História Into you - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Criminal Minds, Matthew Gray Gubler, Melissa Benoist
Personagens Aaron Hotchner, Chefe de Seção Erin Strauss, David "Dave" Rossi, Derek Morgan, Dr. Spencer Reid, Emily Prentiss, Jason Gideon, Jennifer "JJ" Jareau, Penelope Garcia, Personagens Originais
Tags Adolescência, Amor, Criminal Minds, Drama, Fantasias, Inteligência, Livros, Medo, Nerd, Paixões, Perigo, Policial, Romance, Sexo, Spencer Reid, Superação
Exibições 196
Palavras 3.720
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, esse capítulo é o pré encontro dos pombinhos. Espero que gostem. Boa leitura!

Capítulo 2 - Novas oportunidades


SPENCER POV

Acordei sobressaltado e assustado com um barulho. Era meu celular tocando. Eu estava dormindo tranquilamente pela primeira vez em semanas, sem pesadelos e ainda por cima estava de folga. Até agora. Porém quando peguei o celular e olhei o número, era do Dr. Sawyer, da Universidade Florida Tech, com campus aqui em Quantico, Virgínia. Ainda grogue, atendi.

- Alô?  Dr. Spencer Reid? Aqui é o Dr. Sawyer da Florida Tech. 

- Olá, Dr. em que posso ajudá-lo?- Eu estava surpreso, pois já fazia algum tempo que tinha parado minha carreira acadêmica para fazer parte da UAC. 

- Lembra daquela sua tese de doutorado em química ainda não concluída e que uma indústria se interessou?  

-Sim. 

- Essa indústria resolveu liberar o subsídio para o seu trabalho, mas só se você for trabalhar em uma adaptação em escala industrial. Ele diz que a remuneração é ótima e que há grande probabilidade de você ser laureado por conta desse trabalho- O meu coração parou. Eu queria muito essa oportunidade, poder mudar o mundo para melhor, mas não quero largar a UAC. 

- Será que eu posso conversar com os interessados?  Questões de prazo, pois eu trabalho na UAC. 

-Eu vou direcionar seu email para eles e peço que entrem em contato.

-Obrigado Dr. Sawyer.

-Obrigado a você, Dr. Reid. se seu projeto for um sucesso, será mais uma glória para a nossa Universidade. Até mais ver! - Encerrou a ligação.

Agora mais desperto, levantei-me da cama e realizei minha rotina matinal: fiz a higiene, troquei a roupa e fiz café. Eu sempre tomo café em casa e depois no café próximo ao FBI. É, definitivamente, minha bebida favorita. Liguei meu computador e procurei por meus arquivos de doutorado e lá estava os não terminados. Meu doutorado foi interrompido pois não tinha subsídio nenhum, pois a empresa interessada ainda não tinha oferecido. Até aquele momento. Então eu tive que parar meu estudo e entrei logo para a UAC e não havia pensado nele até hoje. Passei parte da manhã lendo novamente a tese, reformulando, mudando coisas e pensando sobre como torná-la um processo industrial. É sobre despoluição e reutilização de resíduos de metais pesados em corpos hídricos, resultado de processos químicos industriais. Consegui um bom progresso hoje. Meu celular tocou novamente e me assustei. A parte ruim de trabalhar com crimes é que você pode ficar um pouco paranóico. Vi que era uma ligação da JJ. 

- Oi JJ, td bem? É trabalho? Já estou a caminho... 

-Oi, Spence! Tudo ótimo. Então, não é sobre trabalho. Liguei para convidar você para um almoço aqui na minha nova casa, para estrear o meu Espaço Gourmet. Todo mundo da equipe vem. Quero você aqui também, sem desculpas. 

-Td bem JJ! Obrigado pelo convite, a que horas posso chegar?   

- Lá para o meio dia. Mando a você a localização no Maps. 

-Certo. Te  vejo mais tarde.

- Tchau Spence! Te espero. 

Pensei em levar algo para JJ em agradecimento . E já sabia o que iria comprar, iria comprar um licor de menta com copinhos de chocolate, eu sei que ela adora. Peguei as chaves do meu carro, tranquei minha casa e saí. No caminho, comprei um café extra forte para mim. Fui até a loja de bebidas e comprei a lembrança de JJ. Ainda era cedo, então resolvi passar em uma livraria. Meu estoque de livros estava perigosamente vazio.

BELLA pov

Hoje é sexta, o que significa que vou ter o laboratório o dia todo só para mim, pois não havia aulas práticas e nenhum dos outros alunos mestrando e doutorandos tinham avisado a mim que apareceriam. Eu era a responsável pelos horários do laboratório, pois era assistente administrativa do curso de química. eu também sou pesquisadora, quando não estou muito sobrecarregada oriento trabalhos de mestrado. Eu sou muito nova para ter um cargo desses, as vezes é difícil conseguir credibilidade e respeito dos alunos que são mais velhos que eu. Mas eu era doutorada, tinha responsabilidade e muito juízo. Como a Helena diz, sou uma senhora de 70 anos. Ela é, em resumo, minha família. Minha mãe morreu de câncer  há 5 anos atrás, meu pai nos abandonou quando eu tinha 3 e eu era filha única. Nunca tive contato com primos e tios pois eles moravam no Texas e eu aqui em Virgínia. Eu cresci convivendo com mais velhos: minha mãe e quando tinha que estar na turma de 4 anos, estava na de 7. Eu fui muito adiantada. Acho que isso me fez amadurecer cedo demais. Eu sofri muito bullying.  Caçoavam dos meus óculos (sempre usei, pois quando bebê, minha miopia já era alta. Tinha um monte de fotos minha com aqueles óculos próprios para bebês), sabiam que eu sou tímida então me pressionavam a falar só para ver eu ficar vermelha e gaguejar. Chutavam meus materiais e estragavam-os. Me colocavam apelidos ofensivos. Cresci convivendo com a crueldade das pessoas, e não confio em quase ninguém, aí junta esse fato com a timidez e aí já dá para ter uma noção do meu convívio social. Essa era uma das melhores partes de passar a vida num laboratório: você não precisa lidar muito com pessoas. Meus melhores amigos eram os professores, que me admiravam, tentavam me fazer ficar bem e puniam os imbecis que me maltrataram. Mas não resolvia muita coisa. No colegial, as líderes de torcida me ignoravam, assim como as outras garotas. Eu queria ser como elas: bonitas e sedutoras. Mas estava longe disso, além de que era muito nova para ter um corpo como o delas. Já os garotos bonitos faziam questão de falar comigo, só para me ver ficar toda atrapalhada. Depois, riam de mim. No começo do colegial, fui chamada para participar do grupo de matemática. Lá tinha um garoto, o Teddy, mais velho que eu e muito nerd. Nós cursamos faculdade juntos e foi nela, quando eu tinha 16(terminei o com colegial com 13) que dei o meu primeiro beijo. Foi com o Teddy, nós estavamos no pátio da faculdade, sentados na grama, quando aconteceu  Eu não gostei muito da sensação de beijar, mas o pior foi que nos fotografaram. Viramos motivo de chacota. Nunca mais tive coragem de falar com ele. Esse foi o meu primeiro, único e desastroso beijo. Já estava na faculdade e topei com o DR. Sawyer no caminho. 

-Bella, querida, acho que um dia desses vou precisar de sua ajuda para auxiliar o Dr. Reid nos horários de laboratório. Ele provavelmente vira aqui, mas o horário dele é complicado, mas eu sei que você vai dar um jeitinho. 

- Pode ficar tranquilo, Dr, eu vou ajudá-lo.- Pensei por um momento. Não fazia idéia de quem era esse Dr Reid, mas parece que teríamos que conversar. Minha timidez não iria colaborar. Foi com esse pensamento que cheguei ao laboratório para trabalhar. 

SPENCER POV

Cheguei 12:00, em ponto, na casa de JJ. Era branca, e na frente tinha um jardim florido que tinha um espelho d'agua, No canto direito, um daqueles balanços que eram formados de um banco, que cabia 2 pessoas. Era a cara da JJ. Cheguei até a porta e bati a campainha. JJ logo atendeu.

-Oi Spence! que bom que você veio! Entre! 

-Você está linda JJ. Sua casa é adorável. Trouxe essa lembrança para você.- Ela vestia um vestido branco de alcinhas, que ia até os joelhos e sapatos pretos tipo Mary Jane. 

-Achei a sua cara a casa JJ! 

-Spence, obrigada, é o meu favorito! Obrigada pelos elogios. 

-São apenas a verdade JJ! - Lembrei-me de quando tinha uma queda por JJ,as ela me via apenas como um irmão mais novo. Agora eu a a via como irmã também. Garcia estava lá, ela veio correndo me abraçar.

- Oi gênio dos gênios! hoje eu ajudei JJ fazer a comida, então se você reclamar do almoço, eu não vou te perdoar. 

-Não vou reclamar, Garcia! Tem alguma coisa em que eu possa ajudar? 

-Se não for pedir muito Spence, entre. E caso você souber, você poderia configurar minha TV a cabo para mim. Eu agradeço, se não for pedir muito. 

-Sem problemas, eu posso fazer isso. Não será incômodo nenhum. Entrei e fui para a sala de TV com JJ mostrando o caminho. Logo depois chegou o restante da equipe, Morgan pediu permissão para colocar uma música e JJ o mandou escolher. Era uma música agitada. Terminei com a TV e foi cumprimentar a todos. 

-PrettyBoy, você já estava conhecendo a casa Melhor? Tava no quarto de JJ vendo se ela tem fotos suas?

-Não, Morgan!-Disse envergonhado.-Só fui consertar a TV a cabo. 

-Eu não entendo nada de configuração. -disse JJ.

-Configuração?  Quero!- Disse Garcia. Todos rimos. JJ nos mostrou o resto da casa e nos levou até o Espaço Gourmet. Era elegante, com uma mesa enorme, que cabia todos nós. Em cima dela, havia petiscos. Morgan foi até o frizer, JJ disse que podíamos nos servir com o que quiséssemos. Ele pegou uma cerveja.

-Reid, parece que JJ comprou um suquinho de uva para você. Cuidado para não ficar bêbado, ein?- Por mais que eu odiasse o bullying que sempre fizeram comigo, raramente ficava com raiva de Morgan, pois o que ele falava era brincadeira, era sempre como amigo, e não carregada de maldade. Ele se importava comigo, gostava de mim e me admirava. Não dava para ficar com raiva dele. O restante da tarde foi assim: cheio de conversas, brincadeiras, risadas, amizade e família  Eles são a minha família. Nos importávamos uns com os outros, sofríamos juntos, nos ajuvadávamos. Tínhamos nossos problemas e choques, mas nos amávamos muito. Se isso não era família, eu não sei o que é. 

A comida estava deliciosa, e ao cair da tarde, começamos a nos despedir e agradecer JJ por tudo. Prentiss, Hotch e Morgan estavam muito bêbados e sem condições de ajudar JJ. Eles foram embora. Garcia se ofereceu para ajudar na limpeza, mas JJ a dispensou, dizendo que ela já tinha ajudado demais. Mesmo preocupada, foi embora. Eu insisti para  ajudar JJ, a casa não estava muito bagunçada. Lavamos a louça, limpamos a mesa, arrumamos as cadeiras. Enquanto isso, conversávamos sobre várias coisas. Ela me aconselhou a descansar, pois o próximo caso não seria fácil. Terminamos de arrumar, agradeci novamente, me despedi e fui embora, pensando o quanto éramos uma família perfeita, mesmo com tantas imperfeições. 

******

SPENCER POV
Já era segunda-feira, e eu estava indo para o trabalho. Já tinha consciência que seria um caso complicado, como JJ disse. Depois de sexta-feira, na festa de JJ, passei a maior parte do meu fim de semana trabalhando em meu doutorado. Eu precisava dele pronto para apresentar ao pessoal da indústria quando eles me chamassem. Eu estava tendo alguns problemas para adaptar o processo, pois eu não havia feito engenharia de produção ou engenharia química,  que são especializadas em processo industriais. Estudei um pouco sobre elas, mas eu estava com pressa e não sei se daria conta de fazer sozinho essa parte caso a indústria manifestasse pressa, ainda mais por conta de meu trabalho na UAC. A verdade é que eles ainda não tinham entrado em contato comigo, imaginei que era por conta do final de semana. Mas mesmo assim continuei a pesquisar. Tinha parado de pensar no quanto eu gostava desse tipo de trabalho e realmente tinha me divertido fazendo-o. Eu amava trabalhar assim. Tomei muito café e recusei um convite de Morgan para ir a uma festa. Ele reclamou, como sempre. Hoje tinha um novo caso, então era hora de focar minha mente nele. Cheguei a UAC, um pouco adiantado,fato habitual. Fui à minha mesa e comecei a ler um livro sobre processos químicos. Já estava na metade, quando ouvi JJ e os outros me cumprimentando. Eles haviam chegado juntos. 
-Oi Spence, já pode ir para a sala de reuniões, eu vou apresentar o caso- disse JJ. Levantei-me e fui carregando o meu inseparável copo de café. Fui o primeiro a chegar, me sentei no meu lugar habitual para esperar pelos outros, que logo chegaram e se acomodaram em suas cadeiras. Garcia já estava na tela.
-Essas fotos são de meninas que moram em Los Angeles, todas loiras, entre 12 e 16 anos. Os corpos foram achados em casas abandonadas diferentes, todas tinham ferimentos de agressões sexual, física e de defesa. Suas genitálias foram mutiladas. Não havia digitais e nem sêmen na cena do crime. 
-Então ele deve ter usado camisinha e luvas. Ele é esperto. Reid, perfil geográfico;  JJ, segure a imprensa por enquanto. Partimos em 30. - Disse Hotch. Levantamo-nos, pegamos nossas coisas, fomos para o avião e decolamos. 
Eu tentava traçar um perfil geográfico enquanto pensava como podia existir no mundo monstros assim. Eram vidas e ainda por cima de adolescentes, que tinham tudo para viver ainda. Garcia fez uma lista dos antigos agressores de meninas que haviam cumprido a pena e haviam sido liberados recentemente. Ela achou vários, mas nenhum se encaixava no modo de violência que esse utilizava. Prentiss achou melhor guardar essa lista, pois eles não eram descartáveis, pode ter sido que algum deles se tornou mais violento no tempo que passou na prisão. 
-Hotch, ele é meio imprevisível, não está dando certo traçar o perfil geográfico, pois ele usa qualquer casa abandonada. Têm casas próximas e distantes, em todo tipo de bairro. Ele usa toda a cidade. Ele deve ter nascido em Los Angeles, ele conhece tudo muito bem. 
-Continue tentando, Reid, veja alguma relação, eu sei que você consegue. -disse Morgan.
-Tudo bem, eu devo estar deixando passar algum detalhe.
Então chagamos ao nosso destino já era 15:00. Descemos na delegacia responsável pelo caso. Um homem de meia idade se apresentou como chefe, seu nome era George Bennet. JJ se apresentou e apresentou a equipe, como sempre fazia. Ele entregou a ela um arquivo com informações sobre as meninas e com os casos organizados por data, associados ao local onde ocorreu. Fomos para uma sala de reuniões, onde tinha um projetor. Então Bennet projetou os arquivos que ele havia entregado impresso para JJ, com a intenção de que todos nós pudéssemos olhar.  Quando vi aquilo, percebi o que tinha deixado passar.
-Gente, ele alterna o local dos crimes. -Todos me encararam- O primeiro foi em um bairro rico, o segundo em um de classe media e o terceiro em um pobre e assim sucessivamente. É uma sequência. E nenhum deles se repetiu. É provável que só aconteça no bairro da primeira vítima novamente quando ele já estiver matado uma em todos os outros bairros que faltavam. Ele segue uma ordem, não são aleatórios.
-Você é brilhante, Reid. Alguém envia o arquivo para Garcia procurar por mais alguma coisa, histórico dos pais das meninas. - Disse Rossi.
 Outros dias se passaram com a equipe e eu indo aos locais de crimes, estudando e entrevistando as famílias. Não estava fácil. Já era quarta-feira quando traçamos o perfil completo para ser repassado para os policiais e para a mídia (claro que com algumas adaptações). Provavelmente era um homem negro evidenciado por conta do tipo de mutilação genital que é uma pratica típica de tribos africanas. Ele está na casa dos 40 pois é um defensor do anarquismo e do socialismo e viu a URSS cair, prova disso é que ele quer mostrar que não há ninguém melhor ou pior na hora da morte, demonstrando que o capitalismo vê reconhecimento no dinheiro que a pessoa tem e causa desigualdade sem explicação, pois todos somos humanos e vamos morrer igualmente.O fator estressante pode ter sido a aproximação de Cuba e dos EUA. Além de ter essa razão política, ele é um sádico sexual e fantasia com meninas adolescentes. Olhei no celular para ver as horas quando Emily disse
-Chaga! Hoje a gente vai sair. Vamos jantar fora. Reid, você está proibido de negar sua presença.

-Posso pelo menos ir ao hotel tomar um banho?- Perguntei. Todos riram.
-É claro, nós também vamos. Vamos sair por volta da 20:00 e é melhor não tentar fugir!
Então fomos juntos para o hotel onde estávamos hospedados. Fui para o meu quarto e tomei um longo e relaxante banho. Terminei o banho e troquei de roupa. Ainda estava cedo, então resolvi abrir o meu email. Liguei o notebook e abri a minha conta. Havia várias novas mensagens e, entre elas, uma da indústria/empresa Wolrd of Energy. Abri o email com um entusiasmo incomum para mim e comecei a ler atentamente: Dr. Spencer Reid, como você já foi informado, a nossa empresa está interessada em seu  trabalho. Lemos outros trabalhos seus e todos parecem excelentes. Então sabemos que você é capaz de adaptar o original para caber em nossos interesses. Tomamos a frente de marcar uma reunião com o nosso diretor de investimentos, Sr. John Parks. Ele vai te atender sexta-feira, às 8:00, no nosso centro administrativo. Caso não puder comparecer nessa data e/ou horário, nos envie um email e remarcaremos. Atenciosamente, World of Energy.
Pensei um pouco. Acho que até amanhã a noite já teremos pegado o suspeito. O perfil estava completo. Então, eu poderia pedir permissão para Hotch para sair do caso um pouco mais cedo, até porque eu geralmente não fazia muita diferença em campo. Pegaria um voo por minha conta. Vou aproveitar o jantar e contar a todos minha mais nova ocupação. Eu estava muito feliz, mas também nervoso. E se eu falhasse, não conseguisse? Então saí e bati na porta do quarto de Morgan. Ele a abriu e falou que os outros já tinham ido, me oferecendo uma carona. Eu aceitei e fomos juntos no carro dele. No caminho, conversamos sobre vários assuntos, mas como Derek era perfilador ele não deixou de perceber minha alegria 
-Pode falar o nome dela. Nem tenta esconder. Esse sorrisinho aí tem nome, não tem?
-Que nome? Estou sim contente, mas não por uma garota. Já já você vai entender.
-Se você, que é Dr diz que vou, quem sou eu para discordar?
Chegamos ao restaurante e, para a minha tristeza era de comida japonesa. Soltei um som de frustração e Morgan me olhou, já começando a rir.
Ele estacionou o carro fomos juntos para o restaurante. Num canto à direita, estavam os outros. Quando cheguei na mesa, já comecei a reclamar. 
-De tanto lugar pra ir, tinha que ser restaurante japonês? Só para vocês ficarem rindo do meu sofrimento com hashi? Valeu mesmo por pensarem em mim!
-Calma Reid, é só pedir um garfo. Ou você pode pedir comida que não seja japonesa, aqui vende. -Disse Garcia, parecendo preocupada. Eu quase nunca me alterava. Era calmo por natureza. Sentei-me á mesa e decidi que já era hora de contar.
-Desculpe-me, gente. É que eu estou um pouco ansioso e bastante feliz também. Uma indústria resolveu subsidiar um doutorado inacabado meu sobre despoluição e reaproveitamento de metais pesados na água, e parecem que vão me dar todo o apoio. Sempre gostei de pesquisar, só que estou com medo de não atender as expectativas.
-Então você vai deixar a gente? -Perguntou JJ com a voz triste. Garcia já tinha os olhos marejados de lágriamas
-Não, claro que não.
Elas voltaram a se alegrar. Todos me parabenizaram e pareciam felizes por mim.
-Hotch, será que eu poderia partir mais cedo amanhã, talvez antes mesmo de terminar o caso? Pode colocar na minha avaliação anual, mas é que eu tenho uma reunião quarta na indústria e, como você sabe, eu quero muito ir.Eu prometo não abandonar mais vocês, vai ser só dessa vez, pois quando for lá, vou deixar bem claro que a UAC é minha prioridade.
-Pode ir, Reid. E não vou colocar isso na sua avaliação. Você é muito bom, e jamais descontaria pontos na sua nota por causa de uma idéia que pode mudar o mundo. Estou orgulhoso de você!!
Então jantamos, rimos e conversamos. Como previ, eles ainda não haviam pegado o suspeito até quinta-feira à tarde. Eu já havia comprado a passagem pela manhã e arrumado minhas coisas. Avisei a Hotch que estaria indo 15:00 da tarde da quinta, ele não fez objeção nenhuma. Claro que antes de ir eu passei no trabalho para me despedir. Todos me desejaram sucesso. Fui para o aeroporto, já pensando na reunião. Reli o trabalho enquanto voava, mesmo já sabendo tudo dele, afinal, tenho memória fotográfica. Pensava quais seriam as exatas palavras que usaria. Eu sempre tive essa mania de planejar tudo, mas as coisas quase nunca saiam como o que eu havia planejado. Acabei decidindo que dormir um pouco seria melhor do que nutrir a minha paranóia. Então caí em um sonho profundo. Acordei quando já estávamos chegando ao aeroporto. Pousamos e fui para a minha casa. Ao chegar, fui até a gaveta e peguei um pedaço de papel que cheirava a perfume e que tinha escrito nele, em uma caligrafia elegante, o contato de Agnes. Eu estava feliz pela nova conquista, mas me sentia sozinho, horrivelmente sozinho. Considerei ligar para ela, mas ficar na presença dela me deixava desconfortável e iria acabar acontecendo novamente o que já aconteceu na única noite mais íntima da minha vida. Eu não gostava de pensar nessa noite, acabei passando muita vergonha quando... Espantei essa lembrança rapidamente junto com essa ideia maluca de ligar para Agnes a essa hora. Fiquei olhando para o papel por um bom tempo e depois o guardei novamente. Dormi de novo, pois precisava descansar para o próximo passo da minha carreira como pesquisador solitário.
BELLA POV
-Alô?- Atendi meu celular que tocava incansavelmente. Ainda estava no laboratório.
-Oi Bella, é o John, da World of Energy. Vou precisar de você amanhã, para uma reunião às 08:00. Provavelmente, se for de acordo mutuo, você terá uma nova pesquisa para ajudar a realizar. Te espero aqui amanhã.
-Claro, John. Eu vou. 
-Obrigada, até amanha!
-Eu que agradeço. Até amanha.
Jonh havia sido um dos meus professores na faculdade e me admirava muito. Ele foi o meu orientador de mestrado e me prometeu que assim que tivesse uma oportunidade de me colocar em um projeto, me colocaria. Ele era agora um dos chefes e já havia tentado me encaixar em um trabalho, mas o outro chefe com mais poder deu preferência para um sobrinho dele e eu sobrei.  Então amanhã, se tudo desse certo, eu já teria algo novo para fazer.
 


Notas Finais


Tá quase lá ein! Bjoos


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