História Invictus - Capítulo 1


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Categorias The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha, Tara Chambler
Tags Apocalipse Zumbi, Carl Grimes, Daryl Dixon, Maggie Greene, Rick Grimes, The Walking Dead
Exibições 276
Palavras 1.343
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Muito prazer gente linda, eu sou a Lari.
Essa é minha primeira história postada aqui e eu to um pouco nervosa. Não vou falar muito porque quero que leiam logo. Para os personagens originais me inspirei na aparência de alguns atores.
Arizona King - Sophie Turner, Trevor King - Jai Courtney, Connor King - Asa Butterfield, Dakota King - Anna Sofia Robb, e Oliver King - Jacob Tremblay
Enfim, só isso. Espero que gostem.
Xx

Capítulo 1 - A dança dos mortos


Fanfic / Fanfiction Invictus - Capítulo 1 - A dança dos mortos

 

POV Arizona

 

O dia tinha um ar mórbido, como há muito vinha sendo. Meus irmãos estavam todos com o mesmo semblante, o de fome e cansaço. Olhei pra Trevor que andava um pouco mais atrás por motivos de segurança e respirei fundo, não adiantava parar agora. Andar nessa estrada foi ideia minha, eu queria chegar em Washington. Eu e meus irmãos temos sorte de continuar juntos, mesmo que a família não esteja completa. Dakota sempre diz  “Tudo podia ser bem pior Nana”, e mesmo que a alegria infinita e otimismo dela me irritem as vezes, eu tenho que concordar. Tudo podia mesmo ser bem pior. Mas querer que tudo voltasse a ser como antes não era pedir demais. Bem, não exatamente como antes. Eu só queria minha família toda completa. Lembrar daquele dia ainda causava dor, e uma saudade que era difícil calar.

Meus irmãos são fortes, nos tornamos muito mais fortes depois que essas coisas começaram a vagar pela terra. Os walkers, eles mudaram tudo. Antes de tudo eu pressentia que alguma merda muito grande ia acontecer. O general não ia recuar as tropas todas de volta ao país a toa, era um presságio.

Fui interrompida dos meus pensamentos pelo grunhido conhecido de uma criatura nojenta e podre.

-Eu pego esse. - Connor falou andando já balançando seus nunchakus. Acertou a cabeça daquele troço na lateral fazendo ele cair, Connor levantou o nunchaku e desceu com tudo abrindo a cabeça decomposta fazendo aquela gosma escura se espalhar na rua.

-Não acham melhor procurarmos algum lugar? Já devem ser três da tarde, Oliver precisa comer.- Dakota falou passando a mão na cabeça do menor e eu acenti. O pequeno já estava ficando pálido de fome.

-Vou caçar alguma coisa, fiquem aqui e fiquem atentos.- Falei já andando pra perto das árvores.

-Não quer que eu vá?- Trevor perguntou segurando meu braço de leve. Neguei rápido e murmurei um “já volto”. Empunhei meu arco com uma flecha e adentrei a floresta e minha mente ficou mais alerta ao meu redor. Andei um pouco, talvez uns 10 minutos e avistei um guaxinim em um galho comendo alguma fruta. Coitado, mal sabia ele. Mirei nele e disparei, ele caiu do galho com a flecha na cabeça. Meu estômago roncou quando peguei ele. Fazia 3 dias que eu não comia, eu e Trevor na verdade. Preferimos dar de comer aos mais novos, nós tínhamos treinamento militar e aguentamos mais que eles.

Voltei pra estrada com o guaxinim na mão, Dakota sorriu de lado me olhando e Connor respirou aliviado. Oliver estava deitado nas pernas de Dakota de olhos fechados.

-Ele dormiu.- Ela me disse fazendo carinho nos cabelos dele. Sorri olhando meu irmãozinho, que mesmo nesse mundo distorcido preservava sua pureza. Mesmo depois de ter visto coisas demais, coisas que eu queria que ele nunca tivesse presenciado.

-Só achei esse.- Falei levantando o corpo do animal morto na minha mão. -Connor, tira a pele e coloca pra assar.- Dei o guaxinim pra ele que começou a preparar nossa refeição.

Cheguei perto de Trevor, que estava muito atento de pé vigiando a estrada.

-Precisamos achar um lugar logo Nana, eles três estão muito cansados e é perigoso ficarmos no meio da estrada.

-Eu sei, vamos só comer e vemos se achamos alguma coisa. Quanto tempo acha que falta pra Washington?

-Talvez 1 semana.- Falou trincando o maxilar depois. -Mas ainda acho que não vale a pena. Nós vimos as outras cidades grandes como estão. Washington deve estar do mesmo jeito, senão pior.

-Temos que tentar.- Falei respirando fundo. -Não temos muitas opções.

Ele assentiu breve e eu me afastei. Trevor tem seu jeito de demonstrar quando a conversa acabou, geralmente ele só assente e não fala mais nada.

 

Depois de assarmos e comermos a pouca carne do guaxinim continuamos andando mais um pouco. Daqui a pouco ia começar a querer anoitecer, precisávamos de um lugar para passar a noite. Oliver estava nos ombros de Connor agora, estava acordado e atento como todos nós. Dakota me cutucou e apontou pra frente, paramos e eu fiz um sinal para nos escondermos nas árvores. Uma mulher nova, chutava a roda de uma caminhonete enquanto um homem de dreads e óculos saia do carro para conferir o motor. Olhei pra Trevor que fez sinal pra ficarmos ali enquanto ele ia lá. Eu ia contestar, mas ele levantou antes que eu falasse qualquer coisa. Meu irmão andou na direção deles e eles levantaram as armas.

-EI, quem é você?- A garota falou.

-Não sou ameaça. Vocês são?- Perguntou meu irmão levantando as mãos.

-Eu fiz uma pergunta primeiro.

-Vou responder, depois que responder a minha.

-Tara, vamos abaixar as armas. Ele não parece ameaça.

-Ah qual é, olha o tamanho dele.- Ela falou apontando com a arma pra Trevor.

-Não sou ameaça, só procuro um lugar pra passar a noite.- Trevor olhou pra mim e fez sinal pra sairmos das árvores. Assim que saímos eles abaixaram as armas, vendo que tínhamos uma criança conosco.

-Viu Tara, ele tem crianças com ele. Quem são vocês?- O homem de dreads perguntou.

-Eu sou Trevor King, e esses são meus irmãos. Oliver, Connor, Dakota e Arizona. Andamos faz semanas já, e estamos muito cansados. Presumo que vocês saibam de algum lugar pra passarmos a noite, Oliver precisa descansar.- Analisei os dois, e não pareciam gente má. Só gente que já tinha feito muita coisa.

-Sou Tara, e esse aqui é o Heath. Vocês são de onde?

-Alabama.- Dakota respondeu

-Vocês andaram bastante até aqui.- A tal Tara falou

-Sabemos.- Connor respondeu

-Por que?- Perguntou Heath

-Só queremos chegar em Washington, ver se tem alguma coisa lá. Zona segura.- Falei e ela olhou pra mim franzindo a testa.

-Quantos walkers mataram?- Me perguntou. Eu ri, e meus irmãos também. -É uma pergunta séria.- Olhamos pra ela e paramos de rir.

-Muitos pra contar.- Trevor falou

-Quantas pessoas matou?- Ela perguntou, e continuava com a mesma expressão séria. Me arrepiei com as lembranças.

-Antes ou depois do fim do mundo? Eu e Arizona somos Delta.

-Depois, óbvio.- Heath disse

-Bom, eu matei 4. Arizona 2, Connor 1, Dakota e Oliver nenhum mas estavam presentes.- Ela nos analisou mais.

-Por que?

-Porque se não matássemos eles, eles iriam matar nossas irmãs. Depois de fazerem coisas horríveis.- Connor falou fechando a cara. Era um assunto pesado, e nós cinco detestamos falar sobre.

-Tudo bem, é o bastante pra mim.- Disse Heath. -Nós temos uma comunidade, a alguns quilômetros daqui. Podem vir conosco se quiserem, é seguro e temos pessoas boas lá. Só vão precisar fazerem um tipo de entrevista quando chegarem, é protocolo.- Olhei pra Trevor e ele me olhou de volta, uma sombra de esperança nos olhos dele. Observei os mais novos que sorriem animados pra aceitarmos a proposta. Encarei Trevor de novo e assenti, ele sorriu de lado.

-Nós aceitamos, precisamos tirar nossos irmãos da estrada.

-Beleza então. Só vamos colocar mais gasolina no carro, esfriar um pouco o motor e podemos ir.- Tara falou. -Podem ir entrando no carro se quiserem.- Connor, Dakota e Oliver correram pra entrar no carro e eu e Trevor ajudamos a encher o tanque de novo e esfriar o motor que tinha esquentado.

Quando estávamos, segundo Heath, perto da tal Alexandria eu senti meu estômago formigar, como se me avisando que eu estava viva, que não precisava desconfiar daquelas pessoas. Meus irmãos dormiam, menos Trevor que como eu olhava atento pra estrada e para nossos “bons samaritanos”.

A dança dos mortos estava nos dando uma pausa, uma reviravolta nesse espetáculo de horror e sem esperança em que estávamos vivendo há meses. Pessoas, pessoas que não pareciam más, eu sentia que eles eram pessoas boas, sentia que finalmente alguma coisa de bom estava acontecendo desde que saímos do Alabama. Respirei fundo e resolvi dar uma chance, meus irmãos precisavam disso. E eu também ansiava por algo. Se esse lugar era mesmo real eu não sabia, mas alguma coisa me dizia pra confiar no meu pressentimento de que essa era nossa chance de recomeçar.


Notas Finais


Entãaaaao, cês gostaram? Tomara que sim. Eu to super animada com essa história! Quis começar dessa parte da história da série e acho que repararam que a minha história começa depois da sexta temporada né? Fiz assim porque não quis colocar tanta coisa da história original da série, que vocês com certeza já devem estar cansados de ler. No próximo capítulo provavelmente o pessoal que tava lá na clareira com o Negan vai voltar pra casa, não todos né hahaha. Qualquer erro é só falar, sou toda ouvidos.
Até a próxima, xx


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