História Irresistible - Klaroline - Capítulo 37


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Klaus Mikaelson
Tags Klaroline, Romance
Visualizações 149
Palavras 1.969
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


😘

Capítulo 37 - Trinta e Seis


Fanfic / Fanfiction Irresistible - Klaroline - Capítulo 37 - Trinta e Seis

O ar ainda estava gelado, mas já era possível sentir a primavera. Havia folhas verdes e flores se abrindo, pássaros cantando nas árvores e o azul do céu prometendo melhores climas pela frente. O Central Park na primavera sempre foi meu lugar preferido; era incrível como uma cidade deste tamanho e com tanta indústria poderia esconder essa joia cheia de cores, água e vida selvagem bem no meio de seu coração.

Eu queria pensar no que precisava fazer nos próximos dias, ou no fim de semana da Páscoa que se aproximava, mas eu estava dolorida, cansada, e ter Klaus correndo ao meu lado era algo que me distraía cada vez mais.

O ritmo de seus pés no asfalto, a cadência de sua respiração… tudo que eu conseguia pensar tinha a ver com sexo. Eu me lembrava dos músculos sob minhas mãos, o jeito provocante que ele usava para pedir que eu o mordesse, como se estivesse fazendo por mim, sabendo que eu também precisava liberar algo dentro dele, e que talvez esse algo estivesse debaixo de sua pele. Eu me lembrava de sua respiração perto do meu ouvido no meio da noite, quando ele tentava se segurar por horas enquanto me fazia gozar várias e várias vezes.

Ele ergueu a camiseta e limpou a testa enquanto corria. Meu pensamento imediatamente recordou seu suor em minha barriga e seu orgasmo em minha cintura na festa da república.

Klaus baixou a camiseta, mas eu não conseguia tirar os olhos do pequeno pedaço onde sua barriga ficou exposta.

– Caroline.

– Humm?

Finalmente, consegui acordar do meu transe e voltei a olhar a pista na nossa frente.

– O que você está pensando? Você está com uma expressão boba no rosto.

Respirei fundo e apertei meus olhos por um instante.

– Não é nada.

Seus pés pararam, e a cadência de seu sexo e quadris estocando em mim foi interrompida de repente. Mas a sensibilidade entre minhas pernas não sumiu quando ele se virou para me olhar nos olhos.

– Não faça isso.

Enchi meus pulmões, e as palavras escaparam com a minha respiração.

– Certo, eu estava pensando em você.

Olhos azuis analisaram meu rosto antes de me olharem por inteiro: mamilos duros sob a camiseta, que era dele e grande demais para mim; pernas quase desabando e, entre elas, músculos tão tensos que eu precisava apertar ainda mais para tentar aliviar um pouco a dor.

Um pequeno sorriso se abriu em seu rosto.

– Está pensando em mim neste exato momento?

Desta vez, quando fechei meus olhos, eu os mantive fechados. Ele disse que a minha força estava na minha honestidade, mas na verdade estava no jeito como ele me fazia sentir quando eu contava a verdade.

– Nunca me senti distraída com uma pessoa desse jeito antes.

Sempre fui regida pela obstinação. Mas agora, eu sentia luxúria, vontade, desejo, eu me sentia uma aluna insaciável.

Ele ficou em silêncio por tempo demais, e quando olhei de volta, vi que ele estava me observando, considerando suas opções. Eu precisava que ele fizesse alguma piada, que me provocasse, dissesse algo safado e nos trouxesse de volta para os bons tempos de Klaus e Caroline.

– Conte mais – ele sussurrou, finalmente.

Abri os olhos, encarando-o diretamente.

– Nunca tive dificuldade em me concentrar antes em alguma tarefa. Mas… agora fico pensando em você… – parei abruptamente. – Penso em sexo com você o tempo todo. 

Nunca senti meu coração tão pesado, batendo com tanta força. Eu adorava essas reações que ele causava em meu corpo, lembrando que meu coração é um músculo e meu corpo é, em parte, feito para ser selvagem e animalesco. Mas não para as emoções. Eu definitivamente não me dava bem com emoções.

– E? – ele pressionou.

– E isso é loucura.

Seu lábio tremeu num sorriso reprimido.

– Por quê?

– Porque você é meu amigo… você se tornou meu melhor amigo.

A expressão dele suavizou.

– E por acaso isso é uma coisa ruim?

– Eu não tenho muitos amigos, e não quero estragar tudo com você. Para mim, isso é importante.

Ele sorriu, tirando uma mecha molhada de cabelo do meu rosto.

– É sim.

– Tenho medo de que essa coisa de amizade colorida acabe, como diria Damon, indo por água abaixo.

Ele riu, mas não respondeu nada.

– Você não tem medo? – perguntei, tentando encontrar seus olhos.

– Não pelos mesmos motivos que você.

E o que isso queria dizer? Eu adorava a habilidade de Klaus de se manter contido, mas agora fiquei com vontade de estrangular seu pescoço.

– Mas não é estranho que, mesmo você sendo meu melhor amigo, eu não consiga parar de pensar em você pelado? E eu pelada? Nós dois pelados, e o jeito que você me faz sentir quando estamos pelados? O jeito como eu espero fazer você se sentir quando estamos pelados? Eu fico pensando muito nessas coisas.

Ele chegou mais perto, pousando uma mão na minha cintura e a outra em meu rosto.

– Não é estranho. E Caroline?

Quando ele acariciou meu pescoço com o polegar, eu sabia que estava tentando dizer que entendia o quanto isso me assustava. Engoli em seco e sussurrei:

– Sim?

– Você sabe que eu sempre achei importante deixar as coisas claras.

Assenti.

– Mas… você quer mesmo conversar sobre isso agora? Se você quiser, nós podemos conversar – ele disse, apertando minha cintura para me acalmar –, mas não precisamos necessariamente.

Um pequeno raio de pânico atravessou meu corpo. Já tivemos essa conversa antes, e o final não foi nada bom. Entrei em pânico, e ele retirou o que disse. Seria diferente agora? E como eu responderia se ele dissesse que me queria, mas que não queria apenas eu? Mas eu sabia, sim, o que eu diria. Eu diria que isso não funcionava mais para mim. E que eventualmente… eu me afastaria.

Sorrindo, balancei a cabeça.

– Pelo menos, não agora.

Ele se aproximou ainda mais e disse em meu ouvido:

– Certo. Mas nesse caso é melhor eu avisar: ninguém me faz sentir como você faz – ele pronunciou cada palavra cuidadosamente, como se precisasse inspecionar cada uma antes de deixá-las sair. – E eu também penso sobre sexo com você. Penso muito.

Não é que fiquei surpresa por ele pensar em sexo comigo; isso estava bem claro, considerando os comentários que sempre fez. Mas eu suspeitava de que ele quisesse estar comigo de alguma maneira esclarecida, quase contratual, como faz com suas outras mulheres, com quem discutia tudo com antecedência numa espécie de acordo mútuo estéril. Eu simplesmente não sabia se para Klaus isso significava um compromisso com sexo ou… sexo sem muito compromisso. Afinal de contas, se ninguém fazia ele se sentir assim, então obviamente havia outras pessoas lá fora tentando, não é?

– Entendo que você possa ter… planos para o fim de semana – comecei a dizer, e as sobrancelhas dele se juntaram em frustração ou confusão, eu não tinha certeza de qual, mas continuei mesmo assim: – Mas se tiver e não quiser ter planos, ou se não tiver planos, mas gostaria de ter planos, então você poderia viajar comigo para a casa da minha família no feriado da Páscoa.

Ele se afastou apenas o suficiente para olhar meu rosto.

– Como é?

– Quero que você passe o feriado comigo. Minha mãe sempre faz um café da manhã de Páscoa delicioso. Podemos ir no sábado e voltar no domingo de tarde. Você tem planos?

– Humm… não. Nada de planos. Você está falando sério?

– Seria estranho para você?

– Não seria estranho. Seria ótimo encontrar Matt e os seus pais – e um fogo acendeu em seus olhos. – Entendo que a gente não vá contar para sua família sobre nossas recentes aventuras sexuais, mas pelo menos vou poder ver seus peitos enquanto estivermos lá?

– Na privacidade? Talvez.

Ele bateu a ponta do dedo no queixo repetidas vezes, fingindo considerar o acordo.

– Humm. Isso vai soar esquisito, mas… pode ser no seu quarto?

– No quarto da minha infância? Você é um pervertido – eu disse, balançando a cabeça. – Mas… talvez.

– Então eu topo.

– Só precisa disso? Peitos? Você é fácil assim?

Ele se aproximou, beijou minha boca e disse:

– Se precisa perguntar, então você ainda não me conhece tão bem

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Klaus apareceu no meu apartamento no sábado de manhã, estacionando um velho Subaru Outback verde na frente do meu prédio. Ergui minhas sobrancelhas olhando de um para o outro, enquanto ele girava as chaves no dedo com uma expressão orgulhosa.

– Belo carro – eu disse, pegando minha mala em frente à porta.

Ele tirou a mala da minha mão e beijou meu rosto, sorrindo com minha aprovação.

– Não é mesmo? Eu deixo guardado numa garagem. Sinto falta desse carro.

– Quando foi a última vez que você o dirigiu?

Ele deu de ombros.

– Faz um tempo.

Eu o segui pelas escadas, tentando não pensar sobre onde estávamos indo. Convidar Klaus pareceu uma grande ideia na hora, mas agora, menos de uma semana depois, fiquei pensando como o pessoal iria reagir – e se eu conseguiria esconder meu sorrisinho idiota e manter as mãos longe de sua calça. Quando forcei meus olhos para longe de sua bunda, percebi que as chances não eram muito boas.

Ele estava inacreditável em seu jeans favorito, uma camiseta velha do Star Wars e tênis verdes. Ele parecia tão relaxado quanto eu estava nervosa.

Nós realmente não conversamos sobre o que aconteceria quando chegássemos lá. Minha família sabia que estávamos passando um tempo juntos – foi ideia deles, afinal de contas –, mas isso que está acontecendo entre nós certamente não era parte do plano. Eu confiava em

Liv para manter segredo, pois se Matt soubesse as coisas que Klaus fez com sua irmãzinha, havia uma boa chance de uma briga ou, no mínimo, uma conversa realmente constrangedora.

Era fácil manter essa realidade escondida enquanto estávamos aqui em Nova York. Mas lá em casa, a realidade era que Klaus era o melhor amigo de Matt. Eu não podia agir da mesma maneira, como se… como se ele pertencesse a mim.

Klaus colocou minha bagagem no porta-malas e depois abriu a porta para mim, mas não sem antes me pressionar contra o carro e me dar um longo beijo.

– Está pronta?

– Sim – eu disse, me recuperando de uma pequena epifania. Eu gostava de sentir que ele pertencia a mim. Ele me olhou e sorriu até que nós dois percebemos que tínhamos algumas horas no carro para nos desfazer dessa confortável intimidade.

Ele me beijou mais uma vez, gemendo contra meus lábios e passando gentilmente a língua na minha boca antes de dar um passo para trás para que eu pudesse entrar no carro.

Andando até o outro lado, ele sentou no banco do motorista e imediatamente disse:

– Sabe, a gente podia perder um minutinhos e dar umazinha no banco de trás, o que você acha? Eu posso baixar o banco para facilitar para você. Sei que gosta de ter espaço para abrir bem as pernas.

Revirei os olhos, sorrindo largamente. Jogando os ombros para cima, Klaus girou a chave e deu a partida. O carro pegou com um rugido e Klaus engatou a primeira marcha, piscando para mim antes de acelerar. Começamos a andar até o carro parar de repente alguns metros à frente.

Ele franziu a testa, mas deu a partida novamente e conseguiu entrar no trânsito sem problemas. Peguei seu celular no porta-copos e comecei a buscar entre suas músicas. Ele me jogou um olhar desaprovador, mas não disse nada, apenas voltou a olhar a estrada.

– Britney Spears? – perguntei, rindo.

Ele estendeu o braço sem olhar, tentando pegar o celular.

– Minha irmã – ele murmurou.

– Claaaaaro.

Paramos num semáforo na Broadway, e o carro morreu de novo. Klaus tentou dar outra partida, o carro pegou, mas morreu de novo alguns minutos depois.

– Você tem certeza de que consegue dirigir essa carroça? – perguntei, sorrindo com ironia.

– Você já é um nova-iorquino há tanto tempo que nem sabe mais dirigir?

Ele me jogou um olhar bravo.

– Seria muito mais fácil se tivéssemos transado no banco de trás. Ajuda a clarear a mente.

Olhei ao redor e de volta para ele, sorrindo enquanto eu me abaixava e começava a abrir o zíper de sua calça.

– Quem precisa do banco de trás?


Notas Finais


Até mais 😘❤


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