História Sombras do passado - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Drama, Policial, Revelaçoes, Romance
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Palavras 1.502
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Rotina


-Não sei quem inventou a historia de que policiais vivem comendo roscas. Não suporto essas roscas, são açúcar, apenas!

 Rodriguez riu, já está acostumada com as minhas queixas sobre a loja de roscas que sempre passamos para comprar o meu café. Isso sim é uma maravilha. Café te deixa em alerta, tira o sono e ainda tem aquele gosto maravilhoso. Hummmm eu amo café.

-Todos os dias você reclama dessas roscas, fale por você! Adoro a de morango.

-Não gosto de nada que possa me deixar lento, tenho que corre atrás de bandidos, e para isso as banhas que o açúcar proporcionam não me atraem.

-Lá vem você com a sua mania de saúde. Um dia irá conhecer um doce maravilhoso e não poderá mais falar esse seu discurso! É ótimo ser saudável mas tudo na sua dosagem certa!

- Não me jogue praga por favor!

 

Nossa relevante conversa foi interrompida pela ligação de Beline.

 

-Policial Cardoso falando.

-temos novidades sobre o caso do assassinato, examinaram o corpo e precisamos que venham.

-Estamos a caminho.

 

Entramos na viatura curiosos com o resultado do exame, afinal qual havia sido a causa da morte? Com exceção dos grampos, o corpo estava intacto. E um policial sem curiosidade, não é um policial.

 

Chegamos eufóricos. Passamos por todos os agentes sem ao menos cumprimentar. A sala de análises era a próxima. Beline estava a nossa espera, junto ao Dr Araujo.

 

-Pois bem, o que descobriram?- Perguntou Rodriguez.

-olhem isso- disse o Dr Araujo.

 

Com suas mãos envolvidas por luvas, pegou uma placa de petri na qual usam para secagem de compostos e incubação.

 

-Encontramos vestígios de Ricina no corpo da vitima.

-Ricina?- Perguntou Rodriguez.

 

Beline adiantou-se na explicação.

 

-Ricina é considerada uma das toxinas de origem vegetal mais potentes do planeta. Capaz de penetrar em células e conectar aos ribossomos levando as células à morte.

-E como pode ser usada? -Perguntou Rodriguez.

-Em doses injetáveis ou inaláveis- Completou Dr Araujo.

-Ela vem da mamona correto?-Perguntei.

-Correto, encontrada exclusivamente no endosperma das sementes.

-Então o assassino tem acesso a planta ou a alguém que tenha a planta- Deduziu Moreira.

-É, o que dificulta é que sua plantação é possível relativamente em muitos locais!- Informou Beline.

-É verdade, é produzido em países como China, Brasil, Índia, Moçambique.

-E para melhorar, China, Estados Unidos, França, Alemanha e Japão são os principais consumidores- Completou Dr Araujo.

-Ou seja, uma agulha num palheiro para acha-lo – Rodriguez notou o obstáculo que iremos enfrentar.

-Mas essa descoberta já irá nos ajudar pela frente.- Não me deixo abater, afinal saber a causa já diz muito sobre o assassino.

-Se descobrirmos mais alguma coisa, Beline irá informá-los!

 

Agradeci ao Dr Araujo por sua ajuda, ele certamente é o melhor legista para se ter em uma equipe. Sempre descobrindo o que precisamos ao mesmo tempo que dá uma aula de biologia e química. Quem olha de primeira para aquele homem de um metro e setenta, meio ruivo meio loiro (acredito que nem ele saiba exatamente a cor de seus cabelos) e suas tatuagens, não imagina o homem sensível e genial que é. Me identifico muito com ele.

 

Ao sairmos fomos fazer nossa ronda pelo quarteirão, como de costume. E aproveitamos que as ruas estavam tranqüilas para conversar sobre o caso.

 

-Rodriguez, acredito que esse caso dará muito o que falar.

-Você e suas intuições, dá até vertigem, tudo o que fala acaba acontecendo!

-Não sei se é bom ou ruim, mas estou com a sensação de que muita coisa irá acontecer.

-Levando em conta que estamos falando sobre uma mulher assassinada, imagino que só pode acontecer coisas ruins.

- Nunca se sabe. Prender o assassino é algo bom!

-Verdade, pena que para isso uma vida se foi.

-Exatamente por isso entrei para a policia, aliviar o coração da família das vitimas. Fazer a justiça de punir perante a lei aqueles que infligirem, e impedir que destruam famílias.

-Gosto de pensar que contribuímos para um mundo melhor!

-É, eu também.

 

Após alguns minutos de silencio, resolvi quebrar a quietude.

 

-Como está Peter e as crianças?

-Estão ótimos, graças a Deus. Queria passar mais tempo em casa, eles me cobram muito esses momentos em família, tento sempre estar com eles, mas sabe bem como é o nosso trabalho.

-Sei muito bem.

-Quero saber quando você vai se casar e ter filhos, quero ser tia!- falou em meio a risos.

-Minha vida é meu trabalho, sabe bem disso! Casar não está nos meus planos no momento, muito menos filhos.

-Bem posso te ajudar a achar alguém.

 

Olhei em sua direção fazendo a pior cara possível.

 

- Não, muito obrigado. A ultima vez que você inventou de ser cupido, acabei me dando mal.

Começamos a rir ao lembrar da Lola aroma, que por um acaso o apelido “aroma” foi a maneira mais cortes que achamos para não chamar de peidorreira. Certamente foi a pior noite da minha vida!

 

-Olha a culpa não foi minha! Como eu iria saber?

-Você é uma vergonha para todos os cúpidos responsáveis.- falei brincando.

 

Nossa brincadeira foi interrompida pelo toque do celular da policial Rodriguez.

 

-Rodriguez falando.

 

Sua expressão facial, mudou rapidamente. Antes sorrindo com a nossa conversa, agora radiante, com os olhos brilhando e seu tom de voz materno em evidencia.

 

-Manda um beijo para eles- Falei já sabendo que se tratava de Billy e Travis.

-Tio Cardoso está mandando um beijo.- Falou para o outro lado da linha.- Estão te mandando outro parceiro!

 

Dei um leve sorriso. Adoro aqueles pirralhos!

 

 

  As horas passaram rapidamente, e eu já estava em casa. Meu amplo apartamento estilo loft sempre me acolhe após o expediente. Ao passar pela porta e trancá-la segui em direção ao sofá, como de costume passei os minutos seguintes sentado olhando a grande janela com vista para acidade, olhá-la nesse horário sempre me renova, observar todas aquelas luzes me faz pensar em como nossos problemas são pequenos comparados a esse mundo tão grande.

  Despertei desse momento de reflexão, segui em direção ao banheiro, nada melhor que um banho para limpar todas as impurezas desse dia.

Me despi aos poucos já imaginando o que eu pediria para jantar, um sushi cairia bem, comida japonesa é sempre a melhor escolha.

  Após um quente e longo banho, enrolei-me em minha toalha de banho tamanho gigante de cor branca, passei pelo quarto indo em direção ao telefone fixo. Comida japonesa é o numero um na discagem rápida.

 

-Boa noite, Carlos?- Falei após o ultimo soar da chamada.

-Cardoso meu amigo, tudo certo? Vai ser o de sempre?

 

 “O de sempre?” está pergunta me fez pensar em como sou previsível no quesito comida.

 

-Sim meu amigo, o de sempre.

-Ok, vou caprichar!

 

Dei um rápido sorriso seguido da despedida.

 

-Estarei esperando!

-Vinte minutos está na sua porta. - Confirmou o tempo de espera que sempre tenho após meu pedido.

 

 Fixei o telefone em sua base, seguindo com meus passos lentos pelo cansaço até meu sofá onde encontrei o controle da televisão, ela irá me entreter por hora.

  Comecei a zapear os canais, televisão é sempre um tédio, não gosto de ficar parado por muito tempo. Entre um canal e outro meus olhos se fechavam, mostrando-me minha sonolência. Minhas longas e pesadas piscadas, agora em ritmo constante, foram interrompidas pelo soar da campainha.

 

-Blin blong-

 

  Arrastei-me até a porta, só então lembrei-me que ainda estava de toalha.

-Tudo bem, não tem importância- Pensei em voz alta, seguido de um – Quem é?- No interfone.

-O senhor pediu comida japonesa? – Uma voz rouca surgiu do outro lado.

-Pode subir! – falei enquanto apertava com meu dedo indicador o botão que abria a porta dianteira do prédio.

 

  Olhei em direção ao relógio grudado em minha parede, logo acima  da televisão. Exatos 19 minutos haviam se passado após meu pedido. Peguei meu dinheiro de uma caixa em cima da pequena mesa perto da porta, sempre guardo dinheiro lá.

  Logo escutei um pequeno barulho de passos do outro lado da porta, era alguém na escada, e a cada segundo esses pequenos passos se tornavam maiores e seus ruídos ampliavam-se, até se findar em frente ao acesso de entrada, minha porta.

 

Toc Toc- Ecoou em meio ao barulho deixado pela televisão.

 

  Girei rapidamente a chave seguido pela meia volta de meus pulsos para abrir por completo dando-me de cara com o entregador.

 

-Boa noite senhor. – O rapaz careca, porte avantajado e voz rouca falou assim que me viu.

-Boa noite- Respondi de maneira amigável enquanto entregava-lhe $120,00- pode ficar com o troco- completei.

-Obrigado senhor! – Respondeu pegando o dinheiro e me entregando a comida.

 

 Novamente no conforto de meu sofá, mas agora com meus deliciosos sushi, nigiri, gunkan, norimaki, chirashi, sashimi, huramaki em cima da mesa de centro que fica em frente ao sofá, e ao lado o wasabi, a única parte da comida em que não gosto.

 Dentes limpos. Depois de uma bela refeição, tudo que me vem em mente é minha confortável cama e quando dei por mim, já estava em meio aos lençóis.



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