História Intragável coração - Capítulo 25


Escrita por: ~ e ~JonhLEH

Exibições 5
Palavras 2.594
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 25 - Relato


Cena 01 - Empresa Monteiro - Dia.

Letícia caminhou até a sala da presidência, segurava uma pasta em sua delicada mão, bateu na porta e entrou em seguida. Marcos estava em sua cadeira, usava um terno mais claro e sua barba estava maior, ele sorriu e pegou a pasta com a secretária.

- Fico contente em saber que melhora a cada dia! - Disse Letícia.

- Letícia, se preocupa tanto assim comigo? Eu estou bem! - Questionou Marcos.

- Desculpe, estou sendo além de uma simples secretária, pensei que podia ser a sua amiga! - Disse Letícia mostrando-se um pouco de incomodo.

- Está tudo bem, eu gosto da sua companhia e devo agradecer tudo que fez por mim depois do que me aconteceu. Você é um anjo, Letícia! - Disse Marcos tentando se desculpar.

- Sabe que estou aqui ainda porque me pediu ou eu já estaria longe, mas estou aqui porque gosto. - Disse Letícia.

O telefone tocou e Marcos atendeu.

- Sim, pode mandar entrar! - Desliga o telefone. - É o delegado! - Disse para a secretária.

- E o que ele quer aqui? - Perguntou Letícia curiosa.

- Diz ele que concluiu a investigação sobre o acidente que matou a Selma, será agora que receberei a minha sentença? - Perguntou Marcos.

- Eu tenho certeza que não tem culpa na morte da Dona Selma e tudo não passou de um trágico acidente! - Apoiou Letícia.

O delegado entrou, Marcos estava sentado em sua cadeira e levantou-se para receber o importante homem que definiria se o mesmo é o culpado ou não. Letícia continuou intacta onde estava deixando o homem passar.

- Espero não atrapalhar, mas sabe que estive trabalhando bastante no caso de Selma Monteiro e agora tenho o laudo da perícia em mãos. - Disse o Delegado olhando diretamente ao viúvo da vítima.

- Não posso esconder o quanto estou ansioso para saber o resultado, afinal a Selma era a minha esposa e sinceramente desejo saber a verdade. - Disse Marcos sendo firme.

- Evidentemente, então vou direto ao assunto. A Selma Monteiro, sua recém-esposa... Infelizmente, hoje ela não está mais entre nós, como a vida costuma brincar com a gente? Bem, hoje estamos bem e no outro dia nem estamos mais. - O delegado continuou fitando Marcos e relatando o que descobrira sobre a morte da esposa do rapaz. - Sua esposa resolveu sair de repente, no qual a razão não sabemos, mas o fato é que saiu com o carro em uma velocidade acima do normal, ela estava passando por uma curva e digamos que parou, percebeu-se o risco que corria caso continuasse, mas não espera que um outro veículo fosse justamente bater contra o seu, então o pior aconteceu, o mesmo despencara sobre o abismo, não havia como sobreviver aquele acidente, ainda houve a explosão. - Relatou o Delegado.

- Então, foi exatamente isso que aconteceu? Como pode ter tanta certeza? - Perguntou Letícia.

- Sim, a perícia comprovou a batida na traseira do carro da Dona Selma e houve uma testemunha... - Afirmou o delegado.

- Testemunha? Conte-me tudo! - Pediu Marcos.

- Testemunha? O que será que esse chato descobriu? - Perguntou Letícia para si mesma.

- Sim, na hora do acidente... A testemunha passava por perto e viu quando o acidente aconteceu, mas infelizmente não conseguiu identificar o sujeito que causou a batida. - Disse o delegado.

- Esse sujeito tem que pagar, precisamos encontrá-lo! - Disse Marcos. - Só não espero ser acusado desse acidente, pois eu amava demais a minha mulher.

- Sabemos que sim, mas não se preocupe, sobre isso pode ficar tranquilo! - Afirmou o delegado.

 

Cena 02 - Supermercado - Dia.

Diana está empurrando um carrinho de compras, ela está numa prateleira de biscoitos e acaba derrubando alguns pacotes sobre o chão. Um homem que estava ali perto corre para ajudá-la e a fita sorrindo.

- Continua desastrada? - Perguntou o homem sorrindo.

- Não acredito! Artur? - Perguntou surpresa. - É você mesmo?

- Eu estou mais bonito? Eu detestava ser o gordinho na nossa época do colegial, mas agora estou completamente lindo aos 40. - Disse com otimismo.

- Eu não estou acreditando que te reencontrei, mas você está lindo mesmo, não parece aquele menino do colégio. Como você está? - Perguntou Diana.

- Estou bem e você em? Está elegante, linda, você sempre foi linda, aliás! - Disse ele sendo cortês.

Os dois então se abraçaram e ficaram ali mesmo colocando a conversa em dia. Diana parecia muito feliz em ter encontrado um amigo do passado.

- Você tem que jantar lá em casa, eu faço questão! - Disse ela.

- É só você marcar o dia e eu vou lá marcar presença! - Respondeu.

 

Cena 03 - Casa de Diana - Quarto - Tarde.

Daniel passava pelo seu corredor, Gabriela percebeu e começou a gemer, ela sentou na cama em seguida e o pai de seu suposto filho entrou preocupado.

- Está sentindo alguma coisa, Gabi? - Perguntou Daniel.

- Estou com algumas dores, mas sei que ela vai passar, eu fico preocupada, não quero que nada aconteça com nosso filho. - Disse Gabriela.

- Quer que eu a leve no médico? Eu chamo um táxi agora! - Disse Daniel aflito.

- Não... Não precisa, vou ficar bem e o nosso filho também! - Disse Gabriela agora com um sorriso. - Está aliviando, eu só preciso de você comigo.

- Quer que eu fique? - Perguntou ele.

- Se você puder, só fazendo companhia mesmo, eu vou me sentir mais segura ao seu lado! - Disse ela.

Ele decidiu ficar, ela afastou um pouco da cama onde esticou as pernas e o rapaz deitou ao lado conforme o pedido.

 

Cena 04 - Cobertura - Tarde.

Álvaro abre a porta do apartamento e encontra Letícia parada, ela entra e o beija sem dizer nada. Ele estranha e se afasta da amante.

- O que aconteceu? Eu te conheço e você não é de aparecer assim sem avisar! - Perguntou preocupado.

- Saiu o laudo da morte da chata da Selma, o Marcos saiu inocente, mas o delegado sabe que alguém causou a batida. - Contou Letícia.

- Céus, e agora? Será que eles sabem que fui eu? - Perguntou Álvaro preocupado.

- Não sua anta, ainda não! - Disse irritada. - A tal testemunha não soube indicar quem fora o culpado, você nem devia ter saído daquele carro, isso foi uma burrice! - Afirmou ela ainda irrita.

- Espera aí, eu tinha que ter certeza que ela estava morta, mas foi rápido e depois fui embora. - Disse ele.

- Espero que não tenha visto, mas para garantir, eu tenho que encontrar essa testemunha e acabar de vez com ela. - Disse Letícia com firmeza.

- Você é tão cruel! - Comentou Álvaro.

- Cruel, eu? Imagina meu bem, eu sou o capiroto. Deixa a crueldade para a Selma, ela está morta e não está aqui para se defender. O Marcos ainda vai descobrir um podre da falecida e aí ele nunca mais vai pensar nela. - Comentou Letícia.

- Eu acredito que a única coisa podre que poderia desenterrar sobre a Selma, seria sobre a suposta mãe biológica! - Disse Álvaro.

- Não sei, não conheço muito bem sobre esta mulher, espero que ela não seja um problema futuro. Eu quero saber é das joias da Selma. - Perguntou ela.

- As joias da Selma estão dentro de um fundo falso no guarda-roupa dela, closet... Sei lá! Vi uma vez ela guardando! - Comentou Álvaro.

- Essas joias vão ser minhas, quem vai procurar as joias da defunta? Qualquer coisa falo para o Marcos que aquela casa tenha gente demais que pode ter furtado. - Disse Letícia com um olhar maldoso.

 

Cena 05 - Mansão - Sala - Tarde.

Marcos entra e é surpreendido pela presença de Vera. Os dois se olham em silêncio por alguns momentos, ele deixa a chave do carro sobre a mesa de vidro da sala e se aproxima da governanta.

- Algum problema, Vera? - Perguntou sério.

- Desculpe Marcos! Seu Marcos! - Disse Vera.

- Pode me chamar de Marcos, não precisa de tanta formalidade comigo, sei que você era como uma mãe para a Selma! - Disse Marcos.

- Tudo bem, realmente eu tinha a Selma como uma filha, cuidei dela desde menina, ela não tinha mais os pais e esta foi minha missão aqui na terra. - Disse a governanta conformada. - Mas o que eu queria saber... Era se vai continuar no quarto da Selma, ela não está mais aqui e gostaria de manter o lugar do jeito que está.

- É... Deixe o quarto como está. Eu ficarei sim, mas em outro quarto, também não quero que nada mude, eu quero entrar lá e pensar na Selma, não quero que a lembrança dela se apague da minha memória. - Disse Marcos com um ar triste.

 

Cena 06 - Casa de Diana - Noite.

Rubens e Diana estão sentados junto à mesa de jantar, ele se serve de um pouco de café e ela apenas o observa com uma aparência mais alegre.

- Está me parecendo tão contente hoje, o que aconteceu? - Perguntou Rubens curioso.

- Encontrei um amigo, isso me fez bem e até o convidei para jantar em nossa casa! - Disse com um tom mais alegre.

Daniel e Gabriela chegaram em seguida e sentaram-se fazendo-lhes companhia.

- Convidou um amigo para jantar aqui? Aqui em nossa casa? - Perguntou Rubens agora demonstrando ciúmes.

- Quem vai jantar aqui? - Perguntou Daniel.

Diana fitou o marido e o filho, enquanto Gabriela se servia de um pão.

- Como eu disse antes, eu acabei encontrando um amigo do colégio e resolvi convidá-lo, eu mereço isso. - Disse sendo firme. - E você Gabriela, como está o meu netinho? - Agora perguntou se preocupando com o bebê.

- Ela estava sentindo dores hoje cedo, mas disse que passou! - Comentou Daniel.

- E você só me diz isso agora? Não foi ao médico? - Interrogou agora mais preocupada.

- Está tudo bem, não precisa se preocupar, o neto da senhora está ótimo! - Afirmou Gabriela.

 

Cena 07 - Cemitério - Dia.

Lauro está diante da lápide em memória de sua querida e amada Selma Monteiro, ele não consegue segurar suas lágrimas e lhe deixa um buquê de rosas sobre o túmulo. Está tocando "Faded" do Alan Walker ao fundo, ele enxuga as lágrimas com um lenço e se ajoelho.

- Meu amor, meu grande amor... Eu queria tantar estar o seu lado, eu queria poder te dar tudo que eu sempre quis, o meu amor por você porque ele sim, ele era sincero, puro e eu te tinha como uma grande amiga, eu suportei este sentimento o quanto pude, então não conseguia mais esconder, eu não queria isso, eu jamais desejei que esse fosse o seu fim, deixou-me com o coração em pedaços e sei que daqui em diante, não haverá mais como repará-lo porque meu amor por você é imenso e será para sempre. - Ele soluça e enxuga mais uma vez suas lágrimas. - Eu prometo que o culpado ou culpada vai pagar caro, eu prometo.

 

Cena 08 - Mansão de Selma - Dia.

Vera desce as escadas da mansão e vai em direção à porta de entrada, ao abrir se depara com Letícia. A secretária sorri e entra sem a permissão da governanta.

- Desculpe... Estou entrando assim, eu acabei que nem avisei que vinha, mas eu esqueci um pertence meu. - Confessou Letícia.

- Um pertence seu? Não me lembro de ter encontrado nada que não seja desta casa e olhe que o quarto que esteve, eu verifiquei muito bem. - Disse Vera sendo firme.

- Eu entendo, mas é que aquele brinco, sim... Foi um dos brincos que tanto amo e tenho ciúmes, eu tenho certeza que esqueci lá e por isso não deve ter visto quando passou os olhos. - Relatou Letícia.

- Tudo bem, eu acompanho a senhorita! - Respondeu Vera.

- Não precisa se incomodar, eu não quero dar trabalho, só um brinco! - Continuou Letícia.

Vera passou a secretária e começou a subir as escadas. Letícia respirou fundo e seguiu a mulher.

 

Cena 09 - Casa de Diana - Sala - Dia.

Diana serve um copo de suco ao irmão Marcos que pega com vontade, ele sorri para ela que parece estar preocupada, então, os dois sentam lado a lado.

- Como você está? Eu fico preocupada mesmo, sozinho naquela casa, tenha certeza que vai ficar bem lá? - Perguntou ela.

- Aquela casa é da Selma e estar lá, de um jeito me deixa triste, por outro me conforta! - Confessou Marcos.

- Isso pode fazer mal para você, sabe que pode ficar aqui o quanto puder! - Disse Diana.

- Eu não quero mais incomodar você, minha irmã! - Deixou o copo sobre a mesa de centro- Eu quero ter o meu próprio lugar e este sempre foi o meu sonho, sei que ficar naquela casa por enquanto é o que quero. Eu amava a Selma e nunca imaginei que ela fosse me deixar tão cedo.

- Pois é, a vida nos surpreende! Se um dia eu morrer e sei que vou morrer, o que me conforta é saber que você e o Daniel vão estar bem. - Ela respirou forte. - A Cintia, essa menina faz tanto tempo que não recebo notícias, sei que não fui uma boa mãe, sempre estive ausente, mas ela que não quis saber de mim, eu tentei. - Lamentou Diana.

- Não fale isso, sabe que ela escolheu ir morar em outro país, ela quis ficar com a vó, se você não tem notícias dela, isso não é culpa sua! - Confortou Marcos, os dois então se abraçaram.

 

Cena 10 - Mansão - Dia.

Vera e Letícia entram no quarto em que a secretária passou uma noite, os gritos de uma mulher chamam a atenção da governanta.

- Mas o que será isso? - Perguntou Vera preocupada.

- Parece voz de mulher e está bem alterada! - Comentou Letícia.

- Eu vou ver o que é isso, você me espere aqui que já volto, acredito que seja quem é a pessoa! - Disse Vera parecendo aborrecida.

A governanta saiu, Letícia aproveitou e quando viu o corredor vazio, tratou logo de entrar no quarto de Selma e encostou a porta com cuidado.

- Seja quem for essa criatura vai me ajudar bastante! - Comentou Letícia agora dentro do quarto de Selma.

Vera descia as escadas, mas parou em um dos degraus e voltou para o corredor dos quartos, ela foi em direção ao quarto de Selma e trancou a porta, a chave colocou em um dos bolsos de seu uniforme, então retornou para verificar o que acontecia lá fora. Podia-se ouvir o grito da mulher - Deixem-me entrar! - Gritava portão da mansão. Letícia havia aberto o closet de Selma e encontrou o fundo falso que Álvaro lhe havia dito, pegou a caixa, seus olhos brilhavam, seu coração acelerou quando teve a certeza que estava com a caixa das valiosas joias da falecida.

- Selminha, sinto muito, mas defunto não usa joias mesmo e elas são minhas... Desculpa!

Ela pegou todas as joias e colocou em sua bolsa, tentou ser mais rápida e quando andou até a porta, girou a maçaneta e ela não abriu. - Eu não estou acreditando, está trancado! - Ela fica desesperada.

 

Continua...

 

 



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