História Into You - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Anya, Bellamy Blake, Clarke Griffin, Costia, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Indra, Jasper Jordan, John Murphy, Lexa, Lincoln, Marcus Kane, Octavia Blake, Personagens Originais, Raven Reyes, Roan
Tags Clexa, Kabby, Murphamy, Octaven
Visualizações 291
Palavras 6.133
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, FemmeSlash, Hentai, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Noite Explosiva


Notas iniciais: Heey gente! Me desculpem pela demora, minha vida está uma loucura. Foi meu aniversário dia 8 e hoje eu estou indo viajar, então provavelmente vai demorar para sair outro capítulo - ou não - eu realmente não sei, só quis avisar para vocês não me xingarem depois haushauauaa
Boa leitura
Xx ❤

P.O.V Lexa

Dois dias já haviam se passado desde aquele festival. Eu não havia mais encontrado com Clarke desde então, mas ela estava sempre me mandando algumas mensagens engraçadas. As coisas estavam boas entre nós, e essa coisa toda de "romance secreto" realmente estava dando certo.

Claro que Oly e Raven me encheram de perguntas sobre como foi, mas eu apenas respondia o básico. Onde ela havia me levado, que ela havia cantado e que nós fomos comer em uma pizzeria depois.

Óbvio que elas não ficaram satisfeitas, principalmente quando Clarke me marcou em uma foto que tiramos segurando uma vela.

Alguns fãs surtaram, eram tantas mentions no Twitter e no Instagram que eu mal conseguia mexer nos aplicativos, pois ficavam travando.

- Lex, sua foto com a Clarke está mais comentada do que uma das Kardashians!  - Oly se jogou na cama ao meu lado

- Você é uma exagerada - me virei para ela

Oly se apoiou com o cotovelo na cama e se virou para mim

- Você acha que me engana, mas eu sei que tem alguma coisa errada. - Ela levantou uma das sobrancelhas - O que você fez dessa vez?

Tive vontade de socar minha própria cara. Estava pensando tanto em Clarke e em como toda essa situação era surreal que nem me lembrei de que Anya viria para cá. Olympia vai me matar com certeza

- Não sei do que você está falando - me deitei na cama e olhei para o teto fingindo interesse em uma manchinha em cima de nossas cabeças - Credo alguém precisa limpar esse lugar

- O quarto é seu, ninguém é sua empregada aqui. - Ela resmungou. Minha irmã é tão doce, né? - Mas não me enrola não! Conta logo o que você aprontou

- Por que você acha que eu aprontei alguma coisa?! Credo! - Cruzei os braços ainda me recusando a tirar os olhos do teto.

Eu sabia que se olhasse para Oly naquele momento, ela conseguiria tirar toda a verdade de mim

Ela bufou e se levantou

- Ok, Lexa. Mas eu já vou avisando, se por acaso a merda que você fez me afetar eu vou te agredir seriamente

- Oly, você é muito fofa, ninguém acredita quando você diz que vai agredir alguém. - Provoquei me encostando na cabeceira da cama

Gritei quando senti algo gelado se chocando contra minha barriga. Oly havia me jogado um objeto de decoração da estante

- Porra Olympia!  Você é louca?! - Gritei massageando o local machucado

- Não confunda minha beleza com fraqueza - ela murmurou e saiu do quarto

Bufei e peguei o celular no criado mundo, ignorando a dor.

Lex: Anya, temos um problema

Alguns minutos depois, Anya finalmente me respondeu

Anya: Que tipo de problema?  Lexa, eu vou chegar aí daqui à 5 horas. Nem adianta me mandar de volta pra Polis por que eu não vou.

Lexa: Então você vai ter que se entender com a minha irmã. Eu meio que esqueci de contar para ela que você viria ':D

Anya: Problema seu, te vira aí. Agora eu vou passar pelo check-in. Beijos

Joguei o celular longe e respirei fundo. Eu já tinha uma idéia do que fazer, mas tenho certeza de que Olympia não vai gostar nadinha.

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P.O.V Clarke

Estava estacionada na frente do prédio de Lexa, com Raven e Octavia cantando uma música irritante do rádio no banco de trás.

Uma hora antes mais ou menos, Lexa me mandara uma mensagem pedindo para que eu a buscasse. Eu não entendi nada do que ela falou pelo telefone, só entendi que ela precisava de ajuda, e quem sou eu para negar não é?

No momento, ouvindo Octavia e Raven esgoelarem no meu ouvido, estou me arrependendo um pouco de ter acertado isso.

A porta do carona foi aberta e Lexa entrou no carro.

- Obrigada pela ajuda Clarke. - Ela sorriu. Ela estava usando um batom vermelho provocativo, eu queria dar um beijo naquela mulher e não soltar mais, mas me controlei e apenas sorri de volta

- Você pode me explicar o que está acontecendo? - Pedi enquanto ligava o carro

- Por que essas duas estão gritando em um mundo paralelo bem longe daqui? - Lexa perguntou fazendo uma careta para as duas

- Estão assim desde que eu liguei o rádio. - Suspirei - Só ignora.

Por pura provocação, as duas começaram a cantar mais alto ainda. Eu estava por um fio de jogar essas duas pela janela

- Anya está vindo para cá, e eu não contei à Olympia. - Lexa contou

- E então resolveu agir como uma mulher madura e fugir dos seus problemas? - Sorri sarcástica

- Eu não fugi dos meus problemas. Eu fugi da confusão, é diferente. - Ela sorriu se encostando no banco - Só preciso passar a noite na sua casa. Essas duas precisam se dar bem, e se eu ou Raven ficarmos nessa casa, elas  provavelmente irão se matar.

- O que te garante que elas não vão se matar enquanto você está fora? - Perguntei prestando atenção na rua

- Elas ou vão se amar ou se odiar. Oly tem uma personalidade forte, Anya por outro lado é bem calma. Oly é toda à favor de romance e essas coisas de Hollywood, Anya é uma conquistadora de corações. São duas pessoas opostas, mas que tem tudo para dar certo. - Lexa concluiu

Sorri de lado e continuei o caminho. Eu só queria ver aonde essa história vai dar.

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Lexa, Raven e Octavia estavam na sala de cinema vendo um filme qualquer. Entrei na sala e abracei Lexa por trás

- Vou ter que sair um pouco, volto mais tarde ok? Cuide dessas malucas - sussurrei e dei uma mordidinha em seu lóbulo da orelha

Ela me virou de surpresa e me deu um beijo rápido.

Rimos baixo para não despertar a atenção de Raven e O que estavam jogadas no chão comendo alguns doces.

- Volte logo, sim? - Ela pediu e eu me despedi passando pela porta.

Peguei minha mochila e o casaco. Se isso não der certo hoje, eu estou completamente ferrada.

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P.O.V Olympia

Minha perna estava me matando. Levar um tiro não é nada revigorante.

Foi por um tris que o tiro não foi certeiro. Ainda bem, eu prefiro algo de raspão à uma bala alojada no meu corpo.

Mesmo assim dói. E céus, como dói.

Eu mal via a hora de chegar em casa, tomar um banho relaxante e esquecer o fracasso de hoje.

Meu pai ficaria desapontado se descobrisse, mas isso não vai acontecer. Não antes de eu matar a responsável por tudo isso. Como eu odeio trabalhar com pessoas apaixonadas.

Procurei minhas chaves na mochila e para a minha incrível e adorada sorte, elas não estavam lá. Maravilha.

Fui até o quadro na parede ao lado da porta. Minha chave reserva ficava grudada à tela, mas vou deixar vocês adivinharem o que estava grudado ali.

Pois é. Um grande monte de nadas.

Bufei irritada. Era melhor que alguém estivesse em casa, eu realmente não queria arrombar minha porta, são caras demais.

Toquei a campainha três vezes até que a porta finalmente foi aberta por uma loira irritada

- Não tem comida sobrando aqui não. - ela falou direcionando o olhar para as unhas vermelhas

- Do que você está falando?! - Perguntei confusa

- Ué, você não é daquelas estudantes que ficam pedindo comida nas portas alheias pra ganhar pontos naquelas atividades de escola? - Ela perguntou finalmente me encarando e cruzando os braços

- Não! Eu moro aqui! - apontei o óbvio. O que mais eu estaria fazendo ali?! Cheia de sangue na merda da perna! - Ei! Eu estou te reconhecendo! Anya?!

Ela torceu o nariz e me olhou de cima à baixo

- Anya Moon para você. Isso aí na sua perna é sangue? - Ela perguntou. Pude jurar que um fio de preocupação passou pelo rosto dela, mas logo foi substituído pela expressão egocêntrica - Olha garota, eu não sei quem você é ou o que você está fazendo aqui, mas eu não posso te ajudar, com licença.

- Qual parte do "Eu moro aqui" você não entendeu?! - Já estava começando a ficar irritada

- Não mora não. Quem mora aqui é minha amiga Lexa, a amiga dela Raven e a irmã dela... -  a interrompi

- Olympia Pranheda Woods, obrigada por me dizer óbvio - falei sarcástica e ela me encarou como se eu tivesse dito uma piada - O que foi agora?! Ah quer saber? Dane-se, será que eu poderia entrar na minha própria casa, por favor?!  - Perguntei entre os dentes

- Você não é Olympia Woods - ela falou convicta

Era só o que me faltava.

- Não?! Por que não? - Bufei me apoiando na parede. Minha perna estava doendo demais

- Por que Oly Woods é uma criança e você é uma mulher adulta - ela falou se achando a dona da razão - E a irmã da Lexa não é uma agente do FBI. - Ela apontou para o distintivo no meu cinto

MALDITO SEJA O DIA DE HOJE.

Essa aí está pedindo pra ser agredida.

- Desculpe te decepcionar, Anya, mas Oly Woods sou eu mesma. Dona dessa casa e desse corpinho lindo que está bem na sua frente. AGORA SAI DA MINHA FRENTE QUE A MINHA PERNA ESTÁ DOENDO PRA PORRA.

Ela arregalou os olhos e deu um pequeno passo para trás assustada. Eu havia conseguido assustar a maluca?

Não. É claro que não.

- Ok, eu vou chamar a polícia. - Ela declarou por fim e eu soltei um grito

Peguei meu celular no bolso da mochila e disquei para o celular de Lexa. Maldita.

Depois de uns três toques, minha irmã atendeu

- Oly?

- Não, a mãe Diná. - Bradei irritada - Lexa me explica uma coisinha

- Er... Claro? - Ela hesitou. A vadia exitou

- O QUE A PORRA DA SUA AMIGA ALIENADA ESTÁ FAZENDO NA MINHA CASA E AGINDO FEITO UMA LOUCA DIZENDO QUE EU NÃO SOU OLYMPIA WOODS?! EU VOU TE ASSASSINAR LEXA - Gritei com toda a raiva que eu estava

Anya, encostada na porta me encarava com uma das sobrancelhas levantadas

- Não me olha assim não porque a próxima vai ser você!  - Apontei para a loira que estendeu os braços em rendição

- Anya veio passar hm... Um tempo conosco. Ela não deve se lembrar de você, Oly - Lexa falou calma. Calma. COMO ELA PODE ESTAR CALMA?!

- Ok. Eu vou agredir as duas então. Diga para a sua amiga pirada que eu sou sua irmã e dona dessa casa. - Apertei o viva voz e pude ouvir Lexa suspirar

- Anya, essa é a Oly. Deixa ela entrar em casa antes que ela te assassine. É sério, ela pode fazer isso - a voz de Lexa saiu um pouco receosa pelo aparelho

- Como eu posso saber que é Lexa, realmente? - Anya cruzou os braços com um ar de superioridade

Dei um berro e tenho certeza que o prédio inteiro o ouviu. Sério Lexa? Sério mesmo que você me apronta uma dessas?! Logo hoje?! HOJE?!

- Calma, calminha - A loira palhaça riu - Eu estava zoando com a sua cara. Reconheço a voz da cadela - ela pegou o celular da minha mão - Eu vou ajudar sua irmã à enfiar um poste no seu cu. Só para avisar, ok? Beijunda.

A encarei descrente. Eu a chutaria para fora naquele mesmo momento, mas eu não aguentava mais ficar em pé. Eu precisava por alguma coisa nesse machucado.

- Quer ajuda? - Anya perguntou finalmente saindo do batente da porta e vindo até onde eu estava encostada

Revirei os olhos e tentei ir sozinha, mas minha perna não obedeceu os meus comandos e eu fiquei parecendo uma estátua com uma perna na frente e a outra grudada no chão atrás.

- Só porque eu estou com muita dor. - Me dei por vencida e esperei ela me dar um apoio

Ao invés disso, ela me pegou nos braços como se eu fosse algum tipo de noiva e me levou para dentro. Desde quando modelos são tão fortes assim?!

Ela provavelmente notou minha confusão e assim que me deixou no sofá sorriu convencida

- Eu servi no exército americano! Além de graciosamente gostosa, tenho todo um preparo do exército. Divino não? - Ela se abaixou e esticou minha perna na mesinha de centro
Dei um grito quando ela tocou no ferimento

- Você entrou em contato com alguma coisa suja que possa ter gerado bactérias? - Ela perguntou como se analisasse uma pessoa recém operada

- Vai me dizer que foi médica do exército também? - resmunguei cética - Eu só preciso pegar meu kit de primeiros socorros e pronto. Agradeço a sua ajuda, agora pode pegar suas coisas e ir embora.

Ela gargalhou como se eu tivesse feito a piada do século e saiu do alcance da minha visão. Era só o que me faltava.

Alguns segundos depois ela voltou com a minha mala de remédios

- Como você sabia aonde isso ficava? - Perguntei a encarando. - Espera... será que...? Não, não é possível. Anya, onde você vai ficar?

- Em um quarto azul cheio de coisinhas fofas - ela se sentou ao meu lado

- AH MAS NÃO VAI MESMO! - Gritei - Esse é o meu quarto! Você que fique no da Lexa.

- Ah já era, eu já arrumei todas as minhas coisas - ela falou calma

- Mas... - tentei argumentar mas ela me pegou no colo de novo

- Vamos cuidar desse machucado logo. - Ela me levou até o banheiro e me deixou em cima da bancada

- Já te disseram que você é bipolar? - Perguntei abrindo a caixinha de primeiros socorros

Ela riu e começou a vasculhar pela caixa

- Já, mas eu prefiro ser assim do que arrumar confusão. - Ela estava separando alguns remédios - Quer ajuda para tirar a calça?

- Não, obrigada - tentei tirar a calça ainda sentada. Não parece, mas é uma tarefa difícil

Percebi o olhar de Anya sobre minhas pernas e as cruzei

- Gosta do que vê? - Falei provocante

- Aham - ela falou ainda em transe

- Não vai ter. Anda logo com esse curativo - cortei e descruzei as pernas

Ela bufou e começou a limpar o machucado

Ficamos em um silêncio constrangedor até que Anya o quebrou

- Espiã, hm? - Ela ergueu os olhos do machucado para os meus

- Agente especial. - Corrigi - Tenente para falar a verdade!  Estou na lista dos comandantes

- Você é uma criança - Anya zombou e saiu pela porta do banheiro - Como pode chegar tão longe em tão pouco tempo?

Ela voltou com um frasco marrom em mãos

- Puro mérito. Meu pai me ensinou tudo que eu sei e bla bla bla. - Respondi e apontei para o frasco - O que é isso?

- É um tipo de remédio anestesiante. Vai evitar você de sentir dor. - Ela passou um pouco no machucado, que sem todo aquele sangue em volta, parecia bem menor. - É feito de ervas medicinais, meus avós tem uma oficina.

Assenti com a cabeça e esperei ela por um curativo no lugar

- Sua família esconde bastantes segredos, não? - Anya perguntou como quem não quer nada - Lexa surtaria se descobrisse.

- O que você quer?  - cruzei os braços

- Olha, já que você perguntou eu realmente preciso de ajuda. - Ela começou a falar - Eu estava pensando em contratar um detetive particular para seguir o meu irmão. Você bem que podia me dar uma forcinha...

- Não sou detetive particular, eu sou t-e-n-e-n-t-e do FBI. - Revirei os olhos - Mas com 20.000 e a garantia de que você não vai abrir o bico para ninguém sobre mim, eu topo.

- 20.000?! O que você vai fazer com 20.000?! - Anya arregalou os olhos - Você não é a Miss FBI?! Ouvi dizer que eles pagam bem

- Não sei se você percebeu mas três, na verdade agora quatro pessoas moram nesse teto. E eu sou a única que paga as coisas por aqui. - O pior é que era verdade - A Lexa é uma inútil que só paga quando quer alguma coisa, Raven manda praticamente todo o dinheiro dela para os pais, e você provavelmente vai ser outro encosto. Essa casa está virando uma pensão!

- Eu vou ajudar com as despesas, prometo. - Ela assegurou - E ok, 20.000 então. Mas eu espero que seus serviços sejam bons!

Sorri convencida

- Por que você acha que eu estou no segundo maior posto de comando da minha unidade? - Sorri desafiadora - Eu sou profissional, deixe comigo. Agora me passe o que eu tenho que fazer e vamos resolver logo isso.

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- Um bordel Anya?! Sério?! - Perguntei encarando meu reflexo no espelho - Eu deveria cobrar mais só por causa dessa fantasia ridícula

- Não é ridícula, é sexy! - Ela sorriu aparecendo no reflexo do espelho também - Se um dia a gente transar você poderia por favor usar essa roupa? Sério, é um dos meus maiores fetiches

- Cala essa boca - revirei os olhos

- Ok, então o plano é o seguinte: você vai disfarçadamente até o meu irmão, que provavelmente estará lá essa noite - ela começou

"Ele vai estar. Se não alguém aqui vai apanhar e definitivamente não vai ser eu. - a interrompi

- E então, você vai se aproximar com a câmera que vai estar grudada aqui - ela me ignorou e pôs o broche com a câmera no meu corpete - E quando você tiver provas o suficiente para incriminar ele de traição você dá um pé na bunda dele e nós vamos comemorar! 

- Você é uma péssima irmã - ri negando com a cabeça - Por que você quer tanto desmascarar seu irmão?

- Por que ele está traindo minha melhor amiga. E também porque ele sempre foi um babaca e me entregava para os nossos pais - Ela fez uma careta - Eles vão adorar saber que o filhinho deles está fazendo merda por aí

- Pelo o que Lex falou seus pais são uns amores. - Me joguei no sofá

- Nikko é tranquilo, Gustus é o mais irritado. Eles raramente brigam comigo, mas como Lincoln só faz merda, meus pais estão sempre irritados com ele - Anya sorriu com isso - Ele é um babaca mas eu até amo ele. Prometo que o chamo para o nosso casamento.

A encarei cética e revirei os olhos. Céus, eu estou revirando os olhos demais.

- Vamos logo então, tenho a impressão de que essa vai ser uma loooonga noite - fechei meu casaco e peguei minha bolsa

Anya abriu a porta para mim e seguimos para o elevador. E que a  Santa protetora das prostitutas fakes nos proteja.

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P.O.V Lexa

Clarke havia chegado tarde, parecia estressada com alguma coisa, mas quando eu perguntei o que tinha acontecido ela não respondeu. Preferi deixar pra lá.

Eu já estava preocupada com minha irmã e Anya, se eu calculei tudo certo, já haviam mais de uma hora que as duas possivelmente já haviam se encontrado e eu realmente não sabia o que esperar disso.

- Que cara de bode morto é essa, Lexa? - Raven implicou se sentando ao meu lado com um balde de pipoca.

- Estou preocupada com Anya e Oly... - respondi e peguei o balde de sua mão - Esse aqui já deve ser o sexto que você come hoje, Raven. Chega de pipoca pra você.

- Ih Lexa, te cria! A pipoca é minha eu como se eu quiser. - a resmungou pegando o pote de volta

Resolvi deixar pra lá e peguei um pouco da pipoca

- Aposto que elas estão bem. - O comentou do outro lado da sala - Afinal, o que elas podem fazer? Destruírem a casa, se matarem e os corpos só serem encontrados no dia seguinte por você e Raven? Isso é coisa de filme, Woods.

A encarei sem reação. Eu não tinha parado para pensar nisso.

A possibilidade era tremendamente real!

- Chega, eu preciso ir para casa - disse me levantando

- Lexa, relaxa!  Octavia falou aquilo brincando, não é como se fosse acontecer - Clarke falou tentando me manter calma

- O problema é que eu não duvido nada de que isso esteja acontecendo nesse exato segundo!  - levei as mãos até a cabeça - E se elas se matarem?!  A culpa vai ser minha! Eu estou ferrada!

- Lexa ninguém vai morrer hoje. Relaxa essa piriquita aí, mulher! - Raven me jogou pipoca

Tive vontade de enfiar o pote inteiro goela abaixo de Raven mas me contive

- Vamos fazer assim: tente ligar para elas, se você não conseguir eu vou com você até o apartamento e checamos se elas estão lá. - Clarke sugeriu tentando me acalmar

Entendam o meu lado, eu não quero ser culpada pelo assassinato de alguém.

Peguei meu celular e disquei o número de Olympia. Desisti na quinta vez que liguei e passei para o número de Anya. Essa também não me atendeu, mesmo depois de umas oito ligações.

- Ninguém está me atendendo! - Gritei entrando na sala

Raven me encarou com tédio

- Já pensou na probabilidade de elas estarem transando loucamente nesse exato momento? - Ela perguntou revirando os olhos

Preferi não responder e me virei para o sofá onde Clarke estava.

Minha irmã e Anya transando? Nem nos meus piores pesadelos!

- Clarke, vem comigo até o apartamento? Por favor - pedi estendendo a mão para a loira

Ela as segurou e se levantou

- Vamos. Na volta nós compramos uma pizza - ela sorriu passando os braços pelos meus ombros - Já voltamos, meninas.

- Vai pela sombra, Lexa. - Raven resmungou - De preferência fica por lá

- Coitada Rae. - Octavia me defendeu e eu quis a abraçar - Melhor deixá-la em algum restaurante, se ela começar a ficar entediada é só comer - Ridícula.

Dei o dedo do meio para as duas e sai da sala junto com Clarke.

Passamos pelo enorme Hall de entrada da casa e fomos até a garagem, mas antes que eu pudesse entrar no carro, senti o corpo de Clarke me pressionando contra o veículo

- Finalmente estamos sozinhas - ela sussurrou depositando um beijo em meu pescoço

Agarrei sua cintura e a puxei para mim. Ela pôs a mão em minha nuca e juntou os lábios com os meus.

Eu já havia beijado muitas meninas antes de Clarke, mas poucas me faziam sentir tão bem. Beijar Clarke era como beijar um algodão doce. Não, espera... Isso ficou estranho. Enfim, o que eu quis dizer é que o beijo dela é realmente bom. Muito bom.

Nós nos encaixavámos direitinho, e a sincronia era perfeita. Se já é assim apenas no beijo, imagina na cama?

Assim que o ar se fez necessário nos separamos e ela sorriu

- Esse relacionamento de um dia está sendo um dos que mais valeram a pena

- Experiências traumáticas, Griffin? - Zombei rindo

- Pode-se dizer que sim - ela sorriu e me deu um beijo rápido (rápido até demais para o meu gosto) e entrou no carro.

Enquanto ela dirigia possíveis probabilidades sobre o que poderia ter acontecido com aquelas duas ocupavam minha mente. Na maior parte delas, ou as duas estavam simplesmente zombando de mim ou algo realmente sério tinha acontecido.

Eu sinceramente não sabia em qual dessas duas opções Anya e Oly iriam se ferrar mais.

Apenas me dei conta de que já havíamos chegado no meu prédio quando Clarke estalou os dedos em frente ao meu rosto

- Terra chamando Lexa - ela zombou

- Engraçadinha - fiz uma careta e abri a porta do carro - Acha que elas estão lá em cima?

- Sinceramente? - Ela perguntou e eu assenti - Acho que não. Mas não custa tentar

- Certo - balancei a cabeça e saí do carro

- Relaxa - ela me deu um selinho e apertou o botão que trancava o carro - Vamos subir e descobrir que está tudo bem

Assim que cumprimentamos o porteiro subimos o elevador. Eu torcia internamente para que ao menos Oly estivesse inteira, Anya pelo ou menos sabia se virar sozinha.

O elevador abriu e corri para a porta do apartamento, estava tão nervosa que a chave quase caiu quando a pus na fechadura.

O apartamento estava silencioso demais, com certeza nenhuma das duas estava ali (considerando que as duas fazem mais barulho do que aqueles brinquedos insuportáveis de criança)

A sala tinha roupas por todos os cantos, me foquei em não pensar na possibilidade das duas estarem transando.

Clarke pegou uma peça de roupa e jogou para debaixo do sofá.

- O que foi isso, Griffin? - perguntei me aproximando

- Isso? Nada, nada. - Ela disfarçou se pondo na frente do sofá

- Deixa eu ver esse nada aí então! - pedi cruzando os braços - Saí daí Clarke!!

Ela tentou barrar minha passagem, mas eu a peguei pela cintura e a joguei em cima do sofá.

Me abaixei e peguei a peça de roupa de debaixo dele.

Olhei a calça em minhas mãos e notei que havia sangue na região da coxa.

- Clarke por que você tentou me esconder isso?! - Perguntei irritada

Merda! De quem era esse sangue?!

- Deve ser só um machucadinho, Lexa! Não queria ver você mais nervosa do que já está! - Clarke bufou se levantando - Vou procurar lá dentro ok? Não surta.

Cruzei os braços não me dando por convencida. Mas também, por que Clarke esconderia algo assim de mim? Não fazia o menor sentido.

Me joguei no sofá ainda tentando ligar para as duas. Clarke voltou para a sala e se jogou ao meu lado

- As roupas de Anya estão espalhadas pelo quarto de Oly. Fora isso, nada incomum e nenhum sinal das duas.

Assenti e bufei. Ninguém me atendia

- Clarke - chamei

Ela me encarou já pressentindo o que estava por vir

- Deixa eu adivinhar, você quer checar os hospitais da cidade? - Ela sorriu debochada

- Sim! - me exaltei - Eu não sei mais o que fazer!

- Vou ligar para a minha mãe, ela está de plantão hoje. - Clarke pegou o celular e pôs no viva-voz enquanto Abby não atendia.

- Clarke? - a voz de Abby saiu do aparelho

- Oi mãe, sou eu sim.

- Está tudo bem? O que aconteceu? - Abby perguntou - Não me diga que você trancou o gato no seca-louças de novo!

- Não!! - Clarke respondeu constrangida e eu segurei o riso. Como alguém prende um gato na secadora?! - Mãe, eu preciso que você cheque se Anya Moon ou Olympia Pranheda Woods estão por aí ou se por acaso passaram por aí.

- Um segundo que vou checar aqui na lista da Maryllin. Pera aí. - Abby pediu e o telefone ficou mudo por alguns minutos. Credo, a espera é agonizante - Prontinho

- E então? - Clarke perguntou curiosa. Acho que o meu nervosismo estava pegando nela

- Olha, nós tínhamos uma paciente chamada Anya sim, querida. - Quando Abby falou isso já comecei a listar a lista dos melhores advogados que eu conhecia. Merda, Olympia.

- Tinham? O que aconteceu? -

- Ela morreu.

P.O.V Clarke

- É O QUE?! AI MEU DEUS MINHA IRMÃ VAI SER PRESA DE NOVO - Lexa gritou se levantando do sofá

- Uh, Lexa está aí com você? - Abby perguntou com uma voz sugestiva

- Mãe!  - Bronqueei - Foca na Anya morta.

- Ok, ok. - Ela bufou. Lexa estava quase se jogando no chão em desespero. Seria engraçado se não fosse tão trágico - Como eu estava dizendo, existiu uma Anya aqui sim. Mas suponho que não seja a Anya que vocês estejam procurando.

Lexa levantou a cabeça com o olhar perturbado. Ela parecia aquelas gazelas das savanas ou sei lá que quando sentem que tem algo vindo viram a cabeça no estilo "eta porra". Essa era Lexa no momento.

- Como assim mãe? - eu já estava ficando nervosa. Minha mãe estava tirando uma com a nossa cara. Certeza.

- Essa Anya tinha noventa e sete anos, meninas. Fora ela, ninguém mais passou por aqui com esse nome ou com o nome de Oly. - Lexa caiu dura no chão. Aí meu Deus - E diga para aquela safada que eu estou com saudades dela. Se ela não for no meu jantar de noivado eu arranco aquela cabeça linda dela. Tenho que ir filha, boa noite!  Tchau Lexa!

Abaixei o celular sem reação ainda me recuperando do susto. Lexa continuava jogada no chão e eu já estava começando a ficar preocupada.

Um dia desses eu ainda mato a minha mãe.

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P.O.V Anya

Eu virava mais um shot na boca. Olympia batia palmas incentivando e rindo.

Já haviam cerca de 13 copos na mesa, e eu não sei dizer o quanto eu e ela tomamos além desses.

Hora ou outra começávamos a rir sozinhas com lembranças de como desmascaramos meu irmão. Céus, foi tão fácil.

Dei play mais uma vez no celular e comecei a rir com o vídeo.

Oly dançava sensualmente para Lincoln, que praticamente babava em cima dela. Assim que Oly se aproximou, com um copo de whisky em mãos, ele puxou sua cintura e a puxou para seu colo. Depois de vários risinhos, eles se beijaram e os toques se tornaram intensos. Agora vinha a melhor parte.

Oly se levantou e jogou todo o conteúdo do copo em Lincoln

" - Isso foi pela sua namorada. Babaca."

- Está vendo o vídeo de novo? - Oly se sentou no meu colo.

Eu estava muito bêbada. Não era bêbada tipo "Ah ela está bêbada", era bêbada do tipo "Caralho, ela está muito bêbada."

Oly parecia um pouco alterada, mas ainda sim melhor do que eu

- Já pensou em ser atriz? Ou atriz pornô? Sério, você leva jeito pra coisa - ri

Ela balançou a cabeça rindo

- Idiota. - Resmungou empurrando meu braço e depois sorriu - Se me dissessem à cinco horas atrás que nós estaríamos bebendo juntas em um dos meus bares favoritos e sendo amigas, eu atiraria na pessoa.

Ri concordando

- Por falar em tiro me explica essa porrinha aí de você ser do FBI. Você não tem cara de agente. - Pedi e ela deslizou para a cadeira ao meu lado

- Bom, quando Lexa e minha mãe foram embora coisas estranhas começaram a acontecer na casa da minha tia. Ela tinha uns inimigos aí. Então meu pai voltou da Espanha e assumiu a sede daqui. Como ele notou que eu estava interessada e tinha potencial ele me ensinou tudo que eu sei. O posto de tenente eu consegui sozinha, mesmo. - Ela contou com brilho nos olhos - Era pra ser Lexa no meu lugar, sabe? Era para ela subir ao posto de comandante, mas ela fugiu. Então eu assumi. Até que está sendo legal.

Assenti e ela continuou

- No momento eu estou envolvida em algo que envolve minha família. É uma história pesada e complicada. Por isso Lexa não pode saber de nada. Quanto menos ela souber melhor vai ser para ela se proteger.

- Duvido que você esteja sozinha nessa - sorri levando aos lábios um copo de água que estava por ali

- E não estou. Tem muita gente importante para Lexa nessa história. Até quem ela não se lembra de conhecer. Uma hora ela vai descobrir, mas até lá, bico fechado!  Posso confiar em você? - Ela segurou minha mão

- Sempre - beijei sua mão e começamos a rir - Posso dar em cima de você? Nunca dei em cima de ninguém da polícia!

- FBI! - ela corrigiu

- Tanto faz! - Ri e ela se levantou me estendendo as mãos

- Vem, vamos para casa - me levantei e  abracei sua cintura

Ela pediu para um barman chamar um táxi.

Quando já estávamos dentro do carro, apoiei meu rosto no ombro dela e murmurei rindo

- Como vamos resolver a questão do quarto? -

- Eu não vou sair de lá - ela respondeu séria.

- Então vamos dividir a cama, baby - olhei para cima e vi um sorriso no canto de seus lábios

- Vai sonhando, Moon.

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P.O.V Clarke

Depois de conseguir arrastar Lexa para uma lanchonete comer alguma coisa, ela se acalmou.

- As duas sumiram. São maiores de idades e não podem fazer filhos. Pelo ou menos não juntas. Então está tudo bem. Nem ligo - ela murmurou enquanto comia suas batatas fritas

Eu ria baixo. Ela estava desesperada.

- Meu pai nem vai me matar. Oly nem é a favorita nem nada. Quem se importa?  - ela continuou quase chorando - Clarke eu vou morrer.

- Você é muito dramática, Lexa. Calma. Elas só devem ter saído. - Segurei sua mão rindo - Respira. Quer ir pra sua casa?

- Dorme comigo? - ela perguntou apoiando a cabeça nas mãos

- Acho que posso fazer esse esforço - sorri e me levantei - Vou pagar a conta, já volto.

Me levantei e fui até a fila no caixa.

Uma mulher sorriu para mim, me reconhecendo, sorri de volta e peguei meu celular.

Clarke: Se sua irmã não tiver um derrame, você pode ter certeza de que vai morrer.

Clarke: É sério. É melhor que vocês estejam mortas.

Clarke: E mais uma coisa: Não deixe mais peças cheias de sangue jogadas no meio da sua sala. Ninguém precisa saber que você levou um tiro.

Revirei os olhos e assim que chegou a minha vez paguei a conta e voltei à mesa.

- Vamos, você precisa dormir um pouco - puxei sua cintura para mim e fomos andando até o prédio dela

- Boa noite, senhoritas - O porteiro nos cumprimentou abrindo a porta do elevador

- Seu Jaime, Olympia passou por aqui? Ou uma moça alta e loira? - Perguntou Lexa cheia de esperança

- Me desculpe, senhorita Woods. Eu acabei de chegar. Mirna estava aqui antes, mas ela já foi. - o homem explicou simpático

- Tudo bem, Obrigada. - Ela entrou no elevador cabisbaixa

- Boa noite seu Jaime! - Me despedi e apertei o andar de Lexa

Assim que a porta fechou, puxei Lexa para mim e juntei nossos lábios.

Ela pareceu esquecer por um momento da situação da irmã e retribuiu, me prensando na parede do elevador enquanto nos beijávamos.

O alarme avisando que o andar havia chegado tocou e nós saímos ainda grudadas de lá de dentro.

Havia uma senhora no corredor mas não liguei e voltei a atacar os lábios de Lexa.

Minhas mãos corriam por todas as suas costas, enquanto ela tentava achar as chaves em sua bolsa.

Quase caímos quando a porta abriu.

Minha vontade era a de jogar Lexa naquele sofá e fazer o que eu faço de melhor, porém, quando eu estava prestes à fazer isso, Lexa travou

- Lex? Está tudo bem? - Perguntei acariciando seu rosto

Ela me encarou e soltou um grito

- A bolsa da Oly não estava ali!!!! - Apontou e começou a pular - Agora está! Essa filha da puta joga tudo em qualquer lugar!  - Ela começou a rir e dar pulinhos - Eu nunca amei tanto a bagunça de alguém em toda a minha vida!

A encarei irritada. Tudo bem que ela estava preocupada com a irmã e tudo mais, mas porra. Sério que ela interrompeu o que era para ser a melhor noite da vidinha dela para ficar pulando igual uma retardada pela casa? Broxante, Lexa. Broxante.

Segui Lexa até o quarto de Oly enquanto ela abria a porta.

A expressão em seu rosto me fez dar uma gargalhada

E a cena realmente era boa.

Olympia estava esparramada e jogada em cima de Anya, enquanto essa, tinha a cabeça caída pra fora da cama e uma perna em cima de Olympia.

- Vem, Lexa. Vamos dormir - a puxei ainda rindo.

Essas duas ainda vão dar o que falar...



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