História Invictus - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha, Tara Chambler
Tags Apocalipse Zumbi, Carl Grimes, Daryl Dixon, Maggie Greene, Rick Grimes, The Walking Dead
Exibições 182
Palavras 3.368
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


EEEEEH HOJE TEM CAPÍTULO NOVO!! Só porque to numa animação gigante por motivos de: TWD VOLTA DOMINGO!!
Esse capítulo já tava pronto desde domingo e era pra postar só amanhã, mas eu resolvi postar logo hoje porque amanhã provavelmente não vou ter muito tempo pra postar.
Enfim, aproveiteeeem!!
Xx

Capítulo 3 - Melancolia


Fanfic / Fanfiction Invictus - Capítulo 3 - Melancolia

POV Arizona

 

Abri meus olhos e levei uns segundos pra lembrar onde eu estava. Dakota, Oliver e Trevor ainda dormiam. Connor estava sentado com as costas encostadas na parede da janela, a cabeça pendendo pro lado. Ele dormiu, eu sabia que ia. Não me importei, dessa vez estamos menos expostos que fora desses portões. Me espreguicei e senti um cheiro de café. Fazia tempo que eu não tomava café. Levantei e segui pra onde devia ser a cozinha. Tão linda quanto o resto da casa, tudo em aço e azulejos brancos.

-Bom dia.- Spencer falou assim que me viu entrar no cômodo.

-Bom dia. Vocês tem café, energia, isso é tudo muito estranho ainda pra mim.- Falei olhando pra cafeteira.

-Pode se servir. Eu sei que vai levar um tempo pra vocês reacostumarem com essas coisas, mas pode ficar tranquila que pelo que eu vi da reunião ontem todos concordam que vocês fiquem.- Ele disse se sentando em frente a bancada com uma xícara na mão. Assenti e me servi de uma xícara bem generosa de café.

-Agradeço por terem nos acolhido.

-Diga isso ao Rick, ele vai passar aqui depois. A manhã está sendo bem agitada. Não esperávamos que algumas coisas fossem acontecer.- Lembrei da conversa deles ontem. Uma grávida na comunidade que era parceira, e um morto. Eles deviam estar uma pilha de nervos, e não era pra menos.

-Eu e meus irmãos ajudaremos no que for preciso. Acho que se não nos quisessem aqui já teriam expulsado, então é nosso dever fazer a nossa parte.- Spencer sorriu ao final da minha frase. Continuei séria, não era muito de sorrir pra pessoas além dos meus irmãos.

-Bom, eu tenho que ir. Meu turno no muro é agora, melhor eu ir logo. Fiquem a vontade, Rick deve vir logo.- Disse e saiu pela porta dos fundos. Olhei em volta e resolvi comer alguma coisa. Abri os armários e achei algumas torradas. Me sentei e comi um pouco lembrando que dois dias atrás eu não tinha nem onde dormir, que dirá comida. Escutei a porta da sala abrindo e me levantei pegando minha faca seguindo até a sala.

-Eu só vim conversar.- Rick disse erguendo as mãos. Trevor tinha acordado e levantado empunhando uma faca. Relaxamos e guardamos as facas.

-Vamos até a cozinha, pra não acordar eles.- Falei e eles dois me seguiram até lá. -O Spencer disse que você viria conversar com a gente.

-Sim. Preciso esclarecer umas coisas.

-Pode falar.- Trevor disse se encostando no batente e cruzando os braços.

-Acho que ficou claro que nós temos um inimigo.- Ele disse e olhou de Trevor pra mim. -Não pensei que fosse chegar nesse ponto, pensei que íamos resolver tudo como sempre. Mas não. Dessa vez não foi bem assim. Esse grupo, os Salvadores, eles são diferentes. São mais perigosos e engenhosos que nossos outros inimigos.- Rick ficou quieto e parecia viver uma batalha interna.

-Nós vamos ajudar.- Falei e ele me encarou

-Ajudar pessoas que nem sabe quem são?

-Eu vi o bastante ontem. Pessoas de caráter ruim não se importam com um membro do grupo que já tá praticamente morto. Vocês trouxeram o..

-Daryl

-Sim, o Daryl pra cá mesmo tendo o risco de ele morrer.- Olhei nos olhos dele e ele assentiu devagar.

-Nós somos uma família. Protegemos uns aos outros. Vocês devem entender, estão em família.

-Entendemos.- Meu irmão disse se aproximando e pegando algumas torradas do balcão.

-Mesmo assim. Eu e meus irmãos estamos juntos a vida toda. Vocês provavelmente não se conheciam antes disso tudo, tô certa?

-Está.

-Vocês são pessoas boas. Sei reconhecer isso.- Falei. Rick mexeu na fivela do cinto, o que me fez perceber que ele ainda estava do mesmo jeito que quando o conheci na madrugada.

-Estou depositando minha confiança em vocês, principalmente por terem uma criança e uma adolescente. Se minha intuição estiver certa, não vou me arrepender de aceitar vocês aqui.

-Não vai se arrepender. Pode confiar em nós.- Trevor disse estendendo a mão pra Rick, que apertou.

-Vou pedir que vá até a enfermaria, Arizona certo?- Assenti. -Daryl está lutando bem, mas preciso que dê uma olhada.

-Irei lá.

-Tudo bem.- Ele disse e se virou. -Ah..- Falou parando e olhando pra nós de novo. -Assim que der designaremos uma casa pra vocês, só queremos resolver sobre a Maggie primeiro.

-Sem problemas. E o que eu faço?- Meu irmão perguntou se sentando no balcão.

-Vocês faziam o que antes da epidemia?

-Éramos Delta Force, como nosso pai.- Trevor respondeu.

-Será de grande ajuda. Vou te colocar em algum turno de vigia nos muros. Me procure depois do almoço. Bom, eu vou indo, até mais.- Ele virou e saiu pela porta. Encarei meu irmão e suspirei.

-Vou até a enfermaria dar uma olhada naquele cara.

-Quer que eu vá junto?

-Não precisa, acorda os outros e dê café a eles.

-Sim senhora chefe.- Ri e segui para onde Rick pediu.

 

Entrei na enfermaria e Michonne estava lá. Ela me olhou e murmurou um “bom dia” baixo, o qual respondi. Ela estava sentada em uma cadeira do lado da maca. Cheguei ao lado e comecei a examinar Daryl. Ele estava bem, e quando coloquei a mão em sua testa para checar a temperatura ele subitamente acordou e segurou minha mão com força. Levei um susto pensando que ele tinha virado uma daquelas coisas, mas ele não levou a boca pra morder. Quando eu levantei minha machadinha que estava no cinto ele me encarou e eu senti como se estivesse totalmente exposta ali. Aqueles olhos me fizeram paralisar. Michonne estava do meu lado e encarava Daryl atônita e com a katana levantada. Ela também deve ter pensado que ele tinha virado.

-Ele acordou.- Michonne disse sorrindo. -Ei, solta a moça. Não é educado agredir quem salvou a sua vida.- Daryl olhou confuso pra ela e soltou meu pulso aos poucos. Dei um passo pra trás, guardei minha machadinha e engoli seco.

-O que aconteceu?- Ele perguntou, a voz rouca e meio embolada.

-Você desmaiou quando estávamos quase chegando aqui. Arizona te salvou, ela chegou ontem de noite aqui.- Ela disse e apontou pra mim com a cabeça. -Lembra do que aconteceu antes disso?

-Lembro.- E ele olhou pros lados. -Onde está Maggie?

-Abe, Sasha e Eugene levaram ela pra Hilltop. Ela desmaiou.- Michonne parecia cansada, e eu precisava terminar de examinar Daryl.

-Michonne.- Chamei trazendo a atenção dos dois pra mim. -Se você quiser descansar, eu fico aqui. Tenho que examinar ele mesmo.

-Eu estou bem.- Ele falou e um sotaque forte o denunciou, era um caipira. Assim como eu.

-Mesmo assim eu tenho que te examinar.

-Vou até em casa tomar um banho, volto mais tarde.- Ela falou e sumiu pela porta. Voltei minhas atenções ao homem a minha frente.

-Dói?- Perguntei apalpando em volta do curativo. Ele resmungou um “não” e eu continuei o exame. Troquei o curativo, dei mais soro e lhe dei uns analgésicos. Tudo em silêncio, um silêncio que pela primeira vez estava me incomodando. Eu queria que ele falasse.

Me sentei na cadeira onde Michonne estava antes e fiquei encarando o chão.

Quanto tempo tinha passado nesse silêncio todo? Comecei a mexer a perna batendo o pé no chão. Olhei pra cima e Daryl me encarava, mas desviou os olhos quando o encarei de volta. Onde estava Michonne que tava demorando tanto? Bom, ela precisava descansar. Respirei fundo e estalei os dedos. Eu não ia conseguir ficar quieta. Mas que merda.

-Vocês são de onde?- Daryl perguntou e eu pigarreei pra responder.

-Alabama.- Ele resmungou um “hm” e ficou quieto de novo. Eu olhei pra ele que tinha deitado a cabeça e fechado os olhos. Eu estava incomodada com a sensação que os olhos dele casou em mim. Nunca me senti tão vulnerável. Deve ser coisa da minha cabeça, só pode.

-O que aconteceu ontem?- Perguntei com cuidado. A curiosidade estava me consumindo. Mas também, um homem ferido, uma mulher que foi levada as pressas pra outra comunidade pra ser cuidada e um homem morto. Sem contar a cara de derrota que todos eles estavam. Isso é motivo suficiente pra qualquer um ficar curioso.

Daryl abriu os olhos e me encarou.

-Uma emboscada.- Dava pra perceber que ele não ia dizer mais nada além disso, e eu resolvi não perguntar mais. Afinal, eu acabei de chegar na comunidade e eles não me conhecem. Olhei pra janela da enfermaria e vi as pessoas passando na rua. Era surreal, nunca pensei que fosse viver situações assim de novo. De olhar pela janela e ver pessoas andando sem pressa, sem estarem mortas, sem quererem só se esconder.

Alexandria era uma oportunidade pros meus irmãos que eu pedia a muito tempo. Mesmo que pra mim e minha família o clima era de alívio, dava pra sentir que o clima das pessoas ali era outro. Eles estavam arrasados, amedrontados e receosos. O que quer que tenha acontecido ontem não foi nem de longe uma simples dificuldade.

Michonne voltou e junto dela estava Rick, que me cumprimentou assim que entrou.

-Você está vivo.- Ele disse sorrindo pra Daryl que resmungou qualquer coisa.

-Acho que podemos nos concentrar só na Maggie agora. Devíamos ir até Hilltop- Michonne disse olhando de Daryl pra Rick.

-Não podemos ir ainda, vamos dar esse dia de prazo. Se até a noite eles não estiverem de volta, amanhã vamos até lá. Concordo que a Maggie passa a ser prioridade agora, mas não podemos nos precipitar.

-Essa Maggie..- Comecei e a atenção dos três veio pra mim. -O que ela tem?

-Ela está grávida.- Michonne me respondeu com um olhar de preocupação. Grávida. Sofreu uma emboscada, viu uma pessoa morrer. Isso deve ser bem difícil.

-E quem nós perdemos ontem era marido dela.- Rick falou e eu levei uma mão a boca. Não imagino o que ela deve estar sofrendo. O marido morto, na frente dela. Esse mundo estava distorcido mesmo, cada dia mais eu tinha mais certeza.

-Posso ajudar.- Falei com convicção. -Quando forem até essa outra comunidade eu posso ir junto. Se eu e minha família vamos ficar aqui eu quero ajudar.- Eles se olharam e Rick assentiu.

-Tudo bem, aceito sua ajuda. Mas precisaremos conversar sobre algumas coisas que…- Ele foi interrompido por uma Dakota entrando desesperada na enfermaria.

-Nana, você precisa vir comigo.- Me levantei assustada.

-O que aconteceu Dakota?

-É o Oliver.- Ela não precisou dizer mais nada. Saí correndo com ela até a casa onde estávamos hospedados.

Antes de entrar na casa ouvi os gritos do meu irmão menor e meu coração apertou. Era mais um episódio. Entrei e Connor tentava desesperadamente acordar Oliver que parecia não conseguir sair de seu pesadelo.

-NANA! NÃO! LARGUEM ELA!- Ele gritava chorando. Me abaixei ficando de joelhos em frente ao sofá e comecei a balançar ele de leve.

-Oggy, acorda. É a Nana meu amor, acorda. Tá tudo bem- Ele acordou e arregalou os olhos. Olivier não conseguia respirar. Sentei ele no sofá e o segurei pelos ombros, mantendo a calma e o guiando.

-Ei, respira. Olha pra mim.- O fiz olhar pra mim e sorri de leve. -Sou eu. Você está bem, nós todos estamos. Certo? Respira. Isso, inspira e solta devagar. Muito bem.- Sorri pra ele quando ele conseguiu respirar direito e o puxei pro meu colo no chão.

-O que aconteceu?- Trevor entrou desesperado na sala, e então percebi que Rick e Michonne tinham me seguido. Olhei pro meu irmão e ele entendeu. Oliver chorava baixinho, me apertando e se encolhendo no meu colo.

-Um episódio. Mas já passou, foi só um pesadelo.

-Foi tão ruim.- Oliver disse baixinho e eu sussurrei pra ele que tava tudo bem.

-Ele está bem então?- Michonne perguntou olhando pro meu irmãozinho. Assenti e ela sorriu pra ele.

-Me desculpa.

-Ei, não precisa pedir desculpa. Tá tudo bem, foi só um sonho ruim.- Falei fazendo carinho nos cabelos dele.

-Nós também temos sonhos ruins Oggy.- Dakota falou abaixando do outro lado dele e sorrindo.

-Vou deixar vocês a sós. Qualquer coisa podem chamar.- Rick disse e meu irmão assentiu.

-Eu te procuro depois de acalmar as coisas aqui.- Trevor falou e Rick saiu junto com Michonne que acenou com a cabeça pra mim.

Suspirei e comecei a cantar baixinho, Oliver se acalmava assim. Ele adorava Somewhere Over the Rainbow, era a música que nossa mãe cantava pra nós quando um de nós estava triste.

Aos poucos meu irmão se acalmou e eu respirei aliviada.

-Dakota, dá alguma coisa pra ele comer.

-Você vai aonde?- Ela perguntou

-Voltar na enfermaria, ver se precisam de mais alguma coisa. E vocês deviam dar uma volta por aqui, eu vou fazer o mesmo. Reconhecer o lugar.

-Depois que o Oliver tomar café nós vamos.- Connor falou e eu assenti me levantando.

-Tá melhor?- Perguntei pro mais novo que murmurou um “sim”. Fiz um sinal pra Trevor me seguir e deixamos a casa. Caminhamos devagar em direção a enfermaria, olhei pra meu irmão e sorri olhando sua cicatriz.

-Lembra desse dia?- Perguntei apontando a marca de corte que ele tinha que ia de cima da sobrancelha do olho esquerdo e terminava na altura do fim do nariz. O apelido dele no pelotão era Scar por conta disso, que nem o leão do desenho. Ele riu e balançou a cabeça.

-Lembro. Papai ficou orgulhoso.- Rimos. -Que tipo de pai fica orgulhoso pela cicatriz que o filho ganhou?

-O nosso ficava. Acho que ele só não achou uma tragédia porque seu olho continuou intacto.

-É. Mas eu preferia não ter essa marca no rosto. Sou muito fácil de reconhecer por conta dela.- Ele disse e eu ri.

-Pelo menos a minha é escondida.

-Exibida.- Trevor disse revirando os olhos. Chegamos na enfermaria, entramos e eu encontrei Daryl rodeado das pessoas da noite anterior. Inclusive um adolescente com um tapa olho que segurava a bebê que estava no colo do Padre ontem.

-Desculpe, não quis atrapalhar.- Falei e me virei pra sair com Trevor.

-Não, fiquem. Vocês precisam ficar a par de algumas coisas.- Rick disse e eu parei no batente da porta. -O pequeno está melhor?- Me perguntou e todos nos olhavam. Mas tinha um olhar que estava me fazendo arrepiar. Como assim? Eu mal conheci o cara.

-Sim, ele se acalmou. Podem continuar.- Respondi e Trevor encostou do meu lado.

-Como eu ia dizendo, precisamos nos preparar. Mais armas, mais proteção nos muros. Eles podem chegar aqui a qualquer momento e fazer até pior.- Rosita disse e todos concordaram.

-Acho que agora precisamos focar na munição. Não acho que a gente tem o suficiente pra conter eles.

-Isso é importante Aaron, mas todos os lugares com munição nas redondezas já foram esvaziados. E não acho que podemos nos arriscar muito indo muito longe.- Rick respondeu e todos se mostraram pensativos.

-Não um lugar.- Meu irmão disse e todos olharam pra ele. Eu sabia em qual lugar ele estava pensando, mas podia ser uma missão suicida dependendo do estado das coisas por lá.

-Que lugar?- Michonne perguntou.

-Uma base Delta na fronteira de Maryland. Eu e Arizona já estivemos lá várias vezes, e todo arsenal de uma base nossa era completamente lotado.

-Ta dizendo que tem uma base do exército cheia de arma e munição e que acha que ninguém pensou em entrar lá?- Rosita perguntou

-As bases Delta não são conhecidas por todos, só os Deltas sabem onde ficam.- Eu falei.

-Então montaremos um grupo pra ir até lá.- Michonne disse.

-Eu posso ir.- Trevor falou se colocando em posição de sentido, com as mãos pra trás.

-Não vou arriscar a vida de ninguém ainda.- Rick disse. -Precisamos de tempo. Vamos deixar eles pensarem que estamos no jogo deles.

-E que jogo é esse? Você ainda não nos explicou.- Falei desencostando da parede.

-Esse grupo, os Salvadores.- Rick começou. -Eles ameaçam e extorquem as demais comunidades por aqui. Nós fizemos parceria com Hilltop, e em troca de ajuda com mantimentos nós mataríamos os Salvadores pra eles. Daryl explodiu alguns deles na estrada que tentaram roubar e matar ele, Sasha e Abraham. Nós acabamos montando um plano e atacando o que achávamos ser a base deles, mas era apenas uma das bases. Ontem, a Maggie passou mal e alguns de nós fomos às pressas a levando até Hilltop, lá eles tem um médico pediatra. No meio do caminho tinha um comboio deles na estrada, e conseguimos escapar mas eles acabaram se colocando em todos os caminhos. Acabamos em uma clareira na floresta, onde Daryl, Michonne, Rosita e Glenn também estavam presos.- Ele parou de falar, e parecia reviver as sensações da noite passada. Daryl me encarava, e isso estava começando a me deixar desconfortável. Tá que eu eu sou nova aqui, e é normal ele estava curioso. Mas a forma como ele me olhava era quase invasiva. Tinha alguma coisa nos olhos dele que estava me deixando completamente sem graça. Era impressão minha ou tava mais quente?

-Acabou que o líder deles, Negan, matou o Glenn.- Rosita disse me tirando do meu momento inerte e hipnotizada.

-Eu sinto muito.- Disse pra eles que ficaram em silêncio. -Minha família e eu vamos ajudar.

-Vocês acabaram de chegar. Como tem tanta certeza que somos boas pessoas?- Daryl perguntou se levantando da maca.

-Por que eu sei julgar o caráter. E eu odeio déspotas.- Falei sentindo algo fervilhar dentro de mim. -Odeio quem tenta se colocar acima dos outros, e tenta os oprimir. E esse cara, Negan, fez ainda pior. Ele matou um de vocês, colocou uma grávida em risco e o outro quase morreu.

-Já conhecemos todo o tipo de gente que possam imaginar. Gente do mundo todo. Acreditem, se vocês fossem os vilões dessa história nós saberíamos- Meu irmão completou cruzando os braços.

-Podem confiar em nós. Chegamos ontem, mas vamos lutar por esse lugar.

-Obrigada, é muito importante a ajuda de vocês.

-Mas, você falou de fazer eles pensarem que estamos no jogo deles. Que jogo é esse?- Perguntei.

-Eles querem nossas coisas, parte da produção, parte do arsenal. Parte de tudo.- Rick me respondeu. -Mas eu não quero e não vou permitir isso. Nós vamos acabar com eles. Mas por enquanto, vamos só nos preparar.

-Acho que estamos todos de acordo.- Michonne disse e todos concordamos.

-Amanhã a tarde faremos uma reunião com todos de Alexandria, pra explicar tudo.- Rick falou e demos o assunto por encerrado. Todos começaram a sair da casa e eu resolvi ficar pra orientar Daryl sobre como tratar o ferimento.

-Você vem? Vou com os mais novos dar uma volta.- Trevor falou apontando a porta.

-Não, eu preciso passar umas orientações pro Daryl. Sobre o ferimento.- Meu irmão assentiu e saiu da casa. Me virei e Daryl estava deitado na maca de novo. Me aproximei dele.

-Então, eu posso te ajudar com a troca do curativo mais tarde. Mas você não vai poder fazer nada demais, o melhor é que fique na sua casa de repouso.

-Não posso ficar parado enquanto os outros trabalham.- Disse grosso.

-Você não tem escolha. Seu braço vai demorar umas duas semanas pra voltar a força normal, e mais algum tempo pra cicatrizar o buraco que a bala fez.- Ele resmungou alguma coisa e bufou. Suspirei e peguei um frasco de analgésico. Entreguei a ele que me olhou e eu desviei o olhar.

-Hm..tome um desses quando sentir muita dor. Mas só um, esse comprimido é bem forte.

-Ta. É só isso?- Olhei nos olhos dele e assenti. Resolvi ir procurar meus irmãos. Melhor do que ficar sendo tratada desse jeito, mesmo tendo salvado a vida dele e achando que com certeza eu merecia um agradecimento.

Me virei e fui em direção a porta, mas parei no meio e olhei pra ele de novo.

-Sabe, um “obrigado” não ia te matar. Não que eu ligue muito pra isso, mas eu salvei a sua vida e acho que mereço pelo menos isso.- Ele me olhou franzindo a testa e soltou um grunhido que parecia uma risada. Idiota. Me virei e saí batendo a porta. Era só o que me faltava, eu estava praticamente implorando agradecimento de um ogro. Era melhor ter saído da enfermaria junto com meu irmão.


Notas Finais


Gostaram?? Me contem o que acharam do capítulo!
Quero explicar antes de tudo que não vou acelerar nada entre os dois pombinhos. Pelo contrário, não quero que nada venha muito fácil. Maaas acho que ficou claro pra vocês que os dois já tem um tipo de ligação né? Ok então hahaha
O próximo capítulo deve vir entre sexta e sábado, provavelmente. Isso vai depender de como vai fluir, vocês sabem.
Até o próximo então,
Xx


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