História IRONSIDE DAUGHTER - VIKINGS - Capítulo 1


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Palavras 2.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - UM - PARTE UM


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CONSEGUIR capturar um bom peixe com muita precisão, deve-se possuir paciência, um bom instinto e observar atentamente, analisando cada movimento. Siggy estava a apanhar preciosos peixes por toda a manhã, pois fora dado a ela por sua avó como uma tarefa. Ela não precisava daquilo para sobreviver, vivia com muita fartura sendo neta da Earl Lagertha, que a considerava como uma mãe. Afim de não deixá-la acomodada, Lagertha mandou que pescasse seu próprio alimento. 
O clima estava extremamente agradável, as folhas das grandes árvores balançavam lentamente trazendo um fresco vento. 
Os pés de Siggy estavam metidos no gelado rio imóveis e as mãos em posição. Os peixes brilhavam como braceletes de prata por conta do fraco sol que refletia na água. Ao esperar o momento certo, com um movimento rápido na água, Siggy consegue agarrar um peixe cinzento grande o suficiente. Rapidamente ela o joga no chão e lhe insere socos pesados para dar fim aos frenéticos movimentos do pobre peixe que tentava desesperadamente livrar-se das mãos firmes de Siggy. 
Após, um, dois, três e até perder a conta, finalmente o peixe ficara sem vida. Ela o lança para um cesto junto com os muitos outros que já tinha pego.

-- Você sabe que não havia necessidade de usar as mãos.

Siggy ergue o olhar e vê sua avó Lagertha sorrindo para ela.

-- Eu sei, mas assim é mais desafiador e digno.- diz Siggy saindo do rio lentamente.

Lagertha encara suas roupas de couro molhadas com desgosto.

-- Quando usará os vestidos que mandei fazer para você? Essas roupas são inadequadas, você não entrará em uma batalha agora para usar calças.

Siggy dá de ombros e pega seu cesto pesado.

-- Eu odeio vestidos, mãe.- afirma ela.

Lagertha sente um aperto em seu coração. Toda vez que escuta Siggy chamá-la de mãe, vê que a jovem tem a necessidade de que ela faça o papel materno em sua vida. Com toda a certeza Lagertha não poderia culpá-la. A garota jamais viu o rosto de sua mãe e só avistou seu pai muito pequena, e mesmo assim não sabia de quem se tratava. 
As duas se afastaram do lago caminhando lado a lado. Siggy percebeu que Lagertha a olhava constantemente e inquieta. Ela sabia que a mulher queria lhe dizer algo.

-- A senhora me dirá ou terei que desvendar?- finalmente pergunta.

Lagertha encara o caminho e suspira. Ela olha para Siggy que espera sua resposta.

-- Irei em uma expedição, também tão logo irei para o Oeste.

O rosto de Siggy se iluminou, mas ao ver o semblante de sua avó, o brilho foi-se desfazendo.

-- Por que seu rosto não condiz com que está me dizendo? A senhora mais do que ninguém gosta de boas batalhas e...

-- Eu soube que nossa colônia deixada em Wessex foi massacrada assim que retornamos para casa.- diz Lagertha imediatamente.

Um choque invadiu Siggy, deixando-a quase sem ar. Ela se recorda de Lagertha contente contando que havia terra fértil em posse de seu povo. A avó sempre dizia que fora uma grande conquista e que não havia felicidade maior do que olhar as pessoas felizes em cultivar algo sabendo que logo teria uma boa colheita.

-- Descobrimos a pouco tempo.- conta Lagertha cabisbaixa.

Siggy imediatamente a encara.

-- Descobrimos?-pergunta ela.

-- Seu pai me contou.- Lagertha olha sua neta com carinho, amava-a como filha. Sempre achou interessante observar como ela se tornara uma jovem tão segura de si. Possuía muita beleza, o rosto tinha traços delicados com suas grossas e expressivas sobrancelhas. Seus longos cabelos platinados descendo pelas costas em cascata se destacavam entre as garotas da vila. Não a deixava trançá-los, gostava de fazer sozinha criando penteados únicos. Seus olhos são de um azul cristalino como as águas de um belo lago visto em uma manhã ensolarada, semelhantes a de seu pai, que só de ouvir a menção seu rosto se enrijecia e suas palavras se tornavam frias. Pai.

-- Eu não possuo um pai.- diz Siggy desviando o olhar de sua avó encarando mais a frente.

Lagertha envolve seu braço por cima dos ombros de Siggy e puxa-a para si beijando o topo de sua cabeça. A jovem estava lhe ultrapassando em questão de altura. Com certeza há mais nela de seu pai do que gostaria, pensa Lagertha.

-- Você irá comigo a Kattegat para nos encontrar com ele.- Siggy revira os olhos para ela. -- E, vamos ver seu avô e seus tios.- Completa Lagertha antes da garota se recusar a ir.

Siggy interrompe o caminhar bruscamente. Ela olha para sua avó com os olhos brilhando.

-- Meu avô? Ragnar? Ele não estava desaparecido? Ele voltou? Eu vou conhecê-lo mesmo?- Lagertha quase ficara tonta com tantas perguntas. Siggy para pensativa. -- Eu tenho tanto para perguntar a ele. Quero ouvir de seus lábios as histórias que todos contam a seu respeito.

Alegria estava nítido na garota, mas logo desapareceu, pois se lembrou da primeira coisa que sua avó lhe dissera. Ela irá se encontrar com o homem que lhe deu a vida. Siggy também ouvira inúmeras boas coisas sobre seu pai por onde passava. Era um guerreiro formidável, temido e respeitado, mas não teve forças o suficiente para olhá-la quando sua mãe os abandonou no meio da noite. Siggy sentiu a tristeza de ser abandonada e desprezada que tanto tentava ignorar de volta em seu peito. O único amor que conhecia vinha de Lagertha, mas ela sabia que era apenas amor de avó, mesmo tentando se convencer de que ela era sua verdadeira mãe. Siggy queria ver como tudo era antes de seu nascimento, antes do abandono. Sua avó lhe dizia que seu pai ficara radiante ao saber que sua mulher estava esperando uma criança. Siggy não tinha nenhuma lembrança do homem que Lagertha descrevia com palavras de carinho. Ela simplesmente não conseguia imaginar algo gentil de um homem que abandonou a filha após ser deixada pela própria mãe.

-- Ragnar manteve a morte do nosso povo em segredo por todo esse tempo. Não sei o que farei quando vê-lo.- disse Lagertha friamente.

As duas entraram na cozinha. Siggy deixou os peixes com as servas que olharam o cesto admiradas. Então as duas foram para os aposentos de Siggy.

-- Boa sorte.- diz Siggy despindo-se de suas roupas molhadas.

Lagertha soltou um suspiro frustrada.

-- Você irá comigo, Sig. Ao meu lado no cavalo.

-- Mande outra lhe acompanhar.

-- Não estou pedindo que vá, não há essa opção. Se apronte, após comer partiremos imediatamente.

Siggy a olha surpresa.

-- Hoje? Iremos hoje?

Lagertha a olhou firme. Siggy desabou em negação.

-- E use seu vestido. Suas vestimentas de couro são para treino e batalhas, não para usar enquanto perambula por ai subindo em árvores ou nadando nos rios.

Lagertha chamou as servas ordenando que dessem um belo banho em Siggy, que a mesma ficou a todo momento com seu rosto em pleno desgosto.

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Após comer sem muito ânimo, Siggy tratou logo de aprontar suas coisas para partir rumo a terra de Kattegat. Pegou seus vestidos novos, quase nunca usados e sua armadura de couro favorita que sua avó tinha lhe dado em seu último aniversário. Estava mais do que ansiosa para usá-la. Em seguida tratou de trançar seus longos cabelos de modo que lhe agradava. As servas foram logo arrumar o resto de suas bagagens e pertences. Siggy pegou suas duas longas espadas, que tinha as nomeado de Serpentes Gêmeas, por conta do cabo com detalhes que lembravam escamas de cobra e pegou seu inseparável machado de batalha. Havia afiado-o muito antes de saber que logo ele partiria algum crânio desprevenido. Colocou no cinto de couro, enrolou as espadas em um tecido e as guardou em sua bolsa de couro. Pegou sua longa capa negra com capuz e cobriu-se amarrando-a um pouco abaixo do pescoço. Então finalmente caminhou para fora até seu cavalo com pelugem negra, Harvert. Ela tomou posse de seu escudo e o amarrou na cela, fez o mesmo com a bolsa onde estava suas espadas. Ao subir no cavalo foi analisada por sua avó, novamente com desgosto.

-- Eu disse para colocar um vestido.- reclama Lagertha.

-- Não estou com vestimentas de batalha.- rebateu Siggy.

-- Mas isso... Está até com suas armas.

-- Nunca saio sem elas, a senhora sabe bem disso.

Lagertha a olha por um momento, então desiste de tentar mostrar-lhe uma expressão que a repreendesse.

-- Esqueça, você é um desperdício de palavras.

Ela ri da frustração de Lagertha, em seguida olha em volta de todos os que estavam prontos para partir. Havia muitos guerreiros e guerreiras. Siggy se surpreendeu.

-- E os barcos?- perguntou ela.

-- Vão depois, iremos por terra na frente.

Lagertha ergue seu braço e todos em volta dirigem seu olhar para ela. Com um simples dar de mãos, todos começam a se movimentar pela estrada em direção a Kattegat.

Siggy está feliz e apreensiva. Irá voltar a terra onde nasceu, mas o preço a se pagar por isso será o inevitável encontro com Bjorn Ironside.

Após dois dias de viagem finalmente chegam a terra do rei Ragnar Lothbrok. Ao se aproximar do lugar, Siggy vinha se distanciado de sua avó alguns minutos mais atrás. Ela não estava totalmente preparada para encontrar seu pai e era claro para ela que ao ser vista juntamente com Lagertha o homem saberia quem ela seria. Siggy já lutou ao lado de sua avó contra homens terríveis em batalhas por terras. Já matou homens somados duas vezes seu tamanho e muito mais pesados, mesmo assim nenhuma vez se quer recuou. Mas agora, se via em uma situação sufocante. Estava com receio, não sabia o que dizer, como se portar diante de alguém que ajudou-a vir para este mundo. Ela não o conhecia e isso a deixou apreensiva. Pare de agir feito uma criança assustada.

Ela continuou cavalgando lentamente, puxou o capuz negro de sua capa tentando inutilmente se esconder de olhares desconhecidos do povo que observava os que se achegava.
Logo todos se espalharam pelos arredores de Kattegat, eram bem familiarizados com o lugar, frequentemente Lagertha visitava com suas guerreiras e guerreiros para alguma expedição.

Siggy viu que Lagertha parou logo à frente, estava conversando seriamente com um homem alto, de ombros largos, com os músculos definidos transparecendo em sua roupa de couro e suas peles. Seus cabelos eram loiros, parecidos com os dela. Tinha uma barba platinada longa e um sorriso quase indetectável, dono de um olhar firme. Siggy desceu de seu cavalo e caminhou até longe dali. Temendo que aquele homem fosse Bjorn Ironside por conta da semelhança. Ela andou por entre as árvores puxando seu cavalo pelas rédeas, de algum jeito ela se lembrava que depois das árvores haveria um lago, uma vaga lembrança de sua breve infância do lugar. Por aqui onde corria com seu jovem tio Sigurd, brincava enquanto os outros tios estavam navegando rumo a Paris com Ragnar. Não se recordava de seus rostos, e com toda a certeza não reconheceria nenhum deles, como também sabia que eles não a reconheceriam. 
Siggy se aproximou do lago e logo tratou de matar a sede de seu cavalo. Ela encarava as águas pensativa. Sabia que estar ali em meio a isolação era algo covarde a se fazer.

-- Existe estábulos onde você pode alimentar e dar de beber a seu cavalo.- diz uma voz masculina atrás de Siggy.

Virando-se, Siggy depara com um jovem rapaz olhando-a com desgosto. Ele está sentado abaixo de uma grande árvore. Siggy repara em sua pernas, estão amarradas com tiras grossas de couro. Ela encara os olhos do rapaz, são de um azul peculiar. Seus cabelos de um loiro escuro com um corte ralo nos lados da cabeça. É muito bonito.

-- Se eu quisesse usar os estábulos não estaria aqui.- responde Siggy, finalmente.

O rapaz sorriu, coisa que ela considerou um belo sorriso. Mas logo o rapaz mostrou-lhe uma expressão sombria.

-- Eu estava aqui, tranquilo tentando dormir, mas o som irritante de seu cavalo miserável bebendo água me acordou.

Siggy olhou para seu cavalo ainda tentando saciar-se no rio. Logo voltou a olhar o rapaz. Ele provavelmente teria a mesma idade que ela, pensou consigo. O rapaz era rude, não havia uma gota de gentileza em seu rosto. Ela não se abalou com seu jeito, então se aproximou três passos do rapaz.

Apontou para seu cavalo atrás de si.

-- Harvert está sedento e cansado assim como eu, fiz uma longa viagem, mas tenho forças o suficiente para lhe mostrar o quão miserável meu machado pode também ser cortando da sua barriga até a garganta.- disse Siggy calmamente.

O rosto do rapaz se iluminou. Siggy achou aquilo estranho, mas permaneceu apenas observando-o.

Ele se apoiou na árvore e lentamente conseguiu se erguer do chão. Então ele colocou a mão em seu machado pendurado no cinto grosso de couro em volta da cintura. Os olhos deles estavam tão azuis que ela considerou que sua visão estava enganando-a. Ele sorriu para ela com um fascínio.

-- Eu adoraria vê-la tentar.

Isso a fez sorrir, o rapaz a olhou de cima baixo parecendo admirar suas vestimentas negras, que mais pareciam de um saqueador habilidoso.

Rapidamente Siggy retirou seu machado do cinto e ficou em posição, ela estava ansiosa para ver do que o rapaz com pernas estranhas era capaz de fazer. Ela sabia que ele também ansiava por uma briga, o desejo de violência estava nítido em seu olhar. Antes que ela pudesse dar seu primeiro passo, ouviu o chamado de Lagertha. Ela tentou ignorar, mas a voz de sua avó estava mais próxima. Se ela a visse pronta para lutar por um motivo banal com um estranho teria que ouvi-la a repreendendo até o dia de sua morte. Siggy voltou a sua postura normal, o rapaz ficou decepcionado. Colocou seu machado de volta no cinto, ele fez o mesmo.

-- Talvez um outro dia.- diz ela frustrada.

O rapaz apenas observou seu andar até o cavalo. Ela puxa as rédeas caminhando em direção onde Lagertha lhe chamava. Sem deixar de encarar o belo rapaz, o mesmo tinha o olhar sem vacilar depositado nela. Quando as árvores já estavam impedido sua visão, ela apenas olhou para frente, sabendo que sua avó lhe aguardava furiosa.

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