História Invisible Things - Capítulo 18


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Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Hodge Starkweather, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Personagens Originais, Ragnor Fell, Raphael Santiago, Robert Lightwood
Tags Drama, Luta, Magia, Romance
Visualizações 6
Palavras 1.137
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ooi!

Capítulo 18 - Contenção e Reação


Fanfic / Fanfiction Invisible Things - Capítulo 18 - Contenção e Reação

Lyv parou diante a porta aberta do guarda-roupa e congelou, se distraiu, embarcou em um transe tão profundo que ao fechar os olhos não sentiu as lágrimas lhe escorrendo a face.

“Não nos perdemos por caminhos curvos, os caminhos curvos são as percas que tivemos”, a frase escrita em seu caderno pela caneta azul a deixou tensa, ter premonições não era uma das suas habilidades, mas aquela pequena frase pareceu falar tanto sobre o seu futuro...

 A garota pegou um vestido qualquer, jogou-o no corpo e pegou seu par de tênis, calçou-os rapidamente e desceu a escada correndo. Jace estava sentado no seu sofá e olhava para uma das paredes como se estivesse decifrando algo.
  – Vamos? – perguntou ela segurando um casaquinho preto que estava na mesa. – Tem uma balada perto daqui, umas cinco quadras... vamos a pé? – o garoto encontrou os olhos da morena, e depois de se tocar que ela estava pronta, pondo-se de pé.
  – Acho melhor a gente não ir hoje... – foi a única explicação que ela recebeu antes de ele deixar a casa, o vento conturbado de outono entrando pela porta recém aberta.
  – Okay, então...! – Lyv caminhou novamente até o andar superior e puxando o vestido pela cabeça, largou-o no chão.

 Seus sapatos tiveram o mesmo destino, ela pegou uma das suas camisolas de manga comprida e seda e vestiu-a se demorando no local da cicatriz feita pelo demônio. Para sua própria surpresa, ela ainda conseguia se achar bonita, mesmo diante de todas as coisas que a faziam parecer a pessoa mais horrível do mundo. Ela olhou para o relógio acima da “parede das portas”, marcava 09:30, nem de longe ela estava com vontade de dormir agora.

 Novamente no térreo, Lyv caminhou até a porta dos fundos, e a abriu com um rangido, o céu estava límpido e brilhante, sentiu o formigamento a que estava se acostumando, que lhe indicava que estava usando magia. Faiscas em tons de púrpura e branco-prateado lhe escapavam das mãos, e, pela primeira vez, a morena viu como eram lindas no escuro, e então, fechou os olhos e deixou que o pensamento lhe corresse solto.

 Sua lembrança imediatamente se voltou para uma raposa, feita inteiramente de fios em tom de roxo e branco que se entrelaçavam. Abriu os olhos, em sua frente como um desenho animado, uma pequenina raposa de energia a encarava com a cabeça torta. A surpresa lhe foi tanta que o ar lhe escapou dos pulmões, e a visão desapareceu.

 

 Ele abriu a porta do Instituto com um estrondo, não havia ninguém no saguão do térreo, ninguém além de uma figura com longos e volumosos cabelos escuros, que voltou-se para a porta com olhos vermelhos. Jace caminho até Cristine, e a envolveu em um abraço, que surpreendeu a garota.
  – Me desculpe. – disse, sabendo que ela não o iria desculpar com facilidade.

 O loiro sentiu sua camiseta ser agarrada e o corpo da garota começar a estremecer, subitamente percebeu, ela chorava, audivelmente, parecia que derreteria a qualquer instante. Seu cabelo castanho escuro, preso nas mãos de Jace, reluzia sob a luz da lua e das tochas de luz enfeitiçada espalhadas pela sala.
  – Claro, claro que eu te desculpo! Você é idiota?! Como pode dizer uma coisa daquelas pra mim..? – O garoto afastou a cabeça da morena de si, e deu-lhe um beijo.

 Ele parecia sentir falta de algo, algo de que ele não conseguia se lembrar. Jace caminhou de costas até o elevador, abrindo, de algum jeito, o portão, e entrando lá dentro. Seus lábios se concentraram no pescoço de sua namorada.

 Antes de chegarem a cama, suas roupas já estavam espalhadas pelo chão e seus tremores e sussurros já eram quase substitutos das palavras.
  – Jace... antes de qualquer coisa, quem é Lyv? – perguntou a garota deitada por baixo dele.
  – Lyv... não me lembro, por que se importa? – disse ele encerrando o assunto.

 

 Por entre as árvores ele podia ver os raios escapado pelos dedos da garota, Magnus lhe dera a missão de vigiá-la, e ele queria inegavelmente saber porque, sendo que a mesma mal acabara de descobrir ser uma bruxa. Ele sentia seu cheiro, cheiro de flor, mas esse pensamento escorreu por sua mente ao ver uma raposa púrpura aos pés da garota Lyv. Um instante depois, a mesma desapareceu.

Raphael sentiu a pressão na cabeça de achar que tinha visto uma ilusão, e distraidamente, deixou as sombras. A morena olhou-o diretamente nos olhos.
  –... Você! O que faz aqui?! – perguntou ela recuando um passo, e, inconscientemente ele desconfiava, aumentou consideravelmente a quantidade e magnitude das faíscas que lhe corriam as mãos.
  – Peraí... – disse ele recuando um passo também, e estendendo uma mão, como se pare decretar que não era inimigo. – Eu te..
  – Você me salvou, eu sei. Eu sei que impediu aqueles sanguessugas miseráveis, sem ofensa..
  – Não ofendeu. – disse ele rapidamente.
  – De me matarem, mas, eu não... – ela baixou os olhos.
  – Não consegue confiar em mim. – disse ele, lendo a expressão. – Podemos consertar isso, começando por nos apresentarmos... Raphael Santiago. – ela fez uma careta, movendo os olhos para qualquer lugar que não fossem os seus. – E – começou ele, quando ela abriu a boca –, eu já sei quem você é. Magnus me “designou” pra ficar “de olho” em você.
  – Bane?! Aquele maldito velhote! – Raphael sentiu um sorriso se arrastando pelos seus lábios, ninguém mais parecia disposto a se dar mal com Magnus além dele, parece que o bruxo não encontrara somente uma concorrente a altura, encontrara também uma maldita amiga confiável e rival. – Que foi?!
  – Você é... namorada daquele Caçador de Sombras metido à besta? – perguntou ele. A garota pareceu surpresa.
  – N-não. Jace?! Não, nunca. – disse ela relaxando. – Achei que iria me perguntar quantos anos eu tenho...
  – E quantos seriam? – perguntou ele, só por perguntar, Magnus já lhe falara que a garota era jovem demais para as próprias habilidades.
  – Muitos a menos que você, lhe garanto. A quanto tempo tem me vigiado?
  – Desde voltou de... onde tinha ido. Magnus me ligou dizendo que eu precisava vigiar alguém, e acho que fiquei surpreso por você ter sobrevivido aquele ataque idiota.
  – Ah, sobre isso... – ela coçou a cabeça, apertando os olhos. – Eu, meio que... matei... o seu amigo.
  – Inacreditável, vocês não tem controle nenhum, não é mesmo? Mas também, ele foi idiota de se meter com uma feiticeira de poderes dormentes. E ainda mais uma com... sangue de anjo.
  – Sangue de... anjo?! Impossível, feiticeiros não tem outra herança mágica além da demoníaca, tem?
  – Não além da srta. Tessa, não que eu saiba.

 

 Lyv pasmou, primeiro um mundo com pessoas com sangue de anjo que caçam demônios, depois um bar de lobisomens, morte misteriosa dos pais, ataque de vampiros, poderes mágicos, quebrar uma barreira, magia de alma, invocar tempestades quando beija Jace, e agora, sangue de anjo?! Como isso tudo pode acontecer em um intervalo que três semanas?!

 


Notas Finais


Byebye, até a próxima!


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