História Into You - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Ação, Amor Bandido, Criminal, Justin Bieber, Romance
Visualizações 57
Palavras 3.642
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Festa, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiêêê meus amores! Hehehehe Como irá demorar parar o livro ser publicado, resolvi repostar a história para aquelas que não sabem nem do que se trata ksksksksks

AAAAAÊÊÊÊÊÊ!!!!

Fala aí se eu não sou uma boa pessoinha? KKKK Eu sou sim.

Meninas, eu juntei o primeiro e o segundo capítulo, aqui. Então vocês aproveitem....

Capítulo 3 - Capítulo 01


Fanfic / Fanfiction Into You - Capítulo 3 - Capítulo 01

Hoje era domingo. O domingo em que comemoraríamos meu aniversario todos em família. Chris iria vim de Ottawa para poder ficar perto de mim e dos nossos pais durante dois dias. Quando desse meio-dia eu e minha mãe iríamos buscar ele no aeroporto e depois voltaríamos para casa para almoçarmos, e depois dele descansar um pouco para quê quando à noite aparecesse, nós três iríamos encontrar nosso pai no meu restaurante favorito. Tudo já estava planejado há meses. Nada podia dar errado.

Eu estava respondendo algumas mensagens de Bianca no Skype quando minha mãe abriu a porta do meu quarto.

–– Está pronta? –– Ela perguntou.

–– Sim. –– Disse me levantando. –– Tchau Bi, eu te mando mensagem depois, beijos. –– Eu disse.

–– Tchau amiga. Feliz Aniversário! –– Ela disse sorridente. Eu sorrir de volta e em seguida desliguei a chamada e larguei meu Notebook na cama.

Assim que nós chegamos ao aeroporto, eu e minha mãe ficamos meia hora esperando o avião onde ele estava pousar, pois o vôo estava atrasado. Eu estava tão animada para rever Chris que meu estomago estava embrulhado de mais e uma vontade de vomitar me dominava. Um frio percorria por todo meu corpo o que só me deixava ainda mais ansiosa para rever meu irmão. Quando a tela enorme mostrou que o vôo dele havia aterrissado eu saltei da cadeira toda feliz.

–– Mãe ele chegou! –– Eu disse.

–– Calma filha, você está parecendo uma doida. –– Ela diz ao ver todo o mundo nos olhando.

–– Uma doida que não vê o irmão há mais de quatro anos. Vamos logo. –– Eu a puxei.

Eu estava com as mãos cruzadas e encostadas à frente de minha boca enquanto roia minhas unhas. Quando as pessoas começaram a sair eu olhei para minha mãe. Bem distante eu o vi. Com um boné para trás e uma camiseta xadrez por cima da regata preta e com uma grande corrente de ouro em volta do pescoço. Ele parecia meio perdido e quando estava se aproximando eu corri para seus braços imediatamente. Eu estava colada ao meu irmão como um imã. Eu estava com muitas saudades dele! Uma vontade de chorar me percorreu, mas eu a contive. Chris deixou sua mochila preta cair aos seus pés para poder me segurar. Ele me soltou e por um segundo pareceu analisar meu rosto enquanto eu analisava o seu. Ele não estava velho como eu esperava... Quero dizer na aparência, por que ele ainda continuava o mesmo moleque de sempre. Eu me abaixei e peguei sua mochila colocando-a atrás de minhas costas é em seguida puxei meu irmão pelo braço até a direção da minha mãe.

–– Calma aí! –– Chris disse rindo enquanto me puxava de volta para os seus braços. –– Parabéns Leslie eu te amo. –– Meu irmão sussurrou em meu ouvido.

–– Obrigada. Eu te amo também, Chris. –– Eu disse retribuindo o abraço.

–– Olá querido. –– Minha mãe disse atrás de nós.

 Eu me separei de Chris e o deixei ver nossa mãe.

–– Oi, mãe. –– Ele disse simples.

–– O que é isso querido? Venha aqui. –– Ela o mandou ir até ela e ele foi. Os dois se abraçaram e meus olhos se encheram de lágrimas. Eu estava muito feliz que a raiva dela havia passado e que ela havia deixado tudo para trás, mas lá no fundo não era com minha mãe que eu estava preocupada, era com meu pai.

–– Eu senti saudades mãe... –– Ele falou rapidamente.

–– Eu sei, eu também senti. –– Ela disse limpando a lágrima que acabara de cair.

~(...)~

Depois da chegada de Chris, nós fomos para casa. Eu fui o deixar no antigo quarto dele e depois de um tempo de enrolamento, só por que eu queria ficar de olho para ver se ele não iria para longe de mim de novo, eu sai de seu quarto para ele descansar um pouco. Quando deu 18h00m eu fui para meu quarto para poder me arrumar, e depois de um banho breve eu fui pegar a roupa que eu tinha comprado semana passada para poder vestir hoje. Eu peguei o vestido branco, com um coração nas costas e o salto claro. Coloquei minha roupa em cima da cama para poder começar a arrumar meu cabelo, mas uma batida na porta me interrompeu.

–– Entra! –– Eu quase gritei. Eu não tinha mania de perguntar quem era, pois sabia quem seria, e nesse caso era minha mãe, ou Chris ou a Bianca.

–– Amiga, cheguei. –– Ela disse entrando. Eu sorri.

–– Me ajuda a arrumar meu cabelo? –– Perguntei.

–– Claro! Serviços Bianca vão começar. –– Ela disse me fazendo rir.

Bi não demorou nem uma hora para fazer meu cabelo e minha maquiagem. Ela tinha feito uns cachos soltos com uma pequena trança rodeando minha cabeça, é na maquiagem dessa vez ela havia pegado leve, graças a Deus. Em seguida, eu comecei a me trocar e quando estava pondo o salto mais uma batida na porta me fez parar o que eu estava fazendo. Bianca foi abrir a porta para mim. Chris.

–– Estou atrapalhando alguma coisa? –– Ele pergunta.

–– Não. –– Eu e Bianca respondemos juntas. Ele olhou para ela e sorriu.

–– Lembro-me de você... –– Ele disse analisando ela. –– Você era aquela garota que era apaixonada por mim, não é? –– Chris pergunta.

Era verdade, Bianca era completamente apaixonada por Chris. Sempre foi e sempre vai ser eu sabia, ela só se negava a admitir isso em voz alta.

–– Eu era uma criança. –– Ela respondeu ríspida.

–– Certo... –– Chris riu de novo.

–– Aliás, o tempo não te fez bem. –– Ela disse e ele apenas sorriu. –– Vou deixar vocês a sós. –– Bianca disse se retirando.

Chris veio até mim, se ajoelhou e me colocou meus saltos em meus pés. Pela primeira vez ele estava fazendo isso, e, também, pela primeira vez eu estava o vendo usar um Smoking; não era um terno, era um Smoking mesmo e isso me deixava mais feliz ainda. Chris se levantou e pegou minhas mãos.

–– Sabe por que eu voltei? –– Ele perguntou. Eu sorrir.

–– Acho que foi para o meu aniversário, ou eu estou errada? –– Eu pergunto sorrindo.

–– Essa é uma das razões. –– Ele diz.

–– E têm quantas? –– Pergunto.

–– Mais duas. –– Chris respondeu-me brevemente.

–– E quais são as duas últimas? –– Eu pergunto.

–– A segunda é por que eu queria te entregar seu presente de aniversário pessoalmente, por que não teria o mesmo efeito eu te mandar por correio. –– Ele disse colocando a mão no bolso. Eu abri um grande sorriso. Era um colar de ouro branco com um pequeno diamante como pingente. Ele era maravilhoso. Era lindo. Perfeito. Eu sorrir ainda mais. Chris se caminhou até atrás de mim e afastou meu cabelo para apenas um lado com muito carinho. Ele esticou o colar pra a frente para poder colocá-lo em mim.

–– Chris é lindo... –– Eu disse assim que senti o colar tocar minha pele. Eu toquei no pequeno diamante. –– Obrigado. Eu amei. Ele é perfeito. –– Eu disse me virando para ele.

–– A terceira razão é que... –– Ele começou a falar. Eu me virei para ele e encarei seus olhos. –– Eu quero que você venha morar comigo, Leslie. Quero que você vá comigo para Ottawa. –– Chris disse calmamente.

Meu sorriso desapareceu. Eu estava encarando meu irmão sem entender absolutamente nada. O que ele estava querendo dizer com ‘’eu quero que você venha morar comigo’’? Era inacreditável. Eu o abracei e deixei uma lágrima cair.

–– Sim... –– Eu respondi. –– Eu quero muito ir morar com você.

 Eu disse alegremente. Era verdade, eu queria mesmo. Eu não estava mais agüentando as coisas aqui, e meu irmão voltou para me buscar como havia prometido. Chris havia me levado até a cama e pediu para eu me sentar, e assim eu fiz. Meu irmão estava bem a minha frente, com as mãos coladas nas minhas.

–– Você está fazendo dezoito anos hoje, Leslie. Eu prometi para você há quatro anos que eu voltaria para te buscar, e aqui estou eu. Eles não sabem da verdade, mas espero que um dia eles descubram. Eu e você sabemos o que aconteceu e por mais que ninguém acredite em nós, a gente não ficará mais longe um do outro. Eu prometo.

–– Tudo bem, eu confio em você. –– Eu disse sorrindo.

–– Quando voltarmos do jantar, você deve começar a arrumar suas coisas. Pede ajudar para sua amiga, que por sinal está escutando atrás da porta –– Chris disse me fazendo olhar para assombra de Bianca atrás da porta. Eu soltei uma gargalhada fraquinha. –– E então, quando for à noite de amanhã a gente já estaremos em um avião para bem longe daqui. –– Ele disse.

–– Está bem. –– Eu disse feliz.

–– Leslie? –– Chris sussurrou.

–– Sim? –– Eu estava tão contente que não conseguia tirar o meu sorriso do rosto.

–– Eu não podia voltar antes... Eles não deixariam você ir comigo, mas agora eles não mandam mais em você. Perdoe-me pela demora. –– Meu irmão pediu tentando evitar chorar. Eu o abracei.

–– Chris, você está aqui agora, e veio para me levar embora... Eu te amo muito! –– Eu disse sincera.

–– Vamos, Leslie... Eles devem estar esperando. –– Chris sussurrou em meu ouvido.

Ele ainda não conseguia receber carinho por mais de quinze segundos sem ficar na retaguarda, isso era até engraçado. Nós nos levantamos e caminhamos até a porta calmamente. Chris abriu a porta e Bianca quase caiu de cara no chão.

–– Eu vim pegar meu celular. –– Ela disse. Bianca estava vermelha. Chris me olhou e revirou os olhos. 

Eu ri da minha amiga e cruzei meu braço no dela. Nós descemos as escadas, encontrando minha mãe, meu pai e James. Chris trocou olhares com eles e me puxou pelo braço para mais perto de si.

 

–– Parabéns. –– Meu pai disse secamente para mim me entregando uma caixa embrulhada com um lado delicadamente. O que ele estava fazendo aqui? Não era no restaurante que nós íamos nos encontrar?

Nós nos sentamos nos sofás enquanto eu coloquei a caixa sobre minha coxa. Eu desmanchei o laço perfeito e tirei a parte de cima da caixa. Lá estava um vestido vermelho, longo e tomara que caia. O vestido era muito sexy e atraente. Eu sorrir e agradeci meu pai.

–– Obrigado pai, eu adorei. –– Eu disse. Olhei Chris que estava encarando James. O clima ficou tenso.

–– O vestido é lindo, senhor Beadles. Você tem um bom gosto. –– Bi disse tentando acabar com o mau clima.

–– Aqui está o meu. –– James disse erguendo uma pequena sacola para mim.

Eu a peguei com presa e dentro eu vi uma caixa aveludada. Eu a abri e dentro avistei um colar e um par de brincos de esmeraldas. Chris torceu o nariz. Bianca abriu a boca.

–– Cacete amiga! –– Ela disse sem pensar e todos a olharam. Eu segurei o riso. Ela ficou vermelha imediatamente e Chris riu baixinho.

–– Gostou Leslie? –– James pergunta. Chris o encarou com raiva. –– Eu comprei pensando na cor dos seus olhos. –– Ele completou.

–– O que você disse? –– Chris se levantou. Eu larguei meus presentes no sofá e segurei o braço de meu irmão.

–– Chris, por favor... –– Eu sussurrei.

–– Você ouviu o que ele disse. –– Nosso pai intervém se levantando.

–– O carro já está esperando. –– Minha mãe disse em uma tentativa de evitar uma briga, o que funcionou.

Chris saiu na frente, e eu fui atrás dele é Bianca veio atrás de mim. Dentro do carro, minha família toda estava em silêncio. Chris olhava através da janela. Eu estava com medo disso tudo acabar mal, mas até amanhã de noite eu não deixaria nada acontecer. Assim que chegamos ao restaurante meu pai disse que tinha uma reserva e a moça nos levou até a nossa mesa. Eu me sentei entre Bi e Chris. Minha mãe estava sentada do outro lado da mesa ao lado de seu marido e de seu filho de consideração James. James estava com vinte e cinco anos, ele tinha vinte e um anos quando começou a fazer aquelas coisas.

–– No que anda trabalhando lá em Ottawa, Chris? –– Meu pai pergunta.

–– Na mesma coisa que você. Só que ao contrário, eu não uso terno. –– Meu irmão responde bebendo um gole de sua água. Meu pai o olha com repreensão.

O restante do jantar havia ocorrido assim. Poucas palavras sendo trocadas entre meus familiares. Cada vez que meu irmão ia responder alguma pergunta feita pelo meu pai eu e Bianca o encarávamos como sinal para ele ter calma. No caminho de volta pra casa, nós não falamos mais nada. Quando chegamos à casa dos meus pais, eu estava ansiosa para começar a arrumar minhas coisas, mas eu tinha que ficar junto de Chris para ter certeza de que nem ele e nem James iriam acabar-nos tapas a qualquer hora. Bianca iria dormir comigo, o que me deixava feliz. Eu estava sentada no sofá com meus familiares, tendo uma esperança mínima de que minha mãe havia comprado um bolo simples para mim, mas isso não havia acontecido.

–– Eu vou dormir. –– Minha mãe disse. –– Eu disse que vou dormir. –– Minha mãe disse num tom mais frio, e meu pai se levantou também. –– Boa noite. –– Ela completou sorrindo. Eles dois foram para seu quarto.

–– Eu também vou dormir. –– James disse se levantado. –– Boa Noite.

James se retirou da sala, e então eu vi os ombros de Chris ser aliviados.

–– Filho de uma putona. –– Chris falou.

–– Chris! –– Eu o repreendi.

–– Desculpe-me. Vem, vamos arrumar suas coisas. –– Ele disse.

Nós três subimos para o meu quarto. Chris falou que iria trocar de roupa e que voltaria para poder dormir com a gente. Bianca e eu começamos a arrumar minhas coisas em três malas enormes de rodinhas. Quando Chris chegou, ele estava apenas com uma calça de moletom e com sua mochila preta nas mãos. Quando Bianca o viu, ela deixou o vestido que estava segurando cair no chão. Eu sorrir e fechei a primeira mala. Ela sabia de tudo que havia acontecido, e por isso não estava me ajudando a fazer minhas malas sem me fazer nenhuma pergunta.

–– Mas que diabos são isso? –– Christian perguntou.

–– Minhas malas. –– Eu respondi.

–– Ela vai junto? –– Chris pergunta se referindo a Bianca.

–– Infelizmente não. –– Respondo sincera.

–– E pra quê tanta roupa? –– Ele pergunta.

–– Homens. –– Eu e Bianca dissemos ao mesmo tempo enquanto continuávamos a fazer o que estávamos fazendo.

Cris pegou o colchão de sua cama e havia o colocado no chão do meu quarto para poder dormir com a gente. Isso tudo era precaução, eu o compreendia. Ele só tinha medo que aquelas coisas se repetissem de novo. Depois de acabar de arrumar minhas coisas e eu Bianca fomos nos deitar. De manhã eu acordei com Chris me chacoalhando.

–– Vamos, já são 17h00m. Nosso vôo sai às sete. –– Ele disse. Eu concordei e me levantei. Eu e Bianca tínhamos ido dormir as 04hrs e estávamos mortas.

–– Vou tomar banho. –– Eu disse me levantando com preguiça.

–– Ah, Leslie –– Chris sussurrou me fazendo o olhar rapidamente. –– Sua amiga tem um rabão, hein. –– Ele completou olhando para a bunda descoberta de Bianca.

–– Chris vaza daqui! –– Eu disse tacando uma almofada nele.

Eu cobri a bunda de Bianca assim que meu irmão saiu do meu quarto. O colchão já não estava mais no chão, indicando que meu irmão realmente tinha acordado cedo. Eu olhei as minhas malas bem no canto do meu quarto. Eu caminhei até o banheiro e fiz o que meu irmão mandou. Eu lavei meu cabelo, e aproveitei para depilar as pernas. Depois, eu vesti o roupão e amarrei uma toalha na cabeça. Caminhei até meu closet totalmente vazio e peguei a única roupa que tinha lá. Eu tinha a separado ontem à noite. A calça jeans escura ficava apertada em toda minha perna, marcando muito bem as minhas curvas. Assim que vesti a calça não demorou muito para em seguida eu vestir a blusa curta de alcinhas que tinha uma estampa amarronzada e uma jaqueta jeans clara com algumas partes rasgadas. Em amava aquela jaqueta jeans. Bianca tinha comprado ela para mim, e até hoje eu era muito grata. Calcei meus All Stars brancos é depois coloquei meu colar, que eu havia o comprado na praia no mês passado, e o colar que meu irmão havia me dado ontem.

–– Bom dia. –– Bi disse se levantando.

–– Bom dia, rabuda. –– Eu disse rindo.

–– O quê? –– Bianca perguntou sem entender nada.

–– Meu irmão disse que você é uma rabuda. –– Eu disse e ela começou a rir.

Eu esperei Bianca se trocar para a gente poder descer. Era domingo, o único dia da semana que meu pai e nem James ficava fora de casa. Quando aparecemos, eles estavam jantando, todos na mesa. ‘’Vendo assim, até parece que se amam’’ Bianca sussurrou para mim, me fazendo rir. Nós nos sentamos à mesa e nos servimos. Minha mãe me encarou.

–– Vocês vão sair? –– Ela perguntou olhando Chris.

–– Leslie vai comigo para Ottawa. –– Meu irmão respondeu simplesmente, como se fosse algo normal eu deixar todo o restante da minha família aqui em Seattle e ir para Ottawa com ele. Todos param o que estavam fazendo e me encarou, até mesmo Maria, que era governante da casa.

–– Como é? –– Minha mãe pergunta assustada.

–– Eu não gaguejei. Ela vai embora comigo. –– Chris repetiu. Meu pai riu é depois deu um gole em seu vinho. Caramba era minha vez de falar alguma coisa? Defini que sim assim que Bi me cotovelou fracamente.

–– Já sou maior de idade, e eu posso tomar minhas decisões sozinhas agora. –– Eu disse tentando soar despreocupada, mas não era assim que eu estava por dentro. Meu pai me encarou.

–– Então quer dizer que esse bastardo volta por um dia e quer te levar embora, e você simplesmente pretendia ir sem nos avisar? –– Ele perguntando.

Eu podia sentir o tom frio na voz dele. Meu pai estava se controlando para não gritar, e era isso que mais me assustada. Eu olhei Chris e voltei a olhar meu pai.

–– Mesmo você sendo maior de idade, você precisa de permissão dele. ––James intervém.

–– Isso não tem nada haver com você! –– Chris disse de volta para James.

–– Minhas malas já estão prontas. –– Eu avisei.

–– Então as desfaças. –– Minha mãe mandou.

–– Mãe, eu já tomei minha decisão. Eu vou embora com Chris. –– Eu disse.

Meu pai se levantou batendo com as suas duas mãos nas mesas.

–– Vá para o quarto Leslie! Eu estou mandando. –– Meu pai gritou tão alto que Maria deixou a bacia de vidro cair no chão e toda a salada havia sido espalhada pelo piso.

Eu e Bianca nos levantamos e fomos ajudá-la. Nós tínhamos um amor imenso por Maria, pois ela cuidava da gente desde pequenas. Chris se levantou e ficou frente a frente com nosso pai, e os dois ficaram separados apenas pela mesa. Eu me ajoelhei junto com Bianca e comecei a ajudar Maria a catar os pedaços de vidro. Eu senti a forte e pesada mão em meu braço, me puxando para cima.

–– Eu mandei você ir para o quarto! –– A voz do meu pai estava áspera.

–– Solta ela! –– Eu ouvi a voz do meu irmão. Chris veio até eu e o nosso pai.

 Ele o empurrou para longe de mim tão rapidamente que eu me questionei de onde havia vindo tanta força. Meu pai havia batido na pequena mesinha que sempre esteve encostada na parede e caiu com ela no chão, espalhando todos os porta-retratos pelo piso. Minha mãe estava no telefone, mas eu não sabia com quem e desejava que não fosse à polícia. James correu para cima de Chris o derrubando no chão. Eu segurei meu pai, que estava prestes a ir ajudar James a bater no meu irmão.

–– Bianca! –– Eu gritei.

Minha amiga se levantou do chão e foi ajudar meu irmão. Minha mãe largou o telefone e veio segurar meu pai. Eu corri e tentei ajudar Bianca a puxar James de cima de Chris, mas nós não conseguimos. Chris pegou James pelo pescoço e o jogou para o chão. Eu fiquei assustada com aquilo, e pelo visto Bianca também. Eu vi meu irmão bater a cabeça de James com toda a raiva guardada dentro de si no piso da casa, onde ele já havia vivido, três vezes seguidas até James apagar, o que me assustou completamente. 

–– Vai pegar suas coisas e me espere na rua. –– Meu irmão gritou. Ele olhou para mim e para Bianca. –– Vão! –– Sua voz saiu mais alta do que antes.

Nós duas nos levantamos e fomos correndo para o andar de cima. Eu pedi para Bianca pegar uma das malas de rodinhas e pegar minha mochila que estava ao lado da minha cama. Eu coloquei a mochila de Chris nas minhas costas e então peguei as outras duas malas de rodinhas. Bianca me ajudou a descer as escadas. Nós passamos pela porta e corremos para a rua. Tinha alguns vizinhos do lado de fora de suas casas tentando ver o que estava acontecendo. Quando um táxi passou pela rua, eu me joguei em sua frente e pedi para que ele parasse. O motorista colocou minhas malas no seu porta-malas e esperou comigo o meu irmão. Eu estava tão nervosa que estava tremendo.

–– Chris! –– Eu gritei assim que ele saiu da casa dos meus pais. Ele estava com o canto da boca sangrando e ao ver o sangue um calafrio correu pelo meu corpo. Ele olhou para o táxi e logo me olhou.

–– Vamos. ––Foi tudo que ele disse. Ele estava bravo, muito bravo.

–– Leslie... –– Bianca sussurrou. Ela estava tão apavorada quanto eu, isso era visível. Mas, a minha maior preocupação era como eu conseguiria viver longe dela...

–– Amiga eu te ligo. –– Eu disse a abraçando-a.

–– Está bem. –– Bi disse retribuindo o abraço.

Eu entrei no carro junto com Chris. A casa de Bianca ficava de frente para a minha, e nós éramos amigas desde os sete anos de idade. Éramos como irmãs e agora estávamos nos separando pela primeira vez em nossas vidas. Era doloroso. Não que ela fosse minha única amiga, mas era a mais importante delas e eu sentiria muita falta.


Notas Finais


Não sei se posto o restante, depende de vcs... Então decidam babys! ♥♥


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