História Ironias do Destino - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Adolescência, Amigos, Romance, Viagem, Yaoi
Exibições 4
Palavras 2.006
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Yooooo minnaaaaa.
Já começo pedindo um milhão de desculpas por ter sumido mais de um mês. Que irresponsabilidade da minha parte!
Podem me matar, me torturar, me matar duas vezes, mas me perdoem por Kami-sama.
Até as notas do autor.

OBS: Está sem capa porque eu perdi todas as fotos que havia separado para a Fic e não consigo mais achar nenhuma. É triste...

Capítulo 3 - Vizinhos


*Apartamento Urahachi (19:46)*

(Yami ON)

- Aaah, Hide! O que foi que você fez?! – eu andava de um lado para outro em meu quarto - Como que eu vou receber tanta gente? - parei com as mãos na cabeça - Eles vão ficar na sala? Eu tenho que arrumar a sala... Ou será que eles vão ficar na cozinha? Eu tenho que lavar a louça.
AI MEU DEUS!

*Enquanto isso no apartamento Miyazaki*

(Hyato ON)

Está tudo uma bagunça aqui em casa. Minha mãe correndo para lá e para cá enquanto meu pai tenta aperfeiçoar o nó da gravata (Sim, ele está de terno. Minha mãe o obrigou) enquanto eu só os observo sentado no sofá.
- Hya, nós vamos na casa de algum famoso, por acaso? - meu pai, Mitsuharu, se sentou ao meu lado. Ele estava totalmente desinformado.
- Não. Na verdade, não era para ninguém ir além de mim e do Hide, mas a mamãe descobriu e...
- Já sei. Deu uma louca nela. - assenti com uma cara de "Pois é" - Hahahaha. Vamos, ela já deve ter terminado. - se levantou e logo a ruiva louca (minha mãe) aparece com um bolo nos braços.
- Vamos logo! Misaki me ligou dizendo que já está saindo. - disse apressada.

Saímos para o corredor e lá estava a família Hasegawa, exceto Hiroaki. Sorri para Hide que vinha em minha direção enquanto seus pais cumprimentavam os meus.
- Você não acha que a Yami vai ficar brava? - falei baixo seguindo os adultos até o elevador. Era no andar de baixo, mas sabe como é.
- Com certeza. Eu liguei para ela avisando e ela quase me matou por ligação.
- Er... o que vai fazer amanhã? - mudei de assunto.
- Não sei. Por quê?
- Por nada. - entramos no elevador.

(Hide ON)

Já na frente da porta da Yami.
- Eu vou bater e vocês fiquem em silêncio para não assustá-la. - sussurrei para eles. Assentiram.
Suspirei rezando para que ela não abrisse a porta, mesmo sabendo que isso seria quase impossível.
Então bati. Após alguns segundos eu vejo a madeira branca e lisa se transformar em um rosto sorridente.
- Olá! Entrem. Nos cumprimentamos aqui dentro. - Yami disse sorrindo, nos dando passagem.
- Olha como ela é bonita, querido. - a senhora Kiyori comentou baixo com o marido, que assentiu sorrindo - Eu sou Kiyori e esse é o meu marido, Mitsuharu. - o pai de Hya estendeu a mão.
- Prazer. Sou Yami Urahachi. - correspondeu - Podem se sentar aonde quiserem. - ficou meio sem graça diante do homem bem vestido somente para ir em sua casa... ou impressionada pela semelhança entre Hya e seu pai. Os dois só não eram gêmeos porque não eram irmãos.
- Nós vamos nos sentar na cozinha para comermos, ok?
- Claro!
Agora ela iria cumprimentar os MEUS pais. Eu estava tenso.
- Sou Misaki e esse é o meu marido Fukashi. - sorriu enquanto meu pai fazia o mesmo que o senhor Mitsuharu.
- Prazer. - sorriu - Vamos? - apontou para a mesa onde Kiyori e Mitsuharu se sentavam. Meus pais assentiram e a acompanharam.
Yami olhou para mim e para Hya e sussurrou "Falo com vocês depois. Agora venham e me ajudem!". Fomos até a mesa e todos nos sentamos.

(Yami ON)

Minha-Nossa-Senhora-da Bicicletinha!
E agora? Todos eles estão tão formais, de terno e tudo, e eu aqui -  de jeans e uma camiseta enorme - que não esperava por nada disso.
“Ow, Yami. O que é isso?! Não se lembra do que você sempre diz? NÃO VIVO PARA AGRADAR N-I-N-G-U-É-M, entendido?”
“É isso aí!”
- Seu apartamento é muito lindo, Yami. - Fukashi comentou.
- E ela também. - disse Mitsuharu.
- O-obrigada. - sorri meio sem graça.
- Ah, não precisa ter vergonha. Somos bem maluquinhos. - Kiyori sorriu fazendo o marido rir baixo.
- Vamos comer? - Hya deu sinal.
- Eu vou pegar os talheres e os pratos. Vocês me ajudam? - perguntei para ele e Hide, que não se atreveriam a dizer "Não".
Pegamos tudo o que precisava e voltamos para a mesa, mas antes distribuí um prato, garfo e faca (caso precisassem) para cada um.
- Cada um se serve? - esperei uma resposta antes de me sentar.
- Sim.

Alguns minutos depois todos já estavam no terceiro - ou quarto - pedaço. Tanto do bolo, quanto da torta.
Passamos o tempo conversando sobre o porquê de eles terem vindo para os Estados Unidos e sobre a empresa.
- Seu apartamento é bem grande. Deve morar com seus pais? - Misaki perguntou limpando os cantos da boca.
- Ah, não. Eu... moro sozinha. Perdi meus pais quando nasci e passei a morar com o meu tio, mas ele tem uma empresa também e é um homem muito ocupado, então não tinha muito tempo para mim. Quando fiz doze anos ele me colocou em um avião junto com um de seus empregados e vim parar aqui. Depois de um ano, o empregado foi embora e eu passei a morar sozinha. Ele banca tudo à distância me enviando uma quantia de dinheiro todo mês.
- Oh, me desculpe. Eu não sabia. Espero não ter...
- Tudo bem. Eu nem penso mais nisso. - a interrompi, com educação, é claro - Sua torta estava muito boa. E o seu bolo também, senhora Kiyori. - sorri para ela.
- Muito obrigada. Viu, Mitsuharu? Ela gosta da minha comida. - olhou para o marido.
- Ah, todo mundo sabe que sou eu que cozinho lá em casa. - mostrou a língua e nos fez rir.
- Bem, já está ficando tarde. Acho melhor irmos, não é, querida? - Fukashi olhou para a esposa ao lado e foi se levantando.
- Nós também já vamos. - Kiyori e Mitsuharu foram se levantando também - Obrigada por não ter nos mandado ir embora Hahaha. - colocavam as cadeiras no lugar.
- Vocês foram ótimas visitas. - os acompanhei até a porta. Hide e Hya estavam atrás de mim.
- Nós vamos ficar aqui. Ainda não fizemos o que viemos fazer. - Hide se despediu dos pais.
- Tudo bem. Se comportem, em? - Misaki sorriu e foi se juntar ao casal Miyazaki que esperavam ela e o marido na escada.
- Yami, posso falar com você? - senhor Fukashi me chamou.
Por algum motivo, Hide e Hya se afastaram.
- C-claro. Algum problema, senhor? - não sei porque eu o trato de uma maneira tão formal.
- Não, não. Obrigado pela noite. Você deve ser alguém muito importante para Hide. Ele não saiu de casa desde que nos mudamos e é ruim de fazer novos amigos... - eu ouvia cada palavra atentamente -... enfim, muito obrigado. Até mais. Foi um prazer. - estendeu a mão.
- Até mais, senhor...
- Não precisa me chamar de "senhor". - me interrompeu - Só "Fukashi" está bom. - sorriu.
- Até mais, Fukashi. - sorri sem graça e correspondi ao ato.
O observei se juntar até os outros no começo (ou será fim?) da escada. Fechei a porta e a tranquei como costumava fazer.
- Ele já foi? - Hide apareceu atrás de mim.
- S-sim. Porque você se afastou? - caminhei até meu quarto, sendo seguida por ele.
- Ah, é uma regra das nossas famílias. - se sentou na beirada da cama.
- "Regra"? - abri o guarda roupa e peguei minha bolsa da escola.
- É. Quando algum adulto chamar outra pessoa para conversar, devemos deixá-los a sós.
- Que coisa estranha, mas entendo. Onde está o Hya? - me sentei no meio da cama.
- Estou aqui. - apareceu na porta e se sentou ao lado de Hide.
- Ótimo! Vamos começar? - retirei meu caderno da bolsa e o abri.
- Er... eu não trouxe meu caderno.
- Nem eu. - sorriram descaradamente.
- E como vocês vão copiar as coisas agora?! - quase gritei.
- Calma, calma. A gente pode ir em casa e pegar as coisas.
- Se vocês forem é melhor nem voltar. Já está tarde e se não começarmos agora, não vamos terminar antes das dez. - bufei.
- Então o que vamos fazer? - Hya tombou para trás. Hide fez o mesmo e acabou ficando com a cabeça no meio de minhas pernas. Olhei para ele e o mesmo sorriu.
- Vocês sabem jogar? - perguntei.
- Vídeo-game? É claro! - se sentaram novamente.
- Então venham ao meu universo. - me levantei e os levei até a minha sala de jogos.

(Hide ON)

Yami nos levou até uma porta diferente das outras. Esta tinha estampa de uma galáxia e detalhes em preto, foscos, quase invisíveis. Ela levou sua mão até a maçaneta e revelou o que havia lá dentro. Realmente... um universo.
A sala era muito grande (talvez... ENORME) e em tons escuros. Duas das paredes eram repletas de prateleiras com livros e mangás, e vitrines com action figures de animes e jogos. A parede "livre" (sem ser a da porta) não estava tão LIVRE assim. Uma tela plana, de mais ou menos sessenta polegadas com vários tipos de consoles em um rack preto, a decorava.
"Chega de detalhes, Hide.”
- Hahahaha. Fechem a boca e sentem-se. - Yami foi até as prateleiras de jogos.
- Genteiii... tô c-h-o-c-a-d-a. - Hya fez uma voz gay me fazendo rir.

*Duas horas depois (22:38)*

- E olha ela! E olha ela! E... GANHOOOOU DE NOVO! - Hya narrava as jogadas de Yami.
- AAAAH. NÃO ACREDITO! - fingi frustração. Ela era incrivelmente boa.
- Hahahahaha. Finalmente conheci alguém melhor do que o Hide nesse jogo.
- Perdeu playboy. - Yami me olhou e sorriu vitoriosa. Olhou em seu celular - Vocês sabem que horas são? - eu e Hya negamos com a cabeça - São dez e quarenta da noite, queridinhos. Bem... - se levantou e desligou a TV -... o jogo estava bom, mas já deu a hora de irem, né?
- Nós voltaremos amanhã e aí eu terei a minha vingança. - me levantei junto com Hya e nós a seguimos até a saída.
- Obrigado. Boa noite, Yami-chan. - Hya a abraçou sendo correspondido com um riso fraco e em seguida foi para o lado de fora.
- Boa noite, Yami. - fiz o mesmo e sorri ao me separar.
- Boa noite, baka. Até amanhã. - sorriu e fechou a porta.

- Er... Hide...? - Hya me chamou enquanto subíamos as escadas.
- Diga. - sorri.
- Por que você... fez aquilo, mais cedo? - ele estava envergonhado.
- "Aquilo" o que? - me fiz de desentendido.
- Você sabe... o beijo. - paramos em frente a porta de seu apartamento.
- "Beijo"?
- Não se faça de...
- Esse beijo? - o interrompi e o beijei calmamente. Me separei para que recuperássemos o fôlego.
- É-é. - ele estava corado. Sorri abertamente.
- Boa noite, Hya. - beijei sua testa e entrei em casa. Ele fez o mesmo, provavelmente, confuso. Fui para o meu quarto.
Notei que meus pais não estavam em casa. Fui até a sala onde Hiroaki estava deitado com fones de ouvido.
- Aonde eles foram? - retirei um de seus fones. Ele se sentou já irritado.
- QUER LEVAR UM SOCO NA BOCA? - revirei os olhos.
- Eu só perguntei aonde os nossos pais foram. - respondo irritado. Cruzei os braços.
- Eles receberam uma ligação da empresa e foram para lá. Como é longe vão passar a noite em um hotel por dois dias. Agora não me enche, Hide! - recolocou o fone e se deitou novamente. Voltei para meu quarto.
Eu estava cansado. Uma nova escola, uma nova amiga e uma nova paixão que não é tão nova assim.
Fui tomar um banho e vesti uma calça moletom cinza e só. Apesar se ser inverno eu não estava com um pingo de frio. Me joguei na cama e apaguei.

*continua...


Notas Finais


E então...?
Na minha opinião a espera não valeu a pena, não é mesmo?
Estou tão decepcionada comigo mesma. Vocês não fazem nem ideia.
Não tem prazo para o próximo capítulo, mas espero postá-lo o quando antes.
Novamente me desculpem e me perdoem por qualquer errinho sequer.


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