História Intolerantes a Borboletas - Capítulo 12


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Palavras 2.627
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olha só quem voltou!!! Eu fui bem má capítulo anterior, sei disso, mas calma gente tem muita água pra passar debaixo desse rio.

Obrigada por todos os lindos comentários!

Boa leitura!

Capítulo 12 - Alguns dias tenho certeza de que perdi a fé


Fanfic / Fanfiction Intolerantes a Borboletas - Capítulo 12 - Alguns dias tenho certeza de que perdi a fé

 

Desmorono, lágrimas caem no chão

Digo a mim mesma: Faça, nada pode ser encontrado

Quando se é uma lutadora

Você é um lutadora

Você é um lutadora, continue lutando, querido

 

Alguns dias tenho certeza que perdi a fé

Alguns dias não consigo encontrar minha fé

Mas eu continuo lutando

Eu continuo lutando

Eu continuo lutando, querido, querido

 

E sou uma guerreira ferida

E agora que o inimigo está próximo e dentro de mim

E sou uma guerreira ferida

Procurando alguém para me deixar entrar( Black and Blue - Sia)

 


                                                                                                          Nina Dobrev

— Que história é essa de ter pedido transferência do hospital? - Era uma pergunta, mas pra mim soava mais como uma acusação. Jeito nada agradável de se acordar afinal.

— Pho, vai dormir, por favor! - Resmunguei puxando o travesseiro para cima e cobrindo meu rosto com ele.

— Geralmente quem foge das coisas sou eu. - Ela se deitou na cama e puxou o travesseiro, jogando-o longe. — Fala logo.

— Fala sério Pho! - Bufei começando a me irritar com tal insistência. — Aquele travesseiro estava limpinho. - Reclamei.

— Eu lavo chata! - Minha irmã continuava de braços cruzados e cara emburrada enquanto me encarava, para resumo da ópera eu não teria paz tão cedo se dependesse dela.

— Estava me sentindo sufocada, então resolvi buscar novos ares. - Respondi por fim, não era totalmente verdade, mas também não chegava a ser mentira.

— Sério? - Ela bateu a ponta dos dedos em seu queixo, sinal de que estava sendo irônica. — Então deve ter sido por isso que o Ian surtou ontem. - Deu um sorriso e se levantou.

— Espera!- Ergui o corpo e puxei seu pulso antes que ela tirasse o corpo todo da cama. — Do que você tá falando? 

— Vocês se beijaram! - Falou animada com a minha reação. — O surto dele e sua saída do hospital, tudo se encaixa.

— Phoebe Holmes da pra calar essa boca, não é nada disso... - Desviei meu olhar dela, detestava a forma como essa garota conseguia tudo de mim. — As coisas não estão interligadas...

— Pode até não estarem interligadas, mas o beijo aconteceu - Mordeu o lábio inferior sapeca enquanto falava.

— A gente se beijou Pho, só isso. - Dei de ombros e me levantei pegando minha toalha que estava pendurada na porta do guarda roupa.

— Só isso? - Ela foi me seguindo até o banheiro.

— Você não tem aula agora? - Mudei de assunto tirando a camisola.

— Tenho, o Paul vem me buscar daqui a pouco... - Falou rápido irritada pela minha motivação em fugir de suas perguntas. — Mas não é só isso Nina!  Você não beija ninguém desde o Austin! 

— Beijo é só beijo Pho. - Entrei debaixo do chuveiro e minha irmã se sentou na privada olhando diretamente pra mim. — Da pra parar de me olhar? 

— Da pra parar de fugir? - Fez bico. — Você gosta dele? 

— Não Pho, eu não gosto. - Tentei ser o mais firme possível.

— Você é uma ridícula Nina Dobrev! - Bufou se levantando e parando em frente ao espelho. — Está na cara que você gosta dele, e olha que o cego da história é ele. - Riu.

— Phoebe, que maldade. - Não consegui conter a risada.

— Ele admitiu que gosta de você... - Falou com uma falsa voz despretensiosa, desliguei o chuveiro e tive que me segurar ao máximo para não deixar transparecer o quanto aquelas palavras me afetaram.

— Pro-blema... dele. - Gaguejei e quis me matar por isso.

— Lembro que você gaguejou do mesmo jeito quando admitiu que gostava do Austin... Eu achei super romântico e agora mais do que nunca eu estou feliz por te ouvir. - Sorriu.

— São coisas completamente diferentes Pho. - Neguei pegando minha camisa e calça que havia deixado separada previamente sobre a bancada do banheiro.

— Eu sei que é diferente, Austin foi o primeiro a despertar o amor... E o Ian é aquele responsável por resgatar esse sentimento. - Ela me empurrou para o lado e pegou dentro da minha gaveta um conjunto de calcinha e sutiã vermelhos. — Use este, vai que o Ian aparece no Children's National Medical Center. - Sorriu orgulhosa.

— Como descobriu? - Fiquei decepcionada, agora certamente Ian descobriria meu paradeiro.

— Candice me contou, e fique tranquila, eu não contei ao Ian. - Me abraçou quando eu já estava devidamente vestida.

— Obrigada Pho. - Retribui o abraço apertado. — Desculpe ter estado tão ausente, está tudo uma bagunça.

— Sei disso maninha. - Acariciou meus braços. — Só quero que você seja feliz Nina.

— Eu sou feliz. - Beijei seus cabelos. — Você e o Paul são um lindo casal. - Falei e ela assentiu abrindo um sorriso tão lindo que eu quis fotografar.

— Estou nas nuvens. - Admitiu num suspiro.

— O amor faz isso com a gente. - Confirmei me lembrando de Austin e para meu espanto o sorriso de Ian apareceu na minha mente dissolvendo a imagem do meu ex marido.

—  E falando nele. - Ela riu fofa e isso me trouxe de novo a órbita. — Está me esperando lá embaixo e tá mandando um beijo pra você. - Disse observando o celular.

— Então vá pra aula mocinha, nada de ficar namorando e esquecer das aulas. - Fizemos nosso típico beijinho de esquimó antes que ela fosse embora.

— Farei o possível. - Saiu rindo.

[...]

— Então o que você faz quando o dia está chuvoso, seu marido lindo está viajando e sua amiga está na bad? - Candice falou animada assim que abri a porta pulando na minha frente e Florence ergueu os braços igual a mãe.

— Candice!  - Sorri surpresa e feliz por não estar mais sozinha. — Oi pelotinha. - Ergui os braços na direção da minha afilhada.

— Ela adora você, isso não é justo, eu que troco suas fraldas garotinha. - Fez cócegas na barriga da bebê que já estava em meu colo.

— É que ela e a madrinha se dão muito bem né Floren. - Beijei a ponta no nariz pequenino e gargalhei com os barulhos que ela balbuciava.

— Assim eu fico com ciúmes. - Candy riu já adentrando a casa e se esparramando no sofá. O jeito Candice Morgan de ser..

— Onde está Joseph? - Perguntei me sentando no tapete felpudo com Florence e espalhando os brinquedos dela que estavam dentro de uma bolsa pelo chão.

— Meu tigrão está numa conferência, a cama está tão vazia que decidi vir dormir com você. - Sorriu maliciosa. — A não ser que já tenha um Somerhalder nela.

— Nem comece Candy. - A cortei.

— Você está com tudo amiga, ontem Hugh e o Ian saíram aos socos naquele hospital, sua antiga sala já era. - Riu e Florence soltou um gritinho agudo quando deixei seu chocalho cair.

— Como é? - Me sentei sobre os calcanhares para ficar mais alta e poder ouvir melhor. —  O Ian tá bem? - Tentei parecer indiferente apesar de estar preocupada.

— Ele tá ótimo, o Hugh já teve dias melhores e pelo menos agora aprende a não falar besteira... O Ian tá totalmente na sua. - Maliciou.

— Você está maluca, igual a Phoebe. - Peguei minha afilhada no colo e tentei me distrair com a garotinha que puxava meu cabelo e achava a maior graça.

— Quem está maluco é o Ian... Ele tá completamente louco por você. - Se sentou e cruzou as pernas. — A questão é: Por que não? 

— Por que que não o que? - Fiz-me de desentendida.

— Porque os porcos não voam... - Revirou os olhos. — Você sabe do que estou dizendo, Austin ia querer que você seguisse em frente amiga. - Suspirou.

— Não sei se estou pronta... - Neguei balançando a cabeça diversas vezes e já sentiu a famoso bolo se formar em minha garganta e as lágrimas darem sinal de vida.

— Ei, ei... - Caiu do meu lado me abraçando. — Não precisa chorar, é direito seu não estar pronta, você e Austin tiveram uma linda história juntos, você não precisa esquecer isso, faz parte de você. - Pegou Florence de meu colo com uma mão enquanto acariciava meu rosto com a outra.

— Me sinto culpada, me sinto culpada por ter gostado do beijo, de ter sentido o que senti...  - Reconheci.

— Ninguém vai te culpar por isso Nina, você pode amar de novo... - Me confortou.

— Estou tão cansada disso tudo, estou uma bagunça completa... - Desvencilhei -me dela e enterrei meus dedos em meus cabelos.

— E se você simplesmente desse um tempo? - Sugeriu. — Mude o visual, aprenda coisas novas, tire suas merecidas férias... - Gesticulava alegre dando várias sugestões.

— Não sei Candice... Não posso deixar a Pho... - Relutei,mas logo fui cortada por minha amiga.

— Phoebe já está grandinha. Ela sabe se virar... - Sentou de frente pra mim com Florence no meio de suas pernas e antes que ela pudesse falar qualquer coisa o pum que a garotinha soltou me fez rir como nunca.

— Ela puxou a mãe. - Ri da careta que minha amiga fez, só ela pra me alegrar e enchergar a luz no final do túnel quando eu já havia perdido a fé.

— Nada disso, essa bomba atômica veio do Joseph... Tão lindo, mas produz armas de destruição em massa, nem tudo na vida é perfeito. - Gargalhou puxando o short da filha pra frente e verificando a fralda.

— Excelente hora pra ela estreiar o quarto da tia Phoebe. - Brinquei quando minha amiga pegou Floren de um jeito engraçado.

— Ah claro, tadinha da Pho... - Foi na direção do meu quarto e eu tentei bloquear a passagem arrancando muitas risadas de Florence.

— Vou precisar de muito produto de limpeza pra deixar esse quarto cheiroso de novo. - Parei na porta deixando Candice fazer o trabalho sujo, literalmente.

[...]

                                                                                                             Paul Wesley

— Como está minha modelo favorita? - Me agachei do lado de minha namorada que estava sentada debaixo de uma árvore.

— Cansada... - Fez um biquinho fofo e eu não pude me conter, juntando meus lábios aos dela. — Agora acho que estou me recuperando, pode continuar. - Sorriu.

— Você está tão cheirosa. - Afundei o rosto em seu pescoço aproveitando o carinho gostoso que ela fazia em meus cabelos. — Adoro esses intervalos... Você já comeu?

— Estou comendo tudo direitinho senhor! - Brincou fazendo uma voz grossa.

— Fico mais tranquilo assim. - Beijei seu pescoço e me diverti ao vê-la se contorcer toda.

— Pode ir parando Wesley! - Puxou com um pouco de força meu cabelo.

— Pedido recusado. - Dei outro beijo. — Como está sua irmã?

— Confusa... E seu irmão? - Segurou minhas bochechas para que olhassemos um nos olhos do outro.

— Triste... Ele está diferente, um diferente bom. – Expliquei.

— Como assim? - Fez careta.

— Ele voltou a tomar seus remédios e agora canta Bruno Mars no chuveiro. - Ri.

— Ele tem bom gosto. - Concordei. — Temos que fazer algo Paul. - Falou convicta e eu já fui me levantando negando de imediato.

— Phoebe isso não é coisa nossa. - Segurei seu queixo a repreendo, mas o brilho nos olhos e o sorriso sapeca indicavam que ela já tinha um plano e eu estava perdido.

[...]
                                                                                                               AUTORA

— Não acredito que vai ficar nesse quarto o dia todo! - Exclamou Bárbara vendo seu amigo esparramado na cama. — Smoldy, o que você tem? - Segurou na mão dele que pendia para fora da cama e empurrou de um lado para o outro na tentativa de acorda-lo.

— Será que ela ama o Hugh? - Ergueu um pouco a cabeça na direção de onde vinha o som da voz de Babi.

— Definitivamente não. - Riu. — Pare de pensar em bobagens.

— Mas ela ama o Austin? - Fez a pergunta mesmo que a resposta o incomodasse tanto, era o tipo de questionamento que você faz aos outros, mas já sabe a resposta.

— Sim. - Respondeu. — Eu poderia pintar um conto de fadas e dizer que as coisas vão ser fáceis, porém nunca gostamos das histórias das princesas e príncipes... - Gesticulou e logo conteu as mãos, ela sempre esquecia da deficiência dele.

— Estou mais pra Fera... - Bufou.

— Você foi um grande idiota Ian... - Bagunçou os cabelos negros fazendo o homem sorrir de sua própria desgraça, Bárbara tinha essa incrível capacidade. — Mas foi humano também, pessoa falha e confusa...

— Eu sou uma bagunça, um vaso quebrado em pedaços. - Confessou.

— Nina também parece ser, talvez esse sentimento que está fluindo seja o band-aid. - Sorriu orgulhosa de sua própria frase, foi muito poética e Ian achou graça.

— Bárbara não costuma falar essas coisas... - Sacanou. — Tem algo que você não me contou? - Riu puxando a amiga pra um abraço de urso.

— Talvez... -  Fez mistério e se divertiu com a cara de espanto do moreno.

— Anda logo Babis... Desembucha. - Apertou mais o corpo da mulher e sacudiu os corpos de um lado pro outro.

— Conheci uma garota numa festa... Ela é novinha, mas é incrível... Só que sou velha demais pra ela... - Revelou.

— Não tem idades e nem limites pro amor... - Falou Ian, orgulhoso de suas palavras.

– Que brega Somerhalder - Caçoou da cara dele. — Todo apaixonado.

— Falou a mulher que anda suspirando pelos cantos por causa de uma ficante... - Se defendeu da zombaria.

— Estamos juntas a quase dois meses Ian... - Confessou por fim e Ian se pôs a tossir freneticamente. — Sabia! Está me julgando... - Acusou.

— Estou surpreso, é diferente... Não tem ninguém mais fodido que eu... - Suspirou pesadamente, fora Paul ninguém mais sabia da culpa extra que ele carregava nas costas. — Não sei se Nina vai me perdoar quando descobrir... - Lamentou-se.

— O que você fez Ian? - Bárbara se assustou com o tom nebuloso do amigo.

— Eu era o general responsável pela tropa que o Austin pertencia Bárbara. - Engoliu a seco e prosseguiu. — Ele morreu por minha causa... Não consegui salva-lo... - Fungou reprimindo as lágrimas.

— Como é que é Ian? - A porta do quarto do Somerhalder mais velho bateu como uma bomba na parede devido ao empurrão forte de Phoebe.

— Amor, calma... - Paul, que também havia escutato a confissão do irmão, se aproximou com cuidado da amada.

— Calma o caralho! - Gritou. — Matei aula pra vir aqui te ajudar Ian. - A modelo bateu sobre o próprio peito, magoada.

— Você não sabe da história toda Phoebe, me escute... - Ian levantou-se tentando se explicar, em vão.

— Já escutei o bastante. - Foi firme. — Depois que Austin morreu, meu pai foi embora de vez, fiquei sozinha, minha irmã acabada... E isso é tudo culpa sua... - Saiu apressada batendo com força a ponta do dedo no peito de Ian, acusando-o. — Desgraçado!  E ainda tem coragem de dizer que gosta dela...

— Pho, você precisa se acalmar, escuta não é o que você está pensando... - Paul segurou os ombros dela, a garota ainda se debatia, não queria se afastar. — Se acalma, por favor. - Suplicou o Somerhalder mais novo.

— Você já sabia? - Voltou-se para o namorado. — Sabia Paul? - Ela ergueu os olhos encharcadas para encara-lo e o viu assentir, aquilo a quebrou ainda mais.

— Não contei porque não era coisa minha, não podia falar nada... - Tentou se justificar e abraçar a amada que se afastava na mesma proporção que ele dava um passo em sua direção.

— Tudo que envolve minha irmã é coisa minha Paul... - Soluçou alto limpando as lágrimas com o braço. — Não me toca. - Foi se afastando.

— Pho, amor espera! - Paul corria até ela. — Não faz assim, me ouve. - Implorava desesperado.

— Me deixa em paz, quero ficar sozinha... - Tirou as mãos dele do corpo dela. — Minha irmã não merece um mentiroso e eu não também não... - Aquelas palavras foram como tapas na cara do garoto. O coração dele sangrava.

 

"‎A vida não é justa. Mas também aprendi que é possível seguir em frente, não importa quanto pareça impossível. "  - Querido John 

 


 

 


Notas Finais


E bomba! Desculpe pessoal, é necessário, confiem em mim!!

Ian apaixonado<3 Bárbara amando? É isso mesmo produção? Weskin será abalado por essa revelação? E Nina vai ceder a Ian e o perdoar quando descobrir sobre Austin ?

Desculpem qualquer erro, não deu tempo de revisar, Enem ta na porta e tá corrido demais.... Prometo escrever um capítulo maior no próximo, só não queria deixar vocês sem...

Espero que gostem e to louca pra saber a opinião de vocês, por isso comentem!

Até o próximo capítulo. E obrigada por serem tão incríveis!

Xoxo <3 Amo vocês!! E por favor, confiem em mim !


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