História Irresistible - Klaroline - Capítulo 46


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Klaus Mikaelson
Tags Klaroline, Romance
Visualizações 123
Palavras 1.837
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura ♡

Capítulo 46 - Quarenta e Cinco


Fanfic / Fanfiction Irresistible - Klaroline - Capítulo 46 - Quarenta e Cinco

Quando eu era pequena, eu deixava minha família maluca porque eu não dormia por dias antes de feriados ou grandes eventos. Ninguém entendia a razão. Minha mãe exausta sentava ao meu lado noite após noite, implorando para eu dormir.

– Care – ela dizia. – Meu amor, se você dormir, o Natal chega mais cedo. O tempo passa mais rápido quando você está dormindo.

Mas isso nunca funcionava comigo.

– Não consigo dormir – eu insistia. – Minha mente está muito cheia. Não consigo parar de pensar.

Eu passava a contagem regressiva para aniversários e férias totalmente acordada e ansiosa, andando de um lado para o outro nos corredores da nossa casa em vez de dormir no andar de cima. Nunca consegui me livrar desse hábito.

Sábado não era Natal ou o primeiro dia das férias de verão, mas eu estava contando cada dia, cada minuto, como se fosse. Pois, por mais patético que pareça, e por mais que eu odiasse estar animada com isso, eu sabia que veria Klaus. Só esse pensamento já era suficiente para me deixar de pé à noite, completamente acordada olhando para a janela, contando os postes de luz até seu prédio.

Sempre ouvi dizer que a primeira semana após uma separação é a pior de todas. Eu torcia para ser verdade. Pois receber a mensagem de Klaus na terça à noite – “Não consigo parar de pensar em você” – foi uma tortura.

Será possível que ele tenha enviado a mensagem para o número errado? Ou será que disse isso porque acabou sozinho, ou porque estava com outra mulher, mas pensando em mim? Eu não podia exatamente ficar brava, e minha indignação inicial pela possibilidade de Klaus ter enviado a mensagem enquanto estava com Camille logo se desvaneceu; lembrei que eu também enviei mensagens para ele enquanto estava num encontro com Tyler.

A pior parte é que eu não tinha ninguém para conversar sobre isso. Bom, na verdade, eu tinha, mas a única pessoa com quem eu queria conversar era o próprio Klaus. O sol já havia se posto na sexta-feira enquanto eu andava os últimos quarteirões para encontrar Kath e Bonnie para tomar uns drinques.

A semana inteira eu tentei manter uma fronte corajosa, mas na verdade eu estava muito deprimida e já não conseguia esconder direito. Eu parecia triste. Eu parecia exatamente como me sentia. Eu tinha tanta saudade que sentia em cada respiração, em cada segundo que se passava sem ele.

O Bathtub Gin era um pequeno bar com visual retrô no Chelsea. Os visitantes são recebidos com uma frente discreta e uma placa dizendo “Stone Street Coffee”. Se você não souber o que está procurando, ou se passar durante a semana quando não existe uma longa fila na entrada, poderia nem perceber do que se trata. Mas se você sabe o que tem lá, não terá problemas em encontrar a porta iluminada por uma única lâmpada vermelha. Uma porta que se abre para um clube da época da Lei Seca, completo com luz ambiente, jazz ao vivo e até uma grande banheira de cobre no meio do salão.

Encontrei Kath e Bonnie sentadas no balcão, com drinques já esperando por elas e um homem de cabelo preto ao seu lado.

– Oi, gente – eu disse, ocupando o banco ao lado delas. – Desculpe pelo atraso.

Os três viraram para mim e me olharam de cima a baixo antes do homem dizer:

– Ah, meu amor, conte tudo sobre o homem que fez isso com você.

Pisquei olhando de volta para eles, confusa.

– Humm.. oi, sou eu, a Caroline.

– Ignore ele – Kath disse, deslizando o cardápio para mim. – Nós também ignoramos. E peça uma bebida antes de falar. Parece que você precisa de uma.

O homem misterioso ficou propriamente ofendido, e os três começaram a discutir enquanto eu analisava os vários coquetéis e vinhos, escolhendo a primeira coisa que combinava com meu humor.

– Quero um Tomahawk – eu disse para o bartender, notando com o canto do olho a maneira como as duas se entreolharam, surpresas.

– Então a coisa está nesse nível, humm?

Kath fez um gesto pedindo outro drinque e então tomou a minha mão, conduzindo a todos nós para uma mesa.

Na realidade, eu provavelmente apenas deixaria meu coquetel intocado a noite inteira, aproveitando apenas o conforto da opção de poder ficar completamente bêbada. Mas eu sabia que queria correr amanhã, e de jeito nenhum eu iria competir de ressaca.

– Aliás, Caroline – Kath disse, gesticulando para o homem que agora me olhava com olhos curiosos. – Este é Josh, assistente da Bonnie. Josh, esta é a adorável e prestes-a-ficar-chapada Caroline Forbes.

– Ah, uma peso leve – Josh disse. – O que é que você está fazendo com essa bêbada de carteirinha? Ela deveria ter uma etiqueta de aviso para garotas como você.

– Josh, você já está merecendo um chute na bunda – Kath disse.

Josh mal piscou.

– Com um salto desse tamanho?

– Credo, só você gosta dessas coisas – Kath gemeu.

Rindo, Josh disse pausadamente:

– Mentirosa.

Bonnie se inclinou com os cotovelos na mesa.

– Ignore esses dois. É como assistir Damon e Kath, com a diferença de que os dois preferem transar com o Damon do que um com o outro.

– Estou vendo – murmurei. Uma garçonete serviu nossos drinques e eu tomei um gole hesitante. – Putz! – comecei a tossir, sentindo a garganta pegar fogo.

Tomei quase um copo inteiro de água enquanto Bonnie olhava para mim.

– Então, como vão as coisas? – ela perguntou.

– Esse drinque é tão apimentado.

– Não foi isso que ela quis saber – Kath disse sem rodeios.

Olhei para meu copo, tentando focar nos pedacinhos de páprica flutuando em vez de exagerar o vazio em meu peito.

– Vocês conversaram com Klaus recentemente?

As duas balançaram a cabeça, mas Josh se animou.

– Klaus Mikaelson? – ele esclareceu. – Você está transando com Klaus Mikaelson? – ele chamou a garçonete novamente. – Vamos precisar de outra taça, minha querida. E é melhor trazer a garrafa também.

– Na verdade, eu não falo com ele desde segunda-feira – Bonnie disse.

– E eu desde terça-feira – Kath completou. – Mas sei que ele teve uma semana maluca.

– Humm. Ele não viajou com você no feriado?

Josh respirou fundo.

– Uau, sério?

E agora eu era aquela garota, aquela com a história da separação que eu não queria nem na minha mente, muito menos como assunto numa mesa cheia de bebidas. Como poderia explicar que o fim de semana foi perfeito? Que acreditei em tudo que ele falou? Que eu me apaixo…

Interrompi esse pensamento, pois não estava pronta nem para pensar nessa palavra.

– Caroline, meu amor?

Bonnie tocou levemente em meu braço.

– Sinto que sou uma idiota.

– Linda – ela disse, com olhos cheios de preocupação. – Você sabe que não precisa falar sobre isso se não quiser.

– Ah, precisa, sim – Josh interrompeu. – Como vamos depois transformar a vida dele num inferno se não soubermos todos os detalhes sórdidos? Mas é melhor começarmos do começo e ir devagar até a parte horrível. Primeira pergunta: o pau dele é tão épico quanto eu ouvi dizer? E os dedos… ele são mesmo abre-fecha-aspas mágicos? – ele se inclinou mais perto, sussurrando: – E o maior rumor é que o cara poderia vencer um concurso de chupar manga, se é que você me entende.

– Josh – Bonnie exclamou, enquanto Kath jogava um olhar gélido para ele. Quanto a mim, eu tive que sorrir.

– Não, eu não sei do que você está falando – sussurrei de volta.

– Procura no YouTube – ele disse. – Você vai entender vendo a imagem.

– Certo, voltando para a parte onde Caroline está triste – Bonnie disse, olhando fixamente para Josh.

– Então, acontece que… – respirei fundo, procurando as palavras certas. – O que vocês podem me dizer sobre Camille?

– Ah – Kath se ajeitou na cadeira e olhou para Bonnie. – Ah.

Eu me inclinei sobre a mesa, juntando as sobrancelhas.

– O que esse “ah” significa?

– Essa é aquela… quer dizer, essa Camille é uma das… – Josh parou de falar e ficou gesticulando como um maluco.

– Sim – Bonnie disse. – Camille é uma das amantes do Klaus.

Revirei os olhos.

– Você sabe se ele ainda está se encontrando com ela?

Kath começou a considerar sua resposta cuidadosamente.

– Bom… não sei oficialmente se ele terminou as coisas com ela. Mas, Caroline. Ele adora você. Qualquer um pode…

– Mas ele ainda está se encontrando com ela – eu afirmei.

Ela suspirou com relutância.

– Honestamente, eu não sei. Sei que nós sempre cobramos dele para terminar com as outras, mas não posso… com certeza dizer que ele parou de se encontrar com ela.

– E você, Bonnie? – perguntei.

Balançando a cabeça, Bonnie murmurou:

– Desculpe, eu honestamente também não sei.

Fiquei imaginando se era possível um coração se partir pouco a pouco. Eu tinha certeza de que senti a primeira fissura quando li a mensagem de Camille. O segundo pedaço caiu quando ele mentiu sobre a noite de terça-feira. E durante o resto da semana, eu me senti machucada, senti cada pedacinho que ainda restava cair na escuridão, até o ponto de não saber mais o que era aquilo que batia em meu peito.

– Eu o ouvi conversando com meu irmão sobre querer algo mais sério com alguém, mas estar com medo de terminar com as outras. Mas então eu pensei que talvez ele quisesse dizer terminar oficialmente com elas. As coisas pareciam boas entre nós. Mas daí Camille enviou uma mensagem – eu disse. – Eu estava mexendo em seu celular e ela respondeu uma mensagem que ele obviamente enviou para ela, dizendo para se encontrarem na terça à noite.

– Por que você não perguntou para ele? – Kath disse.

– Eu queria que ele me dissesse por iniciativa própria. Klaus sempre gostou de honestidade e comunicação, então imaginei que se eu o convidasse para jantar na terça-feira ele me diria que tinha um encontro com Camille.

– E então? – Bonnie perguntou.

Suspirei.

– Ele disse que tinha um compromisso. Uma reunião de noite.

– Nossa – Josh exclamou.

– Pois é – eu murmurei. – Então terminei tudo ali mesmo. Mas fiz isso muito mal, porque eu não sabia o que falar. Eu disse que estava ficando pesado demais, que eu tinha apenas vinte e quatro anos e não queria nada sério. Disse que não queria mais isso.

– Caramba, menina – Josh sussurrou. – Quando você quer terminar as coisas, você cava um buraco e joga uma bomba.

Eu gemi, pressionando as mãos nos meus olhos.

– Deve ter uma explicação – Bonnie disse. – Klaus nunca diz que tem uma reunião quando vai se encontrar com uma mulher. Ele apenas diz que vai se encontrar com uma mulher. Caroline, eu nunca o vi desse jeito antes. O próprio Enzo nunca o viu desse jeito. É óbvio que ele adora você.

– Mas isso importa? – eu perguntei, deixando meu drinque totalmente de lado. – Ele mentiu sobre a reunião, mas fui eu quem disse que deveríamos manter o relacionamento aberto.

Acontece que para mim isso significava a possibilidade de outra pessoa. Para Klaus, isso era uma realidade que ele já vivia. E todo o tempo ele sempre insistia em algo mais entre nós.

– Converse com ele, Caroline – Kath disse. – Confie em mim. Você precisa dar uma chance para ele se explicar.

– Explicar o quê? Que ele ainda estava se encontrando com ela, de acordo com as regras que eu estabeleci? E depois? O que acontece?

Kath tomou minha mão e apertou.

– Daí você ergue a cabeça e manda ele se ferrar pessoalmente.


Notas Finais


Estamos chegando na reta final da fanfic só tem mais alguns capítulos pela frente 💛
Obrigado pelos comentários anteriores até mais 😘


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