História Irresistível - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Ecchi, Hentai, Jeongguk, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Romance, Suga, Yaoi
Exibições 968
Palavras 3.709
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁÁÁÁÁÁÁ´MEUS AMOOOORESSSS

Unnie não vai falar mto pq são 01:21hs fuckings da madrugada e eu to capengando de sono, mas como já estava terminando o cap., nada mais justo do que postar pros meus amores, que estavam ansiosos pra saber o que raios o menino Jão Cu fez pra estar atras das grades

HUAHUAHUAHUAHUAHUA

Espero q gostem >_____<

BJOKAS *3*

Capítulo 14 - Verdadeiro


Fanfic / Fanfiction Irresistível - Capítulo 14 - Verdadeiro

Espera... Delegacia?! Ele acabou de falar delegacia?!

- O que você disse? - indago, desacreditada.

- Poderia vir me buscar na delegacia?

Encaro fixamente a parede a minha frente, esperando que a ficha caia, mas ela não cai. Olho para o visor do celular, só para conferir que não estou sonhando, mas a ligação correndo e a voz do garoto do outro lado da linha chamando o meu nome acaba com essa possibilidade. Totalmente. 

- Você está de brincadeira comigo, não é?!

- Olha... Eu até queria, mas não estou. 

- Meu Deus, garoto, o que você fez?

- Desculpe, mas esse não é o melhor momento para explicar - suspira - Será que poderia vir o mais rápido possível?! O delegado não parece estar com muita paciência.

- Puta que... Tudo bem, tudo bem - respiro fundo - Me diga o endereço.

Salto da cama atrás de papel e caneta, e trato de anotar logo o que ele diz. Sem perder tempo e com uma vontade imensa de dar uns tapas naquele moleque, pego o primeiro jeans que encontro no armário, visto um moletom sobre a blusa do pijama, prendo os cabelos em um rabo de cavalo e enfio a carteira no bolso juntamente com o celular.

Saio do quarto as pressas e vou direto para a porta de Manu, pedir emprestado as chaves do carro, pois à essa hora só conseguirei chegar rápido na delegacia se for dessa maneira. Bato uma, duas, três vezes e nada. Bato outra, espero e nada. Será que já está dormindo? Encosto a orelha na porta e só o que consigo ouvir é o som alto da televisão.

Minha amiga e essa mania de dormir com a tv ligada.

- Manu, acorda! Eu preciso falar com você, é urgente!

Chamo e, outra vez, nada. Bufo. 

Que o universo me dê paciência para esse sono pesado da Manuela. 

Irritada e com o tempo contado, vou atrás dos meus tênis. Corro de volta para o quarto e me abaixo para resgatar o par de All Star's debaixo da cama, porém, me assusto com o barulho alto de algo caindo no quintal, bem próximo as janelas dos quartos, tanto que bato com a cabeça no estrado da cama tamanho o susto.

Mesmo receosa com o que possa ser, me aproximo da janela para espiar através da cortina enquanto passo a mão na cabeça para amenizar a dor e tomo outro susto ao ver Kim Namjoon atravessar o portão de casa e correr rua à fora. 

O que raios esse garoto estava fazendo aqui? Ou melhor, por que esse garoto acaba de pular a janela do quarto da minha amiga?

Atônita, observo-o cruzar para o outro lado e desaparecer na esquina, indo em direção de qualquer lugar que não sei e como em um passe de mágica, Manuela surge na entrada do quarto com a expressão mais descarada que já vi na vida. Ofegante e com os cabelos desarrumados, a blusa vestida do avesso, e sorrindo como se nada tivesse acontecido. Que cara de pau!

Lanço meu olhar acusatório e nos confrontamos por um instante, mas basta eu cruzar os braços para que ela suspire e solte tudo:

- Você viu, não é?!

- Óbvio que eu vi! E como não iria ver, se o garoto fez um barulho desgraçado quando pulou da janela e chamou a atenção da rua inteira?!

Ela fica calada, talvez amaldiçoando o fato de Namjoon ser tão atrapalhado. 

Respiro fundo, tentando manter a calma. Como se não bastasse o pirralho que tenho que buscar na delegacia, agora tenho que lidar com outro que, "supostamente", está visitando o quarto da minha amiga a noite e sabe-se lá desde quando.

- Eu só espero que tenha uma boa explicação para um garoto de dezenove anos, ainda por cima meu aluno, estar aqui à essa hora da noite - ralho - Espero mesmo.

- Fazer a inscrição para as minhas aulas de dança que não foi, né - debocha - Ah, Clara, por favor. Eu não preciso explicar e muito menos mentir, porque você sabe exatamente o motivo pelo qual o Namjoon esteve aqui.

Observo minha amiga e suspiro. Talvez eu esteja exagerando demais. Esses dois são livres para fazer o que quiser e não sou eu quem vou dizer o contrário, até porque eu nem tenho esse direito. Além disso, está claro que não adianta brigar ou dizer que isto é errado - embora não haja realmente um motivo que possa atrapalhá-los - pois esses dois continuarão se encontrando, queira eu ou não, esteja certo ou não.

Um pouco mais relaxada, pego os tênis que larguei com o susto e digo:

- Olha, não sei quanto a aula de dança, mas que você fez ele se mexer... Ah, isso eu sei que fez.

Manu gargalha e acabo por fazer o mesmo. 

- A sua sorte é que eu estou com muita pressa, mas não pense que essa conversa acabou por aqui, entendeu?! A senhorita ainda vai explicar qual é a sua relação com o Namjoon.

- Mesmo que eu quisesse, não vou poder fugir dessa conversa, então... - dá de ombros - Mas, agora que tocou no assunto, por que estava me chamando com tanta urgência? Aconteceu alguma coisa? 

No mesmo instante, toda a raiva que acabei esquecendo por conta do acontecimento repentino com Namjoon volta como um soco, assim como a vontade de encontrar logo aquele fedelho e dar-lhe uns bons tabefes.

- Aquele pirralho do Jeon Jungkook...

- O seu garoto mimadinho?! 

- Ele não é meu garoto mimadinho! E sim, esse idiota mesmo.

- O que tem ele?

- Está na delegacia e por isso eu preciso do seu carro emprestado.

- O que? - arregala os olhos - Como assim na delegacia? O que ele fez?

- Pois é, eu também não sei ao certo. Ele ligou para o meu celular à alguns minutos atrás e disse que precisa de ajuda. Pediu que eu fosse buscá-lo por lá.

- E você vai?

- Não tenho escolha, afinal, eu sou a responsável pela turma - reviro os olhos - Se acontecer alguma coisa com qualquer um deles, seja dentro ou fora da escola, sou eu quem respondo na ausência dos pais e familiares. 

- É sério isso?! 

- Tão sério quanto a vontade que estou de agarrar aquele garoto pelos cabelos.

- Às vezes acho que você tem vontade de outra coisa, viiiuuuu... 

Cutuca minha bochecha, rindo, e só o que eu faço é revirar os olhos. 

- Bom, então eu acho melhor você ir logo. Porque se ele te ligou, significa que nem os pais e nem outros parentes foram para ajudá-lo.

Suspiro. Apesar da raiva que sinto por ter sido interrompida na hora sagrada da minha série e tirada da minha cama quentinha, não posso negar que estou preocupada com o fato de que - aparentemente - nem um dos parentes de Jungkook tenha ido até a delegacia para resolver a situação e eu precisar tomar essa responsabilidade.

Manu corre até a mesinha ao lado do sofá e me lança as chaves do carro, que agarro no ar. Calço os tênis rapidamente e saio rumo a garagem. Trato de digitar o endereço no GPS assim que me ajeito no carro e disparado como um raio em direção a tal delegacia, que fica em um tal bairro chamado Daehangno, à bons minutos de onde moro.

Dirijo o mais rápido que posso, ensaiando todos os palavrões que pretendo soltar para Jungkook logo que esse problema for resolvido e trenando no volante o aperto que estou louquinha para dar em seu pescoço. Eu realmente quero matar aquele garoto!

Minutos se vão e finalmente chego ao 24o Distrito Policial. Estaciono o carro de qualquer jeito e caminho apressadamente para a entrada do prédio. Peço informação para um dos policiais e ele aponto para uma porta, no final do pequeno corredor. Agradeço e vou à passos fulminantes na direção que apontou, pronta para mostrar a Jeon Jungkook que estar na delegacia nem se compara ao que pretendo fazer com ele. Porém, minha irritação morre assim que entro na sala e vejo, não só Jungkook, mas Seokjin e Yoongi sentados diante o delegado e outros meninos que não conheço e um casal, que acredito serem os pais de algum deles.

Me aproximo, tomando a atenção de todos e tomo um susto ao ver os rostos dos três meninos cheios de ferimentos. Entraram em uma briga?

- Posso ajudá-la? - o delegado se levanta.

- Eu sou a professora responsável por esses três meninos - aponto para eles - Meu nome é Clara.

Aperto a mão do homem de aparentemente trinta e cinco anos.

- O que aconteceu? - pergunto.

- Eu te digo o que aconteceu - a mulher desconhecida se pronuncia, fazendo-me virar e observá-la.

Por longos e exaustivos minutos, ela fala e fala como o filho e seus amigos foram "brutalmente" atacados pelos três garotos silenciosos atrás de mim, e que não espera menos do que uma indenização ou que os culpados passem a noite na cadeia.

Olho por cima do ombro, entediada com o discurso ininterrupto da tal mulher e dou uma boa analisada nos machucados dos meninos, principalmente Jungkook. Repentinamente, como se soubesse estar sendo observado, ele ergue o olhar e nos encaramos. Embora minha raiva agora seja voltada para a louca que não fecha a matraca, mostro à ele que não estou nem um pouco contente com o que está acontecendo e, pela primeira vez, o garoto suspira e não distribui sua arrogância.

Milagrosamente, Jeon Jungkook sabe que está errado.

A falação se estende mais do que deveria e eu, no limite de mandar a mulher calar a boca, respiro fundo e então digo:

- Deixe-me ver se entendi. A senhora está dizendo que os meninos atacaram seu filho e os amigos deles por inveja? Ainda mais de um celular? 

- Isso mesmo - aponta para Seokjin - Foi aquele ali que começou.

Rio soprado. Inveja de um celular? Tanto Seokjin quanto Yoongi podem comprar a loja da Apple se quiserem e estão com inveja de um mero celular? Além disso, Seokjin começou a briga? Ah, pelo amor de Deus. Poupe-me!

- De acordo com o que o senhor Kim Seokjin contou - o delegado fala - Um dos meninos, o que  começou a briga, pegou o celular dele enquanto estava no chão. No caso, um Iphone 6.

- O senhor verificou isso? - pergunto.

- Sim, mas... - puxa a bandeja com os celulares - Aqui está o problema.

Ele deposita quatro Iphone 6, todos da mesma cor, e um Samsung J7 sobre a mesa. Respiro fundo. 'Ô mania chata que esses jovens têm de seguir tendência.

- Se o problema é saber a quem pertence cada Iphone, por que não pediu que colocassem as senhas? - questiono - Os celulares estão bloqueados, não estão?

Ele me olha e concorda, como se eu tivesse acabado de descobrir o maior segredo do mundo, sendo que essa era a resposta mais óbvia para o problema.

Seguindo a minha ideia, devolve os aparelhos aos seus respectivos donos. Não me surpreendo ao ver que Jungkook é o dono do Samsung, o qual enfia o celular no bolso de imediato, já que está fora de suspeitas.

- Meninos, desbloqueiem os celulares e mostrem para mim.

Yoongi o faz de imediato, assim como os outros dois meninos, ao contrário do amigo de cabelos castanhos, sentado entre eles. Todos olhamos para ele e ficou mais do que claro que temos um vencedor, nesse caso, um perdedor.

- Dê o celular para Seokjin - digo.

Hesitante, ele o faz e no mesmo segundo, meu aluno desbloqueia o aparelho e mostra para o delegado, que bufa irritado e fuzila o garoto e os pais.

- Eu deveria multá-los por falsa acusação, mas vou deixar isso nas mãos do verdadeiro prejudicado - suspira - Senhor Kim, gostaria de abrir uma queixa?

O menino parece pensar e busca apoio em mim, que apenas meneio a cabeça.

- Não, senhor delegado. Não vou abrir uma queixa.

- Então, peço que assinem um acordo e então estarão liberados.

Depois de mais alguns minutos e pedidos de desculpas por parte dos garotos e do casal envergonhado, o delegado nos libera e mal tenho tempo de respirar aliviada e vejo Jungkook sair apressado e sem dar satisfações da sala.

- Jeon Jungkook! - grito.

Tão apressada quanto, vou para a entrada da delegacia e tudo o que encontro é o estacionamento parcialmente vazio, sem qualquer sinal do moleque. Esfrego as mãos no rosto, contando até dez, mas sou obrigada a manifestar toda a minha raiva.

- Eu vou te matar, garoto! - esbravejo em português.

- Professora?!

Olho para o lado e Seokjin e Yoongi estão parados, observando-me.

- Está tudo bem? - o mais velho pergunta.

- Sim, está. Eu só quero matar o Jungkook, mas nada fora do comum.

Os dois riem e eu também, mas logo tomo uma postura severa e digo:

- Não pensem que não estou brava com vocês - ambos encolhem os ombros, envergonhados. Suspiro - Vamos, vou levá-los para casa.

Cruzamos o estacionamento e entramos no Hyundai i15 verde da minha amiga, Seokjin ao meu lado e Yoongi no banco de trás.

- Me digam o endereço da casa de vocês para que eu coloque no GPS.

- A senhora não pode me deixar na casa do Yoongi? - Jin pergunta.

- Claro que não. Quero falar com os seus pais sobre o que aconteceu, assim como farei com os pais do Yoongi.

- Meus pais não estão em casa - retruca.

- Como assim não estão?

Ele dá de ombros e, nitidamente irritado, não respondo mais nada. Não insisto. Apenas viro-me para Yoongi no banco de trás.

- E os seus?

- Eu moro sozinho. 

- Sozinho?

- Sim. Meu pai está no exterior. 

Pela milésima vez em uma única noite, suspiro, sentindo-me uma tola. Não sei porque raios tive a ideia de falar com os pais deles. Se não vieram ajudar os próprios filhos, um motivo teve e esse motivo é o fato de não estarem "disponíveis" para isso.

- Tudo bem - digo, por fim - Yoongi, diga o endereço da sua casa, que deixarei você e o Seokjin lá. Certo?!

Ambos concordam e então saimos do estacionamento da delegacia. 

Como presumi, o apartamento do meu aluno fica em uma área nobre da cidade e o silêncio no carro é tão constrangedor quanto a circunstância que passamos à minutos atrás. Jeon Jungkook não sai da minha cabeça desde que deixamos a delegacia e só o que eu quero saber é como para onde esse garoto foi com tanta pressa e, principalmente, saber como os três acabaram em uma delegacia. Já que, apesar de suas personalidades um tanto estranhas, não me parecem encrenqueiros de fato.

- Apesar de tudo ter sido esclarecido e não ter acontecido mais do que um sermão, o que fizeram foi errado - digo, quebrando o silêncio - Afinal, o que aconteceu para que fossem levados à delegacia? Realmente foi só por causa do celular?

Os dois ficam calados e sinto que há mais coisa por trás dessa briga do que apenas o que disseram.

- E então?

- Para ser sincero, o motivo foi outro. Mas, me perdoe, eu não quero lhe dizer qual foi - Seokjin respira fundo e, envergonhado, se nega a olhar para mim.

- O motivo foi tão grave assim?

Ele não responde. Respiro fundo. Pois é, com essa quietude toda, já deu para perceber que sim, foi por um motivo grave.

- Tudo bem, não precisam contar. Mas quero que saibam que vou ficar de olho em vocês à partir de hoje e não serei tão compreensiva se acontecer de novo. Estamos entendidos?!

- Sim, professora - dizem uníssono.

Com a atenção na avenida, hesito um pouco antes de perguntar.

- E o Jungkook? Por que ele estava na briga?

- O Jungkook não teve culpa de nada - Yoongi se pronuncia - Na verdade, nós que o arrastamos para a briga, de alguma forma.

- Como assim?

- Estávamos dois contra três e, como a senhora pôde perceber, tomamos uma surra antes do Jungkook aparecer e nos ajudar. Ele simplesmente largou as compras e foi pra cima dos caras, querendo, primeiramente, apartar a briga. Como não conseguiu, acabou saindo no braço também e aí a polícia nos enquadrou.

Ótimo! Agora me sinto culpada por pensar que Jungkook foi parar na delegacia por mais um de seus caprichos, sendo que ele apenas ajudou os amigos e acabou pagando também, sem realmente ter culpa pelo o que aconteceu.

Ótimo... Mil vezes ótimo!

Estaciono em frente ao prédio que o GPS indica e Yoongi confirma ser o seu. Os dois garotos me agradecem, tanto pela carona quanto por tê-los tirado da delegacia, e saem do carro. Porém, antes que possam se afastar muito, eu grito:

- Sabem que podem contar comigo para o que precisar. Seja o que for, ok?!

Eles assentem, visivelmente encabulados, e seguem para dentro do prédio.

Dou a partida, faço o retorno e sigo o meu caminho de volta para casa, depois de uma noite em que eu deveria somente ter assistido mais episódios do que pretendia e que foi substituída por uma visita repentina a delegacia.

Cansada e desejando intensamente minha cama, refaço o trajeto em Daehangno, agradecendo por todas as vias estarem livres e facilitar a minha chegada em casa. No entanto, ao virar a esquina próxima a delegacia em que estive à quase uma hora atrás, falto bater o carro assim que vejo Jeon Jungkook sentado em um ponto de ônibus, com os braços cruzados e a cabeça encostada no vidro.

Dou ré e paro próximo ao meio fio. Saio do carro e caminho em direção à ele, que só percebe a minha presença quando estamos frente a frente e então ergue a cabeça para observa-me com seu par de olhos escuros, os quais, não posso negar, desejei por todos esses dias vislumbrar tão de perto novamente.

- O que está fazendo aqui? - pergunto.

- Estou esperando o ônibus.

- Foi por isso que saiu tão rápido da delegacia?

- Sim.

- E está esperando desde àquela hora?! Por que não pegou um táxi?

- Eu não sou bolsista à toa, sabe?! - retruca. 

Sua resposta rude me surpreende, mas eu não poderia esperar menos de Jeon Jungkook. Sério mesmo que vamos continuar nesse joguinho? Definitivamente, isso já foi longe demais.

Ciente de que devo dar o primeiro passo, até porque estamos nisso por culpa minha, me aproximo e sento ao seu lado. Ele não se afasta, o que é um bom começo. Ficamos quietos por um instante, mas logo trato de fazer o que tem que ser feito.

- Sei que lhe pedi desculpas em frente aos outros alunos, mas acho que o certo é pedir pessoalmente - olho-o de relance - Me desculpe, Jungkook. Sinceramente.

Ele solta um suspiro longo e diz, ainda sem olhar para mim:

- Tudo bem. De qualquer forma, você não sabia. Não posso culpá-la por isso.

- Sabendo ou não, foi errado o que eu fiz e reconheço. Não deveria ter sido tão grosseira e tratá-lo daquela maneira - observo a rua vazia - Apesar de você me tirar do sério e merecer às vezes...

Ouço sua risada. Opa, estamos progredindo! 

- Os meninos contaram que você foi para ajudá-los. Foi legal da sua parte, embora tenha acabado na delegacia também.

- Acabou acontecendo - dá de ombros - Não me arrependo. São meus amigos, afinal de contas. Tinha que ajudá-los.

- Entendo. A propósito, por que me chamou?

- Tentei ligar para a professora de física, que é a responsável do Terceiro A. Também tentei ligar para os pais do Jin e do Yoongi, mas ninguém atendeu. Então, acabei ligando para você.

- Ou seja, eu fui sua última opção?!

Novamente sua risada chega aos meus ouvidos e acabo por rir também. O silêncio volta a se instaurar entre nós, mas não é desconfortável como os outros, muito pelo contrário. É mais agradável e significativo do que eu poderia imaginar.

- Obrigado.

Viro-me e percebo que está me encarando. Ficamos assim por minutos que sequer posso contar, confrontando um ao outro, mas sem a rixa de sempre. Há apenas curiosidade. Mais que isso. Há interesse, malícia, vontade.

- Obrigado por ter vindo me ajudar.

Seus olhos escuros encaram-me fixamente, com se procurassem por respostas, assim como os meus. Nesse momento, ainda que pareça muito estranho e eu não saiba explicar o porquê, consigo enxergar o verdadeiro Jeon Jungkook. Sem a arrogância, a prepotência e a frieza. A diferença de idade ou a maldita ética professora/aluno. 

Tão somente, Jeon Jungkook.

- Quer uma carona?

- Quero você.

Espanto-me, porém, a luxúria em seus olhos negros leva qualquer sentimento que não seja desejo para bem longe, até mesmo o meu bom senso.

Guiada por toda a minha ambição e sem dizer qualquer outra coisa, seguro seu rosto com ambas as mãos e ataco seus lábios, aproveitando do sabor que, desde a primeira vez, ficou gravado em minha mente e que se tornou um vício. Depois de tantas provocações, eu finalmente os tenho para mim. Só para mim.

Como fez na biblioteca, Jungkook desliza a língua por meu lábio inferior e com uma mordidinha aprofunda o beijo, metendo sua língua atrevida em minha boca. Uma de suas mãos embrenha-se em meus cabelos e a outra aperta a minha cintura, com a mesma possessividade que me deixa louca. Tão faminto quanto eu, puxa-me para perto, quase fazendo com que eu sente em seu colo, e toma tudo o que quer. E eu, sem dar a mínima para o fato de estarmos em um ponto de ônibus, cuido de acabar com o espaço que há entre nós e sento de vez sobre suas pernas.

De um lado para o outro, nos esbaldamos com os lábios um do outro, até que ofegantes, nos afastamos para tomar um pouco de ar - e vergonha na cara também.

- Ainda quero a carona - ele sussurra, fazendo-me rir.

- Quer? E para onde?

- Para a minha casa.


Notas Finais


Boatos dizem que Namjoon curte uma corrida com obstáculos xD


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