História Inverno - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Halo
Exibições 10
Palavras 3.913
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá meus bolinhos de arroz! Tudo bem???
essa capítulo ficou com poucas referencias, mas apesar disso, eu particularmente amei escrevê-lo. Consegui juntar varias coisas em um só: Angustia, certo romance.. Confusão.
De qualquer modo, boa leitura meu povo <3

Capítulo 10 - Bem-vindo(a) a chuva de verdades.


Fanfic / Fanfiction Inverno - Capítulo 10 - Bem-vindo(a) a chuva de verdades.

Se você se sente tão vazio

Tão usado, tão desapontado

Se você se sente tão furioso

Tão roubado, tão pisado

Você não é o único

Rejeitando pra voltar atrás

Você não é o único

Então levante-se

 

Vamos começar um tumulto, um tumulto

Vamos começar um tumulto

 

Se você se sente tão asqueroso

tão sujo, tão fodido

Se você se sente tão pisado

Tão aflito, tão irritado

Você não é o único

Se recusando a afundar

Você não é o único

Então levante

Vamos começar um tumulto, um tumulto

Vamos começar um tumulto

Se você se sente tão vazio

Tão usado, tão desapontado

Se você se sente tão furioso

Apenas levante-se

 

-Riot,three days grace

Uma semana e meia depois…

                Havíamos progredido tanto em tão pouco tempo. Talvez fosse pela quantidade de pessoas envolvidas nisso tudo, mas a verdade e que conseguimos todos as provas que provam algumas das mentiras da ONI, mas a nossa caçada tinha um foco: Projeto Spartan II, Time Azul e Master Chief, e as coisas sombrias por trás destes que a ONI insistia em esconder, quando tais informações fossem a público, seria um escândalo.

                Mesmo que a ONI tentou abafar o assunto nas televisões, isso não seria capaz de nos calar. Não e como se Atsila não fosse capaz de Hackear a televisão ( e sim, isso foi ironia).

                Durante minhas buscas, meu sentimento de empatia pelo Chief e pela equipe azul só aumentou. Todos os atos heróicos que eles haviam feito pela humanidade sem pedir nada em troca, sem receber nada em troca. Não e como seu eu não tivesse conhecimento do grandioso histórico do John, mas ainda assim, era impressionante.

                Meus laços com meus companheiros também haviam aumentado ainda mais. Cada vez mais Katsu e Atsila se mostraram confiáveis e leais, Becca fica cada vez mais louca e Anee… mais misteriosa. Ela em nenhum momento, deixou claro o porque que ela queria ver a ONi caindo, nem uma pista sequer.

                E cá entre nós: Aquele papo de justiça ficou muito bonito, mas nada convincente.

                Todos os envolvidos nesse esquema seguiram suas vidas normalmente, vivendo uma vida dupla, dançando conforme a música e assistindo de camarote a ONi cair aos poucos.

                Continuei trabalhando normalmente no café, por mais que cada vez mais eu ficasse entediada naquele local, escondia muito bem esse sentimento atrás dos meus melhores sorriso falsos e seguia o Script, mantinha a descrição, Agia conforme o jogo.

                Jogaríamos todos os dados e registros conseguidos nessa madrugada, aprevotariamos que as pessoas estão muito preocupadas com o feriado natalino que se aproxima e usaremos isso ao nosso favor.

Dezembro.Quarta-feira (23).Horário local: 04:30 .P.M.

                Sai do meu emprego mais cedo hoje graças ao feriado. Todas as ruas, estabelecimentos e casa estavam enfeitadas com verde, vermelho, papais noéis, doces, velas e coisas caracteristicas da data. Crianças se divertiam criando bonecos de Neve e anjos na mesma neve, adultos compravam presentes bons para as pessoas queridas e presentes ruins para as não tão queridas, enriquecendo as grandes empresas e indústrias.

                Eu já havia comprado  uma parte dos presentes: um jogo de tiro para  Atsila (sim, durante o tempo que andei passando com Atsila, acabei descobrindo que um dos passatempos que ela mais gostava era de jogar vídeo-game, em especial jogos de tiro e com bastante sangue) e Um vestido preto pra Becca. Mas estava bem complicado decidir o que comprar para Jack, Anna e  Katsu.

                Olhava em todas as vitrines e lojas, procurava em todos os cantos algo legal, digno de um presente natalino, não era capaz de achar nada. Quando já estava me dando por vencida, acabei encontrando uma loja de antiguidades, ali achei tantas coisa que chegou a ser difícil escolher: Haviam livros muito antigos, discos (sim, LP’s bem velhos), de tudo um pouco.

                Olhando bem atentamente dentro da loja, acabei encontrado o último livro que faltava para a coleção de Anna, Também achei uma velha câmera fotográfica dos Anos 20, em ótimo estado, a qual Jack já havia comentado comigo que procurava há um tempo, obviamente comprei esse itens com grande alegria.

                Enquanto pagavam, encontrei no caixa algo que me chamou muita atenção: Um CD velho, da Cantora Melanie Martinez, o nome do Cd era “Cry Baby”. Fiquei encarando o pequeno Cd em minhas mão, pensando se deveria levá-lo ou não, mesmo que fosse só pelo valor sentimental que as músicas que ele possui tem, acabei optando por comprá-lo.

                Agora só faltava o da Katsu, o que seria uma tarefa bem difícil. Todas as lojas a essa altura estavam lotadas de pessoas que assim como eu deixaram para comprar os presentes de Natal na última hora, é se eu já não gostava muito de pessoas normalmente, ter várias amontoadas em um só local junto comigo era uma tortura.

                Andei em direção a uma loja de aparelhos eletrônicos ali por perto, onde encontrei um Kit que contém  um Pen-drive, um headset e um mouse muito potentes, quase de última geração, acabei encontrando o presente perfeito para a Japonesa.

                Sai do centro, cansada de tanto andar, só querendo chegar em casa tirar minhas botas de cano alto e dormir e acordar no natal do ano que vem.

Sentei-me no trem, no lado da janela vendo a paisagem do lado de fora coberta pela neve. Fazendo a janela ficar embaçada pelo calor dentro do trem junto com o frio de fora. A Viagem foi tranquila, ninguém sequer notou-me ou importunou-me, apenas fui ignorada e ignorei até chegar em casa.

Abri a porta da frente, sentindo o cheiro característico e o calor acolhedor do meu lar encher-me de paz. A casa, como as outras, estava devidamente decorada com enfeites natalinos na parte interior e exterior da casa, com uma árvore de natal digna de filmes americanos dos anos 90 montada na sala, em um lugar que não atrapalhasse a passagem das pessoas. Coloquei os presentes (menos o Cd) debaixo da árvore verde montada na sala e fui subir as escadas para guardar meus pertences no quarto.

A casa estava silenciosa, jack ainda estava no trabalho e Anna tinha saído com as garotas, eu estava sozinha pela primeira vez naquela casa.

Entrei no meu quarto e abri a janela, deixando o frio entrar. Deitei-me na cama, encarando o Cd em minhas mãos, lembrando-me de minha pequena Melanie. Na última semana, não recebi mais nenhuma mensagem estranha em meu monitor, também não achei nada em relação a ela nos servidores da ONI… talvez eu só estivesse procurando no lugar errado.

Coloquei o Cd para tocar, deixando as músicas macabras e com uma ótima batida preencher minha mente com sua melodia iconica

“And it's all fun and games
Till somebody falls in love
But you already bought a ticket
And there is no turning back now’

A letra era melancólica, mas viciante. Ouvi todas as músicas até perder a conta, querendo apenas minha filha de volta, querendo saber se ela está bem.

Deixei a música tocando enquanto tomei um banho, pensei em meus próximos passos. A ONI não seria derrubada facilmente, na verdade eu duvido muito que ela sequer seja derrubada, mas sim desacreditada. Ela pode continuar existindo sem nenhum problema, quero apenas que parem de acreditar nas falsas verdades que ela diz.

Sai da quente água do chuveiro encarei-me no espelho por um tempo. Eu ainda me impressionava de vez em quando no quanto de detalhes que meu corpo robótico possuía, no quanto ele era semelhante a o meu antigo holograma azul já não mais utilizado, da forma diferente  em que eu conseguia interagir com o mundo ao meu redor.

Não era mais algo novo para mim, mas ainda assim era impressionante.

Passei o resto da tarde terminando os últimos preparativos para a chuva de dados recheados com verdades, revendo relatórios da ONI entre outras burocracias para que nada saísse errado. Antes do anoitecer, tudo já estava pronto, organizado e no seu devido lugar.

Eu sentia-me extremamente entediada, porém animada. As coisas estavam saindo da forma planejada até então, e isso deixava-me muito ansiosa, principalmente para ver como a mídia reagiria a isso tudo. Uma mídia sempre calada e silenciada, feita para um povo ignorante e facilmente enganado.

A entediante tarde passou a passos de tartaruga, mas finalmente o sol se pôs no horizonte, deixando a lua banhar-nos com sua beleza e harmonia. As estrelas brilhavam mais essa noite, finalmente, A neve tornou-se negra e as luzes se acenderam. Por mais que eu morasse longe do centro, era facilmente possível vê-lo iluminado.

Fechei a janela por causa do frio excessivo de inverno e abaixei o volume da música, mas sem desligá-la e desci as escadas até o primeiro andar, encontrei o casal (Jack e Anna) Com algumas sacolas na mão e acendendo a lareira. Jack encarregou- se de guardar os presentes embaixo da árvore esverdeada e Anna colocou os mantimentos para a ceia natalina de amanhã na cozinha, ofereci-me para ajudá-los, mas dispensaram minha ajuda.

Fiquei ajoelhada em frente a lareira, sentido seu calor derreter toda a frieza (Interna e externa) em mim, tendo meus pensamentos atormentando-me um pouco. Acabei lembrando dos natais que eu passei na UNSC, não que fosse algo parecido com o que eu estou vivendo agora, não havia presentes ou enfeites, mas sim um dia de trégua. Quando era natal, as refeições ficavam um pouco mais sofisticadas e todos eram liberados do seus postos. Aqueles que tinham família (mãe, mulher..filhos) podiam fazê-los uma curta visita.

A maioria dos natais que passei na UNSC, passei junto com John, e em algumas dessas datas, ele até ganhou permissão para tirar a armadura, e isso sempre nos causava certo estranhamento. Apesar de tudo, era bem divertido…. de vez em quando, em alguns momentos, ele até chegou a esboçar um semi sorriso durante minha piadas, isso me enchia de felicidade, era o meu melhor presente.

Também passei alguns natais forçadamente na nave forward unto dawn, junto com Melanie. Esse foram alguns dos poucos momentos que eu realmente me divertia, deixava minha dores pessoais de lado e aproveitava meus bons momentos com minha filha, vê-la sorrindo era a melhor coisa para mim, ou melhor, é a melhor coisa para mim.

Anna aproximou-se de mim, lentamente, trazendo consigo uma sacola de mercado, bem cheia. Sentou-se no meu lado e abriu a mesma, ali haviam doces, chocolates, balas e até mesmo um sorvete diferente, com uma embalagem escrita em Japonês.

-Quem em sã consciência compra sorvete no inverno??’ Questionei, pegando uma das colheres oferecidas por Anna, provavelmente comeríamos o sorvete direto do pote.

-Esse é o melhor sorvete que eu já comi: Ele é de baunilha, com fartos pedaços de chocolate e blueberry. Você vai gostar.’ Ela abriu o pote, revelando o doce.

                Sem exitar, comi um pouco, o sorvete realmente era bom. Os pedaços de chocolate derretiam na boca e o gosto da Blueberry era indiscutivelmente delicioso.  FIcamos conversando um pouco sobre assuntos pagãos até Jack vir até nós, com seu tradicional sorriso carismático e encantador.

-Sobrou um pouco para mim?’ Sentou-se também no chão, ao lado da Anna.

-Sempre.’ Anna pôs um pouco do sorvete em sua colher e o fez abrir a boca, dando-lhe o doce na boca. Muito fofo.

                Jack havia colocado sua Playlist de músicas no auto falante do seu Smartphone e deixado-às tocar aleatoriamente, deixando o clima leve (por mais que algumas músicas, quando traduzidas, se tornam tristes e melancólicas).

                Havíamos marcado de nos encontrar todos aqui em casa para liberar as informações, para fazer isso com um pouco mais de segurança, mudei o IP da casa para um IP aleatório ao redor do mundo (sim, isso já é possível. e difícil, mas possível). Havíamos colocado algumas câmeras de segurança improvisadas ao redor da casa, em pontos estratégicos que poderiam ser monitoradas 24hs por dia por mim ou Jack, até mesmo Anna.

                Voltei a olhar o fogo alaranjado da lareira, a paz reconfortante dele era estranha para mim. Seu calor em minha pele, mesmo coberta pelo tecido da roupa, era no mínimo incrível. A sensação de sentir minha temperatura (que era normalmente fria, nunca descobri o motivo para tal) subindo pelo calor era estranho ainda, não havia experimentado a real sensação do sol do verão sobre minha falsa pele, mas o fogo da lareira já servia como uma espécie de prólogo.

                Um grito escandaloso foi ouvido da porta frontal dizendo “Abre logo ou eu arrombo” feisse ouvir na sala. Era obviamente Becca e sua forma nada pacífica e histérica de anunciar estar entre nós. Me identificava com sua loucura.

                Anna levantou-se do meu lado, indo em direção a porta. Não que a histeria da Becca fosse suficiente para tirar-me dos meus devaneios, mas a voz de Jack alí do meu lado foi:

-Um dia você vai estar tão presa em seus próprios pensamentos, que vai acabar sendo engolida por eles.’Sorriu-me o rapaz, divertido com a minha provável cara de indagação. Não era normal Jack tirar-me dos meus pensamentos, normalmente Anna o fazia. Talvez o meu envolvimento com o casal seja tão forte que estamos começando a ler a mente uns dos outros.

                OU  eu só esteja ficando louca, de novo.

-Nem é para tanto.’ Falei por fim, sorrindo também.Jack posicionou suas mãos atrás de suas próprias costas, lhe dando um certo apoio para continuar aproveitando do calor vindo do fogo. Apenas cruzei minhas pernas e o acompanhei nessa atividade.

-Nós vamos acha-la, eu prometi para mim mesmo isso.’ O tom de Jack tornou-se sério, ele voltou a olhar-me, com suas orbes verdes transparecendo confiança.

-Bom, seu eu fosse você não o faria.’ O amargo tomou minha boca enquanto a face do rapaz transparece uma expressão duvidosa - Quando se trata da minha pessoa, promessas são perigosas como tiros. Sem ofensa.’ Deixa-mos, nós dois, a conversa morrer ali mesmo, não havia nada mais a ser dito de qualquer modo. Jack sabia muito bem o que eu queria dizer, e algo me dizia que algumas informações ele não soube só lendo relatórios da UNSC.

                Logo, as três jovens IA’s aparecerem no meu campo de visão. Atsila e Katsu vestiam-se de forma semelhante, Roupas confortáveis em tons escuros, quase sempre preto ou marrom, Becca como sempre era exceção: cabelo Alisado, roupas que apesar de manter o preto em sim como as outras eram um pouco mais provocantes e em alguns pontos transparentes e apesar de usar botas, essa continham saltos relativamente altos.

-Gente, Sweet Boy e Blue Sweet Blood Juntinhos ao pé da lareira, compartilhando as chamas de um amor proibido.’ O tom de deboche dela me irritou profundamente. Eu é Jack? Não, jamais, nem em um bilhão de anos. Obviamente, eu não sou hipócrita e cega ao ponto de dizer que ele não é atraente, longe de mim, ele é realmente bonito em vários aspectos. Porém, eu o via mais com um irmão do que de qualquer outro modo.

-O que você bebeu?’ O rapaz se ergueu, irritado com a falsa afirmação da Jovem rebelde a nossa frente. Claro, isso a rendeu um grande sorriso em seus lábios venenosos. Ela se alimenta disso, eu acho, ela deve se alimentar de ver o circo pegar fogo por causa do que ela disse.

-Nhá, sem problemas Sweet boy. Vai ser legal Jogar na cara de um certo espartano que ele perdeu a luta…’

-Não há luta aqui, só uma louca chamando a atenção.’ Dessa vez a interrompi. Eu não ligava se ela brincasse de forma venenosa com a minha pessoa, mas eu jamais deixaria ela fazê-lo com John ou Melanie (mesmo que com essa ela nunca tenha sequer tentado, pelo que me recordo). Ergui-me da minha confortável posição sentindo-me tensa.

-Uí, papai noel não dá presentes a meninas más viu?’ Continuou com as “brincadeiras”, mas mudando de assunto, ela era bem irritante quando queria.

-Então a quantos anos está sem presente?’ Soltei um pouco de veneno também, ela merecia provar dessa sensação um pouco. A sensação de ser piada- Pois, convenhamos Becca, Até o tio Lúci tem inveja dos teus pecados.’

-Eu sei, ele sempre me pergunta como consigo ser tão má, dá eu digo para ele vir falar com você e ter umas aulas.’ Sorriu e fizemos um bater de mão que, provavelmente para ela, teve um tom amistoso, mas para mim significava que ela pararia de querer chamar a atenção.

                Poderíamos ter continuado a trocar farpas até o amanhecer, mas digamos, já era bem tarde (Umas oito da noite, provavelmente) e tínhamos trabalho pesado a fazer. Jack achou que seria melhor se todos fossemos a seu escritório/laboratório secreto (que já nem era tão secreto) subterrâneo, a fim de uma melhor privacidade e conexão mais ampla e estável.

                Descemos um lance de escadas e entramos em uma pequena sala, bagunçada e com várias coisas diferente e depois de Jack empurrar uma leve estante e digitar um conjunto de senhas em uma tela esverdeada a porta negra abriu-se, revelando o grandioso laboratório de pesquisa. Esse continuava tão bem equipado quanto eu me recordava, só continha mais cadeiras e alguns notebook’s a mais do que da última vez. Também Havia ali alguns mantimentos e muitos sachês de café para a cafeteira posicionada perto dos computadores.

                Jack, eu e Katsu começamos ligando a aparelhagem e Anna, Atsila e Becca Começavam a organizar algumas coisas, tais como conexão com internet estável, comunicação confiável com a Anee ( essa que também liberaria uma grande quantidade de informações junto conosco, além em tentar derrubar os servidores da ONI. Admirava a coragem) e outras burocracias.

                Jack ligou as televisões que estavam instaladas em uma parede perto dos computadores em vários telejornais de diferentes emissoras, precisávamos ver todos tipo de notícia em relação a nossa ação louca.  

                As horas passavam devagar como nunca, não liberaremos nada antes da meia noite, então só nos restava esperar e nos preparar o máximo possível em todos os sentidos. Anee já estava em chamada online conosco e Math estava com ela, ambos vestidos de forma super casual.

Na verdade, quando a Web-Cam foi ligada, tive o breve vislumbre do peitoral definido do garoto descoberto, quando ele notou que eu havia ficado meio constrangida com sua falta de roupa, ele colocou uma camiseta que tinha um frase em inglês que traduzida fica algo como: “No vale da sombra e da morte, prefiro o dos homossexuais”. Lógico que eu caí na gargalhada com essa camiseta, é também o parabenizo pela coragem de se assumir nessa sociedade que ainda discrimina muito aquilo que foge dos seus padrões.

-Fazer o que se o armário é muito cafona? não consigo ficar dentro dele nem mais um segundo. É quem não gostar, só não olhar.’ Ele me respondeu depois de minhas parabenizações, bem humorado em relação a sua situação, ele exalava coragem ao redor, mesmo estando bem longe fisicamente falando.

                Eu contei os segundos até a meia noite chegar com tensão em todo meu corpo. Eu estava mais que ansiosa para tudo isso, uma semana de longo trabalho para isso.

                Quando a meia  noite chegou, meu corpo tremeu levemente em uma espécie de..excitação? não sei ao certo. Apenas segui o instinto dominante em mim, que me fez digitar tão rápido quanto meu corpo robótico fosse capaz de processar. Os códigos verdes na tela negra fizer meu coração (ou algo semelhante a isso) disparar mais rápido, contraindo os meus músculos. Toda a preciosa informação da ONI começou a vazar em pontos distintos da Web, desde a surface até a Deep; no pequeno site até o famoso blog, o tema do site pouco me importava (moda, beleza, carros, jogos) isso era insignificante, o importante era espalhar a informação. Alguns desses blogs, a Becca Havia criados, outros, eu facilmente Hackiei.

                Foi lindo, não demorou nem uma hora após a torrente de dados ser despejada e vários jornais começar a comentar o fato dos servidores da ONI terem ficado Offline e o despejamento de podres em vários pontos da Web. Todos ali na sala estavam envolvidos ao extremo nisso, até Anna, que Ajudava-nos no que podia, mas preferia ficar de fora em grande parte do tempo para não ser um possível incômodo.

                Repeti alguns códigos e Hacks para floodar um pouco mais, eu queria que a informação chegasse ao maior número de pessoas possíveis. Meus dedos começavam a doer e meu corpo a sentir-se sobrecarregado,ignorei esse avisos, eu tinha uma batalha a ganhar.

                Apenas uma hora se passou, mas foi o suficiente para nós destruirmos mentiras de anos feitas pela ONI. Foi impossível jogar toda a merda no ventilador, era demais, apenas focamo-nos no Projeto Spartan dois, nos Halos, no Blue Team e principalmente que Chief estava vivo! Vivo e ainda lutando por toda a humanidade sem receber nem um pingo de reconhecimento pelo seu trabalho suicida e altruísta.

                Todos os jornais estavam expondo os podres a deleite do espectador sem medo algum, afinal, a ONI estava com seus Servidores Em OFF de qualquer modo (Anne ganhou de verdade meu respeito por esse feito, estava duvidosa se ela realmente conseguiria) então os Repórteres finalmente estavam livres para falar a vontade. Alguns até mesmo falaram ameaças pessoais sofridas por agentes da ONI caso eles falassem algo comprometedor sobre eles.... Os relatos eram um pouco perturbadores.

                Anee saiu da chamada Online por segurança, mas nós alertou que caso não voltasse em duas horas, nós já sabíamos o que tinha acontecido. Ela também acrescentou que mesmo que perdesse a vida, ela não tinha se arrependido de nada,  e faria tudo de novo.

                Em menos de uma hora, ela voltou, para nossa calmaria. Ela havia conseguido atrasar mais um pouco a ONI, os servidores deles só tinham previsão de voltar às seis da manhã, outro recorde pessoal da ONI quebrado.

                Meu corpo relaxou, depois que o serviço tinha sido finalizado. Duas horas e meia de códigos intermináveis, que nem eram o real problema, eu já estava acostumada com eles... Mas sim a tensão na sala era o problema.

                Joguei minha cabeça para trás, num movimento semi-involuntário. Senti o encosto da cadeira aliviar minhas dores resultantes das horas de computação ininterruptas, e aparentemente meus colegas de confusão estavam no mesmo estado. Atsila simplesmente desligou seu monitor, provavelmente já extremamente irritada com a luz dele na sua cara, agora ela descansava a cabeça na mesa. Katsu estava semelhante a ela,só que o monitor ainda estava ligado, com todos os códigos perfeitamente fechados. Becca estava morrendo aos poucos e Jack estava na mesma posição que eu, só que de óculos, o que provavelmente tornava a dor de cabeça bem pior nele do que em mim.

-Isso foi um bom lembrete de por que eu não segui o caminha de programador e sim de criador na área da robótica.’ Tirou os óculos e massageou as têmporas, no auge do cansaço. Anna, que era a única inda bem ali, dirigiu-se ao seu amante e começou a massagear os ombros dele, gerando um gemido baixo do rapaz, dizendo claramente estar aprovando o ato da namorada secreta.

-Obrigado..a todos vocês.’ Minha voz saiu mais fraca do que previ, mas sinceramente eu não ligava, eu precisava dizer isso.

-Obrigado é o cacete, eu quero é uma Vodka bem gelada é uns homens bonitos.’ A voz da Becca feisse ouvir, com seu tom humorístico mesclado com o cansaço -Mas não hoje. Só quero é uma carga de energia, também conhecido como noite de  sono.’ Completou ela, sorrindo.

Concordância geral, todos ali queriam uma cama é uma ótima noite de sono, e nisso até um me incluía. O gostinho de dever comprido me satifez..talvez Anna estivesse certa, eu realmente queria vingança.


Notas Finais


Vamos começar um tumulto??
Link da música tema do capítulo:https://www.youtube.com/watch?v=ZyCA2cp6V84
Boom, sem nada a declara, a guerra que a Cortana queria causar finalmente começou, e daqui para frente só piorará. Agora a ONI vai caçar os Hacker's que nem louca, será divertido :v
Até a próxima, meu bolinhos! <3


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