História Intolerantes a Borboletas - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Vampire Diaries
Tags Austin Stowell, Ian Somerhalder, Nina Dobrev, Paul Wesley, Phoebe Tonkin
Exibições 56
Palavras 3.908
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei! Mil desculpas pela demora pessoal, mas agora que eu to prestes a concluir o ensino médio tudo vai ficar mais fácil,pelo menos por enquanto haha.

Nesse capítulo muito Weskin e a aparição de uma nova personagem!

Boa leitura!

Capítulo 15 - Este não é o fim de mim, este é o começo


Fanfic / Fanfiction Intolerantes a Borboletas - Capítulo 15 - Este não é o fim de mim, este é o começo

" Pelo fato da vida ser, relativamente, tão curta e não comportar “reprises”, para emendarmos nossos erros, somos forçados a agir, na maior parte das vezes, por impulsos, em especial nos atos que tendem a determinar nosso futuro. Somos como atores convocados a representar uma tragédia (ou comédia), sem ter feito um único ensaio, apenas com uma ligeira e apressada leitura do script. Nunca saberemos, de fato, se a intuição que nos determinou seguir certo sentimento foi correta ou não. Não há tempo para essa verificação. Por isso, precisamos cuidar das nossas emoções com carinho muito especial." - Milan Kudera

AUTORA

New York - 3 meses depois.
 

— Paul? - A morena chamou pelo namorado ao despertar, ela ainda estava sonolenta, mas mesmo assim sentiu a falta dele na cama. — Paul? - Chamou novamente, todavia não recebeu resposta.
Preocupada ela se arrastou pela cama até a ponta da mesma e fazendo um pouco de esforço pode vê-lo na sacada do quarto.
 

Ele era tão bonito! Pensou ela analisando-o de costas, o corpo coberto apenas por uma calça azul marinho de pijama e o cabelo bagunçado o deixavam extremamente sexy.
 

Na ponta dos pés ela foi até ele e percebeu o quanto Paul estava concentrado em seus pensamentos pelo pulo que ele deu no lugar quando ela o abraçou pelas costas.
 

— De pé tão cedo... - Ficou na ponta dos pés para beijar a nuca dele.
 

— Hoje ele completa 33 anos... - Sussurrou baixinho. Phoebe já sabia que ele estava chorando, a voz dele sempre era baixa quando ele tentava reprimir o que sentia. — Naquele dia no acampamento ele pediu perdão por ser um irmão ruim... - Fungou.
 

Phoebe permaneceu quieta, apenas escutando o que ele falava, Paul reprimia muito seus sentimentos, ela sabia que ele precisava "explodir".
 

— Ele nunca foi um irmão ruim. - Deu um meio sorriso. — Quando eu era criança os outros garotos zombavam de mim e Ian sempre ia lá me ajudar, nunca precisou de violência, ele só conversava... - Continuou com o meio sorriso desenhado nos lábios, as lembranças com Ian sempre eram a favoritas dele.
 

— Ele era o seu herói então? - Ela perguntou enquanto desenhava um coração imaginário na barriga dele.
 

— Ele é o meu herói. - Afirmou virando-se, revelando o rosto inchado e vermelho pelo choro. Paul nunca chorava na frente da amada.
 

— Nina sempre foi a minha heroína também. - Ponderou Phoebe tocando o rosto do namorado, contornando o rosto dele com a ponta dos dedos. — Os irmãos mais velhos sempre são nossa referência.
 

— Bob e Robyn são meus irmãos de sangue, mas foi Ian, o adotado, que sempre esteve ao meu lado. - Voltou a chorar.
 

— O amor não vê sangue, nem cor, sexo, ele não vê nada, simplesmente está no ar e nos invade sem permissão. - Sorriu.
 

— Você é incrível sabia? - Secou os olhos e pode olha-la melhor, ver a mulher que invadiu ele de amor. — Você diz que eu te salvei, mas tenho certeza que é o contrário... - Abraçou-a pela cintura, apoiando o queixo no topo da cabeça dela.

— E por que é o contrário? - Ela juntou as sobrancelhas em V, estava confusa, como ela poderia tê-lo salvado sendo um desastre total?
 

— Você me invadiu de amor, só de ver você sorrir eu já me sinto melhor, isso é insano, não parece real... - Beijo o topo de sua cabeça. — Talvez seja um sonho...
 

— A vida é um sonho, porque sem ele não seríamos nada... – Afirmou.
 

— Então acho que você é meu sonho, porque não sei o que seria de mim sem você. - Apertou mais forte os braços em volta dela, beijando dessa vez a lateral do rosto da amada.
 

— Nos vamos achar ele, e tenho certeza que ele está bem. - Disse envolvendo o corpo dele com os braços.
 

— Como eu pude deixa-lo ir daquele jeito? - Lamentou-se.
 

— Amor, olha pra mim! - Pediu quando eles se desvencilharam. — Foi uma escolha do Ian, você não poderia fazer nada e sabe disso... - Manteve as mãos segurando o rosto dele, olhando bem no fundo dos olhos, talvez tentando ver o que ele via.
 

— Me sinto um fraco. - Confessou envergonhado, escondendo o rosto no meio dos cabelos dela.
 

— Você não é fraco. - Levantou o rosto dele. — Nunca mais diga isso Paul Wesley. - Ordenou brava.
 

— Viu o que eu disse? - Questionei ouvindo um resmungo em resposta. — Você me salva todos os dias mulher. - Abraçou a modelo novamente enchendo-a de beijos no pescoço.
 

— Eu te amo, não se esqueça disso. - Declarou-se.
 

— Eu te amo também. - Juntou os lábios aos dela. — Obrigado por tudo. - Beijou a ponta do nariz dela.
 

— Você sabe que não precisa me agradecer por nada. - Acariciou o rosto dele. — Deita comigo, de novo?  Ainda é cedo. - Manhou puxando o braço dele pra frente.
 

— Não tem como negar com você me olhando assim. - Beijou o biquinho recém formado nos lábios dela.
 

— Então não negue, sabe o quanto eu odeio acordar cedo. - Pulou na cama e o chamou com o dedo.
 

— Minha preguiçosa. - Brincou se deitando com ela.
 

Phoebe riu.
 

— Sou mesmo. - Deu mais um beijinho na bochecha do fotógrafo e voltou a se deitar sobre o peito dele. — Adoro ficar assim com você.
 

— Eu sei. - Deu uma risadinha abafada. — Não dá descanso pro meu corpinho.
 

— Exibido. - Bufou Phoebe virando pro outro lado.
 

— Ei. - A chamou envolvendo a cintura dela e puxando-a pra ele, agora ficando deitados em cochicha. — Não era pra você sair. - Deu uma mordida na ponta da orelha da moça.
 

— Me deixe dormir. - Fingiu estar brava.
 

— Você é muito agressiva. - Fez cócegas nela. — Ai como eu sofro. - Brincou caindo sobre ela.
 

Os dois riram.
 

— Vai sofrer mais se não me deixar dormir. - Avisou fechando os olhos novamente e buscando uma posição confortável nos braços de Paul.
 

— Então durma. - Começou a fazer um cafuné nos cabelos da morena até que ela dormisse outra vez. Enquanto Phoebe se perdia nos braços de Morfeu, Paul permaneceu acordado, não parava de pensar no irmão, fazia três meses que Ian simplesmente sumiu do mapa e ninguém tinha notícias do militar.
 

— Onde você está meu irmão? - Questionou pra si mesmo num tom de lamento. Sozinho ali, em seus pensamentos, o jovem lembrou-se da última vez que falou com o irmão.

Flashback

— Você vai se internar? - Paul arregalou os olhos, atônito. — Mas por que? 

— Não finja que não sabe o motivo. - Ele bufou. — Estou com tantos problemas dentro de mim, acho que eles estão me consumindo. - Secretou.

— Eu posso te ajudar Ian. - Tocou o ombro do irmão mais velho, tentando passar confiança, ato que foi em vão, Ian estava decidido. — Nossa mãe, nossa pai também podem. - Paul recorreu aos argumentos paterno e materno, mesmo sabendo que não daria em nada, Ian ainda não se perdoava por tudo que aconteceu na família deles quando ele descobriu ser adotado.

— Ninguém pode me ajudar, Paul. - Ele se soltou do irmão pra ir fechar a mala que estava sobre a cama. — É algo que preciso fazer sozinho. - Decretou firme.

— Você sabe que não precisa passar por isso sozinho. - Continuou a argumentar o Somerhalder mais novo, ele estava desesperado com a possibilidade do irmão enfrentando tudo aquilo sozinho.

— Dizem que quando você está caminhando pelo inferno a gente deve continuar. - Pigarreou para disfarçar o choro que se acumulava e ele não queria que isso acontecesse. Ian sabia que Paul ia sofrer com a decisão dele, mas o irmão tinha Phoebe, os pais, os outros irmãos. Enquanto ele não tinha nada, era apenas um brinquedo quebrado guardado no fundo da caixa, sem utilidade nenhuma, sem vida. — É apenas isso que estou fazendo, talvez depois do inferno haja esperança. - Esboçou um meio sorriso, ele havia se lembrado de Nina.

— É por causa da Nina? - Paul questionou e Ian franziu o cenho. — Você vai se internar por causa dela. - Explicou.

Ian soltou um suspiro.

— Vou me internar por causa de tudo. - Pegou a mala sobre a cama. — A monstros demais dentro de mim. Não tenho mais forças para lutar. - Começou a caminhar para porta, todavia o fotógrafo se pôs na  frente dele.

— Não vou deixar você sair. - Colocou a mão no peito dele, impedindo-o.

— Lamento irmão. - O abraçou apertado. — Mas essa é a minha escolha.

Depois disso Paul apagou, quando acordou Ian não estava mais lá, e junto com ele tudo se foi, ele sumiu sem deixar rastros. Nem a polícia foi capaz de encontra-lo.

Flashback off

 

— Paul, acorda! - Phoebe acordou assustada com o namorado se contorcendo e soando frio. Ele havia pegado no sono sem nem perceber e assim como acontecia quase todas as vezes que ele fechava os olhos, ele sonhou com Ian. — Estou aqui Paul! - Sacudiu o corpo dele na intenção de desperta-lo.
 

— O que? - Ele abriu os olhos com dificuldade. Ainda estava assustado. — Eu dormi?  - Olhou ao redor.
 

Ela assentiu.
 

— Você estava chamando pelo Ian. - Contou. — Estou começando a ficar preocupada com você, amor. - Começou a fazer um carinho na nuca dele.
 

— E-u... Eu estou bem. - Engoliu a seco. — Acho que vou tomar um banho. - Avisou jogando as cobertas para o lado e se levantando.
 

— Tá bem. - Phoebe caiu na cama exausta, ela não sabia mais o que fazer. Perdida resolveu ligar para melhor amiga, Emma.
 

Esticou o corpo até o criado mudo, pegando o aparelho e discando o número que ela já sabia de cabeça, depois de três toques a loira atendeu.

— Alguém já te falou que eu odeio acordar cedo, sua vaca? - Falou sonolenta ao telefone.

— Acho que você já me falou por alto. - Riu recebendo um resmungo de Emma em resposta.

— Essa sua perda de memória deve ser falta de sexo. - Provocou.

— Tenho certeza que não. - Corou.

— E onde está o senhor Wesley? - Questionou a estudante já mais atenta.

— Está no banho. - Ela moveu a cabeça pra frente observando o corpo do namorado pelo box, mordendo o lábio inferior com a visão.

— Sexo matinal? - Emma parecia chocada. — Da um tempo pro rapaz.

— Palhaça. - Mostrou a língua mesmo que a melhor amiga não visse. — Tem visto muito a minha irmã? 

— A quando eu não tenho nada pra fazer vou passear pelo hospital e a gente se esbarra. - Ironizou aos risos. — Você tem que falado com ela? 

— Todos os dias. - Se sentou na cama, abraçando as pernas. — Ela parece triste.

— Dá última vez que a vi ela parecia abatida. - Contou. — Acho que está trabalhando demais.

— Preciso tirar uma folga e ir vê-la. - Suspirou pesadamente. — As duas pessoas que eu mais amo com problemas... - Deitou a cabeça sobre os joelhos, derrotada.

— Ainda os pesadelos? - Emma e Phoebe não tinham segredos uma com a outra, logo ela sabia de tudo que se passava na vida da modelo.

— Sim, não sei o que fazer. - Confessou sentindo vontade de chorar.

— Tudo vai se ajeitar Pho, só não perca as esperanças, promete? - Pediu.

— Prometo. - Riu um pouco. — Agora eu tenho que ir. Beijos, te amo. - Despediu-se ao ouvir o chuveiro sendo desligado.

— Também te amo, sua vaca. - Em mandou um beijinho e desligou.

Ligação off

 

— Conversando com a Em? - Paul saiu do banheiro com uma toalha enrolada a cintura e outra em mãos secando o cabelo.
 

— Sim. - Levantou- se jogando o aparelho na cama e indo até ele.
 

— Você está bem, meu amor?  - Perguntou surpreso quando ela o abraçou, mesmo ele estando todo molhado.
 

Naquele momento Phoebe decidiu mudar de tática, queria que o namorado pudesse relaxar um pouco.
 

— Adoro quando me chama de "meu amor"- Ela corou quando confessou.
 

— E eu adoro dizer isso pra você. - Beijou os lábios viciantes dela novamente.
 

— Eu posso ser sua distração. - Falou com os lábios ainda pressionados ao dele. — Não gosto de te ver triste. - Arranhou um pouco as costas.
 

— Não quero que você seja minha distração. - Impulsionou o corpo dela pra cima, segurando-a pelas coxas quando ela entrelaçou suas pernas em volta da cintura dele. — Apenas quero que seja minha.
 

Phoebe tinha esse certo "poder" sobre ele, de deixar tudo melhor, de fazer os problemas irem embora. Paul achava que isso era crédito da garota especial que ela era, não que ela não fosse, mas nesse caso isso é mérito do amor. Por isso não pense que a culpa é sua quando seus relacionamentos não dão certo, não tem culpados, são apenas acidentes de percurso no caminho do coração, porque esse aí sim é um labirinto, todavia o mais perseverante um dia encontrará a direção e nesse momento tudo fará sentido.
 

— Mas eu já sou sua. - Atacou a boca dele com ganância.
 

— Então é só disso que eu preciso, já perdi gente demais. - Continuou a beijar e chupar a pele do pescoço dela.
 

— Você não vai me perder e nos vamos achar o Ian. - Foi convicta. — Mas agora vamos cuidar de você. - Se soltou dele para poder tirar a camisola mínima que usava.
 

— A gente vai se atrasar pro trabalho. - Avisou, usando o pouco controle que ainda tinha.
 

— Então vamos fazer os poucos minutos valerem a pena. - Sorriu maliciosa jogando a peça de roupa no chão e correndo aos pulos até a cama do casal. — Só preciso que venha até aqui me ajudar. - Sentou-se na cama apenas de calcinha e chamou o namorado com o dedo.
 

— Phoebe... - Grunhiu sentindo o membro latejar debaixo da toalha, as bolas doíam e clamavam por atenção. — Você é impossível. - Obedeceu o pedido dela, caminhando a passos largos até onde ela estava.
 

— Você não viu nada ainda... - Riu debochada. — Me beija. - Pediu agoniada, puxando o corpo dele mais pra ela, até que o corpo dele estivesse inteiramente sobre o dela.
 

— Não precisa pedir duas vezes. - Colou os lábios nos dela, num beijo carinhoso, esse era o jeito deles.
 

— Eu quero você dentro de mim. - Grunhiu desamarrando a toalha dele e jogando pra trás, num lugar qualquer.
 

— Você quer muitas coisas Pho. - Riu baixinho impulsionando o corpo pra frente, deixando o membro rígido raspar na calcinha já encharcada dela.
 

— Isso é tão bom... - Rolou os olhos, colocando a mão pra baixo, afim de estimular o namorado.
 

— Sua mão é tão boa. - Gemeu mordendo o ombro dela.
 

— Achei que eu fosse boa por completo! - Provocou colocando sua calcinha pro lado, roçando seus sexos.
 

Ambos gemeram com o ato.
 

— Mas você é. - Ofegou quando ela começou a colocar a cabeça em sua entrada. — Muito boa. - Gemeu frustrado quando ela colocou parte dele pra dentro e depois tirou.
 

— Então diz. - Segurou o rosto dele com a mão livre, para que ele olhasse nos olhos dela enquanto falava.
 

— Você é maravilhosa em tudo. - Tentou se mover, mas novamente a amada o impediu. — Pho... - Manhou beijando os lábios dela.
 

— Camisinha primeiro, honey baby. - Usou o apelido que ele a chamava e riu com a cara de desespero dele.
 

— Ahh não Pho. - Quase gritou e tentou se mover, porém foi de novo impedido pela namorada. — Você não toma remédio?
 

— Eu tomo? - Fez-se de desentendida.
 

— Phoebe! - Ele quase brochou com o susto.
 

— Brincadeirinha. - Colocou as pernas em volta das nádegas dele e empurrou, o colocando inteiro e fundo dentro de si.
 

— Isso nunca vai deixar de ser bom... - Sorriu satisfeito começando a se mover vagarosamente dentro dela.
 

— Com certeza... - Mordeu o queixo dele. — Mais rápido, Paul!  - Ela tentou se mover, porém o fotógrafo a impediu segurando a cintura dela.
 

— Nada disso honey baby. - Abriu um sorriso travesso. — Hora da vingança. - Deu um selinho nela.

[...]

Washington D.C
 

— Você não apareceu no almoço comigo e com Joseph! - Candice acusou entrando pela porta do consultório como um furacão, Nina que descansava no sofá de sua sala deu um pulo com o susto.
 

— E você ainda vai me matar se continuar entrando assim. - Arregalou os olhos mal humorada pela interrupção.
 

— Está fugindo, se isolando, não come direito, isso não é bom Nin's. - Puxou a cadeira estofada e sentou-se de frente pra amiga. — Estamos todos preocupados com você.
 

— Já disse que estou bem Candice. - Suspirou fechando os olhos novamente, quem sabe se a loira pensasse que ela estava dormindo Candice não fosse embora e poupava os ouvidos da morena.
 

— Você pode enganar qualquer um com esse discurso robótico, mas a mim não! - Decretou, essa era a grande droga da intimidade, Candice a conhecia muito bem pra aceitar suas mentiras fajutas. — Trouxe reforço. - Anunciou levantando-se e indo até a porta.
 

Por um súbito momento Nina abriu os olhos, seu coração parecia querer sair pela boca e sua cabeça girou, as borboletas pareciam terem acordado. E se fosse Ian o reforço de Candice? 
 

— Espero que não ver novamente sua cara de decepção Nina Dobrev. - A mulher entrou pela porta revelando o estilo que não mudou com os anos, jaqueta de couro, calça rasgada e camisa de banda e o primordial que sempre compôs o visual, seu sorriso encantador. — Acho que ela esperava um general bonitão. - Tatiana Maslany debochou da cara da médica.
 

— Também acho. - Candice gargalhou abraçando a velha amiga delas.
 

— Tati? - Nina levantou num sobressalto, tentando disfarçar a expressão de certa decepção que tomava seu rosto.
 

— A primeira e única! - Riu abrindo os braços para que Nikolina a abraçasse.
 

— Não esperava te ver por aqui, sua maluca. - Correu para os braços da amiga e Candice também se juntou ao carinho grupal.
 

— E eu não esperava ver a Candice piranha Accola se casando e sendo mãe, mas aqui estamos. - Se divertiu quando a loira a mostrou o dedo do meio.
 

— É tão bom estar junto de vocês novamente. - Candice pulou e bateu palminhas de felicidade.
 

— Vim diretamente de Los Angeles pra uma Escola de amor, Dobreva. - Soltou as amigas e encarou a irmã de Phoebe com uma carranca de preocupação.
 

— Você contou pra ela? - Nina fuzilou Candice com o olhar.
 

— Você não come, não sai e está trabalhando como uma louca!  - A loira se defendeu. — Estou preocupada Nikolina, prometemos cuidar uma das outras... - Iniciou o juramento que elas inventaram na faculdade.
 

— Sempre. - Tatiana completou bagunçando o cabelo da Dobrev mais velha. — Como anda esse coração?  - Tocou no meio do peito dela.
 

— Ele tá quebrado, vazio... - Olhou pra cima tentando reprimir as lágrimas. — Não sei mais se tenho um.
 

As lágrimas que ela tentou conter logo se libertaram, inundando o rosto dela.
 

— Isso Nin's. - Guiou o corpo dela até o sofá. — Chora que faz bem...
 

— Estamos aqui pra te ouvir Nina. - Candice se sentou ao lado dela no sofá e Nina deitou em seu colo, molhando a calça branca de uniforme.
 

— Ou só pra segurar sua mão. - Tati pegou na mão da morena e acariciou com carinho. — Amigas são pra isso... - Sorriu.
 

— Você sente falta dele? - Questionou a loira, referindo-se à Ian.
 

Nina respirou fundo, engoliu a bola que se formava em sua garganta toda vez que alguém tocava no assunto.
 

Ela assentiu.
 

— Eu achei que só pudesse se amar uma vez... - Falou trêmula, fungando. — Ai o Ian pareceu, ele é tão quebrado, mas os cacos dele parecem se encaixarem aos meus.
 

— Sempre podemos recomeçar Nin's - Tati falou.
 

— É algo tão forte, eu o odiei tanto e depois... Depois eu me vi inundada por ele. - Levantei-se encarando as duas amigas que a olhavam atentas, esperando que ela continuasse. — É como se eu o conhecesse minha vida toda...
 

— Sabe Nina... - Tati tomou fôlego para prosseguir. — Certa vez um professor me disse que " o mais próximos do que conhecemos como amor é o amor inatingível, pelo pôr do sol, pelas noites estreladas, pela música e a beleza das montanhas e florestas. ". Talvez seja por isso que amamos, por considerarmos algo inatingível...
 

Nina engoliu a frase a seco, o sabor da verdade é sempre amargo.
 

— Você sabe que não pode pegar as estrelas no céu, mas mesmo assim contianua a contempla-las todas as noites... - Maslany pegou no queixo da médica, para que ela ficasse de cabeça erguida e a ouvisse bem. — Então porque motivo não há de poder amar de novo?
 

— Mas e o Austin? - Secou as lágrimas com a manga do jaleco.
 

— Austin cumpriu sua jornada na Terra Nin's, mas você continua aqui amiga, e ainda não cumpriu a sua... - Dessa vez foi Candice que se manifestou.
 

— E qual é a minha jornada? - Perguntou receosa diante de tanta informação.
 

— Ser feliz. - As melhores amigas de Nina falaram juntas.
 

— Afinal, pra que preciso de pés, se já tenho asas para voar?  - Tati abriu novamente seu encantador e clássico sorriso.

 

[...]

 

Mais tarde naquele dia quando Nina terminava de organizar seus objetos em sua bolsa para sair, Bárbara bateu na porta da sala dela.

— Pode entrar! - Nina gritou enquanto tirava o jaleco e o pendurava na cadeira.
 

— Muito ocupada Nina? - Babi apareceu com parte da cabeça pra dentro da sala, carregava sua expressão exausta no rosto.

— Pra você nunca Bárbara. - A morena deu um meio sorriso e indicando para que a advogada se sentasse na cadeira a sua frente.
 

— Por essas olheiras acho que você não tem conseguido dormir bem também. - Riu um pouco analisando a feição cansada da médica.
 

— Muito trabalho e pouco sono. - Justificou sem graça.
 

— Não tem dormido bem? - Ficou triste por ver o estado da amada do amigo, pelo jeito Bárbara e Paul não eram os únicos afetados pelo sumiço de Ian.
 

— Se não fosse os remédios acho que nem estaria mais trabalhando. - Confessou cruzando os braços, era desconfortável falar sobre isso.
 

Bárbara arregalou os olhos, surpresa.
 

— É estranho, eu sei. - Sentou-se na ponta da mesa, pra ficar mais perto da mulher. — Uma médica tomando remédios controlados, muito irônico. - Revirou os olhos.
 

— Sinto falta dele também. - Bárbara pegou a mão dela que estava sobre a coxa dela.
 

— Eu sei que foi minha culpa. - Nina finalmente falou a verdade que vinha a consumindo nesses 3 meses que Ian Somerhalder sumiu do mapa, levando em sua bagagem não só os monstros dele, mas também o coração dela.
 

— Não foi sua culpa Nina, não diga isso. – Bárbara tentou conforta-la, tirando da pasta o envelope que ela havia recebido naquele dia.
 

— O que é isso? - Nina analisou o papel amassado e amarelado com curiosidade.
 

— Uma carta do Ian. - A boca de Nina se abriu em "O". — Recebi hoje, achei que você deveria saber.
 

— O que diz aí? - Perguntou afobada.
 

— " Eu vou voltar pra você! " - Bárbara já havia decorado a frase que estava em manuscrito no papel, era a letra de Ian. — Acho que o recado era pra você.
 

— Porque ele está fazendo tudo isso Bárbara? - Os olhos dela lacrimejaram, emocionada pelo que ele disse na carta.
 

— Está tentando se fortalecer pra você Nina. - Explicou se levantando e ficando na altura da médica. — Ele está completamente apaixonado por você Nina e isso dói.
 

— Eu sei Bárbara. - Nina ergueu o corpo e respirou fundo. — Também estou completamente apaixonada por ele.  

 


Notas Finais


Tatiana maravilhosa Maslany e Nina confessando seu amor por Ian! Morta estou! E esse hot Weskin? Gosto assim haha

O próximo capítulo será narrado pelo Ian, como será que ele está nesses três meses ? Temos uma nova revelação também, aguardem!

Espero que tenham gostado e to curiosa pela opinião de vocês, por isso, por favor, comentem!

Desculpe qualquer erro e prometo tentar não demorar da próxima vez.

Obrigada pelos comentários tão adoráveis e motivadores!

Twitter: @biacardoso_bia

Até breve

Xoxo <3


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