História Irresistible - Klaroline - Capítulo 41


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Klaus Mikaelson
Tags Klaroline, Romance
Visualizações 186
Palavras 2.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 41 - Quarenta


Fanfic / Fanfiction Irresistible - Klaroline - Capítulo 41 - Quarenta

Depois de ficar acordado por algumas horas conversando com Matt, finalmente fui para a cama. Fiquei olhando para a parede por uma hora antes de desistir de esperar os sons dos passos macios de Caroline no corredor e o chiado da porta enquanto ela entrava no meu quarto.

Então, cochilei e acabei perdendo o momento quando ela fez isso de verdade, depois tirou a roupa e subiu nua na minha cama. Acordei sentindo seu corpo quente se aconchegando ao meu lado.

Suas mãos acariciaram meu peito, a boca chupou meu pescoço, meu queixo, meus lábios. Eu já estava duro e pronto para outra antes mesmo de acordar totalmente, e quando soltei um gemido Caroline pressionou a mão em minha boca, lembrando que deveríamos ficar em silêncio.

– Que horas são? – murmurei, sentindo o doce perfume de seus cabelos.

– Duas e pouco.

– Tem certeza de que ninguém ouviu você?

– As únicas pessoas que poderiam ouvir aqui no fim do corredor são Matt e Liv. O ventilador do Matt está ligado, então eu sei que ele está dormindo. Ele não consegue ficar mais do que dez minutos acordado quando aquela coisa está ligada.

Eu ri, porque sabia que ela estava certa. Morei com ele por vários anos e sempre odiei aquele maldito ventilador.

– Liam está roncando – ela murmurou, beijando meu queixo. – E Liv precisa dormir antes que ele comece a roncar.

Satisfeito por ela ter sido sorrateira – e sabendo que era improvável que alguém batesse à porta no meio da nossa transa –, rolei para o lado e a puxei mais para perto.

Ela estava aqui para transar, óbvio, mas não parecia que queria apenas uma rapidinha.

Havia algo mais, algo borbulhando debaixo da superfície. Percebi isso na maneira como ela manteve os olhos abertos na escuridão, no jeito como beijava desesperadamente, e em cada toque hesitante, como se estivesse pedindo permissão. Percebi na maneira como ela puxou minha mão para onde mais queria: em seu pescoço, descendo até os seios e pousando em seu coração, que martelava loucamente. Seu quarto ficava perto, ela não estava sem fôlego por causa do esforço de se deslocar. Estava sem fôlego por outro motivo. Sua boca se abria e se fechava debaixo da luz da lua, como se quisesse falar, mas não tivesse ar para isso.

– O que está errado? – sussurrei em seu ouvido.

– Você ainda tem outras? – ela perguntou.

Afastei meu rosto e fiquei olhando para ela, confuso. Outras mulheres? Eu quis ter esta conversa antes centenas de vezes, mas sua evasão súbita sempre acabava com minha necessidade de clareza. Era ela quem queria continuar se encontrando com outras pessoas, era ela quem não confiava em mim, era ela quem achava que não deveríamos tentar ser exclusivos. Ou será que eu entendi tudo errado? Para mim, não havia mais ninguém.

– Pensei que era isso que você queria – respondi.

Ela se esticou para me beijar. Sua boca já parecia tão familiar, encaixando-se na minha num ritmo fácil de beijos suaves que de repente pegavam fogo, e imaginei por um segundo como ela poderia pensar em ficar com qualquer outra pessoa.

Ela me puxou para perto, buscando com a mão entre nós para me deslizar sobre sua pele.

– Existe alguma regra sobre sexo desprotegido duas vezes no mesmo dia?

Mordi sua orelha e sussurrei:

– Eu acho que a regra deveria ser que não podem existir outros amantes.

– Então devemos quebrar essa regra? – ela perguntou, erguendo os quadris.

Dane-se isso. Dane-se essa interferência.

Abri minha boca para protestar, para dizer que eu já não aguentava mais essa discussão em círculos que não chegava a lugar nenhum, mas então ela soltou um som faminto e quieto e se arqueou contra mim para que eu entrasse por inteiro dentro dela. Mordi meus lábios para segurar um gemido. Aquilo era surreal; já transei milhares de vezes, mas nunca, nunca foi tão bom assim.

Senti o gosto do meu sangue na boca e senti o fogo em minha pele em cada toque dela. Mas, então, Caroline começou a mexer os quadris em círculos, encontrando seu prazer debaixo de mim, e as palavras se dissolveram em minha mente.

Sou apenas um homem, caramba. Não sou um deus. Não consigo resistir a transar com Caroline agora e deixar todo o resto para depois.

Eu me senti como se estivesse trapaceando; ela não me entregava seu coração, mas me entregava seu corpo, e talvez, se eu tomasse seu prazer o suficiente para acumulá-lo, eu poderia fingir que isso era algo mais.

Agora já não importava o quanto eu poderia me arrepender mais tarde.

~~~~~~~//~~~~~~

Nunca foi assim, nunca. Tão devagar. Quase tão lento que eu nem sabia se um de nós chegaria ao clímax, mas eu não me importava. Nossos lábios estavam quase encostados, compartilhando nossa respiração, sons e os sussurros de Sentiu isso? Está sentindo isso?

Eu sentia, sim. Sentia cada uma das batidas de seu coração debaixo da minha mão, e a maneira como seus ombros tremiam por cima de mim. Sentia os vestígios de palavras em seus lábios, como se estivesse tentando dizer algo… talvez até fosse a mesma coisa que eu queria dizer desde que entrei em seu quarto escuro. Mesmo antes disso.

Ele parecia não entender o que eu estava perguntando.

Nunca pensei que seria tão difícil abrir meu coração. Nós fizemos amor – de um jeito que parecia ser o verdadeiro sentido da frase; sua pele, minha pele, nada mais entre nós. Ele me chamou de Caroline na mesa de jantar… acho que ninguém nunca disse esse nome em voz alta nesta casa antes. E embora Matt – o melhor amigo de Klaus – estivesse na sala ao lado, Klaus ficou comigo lavando a louça. Ele me jogou um olhar cheio de significado antes de subir para seu quarto e me enviou uma mensagem de boa-noite, dizendo que a porta do seu quarto permaneceria destrancada.

Parecia que ele era meu quando estávamos numa sala cheia de pessoas. Mas aqui, sozinhos entre quatro paredes, tudo de repente parecia tão confuso.

Você ainda tem outras?

Pensei que era isso que você queria.

Eu acho que a regra deveria ser que não podem existir outros amantes.

Então devemos quebrar essa regra?

… Silêncio.

Mas o que eu estava esperando? Fechei os olhos, abraçando-o ainda mais forte quando ele tirou quase tudo para fora e então deslizou lentamente para dentro, centímetro por centímetro, gemendo em silêncio no meu ouvido.

– Tão bom, minha Ameixa.

Ele virou para cima de mim, passando a mão por minha cintura até chegar ao seio e simplesmente segurá-lo, raspando o polegar em meu mamilo.

Eu adorava os sons graves e derretidos de seu prazer, e isso ajudava a me distrair da realidade de que ele não me ofereceu as palavras que eu queria hoje. Eu queria que ele dissesse: “Não existem outras mulheres”. Eu queria que ele dissesse: “Agora que estamos fazendo isso sem proteção, não podemos mais quebrar essa regra, nunca mais”.

Mas foi ele quem iniciou essa conversa antes, e fui eu quem o impediu de continuar. Era mesmo verdade que ele não estava mais interessado em outra coisa além da amizade colorida?

Ou será que ele simplesmente não queria ser a pessoa que iniciaria essa conversa de novo? E por que eu estava sendo tão passiva? Era como se meu medo de estragar tudo com ele tivesse roubado todas as minhas palavras.

Ele arqueou seu pescoço para trás, gemendo baixinho enquanto deslizava para dentro e para fora, dolorosamente lento. Fechei meus olhos, afundando meus dentes em seu pescoço, mordendo, oferecendo todo tipo de prazer que eu conseguia pensar. Eu queria que ele me desejasse tanto que não importaria se eu era inexperiente. Eu queria achar um jeito de apagar de sua memória todas as outras mulheres que vieram antes de mim. Eu queria sentir – queria saber – que ele pertencia a mim.

Imaginei, por uma fração dolorosa de segundo, quantas outras mulheres pensaram a mesma coisa.

Quero sentir como se você me pertencesse. Empurrei seu peito, fazendo-o rolar para o lado para que eu pudesse subir nele. Nunca fiquei por cima com Klaus, não numa transa, e então olhei para baixo, insegura, guiando suas mãos até meus quadris.

– Nunca fiz isso.

Ele agarrou sua base e me guiou com a outra mão, gemendo quando me abaixei.

– Apenas faça o que achar gostoso – ele murmurou, olhando para meu corpo. – Agora você é quem faz o ritmo.

Fechei os olhos, tentando diferentes coisas e lutando para não me sentir boba em minha inexperiência. Fiquei tão encanada com meus movimentos que comecei a achar que havia algo de errado comigo, que eu não sabia ser despreocupada e sexy. Eu não sabia se ele estava gostando.

– Mostre como devo fazer – eu sussurrei. – Sinto que estou fazendo errado.

– Está brincando? Você é perfeita – ele murmurou em meu pescoço. – Quero durar a noite toda.

Eu estava suada, não por causa do esforço, mas por estar tão nervosa que achei que fosse explodir. A cama era velha e fazia barulho; não podíamos nos mexer do jeito que estávamos acostumados, de um jeito selvagem por horas, usando todo o colchão, o estrado e os travesseiros. Antes de perceber o que estava acontecendo, Klaus me levantou, carregou até o chão e sentou-se debaixo de mim para que eu pudesse cavalgá-lo novamente. Ele conseguiu ir tão mais fundo desse jeito; Klaus estava tão duro que eu podia sentir sua pressão num lugar até então desconhecido e sensível. Sua boca aberta se movia por meu peito, e ele abaixou a cabeça para chupar e soprar meus mamilos.

– Apenas me foda – ele grunhiu. – Aqui embaixo você não precisa se preocupar com o barulho.

Ele achou que eu estava preocupada com a cama barulhenta. Fechei meus olhos, mexendo sem muita confiança, e exatamente quando pensei que eu fosse parar, que eu fosse dizer que essa posição não estava funcionando para mim, que eu estava me afogando em palavras e perguntas não respondidas, ele começou a beijar meu queixo, meu rosto, meus lábios, e sussurrou:

– Onde você está? Volte para mim.

Parei em cima dele e descansei minha testa em seu ombro.

– Estou pensando demais.

– Sobre o quê?

– Fiquei nervosa de repente, e às vezes eu sinto que você é meu, mas só por alguns momentos. Pelo jeito eu não gosto disso tanto quanto pensei que gostaria.

Ele deslizou um dedo debaixo do meu queixo e levantou minha cabeça para que eu o olhasse nos olhos. Klaus me beijou e disse:

– Serei seu por todos os segundos, se é isso que você quer. Você apenas precisa me dizer, minha pequena Ameixa.

– Não me machuque, certo?

Mesmo na escuridão eu podia ver suas sobrancelhas se juntando.

– Você já me disse isso. Por que acha que eu a machucaria? Você acha mesmo que eu poderia fazer isso? – sua voz soou tão triste que algo dentro de mim também se apertou.

– Eu acho que você poderia. Mesmo que não tivesse a intenção, acho que você poderia.

Ele suspirou, pressionando o rosto em meu pescoço.

– Por que você não me dá aquilo que eu quero?

– E o que é que você quer? – perguntei, mudando de posição para deixar meus joelhos mais confortáveis, mas, no processo, eu deslizei por seu pau para cima e de volta para baixo. Ele me forçou no lugar com suas mãos na minha cintura.

– Não consigo pensar quando você faz isso – e respirando fundo várias vezes, ele sussurrou: – Quero apenas você.

– Então… – sussurrei, acariciando o cabelo em sua nuca. – Você ainda vai ter outras?

– Acho que você tem que dizer isso para mim, Caroline.

Fechei os olhos, pensando se isso seria bom o bastante. Eu poderia dizer a ele que não sairia com mais ninguém, e imaginei que ele diria o mesmo. Mas eu não queria que fosse eu quem decidisse. Se Klaus fosse fazer isso e ficar com apenas uma pessoa, teria que ser de um jeito que não fosse negociável para ele – tinha que ser ele querendo acabar com as outras por causa de seus sentimentos por mim. Não poderia ser uma decisão qualquer, na base do talvez-sim-talvez-não e do você-quem-sabe.

Então sua boca encontrou a minha, e ele me deu o mais doce e gentil beijo que já recebi.

– Eu já disse que queria tentar – ele sussurrou. – Foi você quem disse que achou que não iria funcionar. Você sabe quem eu sou; você sabe que eu quero ser diferente com você.

– Também quero.

– Certo.

Ele me beijou, e nosso ritmo recomeçou, com pequenas estocadas dele e pequenos círculos meus. Seus suspiros eram a minha respiração; seus dentes deslizaram deliciosamente em meus lábios.

Nunca me senti tão próxima de outro ser humano na vida. Suas mãos passeavam por toda a parte: meus seios, meu rosto, minhas coxas, meus quadris, entre minhas pernas. Sua voz retumbava grave e encorajadora em meu ouvido, dizendo o quanto estava bom, o quanto ele estava perto, o quanto precisava disso e sentia que trabalhava todos os dias apenas para voltar para mim. Disse que estar comigo era como estar no conforto de casa.

E quando gozei, eu não me importei se parecia desastrada ou inadequada, se eu era inexperiente ou ingênua. Eu me importava apenas com seus lábios pressionados firmemente em meu pescoço e seus braços me apertando tão forte que a única maneira possível de eu me mover era para mais perto dele.


Notas Finais


Obrigado pelos comentários anteriores amores ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...