontado.

 

– Eu estava sozinha! – Seulgi respondeu rapidamente. – Havia me perdido da Wendy faz alguns dias. Eu não menti! 

 

– Ela está falando a verdade. – Wendy as encarou seriamente. – Nos separamos quando formos encurraladas por essas criaturas. Estive a procura dela por todo esse tempo e já estava cogitando a ideia dela estar morta.

 

Amber pensou por alguns segundos se deveria realmente acreditar nessas duas garotas. Não era por que o mundo estava de cabeça para baixo que deveria confiar nas pessoas. Agora mesmo que deveria ter cuidado.

 

– Amber... – Krystal murmurou um pouco assustada, tocando no braço da namorada para tentar abaixá-lo. Amber soltou um suspiro e se virou para a irmã, vendo-a novamente dar os ombros.

 

– Tudo bem.

 

A loira abaixou a arma, vendo as desconhecidas suspirarem aliviadas. Assim como ela pôde abraçar Krystal, a tal Wendy abraçou Seulgi comentando o quanto estava feliz por vê-la bem.

 

– Acho melhor irmos. O tiro deve ter atraídos eles. – Jackie falou apontando para os infectados que vinham longe.

 

Amber entrelaçou sua mão com a da namorada e seguiu de volta ao mercado com sua irmã. As duas outras jovens as observaram em silêncio e vendo que não tinha outra opção seguiram o mesmo caminho.

 

– Eu sou Wendy. – A morena falou depois de um tempo. O trio reunia os alimentos intactos que encontravam pelo mercado enquanto elas buscavam a bolsa.

 

– Amber. – A loira disse desinteressada. – Essas são Jackie e Krystal, minha irmã e minha namorada.

 

– Nós estavamos conversando... – Wendy encarou Seulgi. – Não temos companhia a muito tempo e não sabemos exatamente pra onde ir...

 

– Vocês podem ficar com a gente se é isso que querem. – Amber falou séria. – Acho que podemos nos ajudar.

 

– Obrigado! Só mais uma coisa. – Wendy retirou a arma da cintura da loira num movimento rápido, assustando não só Amber mas também Krystal e Jackie. –  Antes de você ameaçar alguém, destrave a arma primeiro. Senão você não vai conseguir atirar.

 

Amber suspirou aliviada ao ver a outra lhe entregar de volta a arma após lhe mostrar como destravá-la.

 

– Acho que você terá que me dar aulas.

 

– Meu pai era policial, ele me ensinou a usar depois que tudo isso começou. – Wendy suspirou. – Se não fosse por isso nem estaríamos vivas. 

 

– Vocês são namoradas? – Krystal perguntou depois de muito tempo em silêncio. Comia um lanchinho sentada sobre um balcão para poder recuperar suas forças.

 

– Somos apenas amigas. – Seulgi sorriu envergonhada. – Nós conhecemos desde pequenas, então temos um laço muito forte.

 

– Estávamos juntas quando tudo começou. – Wendy continuou. – Tinhamos ido no cinema com alguns amigos. Saimos da sessão e nos deparamos com a cena de pessoas comendo uma as outras. Conseguimos fugir, mas infelizmente nossos amigos não.

 

– Nós estávamos na minha casa quando os pais de Krystal apareceram. De primeira pensamos que era porque eles haviam descoberto que ela havia saido escondido, mas eles apenas repetiam que deveriamos ir embora dali. – Amber olhou por um momento para a namorada, vendo uma expressão triste em seu rosto. – Então, um dos nosso vizinhos foi atacado e o caos se instalou. Estamos fugindo desde então.

 

– Qual é o plano de vocês? – Wendy perguntou curiosa.

 

– Seguirmos pela floresta até encontrar alguém ou algo que possa nos salvar. – Jackie respondeu. – Ficar na cidade está fora de cogitação.

 

– Confesso que aqui não é o melhor lugar para se esconder. – Wendy cruzou os braços. – Quase toda semana temos que mudar de esconderijo por conta desses malditos, mas a floresta não é perigosa?

 

– Não nego que não tem tantas opções de esconderijo, porém é mais fácil de não sermos vistas. As árvores são altas e eles não são tão espertos assim. – Amber respondeu.

 

– Se formos continuar com este plano, acho que deveríamos buscar suprimentos pela cidade antes de seguirmos viagem. – A morena sugeriu.

 

Após recolherem todos os alimentos do supermercado, o grupo seguiu em direção as casas à procura de algo que pudessem lhe ajudar em sua viagem. Dividiram-se em três com suas devidas parceiras, apenas Jackie decidiu permanecer só. Amber e Krystal entraram em uma das enormes casa da rua, com a loira na frente cobrindo a namorada que vinha atrás com sua faca em mãos. A casa estava bagunçada, mas até então estava vazia. Amber deu alguns socos da parede emitindo um alto som, mas nenhum infectado apareceu.

 

– Parece que está vazia. – Krystal murmurou. – Deviamos nos separar.

 

– Não! – Amber segurou o braço da namorada. – É perigoso demais.

 

– Não tem ninguém aqui, e quanto mais rápido melhor.

 

Amber soltou um suspiro e encarou a namorada. Era certo que se separassem poderiam sair dali mais rápido, porém, Krystal não sabia se defender e ainda não havia tido um contato direto com os infectados, por isso a loira temia por sua vida.

 

– Eu vou ficar bem. – Krystal insistiu.

 

– Tudo bem. – Amber falou por fim, pois sabia que não teria outra escolha. – Mas qualquer coisa me grite. E tome cuidado!

 

As duas deram um pequeno beijo e enquanto Amber revistava o andar de baixo, Krystal seguiu em passos lentos pelo andar de cima. A primeira porta que encontrara fora a do quarto de casal. A garota entrou cautelosamente lá vendo que o cômodo estava intacto. Seguiu até o closet, onde encontrou diversas roupas no cabide e algumas bolsas em um prateleira. Pegou uma mochila e enfiou algumas roupas que acreditara servir nelas. Guardou também alguns lençois para dormirem, pois não aguentava mais o frio da noite tocando sua pele.

 

Após terminar ali, a Jung seguiu para a próxima porta suspirando aliviada ao ver que se tratava de um banheiro. Largou a bolsa no chão e correu para a pia, fazendo uma concha com a mão e jogando a água sobre o rosto. Não seria possível tomar um banho, mas pelo menos poderia se refrescar e tirar a sujeira dos dias sem tomar banho. Em seguida, Krystal revirou os armários dali encontrando alguns remédios e uma caixa de primeiros socorros que poderiam servir. Guardou tudo dentro da bolsa e seguiu para a terceira porta que já estava aberta. Ao chegar em frente ao quarto a morena largou a bolsa no chão assim que se deparou com a cena dentro do cômodo. Havia dois corpos no chão do quarto. Duas garotas, uma um pouco maior que a outra. Estavam de mãos dadas e com o tronco todo aberto, com seus orgãos despedaçados e pra fora.

 

– Krystal! – Amber subiu as escadas correndo ao ouvir o barulho de algo caindo. Encontrou a namorada parada em frente a porta de um quarto e ao se aproximar, a loira suspirou ao ver a cena. – Você não deveria estar vendo isso.

 

Krystal deixou as lágrimas cairem livremente por seu rosto. Aquelas garotas ainda tinham muito para viver, porém, suas vidas foram interrompidas por aquele maldito acontecimento. Contudo, as duas haviam ido juntas diferente da morena que estava sozinha sem sua amada irmã. 

 

 

 

– Soojung!

 

A menina em tornou de seus cinco anos deu um enorme sorriso ao avistar sua irmã mais velha vir saltitante em sua direção. Entretanto fez um biquinho nos lábios por ser chamada pelo seu nome coreano.

 

– Ai Sica você sabe que eu não gosto quando me chama assim. – Reclamou. – Meu nome é Krystal!

 

– Mas Soojung é um nome bonito e fofo.

 

– Então vou passar a te chamar de Sooyeon!

 

– Tudo bem sua chata! – Jessica fez uma careta. – Eu comprei um sorvete pra você.

 

A mais velha estendeu uma casquinha de baunilha para sua irmãzinha que deu um enorme sorriso ao ver o doce. Krystal pegou o sorvete da mão da irmã e a viu sentar ao seu lado, passando a comerem juntas.

 

– Obrigado Sica, você é a melhor irmã do mundo!

 

 

 

– Krystal!

 

A Jung piscou lentamente, vendo a imagem de sua irmã sumir de sua frente e ser tomada por Amber que lhe encarava com uma expressão preocupada.

 

– Você precisa ser forte! – A loira exclamou enxugando as lágrimas do rosto da namorada. 

 

Jessica e Krystal não eram só irmãs, elas eram melhores amigas! Faziam tudo juntas e conheciam cada detalhe e segredo uma da outra. Elas tinham um forte laço que fora completamente quebrado por essa terrível invasão.

 

– Eu não pude nem me despedir dela. – Krystal falou abraçando a namorada com força, agora, chorando alto. Ela evitava pensar na irmã para que não se sentisse triste, mas fora impossível não lembrar-se após ver essa cena.

 

– Sica está em um lugar melhor, e tenho a certeza que ela está cuidando de você. – Amber murmurou afagando as costas da namorada.

 

Depois de alguns minutos chorando, Krystal se recuperou daquele momento e seguiu de volta ao andar de baixo com a namorada para terminarem a procura. A Jung estava novamente no banheiro recolhendo os objetos dos armários, quando viu sua namorada voltar com um sorriso no rosto.

 

– Olha o que eu encontrei. – Amber amostrou-lhe a caixinha. Era um das vitaminas que tomava por conta da anemia. – Está quase vazia mas podemos procurar mais se quiser. Deve a ver alguma farmácia por aqui.

 

A morena deu um sorriso e concordou levemente. Assim com a irmã mais velha, Krystal tinha anemia e por isso se fatigava muito rápido. Necessitava sempre estar tomando vitaminas para combatê-la e havia deixado tudo para trás após sua fulga.

 

Era a vitamina favorita de Jessica, pois tinha sabor de morango.

 

Krystal guardou a caixinha dentro da bolsa. Se sua irmã estivesse viva, com certeza ela ficaria feliz em ver aquilo e por isso a Jung não queria arriscar tomar uma das pílulas. Só haviam três ali dentro, e ela queria dar todas à sua irmã.

 

Após revistarem toda a casa, o casal saiu da propriedade, já encontrando no meio da rua Wendy, Seulgi e Jackie, que suspirou aliviada ao vê-las bem. Todas carregavam uma mochila, mostrando que até então tudo tinha dado certo. Decidiram prosseguir com seu caminho, já que permanecer dentro da cidade era um suicídio.

 

 

[...]

 

 

– Se minha mãe estivesse aqui, com certeza ela estaria brigando comigo por estar comendo marshmallow no jantar. – Seulgi comentou divertida.

 

A noite já havia caído, e as cinco estavam reunidas no meio da mata comendo um dos alimento encontrados por Seulgi. Não era algo que lhes enchessem a barriga, mas não poderia correr o risco de ingerir qualquer alimento já que todos eles poderiam estar infectados. Haviam decidido então apenas recolherem alimentos ensacados e enlatados.

 

– A minha falaria que se eu fosse dormir sem escovar os dentes a formiga ia me morder. – Wendy riu.

 

– A nossa mãe dizia que era uma barata. – Jackie também comentou.

 

Amber deu um sorriso ao lembrar da fala de sua genitora, porém uma expressão triste surgiu em seu rosto ao ver Krystal perdida em seu próprio mundo, alheia a tudo o que conversavam. Ela sabia que a cena daquelas duas irmãs havia chocado a companheira, e sentia-se triste por não poder ajudá-la. Sabia o quanto a Jung lhe amava, mas também sabia que a única forma de vê-la sorrir de novo era ter Jessica novamente.

 

– Vocês ouviram isso?

 

Amber, Jackie e Wendy se levantaram rapidamente ao ouvirem um monte de grunhido ecoarem próximo de onde estavam. Porém, como estava escuro, elas não conseguiam enxergar nada através das enormes àrvores. Seulgi ajoelhou-se no chão e passou a jogar terra na fogueira que haviam criado, apagando o fogo e tornando tudo mais escuro.

 

*Gak *Uhh *Ruhh *Gak *Gak

 

– Parecem ser muitos. – Wendy comentou destravando a arma.

 

– Ficarmos aqui só fará com que nos tornemos jantar deles. – Amber disse agarrando a mão de Krystal. – Vamos sair daqui agora!

 

O grupo rapidamente recolheu suas coisas e passou a correr entre os troncos das árvores. Seguiram caminho até a estrada, acreditando que ficariam salvos por ali, entretanto, os grunhidos vinham exatamente daquele local onde havia em torno de cinquenta infectados andando sem rumo.

 

Antes que fossem vistas, Jackie empurrou todas para o chão e gesticulou para que todas ficassem em silêncio. Alguns infectados olharam em sua direção mas logo proseguiram caminho pela estrada.

 

– Nós não podemos ficar a vista. – Wendy exclamou recuperando o fôlego. – Temos que passar o noite escondidas em algum lugar.

 

– Não sei se você notou mas estamos no meio do mato! – Amber exclamou sarcástica.

 

– Vocês disseram que era mais seguro que a cidade, e quase viramos comida de zumbi! – Wendy comentou irritada.

 

– Ei, vocês quiseram seguir com a gente! – A loira rebateu. – Ninguém convidou vocês!

 

– Pessoal! – Seulgi gritou nervosa. A pequena discussãos das duas havia atraido uma dezena de infectados que se separou do grupo e seguiu em direção a elas.

 

– Bom trabalho vocês duas! – Jackie comentou irritada.

 

Amber, Jackie e Wendy caminharam em direção ao grupo de infectados. Como havia mais deles, um deles acabou seguindo atrás de Seulgi e Krystal.

 

– Venha até mim seu desgraçado. – A Jung murmurou atraindo a atenção dele para si. – Você quer um pedaço de mim? Então vem buscar, eu sou todinha sua.

 

Krystal deu um sorriso ao ver o infectado vir em sua direção. A morena apenas ficou parada esperando o mesmo chegar, entretanto antes que o infectado pudesse lhe tocar, uma faca atravessou o olho do mesmo fazendo instantâneamente cair no chão.

 

– O que pensa que está fazendo? – Amber gritou irritada. 

 

– Eu estava apenas distraindo ele. – Krystal murmurou desentendida.

 

– Você sabe muito bem do que eu estou falando!

 

– Eu não quero mais continuar aqui. – Murmurou sincera. – Apenas me deixe ir.

 

– Eu não vou permitir que você faça isso novamente está me ouvindo? – Amber exclamou agarrando o braço da namorada com força. – Jessica jamais te perdoaria se soubesse que você desistiu tão facilmente. Eu jamais te perdoaria.

 

Krystal encarou a namorada, sentindo-se triste por tê-la decepcionado.

 

– Meninas! – Seulgi murmurou atraindo a atenção de todas para si. – O que acham de dormimos em um carro?

 

O grupo seguiu com o olhar o dedo da menina que apontava para um carro há alguns metros de distância onde os infectados ainda prosseguiam. Elas esperaram algum tempo até que eles se distanciarem, e seguiram cautelosamente em direção ao veículo mal estacionado no meio fio da estrada.

 

Felizmente não havia corpos lá dentro. Wendy e Seulgi se ajeitaram nos bancos da frente, enquanto Amber, Krystal e Jackie se colocaram no banco de trás. Todas logo cairam no sono por conta do cansaço e das noites mal dormidas, exceto Krystal que observava as estrelas através da janela do carro. Era uma das coisas que ela adorava fazer com Jessica.

 

 

 

– Soojung ande logo! 

 

A Jung mais velha reclamou ao ver sua irmãzinha ainda parada na janela do quarto. Era sábado, o dia em que elas sentavam no telhado da casa e observavam as estrelas juntas. Seus pais não sabiam desse feito, já que sempre esperavam eles dormirem. Porém, como sempre Krystal, estava com medo de escorreger e cair 

 

– Eu vou cair Sica! – A mais nova choramingou ao pisar em uma das telhas e sentir seu pé escorregar.

 

– Eu estou aqui com você, nada de mal vai lhe acontecer.  – Jessica falou caminhando até a irmã. – Eu sou sua irmã mais velha e meu dever é lhe proteger. Apenas confie em mim.

 

Krystal respirou fundo e segurou fortemente a mão da irmã. Caminharam juntas até o meio do telhado e sentaram sobre as telhas, cobribdo seus pequenos corpos com o lençol azul que haviam levado.

 

– As estrelas são muito bonitas não é Sica? – Krystal murmurou encantada.

 

– Sim, parece até que é fácil alcançá-las, mas meu professor disse que elas estão muito longe de nós.

 

– Quando morremos, nós viramos uma estrela? – A Jung mais nova perguntou confusa. – Papai disse que a mãe da Stephanie virou uma estrela.

 

– É a única forma de continuar olhando por quem a gente ama. – Jessica respondeu sorrindo.

 

– Eu não quero que você vire um estrela Sica. – Krystal anunciou sincera, recebendo o olhar surpreso de sua irmã. – Eu prefiro você aqui do meu lado, não lá no céu.

 

– Eu iria causar muita inveja por ser a estrela mais bonita do céu. – Jessica disse divertida, recebendo um pequeno sorriso da irmã. – Mas eu prometo, nós seremos estrelas juntas. Eu não vou te deixar sozinha e nem você vai me deixar.

 

– Isso é uma promessa? – Krystal ergueu o dedo mindinho, vendo sua irmã rapidamente entrelaçar o dela ao seu.

 

– É claro que é!

 

 

 

A morena respirou fundo para conter as lágrimas ao ser bombardeada por mais uma lembrança. Ela eram crianças inocentes na época quando fizeram aquela promessa, contudo, naquele momento, Krystal só queria que aquela promessa continuasse valendo.

 

– Espero que você não tenha se tornado uma estrela Sica.


Notas Finais


Até mais!


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