História Irmãos Morgenstern: Crianças e Lembranças Perdidas - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Instrumentos Mortais
Tags Ação, Aventura, Drama, Fantasia
Visualizações 26
Palavras 1.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooooii amores.
Trouxe mais um capítulo pra vocês, espero que gostem.

Capítulo 29 - Problemas com ás crianças da noite


POV. Jace

Jocelyn nos levou de carro até um armazém abandonado no Upper East Side, cá entre nós eu nunca entendo a mãe da Clary, ela sempre aluga carros, mesmo tendo dinheiro de sobra para comprar um.

O local tinha um ar sombrio, a porta da frente estava emperrada, o que nos fez subir por uma escada na lateral do prédio e sair no terraço. Entramos por uma janela que foi quebrada, havia vários estilhaços de vidro espalhados pelo chão, o lugar cheirava a mofo e estava escuro.

O prédio tinha três andares, não havia quase nenhum móvel no local, os poucos que tinham estavam todos aos pedaços. Achamos três corpos no segundo andar, para meu horror eles estavam aos pedaços, quem quer que tenha feito isso foi por pura desumanidade.

- Que tipo de animal faz isso? – perguntou Alec.

- Um estripador. – murmuro.

- Alec olhe todo o andar de cima, Jace você fica por aqui e eu vou checar o andar de baixo, qualquer coisa avisem está bem? – ela falou preocupada.

Concordamos silenciosamente, vi ambos desaparecerem em direções opostas e comecei vasculhar o local. O andar era bem espaçoso, olhei por tudo e encontrei apenas poeira, pedaços de coisas que um dia foram móveis e sangue.

Um grito estridente cortou o ar, veio lá debaixo, comecei a correr.

Parei no topo da escada, Alec se materializou ao meu lado e observamos por instantes a luta curiosa que se passava a nossa frente. Jocelyn lutava com três vampiros, uma garota ruiva, um garoto e uma garota, ambos loiros, lutavam com certa graça, estavam todos em sintonia, mas havia algo errado.

Enquanto eu saltava para perto da garota loira Alec atirou uma flecha no cara loiro, que apenas a segurou como se fosse um simples graveto, mas foi o suficiente para ganharmos segundos de vantagem, pois eles não tinham notado nossa presença, o que é estranho para vampiros, seus sentidos são aguçados.

Aproveitei a vantagem e derrubei a garota, ela tentou me morder, me esquivei e lhe bati com o cotovelo bem acima do olho esquerdo, ela soltou um guincho de dor e tentou me atacar novamente, era mais forte que eu, puxei uma cortina que estava próxima revelando a claridade do dia, ela se encolheu em um canto escuro. Isso me permitiu vislumbrar um pedaço de madeira no chão, esperei a garota me atacar de novo e me derrubar, peguei a madeira e lhe enfiei no coração, ela me olhou surpresa, vi a vida se esvaindo de seus olhos, suas veias foram ficando pretas e tudo que restou foi uma casca sem vida.

Alec e Jocelyn também estavam com dificuldade para nocautear o inimigo, vi meu amigo em uma luta corpo a corpo com a vampira ruiva, seu arco havia caído e estava longe de seu alcance. Corri e joguei uma faca que se enterrou nas costas da garota, ela soltou um grunhido e retirou a faca rapidamente, mas foi o suficiente para Alec alcançar seu arco e disparar duas flechas no peito dela, ele se aproximou e a derrubou, a garota não parava de lutar, mas meu parabatai conseguiu atravessar uma flecha de madeira no coração da vampira.

O vampiro loiro parecia ser o mais esperto, infelizmente ele estava tendo vantagem sobre Jocelyn, o cara simplesmente a segurou e saltou para o segundo andar, estávamos muito longe pra ajudar. Notei que a mãe da Clary estava com vários machucados, ela tentava se esquivar, dava bons golpes mas já estava cansada, afinal ela tinha lutado com os três por alguns minutos enquanto nos não tínhamos chegado, vi o vampiro cravar as presas no pescoço dela.

- Mas que droga, Jace.. – Alec começou dizer.

Ele tentou chegar ate eles, mas o vampiro simplesmente se materializou do outro lado do saguão.

Eu estava desesperado, não podia deixar Jocelyn morrer por um submundano descontrolado. Tentei ao máximo me concentrar como eu fazia nos sonhos, por um momento tudo que eu vi foi escuridão, então um lampejo vermelho chamou minha atenção e o que se passou a seguir foi um pouco confuso.

Eu simplesmente apareci ao lado dos dois, sentia algo fervendo dentro de mim, uma luz vermelha me cercava, o vampiro tentou correr, mas tomado pela surpresa eu o prensei contra a parede arrancando rudemente seu elo com Jocelyn, e o derrubei.  Alec aproveitou o momento e disparou duas flechas nele para imobilizá-lo, pulei e fui pra cima dele, decepei sua cabeça, e de algum modo aquele calor se esvaiu de mim, aquela luz vermelha o engolfou e seu corpo virou cinzas, que desapareceram deixando um leve cheiro de canela.

Corremos até Jocelyn, Alec começou a desenhar iratzes de cura nela.

- Não precisa.

- Precisa sim, você tá mal. – respondeu meu parabatai.

- Como fez aquilo Jace? – perguntou pra mim.

- Não faço ideia, só tentei fazer como nos sonhos e deu certo.

- Como vocês dizem.. – ela tentava se lembrar. – Devo uma a vocês.

Sorri de orelha a orelha, acho que não vai ser tão difícil conquistar minha sogrinha.

 

***

 

POV. Clary

Pegamos algumas armas, inclusive de madeira e passamos por um portal que eu havia criado. Saímos numa rua deserta, da qual eu tive que pesquisar imagens no google antes de passarmos pelo portal, caso contrário ficaríamos no limbo eternamente. Haviam alguns carros estacionados, algumas pessoas passavam apressadamente pelo local, então começamos a andar a procura de algo fora do comum.

- Acho que devemos nos separar. – aponto.

Izzy me olha hesitante.

- Melhor não Clary, não sabemos com quantos vampiros estamos lidando.

Caminhamos até o fim da rua, que por sinal, não era nada pequena. Já estava me sentindo uma boba quando notei um pequeno detalhe que fez toda a diferença, notei algumas gotas de sangue já secas na porta de um carro que estava parado. Seus vidros eram escuros, não dava para enxergar nada do que se passava lá dentro, mas coisa boa não era.

Escrevi rapidamente no celular e mostrei para Izzy.

“Nosso cara está nesse carro”.

Ela apenas me olhou e assentiu.

Entramos no carro. Izzy foi logo se sentando no banco do motorista, enquanto eu me sentei no banco de trás interrompendo uma cena um tanto caótica. Um vampiro que ainda era um garoto estava drenando o sangue de uma mulher, ela já estava ficando sem cor.

Antes que o vampiro reagisse enfiei uma adaga de madeira em sua barriga, enquanto ele se virava e me encarava incrédulo, Izzy pulou para o banco de trás e me ajudou a passar algemas nas mãos dele. Eram de madeira para enfraquece-lo, porém tinham alguns espinhos que entravam na pele, o que impossibilitaria ele de tirar com facilidade.

Ele soltou um grunhido de dor quando terminamos.

- O que vocês pensam que estão fazendo?

- Eu é que deveria te perguntar isso, você violou os acordos da clave, foi pego em flagrante. – falou Izzy.

- Mas... eu não conheço esses acordos, ele me disse apenas para ser quem eu sou, um caçador. – respondeu o vampiro levemente confuso.

- Quem é ele? O cara que te transformou? – perguntei curiosa.

- Não, ele me ajudou depois que eu fui transformado. – disse com tristeza. – Eu nem queria essa vida.

Izzy e eu trocamos um olhar.

- Ele quem? – perguntamos em uníssono.

- Não sei seu nome.

- Descreva a aparência então. – pedi.

Ele pareceu um pouco hesitante.

- Seus cabelos são tão claros que parecem brancos, seus olhos são pretos, ele é alto e tem algumas tatuagens... parecidas com as que vocês tem.

Valentim.

- Você virá conosco. – falou Isabelle.

- Eu tenho opção? – ele perguntou.

- Tem sim, a morte. – respondeu Izzy ameaçadoramente.

- Quanto sangue você bebeu da garota? – perguntei.

Ela estava começando delirar.

- Não muito, não acho e nem quero que ela morra. – ele disse.

- Ótimo, dê um pouco do seu sangue a ela e tudo ficará bem.

Ele me olhou como se eu fosse louca.

- Anda, você não ouviu ela? – falou Izzy.

Por algum motivo minha amiga estava um tanto agressiva, fez um pequeno corte no pulso esquerdo do vampiro e o levou até os lábios da garota.

- E agora o que a gente faz? – perguntei confusa.

- Vamos leva-lo até o Bane. – respondeu Izzy. – Ele é só um novato que Valentim criou para causar caos.


Notas Finais


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