História Ironside Daughter - Vikings - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Palavras 2.257
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


-- Perdoem a demora para postar o capitulo. Não me matem, ok?! 😜

O final da PARTE UM está se aproximando, aguardem atualização no final do mês. Até lá! ♡

Capítulo 11 - ONZE


Fanfic / Fanfiction Ironside Daughter - Vikings - Capítulo 11 - ONZE

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terra úmida abaixo de si lhe acompanhava conforme ele rastejava-se pela mesma. Ao seu redor diante de tanto alvoroço pelo festejo, ninguém o tinha notado se aproximar da tigela acima da pedra que serpenteava em sua beirada um espesso e brilhante sangue. Quando enfim a tinha em mãos com um firme aperto, cuidadosamente serviu-se. O líquido ainda quente veio a escorrer pelas bordas de sua boca, isso lhe trouxe um sombrio e vermelho sorriso aos lábios. Seus olhos fecharam-se em deleite, sentindo a satisfação de estar recebendo a benção dos deuses para uma jornada onde apenas os homens feitos poderiam realizar; cruzar o mar rumo a Inglaterra. Ivar reconhecia que enfim estava deixando o menino para trás navegando como um verdadeiro viking juntamente com seu pai. Ele deixara escapar seus últimos suspiros de esperança em si mesmo para esta grande trajetória ao Oeste. Ivar partiria em qualquer barco mesmo que lhe custasse a vida. Nada mais lhe importava, isso tinha de acontecer. 

O jovem apartou-se da tigela e voltou a rastejar-se de volta ao distante de tantos rostos contorcidos em risos e prazer que lhe cercavam. Conforme atravessava em meio as pessoas, poucos lhe olhavam, os que faziam tinham um semblante de desapreço beirando ao amedrontamento. Tal coisa Ivar estava acostumado desde seus primeiros pensamentos nítidos de menino. Tudo aquilo lhe nutria em abundante ódio e desprezo por todos. Havia em si pensamentos violentos e imorais. Sua natureza tinha sede de sangue e segue pela morte. 

Seus olhos estavam firmes em reta direção, mas ele vislumbrou as longas madeixas de Siggy dentre o conjunto de corpos. Tal beleza estava fixa em sua mente além de desejos de destruição. Ele pôde vê-la, já uma segunda vez no mesmo dia. Ivar sentiu-se ligeiramente animado, não pensou que a garota viria ao sacrifício oferecido para o sucesso de uma expedição ao qual seu pai, o homem que lhe  odiava estava guiando. Ele vira-se encaminhando a Siggy com seu coração tendo um pesado e perigoso desejo. Ele não se considera uma boa pessoa e certamente não demonstra o contrário a ninguém. Porém, ele via na jovem guerreira algo que não conseguia alcançar, coisa que não sentia a respeito das mulheres da vila.  Nenhuma tinha o suficiente para lhe deixar com um desprazer do inatingível. 

Seus olhos seguiram onde os dela estavam, mas não tinham direção. Ele notou que ao seu lado encontrava-se seu irmão Ubbe, que parecia contente, ou um tanto ansioso. Com isso, ele temeu que o mesmo estivesse propondo casamento a Siggy, pois lembrara que muito seus outros irmãos lhe incentivara. Em puro impulso, ele acelerou seu rastejar até que achegou-se a eles, dando a Ubbe um pequeno sobressalto. Seu irmão mais velho olhou para baixo e entregou-lhe um sorriso não muito convicto, ao qual Ivar conhecia desde muito pequeno também. Aquele sorriso dizia que Ubbe temia seu próximo movimento, pois Ivar era extremamente impulsivo e detestava agir pela razão. Com certeza ele não desejava que seu irmão mais novo incontrolável arruinasse sua proposta de casamento. Não demorou muito, até que Siggy o notara. Ela o olhou, ele quis sorrir para a jovem, mas seu orgulho era maior que o limite dos oceanos. Porém, não deixou de admirá-la desde a ponta de sua cabeça até a planta de seus pés. Os longos cabelos estavam trançados, o vestido que tinha em seu corpo de nada lhe parecia com as vestimentas de couro negro que ela estava pela manhã. Siggy certamente está destinada a algo maior que um mero homem pode lhe oferecer, pensou ele. Não filhos ou carregá-la nos braços, mas sim com prazeres em batalhas e poder sobre seus inimigos. Só apenas um olhar ele pôde ver tal coisa em Siggy. Com isso, um desejo sorrateiramente obsessivo formava-se dentro de si, e muito lhe agradava.

-- Então como fará para aguentar Ivar durante a viagem?-perguntou Ubbe em zombaria a Siggy, tirando Ivar de seus longos e profundos pensamentos sobre a mesma. Ele deu-lhe uma espiada, viu que Siggy não tinha se virado ou estava com uma feição de divertimento. Ivar podia sentir o cheiro da tristeza vindo de Siggy que uma suave brisa lhe trouxe. Olhou em volta e tentou encontrar o motivo de tal comportamento. Seus olhos descansaram em seu irmão Bjorn entretido com sua família. Pois então uma luz havia se acendido em sua mente. Era bem provável que Bjorn e Siggy tivessem se enfrentado, mesmo que silenciosamente. Ele conhecia seu irmão, sabendo que não havia vestígios de sutilezas em seu olhar duro e intimidante. 

-- Pedindo aos deuses para lhe conceder um profundo sono até chegarmos a costa.- disse Siggy, sem muita emoção em sua voz. Ainda sim, Ubbe soltou um breve riso, mas Ivar não se importou com a implicância. Ele notara os olhos de Siggy distantes e seu rosto corado. Ela levou um chifre de hidromel a sua boca e tomou um longo gole no mesmo instante de seu observar. Veio a ele que a garota estava não mais em suas primeiras doses. -- Agradável será para você que tem bom relacionamento com seus outros dois irmãos.- começou Siggy. -- Torna-se-á proveitoso durante a viagem até o mediterrâneo.

-- Eu não irei com Bjorn, assim como Sigurd também não.- Siggy virou-se a ele quase que imediatamente. Ivar agora mantinha seu observar para frente, aparentando inabalado sobre a conversa entre ambos. -- Apenas Hvserk. Ficaremos aqui em Kattegat para proteger nossa mãe. Esta vila não é como foi nos tempos de infância, transformou-se e um grande centro comercial. Certamente há muitos com cobiça querendo apoderar-se dela.

Um som indecifrável fugira dos lábios de Siggy, fazendo Ivar voltar seu observar a ela. Siggy parecia pensar sobre o que Ubbe lhe havia dito muito profundamente, mas ele deixou tal coisa de lado quando notara o olhar de seu irmão na jovem guerreira. Ele parecia inquieto cheio de ansiedade, mas deteve-se, então virou-se para Ivar e em seguida de volta para Siggy que agora estava observando-o. Porém, os olhos dela não demoraram muito até que cruzaram com os de Ivar. Os olhos da jovem lhe asfixiava a raiva, trazendo uma onda de calor por seu corpo e latejo. Era irônico que olhos da cor de uma geleira azulada tinham tal aquecer. Ele não desviou seus olhos dos dela, assim como ela manteve os seus constantes nos dele. 

-- Quero lhe falar algo.- começou Ubbe. Siggy enfim desviou seu olhar de Ivar e assentiu ligeiramente. 

 Ao ouvi-lo, os olhos de Ivar tornaram-se sombrios e sua respiração rapidamente lhe pesava. Ubbe alcançou o braço de Siggy levemente, seus olhos voaram para o contato de seu irmão. Ele começou a conduzi-la para longe dele. Ivar assistiu Siggy afastar-se com Ubbe, em seu interior havia voltado uma raiva rasgando-lhe o peito. Não poderia mais questionar-se, ele a queria e agora o risco de jamais tê-la estava gritante.  Pela primeira vez estava sentindo um grande instinto de dar a seu irmão uma morte dolorosa. Ivar sentiu-se temeroso por seus pensamentos para com Ubbe, pois era o mais próximo de seus irmãos. No entanto, não estava mais vendo-o como família, mas sim um inimigo em potencial. Ubbe estava com aquilo que agora Ivar sabia que queria. As regras a partir deste momento haviam mudado. 

 

Sentir o sutil toque de Ubbe lhe trazia um insólita sensação. Tentou jogar tal sentimento para o distante, mas lhe acompanhava conforme seus passos lado a lado eram dados. Siggy estava com numerosos pensamentos em sua mente, todos batalhavam entre si para sua vez de reflexão. Ela notara que Ivar tinha em si um olhar com uma intensidade distinta. Por um instante aqueles olhos azuis numa mescla ao gris, em conjunto com seu silencio possesso de ira, fizeram esquecer a tristeza e sua própria miséria que lhe abatia. Negava-se a aceitar tal coisa, pois Ivar seria a última pessoa que poderia ter influencia sobre seus sentimentos e até mesmo por seu corpo. Suas pernas pareciam quase vacilar com a mira dele. Além de toda a raiva, ela pôde sentir a cobiça irradiando de seu corpo. Ele é seu tio, possuindo a mesma idade e claro, ele era um homem de beleza que muito lhe agradava. Certamente é mais que natural ter alguns pensamentos alvoroçados quanto a isso. Certo?

Quando estavam distante o suficiente do festejo, Ubbe cessou seu caminhar e com isso lhe dera uma pequena indicação para acompanhá-lo. Seu tio mais velho agora estava em sua frente, ela tinha de erguer ligeiramente seu queixo para encontrar seu olhar, pois Ubbe possuía alta estatura. Siggy tentou encontrar algum vestígio de esclarecimento de estarem sozinhos longe de todos. Foi então que suspeitou que ele talvez soubesse da investida de Lagertha muito brevemente. Ele não disse nada por um breve momento, apenas a olhava começando de seu rosto até a ponta de seus pés um tanto discreto. Um pequeno sorriso começou a formar-se em seus lábios. 

-- Minha mãe,- começou Ubbe. -- enche-me a cabeça dizendo que está em época para arranjar uma esposa. Eu tive muitas alternativas, mas quando você chegou, encontrei uma certeza.- Siggy instantaneamente surpreendeu-se com o rumo dos dizeres de Ubbe. Sua respiração começou a acelerar-se assim como seu coração. Ela temia suas próximas palavras, mas não ousou interrompê-lo. -- Você não me conhece muito bem e sei que sou seu tio, isso pode parecer um tanto estranho. Bom, muito estranho na verdade.- Os olhos de Siggy mantinham-se vidrados em Ubbe. Não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Ele firmou seu observar profundamente nela, então alcançou sua mão e a apertou levemente. -- Contudo, sua beleza e sua demonstração de força me fizeram tomar essa atitude, Siggy. Quero cortejá-la, fazer de você minha mulher e ter filhos com seus lindos olhos.- terminou ele com um largo sorriso. 

Ar lhe escapou pela boca ao ouvi-lo. Siggy o encarava em silencio, tentando buscar as palavras com coerência. Enfim havia recebido uma proposta de casamento. Siggy sabia que a época de arrumar um marido também estava em sua porta, mas em sua cabeça passava-se inúmeros haveres tirando-na de tal pensamento. Porém, ela lembrou-se do vidente. Ubbe é um homem considerável por seus irmãos e por outros jovens da vila. Irradiava liderança em seu andar, isso não se podia negar. O vidente da vila havia lhe dito que o guerreiro mais significativo e admirado seria seu marido. Seria Ubbe que se considerará poderoso quando Siggy decidir-se estar ao seu lado e também seria ele que lhe traria tristeza e dor? Não conseguia ver isso encarando Ubbe. O jovem rapaz tinha em seu rosto apenas admiração depositado em si, não era o suficiente, ela queria ver algo mais, mesmo sem saber o quê exatamente. Siggy pensou que não estaria tempo suficiente de volta a Kattegat para arrumar um marido e um que tivesse parentesco. Não que sendo seu tio a incomodasse, as coisas sempre foram assim. Se você quer alguém, apenas fique com esse alguém. 

Ela soltou-se de seu toque e os olhos dele deslizaram para o feito. Siggy regrediu um passo e engoliu o seco. Sua respiração regulou-se e sentia-se ainda um tanto insegura de sua decisão.

-- Desculpe, mas não posso.- disse ela. -- Tenho certeza que há muitas mulheres que ficariam mais que felizes de serem cortejadas por você...- Siggy buscava encontrar um fim ao seu constrangimento evitando o olhar de Ubbe. Ele tinha incompreensão em seu rosto. Ubbe possuía uma vasta beleza e certamente era forte aos seus olhos, mas nada além disso lhe passava. Siggy não considerou explicar com mais profundidade sua decisão, pois não saberia como começar. -- Eu apenas não posso aceitar.- dito isso muito embaraçada, Siggy virou nos calcanhares e afastou-se de Ubb, não conseguindo olhá-lo uma última vez e torcendo para que ele não a seguisse e exigisse mais explicações. Para sua infelicidade, ele o fez. 

Siggy não teve tempo suficiente para reagir, pois Ubbe já tinha em mãos um de seus braços e lhe girou bruscamente para encará-lo. Os olhos de Siggy dispararam até ele e o mesmo tinha um sorriso travesso nos lábios. 

-- Farei você mudar de ideia.- disse ele discretamente triunfante.

 Siggy o encarou por um breve momento. Não havia mais seu jovem tio de sorriso gentil e palavras cuidadosas. Ubbe era um homem de traço que tinha o que queria. Sua primeira visão sobre ele desaparecera dando lugar ao Ubbe em sua frente. 

Ele a puxou para mais perto de seu corpo deixando uma distancia inexistente. Ubbe fixou seu olhar nos olhos de Siggy tão penetrantemente que a fez querer desviar-se, mas rapidamente deslizaram para seus lábios que estavam fechados rigidamente. Ele suspirou pesadamente mantendo a visão, após um momento largou o braço de Siggy e afastou-se dela vagamente, mas ela trouxe uma distancia maior entre ambos. 

Ubbe a olhava, mas Siggy não sentia-se inquieta, também seu coração não parecia querer sair de sua boca. Ela apenas reconhecia um leve constrangimento de proximidade. Não tinha lhe visitado o pensamento de que um de seus tios possuía interesse em si, bom, apenas um talvez. Ivar veio em seus pensamentos, ele também era seu tio. Siggy bufou internamente pela confusão que tudo estava se tornando dentro de sua cabeça. Jamis teve de se preocupar com tais coisas, pois então agora estava aborrecida. Possivelmente não era uma boa ideia começar uma relação com um de seus tios. No entanto, ao pensar em Ivar, isso não lhe pareceu errado. 

-- Preciso ir.- disse ela apenas, antes de virar-se e caminhar para longe dele mais uma vez, agora com passos apressados. 

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