História Ironside Daughter - Vikings - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - DOIS


❂ ❂ ❂ ❂ ❂ ❂ ❂ ❂ ❂ ❂ ❂ ❂ ❂ ❂ ❂ ❂ ❂ ❂ 

SIGGY avistou Lagertha a chamar por seu nome esgoelando-se em uma direção que a deixava de costas para sua avó. A mulher estava zangada, isso era de maneira alguma uma duvida. Com receio, tentou andar o mais silencioso possível para o lado oposto, mas claro que o som dos cascos de Harvert denunciaram-na, pois sua avó girou imediatamente para ela, juntamente com uma serva ao seu lado. Lagertha veio pisando pesado até sua neta. Siggy congelou no lugar, apesar da idade a mulher era linda, mas extremamente assustadora quando queria.

-- Eu estou aqui lhe chamando aos gritos!- rugiu Lagertha. -- Por Freya... Onde esteve?- perguntou com os olhos arregalados.

Siggy considerou aquilo aterrorizante. Abriu a boca para responder, mas nada saiu. Sua avó fez sinal para a serva que levasse Harvert até o estábulo. Siggy tentou pegar o escudo e a bolsa que continha suas espadas, mas Lagertha lhe impediu. Outra serva andou rapidamente até elas e os pegou. Sua avó lhe puxou pelo braço como se fosse uma criança levada e caminharam pela vila. Lagertha olhou-a e suspirou puxando seu capuz negro para trás da cabeça.

-- Onde estamos indo?- perguntou Siggy preocupada.

-- Você não irá encontrar seu pai, não se preocupe. Ele foi até outra vila tratar de assuntos que desconheço. - disse ela sem olhar para a neta. -- Bom, por enquanto não se encontrará com Bjorn.- Siggy sentiu alívio. Lagertha a olhou frustrada. -- Ele perguntou onde você estava.

Siggy aprumou sua postura, que antes estava tensa. Permaneceu apenas olhando sua frente, andando pela vila. Era maior e mais populosa do que se lembrava.

-- O que disse a ele?- perguntou ela com uma voz fria.

-- Que estava por ai com as outras mulheres.- Ela a encarou. -- Não disse que estava se escondendo dele.- Siggy sentiu-se envergonhada. Ela sabia que era um ato de covardia, mas preferiu guardar para si. Não esperava agir de tal modo quando chegasse a hora de estar frente a frente com Bjorn Ironside. Muito pelo contrário, pois durante a longa viagem ensaiou frases malcriadas para dizer ao homem. Pensou até em puxar seu machado para ele, mas depois considerou isso uma tremenda idiotice. A dolorosa verdade foi que ao ver o homem, não conseguiu encará-lo. Isso a deixou irritada, em raciocínio o homem que deveria não ter a coragem, afinal de contas ele a abandonou pequena e lhe entregou a sua mãe e a deixou longe de sua presença por anos. 
Siggy permaneceu em silêncio com seus pensamentos, até que as duas chegaram em frente a uma enorme casa. Siggy sabia que ali era onde o Rei Ragnar morava, pois se encontrava como a maior moradia de toda Kattegat que avistou durante o caminho. Lagertha parou e se virou para a neta.

-- Quero você ao meu lado como uma segunda pele, não saia em hipótese alguma.

Siggy estranhou a expressão de sua avó.

-- Por que?- perguntou ela. Passou pela cabeça de Siggy que poderia haver pessoas tramando contra sua avó lá dentro, mas rapidamente lançou para longe o pensamento, pois não fazia muito sentido.

Lagertha encarou os portões de madeira pesada da casa, que claramente estavam escancarados. Fechou os olhos brevemente e logo os abriu.

-- Para me impedir de tentar matar Ragnar.- disse ela com um tom sombrio.

Siggy olhou nos olhos de sua avó e soube que ela não estava de brincadeira. Lagertha vinha a viagem inteira com uma fria expressão. Quase não riu de suas piadas sobre bêbados que adorava contar para quem quisesse ouvir. Ela estava infeliz, a notícia do massacre a abalou por completo. Siggy compreendeu o pedido de sua avó e apenas concordou com a cabeça.

Lagertha se dirigiu até a entrada com Siggy ao seu lado, feito uma sombra. Ao entrar, viu o salão onde o Senhor da casa realizava banquetes e julgava crimes. Havia diversas mesas e algumas servas estavam arrumando o lugar. Uma mulher muito bem vestida, com uma pequena e dourada coroa em sua cabeça encontrava-se sentada em uma alta cadeira centralizada na ponta do salão, bebendo em um cálice de ouro. Aslaug. O nome veio rapidamente em sua mente. Uma vaga lembrança de uma mulher alta e com longos cabelos loiros e rosto fino lhe encarando. Quando Aslaug avistou Lagertha entrando, seu rosto tinha um sorriso, evidentemente forçado, pensou Siggy. Lagertha se aproximou e sorriu para a mulher.

-- Lagertha.- disse Aslaug. -- Espero que sua viagem tenha sido agradável.- Ela olhou Siggy com olhos estreitos. -- E quem é esta moça tão bela?- perguntou.

O sorriso de Lagertha se alargou. Olhou Siggy e depois Aslaug.

-- Fizemos boa viagem.- Ela pôs a mão no ombro de Siggy. -- Esta é Siggy, a filha de Bjorn.

Aslaug apenas assentiu com a cabeça.

-- Aquela menina travessa se tornou uma bela mulher, isso posso ver.- disse ela com um pequeno sorriso.

Lagertha encarou Aslaug.

-- Onde Ragnar está?- perguntou com um tom azedo.

O olhar de Aslaug depositado em Siggy foi para Lagertha com desprazer.

-- Está lá dentro.- disse apontando para as cortinas traçadas com cordas ao lado. Ela chamou uma serva que transitava por ali e falou algo em seu ouvido. A serva caminhou até as cortinas e abriu caminho passando por elas. Aslaug sorriu para Siggy. -- Está tão crescida.- disse olhando-a de seus pés até a ponta de sua cabeça.

A serva surgiu de volta e logo atrás veio um homem alto, de barba grisalha com tatuagens em sua cabeça escalva. Seus olhos pareciam cansados e muito familiares. 
O homem veio até elas com o rosto sem expressão. Siggy pôde sentir a tensão vindo de seu lado, onde sua avó se encontrava de pé. O homem olhou Lagertha e pareceu querer sorrir, mas a mulher estava lhe encarando com desgosto absoluto. Este é Ragnar Lothbrok?. Siggy o analisou de cima a baixo com uma certa admiração. Mesmo com a idade avançada ele ainda mostrava-se um homem forte, não parecia estar no final de seus dias. Com certeza ainda haveria muitos anos de glória pela frente. Suas roupas são de couro negro gasto. 

-- Lagertha.- disse Ragnar. Sua voz era firme, mas não mostrava muito sinal de velhice. -- Bom vê-la.

Siggy olhou para sua avó que estava com o rosto rígido de raiva contida. Ficou preparada para a qualquer momento segurá-la caso ela realmente tentasse matar o homem. Espero que não faça isso.

-- Não posso dizer o mesmo, mas é bom que esteja vivo. Claro que nosso povo deixado no assentamento não teve a mesma sorte.

O queixo de Ragnar se apertou.

-- Iremos vingá-los. Vamos esfolar aqueles mentirosos desprezíveis.- disse Ragnar com convicção e ódio.

Lagertha riu de nervoso.

-- Mentirosos desprezíveis.- disse ela ironizando. Ela avançou um passo, mas rapidamente Siggy segurou seu braço impedindo-a.

Ragnar desviou o olhar para Siggy com curiosidade. Deixou a cabeça cair um pouco de lado e a encarou com olhos semicerrados.

-- Siggy.- ele disse.

Aquilo a surpreendeu. Ele se aproximou olhando-a inteira.

-- Como sabe quem eu sou?- perguntou Siggy com um sorriso escapando dos lábios.

-- Você tem os olhos de seu pai.- Sua resposta a desagradou. -- Que tem os meus olhos, mas foi apenas o que um homem me disse.- Ouvido isso, Siggy manteve seu sorriso. O famoso Rei Ragnar, seu avô, sabia quem ela era. Siggy sentiu uma alegria em seu coração que estava acelerado. Por um puro impulso, ela se aproximou mais de Ragnar e o abraçou. O mesmo ficou estático de surpresa. Ao ver o que tinha feito, ela lentamente se afastou, envergonhada. Ragnar a olhou com os olhos arregalados e lentamente formou um sorriso extremamente largo em seu rosto. Ele a puxou para um abraço apertado e caloroso. Se afastou um pouco com as mãos em seus ombros muito sorridente. -- Bonita, muito bonita. Minha neta.- Ele olhou para Lagertha. -- E como guerreira?- perguntou a ela.

Lagertha a olhou e sorriu, então virou-se para Ragnar.

-- A melhor.- disse orgulhosa. -- Depois de mim, claro.- completou com um belo sorriso. A raiva que estava lhe abandonou aos poucos, pois Siggy era mais preciosa que o desgosto pelo homem.

Ragnar pareceu extremamente satisfeito com a resposta de sua ex esposa. Puxou Siggy outra vez contra si e beijou o topo de sua cabeça.

-- Estou ansioso para vê-la lutar.- disse ele largando-a. Siggy estava com um sorriso radiante. Não esperava tamanho acolhimento. Imaginava Ragnar sendo frio e impiedoso, mas o que estava diante dela era um homem que amava os de seu sangue.

Lagertha olhou para o rosto da garota com uma pequena inquietude. Ciúmes de avó, talvez? Era mais que natural se sentir assim. Siggy desde pequena não desgrudava de suas pernas. Lagertha lhe ensinou a cozinhar, lavar e tecer. Como também o cultivo, caçar, pescar e tudo sobre seus deuses e tradições. Todos os dias treinava com a garota, ensinando-a pacientemente a lutar. Siggy sempre esteve ao seu lado, como uma filha. Seu desejo pós morte é que ela assuma a vila em seu lugar como Earl. Infelizmente, sendo sua neta a decisão não depende apenas dela. Siggy tinha um pai e mesmo ausente ele teria que autorizar esta decisão.

Três rapazes saíram de trás das cortinas de cordas onde Ragnar havia surgido. O maior tinha extrema semelhança com ele. Seu cabelo era fino, com uma grande trança puxada para trás. Estava com um olhar confuso. Os outros dois eram um pouco mais baixos, mas bem jovens. Um deles, com os cabelos loiros escuros trançados olhou Siggy com um sorriso travesso. O outro, menor dos três com cabelos loiros claros estava encarando Lagertha. Ragnar olhou o de sorriso travesso com uma expressão reprovadora.

-- Não olhe sua sobrinha desse jeito, Hvitserk.- disse friamente. -- A menos que queira perder a vida hoje.

Os olhos surpresos dos jovens se depositaram em Siggy, que também estava surpresa. Ela encarou os três e considerou-os muito jovens para serem chamados de tios por ela. Em seus pensamento imaginava que seriam mais velhos, mas olhando-os agora era estranho. O jovem maior dos três se aproximou dela com um gentil sorriso. Estendeu o braço e ela o apertou em um cumprimento firme.

-- Sou seu tio, Ubbe.- disse ele com um tom divertido. Siggy sorriu. Ele apontou para o jovem ao lado de Hvitserk. -- Seu tio, Sigurd.

Sigurd sorriu e se aproximou dela também oferecendo um aperto em seu braço. Ela apertou rapidamente.

-- Eu a levava para brincar comigo, se lembra?- Isso fez Siggy rir.

-- Sim, eu me lembro, tio.- o rapaz riu. Era extremamente engraçado ouvi-la chamá-lo de tio, pois não parecia mais do que um ou dois anos mais nova que ele.

Logo Hvitserk fez o mesmo que seus dois irmãos e a cumprimentou, um pouco sem graça, provavelmente por conta de tê-la olhado de maneira inadequada. 
Siggy estava feliz. Achou que chegando em Kattegat só teria tristeza, raiva e desgosto. O lugar se mostrou o lar de sua até pouco antes desconhecida família. Se sentiu com sorte, a família era grande. Haveria muito para compartilhar com seus jovens tios. Eles tinham uma boa aparência, fortes e saudáveis. Assim como Bjorn, eles eram filhos de Ragnar, com toda certeza são bons guerreiros. Ela já estava a imaginar treinos e lutas nas batalhas ao lado deles. Pela primeira vez não viu um futuro solitário em seu aguardo.

-- Onde está Ivar?- perguntou Ragnar a seus filhos. Todos deram de ombros. Ele suspirou, mas logo olhou além de Siggy. -- Ai está seu tio Ivar.

Siggy sorriu e se virou para encontrar o outro integrante de sua família. Mas não viu nada, até que desceu o olhar e revelou-se um jovem rapaz se arrastando pelo chão. Quando ele ergueu o olhar para ela ficou paralisado. O sorriso dela desapareceu. Era o rapaz de pernas estranhas. Seus olhos eram inconfundíveis. Ambos ficaram calados se encarando. Lagertha olhou para Ivar e sorriu.

-- Olá, Ivar.- disse ela cortando o silêncio. -- Se tornou um belo rapaz.- Ele lentamente desviou o olhar de Siggy e depositou em Lagertha sorrindo. O belo sorriso outra vez.

-- Olá. Que bela surpresa, não?!- Ele voltou a olhar Siggy. -- Sobrinha.- disse com uma grande provocação na voz.

Siggy caminhou até ele, agachou-se e estendeu seu braço. Ivar sorriu com uma arrogância determinada e apertou forte seu cumprimento. Os olhos de ambos estavam grudados um no outro.

-- Teremos um banquete mais a noite - disse Aslaug. Siggy quase se esquecera de sua presença ali. -- Com certeza estão cansadas da longa viagem.

Lagertha se virou para ela e sorriu.

-- Sim, estamos. Ficaremos na casa de Torvi.- respondeu ela.

Aslaug sorriu para Siggy.

-- Então descansem e venham para comer mais a noite.

Ambas concordaram e Lagertha acenou para sua neta que a seguiu caminhando para fora da casa. Ivar estava com seus olhos na garota, como antes. Siggy se sentiu desconfortável ao passar por ele. Virou-se para Ragnar ainda caminhando e acenou com a cabeça. Ele a olhava ainda com um sorriso e retribuiu o aceno.

Lagertha andou com Siggy para a casa de Torvi, nome que a garota não reconheceu. Talvez fosse uma amiga de sua avó. Provavelmente não ficaria hospedada na casa de Aslaug por, bom, era a ex mulher de Ragnar, seria extremamente desconfortável e incômodo. 
Após andar entre o comércio e casas chegaram em frente a uma porta de madeira escura. Lagertha apenas entrou, Siggy a seguiu. Uma mulher loira de longos cabelos e olhos grandes estava lavando algo e ao ver as duas logo deixou tudo que estava em mãos e foi até elas. Lagertha a abraçou contente. Elas se afastaram e a mulher olhou Siggy.

-- Esta é Siggy.- disse Lagertha. As sobrancelhas da mulher se ergueram. -- Siggy, esta é Torvi, a esposa de seu pai.

Siggy a olhou de cima baixo. Mulher de meu pai. Estava na casa de seu pai. Olhou em volta ignorando Torvi que esperava um cumprimento.

-- Quero ficar com meu avô.- disse Siggy.

Estava claramente infeliz em se hospedar na casa de Bjorn junto com a mulher que ele arrumou enquanto ela estava aos cuidados de Aslaug. Lagertha enrugou o nariz para ela.

-- Ficará aqui, comigo.- disse irritada.

Torvi a olhou com um sorriso gentil.

-- Aqui também é sua casa.

Siggy lançou-lhe um olhar incrédulo. Minha casa?

-- Esta jamais será a minha casa, pois a mesma está há dois dias de viagem daqui. O lugar onde cresci, onde me tornei quem sou hoje. Isso se chama casa. - respondeu ela duramente.

O sorriso de Torvi se desfez. Lagertha lhe lançou um olhar furioso que Siggy ignorou.

-- Os quartos são ali.- disse Torvi um pouco baixo, apontando para trás de Lagertha.

Ela agradeceu então a mulher se voltou para a cozinha amuada. Lagertha puxou Siggy pelo braço até o quarto sem dizer nada. Quando ambas estavam no interior do lugar, Lagertha fechou a porta atrás de si. Viu que suas bagagens estavam ao lado da cama, então foi até um baú e o abriu. Pegou em mãos um lindo vestido verde como musgo úmido e deixou sobre uma cadeira. Abriu uma pequena caixa de jóias e selecionou algumas e as deixou sobre a cama.

-- Vá se banhar e durma. Lhe chamarei para ir ao banquete ao anoitecer. Coloque o vestido e se enfeite. - disse Lagertha firme. Então saiu do quarto deixando-a sozinha.

Siggy caminhou até a cama e desabou sobre ela. Fechou seus olhos e suspirou.

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