História Iron Sons - Interativa - Capítulo 46


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Arcos, Drama, Espadas, Flechas, Interativa, Luta, Medieval, Mitologia, Romance, Violencia
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Palavras 2.205
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aproveitem o capítulo.

Capítulo 46 - Ele Não Pode Saber


IRON SONS

Asher

Manning: Eu lhe acompanharei até Almaria. — andava com os braços para trás, ao lado de Asher.

Asher não o respondeu, apenas mantinha um rosto carrancudo e andava de punhos cerrados. Um corte se abria no céu, feixes de luz solar atravessavam a névoa fraca da manhã, clareando toda Euclidia.

Manning: Asher... Almaria não se importará em esperar, vamos andar com um pouco mais de calma. — Asher sem saber o porque, fez o que o pai pediu. — Bem... você ia dizendo algo dentro da casa de Iris... aos dois filhos mais velhos... — franziu as sobrancelhas. — Você se referia à Almaria e?....

Asher: Luther Wolfhowl. — parou de andar, olhando para Manning.

Manning: E como que você... como você sabe disso? — parecia abalado.

Asher: Olhe bem para Luke, a criança é a cara de Luther, não tem nem um traço de seu falecido rei. — olhou para baixo. — Além disso, Almaria tem algum tipo de fetiche estranho em transar com seus irmãos, ou agredi-los, não sei muito bem.

Manning: Cuidado com a fala. — franziu as sobrancelhas. — Está falando de minha filha, e nossa rainha.

Asher: ... — ficou o encarando por um longo tempo. — E que diabos irá fazer? Pegar uma espada e me matar? Prefiro lutar com um oponente que consiga sacar a espada antes que eu o mate. — respirou fundo. — E isso não foi uma ameaça, ainda guardo boas lembranças de você. — voltou a andar.

Manning: ... — ainda sentia-se abalado pela notícia que Asher lhe dera, que poderia muito bem ser verdade. Continuou andando ao lado de Asher. — E quanto à Donoghan? E... Archidius?

Asher: Donoghan está morto. — agora seu rosto carrancudo havia tomado uma expressão triste. — E... Archidius, eu não sei. Talvez matando mais aldeões inocentes.

Manning: Droga! Donoghan morreu?! — falou um pouco alto demais. — Quero que me conte com mais detalhes outra hora... com sua mãe por perto. — atravessaram uma guarda.

Asher: Ela não acreditaria em mim, talvez até me culpasse. O senhor bem sabe que sua senhora me odeia. — voltou a ter uma expressão séria.

Manning: Talvez... mas eu estarei lá para isso. — olhou para Asher. — Quero ter mais conversas com você outra hora, quando estiver livre. — neste momento, já estavam na frente do trono da rainha, que lá estava sentada.

Asher assentiu com a cabeça para Manning.

Manning: E quero ver minha neta... — sorriu. E com um aperto de mãos, eles despediram-se.

Asher ia se aproximando de Almaria, que estava de pernas cruzadas sobre seu trono.

Almaria: Olha só... os laços estão sendo reconstruídos. — riu.

Asher: Estão. Diferente de minhas costas. — deu um sorrisinho.

Almaria: Atreva-se a me responder daquela forma novamente e dessa vez lhe baterei até seus ossos saírem. — sorriu.

Asher: Não desacredito, Vossa Graça. — deu mais alguns passos para perto de Almaria.

Um dos lanceiros entrou em sua frente, apontando a lança para sua garganta.

Almaria: Saia! Deixe que se aproxime.

Asher: A próxima vez que apontar essa merda pra mim, eu juro que enfio isto no seu cu. — deu um tapa na lança, afastando-a para o lado.

Asher subiu a pequena escadaria até chegar ao trono de Almaria, que estava toda elegante trajando um vestido vermelho e dourado. Almaria deu-lhe a mão, como gesto para ajudá-la. Asher segurou delicadamente em sua mão e a ajudou a levantar.

Almaria: Siga-me. — dizia com um rosto risonho.

Asher: Suas mãos são tão macias, mas me assustam. — ainda sentia as chicotadas arderem.

Almaria: É bom ouvir isso. — andavam por um corredor. — Acho que já lhe expliquei como é que as coisas funcionam com você, não? — Asher não respondeu. — Faça coisas boas e será devidamente recompensado, desobedeça suas ordens e será devidamente punido.

Asher: É... acho que já saquei isso faz uns dias. — lambeu os lábios. — Onde está Luther? Luke? Talya e Teggy? — sentiu o vento bater em seu rosto, mesmo naquele corredor fechado.

Almaria: Antes de você chegar mandei um guarda levar Luke para Iris cuidar dele. Luther é um homem ocupado, uma hora ou outra você terá a chance de falar com ele. — entrou em um quarto. — Talya e Teggy estão seguras, estão vivendo aqui no castelo, o sobrenome delas as ajudou bastante, vou arrumar algum pretendente de uma família rica.

Asher: Certo... — encolheu os ombros. — Então... o que tem para mim?

Almaria: Até amanhã, quero que você resolva esses crimes. Há uma onda de assaltos e furtos acontecendo ultimamente. — entregou-lhe alguns papéis. — Alguns desses papéis acabaram de chegar.

Asher: Quer que eu pegue o ladrão ou os pertences? — olhava os papéis.

Almaria: Os dois se possível. E é melhor que seja. — olhou cruelmente para Asher.

Asher: Tudo bem... vou começar agora. — guardou os papeis numa bolsa de sua cintura. — Se me der licença, minha rainha.

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Joline

Após alguns pratos de biscoitos e algumas xícaras de café, Crystal e Joline se divertiam brincando com Sylvi.

Joline: Como está sua barriga? — observava Sylvi brincar no chão.

Crystal: Bom... não cresceu quase nada, não da nem pra reparar. Não estou sentindo dor também, só às vezes, mas completamente normal...

Joline: Que bom... você realmente está preparada para ter mais um? Digo... do Asher. — aquilo tinha soado cruel.

Crystal: Eu não sei do que você está falando. — franziu as sobrancelhas.

Alguns barulhos nas escadas interrompeu a conversa entre as duas. E então, alguém bateu duas vezes na porta.

Crystal: Entre. A porta se abriu com vagar, e então Zafara apareceu.

Zafara: Oi, como vocês tão? — parecia incomodada em perguntar aquilo. — Eh, digo... Skadi passou aqui há pouco tempo, ela disse para nos encontrarmos na casa dela.

Joline: Não disse o porquê?

Zafara: Não... mas provavelmente ela quer conversar, eu vi ela carregando algumas coisas. Talvez ela queira nos surpreender com algumas de suas receitas. Erick também estará lá, já que os dois moram juntos agora. — respirou. — E por algum motivo que não sei, ela disse que só queria nós lá... sem os garotos. Só Erick poderia participar, já que é o anfitrião da casa.

Crystal: Entendo... talvez ela queira dizer algo importante. Obrigado por avisar, estaremos prontas em alguns minutos. — sorriu.

Zafara: Beleza. Vou esperar lá embaixo. — sorriu e fechou a porta.

Joline: Impressão minha ou ela está mais sossegada? — sussurrou enquanto sorria.

Crystal: Talvez. — riu.

Joline: Ah.. — suspirou. — Então vou esperar no corredor enquanto você veste algo. — olhou para Sylvi. — E você vem comigo. — pegou-a pelos braços e foi para o corredor.

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Erick

Não havia dormido direito pensando no que poderia ter roubado seu colar, e onde ele estaria. Seria possível que apenas um ladrão conseguisse assaltar tantos pontos da cidade sozinho? E porque ele queria tudo aquilo? Um candelabro de um burguês e sua carteira se encheria. Então tinha que ser outra coisa, roubo por prazer?

Erick ainda se sentia sonolento, mas teve que interromper seu momento pensativo e levantou-se de sua confortável poltrona encoberta de pelos de animais para checar quem batia em sua porta. Tinha os fios loiros despenteados e a barba transmitia uma certa sensação de insônia. Ao abrir a porta, Erick deparou-se com Asher, que totalmente diferente dele, já estava bem arrumado e disposto.

Asher: Bom dia. — guardou algo no bolso de trás.

Erick: E aí cara, entra aí. — reparou que Asher tinha o selo da rainha em seu ombro direito. — Hã? Está aqui a trabalho?

Asher: Pois é. Parece que lhe roubaram algo. — entrou.

Erick: Devo admitir... me atenderam rápido. — sorriu. — Senta aí, vou pegar café.

Asher respirou fundo, puxou uma cadeira e sentou-se.

Asher: Só água pra mim, por favor. — observou as paredes da casa.

Erick encheu um copo com água e entregou-lhe. Pegou para si uma xícara com café.

Asher: Então... quero saber do local, da hora, e como. — deu um gole na água.

Erick: É estranho falar isso... tipo, você é meu amigo, mas parece um interrogatório. — riu. — Enfim, foi em Ponte Alta. Ouvi um grito feminino vindo de lá, pensei que poderia ajudar. Quando cheguei lá, já haviam dois guardas da rainha tratando do assunto. Me escondi em um beco, porque se me vissem, tenho certeza que eu poderia ser um dos acusados. — Asher ouvia atentamente. — Era por volta das... dez horas da noite? Não me lembro bem. Nesse mesmo beco, senti uma movimentação ao meu lado, e de repente, meu colar havia sumido.

Asher: Simples assim? — ficou pensando por um momento.

Erick: É. Sem pistas. Não vi cabelo, não vi brilho, não vi nada, muito menos meu colar. — tinha tristeza em sua voz.

Asher: Preciso checar as roupas que usou ontem, talvez tenha algo nelas. — se levantou.

Erick: Tipo oquê? — perguntou confuso.

Asher: Fios de cabelo, unha, qualquer sujeira já ajuda.

Erick: Certo. Pode subir, minhas roupas estão jogadas na minha cama, são as que eu usei ontem. Fiquei com preguiça de lavá-las.

Asher: Tá. — deu um passo, mas antes de sequer por um pé nas escadas, parou e virou para trás, olhando para Erick com uma cara engraçada. — Aí... só por curiosidade... o que você fazia às dez da noite na rua? — Erick pareceu corar.

Erick: Essa informação é importante? — ficou um pouco bobo. Asher não disse nada, apenas o ficou olhando. — Ah, você sabe.

Asher: Garotas? — sorriu.

Erick: É... — "Asher não pode saber" ecoou em sua cabeça. — Sim. — sorriu de volta.

Erick ficou no andar de baixo, arrumando algumas coisas, enquanto Asher mexia nas suas roupas procurando por algo.

Alguns minutos depois, novamente bateram na porta, mas dessa vez foi Skadi quem apareceu para abri-la, veio correndo dos fundos da casa para abrir.

Erick: Chamou alguém? — olhou para o forno, e antes que pudesse perceber a mesa já estava cheia de comida.

Skadi: Sim. — disse com um sorriso nervoso no rosto.

Após Skadi abrir a porta, Crystal, Joline, Zafara, Gaia e Sylvi entraram.

Joline: Decidi chamar Gaia... está tudo bem pra você? — sorriu.

Skadi: Claro, é até melhor. — Gaia sentiu-se aliviada. — Sentem-se! — disse elegantemente.

Erick: Bom dia, garotas. — abraçou uma de cada vez.

Crystal: Vocês deixam a casa bem arrumada e perfumada. 

Joline: Aposto que é difícil manter a forma morando com a Skadi.

Erick: Realmente. — riu.

Quando todos se sentaram, Asher desceu as escadas segurando algo "invisível". Logo Erick notou que era um fio de cabelo.

Crystal: Asher? — estava surpresa por ele estar ali.

Asher: Ah, o-oi pra todo mundo, eu não quero atrapalhar nada, só quero falar um pouco com o Erick. — olhou para Erick.

Erick: Ah, tá bem. — seguiu-o, subindo as escadas. — E aí, o que descobriu?

Asher fechou a porta com força, o barulho ecoou pelas escadas até atingirem o ouvido das garotas. Erick virou-se, olhando para Asher. Antes que pudesse ver o rosto do amigo, o punho do mesmo acertou-o no osso do nariz. Erick caiu de costas no chão, com o rosto sangrando.

Erick: Que porra é essa?! — limpou o sangue que escorria do nariz com as costas da mão, mas sua boca também sangrava.

Asher: Seu... maldito! — tirou o casaco e a bainha da espada, para que pudesse se movimentar melhor.

Erick se pôs de pé. Asher fechou o punho esquerdo e tentou acertá-lo no rosto, Erick agachou-se, encolheu os braços e chutou o rosto de Asher, o fazendo cambalear, teve que se apoiar na parede para não cair. Erick chutou sua canela, fazendo Asher cair com a cabeça de lado no chão. A briga estava fazendo muito barulho no andar de baixo, mas preferiram não se envolver. Sylvi começou a chorar. Os dois se levantaram. Foram trocas de chutes e socos por quase dois minutos. Asher, maior que Erick, o levantou na parede o segurando pelo pescoço.

Erick: Para! — tentava chutá-lo.

Asher: Você... você disse que ela também era como uma irmã pra você! — rangeu os dentes.

Asher deu um soco no estômago de Erick e o soltou, antes que tocasse o chão, Erick deu um soco na orelha de Asher. O moreno caiu de costas no chão e se arrastou até a parede. Erick se encostou na cama.

Erick: Ah... — respirava de boca aberta, sentindo o sangue escorrer-lhe nos lábios e invadirem, até sua língua. — Então era isso.

Asher: ... — esse era mais orgulhoso, se mantinha respirando de boca fechada, mas seu rosto também sangrava. 

Erick: Cara... eu só... — olhou pra baixo.

Asher: Quando estávamos viajando, eu disse que você também era minha família... você por acaso tem algum fetiche em incesto?! — tossiu.

Erick: Simplesmente aconteceu... desculpa.

Asher: Desculpa? Desculpa um caralho... ah, seu merda! — socou a própria coxa.

Erick: Ela te contou? — esticou as pernas.

Asher: Hoje eu passei na casa dela... ela estava nua, enrolada em um cobertor. E estava descalça. Eu durmo com minha irmã desde quando nasci, ela nunca dorme descalça, adora meias. O cheiro, aquela droga de cheiro, ela não cheirava daquele jeito. E por algum acaso o cheiro também saía da sua túnica. — engoliu algo, mas não sabia se era saliva ou sangue.

Erick: ... — respirou fundo. — Eu sinto muito... mas eu posso te jurar... não partiu de mim.

Asher: Cale a boca! — tentou se levantar, seus braços que o apoiaram tremiam. — Que se dane você e seu colar, se quiser, faça outro.

Pegou suas roupas do chão e se vestiu. Mexeu numa das bolsas e arremessou uma moeda de ouro para Erick.

Asher: Não quero te ver perto da minha irmã nunca mais... — abriu a porta e desceu as escadas.

CONTINUA


Notas Finais


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