História Iron Woman: Natasha Stark - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Homem de Ferro (Iron Man)
Tags Agente Carter, Homem De Ferro, Marvel, Quarteto Fantastico
Exibições 3
Palavras 3.388
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Quase acabando, povo. Agora é a batalha final!!!

Capítulo 9 - O Monge de Ferro



– Como assim ele pagou pra matar a Tasha? – Rhodes dirigia pela estrada da cidade perigosamente falando com uma Pepper angustiada pelo celular. – Calma... pera.. por que o Obadiah... Onde tá a Tasha agora?... 
– Eu não sei, ela não atende o telefone. Eu só sei que ela foi essa tarde para o edifício Baxter. – Disse Pepper, andando apressadamente ao lado de Coulson e outros agentes. 
– Edifício Baxter? Cara... mas não é lá que mora o Quarteto Fantástico? 
– Sim. Por favor vá até lá e veja se ela está bem. Não se preocupe, eu solicitei que eles o deixem entrar.
– Beleza, valeu Pepper. Vou atrás dela. 
– Encontre-a. – Pepper desligou e continuou conduzindo os agentes. 
...
Eu me arrastei pelo chão, agoniando enquanto me esforçava horrores para voltar ao laboratório. Eu tinha certeza de que Reed, ou qualquer um que estivesse presente me ajudaria, mas para meu azar encontrei o corredor deserto, então tive que me arrastar pela parede como se eu tivesse acabado de sair de uma bebedeira. Era uma sensação angustiante de abatimento duplo, eu ainda me sentia sob o efeito da paralisia temporária, embora estivesse passando aos poucos, e ainda por cima estava sem a fonte de energia que meu coração precisava para evitar que os estilhaços o alcançassem. Me sentia um zumbi. 
Depois de alguns minutos de pura angústia, entre gemidos e murmúrios praguejando Obadiah até a sétima geração, eu cheguei ao laboratório depois de deixar a sala de estar e subir as escadas que davam para o laboratório. Reed não estava, eu consegui ver um recado dele na mesa mais próxima, onde estava escrito num papel que a equipe recebeu um chamado para a equipe. O prédio estava vazio, como eu temia. Obadiah planejou tudo, até um possível acidente nuclear para explicar minha “morte” no laboratório do edifício Baxter. Ódio. Ele podia mexer como quisesse comigo, mas se ameaçasse meus amigos, a coisa ficava preta.
Rastejei como uma serpente até a mesa onde estava o reator arc que eu havia trocado no banheiro. Pepper havia levado para o edifício Baxter porque sabia que aqui Reed faria um uso melhor que ela. Esperta. Eu estava suando muito, tremendo, fatigada e minha respiração acelerada. Me arrastando, tentei alcançar, o reator estava em um invólucro de vidro, “prova de que Tasha Stark tem um coração” escrito numa parte metálica, mas devido á fadiga meu braço não aguentou e acabei caindo no chão exausta. E pensar que eu vivia brigando com meu braço mecânico assistente, carinhosamente chamado de “Coisinha” antes do grande favor que ele me fez pegando o invólucro de vidro e levando a mim. Meus olhos brilharam. Suas “Garrinhas” metálicas se mexiam e o aparelho dava alguns zunidos, como se me falassem alguma coisa. 
– Eu te amo. – Disse ao pegar a caixa de vidro e quebrando a no chão, libertando o reator e utilizando o resto de minhas forças para colocá-lo em meu peito.
...
Obadiah estava diante da armadura do deserto, disposta à sua frente e suspensa no alto do laboratório. Grande e de cor acinzentada. O reator arc estava em suas mãos, deu alguns passos para frente, encarando a armadura refeita por seus engenheiros contratados e colocou-o no centro do peito dela, e um zumbindo ecoou no local. Ele ativou-a instantaneamente. 
...
Rhodes estacionou em frente ao edifício Baxter e desceu do carro. Sua pressa ao entrar chamou a atenção de Johnny Storm, que vinha se aproximando voando em chamas pelo céu. O Tocha Humana desceu com rapidez e se colocou perto dele.
– Opa, opa calma ae mano. Onde pensa que tá entrando? 
– Tocha Humana! Meu Deus eu não acredito que é você.

– Bem... você tá diante de um cara que pega fogo e tá tentando entrar no edifício Baxter... – Johnny apontava com o dedo pra ele e depois para o edifício.
– Escute, eu preciso que me ajude a entrar. A Natasha Stark está lá dentro e precisa de ajuda. 
– Eu sei que a Tasha tá lá, mas como cê sabe? Quem é você?
– Eu sou o Coronel da Força Aérea Americana, James Rhodes. Amigo dela. Cara, tu não me conhece? Ela nunca te falou de mim, né?
– Hum.. não... – Johnny disse num tom desconfiado e enciumado por dentro.
– Me deixa entrar, por favor. Ela pode estar em perigo. – Rhodes insistiu.
– Mas como em perigo, se ela veio pra fazer uns lances de ciência com o Reed? – Johnny percebia a aflição dele, arqueando uma sobrancelha.
– É uma longa história, é que o padrinho dela tá armando um golpe contra ela e quer matá-la. Preciso checar se ela está bem, Johnny. Por favor abra para mim!!
Johnny percebeu a gravidade da situação olhando nos olhos dele e pelo seu tom de voz. Permitindo sua entrada, Johnny percorreu com Rhodey os andares até chegarem ao laboratório, onde me encontraram caída no chão.
– Caramba, Tasha. – Johnny se aproximou de mim como um furacão, seguido logo por Rhodes. Ele me pegou no colo, segurando minha cabeça. – O que aconteceu aqui? Cadê o Reed?
– Me ajudem... – Minha voz era falha.
– Tasha, você tá bem? – Disse Rhodes, chegando até mim.
– E a Pepper? – Agarrei nos ombros dele.
– Ela tá bem, tá com uns cinco agentes a protegendo. Eles vão prender Obadiah. – Rhodes disse, me ajudando a levantar.
– Não é o suficiente... – Murmurava enquanto Johnny e Rhodes me colocavam de pé novamente. 
– Então vamos. – Disse Rhodes.
...
Carros estacionavam, e deles saíam agentes, principalmente Pepper e Coulson do primeiro veículo. Os passos firmes e sonoros da ruiva a levaram para dentro da instalação, seguida por Coulson e seus agentes centrados na missão. A ruiva acionou a porta de vidro que se abriu perante eles, o grande reator arc original e colossal os recebera, Pepper procurava a sessão 16, autorizada apenas para técnicos e lacrada por uma porta amarela. Pepper pegou a chave e tentou várias vezes abrir o local, mas sua chave não adiantava para abrir a porta.
– Minha chave não funciona... Não tá abrindo a porta... 
Coulson pediu um aparelho aos agentes e colou um mini dispositivo na superfície da porta e pediu à ruiva que se afastasse. Os agentes se afastaram, pondo-se de costas para a porta, Pepper também ficou de costas e tampou os ouvidos. Depois da explosão, o bando finalmente pode entrar. De onde estava, Obadiah pôde ouvir a explosão, que o colocou em estado de alerta, era a hora perfeita para utilizar a armadura. Ativou-a, fazendo um brilho emanar dos olhos da máscara e correu de encontro a ela.
...
De volta à minha oficina, eu coloquei minha armadura novamente, ciente de que era a hora de entrar em ação. Me senti um cavaleiro me armando para a guerra. Rhodes e Johnny olhando-me como duas crianças hipnotizadas por um brinquedo maneiro na loja.
– Caraca... Isso é muito maneiro... e também bem sexy... – Disse Johnny alucinado.
– Essa é a coisa mais maneira que eu já vi. – Disse Rhodes maravilhado, eu podia ver nos olhos dele. Algo me dizia que eu teria que fazer uma para ele também algum dia.
– Nada mau né? Vamos pegá-lo. Quero fazer ele pagar por tudo isso.
– Isso aí gatinha. Minha gata arrasa!! 
– Johnny, não precisava fazer tudo o que fez. – Eu disse sem graça olhando pra ele, com a máscara do elmo levantada.
– Se precisar de ajuda avisa a gente beleza?
– Sim, Johnny. Espero não ter que colocar nenhum de vocês em perigo. – Me aproximei do Tocha Humana, pus minhas mãos nas maças do rosto dele e lhe dei um rápido selinho. Ele parecia encantado.
Eu me virei, acertei um golpe de propulsor em um dos carros, e me posicionei fechando o elmo.
– Precisa de mais alguma coisa? – Rhodes perguntou.
– Que deixe o espaço aéreo livre. – Minha voz metálica soava, os propulsores ligaram e parti voando para fora do local, como um foguete.
– Ahhh, ela é demais, não é? – Johnny olhou para Rhodes com aquele sorriso bobo e depois foi a vez dele voar, pegando fogo.
Rhodes olhou para trás, vendo a Barracuda 2 prateada estendida lá trás, suspensa por fortes correntes. 
– Quem sabe na próxima, não é? – E depois saiu de lá de carro, cantando pneus.
...
Ao descerem as escadas, acompanhada por Coulson e sua equipe de agentes, Pepper e os homens abrem uma porta de aço que os leva à um local escuro, com aparelhos, canos e água. Armado, Coulson atravessou um corredor e chegou até uma armadura em determinado ponto.
– Você estava certa. Ele estava mesmo construindo uma armadura. – Disse Coulson.
– Achei que era maior. – A ruiva comentou.
Os agentes começaram a vasculhar o local e Pepper andava entre as correntes, um agente olhou para um computador com os esquemas da armadura. Coulson avançava pelo corredor, e Pepper parou em frente à um canto escuro, cheio de correntes suspensas. Olhos brancos e brilhantes surgiram de repente da escuridão, um zunido bizarro se ouvia ao mesmo tempo e uma criatura grande e metálica surgia diante da ruiva. O rosto dela foi focado pelas lentes e a criatura saiu correndo atrás de uma assustada secretária, nem os agentes puderam deter a criatura metálica que saiu das profundezas atrás de Pepper, uma porta foi derrubada pela criatura, que estendia um braço na direção dela. 
...
– Será que a peça da Barracuda 1 vai ser suficiente, Jarvis? – Perguntei a ele.
– Creio que não será fácil. A peça não foi projetada para sustentar um voo à longo prazo. Temos apenas quarenta e oito por cento de energia.
– Me mantenha informado. – Eu pedi e continuei voando. As luzes na cidade passando abaixo de mim.
Eu recebi uma ligação da Pepper, pela voz dela estava aliviada ao finalmente ouvir a minha.
– Alô?
– Tasha, ai meu Deus, aonde você tá?
– Já tô a caminho, Pep.
– O Obadiah ficou louco, Tasha.
– Eu sei, eu sei. Mas é melhor você sair daí o mais rápido possível.
O som forte vinha debaixo da terra e o grandalhão de ferro emergiu do chão, como um ogro feio e assustador diante de Pepper. A alma dentro de si tinha raiva por mim. O monstro se ergueu e encarou a ruiva. 
– Aonde pensa que vai? – A voz metálica a ressoar. Ele ergueu o punho, preparando a arma contra covardemente contra ela. – Seus serviços não são mais necessários.
– STANE!!! 
Avancei ferozmente contra ele assim que avistei a cena. Eu via voando e ele atirou em minha direção. O empurrei com força e atravessamos o prédio, acabando por parar em uma rua movimentada. O carro de uma mulher parou bem na nossa frente, o monstrão se levantou e ergueu o carro, com a mulher e as crianças dentro. 
– Eu adoro essa armadura. Olha que força incrível, Tasha.
– Coloca no chão!! – Eu gritei irritada.
– Apenas perdas civis, Tasha. 
Comandando o traje, desviei uma certa quantidade de energia para o repulsor no peito, que logo disparou um raio potente, empurrando-o para longe. Peguei o carro e o segurei. Jarvis anunciava que o traje já baixou o nível de energia para dezenove por cento. Eu pretendia deixá-los em segurança, mas a senhorinha pisou no acelerador e arrancou com tudo, me atropelando. Nada de danos, só alguns arranhões na fuselagem. Arranhei o carro dela e faíscas se soltavam embaixo a medida que o carro me arrastava pela pista. 
O grandalhão me atacou novamente, desta vez pegando uma moto de um sujeito que passava por ali e batendo em mim com ela. Eu me sentia um monte de sucata sendo jogada pra lá e pra cá. Fui arremessada contra um carro e depois contra um ônibus. Os civis começavam a deixar seus veículos, assustados com a batalha. O tumulto aumentava.
– Eu aturei você durante mais de vinte anos. – Ele me ergueu e jogou meu corpo com força contra o chão. – Eu ergui essa companhia do nada.
Ele iniciou uma sessão torturante, pisando com aquele pé gigante e metálico sobre meu corpo. Eu podia sentir o impacto, mesmo com aquela armadura, as toneladas caindo sobre mim, querendo esmagar meus ossos. Raiva. Ele me segurou com as garras e me jogou contra o ônibus. Acionou um míssil e mirou para mim, explodindo o local, um mar de chamas mas que não me dizimou, pelo contrário, apenas alimentou mais meu ódio. Ergui-me das chamas e planei na frente dele.
– É impressionante, você atualizou sua armadura. Eu também fiz algumas atualizações na minha. Ele acionou seus propulsores dos pés e começou a voar. 
– Parece que ele também sabe voar. – Disse Jarvis.
– Percebi, Jarvis. Altitude máxima?
– Senhora, o traje está com apenas quinze por cento de energia. As chances de falhar são...
– Eu entendo de matemática, caralho. Vamos. – Irritada, apenas dei a ordem à Jarvis e voei.
Voei mais rápido, seguida por ele. Provavelmente devem ter nos visto e pensado que aquela coisa estranha nos céus do Afeganistão voltou, mas eu confiava no Rhodey. Jarvis avisava a porcentagem do decaimento da energia à cada vez que subíamos, ao mesmo tempo que a atmosfera ia ficando mais gelada. O casco da armadura de Obadiah congelava, como eu esperava. Ele me agarrou pelos pés, e tentou me enforcar.
– Foi um belo plano, mas minha armadura é mais avançada.
– Já solucionou o problema do gelo?
– Problema do gelo? – Sua armadura deu um pequeno pane.
– A minha armadura aguenta. – Disse sorrindo de canto e dando uma pancada no elmo dele, fazendo o despencar daquela altura absurda.
Eu flutuei no ar, sentindo-me vitoriosa até que Jarvis anunciou dois por cento e foi a minha vez de começar a cair aos poucos. Me sentia um celular com a bateria no finalzinho. De metros em metros eu fui caindo, com a pouca energia que me restava. Não era uma sensação prazerosa. 
– Operando com energia de reserva. – Disse Jarvis.
Os propulsores falhando e minha altitude diminuindo. Eu caí então no topo do prédio, onde estava o grande reator arc. Consegui pousar com jeito.
– Pepper.
– Tasha, ai meu Deus. Como você está?
– Estou quase sem energia, tenho que sair dessa coisa.
Eu tentava sair daquele monte de lata, mas Obadiah surgiu logo atrás de mim e com um soco, me jogou longe. Ergui a mão, esperando que meu raio repulsor pudesse acertá-lo, mas esqueci que havia tirando a manopla, estava com a mão nua. Levei mais um golpe. Com o impulso do raio repulsor da outra mão, tomei impulso para ataca-lo mais uma vez com um soco, mas ele me agarrou com as mãos e espremeu-me.
– Jarvis, relatório das armas.
– Repulsores e mísseis não funcionam. 
– Chamas!
O traje já devia ter menos de um por cento de energia quando ativei as faíscas das laterais na coxa. Isso me ajudou a afastá-lo de mim por um tempo. 
– Muito esperto, Tasha. – O monstro envolto em fumaça. 
Eu havia me escondido dele para bolar um plano. O observei de trás de uma parede. Eu estava sem opções, o reator não estava me ajudando muito. A energia estava bem baixa e por isso eu não poderia enfrenta-lo naquele instante, mas havia um jeito. Arriscado, mas havia.
– Peps...
– Tasha... – A ruiva pôs o dedo no interfone.
– Não vai dar. Vamos ter que sobrecarregar o reator arc e explodir o telhado.
– Mas como você vai fazer isso?
– É você quem vai fazer.
– Vai na central, abra todos os circuitos. Quando eu sair do teto eu te avisarei e você vai apertar o botão de desvio principal, fritando tudo aqui em cima.
Entre cacos de vidro, Pepper caminha passando pelas portas até entrar no local semidestruído. 
– Tasha, eu tô entrando já.
– Certo, espera até eu poder sair daqui. – Meu coração batia mais forte, enquanto eu checava a aproximação do inimigo. – Vou ganhar tempo pra você.
Obadiah foi checar aonde eu estava e não me encontrou, então saltei em cima dele, ficando em sua cabeça e encontrando alguma forma de danificar seu sistema. 
– Oh, isso aqui parece importante.
Acertei uma parte do pescoço dele, arrancando alguns fios. Causei algum estrago, visto que ouvi alguns ruídos e faíscas se soltaram. Pepper havia acionado a energia e agora estava diante de painéis, apertando botões. Minha luta contra o “Monge de Ferro” continuava no telhado, ele me sacudia de um lado para o outro até me jogar longe, bem no centro do reator. Eu estava sem o capacete e meus cabelos negros se desfizeram do coque, espalhando-se. Obadiah aproximou-se, também colocando a cabeça para fora. 
– Eu jamais gostei disso. – Obadiah gritou. – Mas devo admitir que estou gostando muito desse traje. – O meu elmo em sua mão, que acabou sendo massacrado. 
Ouvi o som do elmo cair ao chão e ergui meu rosto para encará-lo. Mechas de cabelo grudando em meu rosto. Droga, eu estava bem no meio de tudo, eu precisava atraí-lo para o centro, bem no meio.
– Finalmente, superou-se Tasha. – Ele se aproximava, pisando forte. – Deixaria seu pai orgulhoso e nem precisou ter nascido homem para isso.
– Pronto, Tasha. Pode sair do teto. – Anunciou Pepper.

Ele apontou a arma para mim e recebi uma saraivada de tiros. Ergui meus braços em forma de “X”, nessa hora eu queria estar com o escudo do Capitão América. Com os tiros, o chão de vidro aos meus pés cedeu, me fazendo quase cair. Me agarrei na estrutura, Ficando pendurada. Uma chuva de vidro caía sobre Pepper, mais tiros dele sobre o vidro restante. 
– Tasha!!! – Pepper gritava com a mão no botão.
– Que ironia, Tasha. Tentando se livrar do mundo das armas, e no entanto criou a maior delas.
– Pepper!! – Eu estava quase sem forças para me manter pendurada.
– E agora, eu vou te matar com ela. – Obadiah errou um tiro. – Você eliminou meu sistema de mira. 
– Aperta o botão! – Dei a ordem à Pepper.
– Você disse pra eu não apertar.
– Agora fique aí... – Obadiah deu mais um tiro, sem resultado.
– APERTA!!! – Eu gritei com força.
– Você vai morrer. – Pepper disse preocupada.
Mais um tiro foi dado por ele, dessa vez mais perto. Sentia que tinha cada vez menos tempo.
– Você foi como um pai para mim, Obadiah. Achei que pudesse confiar em você. Meu pai confiou em você. – Desabafei antes de qualquer coisa. – Agora aperte, Pepper...
– Acho que seu pai tinha um dedo bem podre para escolher amigos, não acha?
A ruiva em fim acionou o botão, ativando o reator arc, que liberou toda sua energia para o teto. Potts saiu correndo do local, eu fui empurrada com sorte para o canto e grande parte da energia foi jogada direta no Monge de Ferro antes de elevar-se aos céus numa coluna luminosa de energia, que sessou segundos depois. Obadiah apenas caiu morto em cima do reator arc, desintegrando-se com o mesmo em uma enorme explosão. 
Eu apenas fechei os olhos e apaguei. Pensei ter ouvido a voz de Pepper me chamando, e um ser de fogo a cruzar os céus na minha direção. Em seguida o jato do Quarteto Fantástico e dos agentes de Coulson se aproximaram no telhado destroçado. Johnny me localizou caída no chão, sem o elmo da armadura e meu mini reator apagado. Naquele momento restavam apenas resquícios do que já foi o reator arc. O Tocha Humana desceu, correu e me tomou nos braços, erguendo minha cabeça com o braço.
– Tasha, responde... – Ele disse me olhando preocupado. Meus olhos estavam fechados. Sue Richards, a Mulher Invisível, se aproximou do irmão, com dó.
– Johnny, vai ficar tudo bem. Vamos leva-la para o hospital e ela vai se recuperar. – Sue consolava o irmão.
– Por que a Tasha vive se metendo em encrenca? – Johnny se erguia e a carregava no colo.
– Essa daí é osso duro de roer. – Comentou o Coisa, sempre bem-humorado e dando uma leve risada no final da frase.
– As assinaturas de energia mostram grande atividade eletromagnética aqui. – Disse Reed Richards com um aparelho medidor de energia em mãos, analisando o território com os braços bem esticados. – O reator Arc foi destruído, não acredito. Howard Stark trabalhou nisso por décadas. – Lamentou o Senhor Fantástico.
– E pelo visto, Natasha pretende mesmo seguir os passos do pai. – Sue comentava enquanto ajudava o irmão a me colocar numa maca na aeronave.
– Sim, ela é capaz de várias coisas, amor. Igual ao pai, ela tem uma paixão por pilotar aviões, mas ainda assim não deixa de lado sua genialidade. Nunca vi uma armadura como essa. – Reed olhava a armadura em meu corpo com curiosidade. – Incrível como alguém pôde conseguir criar algo assim em uma caverna.
Pepper, no térreo, foi resgatada e levada com segurança pelos agentes de Coulson.



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