História Intragável coração - Capítulo 18


Escrita por: ~ e ~JonhLEH

Exibições 12
Palavras 2.214
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - A ligação desconhecida


Cena 01 - Casa de Diana - Dia.

Diana estava frente a frente com seu irmão. Os olhos da protetora penetravam com firmeza os de Marcos.

- Eu sou a sua irmã e você só me conta isso agora? Faltam Oito dias para o seu casamento com a Selma. Tudo bem que ela não é nenhuma flor que se cheire, tem aquele nariz para cima, mas é um pouco tarde para desistir, não é?

- Eu tenho meus motivos, Diana. A Selma estava passando dos limites e eu não aguento mais!

Diana pega na mão do irmão.

- Eu serei a pessoa mais feliz desse mundo se quiser desistir de casar com aquela louca, mas você tem que decidir se é isso o que você quer ou vai esperar o dia do casamento para dizer não?

- Eu vou conversar com a Selma imediatamente, não podemos continuar desse jeito, eu amo mesmo assim, mesmo com esse jeito difícil que ela tem.

Diana então bate levemente do ombro do irmão.

- Se é assim, faça-a mudar, eu acredito que seja uma tarefa bem complicada, mas ela tem que ter controle de se.

Marcos sorriu para a irmã e os dois se abraçaram.

- Obrigado por sempre me apoiar, eu amo você!

- Você é meu irmão mais novo, tenho o dever de protegê-lo do mundo. Bem, eu tenho uma imensa pilha de louça para lavar.

- Eu também tomei outra decisão! - Continuou Marcos

- Qual? - Perguntou Diana atentamente.

- Eu vou renunciar o meu cargo de presidente da Monteiro, eu não quero mais, eu quero seguir meu próprio caminho sem depender da Selma.

- Você sabe o melhor para você e estarei ao seu lado sempre!

 

 

Cena 02 - Casa de Diana - Cozinha - Dia.

Diana estava sozinha agora e lavava com cuidados os pratos em cima da pia. Rubens chegou por trás lhe dando um cheiro, pegou um copo e depois encheu de água.

- Não vai trabalhar hoje? - Diana perguntou sem olhar para o marido, pois estava ocupada com a louça.

- Estou me dando uma folga, eu mereço porque trabalho como um escravo e não sou reconhecido.

Diana fechou a torneira e fitou o marido que acabara de reclamar.

- Não cansa de reclamar Rubens? Você tem um ótimo trabalho e pronto!

- Eu ouvi o Marcos dizer que vai renunciar a presidência, isso é verdade? - Perguntou por curiosidade.

Diana pensou antes de responder.

- Ele estava um pouco de cabeça quente, mas vai se entender com a Selma e não vai deixar a presidência, tenho certeza sobre isso.

 

Cena 03 - Mansão de Selma - Tarde.

Selma entra sorridente e encontra a governanta na sala a sua espera. Vera observa a patroa indo ao bar, onde enche um copo com um pouco de bebida.

- O que aconteceu? Não sabia que tinha voltado a beber. - Perguntou à senhora.

- Eu não sei se estou feliz, não sei se estou triste, mas eu estou bebendo! - Disse sorrindo.

Vera se aproximou da patroa e tomou o copo.

- Desculpe, mas sabe que não pode beber! - Ela deixou o copo em cima da mesa de centro.

Selma fitou a governanta e furiosa derrubou a garrafa no chão.

- Ó-D-I-O! - Gritou. - Eu não dei permissão para você me controlar, quem pensa que é? Eu não quero ninguém dizendo o que tenho que fazer e se eu quiser beber, eu irei beber.

- Eu só quero o seu bem, Selma!

- Eu não estou bem, não estou. O Marcos não me liga há dias, o casamento está chegando, não sei ainda se subo ao altar, serei uma noiva abandonada, hoje fui provar o vestido e estou completamente desolada.

- Eu mesma irei falar com o Marcos! - Disse Vera.

- Não, eu mesma irei exigir uma posição porque não sou mulher de esperar! - O telefone tocou. - Será que é o Marcos?

- Eu vou atender! - Disse Vera.

- Não, eu mesma irei! - Respondeu Selma que tirou o telefone do gancho. - Alô? - A expressão dela mudou após ouvir e deixou o telefone cair.

- Quem era? - Perguntou Vera bastante preocupada e curiosa.

- Eu não sei... Não se identificou, mas disse coisas horríveis. - Disse Selma assustada.

 

Cena 04 - Faculdade - Tarde.

Daniel largou sua mochila na grama e sentou diante de uma árvore que ali havia, em seus pensamentos, só vinha à imagem de Júlia.

- Você não poderia ter ido embora, eu sei que a culpa é minha, mas o meu amor por você estava cada vez mais rápido. - Disse Daniel quase aos prantos.

Júlia sorria para ele enquanto tocava "Innocence". Ele segura a câmera e ela posava para o ensaio.

- Eu não te imaginava encontrar aqui! - Ele disse.

- Muito menos eu! - Ela respondeu sem olhar para Daniel.

Gabriela chegou por trás e vendou os olhos do namorado com suas mãos. Ele as tirou em seguida e viu o rosto dela.

- Gabriela!

- Eu te vi de longe tão sozinho, tão lindo e achei que precisasse de um pouco de companhia.

- Eu estou bem aqui! - Ele respondeu sem graça.

- A Júlia foi embora, quem diria? Ainda bem que não vou olhar mais para aquela retardada.

Daniel levantou-se da grama e fitou a namorada.

- Como você consegue ser desse jeito?

- Desse jeito como? Eu só disse a verdade, aquela doente mental estudou há tempos aqui e você veio reparar nela agora? Por favor!

- Eu quero ficar sozinho, pode ser?

Gabriela se irrita e vai embora. Ela para um pouco e de repente seu corpo está estendido no chão após um desmaio.

 

Cena 05 - Aeroporto - Tarde.

 

Norma acabara de desembarcar de seu voo, ela veio de Paris e está descendo a escada rolante com um enorme sorriso estampado no rosto. A mulher está usando um salto alto e um vestido vermelho longo, ela acena para a multidão e Lauro sai para abraça-la.

- Hello, I’ts me! – Disse beijando o amigo no rosto.

- Norma Jean! Você sabia que está cada vez mais linda?  - Os dois continuaram a se abraçar.

Norma pegou sua mala e caminhou com o amigo pelo imenso aeroporto, ela tinha uma voz alegre e estava bastante sorridente.

- Há muito tempo que eu não ponho os pés nesse País, o que me conforta é que será por pouco tempo, como você está Laurinho?

- Como você pode ver, eu estou vivo!

- E aquela doida não veio me buscar? Ela sabia que eu ia chegar hoje. – Questionou sobre Selma.

- Estamos um pouco afastados, mas eu liguei para a casa dela e a governanta contou que ela passou na costureira responsável pelo vestido de noiva.

- Eu não vejo a hora de rever a minha amiga! – Disse alegre.

Os dois chegaram ao estacionamento, Lauro guardou a mala e Norma entrou no carro.

- Eu tenho certeza que você estava com saudades da sua cidade natal!

- Meu amor, nada se compara a Europa! – Contestou.

 

Cena 06 - Shopping - Tarde.

Mirtes está passeando com sua sobrinha Letícia e entra em todas as lojas por onde passa. A senhora prova todos os óculos e Letícia parece um pouco entediada.

- Ânimo nessa cara menina! - Disse Mirtes usando um óculo de oncinha.

- Eu não gosto muito de andar em shoppings e a senhora não deveria gastar tanto assim. - Disse Letícia.

Mirtes apreciava uma bolsa de couro e arregalou os olhos para a sobrinha.

- Eu não acredito, nunca tive um desse na minha vida, agora posso meu bem, estou sem emprego, mas tenho o meu seguro.

- Tia Mirtes! - Repreendeu Letícia.

- Por isso mesmo, ainda não conseguiu outro trabalho, o seguro não é para sempre!

- E por isso mesmo você não vai largar o seu ótimo emprego de secretária do Marcos!

- Eu não posso mais trabalhar para o Marcos e a senhora sabe muito bem disso.

- E como vai conquistar ele? Não seja tola Letícia.

- O Marcos ama a Selma e os dois merecem ficar juntos. - Disse Letícia conformada.

 

Cena 07 - Mansão de Selma - Noite.

Selma desce as escadas usando um vestido branco, ela para no último degrau um pouco pensativa. A campainha toca e ela vai em direção à porta, quando abre fica diante de Marcos, ele segurava um buquê de rosas.

- Marcos?! - Disse com um sorriso na voz.

- Eu sei que demorei um pouco, mas eu estou aqui meu amor, eu não quero perder mais tempo algum com você!

Selma escondeu o rosto com as mãos atônitas com a surpresa de seu noivo, ela olhou para ele e os dois se beijaram ao som de Everybody's Change. O buquê caiu sob o chão.

- Eu pensei que nunca mais fosse sentir o como era o seu beijo, como era cada detalhe do seu rosto, do seu corpo, eu te amo Marcos!

Ele passa o dedo delicadamente nos lábios da amada e sorri.

- Promete que não vai deixar nada atrapalhar o nosso amor?

- Marcos! - Ela fechou os olhos e disse algo no ouvido do rapaz. - Eu não quero mais te chatear, eu só quero te fazer feliz para sempre.

Ele continuou olhando nos olhos da amada, uma lágrima escorreu dos olhos dela e os dois voltaram a se beijar.

 

Cena 08 - Bar - Noite.

Rubens estaciona o carro e entra em um bar. Diana está dentro de um táxi e acompanha tudo dentro do carro quando uma mulher se aproxima de seu marido.

- Eu pensei que fosse me dar um bolo! - Disse a mulher segurando um cigarro entre os dedos.

- Você sabe muito bem que cumpro as minhas palavras! - Disse Rubens.

Ele puxou a mulher que sentou em seu colo e acariciou seus seios.

- Tem presente para mim? - Questionou a mulher.

Tocava uma música animada e Stefani beijou o amante. Diana engoliu o choro e o taxista olhou pelo retrovisor.

- Está tudo bem, senhora? - Perguntou o motorista.

- Eu já vi tudo que eu tinha para ver, por favor, me leve a outro lugar! - Implorou Diana.

 

Cena 09 - Mansão de Selma - Noite.

Vera fazia sala para os convidados. Norma e Lauro conversavam sobre coisas aleatórias, então Selma desceu com seu vestido vermelho com um decote peculiar.

- Desculpem pela demora! - Disse descendo lentamente.

Norma levantou vibrante do sofá para abraçar a amiga.

- Selma, eu estava com tantas saudades suas!

- E eu estou muito feliz por você ter vindo, afinal você deixou Paris para o meu casamento!

As duas sentaram fazendo companhia a Lauro. Vera caminhou até a patroa.

- Posso mandar servir o jantar? - Perguntou a governanta.

- Espere um pouco, Vera. Eu quero matar um pouco de saudades da minha amiga!

- Tudo bem, quando quiserem é só me chamar! - Disse Vera ao sair.

Lauro segurou a mão de Selma e não conseguiu evitar um constrangimento. Norma tentou disfarçar e pegou uma caixa para a amiga.

- Pra mim? - Perguntou Selma curiosa.

- É um presente simples, mas é de coração! - Disse Norma.

- Meu deus, um colar de esmeralda? Eu não acredito no que estou vendo. - Disse Selma ainda surpresa.

 

Cena 10 - Casa de Diana - Noite.

Marcou pegou as chaves e abriu a porta, ao entrar ele encontrou a irmã acordada sentada na poltrona da sala. Ele fechou a porta e se aproximou dela.

- Ainda acordada? Já é um pouco tarde. – Disse ele fazendo barulho com as chaves.

Diana olhou para o irmão.

- Não estou conseguindo dormir, estou preocupada com o Daniel, esse menino saiu e não disse para onde foi. – Ela mentiu, não era o verdadeiro motivo de sua preocupação.

- Quer que eu converse com ele? – Tentou ajudar.

- Não precisa meu irmão, vá dormir e descanse, sei que o seu dia foi longo e cansativo. – Ela apertou sua mão o confortando.

- Está bem, até amanhã!

Ele a beijou em seu rosto e saiu da sala indo diretamente a seu quarto. Ela olhou em sua volta e viu vários retratos ao lado do marido, um dia na praia, no parque quando o filho era mais novo e até no dia de seu casamento, quando uma lágrima escorreu de seus olhos e ela se viu obrigada a enxugar com a própria mão.

- Será mesmo que eu mereço tudo isso que está acontecendo? – Perguntou a si mesmo.

Rubens abriu a porta encontrando a esposa na sala, os dois se fitaram e os dois já estavam frente a frente.

- Está um pouco tarde para ficar acordada meu amor, o que houve? – Perguntou ele.

- E não está um pouco tarde para chegar a essa hora? – Ele respondeu com outra pergunta.

- O trabalho... O trabalho hoje foi insuportável, tanta coisa que eu tive que resolver e eles não resolvem sem mim. – Respondeu enquanto tirava sua camisa.

- Trabalho Rubens? Eu não sabia que você trabalhava agora em bares, pode me explicar isso?

- O que? Eu não estou entendendo! – Ele se fez de desentendido.

 

Continua...

 

 

 

 



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