História Into you - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Criminal Minds
Personagens Aaron Hotchner, Chefe de Seção Erin Strauss, David "Dave" Rossi, Derek Morgan, Dr. Spencer Reid, Emily Prentiss, Jennifer "JJ" Jareau, Penelope Garcia
Tags Amor, Criminal Minds, Drama, Fbi, Nerd, Perigo, Policial, Romance, Spencer Reid
Exibições 38
Palavras 1.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, fofas(os), estou de volta! Muito obrigada por lerem, por comentarem, vcs são minha motivação! Espero que gostem do capítulo, e prometo não demorar para postar o próximo. Podem comentar o que vocês quiserem, até mesmo críticas que são construtivas. Bjoss, divirtam-se!

Capítulo 2 - Sobre família


SPENCER POV

Acordei sobressaltado e assustado com um barulho. Era meu celular tocando. Eu estava dormindo tranquilamente pela primeira vez em semanas, sem pesadelos e ainda por cima estava de folga. Até agora. Porém quando peguei o celular e olhei o número, era do Dr. Sawyer, da Universidade Florida Tech, com campus aqui em Quantico, Virgínia. Ainda grogue, atendi.

- Alô?  Dr. Spencer Reid? Aqui é o Dr. Sawyer da Florida Tech. 

- Olá, Dr. em que posso ajudá-lo?- Eu estava surpreso, pois já fazia algum tempo que tinha parado minha carreira acadêmica para fazer parte da UAC. 

- Lembra daquela sua tese de doutorado em química ainda não concluída e que uma indústria se interessou?  

-Sim. 

- Essa indústria resolveu liberar o subsídio para o seu trabalho, mas só se você for trabalhar em uma adaptação em escala industrial. Ele diz que a remuneração é ótima e que há grande probabilidade de você ser laureado por conta desse trabalho- O meu coração parou. Eu queria muito essa oportunidade, poder mudar o mundo para melhor, mas não quero largar a UAC. 

- Será que eu posso conversar com os interessados?  Questões de prazo, pois eu trabalho na UAC. 

-Eu vou direcionar seu email para eles e peço que entrem em contato.

-Obrigado Dr. Sawyer.

-Obrigado a você, Dr. Reid. se seu projeto for um sucesso, será mais uma glória para a nossa Universidade. Até mais ver! - Encerrou a ligação.

Agora mais desperto, levantei-me da cama e realizei minha rotina matinal: fiz a higiene, troquei a roupa e fiz café. Eu sempre tomo café em casa e depois no café próximo ao FBI. É, definitivamente, minha bebida favorita. Liguei meu computador e procurei por meus arquivos de doutorado e lá estava os não terminados. Meu doutorado foi interrompido pois não tinha subsídio nenhum, pois a empresa interessada ainda não tinha oferecido. Até aquele momento. Então eu tive que parar meu estudo e entrei logo para a UAC e não havia pensado nele até hoje. Passei parte da manhã lendo novamente a tese, reformulando, mudando coisas e pensando sobre como torná-la um processo industrial. É sobre despoluição e reutilização de resíduos de metais pesados em corpos hídricos, resultado de processos químicos industriais. Consegui um bom progresso hoje. Meu celular tocou novamente e me assustei. A parte ruim de trabalhar com crimes é que você pode ficar um pouco paranóico. Vi que era uma ligação da JJ. 

- Oi JJ, td bem? É trabalho? Já estou a caminho... 

-Oi, Spence! Tudo ótimo. Então, não é sobre trabalho. Liguei para convidar você para um almoço aqui na minha nova casa, para estrear o meu Espaço Gourmet. Todo mundo da equipe vem. Quero você aqui também, sem desculpas. 

-Td bem JJ! Obrigado pelo convite, a que horas posso chegar?   

- Lá para o meio dia. Mando a você a localização no Maps. 

-Certo. Te  vejo mais tarde.

- Tchau Spence! Te espero. 

Pensei em levar algo para JJ em agradecimento . E já sabia o que iria comprar, iria comprar um licor de menta com copinhos de chocolate, eu sei que ela adora. Peguei as chaves do meu carro, tranquei o apartamento e saí. No caminho, comprei um café extra forte para mim. Fui até a loja de bebidas e comprei a lembrança de JJ. Ainda era cedo, então resolvi passar em uma livraria. Meu estoque de livros estava perigosamente vazio.

BELLA pov

Hoje é sexta, o que significa que vou ter o laboratório o dia todo só para mim, pois não havia aulas práticas e nenhum dos outros alunos mestrando e doutorandos tinham avisado a mim que apareceriam. Eu era a responsável pelos horários do laboratório, pois era assistente administrativa do curso de química. eu também sou pesquisadora, quando não estou muito sobrecarregada oriento trabalhos de mestrado. Eu sou muito nova para ter um cargo desses, as vezes é difícil conseguir credibilidade e respeito dos alunos que são mais velhos que eu. Mas eu era doutorada, tinha responsabilidade e muito juízo. Como a Helena diz, sou uma senhora de 70 anos. Ela é, em resumo, minha família. Minha mãe morreu de câncer  há 5 anos atrás, meu pai nos abandonou quando eu tinha 3 e eu era filha única. Nunca tive contato com primos e tios pois eles moravam no Texas e eu aqui em Virgínia. Eu cresci convivendo com mais velhos: minha mãe e quando tinha que estar na turma de 4 anos, estava na de 7. Eu fui muito adiantada. Acho que isso me fez amadurecer cedo demais. Eu sofri muito bullying.  Caçoavam dos meus óculos (sempre usei, pois quando bebê, minha miopia já era alta. Tinha um monte de fotos minha com aqueles óculos próprios para bebês), sabiam que eu sou tímida então me pressionavam a falar só para ver eu ficar vermelha e gaguejar. Chutavam meus materiais e estragavam-os. Me colocavam apelidos ofensivos. Cresci convivendo com a crueldade das pessoas, e não confio em quase ninguém, aí junta esse fato com a timidez e aí já dá para ter uma noção do meu convívio social. Essa era uma das melhores partes de passar a vida num laboratório: você não precisa lidar muito com pessoas. Meus melhores amigos eram os professores, que me admiravam, tentavam me fazer ficar bem e puniam os imbecis que me maltrataram. Mas não resolvia muita coisa. No colegial, as líderes de torcida me ignoravam, assim como as outras garotas. Eu queria ser como elas: bonitas e sedutoras. Mas estava longe disso, além de que era muito nova para ter um corpo como o delas. Já os garotos bonitos faziam questão de falar comigo, só para me ver ficar toda atrapalhada. Depois, riam de mim. No começo do colegial, fui chamada para participar do grupo de matemática. Lá tinha um garoto, o Teddy, mais velho que eu e muito nerd. Nós cursamos faculdade juntos e foi nela, quando eu tinha 16(terminei o com colegial com 13) que dei o meu primeiro beijo. Foi com o Teddy, nós estavamos no pátio da faculdade, sentados na grama, quando aconteceu  Eu não gostei muito da sensação de beijar, mas o pior foi que nos fotografaram. Viramos motivo de chacota. Nunca mais tive coragem de falar com ele. Esse foi o meu primeiro, único e desastroso beijo. Já estava na faculdade e topei com o DR. Sawyer no caminho. 

-Bella, querida, acho que um dia desses vou precisar de sua ajuda para auxiliar o Dr. Reid nos horários de laboratório. Ele provavelmente vira aqui, mas o horário dele é complicado, mas eu sei que você vai dar um jeitinho. 

- Pode ficar tranquilo, Dr, eu vou ajudá-lo.- Pensei por um momento. Não fazia idéia de quem era esse Dr Reid, mas parece que teríamos que conversar. Minha timidez não iria colaborar. Foi com esse pensamento que cheguei ao laboratório para trabalhar. 

SPENCER POV

Cheguei 12:00, em ponto, na casa de JJ. Era branca, e na frente tinha um jardim florido que tinha um espelho d'agua, No canto direito, um daqueles balanços que eram formados de um banco, que cabia 2 pessoas. Era a cara da JJ. Cheguei até a porta e bati a campainha. JJ logo atendeu.

-Oi Spence! que bom que você veio! Entre! 

-Você está linda JJ. Sua casa é adorável. Trouxe essa lembrança para você.- Ela vestia um vestido branco de alcinhas, que ia até os joelhos e sapatos pretos tipo Mary Jane. 

-Achei a sua cara a casa JJ! 

-Spence, obrigada, é o meu favorito! Obrigada pelos elogios. 

-São apenas a verdade JJ! - Lembrei-me de quando tinha uma queda por JJ,as ela me via apenas como um irmão mais novo. Agora eu a a via como irmã também. Garcia estava lá, ela veio correndo me abraçar.

- Oi gênio dos gênios! hoje eu ajudei JJ fazer a comida, então se você reclamar do almoço, eu não vou te perdoar. 

-Não vou reclamar, Garcia! Tem alguma coisa em que eu possa ajudar? 

-Se não for pedir muito Spence, entre. E caso você souber, você poderia configurar minha TV a cabo para mim. Eu agradeço, se não for pedir muito. 

-Sem problemas, eu posso fazer isso. Não será incômodo nenhum. Entrei e fui para a sala de TV com JJ mostrando o caminho. Logo depois chegou o restante da equipe, Morgan pediu permissão para colocar uma música e JJ o mandou escolher. Era uma música agitada. Terminei com a TV e foi cumprimentar a todos. 

-PrettyBoy, você já estava conhecendo a casa Melhor? Tava no quarto de JJ vendo se ela tem fotos suas?

-Não, Morgan!-Disse envergonhado.-Só fui consertar a TV a cabo. 

-Eu não entendo nada de configuração. -disse JJ.

-Configuração?  Quero!- Disse Garcia. Todos rimos. JJ nos mostrou o resto da casa e nos levou até o Espaço Gourmet. Era elegante, com uma mesa enorme, que cabia todos nós. Em cima dela, havia petiscos. Morgan foi até o frizer, JJ disse que podíamos nos servir com o que quiséssemos. Ele pegou uma cerveja.

-Reid, parece que JJ comprou um suquinho de uva para você. Cuidado para não ficar bêbado, ein?- Por mais que eu odiasse o bullying que sempre fizeram comigo, raramente ficava com raiva de Morgan, pois o que ele falava era brincadeira, era sempre como amigo, e não carregada de maldade. Ele se importava comigo, gostava de mim e me admirava. Não dava para ficar com raiva dele. O restante da tarde foi assim: cheio de conversas, brincadeiras, risadas, amizade e família  Eles são a minha família. Nos importávamos uns com os outros, sofríamos juntos, nos ajuvadávamos. Tínhamos nossos problemas e choques, mas nos amávamos muito. Se isso não era família, eu não sei o que é. 

A comida estava deliciosa, e ao cair da tarde, começamos a nos despedir e agradecer JJ por tudo. Prentiss, Hotch e Morgan estavam muito bêbados e sem condições de ajudar JJ. Eles foram embora. Garcia se ofereceu para ajudar na limpeza, mas JJ a dispensou, dizendo que ela já tinha ajudado demais. Mesmo preocupada, foi embora. Eu insisti para  ajudar JJ, a casa não estava muito bagunçada. Lavamos a louça, limpamos a mesa, arrumamos as cadeiras. Enquanto isso, conversávamos sobre várias coisas. Ela me aconselhou a descansar, pois o próximo caso não seria fácil. Terminamos de arrumar, agradeci novamente, me despedi e fui embora, pensando o quanto éramos uma família perfeita, mesmo com tantas imperfeições. 

 


Notas Finais


Então fofas(os), espero que tenham gostado. Bjos e abraços, até o próximo capítulo!


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