História Intuição positiva - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Capítulo Único, Conto, Escola, Pensamentos, Professora, Reflexão, Sensitivo
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Palavras 1.375
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Escolar

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oe oe oe.
Escrevi esse conto para participar de um concurso. Achei legal e resolvi postar. Espero que vocês também gostem.

Capítulo 1 - Capítulo único


            Como tudo começou, eu não sei explicar muito bem. Apenas sei que foi em uma manhã de segunda-feira, mais um dia em que eu esperava as horas tediosas me consumirem, a falsidade dos demais seres humanos me cansar e meus amigos se empolgarem com as conversas sobre o último final de semana.

            E eu apenas sentada no canto da praça de alimentação, com os olhos varrendo o local como se fosse encontrar uma mina de ouro, mas, na verdade, eu nada procurava. Mas não me chatearia se encontrasse algo interessante para me concentrar.

            Nada me surpreendeu, como já esperado. Apenas as mesmas pessoas de sempre, a mesma intuição ruim preenchendo meu coração. Odiava ser sensitiva e sentir como se quase todos tivessem más intenções comigo. Infelizmente quase sempre essa era a verdade. Ninguém pensava em ninguém, o egoísmo reinava naquele lugar cheio de adolescentes falantes, mas suas palavras eram vazias, disseminando ódio e sem nenhuma sombra do amor que deveriam sentir para com o próximo.

            Mas foram poucos os minutos em que minha maior ocupação foi distanciar meus pensamentos das sensações ruim. Logo aquela pessoa apareceu. Apareceu fazendo meu coração acelerar um pouco e meus olhos ficarem mais espertos, seguindo-a. Era muito bonita, mas não era isso que mais me chamava atenção, era o ar ao seu redor, a intuição repentina repleta de bons sentimentos. O conforto, a paz que atingiu meu ser. O sorriso espontâneo, o suspiro de alívio.

            Meus amigos me encararam por um breve tempo, espantados, mas logo desviaram o foco de mim. Eu sabia o que era aquilo, eu sabia o que estava sentindo e não sabia se ficava feliz ou preocupada com tudo isso.

            Eu havia acabado de reconhecer uma pessoa que valia a pena conversar e fazer amizade. Eu vi. Não, não apenas vi, eu senti nos meus mais profundos sentimentos que aquela pessoa se esforçava todos os dias para dar o seu melhor, para não magoar alguém e para ajudar a todos que precisavam.

            De repente me senti em uma espécie de bolha e que, nessa bolha, as pessoas brilhavam como se fossem pisca-piscas. A maioria irradiava uma luz sombria, que me causava calafrios, mas uma pequena quantidade irradiava uma luminosidade clara e bonita de se admirar. E era apenas naquelas poucas pessoas que eu confiava. Havia falado com poucas delas, mas apenas observando seu modo de agir com os demais eu conseguia identificar seus pontos positivos e negativos e balancear qual se sobressaía.

            Não era como se eu fosse uma garota em constante julgamento alheio, fazendo fichas e mais fichas descritivas sobre o que achava dos outros. Mas vinha de mim, desde quando me entendi por gente eu sempre tive esse “dom”. eu olhava para as pessoas e meu coração me respondia a curto ou a longo prazo o quanto eu poderia investir na amizade. Se eu havia conhecido uma pessoa do bem ou do mal.

            Eu nunca considerei isso como um benefício para mim, era horrível sentir que estava excluindo pessoas da minha vida mesmo com a certeza interior de que eram pessoas que não desejavam meu bem.

            E eu sempre confiei na minha intuição, sempre acreditei nessa minha voz interior me orientando sobre o próximo. Mas, na maioria das vezes, eu duvidava da minha capacidade de lidar com isso.

            Enquanto me perdia em mais pensamentos, a pessoa que me chamou a atenção sumiu do meu campo de vista. Instintivamente me levantei e a procurei desesperada. Dei uma desculpa qualquer para meus amigos e me afastei. Me aproximei da cantina e o cheiro de lanches e frituras me deu enjoo. Passei perto de alguns alunos que me encararam de cara feia. Os desprezei e foquei no meu objetivo atual: encontrar quem havia me despertado sentimentos positivos e me agarrar a ela como se fosse minha última esperança naquele confinamento de seres humanos nada agradáveis.

            Odiava minha repulsa por tanta gente, mas não era algo que conseguiria mudar em pouco tempo.

            Finalmente a encontrei. Conversava animadamente com uma professora, mas essa não estava com o mesmo ânimo, parecia entediada e com pressa. Tratou de se desvencilhar da mulher a sua frente e passou por mim se esbarrando e quase me derrubando.

            Foi quando a outra me viu, seus olhos pareciam estar sorrindo, o bem estar me atingiu mais uma vez, o coração aqueceu e eu sorri. Era muito bom ficar perto de pessoas que me agradavam.

            — Está tudo bem com você, menina? — ela me perguntou se aproximando.

            — Sim, tudo bem — eu respondi confortavelmente, mas com certo estranhamento. Nunca alguém havia me perguntado se eu estava bem. Pelo menos não com preocupação, era sempre uma pergunta falsa e cheia de obrigação.

            — Por que está andando sozinha pela escola? Onde estão seus amigos? — ela perguntou colocando uma mão no meu ombro.

            — Meus... amigos? Eles estão ocupados agora.

            Falei minha desculpa tentando convencê-la, para evitar maiores preocupações e ela pareceu acreditar em mim.

            — Bem, se você está sozinha, acho que podemos fazer companhia uma para a outra, certo?

            Certo? Acho que sim, não haveria problemas. Apenas assenti.

            — Eu me chamo Flávia — disse e segurou minha mão antes de me conduzir para um lugar mais distante da praça de alimentação.

            — Meu nome é Thaísa — falei quando paramos de andar. — Reparei que você é nova por aqui.

            — Sim. — Flávia inclinou um pouco a cabeça, ainda sorridente. — Sou a nova professora de matemática e fico feliz por já conhecer uma aluna.

            Sorri para ela. Era como se estivesse conseguindo uma nova amiga. Mas dessa vez uma amizade verdadeira e não apenas de aparências. Flávia se mostrou em poucos minutos ser uma pessoa muito melhor do que metade dos seres humanos daquela escola. Tinha que admitir: minha intuição positiva falou mais alto mais uma vez.

            — Eu estava te observando — confessei. — Você me chamou atenção. Não tenho como explicar.

            — Te chamei atenção? Isso é bom?

            — Por esse motivo, sim. Você não me chamou a atenção por me parecer uma pessoa má ou falsa, mas sim por parecer ser atenciosa e com bom coração.

            Flávia ficou com o rosto iluminado.

            — Nossa, você mal me avistou e já conseguir pensar tudo isso de mim? Espero muito que você esteja certa.

            E eu estava, tinha certeza. Meu subconsciente nunca me iludia. Eu nunca errava com minha descrição para com as pessoas.

            Conversamos por mais alguns minutos e eu me senti muito confortável, com a paz que almejava a dias, mas não encontrava. A partir daquela hora meu dia perdeu a tonalidade tediosa e escura e ganhou um pouco mais de cor, vida, porque uma pessoa que se mostrou muito importante para mim, mesmo em poucos minutos, me deu um ponto a mais de esperança na humanidade.

            Eu podia estar errada, claro, poderia ser a primeira vez que me enganava sobre alguém, mas preferia confiar na minha sensibilidade de nascença, no meu “dom” que ninguém compreendia e continuar aproveitando a companhia da nova professora de matemática.

            Teria um ano letivo interessante, algo me dizia que, pela primeira vez, eu veria a pequena porcentagem iluminada com a força do bem e do respeito na minha escola amenizar a obscuridade e o desrespeito espalhado pela instituição.

            E eu me permitia vivenciar essa mudança e queria ser também parte dela. Talvez fosse a hora de não somente me afastar de quem me transmitia energias negativas, mas também ajudá-las a se tornarem pessoas melhores. Não que eu fosse um exemplo a ser seguido, mas todos juntos poderíamos mudar muito em nosso caráter. Poderíamos ser mais positivos.

            Uma campainha tocou alertando sobre o início das aulas seguintes. Me despedi da professora Flávia e voltei a me encontrar com meus amigos, já bem animada.

            — Nossa, Thaísa, você parece diferente. Nem parece que está com o incômodo de sempre — um dos meus amigos observou.

            — Pois é, parece que nesse ano algumas coisas serão diferentes. Uma diferença mais positiva  —  eu falei sentindo ainda mais a certeza de que até as pessoas mais cruéis poderiam mudar e que cada vida poderia se sentir mais confortável se encontrassem ao seu redor pessoas com capacidade para confortá-las.

            E isso não era uma tarefa difícil.


Notas Finais


Agradeço a quem leu e, por fim, gostaria de pedir ajuda para quem se disponibilizar. Sou uma escritora em ascensão e escrevi um conto para um concurso que ocorrerá nesse mês. Agradeceria muito se você lesse e curtisse o conto no site em que foi postado.
Você apenas precisa entrar no link, criar uma conta e clicar novamente no link para ler e curtir. Não demora nem um minuto. Se você puder me ajudar com isso, agradeço muito! Obrigada pela atenção.

https://sweek.com/#/read/5242/1400000162

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