História (In)tocável. - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO, Red Velvet
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Sehun, Seulgi
Tags Baekhyun, Chanyeol, Exovelvet, Red Velvet, Sehun, Seugyeol, Seulgi
Visualizações 192
Palavras 4.030
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OI GENTE <3
TÁ CEDO NÉ? SKAKSKDKASDKSADKA
Olha, esse capítulo TEM MUITA HISTÓRIA. Sério, eu tentei organizar ele da melhor forma possível pra vocês, então por favor, leiam com MUITA, mas muita atenção mesmo.
Aqui é o Flashback da vida do Sehun, mas conta um pouco mais da Yura do que dele, tá bom? Agora sim as coisas estão ficando mais claras na história, por favor, não odeiem ele, sério, ele é um amor <3

Capítulo 9 - Chapter Eight.


Fanfic / Fanfiction (In)tocável. - Capítulo 9 - Chapter Eight.

Intocável

Capítulo Oito.

 

 

Essas pequenas penas viraram asas. 

Porque eu era cheio de esperança que aquelas asas iriam 

permitir que eu voasse.

 

 

A pele branca e exposta estava brilhante diante do sol que entrava pela janela, os fios negros que batiam na cintura, estavam bagunçados e rebeldes por causa da noite passada, estava meio grogue quando decidiu se levantar, olhou em volta e não conhecia o lugar, demorou alguns segundos e a ficha caiu. Park havia transado com Chanyeol. O quarto em que estava era dele e o pior, ele não estava ali. 

– Droga... – Murmurou. 

Não adiantava tentar escapar do destino, era óbvio que aquilo iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Todas as vezes que se encontrava perto dele, seu coração só faltava pular do peito, mas e se algum vampiro descobrisse? E se o Sehun descobrisse? Sehun era o de menos agora, pensou. 

Chanyeol não estava no quarto e um cheiro muito agradável de café estava invadindo o quarto, levantou ainda meio grogue pelo sono e vestiu as roupas, sua memória ainda estava fresca com as cenas de Chanyeol a estocando. Por um momento suas bochechas ficaram vermelhas, Park estava se achando patética de mais por estar assim, era só um homem, era apenas o Yeol. 

– Maldito humano... 

Ela não podia aparecer na cozinha do nada, mesmo que suas memórias ainda não estivessem totalmente cem por cento de quem era, ainda se lembrava do irmão estúpido de Chanyeol, sabia que o maior reconheceria ela a quilômetros, era perigoso e arriscado de mais aparecer assim, apenas decidiu pular a janela do quarto dele e ir embora, voltaria mais tarde para lhe perguntar o que ela era afinal. 

 

♠♦♣♥

 

Aqueles olhos azuis já estavam cansados daqueles papeis, suspirou e pendeu a cabeça para trás, passou a mão nos cabelos negros e fitou o teto por um segundo. Desde que seus pais morreram, a vida não tinha colaborado para o lado dele, tinha que cuidar de si e ainda por cima de um bando de vampiros rebeldes e mal criados. 

Voltou a encarar aqueles papeis na mesa novamente, mesmo que não quisesse, seus olhos olharam para aquele quadro do lado da tela do computador. A garota estava sorridente e seus cabelos ainda eram castanhos, o garoto ao seu lado também sorria, eles estavam felizes. Eles eram felizes. 

– Pena que o tempo não volta, não é? – Se perguntou pegando o quadro em mãos. 

Seu polegar alisava o rosto da garota através do vidro, sorriu como se lembrasse de algo e colocou o quadro no lugar. Era óbvia a falta que ela fazia, todos os dias eram apenas os dois, apenas Oh Sehun e Park Yura, a menina sorria tão docemente na foto que Sehun mal se lembrava da última vez que viu aquele sorriso. 

Se levantou daquela cadeira de couro marrom e foi até a janela, as árvores já estavam laranjas e fazia um pouco de frio, olhou o sol querendo aparecer e as nuvens o tampando, encostou numa pequena mesa ali ao lado e por alguns segundos ficou encarando o céu, as lembranças já começavam a invadir a sua mente e tudo o que fez ali foi apenas se recordar de tudo. 

 

Flashback Sehun on.

 

Ainda chovia e o carro balançava bastante por conta da estrada, seus pais sussurravam palavras um para o outro, ele sabia que fugir de um País para o outro seria difícil, mas aceitou mesmo não querendo ir embora. Já tinha amigos e sabia controlar bem seus poderes, mesmo sendo de uma família classe alta, se considerava normal e mais "humano" que todos a sua volta. 

O motivo pelo qual sua família estava fugindo era sempre o mesmo, caçadores. Sehun odiava todo e qualquer tipo de caçador, não importava se ele fosse bom ou ruim, o ódio que sentia por eles era enorme. Eles estavam no mundo com apenas um propósito: Matar os vampiros. Tudo bem que, Sehun também estava ali pra apenas um motivo, mesmo que fosse banal, ele os odiava e ponto, raça imunda de humanos que mataram a sua querida irmã Oh Joo Hyun. 

Apenas de lembrar como aqueles oceanos que eram os olhos dela o olhavam e pediam por ajuda, sua pele arrepiava toda e a vontade de chorar aumentava. Por mais que Sehun odiasse sentir o que sentia, ele ainda sim se achava mais humano que os caçadores. 

– Chegamos. – Ouviu a voz de seu pai e a porta do carro bater. 

O lugar aonde estavam era cheio de árvores, a estrada lamacenta sujava um pouco dos sapatos dele, ao menos a chuva havia parado assim que chegaram naquela casa misteriosa. Os olhos azuis percorriam todo o lugar admirados, era sombrio e combinava com aquela atmosfera de chuva, mas o cheiro humano que exalava de lá era alto, humanos viviam ali, mais precisamente, caçadores. 

– Sehun, querido, por favor se controle. Eles estão apenas nos ajudando, uh?. – Sua mãe disse calmamente enquanto ajeitava os cabelos do filho.

– Certo. 

Seu pai deu algumas batidas na porta e era notável o nervosismo que o homem estava, afinal das contas eles iriam fechar um contrato com caçadores. Foi difícil encontrar alguém que traísse o próprio Clã, a própria família, mas acharam alguém que pudessem os ajudar. A família Park apenas aceitou o acordo por que havia muito dinheiro envolvido nisso, e que mal teria em ajudar alguns vampiros, certo? 

Os humanos eram fascinantes aos olhos de Sehun, era apenas oferecer um pouco de dinheiro, e estava tudo certo para eles. Assim que um homem barbado e de cabelos loiros atendeu a porta, seu pai abriu um breve sorriso e eles apertaram as mãos, aquele era provavelmente o homem que seu pai tanto lhe disse. 

Um sorriso amarelo foi direcionado para ele, sentiu sua pele se arrepiar e sorriu em resposta ao homem, sua mãe pegou em sua mão e assim entraram naquela casa misteriosa. Por que pessoas que iriam lhes ajudar a entrar na sociedade, moravam tão isolados? Aquilo era suspeito e muito estranho, por mais que não seja uma família normal, ainda sim era estranho. 

– Querido, por que não vai conhecer a casa enquanto isso, uh? – Sua mãe sussurrou e soltou sua mão. 

Quanto mais rápido Sehun fizesse o que seus pais pedisse, mais rápido sairia daquele lugar que lhe dava arrepios. Andou por alguns cômodos e a atmosfera não era tão sombria assim, a casa era bem alegre e decorada com vários quadros da família Park, subiu algumas escadas e mais quadros pendurados na parede branca e azul. 

Havia um banheiro no fim do corredor e dois quartos, abriu a porta de um deles e encontrou uma cama de casal, provavelmente era do Sr&Sra Park, mas então de quem era o outro quarto? Curioso, o pequeno Sehun foi até a outra porta, girou a maçaneta e deixou que a porta abrisse sozinha, rangendo um pouco ela abriu e revelou um pequeno corpo. 

Pequena e delicada, era assim que Sehun descreveria aquela pequena humana. Seus cabelos eram um pouco abaixo dos ombros e bem castanhos, os olhos eram castanhos quase mel e havia uma pequena pelúcia com ela. Sehun ficou paralisado por alguns minutos, seu coração batia forte e a sua respiração estava começando a ficar elevada, ele havia gostado dela, e muito. A garota estava confusa, quem era aquele garoto invadindo seu espaço? 

Os olhos azuis percorreram todo o corpo dela, era bem atrativo e já podia sentir o gosto do sangue dela, assim que pararam no pescoço, desviou e preferiu sair dali antes que fizesse alguma besteira. Sehun sabia controlar bem seus poderes, mas por que não conseguia perto daquela garota? Era apenas uma humana normal, mesmo assim ela conseguiu deixar sua respiração elevada e o coração mais vivo ainda. Tinha que se controlar, não queria machuca-lá, seus caninos já estavam virando presas e suas unhas estavam um pouco maiores. 

Assim que saiu pro lado de fora da casa, só tinha um jeito de parar aquilo, se machucando, as unhas já machucavam a pele fina de seu pescoço, o sangue começou a escorrer e a sujar seu corpo. Sehun não sentia dor, mas era melhor fazer aquilo consigo mesmo do que com aquela pequena garota, era tão delicada e linda que ele não queria de jeito algum, feri-lá. 

Aqueles olhos castanhos estavam o encarando de novo, estavam assustados com o que estava a sua frente, mas não recuavam de jeito algum, viu o corpo dela começar a tremer, estava tão indefesa e era uma presa fácil, mas Sehun não avançaria, jamais faria aquilo. Ela se aproximou do corpo dele e fez algo que ele não esperava, tocou o sangue que saia do pescoço dele, ela não tinha medo algum daquilo. 

Ela estava sorrindo e olhando bem no fundo dos olhos dele, isso estava deixando Sehun mais confuso ainda, por que aquela garotinha não tinha medo do monstro que estava na sua frente? Ao contrário daquilo, ela sorria e olhava admirada pro sangue que saía dele, tocou mais algumas vezes no pescoço dele e antes de colocar o dedo na boca, sorriu e olhou para aqueles oceanos de novo. 

– O que você é? – Perguntou olhando o sangue, ela já sabia a resposta. 

Sehun segurou o sorriso que queria dar, ela era perfeita, mas ele ainda era o Sehun. – Um monstro. – Disse ríspido e desviou o olhar. 

Colocou o indicador na boca e sorriu ao sentir o gosto do sangue daquele garoto estranho, ela sabia muito bem o que ele era, preferia ouvir da boca dele do que de seus pensamentos. Ele a olhava com um misto de confusão e desejo, Park não era tola e sabia que ele fazia aquilo para conter seus desejos, nunca esteve tão perto de um vampiro, e quando finalmente conheceu um, não podia deixar de saber como era o gosto do sangue dele. Era frio e doce, assim como aqueles olhos. 

 

♠♦♣♥

 

Depois daquele dia, Sehun e Yura viraram mais do que amigos, não desgrudavam nem por um segundo e estavam sempre na casa da menina. Mesmo que ele não morasse muito longe dali, eram vizinhos praticamente, e ainda assim estavam todo o tempo juntos, suas famílias se ajudavam e algumas outras pessoas até acreditavam que os pais de Sehun eram realmente caçadores prodígios, assim como os pais dela. 

Tudo ia bem e conforme Sehun passava mais tempo ao lado da garota, seu coração parecia estar mais vivo do que quando morava na França. Até tinha deixado aquele lado frio de lado e mudado um pouquinho por ela, suas bochechas viviam vermelhas quando ele olhava aquele sorriso sair dos lábios rosados dela. Naquele dia, eles estavam no quarto dela tirando algumas fotos com uma máquina velha, se aproximou mais do rosto dela e sorriu, a garota também havia sorrido e isso fazia com que os olhinhos dela quase fechassem, apertou o botão e a foto havia sido tirada. 

Assim que a máquina imprimiu a foto, Sehun não pode deixar de sorrir mais ainda, os dois estavam felizes ali, era um momento só deles e nada poderia dar errado. Meses havia passado desde aquele dia estranho que teve com ela, a garota era fascinada por essas coisas sombrias e esse mundo louco no qual o garoto vivia, confessou a ele que odiava ser uma caçadora, não enxergava os vampiros com olhos ruins, e depois que conheceu Sehun, lhe disse que nunca mudaria de opinião, pois ele era bom aos olhos dela. 

– Eu preciso ir, volto a noite, ok?

– Tudo bem, te vejo a noite então. 

Sorriu pra ela e pulou a janela de seu quarto seguindo adiante, todas as vezes que estava com ela, seu coração batia tão forte e ele suava tanto nas mãos que chegava a ficar nervoso de mais, já pensou tantas vezes em confessar seu amor por ela, mas sempre que ia fazer isso, encontrava ela com um outro garoto um pouco mais alto que ele e de cabelos castanhos, Sehun sabia que ele também era caçador, mas não sabia que era ele de quem ela gostava. 

Toda vez que as palavras dela sobre fugir com aquele garoto lhe viam na cabeça, seu coração falhava um pouco. Só de pensar em ficar longe da Yura, ele sentia que podia morrer a qualquer momento, assim que voltou pra casa, esperou a noite chegar e assim poderia voltar para a casa dela. Os olhos da cor marrom quase mel, deixavam ele nervoso de mais, ansioso e tremendo, ele tinha que fazer algo para ela ficar, então naquela noite ele iria confessar seu amor por ela, iria dizer tudo o que sentia e que ela fazia o coração antes morto dele, bater.

Entrou sorrateiramente pela janela do quarto dela e ali observou ela dormir tranquilamente, a expressão dela era tão calma que o coração dele batia conforme ela respirava, calmo e singelo. Yura abriu os olhos lentamente e sentou na cama, ainda não havia percebido que Sehun estava ali, suspirou e levantou indo até a janela, estava a procura da lua, gostava de admirar a beleza da grande bola branca. 

– Você não cansa de admirar, não é? – O garoto disse surgindo atrás dela lhe dando um susto. 

– DEUS, SEHUN! Não faça isso... – Colocou a mão no peito e sorriu sentindo seu coração acelerar.  

Sehun estava tão distraído com as risadas que eles davam e os sorrisos que ela lançava para ele, quando decidiu por fim tomar coragem e contar tudo para ela o que estava guardado em seu coração, sentiu uma presença estranha na casa dela, ele não conhecia a pessoa que estava ali. Sabia que os pais dela estavam dormindo, então quem poderia ser aquela pessoa? 

Pegou Yura no colo e saiu com ela pela janela quando sentiu um cheiro estranho de gasolina, a garota dava leves tapinhas em seu peito e ria feito criança, não podia contar pra ela o que estava acontecendo ali, não até ter certeza de que estaria segura, apertou mais a cintura dela e ficou observando a casa por um tempo.

– O que foi Sehun? – Perguntou saindo do colo dele e segurando a mão do mais velho.

– Fica quietinha um pouco. – Falou baixo e apertou a mão dela. 

Tinha algo errado ali, de quem era aquela presença sombria que ele estava sentindo? Não poderia ser aquele garoto que ela se encontrava escondida dele, havia uma presença boa vindo do menino, mas a pessoa que estava ali, era má. Em alguns segundos, a casa estava pegando fogo, Yura apertou a mão de Sehun mais forte e a única coisa que ele ouvia era o som das chamas. Ouviu passos se aproximando e escondeu Yura atrás de si, um garoto de cabelos castanhos saiu dali e ainda não tinha o visto.

– Droga... – Ele sussurrou ainda de costas para Sehun. – Onde ela poderia estar? 

– O que faz aqui, humano? – Sehun disse aparecendo atrás dele com Yura se escondendo atrás de si. 

– Então ela está com você... – Sorriu. – Mais fácil ainda. – Disse tirando uma arma do bolso. 

Sehun afastou Yura um pouco de si e se preparou para a luta, aquele garoto estranho era um caçador, a arma que ele possuía em mãos, tinha o nome Park Yifan gravado nas laterais. O choro de Yura ficava mais alto e ele podia sentir os olhos dela em si, mas não poderia fazer nada, mesmo que ela pedisse por ajuda, ele precisava primeiro matar a pessoa que matou os pais dela. 

Assim que ela correu pra dentro da casa, o garoto havia se distraído e aquela era a chance perfeita para Sehun, ele avançou mirando suas garras no pescoço mas falhou, o garoto havia desviado e assim que a camisa dele levantou, Sehun pegou a faca que estava escondida e acertou as costas dele. Havia sido tudo rápido de mais, assim que rasgou as costas dele, soltou a faca e entrou na casa em busca da garota.

Ela era teimosa de mais e nunca escutaria Sehun, mesmo que ele falasse mil vezes para ela não entrar ali, ela entraria, e aquele Yifan só estragou tudo, pulou logo para o segundo andar e não conseguia encontrar a garota, a fumaça estava atrapalhando sua respiração e as chamas se estendiam mais ainda. 

– YURA! – Gritou mas não obteve resposta.

Avançou mais um pouco e antes que algumas madeiras caíssem no corpo dela, ele entrou na frente e os pedaços velhos caíram na suas costas, pegou o corpo dela o mais rápido que pode e meio atrapalhado saiu dali. Colocou o corpo dela no chão e olhou na direção do garoto chamado Yifan, ele estava sem camisa e Sehun pode ver o sangue que tinha no chão, direcionou o olhar para o rosto queimando em raiva do garoto, e finalmente ele saiu dali, não acabaria ali, Sehun o mataria assim que descobrisse quem ele era. 

– Yura! Yura acorda por favor! – Deu uns tapinhas no rosto dela. – Não me abandona Yura, por favor... 

As lágrimas caíam de seus olhos e molhavam o rosto da garota, aos poucos o coração dela ia parando de bater, Sehun sentia seu peito explodir, seu coração estava batendo lento de mais e logo ela morreria. Já podia ouvir o barulho daquela maquina apitando que o coração dela parou de bater, mas era tudo tão rápido e ali na frente dele, não havia máquina nenhuma, era apenas sua mente o alertando que teria que ser rápido ou ela morreria.

– Me desculpe por isso... 

Os caninos agora em forma de presas e as unhas virando garras, o oceano tão intenso e azul, estava agora banhado em sangue, agora eram um mar vermelho, deu um selo demorado nos lábios dela e fechou os olhos vermelhos respirando fundo. Segurou com cuidado o corpo dela e levantou a cabeça apoiando sua mão no pescoço dela, se aproximou de vagar e enfiou suas presas na pele fina do pescoço dela, apertou não muito forte a nuca dela e logo a deixou no chão novamente.

– Por favor... Acorde... 

Nenhuma reação vinha dela, as lágrimas caíam mais e mais, alguns minutos depois ele pode ouvir ela tossindo, um sorriso escapou de seus lábios e ele apenas esperou ela abrir os olhos. Aquele marrom quase mel que Sehun tanto amava, agora era um mar de sangue assim como os olhos dele, Sehun havia transformado Yura, ele havia trazido a luz de volta para ela. Ali na cabeça dela, era tudo diferente, Sehun trouxe a escuridão. 

 

♠♦♣♥

 

Meses se passaram depois daquele ocorrido, a família de Sehun cuidava da garota todos os dias, mas a pequena Park havia se isolado no quarto. Algumas das vezes que ela saía de lá, Sehun pode ver que aquele castanho havia virado duas pequenas esmeraldas, após a transformação, os olhos castanhos haviam virado verdes. Seus pais também não souberam explicar, mas pelo fato do garoto ser um sangue puro, aquilo aconteceu. Não era comum a cor dos olhos mudar depois da transformação, mas Sehun não mudaria nada daquilo. 

– Aonde vai? – Perguntou vendo ela descer as escadas.

– Andar por aí. – Disse sem olhar nos olhos dele e logo, saiu. 

Desde aquele acidente, ela não sorria mais, não ria mais e não falava mais, ele sabia que era difícil para ela, mas mesmo assim, sentia falta do sorriso doce e dos castanhos. Esperou alguns minutos para que pudesse seguir ela e assim fez, estavam no outono e ver aquela pequena garoto em meio a tantas folhas laranjas, era realmente bonito. 

Assim que ela parou de andar, Sehun fez o mesmo, ela se escondeu atrás de uma árvore e ele subiu em alguns galhos. Ficou observando o que tanto ela fazia ali, era aquele mesmo garoto, o mesmo que ela se encontrava quando não estava com ele, por um momento sentiu uma raiva enorme e seu peito queimar em resposta, estava com ciumes. Passou meses cuidando dela e ainda lhe deu a oportunidade de viver de novo, e mesmo assim, ela não correspondia seus sentimentos. 

– Chanyeol... – A garota disse sorrindo. – E-eu quero fugir com você. – Sussurrou. 

Sehun teve que se segurar pra não cair, ouvir aquelas palavras o feriu, o feriu muito. O nome daquele filho da puta era Chanyeol, era ele que estava roubando a sua pequena Yura, assim que se preparou para mata-lo, e mesmo que Yura o odiasse, ele iria fazer isso, desceu da árvore e andou uns passos, mas parou assim que ouviu ele falar.

– Você sabe que não podemos fazer isso... Se o Kris souber que me encontro com você e que pensamos nisso, ele a mataria na minha frente. 

– M-mas você...

– Eu sei que eu coloquei isso na sua cabeça, mas eu mudei de ideia. – Se aproximou do corpo pequeno dela acariciando seus braços. 

– Por que? 

– Por que esse amor é impossível...  

Ele ouvia tudo aquilo de cabeça baixa, assim como para Sehun, para aquele tal de Chanyeol, era impossível também. Não que a raiva tivesse passado, mas saber que ele nunca a teria, era até reconfortante, mas o som das lágrimas dela não era o que ele queria ouvir. Sehun queria ver ela brigar com ele, queria ver ela perder a cabeça, ele queria mesmo era ver ela machucada. 

Yura já havia machucado tanto ele que o que ele mais queria era aquilo, por mais que amasse ela e protegesse de tudo, ele queria ver ela machucada. Saiu dali antes que ela notasse sua presença e voltou para a casa e se trancou no quarto, o que ele tanto almejava agora, era apenas o seu travesseiro e ficar sozinho. 

Ouviu um barulho e virou para o lado da porta, ela estava ali e estava chorando, ver aquela cena não o deixou desconfortável, não o deixou triste e nem com vontade de matar Chanyeol, deixou ele feliz por ver ela na mesma situação que ele. Ela se aproximou da cama dele e deitou ali, o abraçou apertado e molhou um pouco da camisa dele com as lágrimas.

– S-Sehun... E-eu... 

– Shh... Não diga nada. – Acariciou os cabelos dela. 

– Me faça esquecer, por favor... – Pediu de olhos fechados.

– Mas eu...

– Por favor Sehun... 

O que ele lhe diria agora? O que falaria para ela que não tem tais poderes? Apenas assentiu aos poucos e ficou ali fazendo um carinho gostoso nos cabelos dela. Sehun estava se sentindo a pior pessoa do mundo, a pior mesmo, estava desejando que ela sentisse o mesmo, mas ver ela daquele jeito, deixou seu coração mais mole ainda. Ele havia nascido apenas para cuidar da pequena Park, e era isso que faria, mesmo não sendo correspondido. 

 

♠♦♣♥

 

Algumas semanas se passou e ela voltou a se isolar no quarto, todos os dias ele escutava o choro dela, mas não sabia se era por Chanyeol ou pela vida dela ter mudado tão depressa, se levantou do sofá de coro em que estava e foi para a casa de um amigo. Mesmo não querendo fazer aquilo, ele faria apenas para a dor dela ir embora. 

– Posso te pedir um favor? – Disse ao ver o amigo atender a porta.

– Sim, claro, pode falar. – Respondeu dando um breve sorriso e espaço para Sehun entrar. – O que é? 

Fechou os olhos e suspirou, seria difícil fazer aquilo, mas tinha que fazer. – Preciso que apague a memória de alguém. 

 

Flashback Sehun of.

 

A chuva começou a cair e atrapalhou ele a continuar se lembrando, realmente eram boas memórias ao lado dela. Aquilo era sua vida agora, conviver com a dor de ter arrancado a vida dela, mesmo que não pudesse ver aquele sorriso doce mais, não para ele pelo menos, ele estava feliz. 

– Quem eu quero enganar? Eu te odeio... 

Ela havia roubado toda a sua vida, todo o seu tempo e todo o seu coração, graças a isso ele não amava mais a ninguém, ele virou um masoquista por ela. Sehun não odiava Chanyeol, ele odiava aquelas esmeraldas fazerem ele ser o que ele é, um monstro. O plano dele estava indo bem, e se ela continuasse a ser desobediente mais um pouco, ele quebraria o contrato entre vampiros e caçadores, e assim... Sehun mataria Chanyeol. 

 

 

Essas pequenas penas viraram asas. 

Porque eu era cheio de esperança que aquelas asas iriam 

permitir que eu voasse.

Mas as minhas asas ficaram negras,

elas caíram.

E junto com elas, meu amor por você,

também caíu.

 

 


Notas Finais


Indicação.

História baseada em Alice no País das Maravilhas com Jeon Jungkook (Hétero) : https://spiritfanfics.com/historia/atraves-do-espelho-6092104


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