História Irresistible - Klaroline - Capítulo 43


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Klaus Mikaelson
Tags Klaroline, Romance
Visualizações 184
Palavras 1.870
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura eu acho, não me matem depois de ler esse capítulo #Paz

Capítulo 43 - Quarenta e Dois


Fanfic / Fanfiction Irresistible - Klaroline - Capítulo 43 - Quarenta e Dois

Dizer que o clima no carro estava tenso seria um eufemismo. Já estávamos na estrada por quase uma hora e eu mal consegui juntar duas palavras.

Você está com fome?

Não.

A temperatura está boa? Está com frio? Está com calor?

Está bom assim.

Você pode acertar o GPS?

Claro.

Se importa se fizermos uma parada para o banheiro?

Beleza.

A pior parte era que eu tinha certeza de que estava sendo mimada e injusta. Klaus estava apenas seguindo as regras que eu pedi quando conversou com Matt. Nunca esperei que ele fosse exclusivo antes da noite passada.

Abra a boca, Caroline. Conte para ele o que você quer.

– Você está bem? – ele perguntou, abaixando a cabeça para encontrar meus olhos. – Você está monossilábica demais.

Eu me virei e fiquei observando seu perfil enquanto ele dirigia: seu queixo com a barba por fazer, os lábios curvados num sorriso de quem sabia o que eu estava olhando. Klaus olhou para mim algumas vezes, alcançando minha mão e apertando. Aquilo era muito mais do que sexo.

Ele era meu melhor amigo. Era a pessoa que eu queria chamar de namorado. A ideia dele com outras mulheres me deixava enjoada. Eu tinha certeza de que, depois desse fim de semana, ele não ficaria mais com elas, já que – meu Deus – transamos sem camisinha. Se isso não garantia uma conversa muito séria, então não sei o que faria.

Eu me sentia tão próxima dele; eu realmente sentia que nos tornamos muito mais do que amigos.

Apertei meus olhos com a mão, sentindo ciúme, nervosismo e… Deus, eu estava impaciente para terminar logo com essa conversa agora. Por que era tão fácil conversar com Klaus sobre qualquer sentimento, menos sobre aqueles que precisávamos declarar um para o outro?

Quando paramos num posto para abastecer, eu me distraí olhando sua lista de músicas em seu celular, pensando na sequência certa de palavras em minha mente. Quando encontrei uma música que eu sabia que ele odiava, eu sorri, observando-o guardar a bomba de gasolina e andar de volta para o carro.

Klaus entrou e segurou a chave na frente da ignição.

– Garth Brooks?

– Se você não gosta, então por que colocou no seu celular? – eu provoquei. Isso era bom, era um começo. Conseguir dizer algumas palavras já era um passo na direção certa. Inicie o assunto devagarinho, prepare uma aterrisagem suave e então pule.

Ele me jogou uma careta, como se tivesse mordido um sanduíche estragado, e então deu a partida no carro. As palavras circulavam em minha mente: Quero ser sua. Quero que você seja meu. Por favor, diga que você não esteve com mais ninguém nas últimas duas semanas, quando as coisas pareciam tão bem entre nós. Por favor, diga que eu não estou imaginando tudo isso.

Abri seu iTunes e voltei a vasculhar suas músicas, procurando algo ainda melhor, algo que deixasse meu humor mais leve e me desse mais confiança. E então, uma mensagem apareceu na tela.

Que pena que eu não estive lá ontem! Sim! Estou livre na terça-feira à noite e mal posso esperar para te encontrar. Minha casa? Beijos

Camille.

Acho que fiquei sem respirar por um minuto inteiro.

Desligando a tela, eu me afundei no banco, sentindo como se alguém tivesse virado meu estômago pelo avesso. Minhas veias se aqueceram com adrenalina, com embaraço, com raiva.

Em algum momento entre me comer sem camisinha na casa dos meus pais ontem e beijar meu pescoço hoje de manhã, Klaus enviou uma mensagem para Camille marcando um encontro para terça-feira.

Olhei pela janela enquanto deixávamos o posto e soltei o celular gentilmente em seu colo.

Alguns minutos depois, ele olhou para o celular antes de guardá-lo sem dizer uma palavra.

Klaus claramente viu a mensagem de Camille, mas não disse nada. Não pareceu nem estar surpreso.

Eu queria me enfiar num buraco.

Chegamos em meu apartamento, mas ele não fez menção de subir comigo. Carreguei minha mala até a porta e ficamos parados num silêncio constrangedor.

Ele tirou uma mecha rebelde do meu rosto e então rapidamente baixou a mão quando eu estremeci.

– Tem certeza de que você está bem?

Eu assenti.

– Apenas cansada.

– Então, amanhã nos encontramos? – ele perguntou. – A corrida é no sábado, então é melhor treinarmos uma corrida mais longa no começo da semana para poder descansar depois.

– Parece correto.

– Então, vejo você pela manhã?

Senti uma súbita vontade de tentar de novo, de dar a ele uma chance para achar uma maneira de confessar tudo e talvez esclarecer um mal-entendido gigantesco.

– Acho que sim… E eu estava pensando que você poderia me encontrar aqui na terça-feira à noite – eu disse, pousando minha mão em seu braço. – Sinto que deveríamos conversar, sabe? Sobre tudo que aconteceu no fim de semana.

Klaus olhou para minha mão e esticou o outro braço para entrelaçar nossos dedos.

– Você não pode conversar agora? – ele perguntou, franzindo as sobrancelhas e claramente confuso. Afinal de contas, ainda eram sete horas da noite de um domingo. – Caroline, o que está acontecendo? Parece que você está escondendo alguma coisa.

– A viagem foi longa e estou cansada. Amanhã vou ficar até mais tarde no laboratório, mas minha terça-feira está livre. Você pode me encontrar na terça?

Fiquei imaginando se minha voz soava tão suplicante na frente dele quanto dentro da minha cabeça. Por favor, diga sim. Por favor, diga sim.

Klaus lambeu os lábios, olhou para seus pés e para onde segurava minha mão. Eu podia sentir os segundos passando no ar que estava tão pesado que eu quase não conseguia respirar.

– Na verdade – ele disse, e então fez uma pausa, como se ainda estivesse considerando o que iria dizer –, eu tenho um… compromisso à noite. Do trabalho. Tenho um jantar de negócios na terça – ele balbuciou. Ele mentiu. – Mas eu posso te encontrar durante o dia ou…

– Não, tudo bem. A gente se vê amanhã de manhã.

– Tem certeza?

Meu coração parecia congelado.

– Sim.

– Certo, bom, então… – ele fez um gesto para a porta. – Acho que já vou indo. Tem certeza de que está tudo bem?

Quando eu não respondi e apenas fiquei olhando para seus pés, ele beijou meu rosto antes de ir embora. Subi para meu apartamento, tranquei a porta e fui direto para meu quarto. Eu não queria pensar em mais nada até amanhã de manhã.

Dormi como os mortos, acordando apenas quando meu despertador tocou às cinco e quarenta e cinco. Apertei o botão de soneca e fiquei deitada na cama, olhando para o display iluminado. Klaus mentiu para mim.

Tentei usar a razão, tentei fingir que não me importava, pois talvez as coisas ainda não fossem oficiais entre a gente, talvez ainda não estivéssemos realmente juntos… mas, por algum motivo, isso também não parecia ser verdade. Pois, por mais que eu tentasse me convencer de que Klaus era um jogador e não era confiável, lá no fundo… eu acreditei mesmo que aquela noite de sábado havia mudado tudo. Caso contrário, eu não me sentiria dessa maneira agora. Ainda assim, aparentemente ele não tinha problemas em se encontrar com outras mulheres até que sentássemos para oficializar tudo de um jeito oficialmente oficial. Eu nunca conseguiria separar emoção de sexo como ele. A simples percepção de que eu queria ficar apenas com Klaus já era suficiente para me deixar esperançosa.

Nós dois éramos criaturas inteiramente diferentes. Os números na minha frente já estavam desfocados, então pisquei para afastar o princípio de lágrimas quando o alarme quebrou o silêncio no quarto. Era hora de levantar e correr. Klaus estaria esperando por mim.

Mas eu não me importava.

Eu me sentei por tempo o suficiente para tirar o alarme da tomada e então deitei de novo.

Eu queria apenas dormir.

Passei a maior parte da segunda-feira no trabalho com meu celular desligado, e apenas voltei para casa bem depois do sol já ter se posto.

Na terça-feira, eu já estava de pé antes do alarme tocar e fui correr nas esteiras da academia perto de casa. Não era a mesma coisa que a trilha no parque com Klaus, mas, a essa altura, eu não me importava. O exercício me ajudava a respirar. Ajudava a pensar e a clarear a mente, e me dava um breve momento de paz, longe dos pensamentos sobre Klaus e seja lá o que – ou com quem – ele faria hoje à noite. Acho que nunca corri com tanta vontade na minha vida. E mais tarde, no laboratório, onde mal tive tempo de respirar o dia todo, tive que sair mais cedo, perto das cinco horas, pois eu não tinha comido nada além de um iogurte e sentia que estava quase desmaiando.

Quando cheguei em casa, Klaus estava esperando na porta do meu prédio.

– Oi – eu disse, diminuindo minha passada ao me aproximar. Ele se virou, enfiou as mãos no bolso e ficou um longo tempo apenas olhando para mim.

– Por acaso seu celular parou de funcionar? – ele finalmente perguntou.

Senti uma breve pontada de culpa antes de me endireitar e encará-lo nos olhos.

– Não.

Dei um passo para o lado para destrancar a porta, mantendo uma distância entre nós.

– Que merda está acontecendo? – ele perguntou, me seguindo para dentro.

Certo, então é a hora do confronto. Olhei para suas roupas. Klaus obviamente veio direto do trabalho, e eu tive que me perguntar se ele apenas estava de passagem antes de se encontrar com… ela. Você sabe, para marcar presença e ajeitar as coisas antes de sair com outra pessoa. Acho que eu nunca poderia entender como ele conseguia ser tão selvagem comigo ao mesmo tempo em que transava com outras mulheres.

– Achei que você tinha um jantar de negócios – murmurei, jogando as chaves na mesa.

Ele hesitou, piscando várias vezes antes de dizer:

– Eu tenho. Às seis horas.

Rindo, eu murmurei:

– Certo.

– Caroline, que diabos está acontecendo? O que foi que eu fiz?

Eu me virei para encará-lo… mas me acovardei e fiquei olhando para sua gravata solta e a camisa listrada.

– Você não fez nada – comecei, partindo meu próprio coração. – Eu deveria ter sido honesta sobre meus sentimentos. Ou… a falta de sentimentos.

Seus olhos se arregalaram.

– Como é?

– As coisas ficaram muito estranhas na casa dos meus pais. E ficar tão perto e quase ser flagrada? Acho que minha excitação veio daí. Acho que eu me empolguei demais com tudo que dissemos no sábado à noite.

Eu me virei, mexi numa pilha de cartas em cima da mesa e senti as camadas secas do meu coração se esvaírem, deixando nada para trás além de um buraco vazio. Forcei um sorriso no rosto e ergui os ombros casualmente.

– Tenho vinte e quatro anos, Klaus. Apenas quero me divertir.

Ele ficou parado e piscou, balançando um pouco, como se eu o tivesse atingido com algo mais pesado do que meras palavras.

– Não consigo entender isso.

– Desculpe. Eu deveria ter ligado ou… – balancei a cabeça, tentando tirar o som de estática em meus ouvidos. Minha pele estava quente; meu peito doía como se minhas costelas estivessem implodindo. – Pensei que conseguiria fazer isso, mas eu estava errada. O fim de semana apenas confirmou isso. Desculpe.

Klaus deu um passo para trás e olhou ao redor como se tivesse acabado de acordar e percebido onde estava.

– Entendo.

Observei enquanto ele engolia em seco e passava as mãos no cabelo. Como se tivesse lembrado de algo, Klaus  ergueu os olhos.

– Isso significa que você não vai correr no sábado? Você treinou tanto e…

– Estarei lá.

Ele assentiu uma vez antes de se virar, sair pela porta e desaparecer, provavelmente para sempre.


Notas Finais


Tenso...😐 o que acharam da atitude dos dois ?
Até mais.


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