História Iron Sons - Interativa - Capítulo 45


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Arcos, Drama, Espadas, Flechas, Interativa, Luta, Medieval, Mitologia, Romance, Violencia
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aproveitem o capítulo

Capítulo 45 - O Calor da Noite


IRON SONS

Crystal

Naquela noite, após um dia inteiro de organizações apressadas e tomada de providências, Crystal despediu-se de Asher, que disse que tinha assuntos à resolver a pedido da rainha.Crystal e Asher permitiram que Bjorn vivesse com eles, já que estava sem um local para si. A casa era bem grande, um presente da rainha para o irmão, tanto que Zafara também vivia com eles, no segundo andar, os outros dois eram de Asher e Crystal. Havia quatro andares na casa, Bjorn decidiu que iria viver lá embaixo, onde poderia resolver os problemas antes que subissem as escadas para incomodá-los. Em menos de duas semanas, Asher disse para Crystal que havia resolvido a maioria dos assuntos, e que agora poderia passar os dias em casa, junto dela. Nesta outra noite, o rapaz tinha dificuldade para tirar a armadura, Crystal decidiu que iria ajudar. Vestindo apenas um vestidinho fino e preto, Crystal posicionou-se atrás de Asher, que tinha uma expressão um tanto estranha em seu rosto.

Crystal: Como foi seu dia? — desabotoava o couro de seus ombros sobre a cota de malha.

Asher: Um tanto agitado, Almaria não quis me dar descanso. — Crystal ouvira uns grunhidos de dor enquanto ele respirava. — E o seu?

Crystal: Bem comum na verdade, arrumei a casa, Bjorn fez umas compras... Joline me ajudou. — conseguiu retirar uma ombreira.

Asher: Porque ela viria ajudar? Ela também tem a casa dela... — olhava para o chão.

Crystal: Eu contei pra ela... contei que estou grávida. — corou um pouco, mas Asher não viu.

Asher ...

Crystal: Há algum problema? — perguntou um pouco desconfiada.

Asher: Não, eu confio nela. — sorriu. — Por mais que ela não confie em mim.

Crystal: Ainda bem... achei que não gostaria... — parou de falar, ao notar um hematoma entre as roupas de Asher. — Ei, o que é isso?

Asher: Eu... explico. Não se assuste. — Crystal continuou tirando os tecidos após a cota de malha.

A imagem a assustou, havia várias linhas de sangue nas costas de Asher, algumas até formavam um "X", os machucados iam até o começo de seus ombros, estendendo-se pelas costelas e pelas cintura.

Crystal: Quem lhe fez isso?! — seu tom de voz aumentou.

Asher: Não se preocupe. Foi Almaria. — olhou para baixo.

Crystal: E porque? — agora sabia que não havia como revidar.

Asher: A culpa foi minha, não fui feito para seguir ordens. Desculpe. — estralou o pescoço.

Crystal: ... Entendo. Por favor, tente não se machucar mais. — o abraçou, sem apertar suas feridas.

Asher: Sinto muito por estar tão distante nos últimos dias, só tô ganhando dinheiro pra nós. — passou a mão na cabeça de Crystal. — E pelos outros também... eu já causei sofrimento a todos eles ao menos uma vez... quero recompensá-los... Almaria está me dando trabalho dobrado em troca de abrigar todos eles...

Crystal: Você não precisa fazer isso... — o conduziu até uma poltrona do quarto.

Asher: Mas eu quero... — puxou Crystal pela mão, a fazendo cair em seu colo. — E bem que você poderia me recompensar por todo esse trabalho. — riu.

Crystal: Nossa, querido. Você é tão sensível com as palavras que às vezes me impressiona. — brincou, sendo irônica.

Crystal arrancou o vestidinho de seu corpo, o jogando para o lado. Asher ainda sentado tirou seu cinto e o jogou em cima da cama, sobre as partes bagunçadas e espalhadas da armadura que recém tirara do corpo. Crystal encaixou suas pernas entre o corpo de Asher sobre a poltrona. Seus rostos se aproximaram, e trocaram longos beijos molhados.

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Erick

A probabilidade de que Erick estivesse acordado naquela madrugada e tentando coisas inusitadas era enorme, como sugeria o estranho cheiro doce que emanava de sua indumentária azul com um bordado de leão no peito, por fim precipitou uma ação tão cuidadosamente planejada por si mesmo para fugir dali que nem mesmo Sor Angle o veria naquela escuridão. Segundo os aldeões, uma companhia de cerca de cem homens encontravam-se rodeando apenas a parte frontal do castelo nas noites de calor. Asher não pode saber disso, de jeito nenhum, dissera-lhe.

O rapaz Astrad estava muito contente com seu novo colar de leão feito pelas mãos de um dos melhores joalheiros de Euclidia, ficava mexendo-o por todo lugar que passava. Por volta de dez e meia um ruído prolongado e surdo foi ouvido sobre Ponte Alta, e atrás desse barulho, foi uma carruagem na rua adiante; àquela hora não havia necessidade de se estar na rua. Erick soltou um palpite, talvez aquele grito tivesse sido de uma mulher. Um instante mais tarde, enquanto o ruído da carruagem que se afastava soava fracamente, Erick perseguiu-o esgueirando-se entre becos e lugares escuros. Viu guardas descerem na frente de um prostíbulo, pararam para conversar com uma das prostitutas que lá trabalhavam, a mesma estava na rua quando eles chegaram. Erick teve de deixar a cabeça à mostra para que pudesse ouvir certamente o que diziam. A prostituta relatou que sua bolsa havia sido roubada por alguém pequeno. Os guardas citaram algo que pareceu soar como "Vagante Noturno". Não havia nem um mês que eles haviam chegado, mas por todos os estabelecimentos em que Erick passara, ouvira falar sobre o tal ladrão misterioso. Erick viu de relance algo se escondendo nas sombras, perto de si. Mexeu seu peito para frente, junto do corpo. Não sentiu seu colar rebater em seu peito. Erick quis gritar, mas não saberia o que os guardas fariam com ele. Olhou para o peito e não viu nada, nem sentiu. Tentou procurar pelas sombras, mas nada, não havia nada no chão, nem nenhum ser vivo se esgueirando.

Voltando para casa triste e decepcionado, Erick adentra a porta cabisbaixo e quase é morto por uma faca arremessada do outro lado do cômodo. Skadi estava acordada e atenta para invasores, vestia mantos grossos e vermelhos, tinha os cabelos curtos um pouco despenteados.

Skadi: Droga! Achei que fosse um ladrão... — respirou fundo.

Erick: E eu achei que iria entrar sem ser recebido com uma facada nas costelas... — riu. — Não sabia que ainda estaria acordada.

A casa que dividiam tinha dois andares, um para cada.

Skadi: Ah, é? Estou acordada desde que você saiu. Tenho boa audição, quer dizer aonde foi? — pegou a faca do chão, a guardando. 

Erick: Em nenhum lugar em especial... eu gosto da noite, me ajuda a pensar e relaxar. — sorriu. — Momentos de paz.

Skadi: Entendo... — disse ainda desconfiada.

Erick: E agora eu tô morrendo de sono. — bocejou e sentiu as lágrimas vindo aos olhos. — É bom que vá dormir também.

Skadi: O estranho é que... a gente não precisa fazer nada... Vossa Graça está sendo muito gentil conosco. — sentiu as pálpebras fraquejarem.

Erick: Realmente... acho que nosso amigo ser da realeza facilita um pouco as coisas para nós. — sorriu, subindo as escadas. — Boa noite.

Skadi: Boa. — sorriu e foi para seu quarto.

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Joline

Uma hora e um quarto mais tarde, quando estava quase amanhecendo, Joline acordou bocejando. Estava nua em sua cama, deitada junto da giganta, Gaia. Afastou o grande e pesado braço de Gaia para o lado, possibilitando que levantasse. Gaia roncava como um ogro depois de uma noite tão intensa e cansativa. 

Joline vestiu-se elegantemente com panos e lãs escuras, usando botas e luvas de couro. Estava determinada a ir ajudar Crystal naquela manhã, não queria se sentir solitária, sabia que Gaia só acordaria no horário do almoço. Esfregou uma essência de perfume nos pulsos, espalhou pelo pescoço e algumas partes da roupa. Não sabia se Crystal estaria acordada aquela hora, então andou um pouco mais devagar que o normal. Durante sua travessia pelas ruas, viu vinte homens que marchavam sob o comando de Sor Angle. O comandante parecia ser um homem muito leal e forte, Joline ainda não havia tido o prazer de ver as habilidades de Sor Angle em combate. Havia mais outro homem de pé, não estava marchando, apenas acompanhando o homem. Era um rapaz alto de cabelos lisos e negros que alcançavam suas costas, Joline não enxergou muito bem suas feições pois estava longe e tinha algumas pessoas na frente. 

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Asher

Crystal estava na cozinha preparando café, Asher estava sentado no chão do quarto, encostado na madeira da cama. Sylvi engatinhava em um tapete macio à sua frente, brincando com alguns bonequinhos de pano.

Asher: Ei. — Sylvi olhou para Asher, segurando um boneco com a boca, a metade da cabeça do boneco estava molhado de baba. — Vem até aqui. — ficou olhando para Sylvi, e então estendeu o braço.

Sylvi soltou alguns gemidinhos e foi engatinhando com um sorriso sem dentes até o pai.

Asher: Não. — segurou-a pelos braços. — De pé. Vamos lá, você tem que aprender a dar alguns passos. — sorriu.

Segurou-a pelas mãos, erguendo seus braços. Asher a acompanhava e a fazia dar alguns pequenos passos trêmulos pelo quarto enquanto a deixava de pé, ela babava e sorria como toda criança faz. 

Asher: É isso aí. — Sylvi caiu de bunda no chão e por algum motivo começou a gargalhar. — Acabei me esquecendo. — se levantou e foi até os bolsos da calça que usara no dia anterior. — Trouxe isso pra você. — tirou uma touca cinza do bolso.

Vestiu a touca na garotinha, que parecia toda feliz. A touca era de um tecido macio e confortável, de cor cinza. Tinha um emblema de lobo na onde deveria ser a testa.

Crystal: Asher! — seu grito ressoou pelo corredor até atingir o quarto.

Asher: Tô indo. — pegou Sylvi nos braços, levando-a até a cozinha. Até lá a garota foi puxando seus cabelos.

Crystal: Eu acho que ela gosta de destruir as coisas. — riu.

Asher: Inclusive minha cabeça, ai. — Sylvi soltou.

Asher deu um selinho em Crystal e sentou-se à mesa. Crystal trouxe-lhe café e um pouco de leite num recipiente menor para Sylvi. Sentou-se em outra cadeira com uma xícara de café. 

Asher: Obrigado. — deu um pouco de leite na boca de Sylvi.

Crystal: Então... o que vai fazer hoje? — tomou um gole do café.

Asher: Isso cabe à Almaria dizer. — também tomou um gole. — Talvez ajudar no treino dos soldados... resolver crimes, procurar pessoas desaparecidas... entre outras coisas. — deu mais leite à Sylvi que já reclamava. — E você?

Crystal: Eu queria poder te ajudar... — recebeu um olhar de Asher que sugeria "nem pensar" — Mas acho que só vou ficar por aqui mesmo, cuidado da Sylvi, arrumando a casa...

Asher: Sei que não é seu estilo de vida... mas você merece um descanso, depois de tudo que aconteceu... — Asher sentia-se culpado. — Algum dia você ainda voltará a manejar uma espada. Te prometo. — sorriu.

Crystal: Espero que sim... — sorriu. — Não é tão ruim ficar livre a tarde inteira, mas treinar um pouco também não é nada mal.

Asher: Pois é... ainda tenho que ajudar Wendy mais tarde, ela me implorou para treinar. — coçou a cabeça.

Crystal: Falando nas suas irmãs... eu ainda não acredito que você aceitou morar em casas diferentes. — riu.

Asher: Nem eu. — franziu as sobrancelhas. — Não era como se eu tivesse uma escolha, também. — Sylvi apertou sua bochecha. — Mas ainda assim, passo na casa delas todos os dias.

Alguns minutos depois de mais conversa, alguém bate na porta. Era Joline, a garota entra enquanto Asher está prestes à sair.

Joline: Bom dia. — sorri.

Asher: E aí... bom dia. — Asher se aproximou de Joline e a abraçou. — Obrigado. Obrigado por estar ajudando minha família.

Joline: Eu amo sua família, não precisa agradecer.

Asher: Certo... se divirtam. — encolheu os ombros e saiu, fechando a porta.

---

Antes de ir ver sua Rainha, Asher decidiu que passaria na casa de suas irmãs. Bateu na porta, e quem atendeu-o foi Iris.

Iris: Asher! — disse feliz. — Bom dia. — o abraçou, como costumava fazer.

Asher: ... — ficou quieto por alguns segundos. — B-Bom dia... desculpa, estava recuperando o fôlego. 

Iris: Entre, a Wendy ainda está dormindo. Nosso pai está aqui. — Asher hesitou ao ouvir a palavra "pai", mas tomou coragem para continuar.

Iris estava descalça e enrolada em um cobertor, guiou Asher até a sala principal, onde seu pai estava.

Iris: Vou acordar Wendy, fiquem aqui. — continuou andando, e Asher ficou de pé, no meio da sala, encarando seu pai.

Asher: Manning... — disse numa voz crua.

Manning: Meu filho... — sorriu.

Manning Wolfhowl era um homem magro e alto, um pouco maior que Asher. Tinha os cabelos brancos, apenas alguns fios negros lhe restavam no cabelo. Sempre estava de cabelos bem penteados para trás. Tinha um bigode peculiar que cobria seu lábio superior. Seu rosto era pouco enrugado, mas seus olhos pareciam estar quase sempre fechados. Mas Manning enxergava, e enxergava bem.

Asher: Porque tá aqui? Tem coragem de olhar sua filha nos olhos? — dizia sério.

Manning: Vamos lá, Asher. Não precisa ser assim comigo. O que aconteceu foi—

Asher: Foi oquê?! Não ouse tentar se explicar! — franziu as sobrancelhas. Evitava gritar.

Manning: Asher, eu e sua mãe tivemos que criar ilusões de nossos corpos para enganar aqueles espíritos e partirmos para cá. Wendy... acabou ficando para trás. — dizia com uma voz fraca e rouca. — Ela iria morrer se tivéssemos trazido ela conosco, mal tínhamos suprimentos para nós... passamos fome Asher, caímos em ilhas desconhecidas até chegar aqui... — olhou para o chão. — Você foi um melhor pai para elas do que eu.

Asher: Aliás... você já foi pai alguma vez? — sorriu. — Um pai realmente deixaria que sua filha mais velha transasse com seu filho mais velh—

Wendy: Ash! — agarrou-o pela cintura. Parecia que as irmãs não tinham escutado a conversa.

Asher a abraçou e afagou sua cabeça. Depois de alguns minutos, Asher já estava preparado para ir até Almaria, quando foi parado por Manning.

Manning: Asher... eu preciso falar contigo depois. De pai para filho. — dizia sério.

CONTINUA


Notas Finais


Eu preciso realmente saber o que estão achando da história e dos personagens... se não quiserem dizer, tudo bem. Mas falem um pouco sobre o capítulo em si, ao menos.


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