História Intragável coração - Capítulo 24


Escrita por: ~ e ~JonhLEH

Exibições 8
Palavras 2.910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 24 - Verdadeira face


Fanfic / Fanfiction Intragável coração - Capítulo 24 - Verdadeira face

Cena 01 - Rua - Noite.

Já é noite e Álvaro desce de um táxi após estacionar na porta de um condomínio, o rapaz paga a viagem e se dirige a portaria. O porteiro olhou uma vez para o homem e logo em seguida lhe entregou uma chave.

- Já está tu... Tudo certo! - Gaguejou o funcionário.

- Obrigado! - Disse gentilmente com um enorme sorriso.

Álvaro riu e tomou a chave de suas mãos, entrando em direção ao estacionamento que levara ao elevador. O porteiro continuava observando o estranho em seu trajeto com olhos arregalados.

- Como você consegue ser tão lindo? - Pergunto a se mesmo diante do espelho do elevador.

Ele saiu de lá assim que chegou à cobertura, o celular tocou em seguida e tirou do bolso rapidamente. - Acabei de chegar, não demore! - Desligou e abriu a porta do apartamento.

- Eu não estou acreditando nisso, eu sai daquele cafofo e agora sou o cara da cobertura, tudo bem que isso ainda é pouco do que tenho para conseguir, a vida boa só está começando... Álvaro, Álvaro! - Ele se jogou no sofá e deixou os pés para a cima. - Vida de pobre nunca mais!

A campainha tocou em seguido e ele levantou-se apressado para abrir a porta.

- Eu pensei que fosse criar raízes aqui te esperando, mas agora que você chegou, eu quero é fazer outra coisa!

 

Cena 02 - Cobertura - Noite.

Álvaro estava diante da mulher que esperava, seu olhar parecia faminto quando a fitava, era Letícia. Ela continuava parada na porta e tentava driblar a seriedade contra um leve sorriso.

- E o que você está pensando em fazer comigo? - Perguntou curiosa.

Ele sorriu quando puxou a moça para dentro da cobertura, fechou a porta com o peso do corpo e a beijou.

- Eu estava com tantas saudades dessa sua boca, de sentir o cheiro da tua pele, não faz mais isso comigo, não faz! - Implorou o rapaz.

Ela mordeu os lábios e o empurrou, tirou os sapatos e passou a observar cada detalhe do apartamento.

- Agora temos o nosso próprio lugar, não vou te largar mais meu amor, eu quero você sempre perto de mim! - Disse confortando o amante.

Ele se aproximou lhe roubando mais um beijo.

- Eu não aguento mais, eu quero você todos os dias, eu quero o seu corpo, eu quero matar de prazer esse meu desejo interminável. - Continuou Álvaro.

- Contenha esses seus hormônios, eu não posso demorar! - Disse ela.

Ele pegou no braço dela e a fitou.

- O que? Você disse que iriamos passar a noite juntos.

- Eu sei meu amor, mas não posso ficar aqui porque o Marcos ficou de ligar e ele está triste com a morte precoce da esposa. Eu não posso deixá-lo sozinho!

- Tudo bem, eu aceitei participar desse seu plano, eu me infiltrei na casa daquela senhora como motorista dela e ainda teve aquele assalto que você inventou, eu me arrisquei por sua causa.

- Esse plano que quase você me matou, a sorte é que o tiro passou de raspão. Eu sei muito bem o que fez, cumpriu a sua parte perfeitamente. Eu me aproximei do Marcos, mas eu não podia ficar com ele, ele tinha que se casar primeiro com a Selma e agora tenho que colocar a segunda parte do plano em prática.

- Essa segunda parte, eu não sei... Eu quero ficar ao seu lado meu amor, porque o meu prêmio sempre foi você!

- Você sabe que não podemos ficar juntos agora, eu tenho que casar com o Marcos primeiro, tomar a fortuna que ele vai herdar da chata da falecida e aí podemos ficar juntos.

- E essa cobertura, como pretende pagar? - Perguntou com certa curiosidade.

- Você só precisa confiar em mim e agora está livre daquele seu emprego de motorista, então... Pare de reclamar!

Os dois se aproximam, ele toca levemente em sua pele delicada. Letícia fecha os olhos ao deixar ser beijada por seu amante.

- Eu não consigo me controlar quando estou perto de você! - Ele confessou olhando em seus olhos e sua boca estava próximo a dela.

- Precisa se controlar! - Ela põe o dedo em sua boca e o afasta. - Eu tenho que ir, mas eu vou voltar e usando aquela lingerie vermelha que você tanto ama.

- Lingerie vermelha? - Ele sorri já pensando no futuro encontro.

- Você sabe muito bem do que sou capaz! - Ela sorri e dá as costas abrindo a porta. - Adeus! - Despediu-se batendo a porta.

 

Cena 03 - Mansão de Selma - Quarto - Noite.

Marcos entrou no quarto que pertencia a sua falecida esposa, ele ligou a luz que iluminara todo o cômodo. Havia um livro na cabeceira, a cama estava arrumada, tudo em seu devido lugar, o papel de parede vintage parecia brilhar com a forte luz, ele esbarrou em um retrato da amada.

- Selma, o que deu em você? Eu queria tanto que estivesse ao meu lado, eu descobri que há um vazio quando não está por perto e agora não resta nada mais em minha vida. - Lamentou o rapaz.

A governanta aproximou os passos da porta entreaberta e viu o homem parado no quarto de sua falecida patroa.

- Não deve pensar assim, ainda é muito novo para dizer que não há mais nada para viver! - Contestou Vera.

- Está aí há muito tempo? - Perguntou Marcos.

- Acabei de chegar, sempre veio no quarto dela e verifico se algo está fora do lugar! - Respondeu a governanta.

- Entendo... Eu ficarei por aqui mesmo! - Disse Marcos aparentando certa tristeza.

- É nessas horas que vemos as pessoas notarem a falta de alguém quando a perdemos! - Disse Vera para si mesma. - Precisa de alguma coisa? - Perguntou tentando mostrar que estava a disposição.

- Não, obrigado! Só quero ficar sozinho!

- Tudo bem, como queira! Boa noite! - Disse Vera ao sair e fechando a porta. - Se você mesmo tiver alguma culpa na morte da minha menina, farei de tudo para que isto tenha um fim merecido! - Disse Vera com certa indignação.

 

Cena 04 - Mansão - Sala - Noite.

Vera desceu as escadas completamente série onde encontrou Segunda parada na porta. As duas se fitaram no mesmo instante e ficaram em silêncio por um tempo.

- Ele vai viver aqui agora? - Perguntou a empregada.

- De fato ele é o marido da Selma e acredito que sim! - Disse Vera inconformada.

- E pode? Se ela morreu antes de consumar o casamento! - Contestou Segunda.

- Minha cabeça está um caos, Segunda! Eu não sei como vai ser o amanhã, eu temo que minhas suspeitas sejam verdades, mas vou esperar e até lá, nada direi! - Disse a governanta.

Um carro estacionou no portão, as duas perceberam a movimentação e olharam pela janela.

- Mas quem será essa hora? - Perguntou Vera.

- Visita essa hora? Gente mal educada! - Respondeu Segunda.

Era Letícia, chegou em um táxi e caminhou em direção a porta da mansão, onde deu de cara com a governanta.

- Boa noite, eu sei que está um pouco tarde, mas preciso falar com o Marcos. Desculpe seu Marcos! - Disse Letícia.

- Querida, eu imagino quem seja, mas é um pouco tarde para visitas! - Disse Vera severamente.

- Eu sou a secretária do Marcos e estou a ordens dele! - Disse Letícia sendo firme em continuar com a visita.

- Como eu disse... O Marcos já está descansando e não vai poder recebê-la! - Continuou Vera.

Elas foram surpreendidas pela presença do rapaz, Marcos estava no alto da escada e desceu calmamente.

- Letícia, o que está fazendo aqui há essa hora? - Questionou a presença da secretária e fitou a governanta. - Pode ir descansar Vera! Eu continuo a partir de agora!

- Como queira! - Disse Vera se retirando junto com a outra empregada.

 

Cena 05 - Mansão - Biblioteca - Noite.

Marcos caminhou em direção à biblioteca, abriu à imensa porta de vidro, o lugar parecia esquecido, não era um local muito frequentado por sua dona. Letícia seguiu o homem com um leve sorriso no rosto.

- Marcos, desculpe a visita tardia, mas eu fiquei preocupada! - Disse a secretária.

- Obrigado, mas não devia se preocupar assim, eu estou bem! - Respondeu Marcos.

Ele passou os enormes dedos nos livros em fileira sob a estante, quase empoeirada. Devido aos últimos acontecimentos, o lugar não deve ter sido aberto para uma limpeza.

- Eu me preocupo sim e estarei sempre a sua disposição! - Disse Letícia com mais suavidade na voz.

- Você é um anjo, Letícia! - Disse Marcos olhando para a mulher. - Está tarde e vou chamar um táxi para você, não devia ter saído de casa só para vir aqui.

- Eu já disse o motivo da minha visita, estou melhor em saber que está bem! - Respondeu Letícia.

- Meu estado físico parece ótimo, mas estou em pedaços por dentro. Eu perdi o amor de minha vida e agora me encontro em um imenso vazio. - Lamentou Marcos.

- Um vazio que pode ser preenchido com o tempo! - Tosse. - Digo, o tempo vai curar as feridas e vai preencher a dor com outros momentos maravilhosos. - Disse Letícia.

- Obrigado! Eu só quero ficar um pouco sozinho, se quiser, fique... Há tantos quartos nessa casa. - Disse ele.

- Tudo bem, está um pouco tarde! Eu fico! - Respondeu a secretária tentando conter sua alegria.

 

Cena 06 - Mansão - Dia.

A mesa com o café da manhã estava pronta, Vera viu a secretária descer sob a escada e a fitou até a mulher se aproximar. Letícia carregava um enorme sorriso e seus olhos brilhavam.

- Bom dia! - Disse Letícia parecendo muito feliz.

- Pelo que vejo, dormiu esta noite aqui... Bom dia! - Disse Vera.

- Estava tarde e o Marcos pediu que eu ficasse no quarto de hóspedes! - Disse antes de morder uma maçã.

Marcos desceu em seguida e apareceu na sala com uma roupa preta, sua barba estava surgindo e já era possível perceber.

- E o motorista? - Perguntou Marcos mostrando-se curioso.

- Ele se ausentou mais uma vez. Talvez tenha acontecido algo com a tia do rapaz! - Explicou a governanta.

Letícia tomou uma xícara de café enquanto fitava o homem. Vera fitou discretamente a secretária e o suposto novo patrão.

- Dispense o rapaz! - Disse Marcos cortando o pão ao meio.

- Como? - Perguntou Vera.

- Não precisamos mais de seus serviços, infelizmente a Selma não está mais entre nós! - Explicou Marcos.

- Marcos, desculpe... Mas não há como oferecer outra função ao rapaz? Está tão difícil conseguir um emprego hoje em dia. - Disse Letícia.

- Tudo bem, não faça nada, então, Vera! - Disse olhando para a governanta.

- Aguardarei suas ordens! - Disse Vera se retirando da sala.

 

Cena 07 - Apartamento de Lauro - Dia.

Lauro preparava um drink e serviu para a amiga. Norma tinha um olhar triste, mas sorriu ao beber junto do amigo.

- É tão triste saber que não encontrarei mais a minha melhor amiga, que não vou mais conversar com ela, contar as novidades e ser o que sempre fomos. - Comentou Norma.

- Meu coração está partido, eu não acredito que a Selma esteja morta, se ela tivesse me aceitado, com certeza não teria tido este triste fim. - Lamentou Lauro.

- Você bem que podia voltar comigo à Paris! - Pediu a amiga.

- Eu não posso viajar neste momento, ainda tenho que resolver algumas coisas, eu quero poder estar aqui durante a investigação do acidente, eu quero ficar mais perto da Selma!

Norma olhou nos olhos do amigo e segurou a sua mão.

- Ela não volta mais, meu amigo! Eu não quero ficar mais um minuto neste lugar, quero lembrar-se dela de como sempre foi, alegre... - Fechou os olhos para conter o choro. - Ela tinha tudo e eu a amava demais. - Continuou.

- Eu a amei desde o princípio e acreditei que o meu amor por ela fosse o suficiente para os dois. Eu sonhava com a Selma Monteiro todos os dias. - Seus olhos se enchiam de lágrimas, estava diante de sua lápide, era possível ouvir outros choros, lamentações, então, jogou uma rosa sobre o túmulo e uma lágrima caiu sobre a terra. - Onde quer que você esteja, saiba que sentirei tanto a sua falta! - Disse o rapaz que ao abrir os olhos viu o rosto pálido de sua amiga, Norma.

- Ela também te amava, ela sempre considerou você um grande amigo! - Disse tentando confortá-lo.

- Eu sei que tivemos grandes momentos, talvez os melhores de sua vida e isso eu tenho certeza que foram! - Afirmou Lauro.

- É bom nos apressarmos, eu não posso perder o voo! - Disse em lágrimas e os dois se abraçaram.

 

Cena 08 - Casa de Diana - Dia.

Diana foi em direção à porta após ouvir a campainha e ao abrir se deparou com Gabriela. A moça parecia abatida e havia cortado o cabelo, pois a última vez que tinha visto, ela tinha um cabelo quase na cintura.

- Posso entrar? - Perguntou a garota.

- O Daniel não está, mas entre... Até preciso conversar com você!

Gabriela entrou e Diana fechou a porta.

- Ele não tem atendido minhas ligações, eu sei que não sou a melhor pessoa do mundo, mas eu estou esperando um filho dele. - Lamentou a garota.

- O Daniel sabe que será pai e ele pretende cuidar bem dessa criança, mas é claro que deve se preocupar com você, enquanto estiver esperando a criança, evidentemente! - Disse Diana.

- Eu não tenho para onde ir! - Disse Gabriela quase em lágrimas.

- Não vou te negar ajuda... Menina! Mas se quiser ficar nesta casa, deverá obedecer algumas regras, eu quero estar perto do meu neto e quero cuidar bem dele.

- Então, eu posso ficar?

- E os seus pais? Eu sei que não vêm de uma família humilde, seus pais devem mostrar cuidados. - Questionou a mãe de Daniel.

- Eles não sabem ainda, estão viajando e disseram que não vão mandar mais a mesada, então decidir pedir ajudar! - Confessou Gabriela.

- Olha esse seu estado, meu deus! Precisa de um banho, os seus pais podem esperar por enquanto e você tem que se cuidar, deixar de ser essa garota que você é e ter mais responsabilidade.

- Eu estou ciente do que eu devo ser daqui para frente! - Disse Gabriela a Diana.

- Eu vou consertar essa menina! - Disse Diana para si mesma.

 

Cena 09 - Um mês depois - Casa de Diana - Dia.

Daniel chegou à sua casa e se deparou com Gabriela entretida na sala assistindo TV. Diana preparava o almoço, mas sempre que podia prestava atenção na garota.

- Eu ainda estou me acostumando com você nessa casa! - Disse Daniel.

- Desculpa! Não pude evitar, mas o que importa é que o bebê está bem! - Disse Gabriela se mostrando alegre.

- Sim, depois precisamos marcar uma consulta, quero me certificar que já pode ser possível saber o sexo do bebê! - Disse Daniel.

- Não, Daniel! Eu não quero saber, quero que seja surpresa! - Suplicou Gabriela.

- Tudo bem, depois conversamos melhor! - Respondeu Daniel.

O rapaz deixou a moça na sala e se aproximou da mãe.

- O que os dois sussurravam? - Perguntou séria. - Não quero brigas nesta casa!

- Não sussurramos nada, muito menos brigávamos. Eu só disse que seria saber o sexo do bebê. Mãe, a Gabriela tem ido ao médico? - Questionou Daniel.

- Bem, ela disse que tem ido, nunca quer minha companhia, diz que pode ir sozinha! - Diz Diana.

- Estranho, eu vou marcar outra consulta e irei com ela, ela não vai escapar! - Disse Daniel.

 

Cena 10 - Empresa Monteiro - Dia.

Letícia caminhou até a sala da presidência, segurava uma pasta em sua delicada mão, bateu na porta e entrou em seguida. Marcos estava em sua cadeira, usava um terno mais claro e sua barba estava maior, ele sorriu e pegou a pasta com a secretária.

- Fico contente em saber que melhora a cada dia! - Disse Letícia.

- Letícia, se preocupa tanto assim comigo? Eu estou bem! - Questionou Marcos.

- Desculpe, estou sendo além de uma simples secretária, pensei que podia ser a sua amiga! - Disse Letícia mostrando-se um pouco de incomodo.

- Está tudo bem, eu gosto da sua companhia e devo agradecer tudo que fez por mim depois do que me aconteceu. Você é um anjo, Letícia! - Disse Marcos tentando se desculpar.

- Sabe que estou aqui ainda porque me pediu ou eu já estaria longe, mas estou aqui porque gosto. - Disse Letícia.

O telefone tocou e Marcos atendeu.

- Sim, pode mandar entrar! - Desliga o telefone. - É o delegado! - Disse para a secretária.

- E o que ele quer aqui? - Perguntou Letícia curiosa.

- Diz ele que concluiu a investigação sobre o acidente que matou a Selma, será agora que receberei a minha sentença? - Perguntou Marcos.

 

Continua...

 

 

 

 

 

 

 



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