História Irresistible - Klaroline - Capítulo 47


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Klaus Mikaelson
Tags Klaroline, Romance
Visualizações 174
Palavras 2.141
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura ☺💛

Capítulo 47 - Quarenta e Seis


Fanfic / Fanfiction Irresistible - Klaroline - Capítulo 47 - Quarenta e Seis

Eu me vesti assim que os primeiros raios de sol apareceram lá fora e andei os dez quarteirões até a corrida num nervosismo só. A competição aconteceria no Central Park, e o circuito percorria vinte quilômetros entre as trilhas e os caminhos do parque. Várias ruas ao redor foram fechadas para abrigar os caminhões e tendas dos patrocinadores, além da multidão presente, tanto de corredores quanto de espectadores.

Agora isso era real. Klaus estaria lá, e eu teria que decidir se conversava com ele ou apenas deixava tudo como estava. Eu não sabia se aguentaria qualquer uma das opções.

O céu tinha começado a clarear e um frio ainda pairava no ar. Mas meu rosto estava quente, meu sangue se aquecia correndo pelas veias e por meu coração, que batia rápido demais. Eu tinha que me concentrar para puxar o ar em meus pulmões e depois soprar de volta.

Eu não sabia para onde estava indo, ou o que estava fazendo, mas o evento parecia bem organizado e, assim que cheguei perto, vi as placas que indicavam onde eu deveria me apresentar.

– Caroline?

Ergui os olhos para ver meu antigo parceiro de treinamento, meu antigo amante, de pé ao lado da mesa de inscrição, olhando para mim com uma expressão que eu não conseguia decifrar. Eu esperava que a minha memória tivesse exagerado sua beleza e o quanto era difícil apenas ficar do lado dele. Mas não era exagero. Klaus continuou olhando em meus olhos, e fiquei imaginando se eu iria começar a rir descontroladamente, chorar ou talvez sair correndo se ele chegasse mais perto.

– Oi – ele finalmente disse.

Abruptamente, estendi minha mão como se ele fosse… fazer o quê? Cumprimentar com um aperto de mão? Meu Deus, Caroline! Mas agora era tarde demais, e minha mão trêmula ficou estendida entre nós enquanto Klaus olhava para ela.

– Ah… então nós… é assim que vai ser? – ele murmurou, limpando a mão na calça antes de apertar minha mão. – Certo. Bom, oi. Como vai você?

A situação era comicamente ruim, e só piorava o fato de que eu gostaria de analisar as minúcias disso com Klaus, apenas com Klaus. De repente, pensei em milhões de perguntas sobre o protocolo pós-separação-constrangedora, e se um aperto de mão é sempre uma má ideia ou era só nesse momento mesmo.

Eu me abaixei sem jeito e assinei meu nome antes de receber um pacote de informações de uma mulher sentada atrás da mesa. Ela me deu instruções que eu mal compreendi; eu me sentia como se estivesse debaixo d’água.

Quando terminei, Klaus ainda estava lá de pé, com a mesma expressão nervosa e esperançosa de antes.

– Você precisa de ajuda? – ele sussurrou.

Balancei cabeça.

– Não, tudo bem.

Era uma mentira; eu não fazia ideia do que estava fazendo.

– Você precisa ir até aquela tenda – ele disse com um tom de voz gentil, sabendo exatamente o que eu estava pensando, como sempre, e colocando a mão em meu braço.

Eu me afastei e forcei um sorriso.

– Pode deixar. Obrigada, Klaus.

Enquanto o silêncio continuava, uma mulher que eu nem tinha notado começou a falar.

– Oi – ela disse. Eu pisquei e a vi sorrindo com a mão estendida para mim. – Acho que ainda não fomos apresentadas. Eu sou Camille.

Levei um tempo para juntar as peças, e quando tudo se encaixou, eu mal contive meu choque. Senti minha boca se abrir e meus olhos se arregalarem. Como ele poderia pensar que isso era remotamente apropriado? Olhei para ela e para Klaus, e logo percebi que ele estava tão surpreso quanto eu ao vê-la parada ali. Ele não percebeu sua aproximação?

O rosto de Klaus era a própria definição da palavra desconfortável.

– Ai, Deus – e olhou para nós duas antes de murmurar: – Ah, merda, humm… oi, Camille, esta é a… – Klaus virou-se para mim, suavizando os olhos. – Esta é a minha Caroline.

Pisquei incrédula. O que foi que ele disse?

– Prazer em conhecer você, Caroline. Klaus me contou tudo sobre você.

Eu sabia que eles estavam se falando, mas as palavras não penetravam o eco daquela frase que se repetia em minha mente. Esta é a minha Caroline. Esta é a minha Caroline.

Foi um lapso. Só pode ser isso. Ele estava apenas desconfortável. Apontei para trás.

– Eu preciso ir.

Virando, saí andando desajeitadamente em direção à tenda das mulheres.

– Caroline! – ele chamou atrás de mim, mas eu não olhei para trás.

Eu ainda estava um pouco tonta quando entreguei minha ficha de informações, peguei meu número e andei até um lugar vazio para me alongar e amarrar meu tênis. Quando ouvi o som de passos, levantei a cabeça, com medo do que iria encontrar. Ver Camille parada ali foi pior do que pensei.

– Ele é mesmo uma figura – ela disse, pregando seu número na frente da camiseta.

Desviei os olhos e ignorei o fogo que ardia em meu estômago.

– É, pois é.

Ela sentou-se num banco e começou a abrir uma garrafa de água.

– Sabe, achei que isso nunca iria acontecer – Camille começou a rir. – Todo esse tempo ele sempre usou a desculpa “Não é você. Sou eu que não quero nada sério com ninguém”. Mas agora que ele finalmente terminou tudo entre nós, é porque quer algo mais. Só que com outra pessoa.

Eu me endireitei e olhei em seus olhos.

– Ele terminou com você?

– Sim. Bom… Nesta semana foi o fim oficial, mas não nos encontrávamos desde… – ela olhou para cima, tentando lembrar uma data. – Desde fevereiro? E desde então ele só cancela nossos encontros.

Eu não sabia o que dizer.

– Pelo menos, agora eu entendo a razão.

Acho que eu fiquei com cara de quem não estava entendendo nada, pois ela sorriu e chegou um pouco mais perto.

– Porque ele está apaixonado por você. E se você é mesmo tão incrível quanto ele diz, você não vai estragar tudo.

Não me lembro de cruzar o parque até onde os outros corredores estavam reunidos. Meus pensamentos estavam bagunçados e inquietos.

Fevereiro?

Nós começamos a correr em…

… março. Foi quando começamos a transar… Terça à noite… para poder terminar as coisas pessoalmente.

Como um ser humano decente, como um bom homem. Fechei meus olhos quando a força dessa descoberta me atingiu: ele disse tudo isso a ela mesmo depois que eu dei o fora nele.

– Você está pronta?

Eu me assustei, surpresa ao ver Klaus de pé ao meu lado. Ele pôs a mão em meu braço, oferecendo um sorriso hesitante.

– Você está bem?

Olhei ao redor, como se pudesse escapar para algum lugar e apenas… pensar. Eu não estava pronta para ele ficar tão perto ou conversar como se fôssemos amigos de novo. Eu tinha um pedido de desculpa tão grande para fazer, e ainda queria reclamar muito por ele ter mentido… eu nem sabia por onde começar. Encontrei seus olhos e procurei por qualquer sinal que dissesse que poderíamos consertar tudo isso.

– Acho que sim.

– Caroline? – ele começou, dando um pequeno passo em minha direção.

– Sim?

– Você… você vai se sair muito bem – seus olhos procuraram os meus, pesados de ansiedade, e isso fez meu estômago se retorcer com culpa. – Sei que as coisas estão estranhas entre nós. Apenas tire tudo da cabeça. Você precisa estar aqui, com a cabeça na corrida. Você treinou muito para isso e vai conseguir se sair muito bem.

Suspirei e senti a primeira onda de nervosismo pré-corrida, que não tinha nada a ver com Klaus. Massageando meus ombros, ele murmurou:

– Está nervosa?

– Um pouco.

Pude ver o momento em que ele entrou no modo treinador e senti um pouco de conforto nisso, aproveitando essa familiaridade platônica.

– Lembre-se de cadenciar o ritmo. Não comece rápido demais. A segunda parte é a pior, e você precisa reservar um pouco de energia para o final, certo?

Concordei com a cabeça.

– Lembre-se, esta é a sua primeira corrida e seu objetivo é cruzar a linha de chegada. Não se importe com a posição de chegada.

Lambendo meu lábios, eu respondi:

– Certo.

– Você já correu quinze quilômetros antes; você consegue correr vinte. Estarei ao seu lado, então… vamos fazer isso juntos.

Olhei para ele surpresa.

– Você pode chegar numa boa posição, Klaus. Isso não é nada para você… Você deveria ficar lá na frente.

Ele balançou a cabeça.

– Essa corrida não é sobre isso. A minha corrida é daqui a duas semanas. Esta aqui é sua. Já disse isso antes.

Assenti novamente, um pouco atordoada, sem conseguir desviar os olhos de seu rosto: olhei para a boca que me beijou tantas vezes, e queria beijar apenas a mim. Olhei para os olhos que me olhavam atentamente sempre que eu dizia alguma coisa, sempre que eu o tocava. Olhei para as mãos que agora tocavam meus ombros, as mesmas que já tocaram todos os centímetros da minha pele. Ele disse para Camille que queria ficar comigo, apenas comigo. Ele já tinha falado isso para mim. Mas eu não tinha acreditado.

Talvez o jogador realmente não existisse mais.

Com um último olhar, Klaus tirou as mãos dos meus ombros e pressionou a palma nas minhas costas, conduzindo meu corpo para a linha de partida.

A corrida começou no canto sudoeste do parque, perto do Columbus Circle. Klaus fez um gesto para eu acompanhá-lo, e então comecei a rotina: alongamento da perna, dos quadris, das costas. Ele observava em silêncio meus movimentos e mantinha um contato tranquilizador.

– Segure um pouco mais – ele disse, pairando sobre mim. – Respire fundo.

Eles anunciaram que era hora de começar e tomamos nosso lugar. O estampido da pistola ecoou no ar, e os pássaros voaram das copas das árvores. A súbita corrida de centenas de corpos criou um som único que preencheu tudo ao redor.

A rota da maratona começava na rotatória do Columbus Circle e seguia pela pista exterior do Central Park, fazendo uma curva perto da Rua 72 e voltando para o começo.

O primeiro quilômetro é sempre o mais difícil. No segundo, a visão começa a embaçar nos cantos e você apenas escuta o som abafado das passadas na trilha e o sangue bombeando em seus ouvidos. Nós mal nos falamos, mas eu podia ouvir cada passo de Klaus atrás de mim, além do ocasional contato de seu braço contra o meu.

– Você está indo muito bem – ele disse na altura do quarto quilômetro.

No décimo quilômetro, Klaus me lembrou:

– Já estamos na metade, Caroline, e você está chegando ao seu melhor ritmo.

Senti cada centímetro do último quilômetro. Meu corpo doía; meus músculos passaram de endurecidos para molengas, depois pareciam queimar até quase ter câimbras. Eu podia sentir minha pulsação martelando em meu peito. A batida pesada espelhava cada passada, e meus pulmões gritavam para que eu parasse.

Mas minha mente estava calma. Era como se eu estivesse debaixo d’água, com vozes abafadas juntando-se até formar um único zumbido constante. Mas uma voz era clara:

– Já estamos no último quilômetro. Você vai conseguir. Você é incrível, minha Ameixa.

Quase tropecei quando ele me chamou assim. Sua voz estava doce e carente, mas, quando olhei para ele, seu queixo estava apertado, com olhos colados à frente.

– Desculpe – ele disse, rouco e imediatamente arrependido. – Eu não deveria… Desculpe.

Balancei a cabeça, lambi os lábios e voltei a olhar para frente, cansada demais até para estender o braço e tocá-lo. Fui atingida pela percepção de que este momento era provavelmente mais difícil do que qualquer prova que fiz na faculdade, e qualquer noite de pesquisa no laboratório. A ciência sempre veio fácil para mim – eu estudava muito, é claro, fiz minha lição de casa –, mas nunca tive que ir tão fundo e fazer tanto esforço para continuar ando tudo que eu queria era desabar na grama e ficar lá. A Caroline que encontrou Klaus naquela manhã gelada nunca conseguiria correr vinte quilômetros. Ela tentaria sem muito entusiasmo, ficaria cansada e, após concluir que esse não era seu forte, teria voltado para o laboratório e seus livros e seu apartamento vazio cheio de refeições congeladas para uma pessoa.

Mas não esta Caroline, não agora. E ele me ajudou a chegar até aqui.

– Quase lá – Klaus disse, ainda me encorajando. – Sei que está doendo, sei que é difícil, mas, veja só – ele apontou para um grupo de árvores ao longe –, você está quase lá.

Tirei o cabelo do meu rosto e continuei, respirando para dentro e para fora, querendo que ele continuasse falando, mas ao mesmo tempo querendo que ele calasse a boca. Sangue bombeava pelas minhas veias, cada parte de mim parecia ligada a um fio elétrico, levando um choque de mil volts que vazava do meu pé para o chão em cada passada.

Nunca estive tão cansada em minha vida, nunca senti tanta dor, mas também nunca me senti tão viva. Era uma loucura, mas mesmo com membros que pareciam pegar fogo, e com cada respiração mais difícil do que a anterior, eu mal podia esperar para fazer de novo. A dor valeu o medo de falhar ou de me machucar. Eu desejei algo, corri os riscos e mergulhei de cabeça.

E com esse último pensamento em minha mente, segurei a mão de Klaus quando cruzamos a linha de chegada juntos.


Notas Finais


Obrigado pelos comentários anteriores ❤😘
Até o próximo capítulo ♡


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