História Inverno - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Halo
Exibições 11
Palavras 4.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá meus bolinhos de arroz, tudo bem?? <3
Já quero começar esse capítulo agradecendo a minha Vanessa <3 de verdade, ela tem me ajudado muuito de uns tempos para cá (me dando apoio principlamente, sou só um pouco carente :v), ela me mostrou a música que é tema desse capítulo entãao , obrigado miga <3
Boa leitura a todos <3

Capítulo 8 - O preço da Verdade.


Disfarçado no céu
Queima um fogo em meus olhos
E eu estou segurando o mundo em minhas mãos

 

Tão controlado e retorcido
Condenado e submisso
Quando eles se ajoelham eles sabem onde eu estou
Sim

Subir novamente
por mim mesmo
Agora, estamos
Voltando para casa

Tudo termina
Dolorosamente e lentamente
Eu vou derruba-los sozinho
Sim

O primeiro a ir
O primeiro a ir
Último a saber
Último a saber

Sempre o único que eu controlo

Atacando
Atacando
Cedendo
Cedendo

Então deixando que comece novamente

Deixando ir
Deixando ir, agora
Deixando ir
Minha mente corrupta

Nossa alma corroída
É assim que tudo termina

Queimando
Desmoronando
Morrer pelo fogo e
Começar de novo

O que quebra o meu orgulho
Vai quebrar o seu crânio
Eu trago o fim
Assim como um arcanjo

 

Toda a ruptura existente
Desde da persistência da vida
A roda não estará girando por muito tempo
Não

Por que nós acabamos aqui?
Vivo no fogo e sinto muito frio

 

Descobrindo
Onde você esteve
Espere em silêncio e
Começe de novo

 

Eu vou usar meu tempo
Para fazer você cair
Passando pela sua cabeça
Apenas no ângulo certo

 

Eu sou o fim
A porra de um arcanjo

-Archangel (feat. Malukah & Clark S. Nova), Elena Siegman

 

Dezembro,Sexta feira (09) Horário local: 02:30 .P.M.

            Meu corpo estremeceu, não consegui raciocinar direito e tudo acabou acontecendo muito rápido: Primeiro Anee  confirma minha hipótese dos Marines estarem seguindo-nos, depois mandou eu e Merry pegarmos cobertura do lado oposto ao dela.

            Depois eu só vi três corpos de Marines no chão, é o quarto vindo até nós...até mim.

-Essa é a sua chance de vir comigo de forma pacífica! Vocês Três estão pre…’  Ele não conseguiu terminar, levou um tiro no meio da testa, o matando instantaneamente.

-Vejam as câmeras de segurança, eles nos acharam!!’ Anee estava apavorada, com uma pequena pistola em mãos. Mery apenas fez o que Anee mandou, retirou um mini notebook da bolsa e Hackeou todo tipo de câmera e sistemas das redondezas, limpando nosso rastro. Começamos a correr enquanto Merry guardava com uma maestria seus equipamentos.

-Vamos deixa-los aqui??

-É melhor eles lá do que eles em qualquer outro lugar é com as minha digitais, a Unsc é a ONI vão os achar e ignorar a morte deles mesmo.

            Corremos até o metrô, Eu ainda estava meio atordoada. Eu já havia visto Marines morrem, mas eu não fazia parte dos assassinos. Podia não ter atirado neles, mas também não fiz nada para impedir, minhas mãos também estão sujas de sangue.

            Assim que pus meus pés no metrô, voltei a respirar com calma. Anee é Merry pareciam acostumadas com tudo aquilo.

-I  Believe*.’ Ironizei.

-Podemos ir até a sua casa? Gostaria de falar algumas coisas…

-Claro.’ Suspirei, estava mesmo começando a acreditar nas loucuras dela, claro que tudo poderia ser uma grande coincidência, mas parecia tão real… Será que eu queria que aquilo fosse real?

            O caminho durante o trem foi silencioso é tenso. Um Jornal já havia anunciado o assassinato dos quatro Marines, ainda sem suspeitos de quem teria cometido os crimes. Ninguém que eu tenha visto no trem ligou muito para isso, talvez tenham pensada que era só mais um atentado terrorista ou algo assim.

            Tudo havia sido muito intenso, nada comparado com as batalhas que eu já participei, claro, mas ali havia uma diferença: Eu realmente estava na luta. Era muito mais intenso quando você está no fogo cruzado é não apenas na mente de um soldado. Era muito diferente, muito mais real.

            Eu nem sentia mais frio, só o amargo na boca e o sentimento de.. Luto? Talvez.

            Assim que chegamos em casa, ela parecia vazia. Nenhuma luz acessa, ou sinal do Jack. Subimos para o segundo andar, silenciosamente, todas nós três em guarda, e só nos acalmamos quando entramos em segurança no meu quarto.

Joguei-me na minha cama, só queria sumir por uma ou duas semanas, ou então voltar para a cabeça de John, onde não se tinha tantos problemas ou consequências. Anee parecia analisar meu quarto, enquanto Merry só se jogou em uma poltrona que havia do lado da minha escrivaninha, onde ficava meu computador.

-Quarto bacana. ’ Comentou a morena, depois de alguns minutos em silêncio, que ainda estava em pé.

-Obrigado, mas aposto que não veio aqui só para ver meu estilo Anarquista expressado em uma sala com uma cama.’ Minha voz saiu abafada pelo travesseiro, sentia meu corpo todo dolorido, estranho.

- O que você vai fazer daqui para frente?’ Silêncio novamente, Eu havia conquistado mais problemas do que era capaz de resolver sozinha. Minha prioridade era Melanie, era só isso que aparecia na minha mente quando eu pensava em meus próximos passos, mas para achá-la não seria fácil.

-Eu não sei.’ Falei por fim -Eu estou, de verdade, começando a acreditar em você, mas infelizmente isso não é minha prioridade agora….’

-Você sempre foi a prioridade dele.’ Interrompeu-me, parecia pelo seu tom de voz que estava ofendida com o que eu disse.

- Não me leve a mal, mas conquistei mais problemas do que sou capaz de resolver.’

- É para isso que estou aqui.’

-Eu falei que acredito em você, não que confio em você.’ Suspirei, isso seria complicado.- Anee, isso é muito maior do que você pensa. Eu Já estive na visão da ONI, tanto como aliada quanto como inimiga. As mão deles já derramaram muito mais sangue do que eles são capazes de limpar.’

-Não aja comigo como se eu fosse uma criança! Eu sei o tamanho das barbáries que eles comentem… ’ interrompi-a.

-Exatamente por isso! Você mais do que qualquer outra pessoa  deveria para agir assim com eles.’

-Exatamente por isso que eu luto contra eles!’

-Se toca, Aneellize!’ Me ergui da cama, de forma bruta, assustando ela- Eu não quero que você pare de lutar contra eles, quero que mude a Sua forma de agir! Enfrentamento contra a ONI sem provas fortes só vão os fazer te achar fácil e te silenciar.’

-Você não havia dito isso antes...está mudando de argumento?

-Eu falei que “Você mais do que ninguém deveria parar de agir assim com eles”, não havia dito para parar de lutar.’ Me aproximei de forma mais amigável, e pus minha mão no seu ombro, atraindo sua atenção - Eu quero é vou te ajudar a lutar contra eles, mas entenda que eu não vou lutar como você, os confrontando, isso é tolice. Temos que juntar provas suficientes nas sombras, para podermos expô-las na luz.’ Sorri levemente para ela, mas desfiz o gesto quando um pensamento invadiu minha mente- Isso vai se tornar uma guerra, você sabe não é?’

-Eu sei sim, é estou preparada, é você?’

-Ei, esqueceu que eu sou a Cortana? Eu Gosto da loucura*.’ Sorri novamente, é dessa vez ela retribuiu-me o gesto, sorrindo também.

-Qual vão ser nossos próximos passos?’ Perguntou-nos Merry, ela olhava para o teto, parecia cansada disso tudo, e de uma certa forma, alheia ao mundo ao redor. Tentei decifrar seu olhar, e por mais que eu tentasse, ela não transmitia nada através dele, ela me lembrava um pouco o Chief nisso, é em todo o resto também.

-Primeiro, precisamos de fortes provas sobre a Morte do Chief, no caso da não morte dele…’ Silêncio momentâneo. Eu realmente gostaria de acreditar que John estava vivo, mas todo apontava o contrário.

-Você tá pensando o mesmo que eu?’ Questionou-me Anee, com uma das sobrancelhas erguidas e com um sorriso cúmplice em seu rosto.

-Sistemas da ONI?’ Ergui uma sobrancelha também, lhe retribui o sorriso.

-Bingo!’ deixou sua mochila em cima da minha cama, abrindo-a logo seguida: Umas duas garrafas de álcool, alguns cadernos, tintas em Spray, Algumas embalagens suspeitas e um notebook. Olhou cúmplice para Merry, que não parecia nem um pouco animada com a ideia da amiga.

-Se você acha que eu vou me meter em mais uma das tuas furadas, tá enganada. Já tó farta disso tudo, é sempre assim: Você acha que está fazendo o bem, eu é o Math te ajudamos, somos pegos e´ todos temos que fugir para um outro continente porque a abelha rainha acha que ta fazendo o certo.’ Ergueu-se, encarando Anee por breves momentos, pude ver os olhos da minha companheira de trabalho em chamas, nunca tinha há visto assim- Se você quiser Cortana, eu posso ir embora, mas eu não vou entrar nessas merdas dessa louca de novo.

-Você é muito bem-vinda aqui Merry, está muito tarde para você ir é como sua amiga me preocupo com você.’ A encarei, era lógico que não a deixaria ir embora a aquele horário. Anee ainda parecia digerindo as coisas que havia ouvido de Merry, mas logo sua face fechou-se, isso vai iniciar uma tempestade, sim ou claro?

-Louca é o seu passado, que aliás é tão Fodido quanto o meu! Eu até entendo os motivos pelos quais você não quer ajudar-nos, mas tudo que eu fiz sempre foi para ajudar o grupo!’ Olhou-a com raiva e para evitar uma guerra, me pus entre elas.

-Ei, o que é isso? Achei que estava conversando com pessoas civilizadas, não com duas crianças do jardim de infância.’ Olhai-as, as repreendendo- Não sou mãe de nenhuma de vocês, mas me sinto na obrigação de pôr juízo nessas cabeças! Se querem ser tratadas como adultas, principalmente você Anee.’ Mudei meu campo de visão especificamente para a morena maior- Ajam como tal! Além disso, tudo bem você não querer se meter nessa loucura Merry, mas não e certo falar assim com a Anee, todos nós somos loucos, a diferença e que alguns esconde a sua loucura muito bem. Agora Merry pega uns cobertores dentro do meu armário, que eu vou pegar um colchão para você, é Anee, vai iniciando o meu computador e o seu.’ terminei minha frase já com minha mão na maçaneta da porta, abrindo-a logo em seguida.

            A porta do quarto do casal estava semi-aberta, parte minha sabia que era errado olhar pela fresta estreita iluminada, mas minha curiosidade sempre foi maior do que minha sanidade.

            Olhando pela pequena abertura, eu pude ver Jack sentado na beira da cama, sem camisa, é Anna (que eu juro que eu não ouvi quando ela chegou) terminando de pôr uma roupa mais confortável, talvez um pijama.

-Eu fiquei preocupado com a sua demora, eu consegui ouvir a Cortana chegar mas não vi você junto com ela.’O Rapaz a olhava de forma apaixonada, mas seu tom demonstrava clara preocupação.

-Bom, ela até foi lá para a boate comigo é com as garotas, mas ficou pouco. Além disso, acabou brigando com uns carinhas lá. E digamos é acabei me empolgando e ficando até tarde, desculpa.’ Ela sentou-se no colo dele e pôs sua mão ao redor do pescoço dele, ficando a milímetros do rosto dele.

-Eu não estou bravo, meu bem, só me preocupo com você, me preocupo muito por sinal. Mas acho ótimo que você saia para se divertir um pouco, principalmente com a Cortana, ela fica muito só.’ Ele pôs sua mão na nuca dela, de forma delicada, clima quente.

-Sabe que eu também penso isso?’ Acabou rindo, o fazendo rir também, a alegria da Anna é muito contagiante.

-Como conseguir criar algo tão perfeito?’ Ele ficou a olhando, perdido em cada traço do rosto dela.

-Eu amo você também.’ Anna inclinou-se minimamente e quebrou a distância que havia entre eles, iniciando um beijo.

            Decidi deixá-los a sós e ir fazer o que eu tinha que fazer, desci as escadas silenciosamente, e fui até a porta que havia do lado da escada. Ela era a única porta que era realmente de madeira, essa que rangeu um pouco quando eu abri-a, revelando um cômodo minúsculo, com tijolos pretos na parede e carpete no chão, os colchões brancos se destacavam naquela escuridão. afinal ali não havia nenhuma janela por motivos óbvios.

            Subi as escadas com um pouco de dificuldade e logo cheguei de novo no corredor, Dessa vez a porta do casal estava fechada (Ainda bem!) o silêncio ali me incomodava um pouco, na verdade, não só ali o silêncio me incomodava, em qualquer situação o silêncio me incomoda.

            Chutei levemente a minha porta para avisar as garotas ali dentro, Não Demorou muito para Merry abrir a porta, Ela me parecia um pouco assustada, até estava mais pálida que o normal. Entrei com o colchão e o coloquei ao lado da minha cama.

            Minha atenção foi atraída para o meu computador, que mostrava mais uma das suas mensagens estranhas:

“I lay alone, awake at night
Sorrow fills my eyes
But I'm not strong enough to cry
Despite of my disguise”**

            Mais uma vez, não havia nenhuma imagem de fundo, apenas códigos binários. Isso fez passar pela minha cabeça que talvez a pessoa ou aplicativo que estava mandos essas mensagens, além de saber quando tem gente no meu quarto e saber reconhecer se são aliadas ou não, também me diz que o poder dessa “pessoa” sobre o meu computador e limitado apenas a algumas frases: Quanto mais frases, mais exigida processamento, ou seja, a de fundo ficava criptografada, e se ficava criptografada, provavelmente seria possível rastrear de onde veio.

 

-Eu juro que eu não fiz nada.’ Anee defendeu-se de antemão, parecia tão assustada quanto Merry.

-Eu sei, isso já vem acontecendo há um tempo…’ Minha voz morreu, eu não fazia ideia de quem estava fazendo isso com o meu computador. Poderia ser algum agente da ONI que estava tentando me achar...ou alguém tentando se comunicar… mas a única pessoa que poderia querer falar comigo seria a Melanie.

            Balancei minha cabeça em negação a mim mesma. Melanie era muito inteligente para tal, se ela realmente quisesse falar comigo, já teria o feito...ou não? será que de alguma forma o meu rampancy pode ter lhe afetado?

            Ou então… é se ela estivesse na Infinity, tentando me avisar de algo? OU tentando se comunicar?

            Por mais relutante que eu estivesse perante essa hipótese, era uma grande possibilidade, Melanie é muito inteligente, inteligente o suficiente para conseguir me rastrear ( e rastrear qualquer outro ser que já tenha deixado algum rastro digital), é caso ela tenha tido ajuda, mesmo que mínima, da Dra. Halsey, as possibilidades de ser ela triplicam.

            Relutante, eu me dirigi em frente ao computador e sentei-me na cadeira em frente ao monitor, e fiquei encarando a tela por alguns poucos segundos até de começar a digitar. Eu sei como funcionam normalmente os protocolos de comunicação básicos há curtas distâncias, esses que por sinal, se encaixavam muito com as mensagens que eu andava recebendo: Frases, sempre em inglês, que são normalmente de um banco de dados já existente na Web, que são capazes de responder algo, mas apenas se a pergunta for feita apenas de uma palavra é/ou código curto.

            Com as mãos trêmulas, digitei “Cortana 0452-9”, é esperei alguma resposta do computador. Inicialmente, ele me respondeu com uma mensagem de erro padrão, depois começou a analisar, é para a minha surpresa, os códigos que apareceram na tela eram da UNSC Infinity, mas não eram os códigos padrão de rastreamento, é sim de ajuda.

            Anee encolheu-se na cama ao notar códigos da UNSC, Enquanto Merry apressou-se para ir até a tomada, retirar meu computador da mesma:

-Nem pense nisso!’ Ergui minha mão quando a morena estava perto da tomada, a impedindo - Não estão tentando nos rastrear, estão pedindo ajuda.’

-Como pode saber?’

-Códigos não mentem. ’ Virei-me novamente para a tela, apreensiva, precisava saber o que vinha depois.

            Não demorou muito para o sistema processar a minha mensagem, é responder-me com outra linha de códigos:

“Who's there to save the hero?
When she's left all alone and she's crying out for help
Who's there to save the hero?
Who's there to save the girl after she saves the world?”***

            Isso foi oque eu precisava para saber que quem estava do outro lado da tela era uma IA, mas não confirmava em 100% que essa IA era minha tão amada Melanie. obviamente que a IA que escreveu essas frases me conhece, ou conhece alguém que me conhece. Mais alguém também aposta que é a Halsey?

            Eu sabia que eu apenas poderia fazer três perguntas por vez de acordo com o protocolo, mas decidi gastar uma delas digitando “Melanie 0452-10” é mais uma vez ouve uma mensagem de erro, seguida por códigos da UNSC, é então a mensagem:

“I bottle all my hurt inside
I guess I'm living a lie
Inside my mind each day I die
What can bring me back to life?”****

            Senti meu corpo arrepiar-se por completo, um arrepio ruim. Eu sabia que Melanie, de alguma forma, havia se juntado os sistemas da armadura do John quando caímos em Requiem, mesmo não ocupando espaço no sistema da armadura.

            Agora eu também sabia que de alguma forma, ela ficou em Requiem e se certificou de proteger os dados extras da minha personalidade que eu praticamente joguei fora para ajudar o Chief contra o Didata. Ela certificou-se também de se manter ativa e de achar alguém que pudesse me ajudar, além de claro achar para onde o slipspace havia me levado ( se ele havia conseguido me levar para algum lugar, claro).

            Era óbvio que ela se sentiria mal, desamparada, desolada, chateada durante algum desses momentos.

            É só de pensar nisso me sinto péssima .Melanie não precisava ter passado por nada disso, nem ela nem o Chief. É agora o Chief...bem, está morto, e ela desaparecida.

            Respirei fundo, e digitei minha última palavra “Halsey” e no monitor apareceu muitas mensagens de erro, muito mais do que estavam aparecendo normalmente, isso deixou-me alarmada, mas logo, o fundo do monitor ficou vermelho e as letras da frase pretas:

            “That basic bitch leaves finally
         Now I can take her lies”

            Apenas deu tempo de eu tirar uma foto com meu celular da tela do computador, pois assim que eu o fiz, o mesmo desligou-se e reiniciou, e refez esse processo pelo menos umas cinco vezes. O que quer que tenha invadido meu computador era muito forte para o processamento do mesmo.

            O Silêncio estava no cômodo de novo (acho que ele está gostando de me seguir). Merry estava sentada ao lado de Anee, abraçando o ombro da amiga, já que essa parecia bem assustada, e estava sentada abraçando as próprias pernas. Ambas olhavam para mim, me questionando com o olhar.

-Isso foi bizarro.’ A voz Da Merry saiu como um sussurro apavorado, depois de algum tempo em silêncio, Anee teve coragem de perguntar:

-O que f-foi aquilo?’

-Foi alguém pedindo ajuda, ajuda para mim.’ Falei simplesmente, voltei a olhar para meu monitor, vendo-o operar normalmente é harmonicamente com A CPU, sem nenhuma intervenção externa.

-Quem?’

-Eu bem gostaria de saber…’ Menti, não estava pronta para falar sobre a Melanie, muito menos sobre o que aconteceu em Requiem -Apenas usei algumas palavras chave que eu achei que poderiam funcionar…’ deixei a frase morrer.

Depois de mais alguns minutos em silêncio, Anee ergueu-se novamente da cama, puxando de uma forma não tão leve Merry consigo e a abraçou. Sim, eu fiquei meio surpresa, não vou mentir, mas tão interferi entre elas, não dessa vez:

-Olha que eu conto para a Lucy.’ Sorriu A Merry, e retribuiu o abraço da amiga.

-Desculpa… por tudo tá? A morena mais alta sussurrou, mas eu fui capaz de ouvir. Merry apenas movimentou a cabeça positivamente e se soltou dos braços da amiga.

            Depois Merry pediu-me alguns cobertores e um travesseiro, e deitou-se no colchão, claro que ela alfinetou Anee um pouco antes de ir dormir, mas nada que fosse digno de ser considerado xingamento, tanto que Anee riu da brincadeira da amiga (essa que também pediu desculpas para Anee depois, por ter gritado com a mesma).

            Anee sentou-se na minha cama, com o notebook ligado apoiado em suas pernas e chamou-me para sentar-me ao seu lado. Ela me mostrou vários documentos confidenciais, relatórios de batalha é claro: Informação sobre o Projeto Spartan II.

            O quão fundo ela havia chegado nos sistemas da ONI e da UNSC havia impressionado-me. Ela havia tido acesso a informação que às vezes, nem eu tinha acesso (por mais raro que fosse essas ocasiões, elas existiam).

-Como você conseguiu tudo isso?’ Perguntei cochilando, não queria acordar Merry, que dormia bem perto de nós.

-A ONI não esconde suas coisas como antigamente.’ Respondeu-me, convencida-Além disso, nós temos trabalho a fazer e mesmo que você não confie em mim, teremos que trabalhar juntas.’

-O que te interessa nisso tudo? Porque ir tão longe em busca de todos esses dados?’

-Por justiça, pela liberdade das pessoas poderem se expressar sem um sistema corrupto que nem a ONI ficarem lhes vigiando 24hs, pelos soldados que morreram por guerras já perdidas, pelas IA’s desligadas por causa do medo da ONI de que elas superassem os humanos, sem se tocaram que elas já fizeram isso.’ Olhou-me nos olhos, suas orbes roxas podiam ser bem vistas mesmo no escuro do quarto, pareciam ter luz própria - A Justiça me Guia a tempos, e se eu terei que morrer pela liberdade do povo, que assim seja. mas a verdade será dita, a justiça será feita. Posso não ser nenhuma Juíza, mas quero que as pessoas que cometeram crimes, sendo da ONI ou não, paguem por eles, quero um povo livre.

            Senti minha garganta dar um nó novamente. Anee tinha pensamentos parecidos com os meus, a diferença é que a justiça dela se conquistava de forma mais anarquista, mas tínhamos um consenso alí, eu acreditava nela.

-Eu acredito em você, não faça eu me arrepender disso.‘  Suspirei, eu sabia que faria uma aliança perigosa: Anee era instável, era visível. O resto do grupo dela, era muito misterioso ainda para mim, tudo muito novo.

Isso é loucura! Lutar contra a ONI e suicídio!

            Eu acho que meu subconsciente (que ainda tinha partes da mentalidade da Haley em si) ainda não havia reparado, mas eu já me sentia morta. Melanie era a única coisa que me fazia continuar (de novo) é eu sinceramente apenas queria devolver a ONI na mesma moeda, quero que eles sintam a dor que o John sentiu quando foi sequestrado, a saudade que a Kelly tinha da sua casa, O medo que o Fred tinha mas nunca demonstrou e a confusão que passava na cabeça da Linda quando tudo isso aconteceu.

Eu quero justiça com gostinho de vingança. É sim, eu sabia que essa motivação vingativa não era boa, a vingança cega os humanos.

Nossa, que pena, eu não sou humana. Apesar de sentir como um humano, raciocinar como um entre outras características humanas, nem a ONI nem a UNSC me consideravam uma Human-IA. Pois bem, agora eles terão motivos.

Claro que para isso, não precisava necessariamente da Anee para isso, mas eu já teria a UNSC é a ONI contra mim, não preciso dela também.

-Eu vou trabalhar com você, Aneellize. Mas eu quero a verdade de você é só a verdade, por favor.’ Sorri cúmplice para ela, sentindo minhas esperanças e forças voltarem totalmente em 100% -Além disso, eu não moro sozinha aqui e também já tinha algumas outra amigas IA’s que estavam me ajudando a despistar a ONI, eu gostaria de falar com eles e avisá-los.’

-Claro! Quanto mais gente, melhor. Só se assegure que eles não estão do lado deles e não do nosso.’ Anee retribuiu meu sorriso. Desviou seu olhar do meu e voltou a olhar seu notebook , começando a fazer e programar algumas linhas de códigos no seu computador, e depois olhou para mim novamente - O que acha de já começarmos nosso trabalho? Primeiro eu vou te mandar alguns documentos que eu tenho aqui, vão te interessar. Depois poderemos começar o trabalho sujo.’ voltou a olhar para a tela, sorrindo.

-Claro, chefia.’ Me dirigi em direção ao meu computador, começando a fazer as programações necessárias para entrar na deep web.

-Estamos no mesmo pé de igualdade, a diferença aqui é que você já esteve lá dentro, eu não.’ Olhou para mim, ainda sorrindo.

                Não havia nada mais a ser discutido ali: tínhamos objetivos em comum e motivação. Anee era a pura definição do Anarquismo, mas isso não lhe tornava alguém ruim, ela era apenas diferente.

                Eu estava entrando em uma área delicada. A ONI tinha olhos é ouvidos em todos os cantos, sabia tudo sobre todos. Mas isso vai acabar.

                Eu estou ciente que a verdade cobra caro, mas eu estou disposta a pagar seu preço.


Notas Finais


*I believe= Eu acredito
*Eu gosto de uma loucura= é uma referencia meio icônica, mas para quem não sabe ,a Cortana fala essa frase em uma cinematic junto com o chief, lá no inicio do Halo 2 :v

**Eu me deito sozinha, acordada a noite
Tristeza preenche meus olhos
Mas eu não sou forte o bastante para chorar
Apesar do meu disfarce

***
Quem está lá para salvar a heroína?
Quando ela é deixada sozinha e chora por ajuda
Quem está lá para salvar a heroína?
Quem tá lá pra salvar a garota depois dela salvar o mundo?

****
Eu botei minha dor dentro de uma garrafa
Eu acho que estou deixando a mentira
Dentro da minha mente todo dia que eu morro
O que me pode trazer de volta à vida?

***** Aquela V*dia apareceu, finalmente
Agora eu falar as mentiras dela.

Bom, sim, esse capítulo ficou bem repetitivo e não saiu muito do lugar, mas ele e decisivo para a fic, então ele é necessário para intender as motivações futuras da Cortana rainha <3
Qualquer duvida, critica oou sugestão, comente! Não mordo :3
Até a próxima, meus bolinhos de arroz!


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