História Inverdades - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Suga, V
Tags Bu_gabe, Hopega, Hoseok, Hoseok Sendo Mulher, Jikook, Jimin, Jsuga, Jungkook, Sugahope, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 194
Palavras 3.430
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


QUATRO E VINTE E SETE DA MANHÃ E EU POSTANDO FANFIC :')

Boa leitura! ❤

Capítulo 3 - II


O sol nascia no horizonte, trazendo consigo uma cena bem conhecida, entretanto, não menos atraente para Hoseok. O rapaz tinha seus fios soltos, que batiam um pouco acima de sua cintura e olhar perdido no jardim opulento dos Min. Não achava um aborrecimento o frio gélido da manhã bater em seu rosto, fazendo-o tremer por debaixo da camisola e dispersar seus fios. Ao contrário, era uma rotina sua e mesmo morando em outra casa, não deixaria de ver o sol nascer. Encostando seus cotovelos na sacada de mármore, o acréscimo era um jardim esplendoroso daquela fazenda; seus sogros deveriam ter muitíssimo gosto para terras. 

A grama era tão verde que causava um desejo de se deitar nela e observar o céu que não demoraria para ganhar um tom de azul claro. Ler algum livro ou apenas relaxar embaixo de alguma árvore. As flores enfeitavam com suas cores vivas, deveriam ser bem cuidadas. Hoseok gostaria de dar um passeio quando possível, quem sabe uma caminhada no longo terreno e esquecer um pouco o quanto sua vida estava caótica. 

Havia perdido seu sono, inquietação demais para dormir; não conseguia relaxar e ter outro corpo do seu lado na cama não ajudava. Mal pregara os olhos com o pensamento de que Yoongi pudesse descobrir, caso baixasse sua guarda. Fechando os olhos, precisaria ser forte, mesmo que precisasse dormir uma hora por dia. Sorriu triste, buscando se consolar. 

Liberdade era algo tão distante, contudo, não morreria dentro da gaiola, persistiria para não se sufocar. 

Abrindo seus olhos, notou alguns empregados andando pelo jardim. Com algumas informações de Ellen, soube que os Min tratavam bem seus empregos. Lembrava-se claramente de sua amiga contando como formavam filas de pessoas desejando trabalhar quando compravam um novo terreno. Isso aliviava Hoseok, já que constantemente precisou ver os pais e irmãos tratando os empregados de maneira vergonhosa. 

Para os Jung, era necessário tratar bem somente as pessoas da alta sociedade e eles próprios. Sentiu na pele para saber do que eram capazes; o moreno se perguntava como não virara algum empregado dos malucos. 

Talvez ninguém entenderia o que se passava na cabeça de SunHee. Todavia, Hoseok não tinha mais curiosidade em descobrir que acontecia ali, apenas viver longe. 

Com a posição se tornando incômoda, Hoseok afastou seus cotovelos e colocando suas mãos sobre o mármore branco. Com mais um baque do vento contra sua pele, voltou a olhar o sol radiante, sorrindo aberto. 

Viver bem longe.




Terminando a última carta, dobrou o papel com cuidado, guardando em um envelope branco. Achava até uma atividade divertida, escrever cartas, derreter um pouco da vela e carimbar a cera derretida, fechando o envelope. Olhando de canto, notava sua confidente inquieta, mexendo constantemente no cabelo ou vestido. Soltou uma risadinha, Ellen era curiosa e não ter sua permissão para ler as cartas que escreveu estava sendo uma tortura.

Colocando a última carta junto das outras, alongou seus dedos. Não estava acostumado escrever tanto, mas era necessário. Naquela manhã, acordou pensando em algo e agora tinha as três cartas, que seriam suas últimas palavras antes de sumir. Elas seriam as palavras de Jung Hoseok, ou Min Hoseok já que estaria casado. Pegando os envelopes com cuidado, levantou da cadeira para entregar mais uma missão para Ellen: Na noite que Hoseok partisse, as cartas deveriam ser entregues a Yoongi, SunHee e Ellen. 

— As guarde muito bem, por favor. — pediu, deixando em suas mãos. — Você terá seu quarto em Daegu, então, tente não deixar ninguém achá-las. E não as leia, no momento certo, saberá que está escrito aí. 

Assentindo mesmo com a curiosidade a flor da pele, segurou as cartas rente ao corpo. Seria cuidadosa, mesmo sem ler, sabia que tinha algo haver com o segredo. Virando-se para a ficar de frente a cama de seu senhor, Ellen guardou os envelopes dentro de uma caixa acinzentada, fechando-a com uma chave. 

— Hoseok… — o chamou, voltando a olhá-lo enquanto guardava a chave dentro de seu bolso. — Para quem serão essas cartas? — perguntou, mudando sua fisionomia para séria. 

Jung não ficou surpreso com a mudança, Ellen tinha o costume de mudar feições rapidamente e achava engraçado como sua amiga era constante. Não respondendo, caminhou para a varanda do seu quarto, lugar onde adorava passar suas manhãs e noites, caso perdesse o sono. 

— Mesmo que seja uma loucura, concordo com você. — falou após alguns minutos, olhando a vista do jardim de trás da mansão dos Jung. — Me casar com esse Min Yoongi, será meu passaporte para a liberdade. — suspirou — Entretanto, me parece frio demais partir sem dizer minhas últimas palavras para algumas pessoas. Não quero que criem suposições. 

Mudaria seu destino quando se casasse, faria de tudo para mudar seu destino. O moreno acreditava que todos tinham essa opção na vida e ele se agarraria nela. Ouvindo Ellen caminhar até seu lado, virou o rosto para sorrir em sua direção. — Essas cartas serão minha despedida de forma… Apropriada. 

— Uma dessas cartas, será para SunHee? — atreveu-se a perguntar, não olhando para seu senhor.

— Sim. Ela é quem mais desejo que leia essa carta quando eu partir. — sorriu de canto. 

Assentindo, Ellen permaneceu em silêncio com um sorriso nos lábios. 





— Bom dia… — saindo de seus pensamentos, Hoseok notou o céu mais claro, fazendo-o piscar repetidamente com rapidez. Com uma risada, virou-se para ver Min Yoongi, que ainda usava seu pijama, encostado na parede. 

— Bom dia, Yoongi. — curvou-se, sorrindo pequeno. 

Meio molenga, o loiro caminhou até sua esposa parando ao seu lado. Havia acordado algum tempo e notou que a morena não estava ali, lhe assustando. Não pensava que esta tinha costume de acordar cedo. — Dormiste bem? — perguntou, coçando seu olho direito com as costas da mão. — Notei que ficou um pouco inquieta… 

— Peço desculpas se atrapalhei seu sono. — preocupado, abaixou o olhar. Não pensou que sua movimentação na cama pudesse atrapalhá-lo, mas Yoongi deveria ter sono leve. — Creio que esteja me acostumando, senhor. — notando a expressão do outro se fechando e pronto para corrigi-lo, o moreno foi mais rápido. — Yoongi. 

— Está tudo bem, também não estou habituado com essa casa. — comentou. Abandonando o rosto de sua esposa, levou sua visão para o jardim, onde alguns empregados molhavam as plantas. — Também quase não consegui pregar os olhos. Gostou do jardim? — perguntou, recebendo um assentir alheio. — Minha mãe tem belíssimo gosto para decorações. E meu pai tem bons olhos para terrenos que dão um retorno. 

— Formam uma bela dupla. 

— Em breve será nossa vez. — sorriu, estendendo a mão para que Hoseok repousasse a sua ali. — Creio que seremos uma boa dupla. — com a falta de contato, a trouxe para perto. Hoseok não mostrava alguma reação, preocupando o Min. Se afastando da sacada, olhou para trás. — Venha, o café da manhã está sendo preparado. 

Mesmo que não sentisse fome e ainda desejasse ficar por ali, Hoseok assentiu, seguindo-o para voltar ao quarto. Depois de negar segurar sua mão, não queria aborrecê-lo por ser chato. Queria ter um bom convívio e para isso, precisaria sair da sua zona de conforto. 

— Tem costume levantar cedo? — caminhando até sua mala, pensou se pediria a alguma empregada que ajeitasse no guarda roupa, mesmo que só ficassem por uma semana. 

— Sim… — sentando na cama, o moreno queria se trocar, mas não em frente de Yoongi. 

— Bom, deixarei que ajeite-se. Deseja que eu chame uma empregada? — perguntou, pegando algumas mudas de roupas e caminhando para sair do quarto. 

— Não, obrigada… — batendo os dedos no colchão, esperou o Yoongi assentir e sair do cômodo, deixando o moreno sozinho. Ellen deveria estar a caminho de Daegu, se é que já não estava na cidade; gostaria que a amiga estivesse ali, principalmente para ajudá-lo a se vestir. 

Levantando da cama, caminhou até sua mala, notando algo que passou a noite; as roupas que haviam eram leves e fáceis para colocar. Hoseok riu baixinho, Ellen era seu anjo. 




A grama verde fazia cócegas em seus pés enquanto caminhava pelo jardim. Estava com aquele desejo desde que viu aquele jardim em sua varanda. Hoseok usava um vestido leve e amarelo e, por desejo de não ter falta de ar, não usava um espartilho. Seus cabelos estavam soltos, com duas tranças na lateral da cabeça, que se encontravam por trás. Uma empregada havia lhe ajudado com o cabelo, alegando que combinaria com o vestido. 

Só falta um livro, pensou o jovem, fechando os olhos quando a brisa veio. Hoseok desejava conhecer lugares quando partisse, fazer amizades e ter momentos como aqueles. Tão agradável… 

O cheiro era delicioso, grama com café e flores. Era a primeira vez sentindo tudo de uma vez, com o leve gosto de liberdade. Hoseok na maior parte de sua vida precisou ficar dentro da mansão, raramente saindo da casa e caminhando pelo jardim. Com o sol batendo em seu rosto, não era muito forte ao ponto de lhe incomodar, era agradável. 

Segurando o vestido de ambos os lados, caminhou em direção às terras, desejando conhecer como era uma área de trabalhadores; sorrindo quando alguns empregados passaram por si, carregavam algo dentro da cesta. Era café.

Hoseok sabia um pouco de tudo, Ellen lhe viciou em beber conhecimento com livros, o ensinando a ler em segredo da família. Parando ao lado de uma árvore, encostou sua mão ali, observando os homens que carregavam cestos ou colhiam. Mesmo que parecesse algo árduo, Hoseok quis saber como era a sensação de trabalhar, não apenas ser uma madame que precisava se ajeitar para a sociedade. 

Como Hoseok leu em um livro: Não tenha medo de experimentar.

Olhando pelas terras de café, notou alguém se aproximando a cavalo com alguns lacaios junto, logo notando ser seu marido. Sorrindo, Yoongi desceu, puxando as rédeas do cavalo enquanto se aproximava. 

— Vão sem mim, estarei lá daqui a pouco. — disse aos homens sem olhá-los, prendendo a corda do animal em um tronco da árvore. 

Com os homens voltando a galopar, Hoseok tinha os olhos brilhantes sobre o cavalo, desejando fazer carinho no animal grande. — Pode tocá-lo, Hoseok. Wei é muito doce. — garantiu, fazendo carinho no focinho do cavalo. 

Com um pouco de medo, aproximou sua mão, mas a afastou quando Wei se mexeu, dando alguns passos para trás. Soltando uma risadinha, Yoongi passou por baixo da corda, para ficar ao lado de Hoseok. Pegando sua mão, assentiu quando esta lhe olhou amedrontada. — Acredite, ele tem mais medo de você, que ao contrário. — sobre a mão da morena, segurava-a para permanecer sobre o pelo do animal. — Viu? 

Sorrindo grande, Hoseok moveu a mão para fazer um leve carinho no cavalo, agradecendo quando o Min afastou sua mão. 

— Ele é muito bonito. — disse, achando uma graça a cor branquinha do animal. Seus irmãos tinham seus cavalos - que precisaram ser vendidos quando as coisas apertaram para a família Jung - e o moreno desejava ter um. Mas sequer sabia como montar em um. 

— Se quiser, posso te ajudar a subir. — propôs, descendo o olhar para ver o visual de sua esposa. Estava belíssima, principalmente seus cabelos. Queria tocá-la, contudo, se segurou. 

— Oh, não sei andar à cavalo. — soltou uma risadinha, agora com as duas mãos fazendo carinho no animal, que se aproximou de Hoseok em busca de mais mimos. — Embora sempre desejei ter um.

Yoongi estranhou um pouco. Mesmo que os padrões fossem uma mulher dependente do homem, muitas jovens aprendiam a cavalgar. Crispou os lábios, os Jung deveriam ser muito conservadores. 

— Se desejar, posso te ensinar. 

— Não atrapalharia seu trabalho? — perguntou, olhando o Min. Seus fios loiros voavam os ventos e seus olhos eram doces. — Sei que anda bem ocupado, nem conseguiu tomar seu café da manhã apropriadamente. 

— Ah, lembrei porque parei aqui. — ficou envergonhado, passando os dedos pela franja, empurrando-a para trás — Queria me desculpar por mais cedo. Não tomamos café da manhã juntos e precisou tomar sozinha. 

— Compreendo que tenha suas obrigações, senhor Min. — sorriu, voltando a olhar o cavalo. Estava apaixonado. 

— Yoongi. — fez questão de dar ênfase no nome — Bom, não atrapalharia. Seria um bom momento para nos conhecermos, Hoseok. 

Suspirando, não queria, nem iria, se privar de fazer alguma amizade com o Yoongi. Mesmo que fosse um risco. 

— Obrigado, adoraria aprender. — afastando as mãos do animal, colocou as mãos em frente do corpo. Olhando para baixo, lembrou-se estar sem seus sapatos. 

Seguindo a observação, Yoongi riu internamente. Hoseok era mesmo uma graça e diferente de tudo, isso lhe instigava a conhecê-la mais. Queria ver mais do que a jovem mostrava superficialmente. 

— Notei que olhava as terras de café. — puxou uma conversa. Não estava em pique para resolver algumas pendências, queria ficar com Hoseok. 

Voltando a olhar para a área dos trabalhadores, colocou um fio atrás da orelha. — Cultivam apenas café?

— Arroz, também. — soltando o animal, segurou firme a corda. — Meu pai queria montar um gado na área oeste da fazenda, mas as cabeças são caras em Gwangju. 

— Não podem comprar em algum lugar mais econômico? 

— Poderíamos, mas gastaríamos muito para trazê-los até aqui. Praticamente, seria o mesmo valor que comprar daqui. 

— Compreendo… — disse pensativa, meio perdido na vista. — Não seria um bom negócio, mesmo que paguem mais? Ouvi que gado dá um bom lucro. 

Rindo, Yoongi levantou uma sobrancelha surpreso. — Como sabe?

— Livros. Lia alguns que abordavam sobre negócios. 

— Muito esperta. 

— Concorda? — perguntou, esperava não estar sendo sério demais ou muito rude. 

Não respondendo, Yoongi subiu em seu cavalo, olhando para Hoseok que respondeu o olhar. Mesmo sendo um herdeiro, o loiro não tinha voz para tomar decisões. Concordava com a opinião de Hoseok, era um pouco arriscado, mas valeria a pena. Senhor Min odiava pagar mais por algo que poderia sair com preço menor. 

— O que acha de me mostrar sua cidade mais tarde? — perguntou, sorrindo de canto. 

— Não conheço muito bem a cidade. — colocando a mão sobre os olhos para olhar o Min, o sol batia forte em seus fios loiros, tornando-o mais bonito. Se Hoseok fosse uma mulher, com toda certeza se apaixonaria. 

— Então, iremos conhecê-la juntos. — Disse, sorrindo enquanto se afastava à cavalo para voltar à seus afazeres.




Hoseok caminhava ao lado de Yoongi pela extensa rua de pedras, olhando as diversas cabanas de vendedores. Aquela tarde, em especial, acontecia uma feira beneficente para a igreja. Eram diversas pessoas, muito barulho para alguém como Hoseok, que estava acostumado a ver quatro pessoas em um cômodo. Mesmo fascinado, era muita barulheira. 

Algumas pessoas pareciam saber que aquele era o grande casal Min; alguns o achavam um casal muito bonito, mas parte das jovens desejavam estar no lugar do Hoseok - que por sua vez tentava ignorar os olhares mortais sobre si. 

— Sua mãe pediu a um empregado me avisar pela manhã que nos visitaria durante a noite. 

Hoseok suspirou com a notícia, dando sua atenção para um vaso verde mar, com detalhes em branco. Notando a expressão da esposa, esperou que essa notasse seu aguardo de resposta. 

— Seria chato da minha parte não desejar vê-la? — perguntou, após um tempinho. Não pensou que a veria tão cedo depois do ocorrido no banheiro.  

— Hoseok… — a chamou, esperando ganhar sua atenção. — O que houve no banheiro? — isso estava lhe incomodando desde a noite passada e não conseguia mais esconder. Hoseok saíra de lá com a bochecha vermelha e duvidava que o motivo fosse bom. 

— Nada… — se afastando da barraquinha, antes agradecendo a dona que se aproximou para saber se queriam alguma coisa, pulou para a vizinha que vendia algumas roupas simples. 

— Não minta… Sua bochecha estava vermelha quando nos encontramos. — falava baixo. Talvez não tivesse sido um bom momento para confrontar sua esposa sobre o que havia acontecido. Tinha receio de estar sendo precipitado para saber o que aconteceu com Hoseok. — Conversamos mais tarde… 

Esperando Hoseok parar de olhar os itens da barraca, voltaram a caminhar pela feira. Yoongi estava acostumado com os olhares, sabia bem o que se passava na maioria daquelas mentes e isso lhe deixava entediado. E pelo que via de sua esposa, lhe deixava desconfortável ter tanta atenção. Meio atrevido, entrelaçou suas mãos. Estava ao lado de uma bela mulher e queria mostrar a todos. 

Yoongi havia achado Hoseok encantadora desde o momento que a viu, e mesmo sabendo de algumas coisas que a família Jung ocultava das pessoas, quando levou a moça para caminhar na noite do jantar para se conhecerem um pouco, os olhos lhe encantaram. 

Desejando afastar sua mão, Hoseok não queria chamar muita atenção, e certamente chamaria caso afastasse sua mão. Segurando-se, continuaram o passeio até Hoseok avistar uma barraca com caixinhas de música. Aproximando-se, curvou-se um pouco para ver melhor os objetos, achando um mais bonito que outro; admirava o trabalho de quem sabia esculpir a madeira e também construir algo tão delicado. Com atenção de Hoseok na última caixinha, o vendedor girou a manivela para uma doce música começasse, levando o ex-Jung a sorrir. 

O moreno recordava-se de uma caixinha como aquela, diferente modelo mas mesmo melodia. Tocando-a, lembrou-se a onde virá uma; SunHee tinha uma em seu quarto, entretanto a mulher a quebrou quando o rapaz a tocou. Arrepiou-se com a lembrança horrível, odiava pensar em sua infância. Endireitando-se, agradeceu ao vendedor, voltando a caminhar sendo seguido por Yoongi que não entendeu. 

Os olhos de sua esposa pareciam dizer algo, mas não conseguia compreender. 

Suspirando, viria em outro momento para comprar uma caixinha daquela; algo lhe dizia que Hoseok iria gostar. 



O pequeno corria pelo corredor, sentindo o desespero aumentar a cada barulho dos sapatos dos irmãos contra o chão. Maldito dia que Ellen havia ido viajar. Os cabelos compridos de Hoseok voavam ao vento conforme esse corria, tentando procurar um lugar onde ninguém pudesse pegá-lo. Parando em frente de um quarto que não se atentou saber de quem pertencia, ouviu seu irmão mais velho gritar seu nome e, no desespero, entrou. Poderia se esconder, antes que os garotos começassem a procurá-lo nos cômodos. 

Procurando algum lugar, Hoseok correu para o guarda roupa, descobrindo que era o quarto dos pais. Precisava correr risco, entrando ali e fechando a porta; não demorando para Hosoku abrir a porta e conferir se o moreno estava ali. Com a mão na boca, tentava não respirar para o irmão não lhe ouvisse. Sabia o quanto o outro era atento a barulhos, então poderia correr o risco.

Demorando um pouco para o irmão sumir, assim que tudo lhe pareceu seguro, Hoseok saiu do guarda roupa, certificando-se que nada estava bagunçado ou fora do lugar. Não queria problemas ou dar problemas a alguma empregada. Suspirando, só pensava que não tinha paz em dia algum. 

Com o corpo coçando por conta do vestido que usava, tinha vontade de se livrar e colocar algo leve, contudo, em dias que SunHee o arrumava, não tinha esse direito. Parecia que a mais velha sabia quais roupas eram as mais horríveis de se usar. 

Não se passava um dia em que Hoseok não se perguntava como era usar roupas masculinas, ter cabelos curtos e sair nas ruas como uma pessoa normal. Queria ter o direito de estudar em alguma escola, mesmo sendo um homem, o máximo de conhecimento eram os livros que Ellen lhe dava às escondidas e o ensino que a empregada sabia, já que alguns anos antes de trabalhar para os Jung, era uma professora. Absolutamente todas as coisas boas precisavam ser escondidas, ou SunHee se aborrecia. Ela não queria Jung Hoseok e mesmo novo, já compreendia isso. 

Esperava que algum dia, tudo acabasse. 

Pronto para sair do quarto, já que um dos pais poderia aparecer e não seria algo agradável. Porém, algo lhe chamou atenção. Uma pequena caixa sobre a penteadeira, e antes que calasse sua curiosidade, abriu o objeto de madeira, se assustando com a melodia que se iniciou. Afastando-se rapidamente, prendeu a respiração, olhando em direção a porta.

Mordendo o lábio, aproximou-se novamente da caixa, notando que os detalhes eram verdes, seguindo desenhos de algumas flores. Era muito lindo. 

Abrindo-a novamente, não se assustou desta vez, apenas deixou a melodia tocar sem pausa. Lhe trazia paz a música, o relaxava tanto que esqueceu do tempo dentro do cômodo.

— Hoseok? O que está fazendo aqui?! 




Notas Finais


Não sei sei bem quando vou postar o próximo, ok? Mas prometo não demorar demaaaaaais TT É que tô refazendo o roteiro de Inverdades, então, vou demorar pra escrever capítulo novo por isso.

Obrigadaaaa aos maravilhosos favoritos dessa fic!!! E aos comentários igualmente, um deles acabei coloquei no status do meu wpp porque eu ri demais!! KDNAF e aí, estão gostando?? A opinião de vocês todos é importante pra mim ;^; deixem um avisinho, mesmo que simples "bu, tô amando" ou "bu, que lixo, deleta essa merda" JKSJF

Beijinhos para todos e boa semana! ❤❤
Meu twitter: https://twitter.com/bu_gabe?s=09


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