História Ironia do Destino - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland
Tags Once Upon A Time, Outlaw Queen, Outlawqueen, Regina Mills, Robin De Locksley, Robin Hood
Visualizações 95
Palavras 4.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ANTES DE MAIS NADA
LEIAM ESSAS NOTAS:
- Eu queria agradecer imensamente a todos vocês que, apesar da minha demora para atualizar a fic, continuam acompanhando essa história. Estamos com quase 70 favoritos e mais de 120 seguidores no twitter. Só gratidão!
- Queria pedir desculpas por todo esse tempo sem atualização. Espero do fundo do coração que esse capítulo valha toda a espera. Mas sobre o capítulo em si conversaremos lá em baixo.
- Não costumo usar manip, porém, quando eu bati o olho nesta, eu não encontrei foto nenhuma que combinasse tão bem com o capítulo quanto esta. Eu não sei quem fez, mas a tag permanece na foto, apesar do efeito que coloquei. Mas caso o dono(a) da manip não goste que eu use-a como capa do capítulo, por favor, me procure que eu retiro, sem problema algum.
Espero que gostem.
Boa leitura!

Capítulo 14 - Meu Futuro A Você Pertence


Fanfic / Fanfiction Ironia do Destino - Capítulo 14 - Meu Futuro A Você Pertence

 

Não conheço no mundo, fenômeno da natureza mais lindo, do que gerar uma vida. Aquecer e nutrir em seu ventre o fruto do amor. Dar a luz a um novo ser que carregará consigo características suas e de seu grande amor. Que te fará conhecer o amor sublime, incondicional, sem medidas. Um verdadeiro milagre da vida.

 

Tinker e Henry estavam na sala de espera aflitos, por mais de duas horas, a espera de qualquer notícia de Regina. Todo e qualquer tipo de pensamento já tinha se passado pela cabeça dos dois. 

– Tinker, e se minha mãe perder o bebê?

– Ei! Não fale isso! - Abraçou o menino. – Vamos manter o pensamento positivo, tudo dará certo, você vai ver.

 

Passando-se algum tempo, os dois avistaram Dr. Whale adentrar a recepção do hospital, com uma prancheta na mão. Assim que o viram, correram em sua direção em busca de qualquer notícia.

– Whale, como está a minha mãe? O bebê tá bem? Eu posso vê-la? 

– Calma garoto, uma pergunta de cada vez.

– Whale, não enrola. - Tinker o interrompeu. – Estamos aqui nessa sala há mais de duas horas em busca de qualquer notícia da Regina, então vá direto ao ponto, ela está bem?

– Sim, a Regina está bem! - Henry e Tinker respiraram aliviados. – Tivemos que sedá-la, pois ela estava muito nervosa, e na situação em que ela se encontrava, isso não seria nada bom. - Os dois prestavam atenção em tudo que Dr. Whale dizia. – Fizemos alguns exames e pudemos identificar a causa do sangramento.

– E qual foi? - Henry perguntou.

– Sua mãe teve uma ameaça de aborto, Henry.

 

Dr. Whale acompanhou Tinker e Henry até o quarto de Regina, visto que, pelo tempo ela já devia estar acordando. Ele preferiu dar mais detalhes na presença dela, para que ela também ficasse sabendo o que aconteceu e o que teria que fazer daqui em diante.

 

Assim que entraram no quarto, avistaram Regina deitada na maca, com aquelas roupas características de pacientes em um hospital. Ela ainda dormia. Henry reparou o quão fraca a mãe parecia estar, sua pele estava mais branca que o normal. Após alguns poucos minutos ela foi despertando, e ao se lembrar de tudo que havia acontecido se sentiu desesperada, com medo que o pior tivesse acontecido.

– Whale, o meu bebê... Como está o meu bebê?? - Regina tinha a voz embargada, tentava sentar para que pudesse conversar melhor com ele, e finalmente descobrir o que havia acontecido enquanto esteve desacordada.

– Regina, por favor, se acalme. Senão terei que te sedar mais uma vez. - Whale falou enquanto a colocava deitada de novo.

– Eu só quero saber se meu bebê ainda está aqui... - Colocou a mão na barriga. – Bem... Vivo...

– Sim, Regina! O Seu bebê está bem. - Regina deixou que o ar que havia prendido nos pulmões, sem ao menos perceber, saísse em um alívio por ter ouvido aquilo. – Porém, o que você teve foi muito sério. Todo esse sangramento e a dor forte que você sentiu foi uma ameaça de aborto. Mais alguns minutos e você teria perdido o seu bebê. - Regina não conseguiu conter as lágrimas ao saber que por pouco teria perdido seu filho. – Agora, você precisará mais do que nunca se cuidar. Você já tem mais de 35 anos, o que faz a sua gravidez, ser uma gravidez de risco. Você precisará ficar de repouso absoluto por alguns dias para que possamos fazer o monitoramento da gestação, para saber se o feto continuará a se desenvolver como tem que ser. - Regina ouvia tudo atentamente. – Após, você deverá fazer algumas mudanças na sua vida, se realmente quiser que essa gravidez vá até o fim.

– Mas é claro que eu quero! - Regina o interrompeu. – Tudo que eu mais quero é ter o meu filho, com saúde, nos meus braços.

– Então... Você terá que esquecer essa rotina louca de trabalho. Se alimentar bem. Dormir bem. E principalmente evitar qualquer tipo de stress. Entendeu? - Regina balançou a cabeça concordando.

 


***

 

 

Após ser expulso do hospital aos gritos por Tinker, Robin ficou confuso com o que ouvira dela. Como Marian teria culpa da Regina estar no hospital? O que havia acontecido que ele não sabia? O que Marian havia feito a Regina?

 

Eram tantas dúvidas que rondavam sua cabeça. Dúvidas estas que só Regina ou Marian poderiam lhe esclarecer. Marian! O que diabos ela teria feito a Regina para ela estar no hospital? Como será que ela está? Por que Tinker não permitiu que ele a visse?

 

Foi subindo um ódio pelas veias de Robin. Uma ira que o corroía ao imaginar se o pior viesse a acontecer ao seu amor, por culpa de Marian. Ele nunca a perdoaria. Nunca! De certa forma se sentiu culpado também, é claro. Como Tinker mesmo havia dito “SE ALGO ACONTECER A ELA A CULPA SERÁ SUA...”, pois foi ele quem permitiu que tudo chegasse a esse ponto. Foi ele quem colocou a vida dos dois de pernas para o ar. Regina não merecia passar por tudo isso.

 

Entrou no carro e voltou o mais rápido possível para o acampamento. Marian teria que o explicar o que tinha acontecido. Porquê Regina estava no hospital e o que ela havia feito a Regina.

 

Assim que desceu do carro, avistou Marian com um sorriso largo no rosto, conversando com alguns dos homens alegres. Ele correu em sua direção e agarrou em seus braços, sem nenhuma delicadeza, e a arrastou até a cabana dela, uma vez que Roland deveria estar ainda na cabana de Robin.

– Robin! Você está louco? O que você está fazendo?! - Marian estava visivelmente assustada, nunca Robin a tratara assim antes.

– Onde você estava Marian? - Marian o olhava assustada. – VAMOS MARIAN, RESPONDA!!! - Gritou.

– Eu estava na farmácia, fui comprar o remédio do Roland. Agora me solta Robin, você está me machucando! - Puxou os braços, tentando inutilmente se soltar.

– O QUE VOCÊ FEZ A REGINA? - Robin a sacudia pelos braços, tamanha era sua raiva. – POR QUE ELA ESTÁ NO HOSPITAL?!? - Marian ficou alguns segundos sem fala. Pela pergunta feita, ela deduziu que ele ainda não sabia que Regina estava grávida. Estava, pois com certeza, a essa altura ela já havia perdido aquela criança, pelo menos assim ela pensava. E não seria ela a lhe dar essa notícia. Se ele já estava a tratando assim, sem saber o que ela de fato havia feito, não queria nem imaginar o que ele seria capaz de fazer se descobrisse toda a verdade.

– Do que você está falando, Robin? VOCÊ ESTÁ LOUCO! OBSESSIVO POR ESSA MULHER! VOCÊ NÃO VÊ QUE ELA TE ENFEITIÇOU?!

– NÃO BRICA COMIGO, MARIAN! EU SEI QUE VOCÊ FEZ ALGO A REGINA!!! O QUE VOCÊ FEZ??? - Robin, apertou ainda mais as mãos em volta dos braços de Marina. Sua fúria estava o dominando, Marian começava a ter receio pela sua própria vida.

– EU NÃO FIZ NADA, ROBIN! ME LARGA! VOCÊ ESTÁ ME MACHUCANDO!!! - Robin, a jogou na cama, com força. O ódio estava estampado em seus olhos, deixando-os cada vez mais escuros, irreconhecíveis.

– Marian, você já passou de todos os limites, TODOS! Eu já sei de toda mentira que contou a Regina. Você é suja! Como foi capaz de inventar tudo aquilo só para me afastar dela?? - Marian, levantou da cama e foi na direção dele.

– Robin, tudo o que eu fiz foi por amor, eu te amo... - Ele a interrompeu.

– MAS EU NÃO TE AMO! Entenda de uma vez por todas, Marian! Eu amo a Regina. Você hoje, só ocupa o espaço de mãe do Roland, na minha vida. Eu não te amo mais. A Regina é a mulher da minha vida. E não adianta, nada do que você fizer vai destruir o amor que sinto por ela, e que ela sente por mim. NADA, ENTENDEU??! Você pode até conseguir nos separar, mas o meu amor você NUNCA TERÁ! - Robin, saiu furioso da cabana.

– Isso é o que você pensa, Robin... Eu juro que você vai mudar de ideia. - Marian, fitou uma sacola em cima da cama, enquanto tentava normalizar sua respiração. Não podia negar que estava assustada com a forma que Robin havia lhe tratado, mas tinha certeza que ainda tinha chances de reverter qualquer situação.

 


***

 

 

Regina ficou muito reflexiva após tudo que ouviu de Whale. Sentiu um medo em seu peito, só em imagina a hipótese de perder seu pequeno bebê. Sentiu-se tão irresponsável por ter permitido que Marian a abalasse de tal forma. Ela sabia que deveria se manter calma, pelo bem do bebê, mas não o fez. Que espécie de mãe era ela?

– Me desculpa, meu bebê. Eu prometo ser melhor pra você. - Regina tinha uma voz embargada enquanto acariciava a barriga, que começava a mostrar sutilmente os três meses de gestação. Ela estava sozinha no quarto de hospital, ou melhor, estava acompanhada do seu anjo. Tinker havia levado Henry para comer alguma coisa.  – Eu prometo ser uma mãe melhor, te proteger e colocar a sua saúde e bem estar em primeiro lugar. Não vou permitir que ninguém faça mal a você, meu filho, eu prometo. - Lágrimas já começavam a escorrer. Tentava a todo custo se manter calma, mas estava muito emocionada, não conseguia imaginar sua vida sem aquela pequena vida que já amava incondicionalmente. – Só de pensar que o pior poderia ter acontecido... Meu coração se aperta... Dói tanto! Me perdoa... Me perdoa por tudo isso... Me perdoa por essa bagunça de vida. Não sei como será daqui pra frente. A única certeza que eu tenho é que você e seu irmão são a minha prioridade. Não permitirei que nada de ruim aconteça a vocês dois. - Regina deu um suspiro profundo ao se lembrar de Robin. – Como eu queria que seu pai estivesse aqui, me ajudando a passar por tudo isso, mas ele nem sabe que você existe... Tenho absoluta certeza que ele ficará imensamente feliz quando souber que o nosso amor gerou fruto. - Permitiu-se enfim sorrir em meio ao choro, ao imaginar a reação de Robin quando ela lhe contasse que está esperando um filho dele. Porém, logo o peso da realidade lhe abateu, desfazendo o seu sorriso. – Mas... Mas tenho tanto medo do que ela pode fazer. Minha magia não funcionou hoje, eu não pude te proteger. Não posso permitir que isso aconteça de novo. Eu preciso te proteger. Enquanto ela estiver por perto não me sentirei segura, não sem magia. Não sei o que faço meu filho... Eu... Eu só queria um pouquinho de paz... Curtir cada momento dessa gravidez, que eu sempre sonhei em ter. Mas pelo visto eu mereço tudo isso... Eu não dei paz a Snow quando ela estava grávida da Emma, anos atrás... Eu já errei tanto. Devo estar pagando por tudo que já fiz...

– Ei, mãe. Não diga isso. - Henry, que havia voltado a pouco da lanchonete com Tinker, não pode deixar de ouvir o final daquele desabafo. Regina se apressou em limpar suas lágrimas, não queria que o filho ficasse ainda mais preocupado com ela. – Você não merecesse nada disso que está acontecendo, mãe.

– Henry, eu já fiz tanto mal... Você não é capaz nem de imaginar o que já fiz a toda essa gente. Eu devo merecer tudo isso mesmo, mas você ou o seu irmão não merecem passar por isso. E é isso que acaba comigo. Se fosse apenas eu, eu suportaria, mas não é mais assim. Agora eu tenho você, agora eu tenho esse bebê... Eu mereço passar por tudo isso, vocês, vocês não!

– Regina, Henry tem razão. Você escolheu o caminho do amor, você escolheu fazer o bem. Tudo isso que está acontecendo agora não é nenhuma vingança do destino a fim de te punir...

– Mas parece! - Regina interrompeu Tinker. – E se for isso mesmo, eu mereço toda essa punição. Mas meus filhos não, por isso os protegerei, nem que eu precise dar a minha vida por eles. Se isso for necessário eu farei. Você Henry... - Acariciou o rosto do menino – E esse bebê, são as duas pessoas mais importantes da minha vida. Eu darei tudo para que vocês sejam felizes, é isso que eu vou fazer. Eu prometo, meu filho! Eu prometo. - Henry a abraçou. Preferiu não discordar de sua mãe novamente. Tudo o que ela precisava nesse momento era de um abraço, do amor de seu filho, de acalento ao coração, e Henry sabia que era seu dever fazer isso por ela.

 


***

 

 

Robin saiu da cabana transtornado. Ele mesmo não se reconhecia. Nunca foi um homem agressivo, muito menos com uma mulher. Independentemente do que ela poderia ter lhe feito, toda essa fúria não fazia parte de quem era.

 

Respirou fundo buscando calma. Mas o fato de estar longe de Regina, sem uma notícia sequer, sem sabe como ela de fato estava... Machucava o seu coração. Estava impossível manter a calma. Ele tinha absoluta certeza que só se acalmaria quando a visse, quando a tocasse e pudesse constatar por si só que sim, Regina estava bem.

 

Pensou em voltar ao hospital e se fosse preciso, enfrentar tudo e todos para que enfim pudesse vê-la. Mas ele no fundo sabia que esse não era o caminho mais adequado, não nessa situação. Não queria, de forma alguma, piorar o que já não estava bom.

 

Foi tão difícil passar todos esses meses longe da mulher que ama, e quando finalmente se reconciliaram, tudo desaba mais uma vez em suas cabeças. Permitiu-se lembrar da noite anterior, dos beijos trocados, das carícias, das promessas de que nada e nem ninguém seria capaz de os separar novamente. 

 

Pedia aos céus que, o que quer que seja que Regina tivesse, que nada de mal lhe acontecesse. Que ela ficasse boa logo, e que enfim os dois pudessem viver suas vidas, um ao lado do outro, para todo sempre.

 

Pegou o celular no bolso da calça e discou o número de Regina incontáveis vezes, porém, todas as chamadas caíram direto na caixa postal. Queria tanto ouvir pelo menos a voz dela, para ao menos saber como ela estava.

 

Resolveu por fim, enviar algumas mensagens. Todas elas demonstravam o quão preocupado ele estava. Perguntava o que havia acontecido, se ela estava bem, e quando receberia alta. Desculpava-se pelo que Marian havia feito a ela e pedia perdão, por tê-la colocado nessa situação.

 

Em uma última mensagem lhe revelou o sonho que teve na última noite. Contou o quão feliz acordou após o sonho, e olhou para o lado e encontrou a razão de seu sorriso dormindo abraçada a ele. Confidenciou também, que quer muito que tudo isso passe, para que os dois possam transformar o seu sonho em realidade.

 


***

 

 

No outro dia, no fim da tarde, Regina recebeu alta, após refazer todos os exames e ter absoluta certeza de que seu bebê estava bem. Recebeu uma lista de recomendações, tanto de Whale, quanto de sua obstetra, Dr. Verônica. 

 

Regina conheceu Dr. Verônica durante sua estadia no hospital, uma vez que não havia tido tempo para marcar uma consulta com a médica. Mas é claro que ela recebeu uma bronca por isso. Contudo, Regina gostou muito da médica, ela lhe passava confiança e era isso que ela precisava no momento, se sentir segura.

 

A médica lhe recomendou repouso absoluto durante toda a semana. Fez questão de deixar bem claro para Regina, que o que havia aconteceu foi algo muito grave. Ela havia perdido muito sangue e que por bem pouco a vida de seu bebê não havia se esvaído.

 

Regina prometeu seguir todas as recomendações e Henry e Tinker se encarregaram de fiscalizar e assegurar que Regina não descumpriria uma vírgula sequer de tudo que havia sido lhe aconselhado, por ambos os médicos.

 

Regina estava muito contente por Tinker estar ao seu lado nesse momento difícil. Ela não tinha muitos amigos, na verdade, agora pode perceber que quem ela realmente poderia contar era Tinker, apesar de tudo. Tudo bem que Snow e Emma haviam lhe visitado no final da tarde do dia anterior, quando ficaram sabendo de tudo que havia acontecido, até mesmo da gravidez e da ameaça de aborto. Porém, era Tinker que estava ali por ela, lhe ajudando em tudo que precisasse, até mesmo no banho. Contra a vontade de Regina, é claro. Que não cansava de lhe afirmar que estava bem o suficiente para tomar banho sozinha. Não, ela nunca deixaria de ser teimosa. 

– Prontinho, chegamos! Acho bom a moça ir deitar. Como a Dr. Verônica mesmo disse...

– Repouso absoluto! - Regina completou a frase de Tinker, revirando os olhos. – Essa semana de repouso mal começou e eu já não aguento mais vocês repetindo isso pra mim.

– Mãe, é para o seu bem, e para o bem do meu irmãozinho. - Disse Henry.

– Eu sei meu filho, eu sei... Só acho que essa semana custará uma vida pra passar.

– Como reclama, meu Deus! Henry, ajuda essa rabugenta a subir as escadas, não deixa ela fazer esforço algum. Enquanto eu preparo algo para jantarmos.

– Rabugenta é o seu...

– Larga de se ser mal educada, olha o exemplo que você está dando ao seu filho.

– Só não termino a frase, porquê ele está aqui. Vamos Henry, me ajuda a subir essas escadas logo, antes que essa daqui me carregue no colo. - Os três riram.

 

Independente de tudo que havia acontecido, a implicância de Regina e Tinker não morreria. Porém, agora as duas sabiam que não havia nenhum tipo de magoa ou ressentimento entre elas, mas nunca deixariam de se alfinetar, pois isso era quem elas de fato eram.

 

Regina chegou ao quarto e se deitou na cama. Apesar de ter sido relativamente curto o tempo que passou no hospital, foi o suficiente para que ela sentisse saudades de sua casa, mais precisamente de sua cama. Se pudesse escolher, escolheria nunca mais ter que dormir uma noite sequer em um hospital. 

– Como é bom estar em casa!

– Eu que o diga, já não aguentava mais você reclamando da maca do hospital.

– É claro! Nada se compara a nossa casa, a nossa cama... Espero nunca mais precisar dormir em um hospital.

– Mas quando meu irmãozinho nascer você terá que passar um tempo no hospital de novo. - Henry constatou rindo.

– Nessa situação eu estarei tão feliz em ter o meu bebê nos braços, que nem me importarei. - Regina abriu um sorriso lindo ao se imaginar segurando seu anjo nos braços. 

– É, eu sei... - Sorriu. – Ah! Esqueci de te falar, coloquei seu celular para carregar, como você havia me pedido, e quando liguei ele, vi que estava cheio de ligações perdidas.

– Sabe de quem são as chamadas perdidas?

– Do Robin. - Henry estendeu a mão com o celular. Regina pegou o aparelho, mas ao invés de retornar as ligações colocou-o em cima da cama ao seu lado e respirou fundo. – Você não vai retornar? Explicar para ele o que aconteceu? Tinker o expulsou aos gritos do hospital, dizendo que se algo lhe acontecesse seria culpa dele e da Marian. Ele deve estar morrendo de preocupação.

– Eu não sei... Eu não sei o que fazer, Henry. Preciso pensar. Não posso colocar a vida do meu bebê em risco mais uma vez. Você não ouviu o que os médicos disseram? Por pouco eu não perdi o meu filho, por muito pouco... - Seus olhos já estavam repletos de lágrimas, ao reviver em sua mente tudo que havia passados nas últimas 24 horas.

– Eu sei mãe, mas eu também sei que o Robin te ama e que faria qualquer coisa por você. Quando ele souber dessa criança, ele ficará tão feliz... Eu estava no acampamento quando Tinker me ligou falando que você estava no hospital...

– Por que você estava lá? Você não tinha que estar na escola, Henry?!

– Sim, mas eu não aguentava mais ver a senhora sofrendo, eu precisava saber se o que Marian havia te falado era verdade. E não mãe, não é! Robin te ama! Eu vi os dois discutindo, e ele deixou claro pra ela que eles não têm mais nada. Ela saiu arrasada do acampamento, e deve ter ido para a prefeitura após isso e feito o que fez... - Regina abaixou a cabeça. Lembrou-se de imediato de todas as duras palavras que Marian proferiu a ela “EU TORÇO PARA QUE VOCÊ PERCA ESSA CRIANÇA, PRA VOCÊ PAGAR POR TODOS SEUS PECADOS”. Infelizmente, nem em mil anos ela esqueceria toda a dor que sentiu naquele momento, não só em seu ventre, mas principalmente em seu coração, quando o medo de perder seu bebê a dominou. – Ele também lhe enviou algumas mensagens. Leia, pelo menos leia. Depois você decide o que fazer a respeito de tudo isso. Ok? - Henry colocou o celular na mão de Regina novamente. Deu-lhe um beijo na cabeça e a deixou sozinha.

 

Ela secou suas próprias lágrimas e respirou fundo. Desbloqueou o celular e viu que haviam 5 ligações perdidas do Robin e três mensagens não lidas também dele. As duas primeiras mensagens diziam basicamente que ele sentia muito por tudo que estava acontecendo. Pedia perdão pelo que Marian havia lhe causado. Perguntava como ela estava e pedia para que ela permitisse que ele a visse, pois só assim teria certeza que ela estava bem. Por fim dizia que a amava muito e que era para ela nunca se esquecer disso. 

 

Porém, foi a última mensagem que fez com que Regina perdesse o ar, não esperava por algo assim:

 

“Sei que essa já é a minha terceira mensagem, mas é que eu esqueci de te contar algo que aconteceu hoje. Eu sonhei com você essa noite. Na verdade eu sonhe com a gente, com a nossa família. Foi um sonho tão lindo, que eu não sei como não compartilhei com você essa manhã. Portanto, lhe contarei agora.

Era seu aniversário. Acordei e me deparei com você dormindo ao meu lado. Naquele momento me senti tão feliz, por ter a mulher que tanto amo em meus braços. Mas só quando você se virou que eu pude perceber que nossa família estava prestes a crescer. Sim. Você estava grávida. 

Eu acariciei sua barriga e dei um beijo nela, desejando bom dia ao nosso bebê, e logo após beijei sua testa, lhe desejando um ótimo dia. Porém, tomei bastante cuidado para não te acordar, afinal eu tinha uma surpresa pra você.

Fui até o quarto dos meninos e os acordei, era seu aniversário e pretendíamos lhe dar um lindo café da manhã. Preparamos tudo que você gosta de comer pela manhã. E quando estava tudo pronto, pedi para que Henry acordasse a irmã dele. 

A nossa família já havia aumentado e ela era a misturinha mais linda de nós dois. Tinha o seu tom de pele, os seus cabelos e os meus olhos. Era tão linda quanto a mãe. Nossa boneca tinha seus três aninhos e estava visivelmente sonolenta. Porém, quando eu disse a ela que iríamos acordar a mamãe e tomar café da manhã com ela, ela se alegrou toda, espantando qualquer resquício de sono que pudesse haver.

Caminhamos os quatro em silêncio pelo corredor até o quarto. Coloquei a bandeja aos pés da cama. E os ajudei a te acordar com um milhão de beijos, como você merece. Quando você finalmente despertou e sorriu para seus filhos, e logo após me direcionou um olhar repleto de amor, eu me senti o homem mais feliz de todos os mundos.

Quando eu despertei do meu sonho e acordei ao seu lado, tive a certeza que nascemos um para o outro e nada e nem ninguém irá mudar isso. Eu te amo Regina! Eu te amo como nunca amei ninguém em toda a minha vida. Eu quero construir uma família com você. Meu futuro a você pertence. 

O que quer que tenha acontecido hoje, não deixe que atrapalhe nós dois. Me perdoa por tudo que eu tenho feito você passar. Eu prometo ser um homem melhor para você. E prometo te fazer feliz até o fim de nossas vidas.

Me deixa transformar esse sonho em realidade?

Eu te amo, e para sempre te amarei.”

 

Regina não conseguia conter suas lágrimas de emoção. Aquela mensagem, sem dúvida, era a declaração de amor mais linda que já recebeu. Se surpreendeu com o sonho que Robin tivera sem ao menos saber que ela já estava esperando um filho seu. Seria essa uma previsão de seu futuro. Balançou a cabeça negativamente, infelizmente o presente lhe tirava toda e qualquer esperança em acreditar que aquele sonho seria o seu destino.

– Oh Robin, como eu gostaria que esse sonho fosse real...

 


Notas Finais


E ai? O que acharam?
Por favor, não matem a escritora de curiosidade sem saber a opinião de vocês.
Espero que tenham gostado do capítulo. Tentei ao máximo deixar claro os sentimentos da Regina e do Robin para vocês. Acredito que agora tenha se tornado mais fácil entender o que se passa na cabeça desses dois personagens.
A fic está se encaminhando para o seu desfecho, por isso tenho tomado muito cuidado com as escolhas que eu faço. Esse é um dos motivos que quero tanto saber a opinião de vocês. Preciso saber se, apesar do otp não estar feliz, as minhas escolhas para o enredo agradam vocês.
Não prometerei não demorar, pois minha reputação já está na lama. Estou mais conhecida pelas promessas que não cumpro – a que ponto cheguei – mas me esforçarei para não demorar tanto assim.
Então até o próximo capítulo.
Twitter: @ironiadestino_


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