História Irresistible Desire - Capítulo 7


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa leitura :)

Capítulo 7 - Quando As Luzes Se Apagam - parte 1


Fanfic / Fanfiction Irresistible Desire - Capítulo 7 - Quando As Luzes Se Apagam - parte 1

  Não conseguia ver nada.

Não havia o mínimo resquício de luz ali, e meus sentidos começavam a me enganar na completa escuridão. 

Estávamos assim havia quase 15 minutos, tentando procurar pelo interruptor da escola que acendesse todas as luzes, porém parecia que ele simplesmente não existia. Já havíamos passado, pelo que podíamos perceber pelo tato e por nossos sentidos, pela quadra principal, pelo corredor do primeiro e segundo andar, pelo teatro e por nossa sala de redação do jornal… E nada de interruptor.

— Eu avisei que devíamos ter vindo de manhã! — Falou Gabriela Benson sem paciência — Mas nããããão! Nancy precisa das fotos de madrugada!

— Olha aqui… A festa de volta as aulas já é amanhã, e eles prepararam tudo esta tarde! Se viéssemos amanhã, não conseguiríamos lançar a matéria até a tarde, e assim não seria exclusividade. E-x-c-l-u-s-i-v-i-d-a-d-e — Respondeu Nancy, parando para encarar Benson, apesar de não conseguirmos enxergar nada — E você sabe que Jessica Grey está querendo tomar o meu lugar na redação…

— Sério, isso aqui não é a CNN ou a droga do programa da Oprah! É um simples jornal da escola que ninguém lê!

Nancy soltou um “o quê?!” mais raivoso que já havia visto ela soltar, e então as duas começaram a discutir de novo. Aquela discussão já havia sido retomada pelo menos cinco vezes em 10 minutos, e talvez por isso ainda não tivéssemos achado o interruptor para acender as luzes da escola vazia. Suspirei e me coloquei no meio delas:

— Gente, gente! Eu juro que depois que acendermos as luzes eu deixo vocês se baterem… — Disse segurando o braço das duas para que não nos perdêssemos naquela escuridão — Mas agora vamos acender as luzes… Esse lugar está começando a me deixar desconfortável…

O que eu queria realmente dizer é que eu estava com medo. Entretanto, Benson implicava com qualquer coisa que eu dissesse, e dessa maneira não iria me perdoar se eu falasse que estava com medo, já podia até imaginar suas gracinhas. E de qualquer jeito, Nancy não sairia de lá sem as benditas fotos… O melhor que podia fazer era não deixar as duas se matarem e terminar aquilo o mais rápido possível.

O convite para que eu me juntasse a elas naquela madruga não havia sido exatamente um convite. Logo que Jake me deixou em casa, almocei e subi para o meu quarto para relaxar. O dia continuava congelante, e a melhor maneira que achei de me acomodar do frio, fora ficar debaixo das cobertas com um copo de achocolatado quente em uma das mãos e, na outra, o meu diário e uma caneta. Estava sentindo vontade de contar tudo o que estava acontecendo na minha vida para aquelas meras folhas de papel, principalmente a memória que havia voltado de repente na consulta com a Srta. Benson: os olhos que me atormentavam tanto; e assim fiz pela tarde inteira, até que ouço a buzina de um carro soar sem parar na frente de casa. Desci as escadas com uma manta me cobrindo, e não podia estar com a aparência pior para ver Benson em seu carro conversível me olhando.

“Meu deus, Cait-Caity! Sofreu um acidente de novo?!” Benson falou sarcasticamente, fazendo cara de assustada e me olhando da cabeça aos pés.

Nesse mesmo momento chegou uma mensagem de Nancy no meu celular, e então entendi que ela precisava da gente para cobrir o evento da festa de boas vindas, que seria na noite seguinte. Arrumei-me rapidamente e, um pouco contrariada, entrei no conversível. Depois de algum tempo no carro ouvindo as músicas altas e divertidas de Gabriela, comecei a perceber que ela não era tão malvada… Ela estava mais para maluca.

Pegamos Nancy em sua casa e, ao invés de irmos diretamente para a escola, tivemos que esperar um bom tempo em seu estacionamento com o farol apagado, afinal alguns funcionários ainda estavam ali decorando o colégio. Para ser mais franca, esperamos umas quatro horas… Foi péssimo.

— Acho que achei alguma coisa… — Gabriela Benson falou, interrompendo os meus pensamentos.

— Onde? Aqui? — Nancy perguntou, tendo sua mão conduzida pela mão de Benson até o que parecia ser o interruptor.

De repente, Nancy tirou uma lanterna da sua bolsa e começou a iluminar o local na parede. Eu olhei para Benson e ela olhou para mim. Por que Nancy não tinha avisado que tinha uma lanterna?! Talvez se soubéssemos disso e tivéssemos a usado, já poderíamos estar em casa dormindo. 

— Você tinha uma lanterna esse tempo todo?! — Gabriela gritou não acreditando naquilo.

— É só para casos emergenciais… Você não entende que…

Mas Nancy não conseguiu terminar a frase. Benson pulou nela e agarrou a lanterna, tentando tirá-la de sua mão de qualquer maneira. A luz começou a ser disparada por todas as direções, e elas estavam começando a se estapear. Eu entrei na briga e tentei puxar a lanterna também, afinal talvez eu conseguisse achar o interruptor e acabar com aquela briga. Porém ninguém soltava, e já começava a ouvir as duas se xingando. Foi então que a lanterna se virou para o final do corredor, e nossas vozes se silenciaram.

Havia alguém ali. Conosco.

Começamos a gritar e, sem pensar, nós três largamos a lanterna e começamos a correr na direção oposta do desconhecido. Sem conseguir enxergar nada, falei para Nancy segurar o braço de Benson, e eu me agarrei ao seu braço, assim não nos perderíamos umas da outras. 

Conseguimos ver um pedaço da escada que era minimamente iluminado por uma janela que ficava quase no teto, e de tão estreita que era, nem pensamos em fugir por lá, apenas continuamos correndo pela escada, tentando nos afastar ao máximo do desconhecido.

Abrimos uma porta e entramos em um grande espaço, ali parecia ser o ginásio. Logo nos apertamos em um canto que parecia ser sem saída; estávamos, aparentemente, escondidas.

As luzes, de repente, se acenderam, e o ginásio se iluminou.

Muitas bexigas e balões imensos se espalhavam pelo local, muitas vezes tampando a vista de certos ângulos do ginásio. Mesas e bancadas eram espalhadas para formarem um tipo de buffet. Avistei o que pareciam estátuas de pessoas pelo local, e me assustei ao ver aquilo; afinal, por que haveria estátuas em uma festa de boas vindas?!

— Ah meu Deus! A temática desse ano… Nós mesmos! — Disse Nancy maravilhada.

— Como assim “nós mesmos”? — Perguntei confusa, tentando me acomodar melhor entre Benson e Nancy.

— A turma de Artes não havia revelado nada! Olhe só, são todos os alunos to terceiro ano… É como uma homenagem! — Respondeu Nancy como se tivesse passado o seu pavor.

— Então quer dizer que tem um outro eu aí? — Perguntou Benson como se não gostasse da ideia, enquanto Nancy respondia afirmativamente.

“Oh… Legal. Não havia cenário mais assustador para uma hora como essa!”, pensei amedrontada.

Nancy se esgueirou por nós e saiu de onde estávamos escondidas, indo para o meio do ginásio. Tentamos cochichar para que ela voltasse, afinal ainda havia um estranho entre nós; se fosse algum funcionário apenas, ainda assim teríamos que nos esconder: era estritamente proibido pernoitar na escola. Se bem que não conseguia entender o motivo de um funcionário ficar nos encarando, parado, no final de um corredor escuro.

— Nancy! Você está maluca?! — Sussurrávamos amedrontadas, enquanto ela apenas tirava algumas fotos do cenário montado.

— Só mais algumas fotos… — Ela respondeu, não prestando atenção a mais nada senão aos seus “clicks”.

Eu e Benson nos olhamos apavoradas, e continuamos encarando Nancy em silêncio. O clima começava a ficar mais pesado, e nenhuma de nós estava com coragem para sair dali e buscar Nancy no meio do ginásio. Era como se conseguíssemos sentir a presença de alguém, como aqueles momentos em que sabemos que há alguém atrás de nós mesmo sem a vermos. Nossos olhos estavam arregalados, e tentei pela última vez sussurrar para que Nancy voltasse para o esconderijo improvisado…

Até que as luzes se apagaram novamente.

Benson gritou, porém eu rapidamente tratei de calar a boca dela com a minha mão, era melhor que quem estivesse acendendo e apagando as luzes não achasse onde estávamos escondidas. O meu corpo estava tremendo, enquanto o meu coração parecia querer saltar por minha boca; Benson quase fincava o meu braço com as suas unhas. Aquela tensão estava me matando…

Tentei achar Nancy pelo ginásio, porém meus olhos não encontravam nada senão escuridão.

— Você topa sair correndo daqui até o meu carro? — Sussurrou Benson pronta para se levantar e sair correndo.

— Talvez seja melhor ficarmos aq… — Sussurrei de volta, porém ela não parava de tocar no meu pescoço com os seus dedos, e falei irritada: — Para de me cutucar, Benson… Não tem graça.

— Por que eu iria te cutucar, Dagger? Sai fora… — Ela respondeu também irritada.

Continuava sentindo o toque em meu pescoço, indo de cima para baixo, quase que suavemente. Por um momento, havia realmente pensado que era Benson, mas então, percebi que suas unhas compridas não estavam atingindo a minha pele… 

Apavorada, lentamente levei a palma da minha mão ao encontro daquela que me tocava, e senti a pele áspera e nada feminina que tocava o meu pescoço. Aquela mão com certeza não era de Gabriela. Meus olhos se arregalaram, e eu simplesmente não sabia como agir.  

A minha vontade era sair dali correndo e gritando por ajuda, porém os dedos agora passavam do meu pescoço ao meu cabelo, e começavam a segurar algumas mechas; Precisaria me desvencilhar deles para sair correndo de lá.

— Benson… — Sussurrei para ela, paralisada — Benson…!

— O que foi? — Ela respondeu igualmente sussurrando.

— No três nós corremos o mais rápido possível para fora daqui…

— O que? Mas você não tinha…

Coloquei a mão na boca dela e pedi para que fizesse silêncio.

— Tem… Alguém… Atrás de mim… — Respondi ainda mais baixo, e então soltei aos poucos sua boca, me preparando para sair correndo — Um… Dois…

Gritei o três, e então tentamos sair correndo. 

Me impulsionei para frente com toda a minha força e ia começar a correr, porém senti meu cabelo sendo enroscado em seus dedos, provavelmente, e então fui puxada bruscamente para trás, caindo sentada no mesmo lugar em que estava. 

Comecei a gritar, e algumas lágrimas caiam em meu rosto. Tentava me desvencilhar de seu aperto, porém ele já havia passado os seus braços pelo meu pescoço, como se quisesse… Me sufocar. Comecei a gritar; o aperto era tão forte que meu berro saia com falhas, e já não tinha tanto fôlego para tentar achar uma solução.

Uma das mãos começou a pressionar o meu rosto, tendo seus dedos esmagando a minha mandíbula e minhas bochechas; a outra parecia rasgar o final do meu pescoço, e comecei a sentir o ar entrando insuficientemente em meus pulmões, não importava o quanto tentasse buscá-lo desesperadamente por meus lábios. Tentava de qualquer jeito acertar um golpe em quem quer que estivesse atrás de mim, mas tudo que conseguia encontrar eram caixas de papelão... Parecia que o desconhecido estava atrás delas, e apenas suas mãos entrepassavam pelas caixas.

O desespero começou a tomar conta, e realmente pensei que não tinha mais chances de eu sair dali — Foi quando senti os braços soltarem um pouco a minha garganta: Benson havia voltado para me ajudar. Comecei a me remexer, tentando impedir que ele me esganasse novamente, enquanto ela tentava ao máximo puxar uma de suas mãos. Finquei as minhas unhas em sua pele, e cravei-as de uma maneira que pareciam tê-la perfurado. Quando senti que estava prestes a ser liberta, dei mais uma cotovelada em qualquer coisa que estivesse atrás de mim causando aquilo, e novamente acertei algumas caixas de papelão. Naquele momento percebi que nosso esconderijo era formado por apenas algumas caixas de papelão empilhadas que formavam um “U”.

Gabriela me ajudou a levantar e então saímos do ginásio desesperadas. Achamos a lanterna jogada ao chão iluminando o final do corredor, pegamos-na e tentamos achar o interruptor, porém o que achávamos ser o interruptor, era apenas um quadro do time vencedor de basquete do ano passado. Pelo menos agora tinhamos alguma noção de onde estávamos indo.

— Você se lembra de onde fica a porta pela qual entramos? — Perguntei com a respiração descompassada.

— Não… Só a Nancy sabia! — Gabriela respondeu colocando as mãos nos joelhos para se recompor — Mas eu sei de um lugar… Vem.

Atravessamos o corredor e passamos por duas portas; ainda não conhecia aquela parte do colégio. Mais um extenso corredor e algumas portas e chegamos a um grande salão recheado por… Estátuas?

— Por que tem tantas estátuas nesse colégio?! — Perguntei surpresa.

— Aqui é a sala de Artes… Eles são bizarros — Gabriela respondeu, logo depois se assustando com uma estátua na qual trombou.

— Ok… Se você vir uma estátua se movendo, grite… — Respondi, não sabendo se conseguiríamos diferenciar uma estátua de uma pessoa.

Nós pegamos uma cadeira e a encostamos contra a porta, prendendo a maçaneta para que o desconhecido não conseguisse entrar. Não parava de pensar em Nancy; o que poderia ter acontecido com ela?! Não queria pensar no pior, na verdade, não queria pensar que aquilo estava realmente acontecendo…

Nos afastamos da porta e procuramos um espaço para ficar. Tivemos que nos separar, afinal os cantos que existiam na sala eram apertados e neles cabiam apenas uma pessoa, o que me deixou ainda mais desconfortável, afinal a lanterna havia ficado com Benson.

Comecei a sentir um pouco de mal estar, parecia que minha pressão estava mais baixa do que devia. Minha mente começava a ficar confusa, e as poucas estátuas que conseguia enxergar na sala, pareciam se mover em círculos… Tive a sensação de que a qualquer momento eu poderia desmaiar.

Lembrei que meu celular estava no meu bolso, e o tirei para ter o mínimo de luz e poder pedir ajuda. Sua bateria estava quase acabando, e comecei a pensar se era realmente uma boa ideia ligar para alguém e correr o risco do desconhecido me ouvir… Quando batidas fortes e descontroladas começaram a surrar a porta, tive a certeza de que se eu não pedisse ajuda, talvez não tivesse a oportunidade de pedir mais nada para sempre.

Me enfiei mais em meu esconderijo — uma pequena mesa comum que estava um pouco quebrada — e, com pressa e medo, digitei:

“Estou precisando de ajuda… Aqui no Colégio… Alguém está nos perseguindo… Nancy sumiu… Rápido!!!”

E, enquanto as batidas na porta começavam a soar como se fossem derrubá-la, pensava para quem mandaria aquela mensagem, enquanto sentia os meus sentidos caindo cada vez mais, e mais…

“Para:__________”

Encostei minha cabeça contra a parte da carteira que sustentava as minhas costas e, desesperada, finalmente mandei a mensagem.

“Para: Jake Sullivan; Heath.”.


Notas Finais


Oi gente!
Sei que falei que postaria a atualização da história aos finais de semana, porém ando meio enrolada e acabo não conseguindo fazer alterações necessárias e revisar a fic aos sábados e domingos; então decidi postar os capítulos às terças para deixá-los o mais legal possível para vocês lerem e para não deixar mais de uma semana sem atualização :)
Críticas, elogios ou reclamações serão muito bem aceitos e amados!


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