História Invictus - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha, Tara Chambler
Tags Apocalipse Zumbi, Carl Grimes, Daryl Dixon, Maggie Greene, Rick Grimes, The Walking Dead
Exibições 214
Palavras 3.115
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olha eu aqui de novo :) hahaha
Não vou falar nada de muito importante aqui agora, aproveitem o capítulo.
Xx

Capítulo 2 - Alexandria


Fanfic / Fanfiction Invictus - Capítulo 2 - Alexandria


 

POV Arizona

 

Chegamos a noite na frente de um portão grande de ferro, que foi aberto por um homem que cumprimentou Tara e Heath. Antes de sairmos do carro, olhei para Trevor que sorriu como há semanas não fazia. Era um condomínio, parecido com o que moramos nossa vida quase toda. Não estava acreditando no que estava vendo. Parecia que eu tava sonhando, e a qualquer momento ia acordar no meio do pesadelo que minha vida tinha se tornado. Oliver acordou e sorriu animado querendo sair do carro.

-Ei mocinho, espera um pouco. Trevor vai lá fora primeiro comigo, e vocês três só saem desse carro quando eu mandar.

-Ai Nana, eu quero conhecer as pessoas.- Oliver falou fazendo bico.

-Quer mas vai ter que esperar. Ouviram a Nana.- Trevor falou sério saindo do carro. Oliver bufou cruzando os braços.

Saí do carro com Trevor e senti todos os olhos em nós. Não tinha uma multidão, mas depois de meses sendo só nós cinco eu acabei me desacostumando em ver mais de seis pessoas no mesmo lugar. Um homem, aparentemente padre veio pra perto.

-Bem vindos. Quem são vocês?

-Onde está o Rick, padre Gabriel?

-Saiu com alguns para levar a Maggie até Hilltop, ela estava passando mal.

-Quem foi com ele?- Perguntou Heath

-Eugene, Abraham, Sasha, Carl e Aaron.

-E onde estão os outros?

-Rosita, Glenn e Michonne foram atrás do Daryl. Mas isso foi de tarde.- Senti que o clima pesou, eles se entreolharam e voltaram as atenções para nós.

-Esses são Trevor e Arizona, e no carro são os irmãos menores deles. Os encontramos na estrada voltando pra cá, nosso motor deu problema e precisamos voltar, eles estavam no caminho e precisam de ajuda.- Heath disse e o padre sorriu pra nós.

-Vocês podem falar com Spencer, ele passa tudo pra Maggie depois.

-Eu vou chamar ele.- Falou Heath saindo de perto. Olhei pros mais novos e fiz um sinal pra se juntarem a nós. Oliver se agarrou na minha perna e ficou olhando pros lados observando as pessoas a nossa volta. Dakota sorria, e Connor estava sério ao lado de Trevor que analisava tudo. Era um lugar bonito, bem cuidado. Quase não parecia que estávamos no meio do caos se não prestasse atenção aos detalhes.

Heath voltou com um rapaz do lado dele.

-Oi, meu nome é Spencer. Quem são vocês?- O cara falou quando se aproximou.

-Eu sou Arizona King, e esses são meus irmãos Trevor, Connor, Dakota e Oliver.

-Se puderem me seguir, farei uma breve entrevista com vocês e então esperamos os outros voltarem pra Maggie os auxiliar.- Assenti e ele nos guiou até uma casa grande e muito bonita, como a maioria das casas ali. Paramos na varanda e ele se virou pra nós.

-Bom, a entrevista é individual. Um entra e os outros podem esperar aqui fora.

-Não. Nós não nos separamos.- Trevor disse

-Eu entendo que seja complicado confiar em alguém nos dias de hoje, mas é protocolo. Dou a minha palavra que será bem rápido.- Spencer falou sorrindo. Pus uma mão no braço de Trevor e me coloquei a frente.

-Tudo bem, eu vou primeiro.- Ele me olhou impassível e eu assenti brevemente pra dizer que estava tudo bem. Trevor relaxou um pouco e eu entrei na casa com Spencer. Meu queixo caiu, era como se nada tivesse sido tocado pelo horror, tudo estava na mais perfeita ordem. Tudo limpo e organizado. Spencer me guiou para um tipo de escritório e me pediu pra sentar no sofá em frente a uma câmera. Ligou a câmera e se encostou na mesa de madeira atrás dela.

-Qual o seu nome?- Demorei uns segundos pra processar a pergunta, pois não conseguia parar de analisar a sala.

-Arizona King.

-Quantos você tem Arizona?

-25. Por que isso importa?

-Arquivo. Minha mãe gostava de fazer assim.

-Gostava?

-Sim, ela morreu há pouco tempo.- Ele falou e vi que seu semblante mudou um pouco.

-Sinto muito.

-Tudo bem.- Spencer se mexeu um pouco e pigarreou, -Hm, você e seus irmãos são de onde?

-Alabama.

-Meio longe, estão andando pra cá há muito tempo então?

-Sim, já faz um tempo que estamos na estrada.

-E antes de virem pra cá, o que aconteceu?- Um gosto ruim subiu na minha garganta. Aquele assunto ainda me assombrava.

-Perdemos nossos pais e…- Parei de falar, eu não conseguia dizer aquilo sem reviver as emoções.

-E…

-Nossa irmã mais nova, ela era gêmea do Oliver.

-Sinto muito.- Meneei a cabeça e engoli seco. -Pra onde estavam indo?

-Washington. Eu só tracei o curso e resolvemos seguir.- Eu já estava incomodada, aquele assunto era ruim. Mas o assunto posterior era uma tortura pra mim.

-Vocês estão dispostos a fazer parte da comunidade?

-Queremos um lugar seguro, pra recomeçarmos. Se precisarmos ajudar, ajudaremos.

-Ok. E quantas pessoas já mataram?

-Eu matei 2. Bom, depois do início desse inferno.

-Depois do início? Então já matou antes?- Não era provocação, era curiosidade mesmo da parte dele. Mas eu queria acabar logo com aquilo. Respirei fundo e respondi:

-Sim, eu e Trevor somos Delta. Já acabamos.

-Claro, chame seu irmão por favor. O grandão.- Assenti e saí dali como se a sala fosse explodir a qualquer momento. Quando abri a porta meus irmãos vendo minha expressão se colocaram em alerta. Respirei fundo pra me acalmar.

-Tá tudo bem, só uns assuntos que vieram a tona. Trevor, sua vez.

-Tem certeza?

-Aham, só vai de uma vez.- Ele passou por mim e fechou a porta. Me sentei no degrau da varanda e fechei os olhos respirando fundo pra me acalmar. Senti alguém sentando do meu lado e abri os olhos encontrando os olhos muito azuis da minha irmã.

-Ele perguntou alguma coisa sobre aquilo?- Franzi a testa e neguei. -Mas você lembrou né?- Assenti e ela me abraçou de lado.

-Nana, nós vamos morar aqui?- Oliver perguntou vindo pro meu colo. -Porque eu achei aqui muito bonito.

-Não sei amor. Tudo vai depender da nossa entrevista e da líder deles concordar.

-Acha que ela vai concordar?- Connor perguntou sentado em uma cadeira. Olhei pra ele dei de ombros.

-Não faço ideia. Vamos esperar.

 

Depois de todas as entrevistas feitas, Spencer nos convidou para entrar e comer. Depois que comermos uma macarronada que um tal de Eric levou, muito simpático e alegre. Eu até gostei dele, mas ele provavelmente vai se dar melhor com a dona sorriso, Dakota. Eu não comia nada tão gostoso fazia muito tempo. Tive que controlar  Oliver pra não comer demais e acabar vomitando. Tomamos banho e Spencer disse que podíamos ficar na sala até que a Maggie chegasse.

Devia ser quase de manhã, eu e Trevor não tínhamos dormido nada ao contrário dos outros três que apagaram pelos sofás muito macios da sala. Cheguei do lado dele na janela, ele observava a rua.

-O que acha daqui?- Me perguntou sem tirar os olhos da rua.

-Acho que é calmo demais, limpo demais, bonito demais.

-Não digo isso. To perguntando se acha que podemos ficar aqui.- Me encarou e eu mordi o lábio.

-Podemos dar uma chance.- Olhei para os mais novos dormindo. -Por eles. Eles merecem isso. Nós andamos demais, passamos por muita coisa. E acho que é a primeira vez em meses que Connor pega no sono de verdade.- Ele murmurou um “uhum” e voltamos a olhar a rua.

Fazia quase uma hora que estávamos eu e Trevor lado a lado olhando pra rua. Eu estava começando a querer me deixar levar pelo cansaço, mas não podia. E nem conseguiria. Meus irmãos precisam que eu os proteja, eu já falhei demais antes.

-Você pode dormir se quiser.

-Não. Eu aguento.

-É sério Nana, eu vigio. Não parece que vai acontecer muita coisa.- Me dei por vencida e sentei em uma das poltronas.

-Só um pouquinho. Me chama antes do sol nascer.- Ele sorriu e assentiu.

Fechei meus olhos e tentei relaxar um pouco. Imagens desconexas apareciam na minha mente. Meus pais e Blair, walkers, cheiro forte de álcool, chão imundo, uma risada monstruosa, vozes, choro, Trevor gritando desesperado. Eu não ia conseguir dormir, não agora. Abri meus olhos e observei meus irmãos mais novos. Era uma sorte estarmos todos juntos ainda. Ouvi um barulho vindo da rua e uma luz de farol adentrar a janela. Me levantei alerta, Trevor já estava com a arma em punho. Umas pessoas saíram de dentro de um carro e se apressaram em tirar um homem e carregar nos braços até uma das casas com pressa. Olhei pra Trevor assustada, deviam ser as pessoas que faltavam. Spencer desceu as escadas correndo e saiu porta a fora.

-Devemos ir?- Trevor pergunta olhando a agitação. Dakota acorda e vem pra perto.

-Acho que sim, se tiver algum ferido eu posso ajudar.

-Mas e se eles nos atacarem Arizona?- Dakota perguntou preocupada.

-Você vem comigo, Trevor fica de guarda aqui. Qualquer coisa eu dou um sinal e você acorda os meninos pra ir atrás da gente.

-Ok. Tomem cuidado.- Assenti saindo, Dakota veio logo atrás arrumando as facas no cinto. Quando fomos chegando perto, uma mulher de dreads e uma katana nas costas desembainhou a espada e veio em nossa direção.

-Michonne, elas são amigas.- Padre Gabriel falou segurando uma neném que eu não tinha visto quando cheguei.

-Amigas? Chegaram quando?

-Essa noite, com Tara e Heath.- A mulher me analisou de cima a baixo e eu continuei com meu olhar impassível. Dakota sussurrou atrás de mim:

-Pergunta se eles querem ajuda.- A olhei por cima do ombro e ela me encorajou levantando as sobrancelhas. Pigarreei e fiz minha voz mais calma.

-Vocês precisam de ajuda? Eu sou Arizona, e essa é minha irmã Dakota.

-Um dos nossos está muito ferido. Você é médica?- Ela perguntou ainda segurando a katana. Precavida, esperta.

-Eu era Delta, tenho treinamento pra emergência.- Michonne, como Padre disse, me analisou por mais um segundo e respirou fundo fazendo um sinal pra eu ir com ela. Chamei Dakota que tinha o mesmo olhar sem expressão que o meu no momento, não era hora pra bancar a otimista sorridente e ela sabia.

Entrei na casa que foi montada como enfermaria e várias armas foram apontadas pra mim. Um homem estava desmaiado na maca.

-O que é isso?- Um homem de barba e sujo de sangue perguntou apontando sua arma pra mim. Ergui minha faca em punho e o encarei.

-Eu estou aqui pra ajudar.

-Rick, ela chegou agora a noite com Tara e Heath. Pode ajudar.

-Não vou deixar ninguém colocar a mão nele sem eu conhecer.

-Você pode fazer isso, mas ele pode morrer dependendo do ferimento.- Falei neutra olhando fundo nos olhos dele que trincou o maxilar.

-Minha irmã é muito boa.- Dakota falou se pondo do meu lado. -Você pode deixar ela ajudar, ou negar essa ajuda. De qualquer maneira não fará muita diferença pra nós, já que acabamos de nos conhecer.- Rick ponderou a ideia por uns segundos e abaixou a arma.

-Está bem, cuide dele. Mas eu estou aqui te vigiando.- Assenti e guardei a faca me aproximando da maca. O homem tinha um ferimento de bala no ombro, tinha perdido muito sangue e estava quase morrendo.

-Ele precisa de uma transfusão. Dakota, vá chamar Trevor e os outros.

-Peraí, outros?

-Meu irmão mais velho e os mais novos. Trevor vai doar e os outros dois não vão ficar sozinhos.- Falei rasgando a camisa do homem ensanguentado na maca. Dakota saiu correndo e eu me concentrei em limpar o ferimento e estancar o sangue. Era um milagre ele ainda estar vivo nessas condições.

-Preciso de pinça, sutura e gaze. Agora.- Uma garota com aparência latina pegou tudo e foi me entregando. Trevor chegou como um raio na sala.

-Do que precisa?

-Sangue.

-O que? Arizona, ta maluca?

-Não, você é O negativo. Ele precisa e você vai doar sim.- Trevor assentiu meio a contragosto e foi preparar o braço pra coleta. Limpei todo o ferimento e retirei a bala com cuidado, Trevor chegou do meu lado e eu coloquei a agulha no braço dele, e a outra ponta que ele tinha preparado eu coloquei no braço do homem. Medi a temperatura dele, sem febre. Isso é bom, não está se transformando.

O homem começou a perder mais sangue, eu precisava estancar o ferimento ou ele ia morrer. -Mais gaze.- Gritei e a mesma latina me entregou mais gaze. Fiz pressão no ferimento e assim continuei esperando e torcendo pra que conseguisse salvar aquele homem.

Quando consegui estancar o sangue respirei aliviada, e pedi a sutura e agulha. Enquanto meu irmão estava sentado na maca doando o sangue eu suturei a ferida e limpei mais colocando um curativo pra terminar. Acabei e suspirei, nunca fiz um curativo tão rápido na minha vida. Mas consegui estancar o sangue e fechar o ombro dele. Limpei minhas mãos numa toalha e me virei vendo vários pares de olhos que me encaravam curiosos e preocupados.

-Muito prazer, eu sou Arizona King.- Falei estendendo a mão pro homem que apontou a arma pra mim, Rick.

-Rick Grimes. Ele vai ficar bem?- Olhei pro ferido e encarei Rick de volta.

-Precisamos ficar de olho. Ele perdeu muito sangue, estava pálido. Depois que a transfusão terminar eu vou colocar soro na veia dele e então aguardamos.

-Nana.- Oliver falou encolhido do lado de Connor.

-Já tá tudo bem amor. Fica tranquilo.- Falei chegando perto dele e sorrindo um pouco. Ele assentiu e agarrou a perna de Connor.

-Quem de vocês é Maggie?- Perguntei encarando as duas mulheres que estavam na sala. O clima pesou e eu olhei pra Rick que parecia o líder.

-Ela precisou ir para uma comunidade parceira, está grávida e aconteceram coisas terríveis hoje.- Falou abaixando os olhos e eu vi os outros se remexerem um pouco.

-Glenn foi com ela?- Tara perguntou e Rick passou a mão no rosto. Só então percebi um curativo no final do braço direito dele, e nada da mão. Franzi a testa.

-Glenn foi morto.- Michonne disse e Tara ficou em choque. A tensão no ar era palpável. Todos estáticos, nenhum som, ninguém conseguia dizer nada. Eu não sabia quem era Glenn mas  entendi que devia ser alguém muito querido pra todos estarem assim.

-O que? Por que?- Ela perguntou desesperada.

-Eles armaram pra nós. Uma emboscada. Cercaram todas as estradas possíveis e nos pegaram.- Um loiro falou. Eles todos pareciam muito abalados. Com certeza viram coisas que não vão ser esquecidas.

-Foi horrível.- A latina falou secando uma lágrima. -Maggie quase morreu e então nos soltaram, com ameaças. Abraham, Sasha e Eugene levaram ela as pressas para Hilltop.

-E Daryl? Foram eles?- Spencer perguntou.

-Foram. Foi aquele desgraçado que ele deixou viver.- Michonne falou.

-Temos que ir até a Maggie.- Tara falou.

-Não podemos, não agora. Se até amanhã de noite eles não voltarem nós vamos depois de amanhã bem cedo. Por enquanto vamos nos concentrar no Daryl aqui.- Rick disse apontando pro ferido.

-Devemos nos concentrar neles também. Oi, sou Aaron.- O loiro falou apertando a minha mão e dos meus irmãos.

-O momento não é muito bom, mas estamos aqui pedindo abrigo. Estamos andando desde o Alabama. Na verdade tínhamos um carro, mas foi roubado quando chegamos na Georgia.

Eu falei indo verificar a transfusão. Ainda não era hora de tirar a agulha, e Trevor parecia bem.

-Vocês viajaram tudo isso? Por que?-

-Eles queriam chegar em Washington, Rosita.- Spencer falou pra morena.

-Algum motivo específico?- Perguntou Aaron. O encarei e dei de ombros. Olhei dele pros meus irmãos mais novos e suspirei.

-Eles. Eles são meus motivos. Queria um lugar seguro, o Alabama está tomado. Pensei que talvez Washington pudesse ter resistido, mas acabamos encontrando seus amigos na estrada.

Eles se entreolharam e Rick me encarou.

-Já foram feitas as perguntas?- Me perguntou chegando mais perto.

-Sim.- Respondi o encarando.

-Você já teve contato com os Salvadores?- Me perguntou analisando meu rosto. O encarei confusa.

-Não. Nunca nem ouvi falar. Acho que não me ouviu dizer que viemos do Alabama.

-Estou falando bem sério. Isso é uma questão de segurança muito importante para nosso grupo.- Continuei o encarando.

-Falo a verdade. Não conheço nenhum grupo com esse nome.- Rick ainda me olhava com uma expressão dura.

-Estamos abrindo os portões de nossa comunidade pra vocês, não nos traiam.- Michonne disse olhando pra mim e meus irmãos. Assenti e estendi a mão pra ela que apertou a minha.

-Agora, acho que podem voltar pra minha casa. Assumimos daqui.- Spencer disse e eu recuei um passo.

-Pode deixar que eu passo a noite aqui. Fui eu quem tratou dele.

-Não, nós te chamamos se precisar. E chamamos quando ele acordar, voltem com Spencer e esperem. Não faremos mal a vocês.- Rick disse e eu olhei pra Trevor que começava a fechar o olho mas assentiu. Concordei e retirei a agulha do braço dele, arrumei a bolsa de soro no suporte e conectei com o tubo que ia para o braço do Daryl. Olhei pros presentes na sala e dei um breve aceno.

Fiz sinal pra Connor me ajudar e amparamos Trevor até a sala da casa onde estávamos antes.

-Pode dormir que eu vigio.- Falei pra ele ao colocá-lo deitado no sofá.

-Vou mesmo. Qualquer coisa me acorde. Mas Nana, não acho que será necessário. Eles parecem mesmo pessoas que podemos confiar.- Sorri de leve pra ele que fechou o olho pra descansar.

-Vocês podem voltar a dormir, ta tudo bem.

-Não vai dormir Nana?- Dakota perguntou deitando com Oliver no outro sofá. Neguei e dei um beijo na testa dos dois que sorriam pra mim. Sentei numa poltrona perto da janela e respirei fundo. Connor ficou em pé em frente a janela.

-Connor.- Chamei e ele resmungou. -Dorme, eu fico de olho.

-To sem sono. Você que devia dormir um pouco.- Olhei pra ele e sorri. -Eles são boas pessoas Nana, eu vejo isso. Acho que devemos confiar.

-É, pode ser.- Ele sorriu de canto e voltou a olhar pra rua. Sim, eles parecem boas pessoas. Boas pessoas que fizeram coisas ruins. Nós também somos assim. O fim do mundo causou isso, forçou as pessoas a tomarem decisões pela sobrevivência.

Fechei meus olhos e relaxei. Precisava aproveitar um pouco pra descansar tudo o que esgotei na estrada.

Nenhuma imagem ruim me atingiu, nenhuma lembrança de dias que eu só quero esquecer. O que me veio à cabeça foram os rostos daquelas pessoas naquela enfermaria. Pela primeira vez em semanas, eu consegui relaxar e cair no sono. Tudo o que me envolvia era o vazio, um sono sem sonho. E a sensação de que as coisas iam começar a se ajeitar um pouco.


Notas Finais


SIM, eu matei o Glenn!! muahahahaha Bom gente, cada um tem suas teorias sobre o início da 7ª temporada né! E a minha teoria vai um pouco além do Glenn, mas por enquanto eu quis matar só ele. E a morte dele aqui tem um motivo que vocês vão descobrir mais pra frente. Eu to tendo um brainstorm maravilhoso com essa história, então creio que os capítulos não vão demorar muito pra sair. To tendo que tomar muito cuidado pra não acelerar nada, quero que vá tudo com calma pra ter muitos capítulos pra vocês.
Enfim, me digam se gostaram, mostrem algum erro!! Podem falar comigo que eu sou legal haha
Até o próximo capítulo
Xx


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