História Invictus. - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Alastor Moody, Draco Malfoy, Harry Potter, Lucius Malfoy, Neville Longbottom, Personagens Originais, Remo Lupin
Tags Draco Malfoy, Irmã, Irmã De Harry Potter, Irmã Do Harry Potter, Irmã Gêmea, Malfoy, Olívia, Potter
Visualizações 63
Palavras 1.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Praying.


Fanfic / Fanfiction Invictus. - Capítulo 2 - Praying.

 Típico dia na casa dos Potter: Harry arrumava-se para a escola calmamente, Olivia corria por cada canto da casa tentando achar seus sapatos para a aula de dança e Lily escutava The Beatles num volume alto enquanto cozinhava o café da manhã.

  — Sinceramente, eu quero que essa semana acabe. — Resmungou Olivia, sentando-se na mesa da varanda.

— Olivia, a semana apenas começou. — Disse Harry com um sorriso sarcástico, sentando-se ao lado da menina mal-humorada.

— A última semana de aula quer dizer? A semana que temos que fazer todos os exames e entregar todos os trabalhos? — Olivia colocou a mão na testa, como se pensar no trabalho que iria ter já a deixasse com uma dor de cabeça terrível.

— Rápido. — Lily Potter segurava dois pratos, cada um com dois waffles de tamanho médio. Colocou os pratos desleixadamente na frente de cada gêmeo e saiu apressada.

  Os dois já tinham percebido que nesse último mês, sua mãe estava uma pilha de nervos. Perceberam também que ela estava mais amorosa que nunca, sempre cozinhando suas comidas favoritas, sempre fazendo questão de assistir o maior número de filmes possíveis com eles, sempre buscando-os e deixando-os na porta da escola e falando sempre que podia o quanto os amava. Decidiram que havia algo errado com sua mãe, mas resolveram ficar calados, vendo que Sirius e Remus estavam no mesmo clima e atiçar os três com perguntas resultaria na terceira guerra mundial.

  -x-

  Sexta-feira.

  — Mãe, eu não aguento mais! Preciso de um Milkshake com uma porção grande de batata frita, sabe. — Exagerou Olivia ao entrar no carro após sua última prova do ano de matemática, a matéria que mais odiava.

— Senta lá, Claudia. — Respondeu Lily, revirando os olhos e dando partida no carro.

Harry não estava lá. Estava em um jogo de futebol que começaria em alguns minutos, acompanhado por Sirius e Remus. Olivia bebericou o chá de hortelã que havia comprado na loja de esquina, antes de entrar no carro e pensou que hoje, sem nenhuma razão particular, parecia ser um dia ruim.

  — Paris! — Gritou Olivia animadamente quando viu sua melhor amiga, assim que saiu do carro.

— Foi fabricar o carro, mulher? — Perguntou Paris rindo com seu sotaque da America-Latina, mais especificamente Argentina.

As duas tornaram-se amigas de um jeito peculiar. Olivia havia atirado seu lanche no rosto de Paris quando estudavam juntas no maternal. Paris simplesmente limpou a comida de sua bochecha, andou até Olivia e dividiu seu lanche com ela. A menina argentina ganhou uma guarda-costa e Olivia ganhou na loteria.

  — Obrigada pela comida. — Agradeceu Olivia.

— Deve ser a primeira vez na semana que você come, né? — Disse Paris, vendo a amiga devorar um cachorro-quente que havia comprado antes que ela chegasse. — Comida daquelas máquinas não vale, Liv! — Repreendeu Paris quando Olivia abriu a boca para argumentar.

O jogo começou e a conversa cessou. O irmão de Paris, Miguel, jogava como atacante e piscou para Olivia antes que o jogo começasse. Ela mandou um beijo no ar para ele, fazendo Paris revirar os olhos. A menina de cabelos pretos e encaracolados jurava que Olivia e seu irmão foram feitos um para o outro desde que eram pequenos. Com tanta insistência, os dois se irritaram e ficavam brincando entre si dessa forma com o intuito de atazanar Paris. Talvez, Olivia era a única que pensava que essa encenação toda fosse uma piada.

— Que frio, chica. — Murmurou Olivia, já tremendo de frio.

Paris achou aquilo no mínimo estranho. Olivia vestia um casaco grosso, luvas, botas e cachecol, não tendo pele além de seu rosto para sentir frio. Porém, a garota não achou aquilo estranho quando começou a sentir o mesmo e escutar gritos aterrorizados.

Lily puxou a varinha na mesma hora que Sirius e Remus. Para a surpresa dos três, sra. Suarez gritou com todo ar que possuía nos pulmões Expecto Patronum. Após os quatro juntarem suas forças para expulsa-lós, o restante dos dementadores desapareceram rapidamente, como se alguém tivesse desligado o botão que os ligavam.

Membros do Ministério invadiram o campo de futebol, jogando feitiços de memória em todos os trouxas. Lily correu para pegar Harry, enquanto Angelique Suarez se apressava para a arquibancada, voltando para o mesmo local com Julie e Olivia.

— Não temos tempo para explicação. — Disse Angelique quando Lily voltou segurando a mão de Harry. — Vão para casa, façam uma mala com essenciais e mandarei uma coruja hoje mesmo.

Angelique segurou a mão da filha e gritou por Miguel. Com seus dois filhos perto de si, ela caminhou em direção ao carro. Lily sentia-se estranha. Conhecia Angelique desde que Olivia tinha 4 anos, nunca percebendo que ela era uma bruxa.

— Eu dirijo! — Gritou Sirius, fazendo todos perceberam que era melhor sair dali o quanto antes.

O caminho para casa foi tenso. Olivia e Harry não fizeram nenhuma pergunta, parcialmente pelo fato de estarem chocados e não quererem escutar a explicação para aquilo, era surreal demais. Cada pessoa no carro parecia ter sua batalha interna, suas próprias dúvidas e ninguém ali se falava. Lily segurou a mão de Olivia e Harry já que estava sentada no meio e fez carinho ali, mas era o máximo que conseguia fazer.

— Zoiúdo está caçando, volta já. — Avisou Lily para Remus e Sirius, já dentro de seu apartamento. — Façam uma mala e me encontrem aqui.

Remus e Sirius despediram-se das crianças e saíram apressados no momento em que uma coruja chegava com uma carta. Harry e Olivia se entreolharam sentados no sofá, não ousando falar nada. Sabiam da existência de Zoiúdo, mas até onde sabiam, Zoiúdo era uma herança de sua avó paterna com um valor sentimental enorme, não um tipo de correio.

"Querida Lily Potter,

Estou chegando.

Com amor,

Angelique Suarez."

— Olivia e Harry, arrumem uma mala para durar dois meses. — Pediu Lily, fazendo Olivia ficar emburrada com a ideia de montar uma mala para dois meses em alguns minutos.

Sem demorar, Lily escutou batidas na porta. Olhou pelo olho mágico, vendo Angelique, Julie e Miguel atrás da porta. Eles pareciam já prontos para viajar, cada um trajando um sobretudo, botas e luvas. A ruiva suspirou, percebendo que ainda estava com a roupa que chegou e abriu a porta, pedindo para sentirem-se em casa, o que não era difícil para Julie que praticamente transformou o apartamento dos Potter em sua segunda casa.

— Tem problema das crianças irem ver Olivia e Harry? — Perguntou Angelique, sentando-se no sofá de couro marrom, o único móvel importado de Londres. 

— É melhor. — Respondeu Lily dando um sorriso gentil para os dois.

Quando tiveram certeza que as crianças sumiram de vista, Lily e Angelique se encararam, sem saber ao certo como começar essa conversa. A adrenalina parecia baixar na corrente sanguínea das duas e o medo do que realmente aconteceu aumentava em suas mentes.

— Julio, o pai de Paris, era um bruxo também. — Angelique parou por um minuto, olhando para sua sapatilha preta. O fato de relembrar de seu ex-marido fazia seu coração apertar e seu estômago revirar. — Ele era um comensal da morte. Uma de suas missões foi acompanhar Voldemort para m-matar os Potter. — Disse Angelique com as bochechas rosadas de vergonha. — Ele desistiu pouco antes de ir e Voldemort o matou. Pelo menos, isso foi o relato de Dumbledore. Estávamos separados fazia anos quando ele juntou-se aos comensais, ainda bem. — Explicou Angelique, determinada a finalizar a conversa de uma vez só. — De qualquer forma, eu me senti horrível, principalmente quando eu soube que James foi morto. Decidi deixar a Argentina, prometendo a Dumbledore que iria proteger você e seus filhos como pagamento por tudo que meu marido causou ao mundo bruxo. Consegui despistar inúmeras vezes os jornais bruxos, lutei contra alguns comensais, confundi uns trouxas quando vi Olivia ou Harry mostrando seus primeiros sinais de magia e fiz feitiços de memória em bruxos curiosos com segundas intenções. Consegui deixar-lhe sem nenhuma preocupação por 12 anos, mas os dementadores... Eu não esperava isso... — Terminou, olhando uma Lily com lágrimas nos olhos.

  — Esse tempo todo eu pensando que era sorte... — Observou Lily com uma voz embargada pelo choro que continha. — Obrigada. — Disse Lily, puxando Angelique para um abraço apertado.

— Mas, Lily, você já mandou uma carta para Dumbledore? — Perguntou Angelique, ambas se desvencilhando do abraço.

— Zoíudo foi caçar. — Respondeu Lily olhando ao redor, percebendo que a coruja havia chegado sem que percebesse.

— Depois de mandar a carta, precisamos ir para Londres. Hoje a noite. Eu já tinha um plano de fuga, por isso já estou pronta, mas eu posso empacotar com magia a mala de Harry e Olivia, enquanto você se resolve. — Avisou Angelique, tirando um pergaminho, uma pena e tinta de sua bolsa.

— Hoje? Por que? — Lily pegou o pergaminho, depositou a tinta na mesinha de centro e começou a escrever a carta.

— É perigoso demais passar um minuto aqui. Sei que jogou centenas de feitiços de proteção e maldições ao redor do apartamento, mas hoje foi demais. Dumbledore precisa saber e precisamos estar num lugar seguro. — Respondeu Angelique de uma maneira convincente, enquanto Lily terminava a carta.

Angelique caminhou até o quarto de Olivia para aprontar as malas da garota, já que Harry, Miguel, Olivia e Paris estavam sentados na cama de casal no quarto de Olivia, conversando entre si. Paris e Miguel puxavam assunto sobre qualquer coisa, menos o acontecimento de hoje. Eles sabiam que eram bruxos, tanto que Miguel já estava indo para o segundo ano de Hogwarts. Angelique sempre os criou sabendo quem eles eram, mas ela nunca os deixou mencionar para Harry ou Olivia. Lily iria lidar com isso na hora certa.


Notas Finais


obrigada pelo apoio no primeiro cap!!


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