História Irresistible - Klaroline - Capítulo 38


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Klaus Mikaelson
Tags Klaroline, Romance
Visualizações 148
Palavras 1.850
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 38 - Trinta e Sete


Fanfic / Fanfiction Irresistible - Klaroline - Capítulo 38 - Trinta e Sete

Desliguei o carro e o motor tilintou no silêncio que se seguiu. Ao meu lado, Caroline estava dormindo, com a cabeça encostada na janela do passageiro. Estávamos na frente da casa da família Forbes, nos subúrbios de Boston. Na frente, havia uma grande varanda branca envolvida por tijolos expostos, venezianas azul-marinho cobriam as janelas da frente, e pesadas cortinas cor de creme eram visíveis lá dentro. A casa era grande, bonita, e continha tantas das minhas próprias memórias que eu sequer podia imaginar.

Fazia uns dois anos que eu não vinha até aqui, desde que acompanhei Matt em sua visita aos pais num fim de semana qualquer. Nenhum de seus irmãos estava na casa naquela ocasião.

Foi uma visita relaxante, durante a qual passamos a maior parte do tempo no quintal lendo e tomando gim e tônica. Mas agora eu estava estacionado na frente da casa deles, sentado ao lado da irmã do meu amigo, que havia me dado duas chupadas sensacionais durante a viagem, a última terminando menos de uma hora atrás com minhas mãos segurando o volante com força e meu pau tão enterrado em sua garganta que até senti quanto ela engoliu. Caroline realmente tinha talento com a boca. Ela achava que ainda precisava de mais instruções, e eu não me importei de continuar com a brincadeira enquanto ela praticava em mim mais algumas vezes.

Na cidade, no meio do nosso dia a dia, era fácil esquecer a conexão com Matt, a conexão familiar. A conexão eles-me-matariam-se-soubessem-o-que-estamos-fazendo. Fui surpreendido quando ela citou Liv, pois essa era uma história muito antiga. Mas agora eu teria que encarar tudo isso neste fim de semana: minha história como a grande paixão de Liv, como o melhor amigo de Matt e o estagiário de Bill. E teria que encarar tudo isso tentando esconder minha paixão por Caroline.

Toquei em seu ombro e sacudi de leve.

– Caroline.

Ela se assustou um pouco, mas a primeira coisa que viu quando abriu os olhos foi meu rosto. Caroline estava sonolenta e não totalmente consciente, mas sorriu como se estivesse olhando para a sua coisa favorita no mundo, e então murmurou:

– Oi.

E, com sua reação, meu coração explodiu.

– Oi, minha Ameixa.

Ela sorriu timidamente, virando a cabeça para olhar pela janela enquanto se espreguiçava.

Quando viu onde estávamos, ela se assustou novamente, ajeitando-se no assento e olhando ao redor.

– Ah! Já chegamos.

– Estamos aqui.

Quando se virou para mim, seus olhos pareciam levemente em pânico.

– Vai ser esquisito, não é? Vou ficar olhando para a sua braguilha e o Matt vai perceber e daí você vai olhar para os meus peitos e alguém também vai perceber! E se eu tocar você? Ou… – seus olhos se arregalaram – e se eu beijar você?

Sua crise nervosa iminente me acalmou demais. Apenas um de nós podia surtar por vez.

Balancei a cabeça e disse:

– Vai dar tudo certo. Estamos aqui como amigos. Estamos visitando sua família como amigos. Não vai ter nada de admiração pública de paus ou peitos. Combinado?

– Combinado – ela repetiu sem muito entusiasmo. – Apenas amigos.

– Porque é isso que somos – eu a lembrei, ignorando o órgão dentro do meu peito que se retorceu quando eu disse isso.

Endireitando-se, ela assentiu e levou a mão até a maçaneta, cantarolando:

– Amigos! Amigos visitando minha casa na Páscoa! Vamos encontrar seu velho amigo, meu irmão mais velho! Obrigada por me trazer até aqui desde Nova York, amigo Klaus, meu amigo!

Ela riu enquanto saía do carro e dava a volta para pegar sua bagagem no porta-malas.

– Caroline, acalme-se – sussurrei, pousando suavemente a mão em suas costas. Senti meus olhos baixarem de seu pescoço até chegarem aos peitos. – Não seja lunática.

– Olhos aqui em cima, Niklaus. É melhor começar desde já.

Rindo, eu sussurrei:

– Vou tentar.

– Eu também – e com uma piscadela, ela sussurrou: – E lembre-se de me chamar de Care

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Liz Forbes tinha um abraço tão bom que poderia ser facilmente confundida com alguém do noroeste americano. Ela me cumprimentou e me puxou logo que entrei pela porta para um familiar abraço. Assim como Caroline, ela era alta, e envelheceu muito bem. Beijei seu rosto, entregando as flores que compramos quando paramos para abastecer.

– Você é sempre tão gentil – ela disse, recebendo as flores e gesticulando para entrarmos. – Bill ainda está trabalhando. Liv e Liam estão aqui, e o Matt ainda está na estrada – ela olhou para a janela e franziu a testa. – Vai chover, então espero que ele chegue logo para o jantar.

Fico imaginando como foi sua vida criando essas crianças. E com cada um também se casando e tendo filhos, a casa ficaria cada vez mais cheia.

Senti um desejo estranho de participar de tudo isso de algum jeito, então desviei os olhos tentando limpar minha mente. Este fim de semana tinha potencial para ser estranho o suficiente sem ter essas novas emoções no meio.

Lá dentro, a casa parecia a mesma das minhas memórias, apesar de ter passado por uma reforma. Ainda era confortável, mas, em vez da decoração azul e cinza de que eu me lembrava, agora os tons predominantes eram marrons e vermelhos com sofás macios e paredes cor de creme. Por toda a entrada e corredor eu percebi que, com ou sem reforma, Liz ainda abraçava o estilo de vida americano com uma boa dose de citações posando de arte nas paredes. Eu sabia o que veria pelo resto da casa: No corredor: “Viva, ria, ame!”.

Na cozinha: “Uma dieta equilibrada é ter um biscoito em cada mão!”.

Na sala de estar: “Nossos filhos: nós damos as raízes para eles alçarem voo!”.

Ao me flagrar lendo a frase perto da entrada – “Todos os caminhos levam para casa” –,Caroline piscou, mostrando um sorriso no canto da boca.

Quando ouvi passos descendo pela escada de madeira ao lado da entrada, ergui o olhar e encontrei os olhos azuis de Liv. Meu estômago esfriou num instante.

Não havia motivo para eu deixar que as coisas ficassem estranhas com Liv; já a encontrei várias vezes desde que ficamos, mais recentemente no casamento de Matt alguns anos atrás, quando tivemos uma agradável conversa sobre seu emprego numa pequena firma comercial em Hanover. Seu noivo – atual marido – parecia um cara legal. Lembro-me de nem pensar duas vezes sobre qualquer coisa entre nós.

Mas isso era porque eu não considerava que nosso breve romance tivesse significado algo para ela; eu não sabia que Liv tinha ficado com o coração partido quando voltei para Yale naquele Natal. Era como se alguém tivesse reescrito uma grande parte da minha história com os Forbes  – e me transformado no vilão. Agora que eu estava aqui, percebi que não fiz nada para me preparar mentalmente para isso.

Enquanto fiquei de pé como uma estátua, ela se aproximou e me abraçou.

– Oi, Klaus – ela disse. Senti a pressão de sua barriga grávida e ela riu, sussurrando: – Me abrace de volta, seu bobo.

Relaxei e envolvi seu corpo com meus braços.

– Olá. Acho que estou um pouco atrasado, mas parabéns mesmo assim.

Ela deu um passo para trás, esfregando a barriga e sorrindo.

– Obrigada.

Liv parecia estar se divertindo com meu embaraço, e então eu me lembrei de que Caroline tinha ligado para ela depois de nossa discussão, ou seja, provavelmente ela sabia exatamente o que se passava comigo e sua irmãzinha.

Meu estômago voltou a dar um nó, mas me esforcei para superar o desconforto e não estragar o fim de semana inteiro.

– Você está esperando um menino ou uma menina?

– Vai ser uma surpresa – ela disse. – Liam quer saber, mas eu não. Então, claro, isso significa que não vamos saber até lá.

Rindo, ela abriu espaço para seu marido me cumprimentar.

Trocamos mais algumas amenidades no hall de entrada; Caroline atualizou sua mãe e Liv com as últimas notícias da pós-graduação, Liam e eu conversamos um pouco sobre basquete antes de Liz apontar para a cozinha.

– Preciso voltar para o fogão. Venham tomar um drinque depois de se acomodarem um pouco.

Peguei nossa bagagem e acompanhei Caroline até o andar de cima.

– Ponha Klaus no quarto amarelo – Liz disse.

– Esse era o meu quarto? – perguntei, enquanto olhava para a bunda perfeita de Caroline. Ela sempre esteve em forma, mas nossas corridas estavam fazendo maravilhas com suas curvas.

– Não, você ficava no quarto de hóspedes branco – ela respondeu, e então se virou para me jogar um sorriso sobre o ombro. – Não que eu me lembre de cada detalhe daquele verão ou algo assim.

Eu ri e entrei no quarto em que eu deveria passar a noite.

– Onde fica o seu quarto? – a pergunta saiu antes mesmo de eu considerar se era bom ou não eu saber, e certamente antes de eu checar se alguém poderia nos ouvir.

Ela olhou sobre o ombro e então entrou no quarto, fechando a porta.

– Na segunda porta do corredor.

O espaço entre nós parecia encolher. Ficamos parados, encarando um ao outro.

– Oi – ela sussurrou.

Foi a primeira vez desde que deixamos Nova York que considerei que talvez isso fosse uma péssima ideia. Eu estava apaixonado por Caroline. Como poderia esconder isso todas as vezes que eu olhava para ela?

– Oi – eu disse, quase sem voz.

Inclinando a cabeça, ela perguntou:

– Tudo bem?

– Sim – e cocei meu pescoço. – Só que… eu quero te beijar.

Ela chegou mais perto até poder passar as mãos debaixo da minha camiseta e sobre meu peito. Eu me abaixei, plantando um único e simples beijo em sua boca.

– Mas eu não deveria – falei contra seus lábios quando ela voltou para outro beijo.

– Provavelmente não.

Sua boca passou para meu queixo, descendo pela garganta, chupando, mordendo. Debaixo da minha camiseta, ela arranhava meu peito e deslizava as unhas suavemente sobre meus mamilos. Em apenas alguns segundos, eu já estava rígido, pronto, sentindo minha pele se aquecer e meus músculos queimarem.

– Não sei se vou conseguir ficar apenas nos beijos – eu disse, ao mesmo tempo alertando para ela parar e incentivando para continuar.

– Temos um pouco de tempo antes do resto do pessoal chegar – Caroline disse, afastando-se apenas o suficiente para desabotoar minha calça. – Podemos…

Eu segurei suas mãos, sentindo meu lado cauteloso vencer minha luta interna.

– Caroline. É melhor não.

– Não vou fazer barulho.

– Esse não é o único problema de comer você na casa dos seus pais no meio do dia. Não acabamos de ter essa conversa lá fora?

– Eu sei, eu sei. Mas e se agora for o único momento que teremos sozinhos? – ela perguntou, com um sorriso malicioso. – Você não quer brincar um pouco comigo aqui?

Ela estava louca.

– Caroline – eu disse, fechando os olhos e soltando um grunhido quando ela abaixou minha calça e cueca e agarrou meu pau com sua mão quente. – Realmente não podemos.

Ela parou, segurando meu pau gentilmente.

– Podemos ser rápidos. Para variar um pouco.

Abri os olhos e a encarei. Eu não gostava de pressa, em nenhuma situação, mas principalmente com Caroline. Gosto de ir devagar. Mas se ela estava se oferecendo a mim e tínhamos apenas cinco minutos, eu poderia usar esses cinco minutos. O resto da família ainda não havia chegado; talvez tudo desse certo. E então eu me lembrei:

– Merda. Não tenho nenhuma camisinha. Não trouxe nenhuma. Por motivos óbvios.

Ela praguejou.

– Nem eu.

A pergunta pairou sobre nós quando Caroline me olhou, com olhos arregalados e suplicantes.

– Não – eu disse, sem nem precisar ouvir suas palavras.


Notas Finais


Até mais ♡


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