História Irmão do Itachi - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Colegial, Itachi, Sakura, Sasuke
Visualizações 1.259
Palavras 3.551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


*entra de fininho e deixa isso aqui*

Capítulo 15 - Capítulo 15


Fanfic / Fanfiction Irmão do Itachi - Capítulo 15 - Capítulo 15

SASUKE

 

 

 

A dor que Sasuke sentia era imensa.

Saiu de perto da porta do quarto de Itachi ainda atordoado, ainda ouvindo os gemidos de Sakura começando a aumentar o tom.

Estava nauseado.

Só queria sair dali, tentar dormir e se recolher na sua insignificância, mais uma vez humilhado.

Mas, a porta do quarto dele estava fechada também, e mais sons de casais se pegando vindo de dentro foram tudo o que ele encontrou.

Essa maldita festa havia se tornado um pesadelo.

Saiu trôpego pelo corredor e encontrou a porta do banheiro aberta.

Ótimo.

Para um merda insignificante como ele, era o local perfeito.

Entrou o mais rápido que pôde e empurrou a porta.

Apoiou-se na beirada da pia, ainda trêmulo, tentando não olhar para o reflexo miserável de seu rosto no espelho.

Tentava apagar da mente a imagem de Sakura e Itachi nus no quarto fazendo sexo. Ao mesmo tempo que se xingava de imbecil e idiota.

Onde ele estava com a cabeça?

Quando lutar por alguém contra Itachi teria sido uma boa ideia?

Maldito apêndice que deu a ele um sopro de coragem um dia. Malditos sentimentos que alimentou por ela. Maldita autoconfiança quando Sakura mudou o visual dele.

Tinha que confessar que nem ele sabia que poderia ser até bonito.

Não que ele se importasse com a quantidade de garotas que voavam nele, mas a mudança que Sakura proporcionou nele, o fez se gostar mais.

Se pegava olhando mais no espelho e não acreditando que era ele mesmo no reflexo.

E autoconfiança era uma sensação muito boa. Assim como todos os bons sentimentos que Sakura despertou nele. O que ele sentiu por Ino um dia não era nem metade do que ele sentia agora por Sakura.

Mas a dura realidade foi esfregada na cara dele.

Ele era Ícaro, com suas asas de cera tentando alcançar o Sol, mas quando pensou que estava próximo, só as viu se queimando e indo ao chão.

Um bolo se formava em seu estômago e ele apertou se segurando na borda da pia e fechou os olhos.

Queria gritar, queria chorar, queria...

Ele só queria que tudo terminasse.

Respirava fundo.

- Por quê... – disse com a voz embargada.

E se sobressaltou quando a cortina que escondia a banheira ao lado se arrastou um pouco.

- Sasuke?

O coração de Sasuke parou, e ele com certeza estava há segundos demais sem respirar.

- Sakura!

- Você está bem? - ela perguntou desconfiada.

 

E Sasuke, ainda sem respirar, congelou no tempo com a boca aberta olhando para ela.

Será que ele estava sonhando? Ou talvez a dor foi tanta que ele projetou a imagem de Sakura ali? Porque ele leu uma vez um artigo sobre isso, sobre pessoas que projetavam amigos imaginários ou entes queridos em uma espécie de regressão da mente. Mas, não podia ser isso.

Mas ela não estava no quarto de Itachi agora? 

Ele não havia bebido álcool. Será que haviam colocado algo nos refrigerantes também? 

- Sasuke? - Sakura chamou a atenção dele mais uma vez ainda sentada dentro da banheira.

- O-o-o... lá... você... - respirou fundo de olhos fechados para desembaralhar a mente enquanto se abraçava - O que você faz aqui? 

- Eu só estou fugindo um pouco do barulho e das pessoas. – confessou ela.

- Mas, e o Itachi? - ele raspou a garganta, e tentou perguntar de forma casual e despreocupada, mas claramente falhando.

Sakura inspirou e soltou o ar de uma vez até responder em uma voz cansada.

- Não sei. 

- Co-como não sabe? O Gaara disse que vocês subiram juntos. - ele perguntou dando um passo à frente. Ainda não descartava a possibilidade de ela ser uma ilusão causada por refrigerante batizado.

- É verdade. - Sakura se encostou para trás e cruzou as mãos abraçando o joelho enquanto sorria - seu irmão me convidou para subir, e mesmo que eu soubesse que as intenções dele eram outras, concordei em subir porque... – ela se deteve uns instantes – eu só queria sair de lá.

- E como você saiu das garras dele e veio parar aqui? - Sasuke deu mais um passo desconfiado e apertou as laterais do corpo.

- Ao que parece, ficou tão cheio lá embaixo que algumas pessoas que ele nem conhecia subiram e conseguiram invadir o quarto dos seus pais.

- Dos meus pais? - Sasuke comentou surpreso e Sakura assentiu.

Estava entre bravo demais por essas pessoas tomarem esse tipo de liberdade, e ao mesmo tempo rindo por dentro, porque os pais deles até permitiam as festas quando viajavam, desde que nada fosse quebrado, tudo estivesse limpo no outro dia e sob hipótese alguma, entrar no quarto deles.

Itachi estava ferrado.

E apesar de não ser certo, ele também era humano e estava rindo por dentro.

- E enquanto ele foi entrar em uma disputa territorial expulsando gente de lá, eu procurei algum cantinho que pudesse ficar sozinha. E parei aqui. - Sakura sorriu e mexia os braços como se apresentasse algum ponto turístico que deveria ser apreciado, mas era só a banheira que apesar de feita para uma pessoa era relativamente larga.

- Eu tô feli... Quer dizer, - coçou a cabeça - surpreso em te ver aqui.  – disse ele, mal contendo o sorriso.

- Eu também estou surpresa em te ver aqui. 

Sasuke levantou a sobrancelha em dúvida.

- Achei que estaria com aquela ruiva das Chamas. 

- Karin? Não, não. Ela não é (você, ele queria dizer) meu tipo. – raspou a garganta e desviou os olhos.

Foi Sakura que levantou a sobrancelha desta vez divertida.

- Então você tem um tipo? 

- Não! Quer dizer, tenho. Só que... - ele balançou a cabeça. Adoraria que alguma frase caísse de sua mente para a boca agora. Droga.

- Então qual é? - Sakura perguntou divertida e ele ainda não sabia como responder. - Morenas? 

- Não. - respondeu desconcertado.

- Altas e fortes? - Sakura segurou na beirada da banheira curiosa.

- Não. - respondeu já sentindo o sangue queimar o rosto.

- Loiras? - a pergunta dela desta vez não havia tom de divertimento e ele se sentiu ainda mais envergonhado.

- Tá calor aqui, não é.

Saiu de perto e procurou a báscula para abri-la totalmente.

Sakura o observava e ele se mantinha de pé sem saber ainda o que fazer.

Fez uma prece silenciosa para que todas as entidades divinas lhe dessem forças e então se aproximou sentando na beirada da banheira.

Ele abriu a boca para dizer algo, mas no instante que tentou falar, a maçaneta foi parcialmente girada. O que era estranho, já que ele não havia trancado a porta.

Mas, mal teve tempo de pensar, já que Sakura o puxou pela jaqueta para dentro da banheira e fechou novamente a cortina. E só quando ela colocou o dedo indicador sobre os lábios em um pedido de silêncio que ele tomou consciência que estava deitado frente a frente com ela em uma banheira para uma pessoa, que mesmo larga era apertada para duas.

- Eu não quero ter que sair daqui. - ela cochichou suplicando.

E ele só assentiu da melhor forma que pôde, porque além de estar de frente, muito próximo, agora ele sentia o inconfundível, inebriante e hipnotizante cheiro dela.

Perto demais.

A maçaneta foi parcialmente girada mais uma vez. E na terceira tentativa girou por completo e abriu a porta, deixando alguém praticamente cair para dentro.

- Merda “deza” porta! – a pessoa bradou com a voz arrastada, provavelmente bêbada.

Sasuke reconheceu a voz. Sasori.

Ele e Sakura ficaram quietos apenas atentos aos sons. O click da porta, a tampa do vazo sendo levantada, uma briga com o zíper, passos para trás e para frente...

- Merda! Eu vou acabar mijzzzando nas calças!

Sakura segurou mordendo os lábios segurando o riso. E Sasuke também achava a situação engraçada.

- Aaaaaahhh... – a luta continuava pelo visto. E então Sasori começou a chorar. – Caralho! Nem pra isso eu sirvo!

Sakura abriu a boca com pesar.

Sasori fazia sons de quem tentava respirar fundo e tentou mais uma vez abrir o zíper da calça. E enfim o som de urina caindo na água tomou o lugar.

E um desnecessário som de gases que fez Sakura insinuar uma feição de vômito e Sasuke rir.

Quando ele deu descarga e lavou as mãos, o que Sasuke considerava um milagre vindo dele, ao invés de sair dali, aparentemente Sasori decidiu que sentar na tampa do vaso era uma boa ideia.

Sakura olhou para ele fazendo uma pergunta silenciosa do que Sasori pretendia, e Sasuke deu de ombros para dizer que também não sabia.

Alguns segundos se passaram.

- Atende! – disse o ruivo.

Bufou. Provavelmente a ligação caiu.

Mas ele pelo visto iria insistir, enquanto Sasuke se espremia na banheira com Sakura. Eles não se encostavam tanto, mas para Sasuke essa proximidade com uma garota que ele gostava era realmente demais.

- Atende! Atende! Inferno – Sasori continuava a pedir em sua voz bêbada arrastada – Ok, vai pra Caixa Postal de novo, então tá. – respirou fundo mais uma vez mais – Oi, zou eu, Sasori. Eu sei que, as coisas estão... confusazz entre nós... sei que você não quer que ninguém zaiba da gente... e tudo bem! Tuuuuudo bem!  - a voz dele tomou certo desespero choroso – Mas, hoje... eu zó fiz o que Itachi me mandou fazer...pra tirar aquela ruiva da cola dele... mas eu nem encostei nela, eu juro. – ele começou a chorar e Sakura colocou a mão no peito realmente com pena. – Porra, Deidara, eu amo você.

Sakura e Sasuke arregalaram os olhos chocados com a revelação. Sasori estava sempre com Itachi, e Deidara adorava dar uma de aspirante de Itachi e falar sobre garotas. Mas, realmente, poucas vezes ele os via com alguma.

Por essa, ele não esperava.

E Sasori continuou, desta vez tentando não chorar.

- É difícil demaizz ter um sentimento tão grande dentro da gente... e querer botar izzo pra fora, mas não ter coragem, sabe. Eu poderia esquecer... deixar pra lá... cê sabe, porra... mas, é foda... Eu não conseguia mais. Eu penzzo em você a cada segundo, e mesmo tendo certeza que eu não tinha chance, porra... eu tinha que lutar. Tinha que tentar. Eu já tinha o seu não, mas quando a gente tenta... um sim se torna uma das opções, não é?

O interessante desta conversa da terrível junção de álcool e telefone, é que Sasori poderia estar bêbado, mas o que ele dizia era realmente algo que mexia dentro de Sasuke.

Mesmo que ele não tenha tantas chances contra Itachi, ele estaria traindo seu próprio coração. Ele olhou para Sakura deitada ao seu lado e viu que ela permanecia quieta olhando para baixo enquanto Sasori continuava seu monólogo apaixonado.

- Então, cara... quando eu tomei coragem e disse o que zentia, e você disse que zentia também e me beijou, porra... eu era o cara mais feliz do mundo. – voltou a chorar – então, porra... o mais difícil eu fiz, que foi lutar por você e respeitar o seu tempo. Tá, eu sei que vai pegar mal nós dois... e não sei se o Itachi deixaria a gente viver em paz, maz enquanto você estiver do meu lado, eu posso enfrentar qualquer coisa. Tá me ouvindo? Porque o mais difícil foi lutar pra ter meus sentimentozz correspondidoz por você, o resto... – estalou a língua – nunca duvide do que eu sinto.

Sasuke pôde ouvir ao longe o som de “Fim da mensagem” onde ele havia estourado o tempo limite para recado da Caixa Postal, mas mesmo assim Sasori continuou a falar sobre o quanto amava Deidara, que Tayuya não significava nada, ou sobre lutar por seu amor.

Mas, a essa altura, ele já prestava mais a atenção em Sakura. Ela ainda olhava para baixo como se estivesse concentrada assistindo uma cena ou ouvindo alguma novela antiga de rádio. Enquanto ele, agora bem mais próximo podia observar pequenos detalhes nela, como os cílios eram grossos, como ela tinha uma pequena pinta próxima ao lábio, como ela ficava linda com aquela maquiagem. Como ele queria tocar sua pele, beijá-la e ser digno de fazer ela feliz.

-... eu amo você! – Sasori finalizou o recado, que já estava finalizado há tempos, ele respirou alguns instantes como quem se sentia aliviado de botar aquilo para fora.

Levantou, ainda com passos incertos pelo que Sasuke podia escutar, e foi até a pia provavelmente lavando o rosto.

- Merda. Quase perco o amor da minha vida pra ajudar o Itachi a transar. – disse ele.

E então secou o rosto, abriu a porta e saiu.

Mas, mesmo assim, Sasuke e Sakura permaneceram ali deitados e quietos.

- Loucura né? – ele disse quando ela finalmente olhou para ele.

- É. – deu um pequeno sorriso – eu fiquei com pena deles, sabe.

- Realmente, não deve ser fácil. Mudou minha visão sobre ele.

- Gostar de alguém assim e ter coragem para lutar mesmo que seja muito difícil, acho tão lindo. – Sakura disse e parou olhando para Sasuke.

- Nem me fale – sorriu desconcertado, desviando o olhar – pensar em tudo o que ele sentia e guardou por medo de ser rejeitado, rirem dele, e ouvir que as coisas não eram bem assim ou não ser bom o suficiente. Ter um concorrente difícil... são muitos fatores que fariam alguém desistir.

Sakura se mexeu apoiando o rosto na mão, mas isso a fez ficar mais próxima dele e agora encará-lo nos olhos.

- Mas, nada disso o fez desistir, não é?

Sasuke se prendeu na imensidão verde que o olhava. Ali estava a sua perdição.

Os olhos de Sakura sempre foram o que ele mais amava nela. Havia ali tantas coisas. Alegria, tristeza, surpresa, comoção, ... e no momento, confiança.

Ele sentiu uma paz interna e o nervosismo que sentia por um instante deixou seu corpo e ele se viu leve.

- É, ele não desistiu. – disse quase sussurrando.

E os olhos dele só deixaram de encarar os dela, porque ele os fechou e atendeu o desejo de seus lábios quando se aproximou e encostou-se aos dela.

Lábios macios, com um leve gosto adocicado pelo batom de morango e quentes tocaram nos dele. Mais um roçar entre eles e ele se viu saboreando o lábio inferior dela e então se afastou um pouco.

Abriu os olhos e encontrou os dela o encarando e neles a permissão e o pedido para que continuasse.

Sasuke tomou-os mais uma vez, e levou a mão enterrando os dedos por entre os cabelos dela. A essa altura a língua de Sakura já havia reivindicado espaço na boca dele e o beijo se tornou mais quente e desejoso.

Ela segurou a borda de sua jaqueta puxando-o para mais perto dela, e o calor de seu corpo fazia Sasuke não querer se afastar mais.

Se sentia ousado e desejado até.

Beijava-a com profundidade, sugava e mordia de leve o lábio dela e a mão desceu devagar até a base da coluna. Enquanto a dela deslizou por seu peito, alisando-o ali e as vezes no abdome.

Céus, como ele queria isso.

Beijar Sakura era muito mais do que ele esperava. Ainda mais depois de ter a horrível sensação de tê-la perdido. Com ela agora em seus braços era surreal.

Claro que ele não havia pensado que aconteceria dentro de uma banheira na casa dele, ao invés da praia deserta com Sakura vindo em um cavalo branco com cabelos cheios de flores ou com ela em um pôr do Sol em uma praia, ou na praia ao luar... enfim, envolvia praia.

Mas, mesmo assim, era incrível.

Inesperado e diferente. Como tudo em Sakura era.

Ela subiu a mão tocando em seu rosto e os beijos se tornaram calmos e doces. E quando ela finalizou, ele suspirou e sentiu borboletas no estômago.

Abrir os olhos e encontrar os dela ali e ter certeza que tudo era real fez Sasuke sorrir de um jeito.

- O que foi? – Sakura perguntou divertida.

- Nada. É só que – alisou um fio de cabelo dela solto no rosto até atrás da orelha – eu queria isso há tanto tempo. – confessou.

O sorriso de Sakura diminuiu um pouco.

- Eu também.

O coração de Sasuke disparou e ele a puxou para mais um beijo.

Sakura aceitar seu beijo estava no topo dos melhores momentos de sua vida, mas ouvir que ela também queria beijá-lo era ainda melhor.

Ele entendia agora o que Sasori estava falando. Em como era mágico gostar tanto de alguém e esse alguém aceitar seus sentimentos.

E beijá-la de novo só fazia com que ele quisesse mais e mais daquilo para sempre. Ou até perder o fôlego e começar de novo.

Toda essa euforia lhe dava ainda mais coragem. Talvez fosse cedo demais, talvez precipitado, mas talvez desse certo e confessar o que ele sentia fosse o momento exato.

Era difícil parar de beijá-la, mas ele queria falar tudo o que sentia.

Olhou em seus olhos e segurou em sua mão.

- Sakura, eu...

A porta se abriu dessa vez em um rompante e duas garotas rindo um pouco alteradas entraram.

Droga.

Uma foi logo para o vaso e Sasuke tentou ignorar o barulho, enquanto a outra retocava a maquiagem.

- Amiga, para! Ele sumiu, deve ter ido embora já.

- Ai, Guren... Mas eu vim toda preparada, porque tinha certeza que ia pegar ele hoje. Até me depilei.

O barulho de descarga se fez, antes que a outra respondesse.

- Mas pelo menos você já ficou com o irmão dele. E eu? Se nem o Itachi me deu chance ainda, quem dirá o irmão do Itachi.

Sakura olhou de boca aberta rindo para Sasuke.

- Ahhh... amiga, com o Itachi foi bom demais, mas agora eu estou doida pra dar pro Sasuke!

Sasuke engoliu seco e sentiu seu rosto ficar vermelho, enquanto Sakura colocou a mão na boca segurando uma risada.

- Mas, ele sumiu. Ele sempre foi quietinho, nem sabia que Itachi tinha irmão.

- Eu sabia, mas não ligava muito, confesso. Mas, você viu como ele está gostoso agora?

Guren falou um pouco mais baixo desta vez.

- E eu soube pelas líderes que, outro dia no vestiário, o Sasori comentou que deu uma checada pra saber se a beleza era pra compensar alguma coisa – Guren deu ênfase no “alguma coisa” – mas, pelo que falaram... menina, não tá faltando nada ali não, está é sobrando.

Sasuke apertou os olhos e quis morrer e descer pelo ralo algumas vezes, principalmente porque Sakura segurava a barriga e se balançava agora de tanto rir.

A admiração por Sasori tinha ido embora.

- Ai, amiga. É tudo o que quero! – gritou – Sentar nele e sair com as pernas bambas.

- Então vamos procurar. Mas é a última vez.

O som tomou o banheiro de novo quando a porta se abriu e então se fechou.

Sakura explodiu em risadas ao se deitar de barriga para cima.

- Sério! Na próxima vida eu quero ser um banheiro – voltou a rir – tem cada história que dá para escrever um livro.

Enquanto isso, Sasuke virou só o tronco para cima e tapava os olhos sem coragem de olhar para ela de novo.

- Viu só, você é mesmo o novo queridinho da escola. – Sakura ainda ria e Sasuke continuava desejando um raio caindo em sua testa para ele morrer de vez – e agora com essa informação de que não tem nada pra compensar porque tem um...

Ok!

Chega.

A melhor forma de não passar vergonha e manter uma boca linda fechada era ocupa-la com outra boca.

Sasuke em um movimento só deslizou a mão no rosto de Sakura e a beijou. Desta vez, ele estava um pouco acima dela.

Céus, ele poderia fazer isso a noite toda.

Deslizou os dedos e desceu pelo pescoço dela. E os beijos se tornaram suaves.

- Vamos sair daqui, antes que entre mais alguém por aquela porta e eu precise bater a cabeça na parede e desmaiar para fingir que nada aconteceu.

Sakura riu e se levantou. Sasuke a acompanhou.

- Já está tarde. – disse ela olhando o relógio – Eu tenho que ir. Eu preciso viajar amanhã, meu pai ligou hoje e pediu para ficar com ele uns dias.

Sasuke notou ela suspirar e sua feição se entristecer.

- As coisas tem sido difíceis, não é?

Assentiu sem ânimo.

- Ele sente muito a minha falta. E minha mãe também tem medo que eu a deixe e volte a morar com ele – encolheu os ombros – e eu sinto a falta dos dois.

Sasuke a puxou para um abraço apertado para todo o conforto que ele pudesse dar.

- Eu sei que as coisas estão difíceis e foi uma mudança brusca. Mas, dê tempo ao tempo e todos vocês vão se readaptar.

Sakura o abraçou mais forte soltando o ar.

- Eu sei. Obrigada.

Ela levantou o queixo encostando-o no peito dele, e deu mais um beijo rápido selando os lábios. E então se afastou e ele sentiu a ausência dentro de seu abraço que queria ser preenchida de novo.

- Bom, eu vou indo.

Ela pegou a bolsa dentro da banheira e caminhou até a porta e se deteve com a mão na maçaneta.

- Quando eu voltar, nós conversamos, ok.

- Eu vou estar te esperando.

“Para sempre”, ele completou em sua mente.


Notas Finais


E aí chuchus, gostaram?
Não me odeiem mais T_________T
Sahasuhhuashuashas #VouConfessarQue um dos motivos de demora em atualizar é que (além de julho ser impossível para mim) eu queria escrever os dois capítulos ao mesmo tempo, para não demorar a atualizar e deixar esse gosto amargo do último capítulo.
VIUUUUUUUUUUUUUUUU ! EU SOU LEGAL
T_________T
Hauahshuasuhash
Obrigada gente pelos comentários, mesmo que a maioria fosse odiando XD
E muitas das reclamações em torno da Sakura, acho que ficaram sanadas nesse capítulo. Se não, me falem.
Mas quero reforçar que a Sakura na fic era intencional permanecer uma incógnita, apesar de pequenos sinais, mas agora ficou mais claro. Mas também, que a fic não acabou. Ou seja, o Itachi não vai desistir.
.
Obrigada pelos 600 favoritos ! *~*
E bem, já aviso que o próximo certamente não sai em uma semana asjisajiasjiaji
Essa atualização saiu mais cedo, por que como disse antes, o capitulo já estava escrito. Agora preciso atualizar Ansatsu. Mas, vou tentar não demorar
Enfim
Beijokas pessoas lindas.
Até a próxima.
;***


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