História Inuyasha; coração dividido. - Capítulo 3


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Categorias Inuyasha
Personagens Inu no Taishou, Inuyasha, Izayoi, Jaken, Kaede, Kagome, Kagura, Kikyou, Kohaku, Kouga, Miroku, Myouga, Onigumo, Rin, Sango, Sesshoumaru, Shippou, Souta Higurashi, Youkai Satori
Visualizações 115
Palavras 1.698
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Visual Novel
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Perdas e danos


Fanfic / Fanfiction Inuyasha; coração dividido. - Capítulo 3 - Perdas e danos

Rin

Eu precisava ser boa, eu tinha que ser muito boa em tudo. Tinha que ir para uma ótima faculdade, precisava estudar mais que a maioria para alcançar meus objetivos. meus esforços haviam me proporcionado a oportunidade de adiantar um ano no colégio, eu iria me formar no próximo e precisa de uma faculdade. Eu só tinha a mim mesma para assegurar que chegaria lá. Ultimamente me concentrar estava sendo mais difícil, meus pensamentos estavam ocupados pela imagem dele, era difícil tirá-lo da cabeça. Eu me lembrava todos os dias do dia em que esbarrei com o senhor sesshoumaru no estacionamento da faculdade. Simplesmente trombei com o homem mais bonito que já vi em toda a minha vida. Bati de testa em seu peito quando ele havia acabado de sair de seu carro importado e enquanto eu corria para minha bicicleta para não me atrasar para o curso de inglês. O maldito carro que era do meu pai e muito provavelmente deveria ter pertencido ao meu avô também já estava nas últimas, então comprei uma bicicleta que contribuía em muito nos meus atrasos. 

Me lembro que ele não foi simpático ou gentil enquanto eu gaguejava minhas desculpas. Apenas me disse que tudo bem e saiu, mas não deixou meus pensamentos. Eu sou realmente idiota.  Agora precisava lidar com a ideia de tê-lo como nosso professor.

Parei de pensar sobre isso quando uma gota de chuva pingou exatamente no meu nariz. Corri para pegar minha bicicleta na idiota esperança de que chegaria em casa antes que o céu desabasse em minha cabeça, mas eu não encontrei, não estava lá. Procurei por toda a parte, alguém havia levado ela. 

"Ótimo!" Disse irritada.

Saí da escola e antes de virar a esquina para chegar ao ponto de ônibus a chuva começou e eu corri, depois parei pois era inevitável me ensopar.

Sesshoumaru

Era aquela garota. Ela estava a pé e na chuva. Mas o que diabos estava fazendo ali? A aula já havia acabado a uma hora. 

Passei pela garota e ela ergueu os olhos, com toda a certeza não me viu pelos vidros escuros, mas eu a vi. Não sei ao certo o que me fez parar o carro e dar ré, mas eu fiz. 

Parecia confusa quando me viu parar e abrir a porta, ela não entrou de imediato.

"Entre. Você está ensopada." Disse pra ela.

"Ah... Eu vou molhar seu carro..."

"Entre." Disse impaciente e ela entrou.

Tinha uma reunião e havia ficado presso naquela maldita escola resolvendo burocracias que o incompetente diretor não era capaz de solucionar, agora tinha uma aluna ensopada molhando todo o meu banco.

Porque diabos parei?!

"Onde você mora?" Perguntei tentando me livrar o mais de pressa possível daquele problema. Ela me deu instruções precisas do lugar, conhecia bem a cidade e não foi preciso estender a conversa para encontrar seu maldito endereço. Era realmente longe.

Trovões ensurdecedores e os raios clareavam todo céu, embora já tivesse anoitecido quando o céu estava dominado por eles parecia ser dia. Ela apertou o tecido de seu uniforme com as mão. Aquelas saias eram realmente curtas. Uma pequena parte de sua perna ficou exposta e percebi que estava tensa. 

"É aqui." Disse ela quando entrei em sua rua e me aproximei de uma casa modesta. Ela era bastante tradicional, inclusive havia uma engawa na frente. Parecia ser aconchegante aquele lugar. Afastei o pensamento quando vi a garota tentando sem sucesso abrir a porta. Estava travada. Destravei a porta, soltei o cinto e me inclinei sobre ela para abri. Queria agilidade para despacha-la, mas parecia ter chegado perto demais. Senti seu cheiro e levantei os olhos quando suas órbitas castanhas se fixaram em mim com uma respiração excessivamente acelerada.

Ela era bonita... Realmente era muito bonita, mas igualmente jovem. Aquela garota faria o que eu mandasse. Quem não faria? Ignorei meu pau e voltei ao meu lugar. Auto-controle era a chave de tudo. Isso me fazia ser quem eu era. Essa era a diferença entre o fracasso e o sucesso.

"Está livre agora." Falei a olhando aparentemente indiferente.

O banco molhado já não me incomodava tanto.

Rin

Eu nunca vi um homem tão frio... Ele me disse no máximo uma dúzia de palavras. Estava claro que queria se livrar de mim o mais rápido possível, então assim que ele abriu a porta e me dispensou, eu reuni forças para me desprender de seu olhar e saltar do carro.

"Obrigada." Disse sem encara-lo.

Ele deu um aceno de cabeça quase imperceptível e um grande trovão me fez correr para dentro.

                        *** 


Inuyasha

"O que você quer inuyasha?" Perguntou kagome na defensiva.

"Eu queria conversar com você, vim aqui pra isso." Respondi a fitando seriamente enquanto a chuva caía sem trégua sobre mim.

"Mas eu não quero! Pode voltar por onde veio." Falou me dando as costas.

Ela era muito arrogante e mal educada. Segurei firme em seu braço e a puxei para mim fazendo seu guarda-chuva cair.

"Você não tem que ser tão mal educada kagome! Eu poderia estar tranquilo e seco na minha casa, mas estou aqui pra falar com você...!"

Ela puxou o braço com muita força.

"Eu não te pedi pra vir!" Gritou colocando o dedo no meu peito. "Eu não queria saber porque veio! Quero que vá embora inuyasha..."

"Mas eu não vou até você me escutar!" Disse segurando seu pulso. Às vezes ela era tão irritante que eu me esquecia que era uma garota. Percebi que estava apertando muito forte quando vi sua cara de dor. " Me desculpem kagome." Disse folgando, mas não soltando seu braço.

"Você é um bruto mesmo..." 

" Me deixa entrar. Agente vai pegar uma pneumonia aqui fora."

Ela apenas puxou o braço e fez seu caminho para dentro do templo sem dizer uma palavra, então a segui. O lugar era maior do que imaginei. Havia uma grande árvore que chaqualhava as folhas sobre nossas cabeças até alcançarmos a varanda.

A casa estava silenciosa. Parei na porta, não queria molhar tudo.

"O que foi?" Perguntou kagome se virando e me olhando.

"Vou molhar tudo." 

Ela me olhou como se tivesse feito uma grande descoberta. 

"É verdade. " Falou voltando. " Venha, vamos passear pela lavanderia. " Ela me puxou pela mão e me guiou até a lavanderia. Fiquei surpreso com o tamanho da casa. 

" Pronto. Vai poder secar sua roupa. " Disse abrindo a porta.

Nós entramos e ela se sentou em cima de uma bancada onde estavam algumas roupas secas. Seu vestido estava colado no corpo e dava pra ver o formato de seus seios, embora sua roupa não tenha ficado transparente, se tornou bastante reveladora.

Desviei o olhar e fiquei de costas enquanto tirava a camisa para colorir colocar na secadora. Eu sabia que ela não fazia de propósito, mas ver kagome em cima da bancada me deixava perturbado.

Kagome

Ele começou pela camisa. Nossa! Suas costas eram definidas e largas, afinando no quadril. Eu não havia notado isso. 

Ele se virou pra mim após colocar a camisa para secar. O esporte realmente fazia muito bem ao inuyasha. Suas calças pendiam em seu quadril estreito e não pude deixar de notar seu obdomem definido. Também lembrei de passar as mãos ali. Eu queria fazer isso de novo.

"Preciso que me perdoe." Disse sério.

"Uh? Pelo quê?" Eu tentava, mas era difícil me lembrar porque estava chateada com o garoto mais gostoso da escola.

"Eu sei que fui muito bruto... Eu machuquei você?" Ele fez uma careta e eu pude compreender o que queria me dizer.

"Há é disso que você tá falando? Da noite..." Eu não pudia terminar a frase.

"É. Eu te machuquei? Eu realmente não me lembro direito das coisas... Me perdoe kagome." Falou com um arrependimento genuíno. 

Inuyasha não havia me machucado fisicamente, como ele pensava. Mas o arrependimento em seus olhos me ferio muito além do que ele poderia supor.

"Você não me machucou inuyasha, não precisa ficar culpado por uma coisa que nós dois fizemos." Disse tentando evitar seu olhar. Meu Deus onde eu estava com a cabeça quando fiz aquilo? Nunca mais poderia encara-lo.

"Eu não te machuquei?" Perguntou duvidoso.

" Não. Já disse que não." 

"Você não está chateada comigo?" 

"Não." Menti.

"Então porque está me evitando?"

Queria dizer a ele... Queria contar que falou o nome da difunta e estragou tudo, mas seria humilhante de mais.

"Porquê acho que fizemos uma besteira. " Ele franziu o cenho. " Mas não vou mais te evitar. Foi bobagem da minha parte." Disse com um falso sorriso enquanto despedaçava meu coração.

"Então você também acha que foi uma besteira?" Disse baixinho.

Claro que ele estava arrependido. Só veio aqui para resolver as coisas e tudo voltar a ser como antes já que teremos que nos ver todo dia. Eu iria facilitar as coisas pra ele.

"Foi. Não foi?" 

Ele desviou o olhar e de repente sua carranca se aprofundou.

"Claro." Ele se virou e eu afastei as lágrimas discretamente. "Escuta kagome, eu me lembrei que tenho que ir."

" Mas a sua camisa..." 

"Não dá pra esperar. Guarda pra mim por favor." Disse saindo.

Inuyasha.

Besteira não é?! 

Saí de pressa de lá, não olhei pra trás, não queria vê-la. Entrei no carro e dei partida. Estava molhado, mas não sentia frio. 

Não pudia entender minha raiva, eu fui lá para resolver um problema e tinha resolvido, mas agora estava irritado. Ouvir aquilo me deixou muito incomodado, mas eu não sabia porquê.

Só queria ir pra casa e dormir. acelerei e quando pensei que meu dia já havia acabado vi uma movimentação na rua. Eu ainda estava longe de casa, mas reconheci aquela rua. Era a casa da Rin. Havia uma ambulância e vários  carros. Dois homem saíram carregando uma maca coberta por uma espécie de lona. Parei o carro e me aproximei. Não demorou para ver o rosto pálido de Rin. Ela estava sentada na calçada de pijama, chorando e conversando com um policial quando me viu e veio correndo me abraçar. Eu não sabia o que tinha acontecido, nós nem éramos íntimos, mas sabia que algo muito ruim aconteceu e tive certeza que ver um rosto conhecido levou algum conforto a ela. A Rin era órfã e morava com uma tia, eu não sabia nada muito além disso e de que ela era a aluno prodígio, também não sabia o que fazer, então a abracei e deixei que chorasse. Seu corpo tremia e eu a apertei contra meu peito na tentativa de acalma-la.



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