História Irmãos pelo Sangue - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Alice, Kyle, Psicopatia, Revelaçoes, Romance, Sociopatia
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Palavras 1.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Orange, Poesias, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Saudações. Aqui está o segundo capítulo de irmãos pelo sangue... Algumas informações que vocês precisam saber. Alice e Kyle são irmãos de sangue. Ambos tem cabelo branco, enquanto seus pais tem cabelo preto. Um mistério ronda a fic.
"Durma, amanhã você será uma pessoa melhor".

Capítulo 2 - Cachoeira


Fanfic / Fanfiction Irmãos pelo Sangue - Capítulo 2 - Cachoeira

Quando se passa muito tempo olhando para o abismo... o abismo olha para você. Ele preenche sua vida com miséria. Você se sente amaldiçoado. Você grita por ajuda, mas você sabe que ninguém virá.

 

Eu estou quebrada, caída em pedaços. Mesmo colada, eu continuo sendo defeituosa. Estou condenada a uma enfermidade sem cura. Escrever estórias não está mais me satisfazendo. Não existe mais nada que eu possa fazer.

 

O que acontece quando uma pessoa simplesmente perde a vontade de viver? Esse som... continua rodando a minha cabeça, parece um som de uma cachoeira, mas a água está contaminada.

 

Meu defeito, é fingir. É a única coisa em que eu sou boa. Fingir é fácil para mim, fingir felicidade, fingir estar triste, fingir estar preocupada. Ambas são fáceis. Eu não lembro direito se algo aconteceu, mas eu não tenho empatia pelas outras pessoas. Eu não dou a mínima se alguém morresse. Mas ao mesmo tempo eu queria morrer...

 

Você que está lendo, você já passou por tristezas. O que vocês fazem para matá-la?

 

Meus tios vieram e foram embora logo depois. Meus pais estão cuidando de algumas papeladas do trabalho. Eu sou sempre a que não faz nada. Eu tentei ajudar, mas eu sou uma garota fraca. Decidi ir dormir, me despedi dos meus pais e parti para a cama.

 

- Então é isso, eu estou sonhando, finalmente. Sonhos lúcidos são fáceis para mim. – Digo enquanto observo o local.

 

Sonho lúcido não é nada mais do que você controlar o seu sonho. É o único lugar onde eu não quero morrer. A Stacy disse que viu uma criatura assustadora no meio do sonho. Ele a devorou. E então ela sentiu um choque e acordou.

 

Logo depois veio a paralisia do sono, o estágio onde você só pensa no pior. Você não consegue se mexer. E então vem alguém e te mata.

 

Mas um truque que o meu irmão me ensinou para escapar dos pesadelos, é: Feche os olhos com muita força no meio do pesadelo. Você vai acordar imediatamente. Não importa que sonho você esteja, sempre dá certo.

 

 

- Merda, agora estou com sede, e se alguma coisa me agarrar?

 

Minha infância toda foi baseada no medo. Mas ficar reclamando não vai mudar nada. Minhas falas se passam muito na minha mente. Já que eu mesma não falo muito.

 

Eu gosto de escrever estórias em meu celular, mesmo ele sendo minúsculo, ele é perfeito.

 

- E lá vamos nós. – Disse enquanto me dirigia a cozinha.

 

Bebi a água rapidamente e voltei para o meu quarto. Isso só me deu mais ideias do que escrever. Resolvi pegar meu celular e começar a escrever minhas ideias.

 

Já está com exatas quatrocentas e cinquenta e dois. Uma garota esquecida pelo tempo e espaço, ela ao mesmo tempo está viva e ao mesmo tempo não. Ela existe e não existe. Ô terrível e temível donzela, por favor não devore o meu sonho. É o ritual que todos devem fazer para se safar daquela vadia sem sal.

 

“Aqui, mana. Isso vai saciar a sua sede”.

“O que é isso? ”.

 

“Uma gilete, não é incrível? “.

 

“Como isso pode ser interessante? Até o papai tem uma dessas”.

 

“Olha só”.

 

Kyle pega a gilete e coloca em suas veias, fazendo movimentos de indo e vindo, com força.

 

“Mas o que diabos você está.... “.

 

“Não precisa sentir medo, maninha, isso é relaxante, experimente! ”.

 

“Eu... me dá isso, eu vou jogar fora”.

 

“Tudo bem então. Apenas queria te mostrar como isso é. Tenho certeza que você irá se viciar”.

 

“Somos crianças! Não deveríamos brincar com isso! “.

“Crianças, você diz? Que tipo de criança não sente emoções? E que tipo de CRIANÇA, consegue fingi-las, sendo que por dentro está morta”. – Se aproxima

 

“P-Para... Não chegue perto de mim!!! “.

 

“Hehehe... Qual o problema? Você está com medo? De verdade, ou apenas fingindo? Estou interessado. “ – Dá mais um paço

 

“Você é.. Doente...Você gosta de ser assim, e eu me sinto péssima por ser assim, somos diferentes”. – Diz recuando

 

“Diferentes? ... Claro que somos. Você quer ferir a sí mesma, e eu, ferir a outros. “ – Diz recuando.

“Não se preocupe, maninha! Você é bem útil, eu não posso deixar que você acabe em uma vala horrenda. “.

 

“Ha... Ha... ” – Diz ofegante.

“Eu ainda acredito, irmão. Há um vestígio de uma boa alma em você! Alguém que faria a coisa certa, não importando as dificuldades... EU ACREDITO EM VOCÊ! “.

 

 

“Se eu sentisse qualquer tipo de emoção, provavelmente seria por você. Eu consegui isso para você, então você usará com amor e carinho, certo? Essa, GILETE. “ – Diz olhando diretamente nos meus olhos.

 

“Como você conseguiu essa gilete? ... estou com medo da resposta... “

 

“Não é óbvio? Uma outra criança tinha na rua. Eu a peguei para você. Seu aniversário está chegando, certo, Alice? “

 

“S-Sim, Kyle... “

 

Kyle então se aproximou de mim, olhando bem nos meus olhos. Com aqueles seus olhos sanguinários. Ele é perigoso...

 

“Fico feliz de poder tornar feliz, a melhor irmã de todo este mundo caótico. “ – Aproveite sua automutilação. “

 

 

 

Eu apenas me mantive em silêncio. Eu senti que se eu falasse, eu seria engolido por ele na mesma hora. Eu tenho pesadelos com ele. Eu temo o que ele pode fazer. Eu sinto que o papai e a mamãe estão em perigo... mesmo eles sendo tão gentis. Minha infância inteira foi tentando me preencher de outro sentimento que não fosse tristeza. E eu falhei. Mas eu não deixarei que meus pais sofram.

 

Aquela conversa me dá arrepios até hoje, foi onde eu percebi que eu não era alguém importante para o meu irmão. Eu era uma experiência. Uma cobaia. Mas eu sinceramente não ligo... eu estive tempo demais tentando erradicar a minha tristeza do que me importar com ele.

 

Ele é perigo. Eu sinto como se uma tempestade estivesse por vir. E ela cairá bem encima desta família.

 

 

 

 

 

 

Meu nome é Alice Marven. E este é o meu inferno.


Notas Finais


Capítulo três será lançado em breve. A capa foi uma imagem aleatóriamente encontrada, mas imaginem a Alice assim.


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