História Irresistible Desire - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Palavras 3.157
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Desculpem-me pelo atraso; o final do ano está meio enrolado com tantos vestibulares e preocupações... Mas espero que gostem do capítulo!
Boa leitura :)

Capítulo 12 - Memorável


Fanfic / Fanfiction Irresistible Desire - Capítulo 12 - Memorável

O carro de Nancy, que mais parecia um carro de brinquedo, contornava as curvas que as ruas formavam — Quase tão lentamente que mal podia-se perceber seu movimento.

Havíamos saído de sua casa assim que o dia se revelara; a mãe de Nancy chegaria dali a algumas horas, e, por algum motivo, Nancy não queria que me visse em sua casa. Talvez no fundo eu entendesse seu motivo para tamanho cuidado sobre a nossa relação; alguém estava atrás de mim, e alguém estava disposto a prejudicar outras pessoas apenas para me atingir — Se eu fosse Nancy, não pensaria duas vezes antes de me afastar do perigo…

Estávamos arrasadas devido a noite anterior. Nancy, ainda de pijama, mal respondia às poucas perguntas que fazia, e as vezes mal reparava em certos obstáculos que apareciam na pista; Eu, lutando para que meus olhos não se fechassem de repente, brigava com a minha vontade iminente de contar sobre as mensagens do desconhecido para Nancy.

O cenário através da janela embaçada do carro era impressionante. Muitas árvores escondiam perigosos desfiladeiros, e por entre elas, estradas enfeitavam a paisagem. Nancy morava longe do centro da cidade, o que não era tão longínquo assim. Hudson Lake era uma cidade pequena: em uma velocidade rápida com o carro, era possível atravessá-la em menos de uma hora; sendo seu centro, onde a maior parte da pequena população habitava, ultrapassado em questões de minutos andando.

Estava com saudade da pequenina cidade. Era mais fácil lembrar dos locais quando havia apenas uma única escola, uma única delegacia, um único hospital e os mesmos rostos que praticamente permaneciam os mesmos ao decorrer dos anos.

Desviei minha atenção da paisagem e peguei meu celular quando seu alarme tocou, marcando 07h00min. Estava esperando um horário seguro para ligar para Gabriela Benson e perguntar se estava bem e segura; afinal, enquanto estivesse com o desconhecido, não poderia ligar para ela.

Disquei seu número rapidamente, e logo após alguns toques, Benson atendeu com uma voz cansada e emaranhada:

— Caitlin? Você sabe que horas são?

— Hei, Benson… Você está em casa?

— Onde mais estaria, Dagger? — Perguntou irritada, e logo depois bocejou.

“Com um assassino que mandou uma foto sua semi-nua para mim e ameaçou te matar?”, pensei comigo mesma, mas resolvi mudar de assunto e ir direto ao ponto: saber se estava tudo bem ou não. Com quem estava, o que aconteceu ou se viu alguma coisa, seria uma conversa para mais tarde.

— Você está bem? — Disse, afastando todas as perguntas que queria realmente fazer de minha mente.

— Parece que um caminhão passou por cima de mim… Duas vezes. — Respondeu brincando, e eu me aliviei por saber que estava do mesmo jeito que era antes, fosse isso ruim ou bom: — Por que ligou? Aconteceu alguma coisa?

— Nós podemos conversar depois sobre isso… Você está bem mesmo, certo? Está mesmo na sua casa?

— Onde mais estaria, Caitlin? Você quer assaltar a minha casa, por acaso?! — Respondeu, e pude sentir que revirava seus olhos através da ligação. Uma voz estridente foi ouvida, e percebi que a Sra. Benson acabava de entrar em seu quarto e descobrir o estado da filha: — Ugh. Minha mãe chegou, preciso ir…

A ligação caiu, e percebi que Nancy me olhava com os cantos dos olhos curiosa, como se quisesse descobrir o motivo da ligação, sabendo que eu estava escondendo algo dela.

Sabia que Nancy perguntaria sem vergonha ou timidez o que estava acontecendo em uma situação comum; afinal, o lado jornalista dela as vezes falava mais alto que sua discrição. Entretanto, algo a travava, algo a impedia de perguntar o que queria… Como se sentisse que aquilo não era bom para ela.

Aconcheguei-me mais no banco de passageiro, enquanto encostava meu rosto na janela. Talvez fosse melhor fingir que não havia percebido seus olhares sutis que pediam por uma explicação, afinal, tal explicação eu não podia dar se quisesse seguir as regras da brincadeira mórbida e evitar algum desastre. Achava que Nancy também tinha algo a esconder, algo que ainda não havia entendido muito bem, e assim não me sentia tão culpada por guardar o segredo sobre as mensagens da noite anterior.

As paisagens passavam rapidamente por meus olhos, já havíamos passado os altos desfiladeiros, e chegávamos a uma estrada plana e calma.

— Caitlin — A voz suave de Nancy me chamou de repente: — Me desculpe pelo outro dia… No telefone… Eu disse para você não me envolver em seus problemas…

Eu apenas assenti, como se demonstrasse que lembrava do momento e que ela podia continuar com o que queria falar:

— Eu sei que não fui legal com você, e o que você mais precisa agora é de alguém para te ajudar com toda essa situação que de repente apareceu para você… — Nancy disse e, após um longo suspiro, continuou: — Mas eu não sei se consigo ser esse alguém.

Olhava para ela atenta, parecia que existia algo por entre sua fala que ainda não conseguia entender. Algo que ela deixava implícito, como se não pudesse contar para mim, apesar de querer.

Nancy então começou a balbuciar o início de algumas palavras, como se quisesse dar continuidade a elas mas não soubesse como, ou não soubesse se poderia contar. E no final, pareceu desistir da ideia de dizer algo, batendo com as duas mãos sobre o voltante, que antes segurava firme.

— Nancy, eu te entendo, não precisa explicar… — Disse, tentando reduzir o peso que parecia carregar em suas costas e, para explicar que também estava em uma situação como a dela, sem contar algo, comentei: — Há algumas coisas que são mais complexas que apenas contar… Certo?

— Certo. — Respondeu com um suspiro, enquanto aliviava um pouco suas mãos do volante. Após alguns segundos balançando a cabeça, confirmou algumas vezes, como se parecesse se convencer de que estava fazendo alguma escolha de modo correto: — Sim, sim. Certo…

Voltei a me aconchegar no banco e encostei novamente meu rosto à janela.

Passamos por algumas casas e vizinhanças cobertas por bosques, até que chegamos às ruas que rondavam a escola. Muitos lojistas se achegavam às portas dos estabelecimentos e conversavam entre si, não tendo muito movimento de clientes em um sábado de manhã, enquanto algumas poucas pessoas passeavam nas calçadas espaçadas com seus cachorros. Viramos então em um quarteirão que ainda não tinha visitado, e um grande gramado verde com algumas árvores e rodeado por uma cerca negra espaçada de metal se formou à minha vista. 

Olhei curiosa para o local, e algo em minha mente pareceu se conectar, como em um dejavu. Pedi para que Nancy parasse o carro ali, apesar de eu não ter conseguido ouvir direito o que havia falado, com algo turbulento se formando em minha mente. Nancy parou o carro, enquanto eu tentava descobrir o que estava acontecendo com meus pensamentos.

Olhei melhor o local, e em seu portão entreaberto, as letras começavam a fazer sentido para mim.

O lugar era, na verdade, um cemitério.

À apenas algumas quadras de distância do colégio, o cemitério não era assustador ou com caixões enormes e imponentes lado a lado. Possuía algumas lápides espalhadas entre árvores e estátuas de mármores, que formavam os mais diversos tipos de anjos e figuras religiosas.

Pedi para que Nancy me deixasse ali, e agradeci pela carona. Conseguiria voltar a pé para casa em questões de minutos se quisesse, e sentia que tinha de descobrir o que tanto chamava a minha atenção no cemitério.

Desci do carro, e logo a brisa fria, típica de uma manhã nebulosa, atingiu meu rosto. Aproximei-me do portão negro entreaberto, e quando percebi, já havia passado por ele.

Folhas de coloração avermelhada formavam um tapete entre as lápides e túmulos do cemitério. Os anjos de pedra espalhados pelo local, pareciam proteger os corpos que descansavam em paz. Avistei uma lápide sob a copa de uma árvore, e de alguma forma senti que aquele era o motivo de meu interesse; apenas algumas poucas pétalas já sem vida de rosas enfeitavam o gramado ao redor dele, além das folhas que se derramavam pelo chão ao cairem da árvore. Parecia que há tempos ninguém visitava aquela lápide.

Aproximando-me dela, limpei um pouco da terra que impedia sua leitura; e me debruçando sobre as letras, esforcei-me para compreender as letras, uma vez que minha mente parecia gritar memórias que não conseguia entender:

“Marie Dagger (1972 - 2013)

Uma ótima mãe.”

Ao ler as palavras, senti meu corpo cair ao gramado. Era claro, óbvio e o pior, era doloroso demais: minha mãe havia morrido havia anos, como pude nunca ter ido visitar seu túmulo? Ou então, como pude nem ao menos ter a mínima noção de que deveria visitá-la?

"Minha mãe.”, pensei, enquanto sentia meus olhos lacrimejarem: “É por isso que senti que devia vir aqui… Como pude esquecer?”.

Enxuguei algumas lágrimas que amaçavam cair por meu rosto, e me sentei junto à lapide.

As vozes continuavam em minha cabeça, e não conseguia ouví-las ou ao menos entender uma palavra que jogavam contra mim. Uma dor de cabeça horrível se apossava de mim, e minha visão aos poucos se escurecia. Decidi pegar um comprimido em minha bolsa, aqueles que Mabel Benson havia me recomendado, e lembrei que havia a deixado atrás da lápide.

Levantei-me do gramado e procurei por minha bolsa. Achei-na encostada ao mármore, e logo que a tirei da terra, um pedaço de algo metálico reluziu à minha visão, tendo sua maior parte coberta por lama e folhas.  Agachei-me até ele, sentindo uma curiosidade inexplicável. Arregacei as mangas do agasalho, limpando com meu antebraço o metal, até que três simples letras apareceram aos meus olhos, cravadas profundamente no que agora descobria ser uma placa de metal. 

Elas formavam algo que parecia com uma inicial, compostas pelas letras: D. H. J..

Aquelas provavelmente eram as iniciais de alguém, que se encontrava logo ali. O que não conseguia entender era por que estava tão escondida, quase invadindo a área de minha mãe, e por que havia apenas uma pequena placa de metal que demonstrava que alguém descansava em paz ali, sem lápide ou flores.

Algo em mim dizia para eu me afastar, mas algo, talvez mais forte do que gostaria que fosse, implorava para que eu descobrisse o que uma cova escondida fazia bem atrás da de minha mãe, e por que a placa não dizia mais nada, senão apenas letras que não deixavam escapar nada, como se de propósito. 

Um pensamento mórbido e estranho veio a minha mente: afinal, se havia uma cova ali, provavelmente estava ocupada por um corpo. E de quem seria aquele corpo? Que fora enterrado tão simplória e misteriosamente? Haveria ali de fato um corpo? Por que o enterrariam com apenas uma placa?

Infinitas perguntas rondavam minha mente, incomodando a minha curiosidade e a instigando como nunca antes. De tal maneira se passava meu psicológico, que mal pude reparar o momento em que eu tomei a decisão de cravar minhas unhas na terra e começar a retirar a terra que cobria a cova.

Mas mal comecei, minha consciência recuperou seu poder.

Afinal, o que estava fazendo? Eu não podia simplesmente desenterrar um corpo por mera curiosidade e intuição.

Levantei-me do chão, tentando tirar a terra que havia se alojado sob minhas unhas e levando comigo minha bolsa. Quando virei minhas costas para a cova, após uma última longa observação, dei de cara com dois olhos azuis.

Meu coração quase saltou por minha boca.

— Jake! — Gritei assustada, enquanto ele segurava o meu braço para que eu não perdesse o equilíbrio por causa do susto: — O que você está fazendo aqui?!

Eu estava, além de assustada, brava com ele.

O que ele poderia estar fazendo em um cemitério vazio, em um sábado de manhã, coincidentemente no mesmo lugar que eu? Olhava-no irritada, e estava prestes a abandoná-lo ali mesmo sem escutar suas explicações. Algo em minha mente havia se desregulado com os acontecimentos, e percebi que não podia continuar assim.

— Me desculpe pelo susto, eu não queria que isso acontecesse, de verdade… — Ele disse soltando meu braço, como se percebesse que eu estava irritada: — Você está bem?

— O que você está fazendo aqui, Jake? — Insisti na pergunta, tentando me acalmar: — Resolveu dar um passeio no cemitério, em um sábado de manhã?

Jake me olhou confuso, como se não entendesse a razão de minha reação. Com calma e um pouco constrangido, apontou para trás de seu corpo. Uma lápide coberta por um buquê de rosas que não estava ali quando cheguei, demonstrava a razão pela qual Jake havia ido até o cemitério:

— Venho todas as manhãs de sábado aqui… — Explicou, com um sorriso fechado, como se tivesse seu espaço violado e não soubesse como agir.

Queria esconder minha cabeça de volta ao buraco que havia aberto.

— Oh meu Deus… Me desculpe! Eu não sabia… — Respondi boquiaberta: — Eu fui uma idiota, não fui? É que eu quase cai em uma cova, e a noite de ontem foi tão… Olha, me desculpe mesmo, Jake. Eu não queria ser injusta com você.

— Não tem problema, Caitlin… Eu tentei te procurar ontem a noite, no baile, mas não consegui te achar depois daquela… “Declaração”.

“Heath foi mais rápido”, pensei comigo mesma, mas nunca admitiria para Jake nada do que havia acontecido dentro do armário do zelador na noite anterior; desde a parte em que meus lábios encostavam no de Heath conforme falávamos, até a suposição de que Jake não era confiável. E negaria que meu momento com meu vizinho-pervertido-misterioso havia acontecido até a morte.

— Então não fui só eu que achei estranha aquela declaração? — Brinquei, aliviada por saber que não fora ele que declarara a música para mim.

— Que bom que você não gostou dela. — Jake disse, dando um passo para chegar mais próximo de mim: — Fiquei preocupado que fosse me deixar de lado…

Afastei-me de Jake ao sentir meu rosto corar, apesar de abrir um tímido sorriso; Mas antes que pudesse me afastar, minha mão foi segurada suavemente pela dele, e nos olhamos profunda e intensamente. 

Minha mente ainda estava conturbada como antes, e ao olhar daquele jeito para Jake, ela apenas piorou. Fechei meus olhos e coloquei minha mão em meu rosto, e logo senti Jake se aproximar e me cobrir em seus braços, como se para me ajudar. Deixei com que ele me abraçasse por algum tempo; era bom estar com ele, e de alguma maneira confiava nele, apesar do conselho de Heath.

Afastei-me para abrir minha bolsa, e logo peguei meus comprimidos.

— O que é isso? — Jake perguntou, enquanto eu engolia um deles.

— Mabel, a psicóloga do colégio, me recomendou. Parece que ajuda nas dores de cabeça que eu sinto, apesar de não parecer fazer muito efeito… Deve ser um efeito progressivo e um pouco… Lento. — Expliquei, apesar de não entender muito bem minhas próprias palavras, e então resolvi mudar de assunto: — Quem você veio visitar? Se eu posso perguntar…

Ele começou a andar lentamente para longe das lápides, e eu, ao seu lado, o acompanhei. Andamos até chegarmos a um espaço verde sem árvores ou estátuas, e nos sentamos ali, tendo como vista algumas montanhas ao fundo, logo depois de algumas casas e ruas. Jake ainda pensava nas palavras que usaria, e percebi o carinho que sentia pela pessoa:

— Alguém especial… Talvez a mais especial que já conheci. 

Um arrepio subiu por minha espinha. Era triste pensar que ele falava com tanto carinho de alguém que já não estava mais viva.

— Você parece adorar ela. — Comentei, encostando meu ombro no dele por um tempo, como se para estimulá-lo a conversar comigo.

— Ah, sim… Eu a amo. — Jake disse, tirando seus olhos do chão e olhando para os meus.

— O que aconteceu com ela?

Jake pareceu sentir um mal estar, como se se sentisse machucado com a pergunta; como se a ferida, que tentava cicatrizar, se abrisse cada vez que relembrava de que ela já não estava mais com ele.

— Eu não gosto de conversar sobre isso… 

— Me desculpe, Jake… — As palavras saíram por minha boca como em um sussurro: — Deve ter sido difícil superar a perda dela.

Jake pareceu ponderar sobre meu comentário.

— Eu nunca a tive como quis, Caitlin. Nunca pude a abraçar pela manhã ou pude chamá-la de “minha”. — Ele disse, voltando a olhar para suas próprias mãos: — Se eu pudesse resumir toda a nossa história em uma frase, diria que eu a amava, mas ela amava outro… Mas isso não quer dizer nada, era uma garota pela qual valia a pena esperar o quanto precisasse esperar. 

— E vocês ficaram juntos? Pelo menos por um tempo?

— Bem, eu gosto de pensar que sim. — Ele respondeu, e então olhou intensamente em meus olhos: — Ela se parecia muito com você.

Senti meu rosto corar, e o calor tomou controle de meu corpo.

Jake, com uma de suas mãos, ajeitou uma mecha de meu cabelo que estava caída sobre meu rosto, ficando perigosamente perto de mim. Conseguia sentir sua respiração, enquanto sua mão passava de meu cabelo para a minha nuca. Sentia a mesma coisa que havia sentido no John’s, quando estávamos quase tão próximos quanto naquele momento, e não sabia o que poderia acontecer dali a diante.

Quando Jake avançou para um beijo, e eu me esquivei como reação imediata e involuntária, o toque de meu celular me salvou de ter de explicar por que havia fugido de sua investida tão inesperadamente.

— Pai? — Atendi o celular, agradecendo mentalmente pela ligação naquela hora.

— Caitlin, onde você está? Liguei para Mabel, e a filha dela disse que não te viu a noite inteira! 

Gabriela Benson sendo Gabriela Benson.

— Eu passei a noite na casa de uma amiga, a Nancy. Tentei te ligar, mas acho que você estava ocupado… — Respondi, tentando tirar a atenção e a culpa de mim por não ter voltado para casa: — Eu estou no cemitério, ao lado da escola… Você pode vir me buscar?

— O.k., o.k., ligo assim que chegar.

Meu pai desligou o celular, e voltei a olhar para Jake como se não tivesse acontecido nada entre nós… Ou quase acontecido. Ele se levantou do gramado, oferecendo-me ajuda para levantar também. 

— Eu posso te levar para casa, se quiser.

— Eu adoraria… Mas eu não quero abusar de você e das suas caronas. — Respondi, segurando em sua mão e ficando de pé: — E além do mais, meu pai já deve chegar. Posso precisar das suas caronas em um momento melhor, e não quero desperdiçar minhas oportunidades.

Nós rimos juntos, e um sorriso permaneceu em nosso rosto depois. Caminhamos juntos até a saída do cemitério, e Jake se despediu de mim depositando um beijo em minha bochecha. Sentei-me encostada a grade do cemitério, e esperei ansiosa para que meu pai chegasse e eu finalmente pudesse descansar em paz na minha casa.

Estava precisando de um tempo sozinha para me acalmar e tentar esquecer tudo o que havia acontecido na noite do baile; ou melhor, tudo o que havia acontecido desde que voltara para Hudson Lake.

Tudo o que havia acontecido desde que olhara através da janela vizinha.


Notas Finais


Críticas, elogios ou reclamações serão muito bem aceitos e amados! :)


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